“Destruirei A Sabedoria Dos Sábios”

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“Porque está escrito: Destruirei: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?”

I Cor. 2: 19-20

Perguntado sobre o Cristianismo, Mahatma Gandhi respondeu: “Aceito o Cristo e o seu Evangelho, mas não aceito o vosso Cristianismo”. Kalil Gibran escreveu:“De cem em cem anos, Jesus de Nazaré costuma se encontrar com Jesus dos cristãos, e, após longa conversa, Jesus de Nazaré diz a Jesus dos cristãos: Realmente, acho que nunca chegaremos a um acordo!”. Voltaire dizia o seguinte: “Só posso crer num Deus que eu possa amar, mas esse Deus da teologia não é amável”. Lao-Tsé disse o seguinte: “Se O pudermos definir, já não será mais Ele”.

O mundo veio e vem recebendo “conceitos de Deus” como chuva de meteoritos! Discussões sobre Deus são feitas de todas as formas possíveis e imagináveis, enquanto, na Verdade, Deus não é conceito, não é nada do que disseram e dizem, unicamente por não fazer parte “deste mundo”, nem de suas ideias, nem de seus supostos “representantes”, nem de suas chamadas “religiões”, nem de coisa alguma contida nas suas chamadas “teologias”. Deus, a Verdade Absoluta, está acima disso tudo!

 “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos” (Mateus, 11: 25). Certa vez, usando esta citação de Jesus para explicar a alguém que a Verdade jamais é “cardápio para intelecto”, ele me respondeu: “Mas que Deus é este, que esconde a Verdade para destiná-la apenas aos “pequeninos”?” Assim  foi como o “intelecto” recebeu a fala de Jesus: vendo um Deus que discrimina, em vez de entender que, com seu limitado alcance, lotado de conceitos vãos, e trancado num suposto “humano saber”,  jamais teria entendimento das revelações absolutas! Quando o estudo fala em “entendimento da Verdade, unicamente leva em conta o “discernimento espiritual”, e jamais um suposto entendimento mental ou humano.

“Vós me buscareis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias, 29: 13).

 Que objetivo têm estas mensagens sobre a Verdade? Apenas um: motivá-lo a “abrir o seu coração a Deus”, para que possa conhecê-Lo EM SI MESMO. Por isso os textos afirmam que “DEUS, ESPÍRITO, É TUDO”, sempre orientando, com ênfase, para que as Verdades expostas sejam contempladas! Que significa “contemplar a Verdade”? Significa levá-las naturalmente em consideração, mesmo que elas contrariem a chamada “lógica do mundo”. DEUS, A REAL IDENTIDADE DE TODOS NÓS,  não deve encontrar pela frente, endossada por nós, uma barreira mental de crenças  – os “vasos cheios” do ilusório intelecto!  Em outras palavras, “contemplar”, é ser um dos “pequeninos”, esvaziado por completo da “mente carnal”,  a quem Jesus disse destinarem-se as revelações! E estas serão  sempre Autorrevelações: DEUS SE REVELANDO COMO O NOSSO SER!”

Não dê voz à ilusão! Não creia, por exemplo,  que haja doenças curáveis ou incuráveis! Não creia na presença do chamado “mal” num Universo em que DEUS É TUDO! Não tenha medo de “aparências malignas”, assim como não teria medo de “pesadelos”, se estivesse acordado! Acorde!Vá a fundo, na percepção da totalidade e unicidade de Deus! O chamado “mundo de aparências” não é realidade! A REALIDADE É INTEGRALMENTE DEUS! DEUS É TUDO! CONTEMPLE, DESTEMIDAMENTE, COM A MENTE DE CRISTO, A SUA PRESENÇA SENDO A  PRESENÇA DE DEUS!

 

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“Meu Pai Trabalha Até Agora!”

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“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”.

(João, 5: 17).

Os princípios e revelações da Verdade são a bússola apontando para a glória que temos em Deus. Assim como a bússola aponta sempre para o norte, as revelações apontam sempre para Deus. Se alguém, tendo a bússola, desejar ir ao norte, mas se deixar desviar rumo a outra direção, que não a apontada pela bússola, de nada lhe adiantará ficar reclamando o tempo todo por não ver nunca a sua meta sendo cumprida! Mas como haveria de chegar ao norte contrariando as indicações da bússola?

Todos os caminhos deste mundo são desvios da meta verdadeira de todos nós, que é o conhecimento da Verdade através de nossa consciente permanência em Deus. Todos os princípios, revelações e escrituras apontam como objetivo o Reino de Deus, e, alguém que se atenha a este objetivo, que se conserve com a atenção voltada a Deus, e não ao ilusório “mundo de aparências”, estará alinhado com a Oniação, a ação onipresente de Deus, que, por incluí-lo, estará lhe garantindo as bem-aventuranças todas!

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do onipotente repousará”, diz o Salmo 91. Não está dizendo que alguém deva ficar deitado em alguma rede, esperando tudo acontecer! Oniação é ação do TODO, e, neste TODO, inclui-se a atividade do Ser individual que somos! “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João, 5: 17). Assim disse Jesus, para explicar que “confiar em Deus” não significa “alguém ficar de braços cruzados”, achando ser isto a fé verdadeira. Pelo contrário, a fé verdadeira é estarmos plenamente ativos, em unidade com a Oniação, sem vontades e ansiedades pessoais, e fazendo o nosso melhor a cada momento, visando ao cumprimento global de objetivo no que diz respeito à vivência na Verdade e ao desvinculo da ilusória crença de que somos “galhos cortados da árvore”, ou seja, seres  apartados de Deus.

Quem se dedica à “Prática do Silêncio” no sentido de, através dela, se contemplar sendo “um com Deus”, naturalmente se verá ocupado continuamente, pois o seu reconhecimento de participação na Oniação divina  gera automaticamente a “imagem visível” correspondente àquela percepção, uma vez que “este mundo” não é realidade, mas tão somente uma “projeção de crenças”. Como  as “contemplações” atuam nas “crenças”, elas, então, se alteram, e são a estas “alterações nas crenças”, tornadas visíveis à suposta “mente humana”, que Jesus  se referiu como sendo os  “bens vindos acrescentados”, quando o Reino de Deus é buscado em primeiro lugar.

Entendendo este processo VOCÊ jamais se preocupará com “este mundo”. Nem que, aparentemente, o dia de hoje, das “aparências”, se  lhe mostre catastrófico! Por quê? Porque o entendimento o fará tirar a atenção das “aparências” para deixá-la focada em DEUS! A partir disso, o mecanismo espiritual aqui descrito começará a atuar a seu favor:

VOCÊ SE CONTEMPLARÁ ESTANDO EM UNIDADE COM DEUS, UNO COM A ONIAÇÃO DIVINA; AGIRÁ SEGUNDO FOR-LHE INPIRADO A AGIR, OCUPADO E DESPREOCUPADO, E, NESTA “PERMANÊNCIA EM MIM”, NO ABSOLUTO, AS CRENÇAS, ANTES VISTAS COMO “IMAGENS CATASTRÓFICAS”, SERÃO MUDADAS PARA  SE AMOLDAREM À VERDADE,  “SURGINDO-LHE” COMO IMAGENS RENOVADAS,  “IMAGENS DE BENS LHE VINDO ACRESCENTADOS”.

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“O Espírito Do Senhor É Sobre Mim”

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos, enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos , e a abertura de prisão os presos”.

Isaías, 61: 1-3

A felicidade, a harmonia, a paz, a saúde e a prosperidade, são o que a humanidade sempre esteve buscando e de todas as maneiras. Por quê? Por as pessoas saberem, intuitivamente, que “já possuem”, e permanentemente, todas estas bênçãos! De alguma forma, todas sabem da existência delas, mas não conseguem vê-las nem desfrutá-las, porque a suposta “mente humana”, que acreditam ser a mente que possuem, não é apta para discerni-las como presentes, aqui e agora. Em vista desta cegueira, acreditam que “há algo” de que precisam, e que devam buscar, e é quando passam a batalhar e se esforçar para “obtê-las” no suposto ”mundo material”.  

Que diz a citação de Isaías? Explica a maneira de se dar fim àquela ilusão de que o homem é um ser carnal destinado a “ganhar o pão com o suor do rosto”.  

Em Lucas, 4: 15, podemos ler: “E chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. E cerrando o livro e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes:  Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos”.

Jesus, citando Isaías e fazendo total identificação com as palavras reveladas, disse: “Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos”,  oferecendo a mim, a você, e à humanidade toda, a oportunidade de segui-lo, ou seja; ABRIR TAMBÉM O LIVRO DE ISAÍAS, RECONHECER O ESPÍRITO DE DEUS “EM MIM” – EM SI MESMO – EXCLUINDO A CRENÇA EM EXISTÊNCIA HUMANA, O QUE, NATURALMENTE, PÕE FIM A TODAS AS “APARÊNCIAS” DE CARÊNCIA, OU SEJA, DÁ FIM À ILUSÃO!

“Cristo é tudo em todos” (Col. 3: 11). Quando Paulo afirmou esta Verdade, estava explicando que, assim como “o Pai em Mim” é a “unidade perfeita” representada por Jesus, igualmente “o Pai em Mim”,  é a mesma “unidade perfeita”, com relação ao “Cristo” em nós todos.

 Como Deus é Onipresente, a Verdade é universal! Esta “universalidade da Verdade” foi também exposta por Jesus, quando disse: “Quem crê em MIM, crê não em mim, mas NAQUELE que me enviou” (João, 12: 44). Qualquer de nós, renascido, vendo-se despojado do “homem natural” para se reconhecer  identificado com o “Cristo em Si mesmo”, abrindo o livro de Isaías  e se volvendo “a MIM”, – ao “Espírito de Deus em Si mesmo” – está em posição idêntica à de Jesus, podendo, em vista disso, dizer e, e com conhecimento, que “HOJE SE CUMPRIU ESTA ESCRITURA”.

Veja-se, agora, abrindo o livro de Isaías, reconhecendo que “o Espírito de Deus é sobre MIM”, ou seja, “sobre o Cristo em VOCÊ”; e então, contemple:

O ESPÍRITO DO SENHOR É SOBRE MIM, POIS QUE ME UNGIU PARA EVANGELIZAR OS POBRES, CURAR OS QUEBRANTADOS DO CORAÇÃO, LIBERTAR OS CATIVOS, DAR VISTA AOS CEGOS, PÔR EM LIBERDADE OS OPRIMIDOS E ANUNCIAR O ANO ACEITÁVEL DO SENHOR. HOJE ESTA ESCRITURA SE CUMPRIU! EM MIM!

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“Quem Me Vê A Mim, Vê O Pai!”

“Quem me vê a mim, vê o Pai”

(João, 14: 9),

Quando Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João, 14: 9), longe estava de dizer que aqueles que o viam como um nazareno, filho de Maria, estariam vendo Deus! “Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (João, 8: 58), disse ele, identificando-se como Deus e, ao mesmo tempo, como um ser “além das aparências”. Que era o humano ser, nascido de Maria? Um conceito mental, a “crença coletiva”, ou seja, uma ilusão!

O “Referencial do Cristo” é o verdadeiro ponto de vista sob o qual a Existência deve ser reconhecida e considerada. “Vencer o mundo”, portanto, é vencer este “referencial da mentira”, que coloca Deus em Sua perfeição Absoluta, e, ao lado, a toda a humanidade na “crença de imperfeição”. Este referencial falso ficou tão impregnado e aceito genuíno, que, aparentemente, transformou um emaranhado ilusório de crenças falsas em suposta “vida material”, que hipnoticamente engana a todos! Jesus, eu, você, todos os demais, não somos os “vistos nas aparências”. É preciso romper com esta aceitação hipnótica de vez, entendendo, realmente, que “quem nos vê, vê o Pai”. DEUS É TUDO!

É comum alguém admirar seres que se mostram humildes, mas, não no sentido verdadeiro e espiritual de “humildade”. Enviaram-me um artigo que circula agora pela Net, onde um jovem, seguidor do catolicismo, elogia e enaltece o Papa Bento XVI por ter ele dito, em sua renúncia, também se achar uma pessoa “cheia de erros”. Este elogio feito pelo rapaz a esse tipo de “humildade” está agora rodando o mundo, sendo passado às igrejas, e delas ao povo! Entretanto, se ao mundo isto se mostra como sendo “humildade”, espiritualmente falando, não é a humildade verdadeira, pois leva o homem a se identificar com “este mundo”, com o que lhe mostra a “mente carnal”, e com o que DEUS NÃO CRIOU.

Do Gênesis ao Apocalipse está revelado que “as obras de Deus” estão prontas e são permanentes! NELAS, SIM, ESTAMOS TODOS INCLUSOS COMO A VIDA ETERNA DE DEUS! Julgar-se pela carne, dizer-se cheio de erros, e dar este exemplo ao mundo, pode até ser humanamente visto como louvável e elogioso aos olhos do mundo; entretanto, não é este o enfoque de Cristo com relação à humildade! Nunca vimos Jesus em autodepreciação , mas, sim, em anulação da “aparência humana”: “As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em MIM, é quem faz as obras” (João, 14: 10). Somos o que está “por trás” das “aparências”; portanto, jamais devemos nos julgar por elas!

A humildade verdadeira reconhece unicamente DEUS EM CENA, pela negação total do suposto “velho homem e seus acertos ou erros”, de forma que possamos aceitar e reconhecer a presença do CRISTO sendo o SER QUE SOMOS! “Não mintais uns aos outros, pois que vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, segundo a IMAGEM DAQUELE QUE O CRIOU (…) onde CRISTO É TUDO EM TODOS “ (Col. 3: 9-11).

Se formos elogiar quem “se diz com erros”, o elevado padrão do Evangelho, que revela o CRISTO em nós, a Verdade de nossa Unidade com Deus, ficará comprometido! Além disso, esta falsa visão do Evangelho de Cristo atuará como “exemplo indevido” ao mundo, ou seja, a pessoa agirá como agiu o Papa, vendo-se cheio de erros, e, ainda ficando conformado com isso, acomodado à ideia de que, “se até mesmo o Papa está cheio de erros”, eu, com os meus, estou plenamente justificado!”

O Papa Bento XVI não está “cheio de erros”, mas apenas de um: julgar-se pela carne! E está sendo aqui citado não como alvo de crítica, mas tão somente para ilustrar o que se chama “falsa humildade”: tomar “aparências” como referencial.

Jesus deixou bem explícito: “Não vos chameis mestres, porque um é o vosso Mestre, que é o Cristo” (Mateus 23: 10). Estava explicando o “padrão divino” da Existência! A visão que Deus tem de nós todos, que somos “emanações preciosas do Seu Verbo”. O Evangelho revela a “visão aberta” dos discípulos, quando viram “Jesus transfigurado”. Esta Visão é a real Visão de todos nós, a Onivisão, que não nos vê ou julga “pela carne”, mas, pelo “juízo justo”.

Na “Prática do Silêncio”, feche os olhos para “este mundo”, e diga a si mesmo: “AQUELE QUE ME VÊ A MIM, VÊ O PAI!” Contemple-Se como Luz do mundo, como “um com o Pai”, como “Sal da terra”. Se “alguém”, iludido pela “mente carnal”, olhar para você, vendo-o como um ser humano, com acertos e erros, impersonalize a ILUSÃO! Lide internamente com a “falsa sugestão”, e reconheça:

“Esta pessoa não é quem aparenta ser; é a ILUSÃO se mostrando como pessoa! O “Cristo”, em Mim, reconhece unicamente o “Cristo” sendo ela!”

É desse modo que “aquele que vê a mim, VÊ O PAI”EM SI MESMO E NO SUPOSTO “OUTRO”. Na Verdade, tudo é UM, tudo é DEUS!

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“Deus É Tudo! Deus É Tudo! Deus É Tudo!

Durante minha “contemplação”, pela manhã de hoje, estava entretido na identificação de minha Mente com a Mente de Deus quando, subitamente, ouvi em “voz interior sem voz”, como um coral de vozes masculinas, recitando por três vezes: “DEUS É TUDO, DEUS É TUDO, DEUS É TUDO”, em ritmo bastante acelerado, que me atraiu toda a atenção.

A totalidade de Deus é a “bandeira” do estudo da Verdade Absoluta! Pena que este “Referencial Divino” não seja ainda adotado pela maioria, que insiste em considerar “mundo material” como presente, e ainda em se identificar com a ilusória mente humana, que supostamente vê e vivencia esta pura “ilusão de massa”.

Bem, este não é realmente um artigo, mas uma sugestão que, após testar, notei ser bastante eficaz na continuidade das “contemplações”. Sem mentalizar, sem pretender fazer disso um “mantra recitado”, apenas se silencie, com “ouvidos internos” abertos, e se imagine “escutando em voz sem voz” – de coral masculino – por três vezes, “DEUS É TUDO, DEUS É TUDO, DEUS É TUDO!”, colado em som contínuo, e bem depressa. Acredito que perceberá o mesmo que eu percebi, e que me facilitou sobremaneira a “contemplação”.

DEUS É TUDO, DEUS É TUDO, DEUS É TUDO!

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“O Cristo Vive Em Mim!”

“Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”

Gálatas, 2: 19-20.

Se alguém apagar a luz de um recinto iluminado e, no escuro, tentar entender o que é a “escuridão”, se contar esta sua intenção para os outros poderá até ser alvo de risos! Não existe “escuridão” ali trazida, para ser compreendida; existe a ausência da luz, e mais nada!

Se formos vasculhar dicionários, ou tratados de Teologia, acharemos “estudos profundos” a respeito de “pecado”. Entretanto, se buscarmos entender em primeiro lugar a Natureza de Deus, tanto pelas revelações das Escrituras de todos os tempos, como por direta experiência de Sua Presença sendo a nossa própria presença,  o que descobriremos será a Luz Onipresente, que é Vida e Substância de todas as Formas eternas!

“Em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora, o servo não fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João, 8: 34-36).

Etimologicamente, a palavra “pecado” significa “errar o alvo”. No estudo absolutista, “erra o alvo” quem não reconhece a Deus como TUDO: Onipotente, Onipresente, Onisciente, Oniativo. A questão do pecado não é, portanto, o foco do estudo da Verdade Absoluta! Não há pecado em Deus e não há Deus em pecado! Por isso Jesus disse: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres!”. Explica o “renascimento”, o despertar espiritual de cada um. Através do discernimento da Presença do Cristo em SI MESMO, cada ser descobre-se despojado do suposto “homem natural”, também chamado de “servo de Deus”. “Ora, o servo não fica para sempre”, disse Jesus, isto é, a suposta “personalidade”, aparentemente existente e separada de Deus, não passava de uma “ilusão temporal”.

Ninguém pode aceitar a Verdade de ser “um com Deus” sendo menos do que o “Filho já em Unidade com o Pai”. E, neste reconhecimento, fica anulada a ilusão de que “o homem natural” tenha tido existência real e sendo, em algum momento, a real identidade de alguém. “As obras de Deus são permanentes”.

Como se dá esta “libertação pelo Filho de Deus”? Através do nosso “despertar” ao Cristo que somos. O Cristo, em cada ser, é o “Filho que o deixa verdadeiramente livre”, e pelo seguinte motivo: “Pai e Filho são UM!” O “Cristo” é Deus mesmo, expressando-Se como VOCÊ! Expressando-Se agora e eternamente como o Ser individual que VOCÊ É. Entre em Silêncio e contemple esta Verdade Absoluta!

“Pois se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é, porventura, Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. Não aniquilo a graça de Deus, porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”

Gálatas, 2: 17: 21.

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“O Reino De Deus Não Vem Com Aparência Exterior”

“O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui: Ei-lo ali! Porque eis que o reino de Deus está entre vós.”

Lucas 17: 20,21

Quando Jesus disse: “O meu Reino não é deste mundo” (João, 18: 36), não estava meramente comparando mundo humano com o Reino divino; antes, estava revelando que “este mundo não é realidade”. O Reino ÚNICO é Deus Se manifestando como TUDO, sendo o único “observador”, o único “observado”, e tudo o que há “entre observado e observador”, ou seja, Deus é TUDO!

Desse modo, parafraseando Jesus, poderíamos dizer: “A visão de mundo” em que “eu sou eu”, e que “você é você”, e que, entre “eu e você”, existe algo chamado “distância” e algo chamado “tempo de duração”, para que “eu” pudesse me aproximar ou me afastar de “você”, é puramente uma ficção captada pelos ilusórios sentidos humanos! O Reino de Deus, único aqui manifestado, não contém rachaduras nem rupturas, para que a INDIVISIBILIDADE DO UNO pudesse ser comprometida! Toda Natureza de Deus é Onipresente, ou seja, somente existe Deus, em Sua plena divindade, seja “aqui, ali ou acolá”, por ser indivisivelmente TUDO! Por isso Jesus disse que “o Reino de Deus  não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui; Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós” (Lucas, 17: 20-21).

O “Reino de Deus” não vem com aparência exterior unicamente porque “aparências” são puramente “imagens ilusórias”, sem qualquer substância, consistência ou realidade. Aparências são “nadas!” O “Reino de Deus JÁ VEIO”, o que, no sentido absoluto, significa que O REINO DE DEUS É TUDO E É CHEGADO PERMANENTEMENTE! SOMENTE EXISTE O REINO DE DEUS E SOMENTE EXISTE DEUS! Por isso não dirão “ei-lo aqui” nem “ei-lo ali”, ou seja, não é “ponto localizado”, e sim O TODO INDIVIVISÍVEL E ONIPRESENTE! Luz infinita! Inteligência infinita, Amor infinito! Esta é a Visão real e absoluta da REALIDADE ETERNA!

Quem estuda a Verdade Absoluta parte desta premissa básica: DEUS É TUDO, TUDO É DEUS! Não há mais nada a ser levado em conta! E quanto ao suposto “mundo de aparências”, como lidar com ele? Sempre surge esse tipo de pergunta, quando é revelado que UNICAMENTE EXISTE O REINO DE DEUS! E ela surge pelo seguinte motivo: O INDAGADOR ACREDITA ESTAR FORA DELE! USA A ILUSÓRIA MENTE QUE LHE MOSTRA “ESTE MUNDO”, E, SENDO INFORMADO DA VERDADE, QUER SABER COMO LIDAR COM A MENTIRA!

Enquanto não nascer de novo, não verá o Reino de Deus, disse Jesus a Nicodemos! Estava ensinando a ele: “Com esta mente falsa, com estes cegos sentidos humanos, com este referencial da mentira, nada verá da VERDADE! VOCÊ TERÁ DE VIR A “MIM”, À UNIDADE PERFEITA, À ACEITAÇÃO DE QUE SOMENTE EXISTO EU – MANIFESTO COMO O CRISTO EM TODOS”!

Esta Verdade não aceita mistura com ensinamentos relativos! Não há mentes pessoais ao lado de “MIM”! Se estes princípios forem aceitos para, logo em seguida, ensinamentos dualistas forem abraçados e misturados com eles, “a casa ficará dividida”, com cada um  confirmando SER A VERDADE de um lado e, NEGANDO-A de outro.

Jesus disse: “Qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus, 10: 32-33). O que ele aqui explica, é puramente o seguinte: OU VOCÊ SE COLOCA NO REFERENCIAL ABSOLUTO, COM A MENTE DE CRISTO, E SE CONTEMPLA NA UNIDADE COM DEUS – COM TUDO E TODOS -,  OU VOCÊ SE COLOCA NO REFERENCIAL DOS HOMENS,  E SE ACEITA DOTADO DE “MENTE PESSOAL”, APARTADA DO UNO!

Não há dois caminhos! “EU SOU” É O CAMINHO! O “EU SOU” QUE É O QUE VÊ, O QUE É VISTO E O QUE HÁ ENTRE O VISTO E O QUE VÊ!

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“Deixo-vos A Paz, A Minha Paz Vos Dou!”

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

João, 14: 27.

Pouco antes de afirmar a seus discípulos: “Vou e venho para vós”, Jesus lhes havia dito: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João, 14: 27). Explicava-lhes a condição permanente e absoluta da “Paz verdadeira”, já presente intrinsecamente à Essência deles, na qual eles deveriam se manter para “discernirem o Cristo”, não mais externamente, e sim  como sendo “eles próprios”.

“Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”, foi o alerta dado por Jesus. Temores e apreensões não permitem a quietude e o silêncio ideais para as “contemplações da Verdade”.

Há, exatamente aqui e agora, em Jesus, em mim, em você, em todos, a “Paz que o mundo não nos pode dar”, que é a “Paz do Cristo” que somos, a própria presença divina sendo nosso Ser individual. O que o mundo chama de paz não é paz verdadeira, sendo meramente intervalos entre apreensões, preocupações e temores, que não conseguem garantir uma tranquilidade consistente. Além disso, este “conceito de paz”, muitas vezes buscado em “viagens de férias” ou em “feriados prolongados”, acaba se mostrando apenas como alterações de “falta de paz”, quando, em muitos casos, a pessoa se vê, por exemplo,  presa em congestionamentos, sob temporais e neblina, sendo multada, em aeroportos com vôos cancelados, etc.. Muita gente ali vai cair pela ânsia de se livrar de situações estressantes do suposto mundo material,  quando somente é capaz de enxergar a possibilidade de desfrutar de pouco de paz dessa maneira: mudando de ares, viajando, dando folga à rotina habitual, etc.. Esse tipo de paz, que “o mundo supostamente dá”, é comparável ao que costumeiramente se diz “colocar a poeira debaixo do tapete”. Por quê? Porque a suposta “mente carnal” terá saído de férias junto com as pessoas!

A mesma coisa acontece com aqueles que buscam a “paz do mundo” em calmantes, soníferos e demais drogas; não encontram a “paz verdadeira”, ficando unicamente com a mesmíssima “mente carnal”, e, ainda por cima,  com ela entorpecida!

A revelação de Jesus é de valor inestimável! Você, esteja onde estiver, diante desta ou daquela situação da “aparência”, seja ela boa ou má,  ou seja, independente da “miragem” chamada “mundo terreno”, VOCÊ TEM PERMANENTEMENTE A PAZ DO CRISTO! NA VERDADE, A “PAZ “, QUE O MUNDO NÃO NOS PODE DAR, É A SUA ESSÊNCIA, DEUS SENDO O CRISTO QUE VOCÊ É!  

Aceite, reconheça e admita “já estar na Paz do Cristo”. Para isso, veja-se completamente desvinculado da suposta “mente humana”, admitindo –  sem reservas – “ter a Mente de Cristo”; e então, entre na “Prática do Silêncio” para perceber o Cristo “vindo” a VOCÊ”, contemplando-se imerso na DIVINA PAZ da Onipresença! Contemple-se UM COM A PAZ DO CRISTO! Contemple DEUS SENDO O CRISTO “VINDO” COMO SEU “EU”. IDENTIFIQUE-SE COM ELE! ELE É VOCÊ!

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“Nenhum Servo Pode Servir A Dois Senhores”

“Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer a um e amar o outro, ou há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”.

Lucas, 16: 13.

O interesse e dedicação pela Verdade deveriam ser as prioridades na vida de todos, uma vez que o Universo, revelado por todos os mestres, não é material e sim  espiritual. Em vista disso, aquele que se voltar a estas prioridades estará, como recomendou Jesus, buscando em primeiro lugar o Reino de Deus, ciente de que “as demais coisas” lhe  vêm naturalmente por acréscimo.

“Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida em Ti” – diz a Bíblia (Isaías, 26: 3). Costumeiramente isso é entendido como alguém do mundo volvendo sua mente a Deus e buscando, com  isso, ter paz interior.  Mas o ensinamento requer, na verdade, um renascimento espiritual, ou seja, a “percepção consciente” de que Deus, sendo a Mente única, é a Mente real e ativa em todos os seres. Havendo a dedicação a esta Verdade, de que “Temos a Mente de Cristo”, naturalmente deixamos de “servir a dois senhores”, uma vez que a Mente de Cristo e a Mente de Deus são, em nós todos, a mesma.

A suposta “mente humana”, de si mesma,  jamais será “uma com a Vontade de Deus”, por ser a expressão da “crença coletiva” de que vivemos em mundo material, que dependemos de dinheiro e bens materiais para viver, e que, isso tudo,  nos vem do seu trabalho, de sua inteligência e, em muitos casos, de sua esperteza ou astúcia em lidar com o próximo, esperando tirar dele algum tipo de benefício. Domar esta mentalidade ilusória para amolda-la às verdades espirituais poderia ser uma ideia louvável, mas, resultados efetivos desta boa intenção não são costumeiramente comprovados na prática! Um empresário experiente comentou que há pessoas incorruptíveis, mas, logo depois, avaliou em cinco por cento a quantidade delas, enquanto a maioria, segundo ele, “teria o seu preço” para ser corrompido.

O suposto mundo material segue sempre nesse curso anticrístico, noticiado diariamente pela mídia, onde a intenção de lesar o próximo é denunciada e testemunhada sob as mais variadas formas!

O ponto de partida, para quem desejar estar em sintonia com a Verdade, é achar tempo para “orar e vigiar sem cessar”, tempo este que deve ser entendido como prioritário em sua vida, pois, com ele, poderá PERCEBER A MENTE QUE É DEUS SENDO A DELE! Desta percepção diária virá sua “proteção” diante “deste mundo”, se a ele surgirem oportunidades de “lucrar” ou “levar vantagem” indevidamente, seja com subornos, com venda de produtos adulterados, com mentiras, tapeações, ou seja com qualquer outra forma ilícita! Diante da informação dada pelo empresário, de ter encontrado, na vida dele, apenas cinco por cento de pessoas totalmente incorruptíveis, não será difícil imaginar que esta porcentagem é referente àquelas pessoas de moral construída por dedicação espiritual.  As pessoas ignorantes e cegas para a Verdade pensam, em sua maioria, unicamente no lucro imediato e fácil, nos ganhos abusivos, mostrando, com estes ganhos, serem falsas, interesseiras,  ambiciosas,  avarentas e exploradoras.

Quando Jesus revelava que “um servo não pode servir a dois senhores”, diz a Bíblia que os fariseus avarentos ficaram zombando dele. E ouviram de Jesus: “Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação. A lei e os profetas duraram até João; desde então, é anunciado o reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei” (Lucas, 16: 15- 17).

O que Jesus deixa claro é o seguinte: aquele que está buscando o Reino diretamente, fica livre das supostas “leis”  da “mente carnal”; desse modo, a Mente divina estará conscientemente sendo a dele, e, desse modo, não se deixará levar às causas negativas dos supostos problemas deste mundo, que são a ganância,  a avareza, o interesse desmedido por coisas materiais. Segundo as leis do mundo, todas estas causas geram seus efeitos correspondentes, mesmo que seus “autores” não entendam que a coisa funcione assim.  “A lei e os profetas duraram até João”, disse Jesus; “desde então é anunciado o REINO DE DEUS”.

“Quem tiver ouvidos para ouvir, que  ouça”, pois, unicamente pela nossa identificação total com a Mente divina é que ficamos livres pela Graça e pela Verdade! A Mente de Deus, obviamente, é incorruptível!

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“Casa Dividida Contra Si Mesma Não Subsiste”

 

“Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”.

Mateus, 12: 25

Os “demônios”, na Bíblia, representam as “crenças falsas” da suposta mente carnal, chamada por Paulo de “a inimizade contra Deus”. Na “Mente de Cristo” não há “demônios”, assim como na luz não existem trevas.

Vendo que diante de Jesus os “demônios eram expulsos”, os fariseus diziam: “Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios”. E foi quando Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. E se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino? E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam então os vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o reino de Deus” (Mt. 12: 25-28).

O sentido absoluto desta passagem está explícito na própria premissa básica deste estudo: Deus é TUDO como TUDO! A palavra “divisão” quer dizer “visão dupla”, que, em nosso estudo, significaria “acreditar em Mente divina” – que admite UM SÓ PODER –  e em mente humana” – que admite a crença em DOIS PODERES.  Jesus explica a diferença entre “visão dividida”, ou seja, “expulsar a ilusão da mente usando a própria  mente em ilusão” e, a “visão do olho simples”, que é a “contemplação do Reino de Deus já chegado”, em que inexistem “bem e mal”. Desse modo, ficaria erradicada a ilusória pretensão de se expulsar o suposto “mal” com o seu oposto, o “bem”. E seria também extinta a admissão de que o  Espírito divino entrasse em “contendas com demônios” a fim de “expulsá-los”. Esse tipo de enfoque dualista é a “casa dividida”. A Verdade de que SOMENTE EXISTE DEUS não estaria sendo reconhecida!

“Temos a Mente de Cristo” (I Cor. 2: 16). Esta revelação deve nos conduzir à aceitação incondicional da Verdade de que DEUS É ONIPRESENÇA ONIPOTENTE! Para isso há a “Prática do Silêncio”. Enquanto permanecerem resquícios de dualidade, significa que “nossa casa se mantém dividida”, razão pela qual nossa dedicação em solidificar os princípios da Verdade deve ser  a máxima possível! Por que Jesus se isolava tanto em oração? Para solidificar a “casa não dividida”, ou seja, para reconhecer sua Consciência ILUMINADA como a única presença,  inclusive quando estivesse entre os “fariseus” deste mundo.

Muito pouco adiantará alguém “ler e aceitar” que “tem a Mente de Cristo”, se não se dedicar em manter-se como “CASA NÃO DIVIDIDA”.  “Se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o reino de Deus”, disse Jesus.  Em outras palavras, “expulsar demônios” e “reconhecer estarmos no REINO DE DEUS” se equivalem! QUE ERAM OS “DEMÔNIOS”?  ”NADAS!”  FALSAS CRENÇAS,  OCUPANTES  DE “OUTRA” SUPOSTA MENTE, QUE NÃO A DIVINA, OU SEJA,  PURA ILUSÃO!

A REALIDADE É DEUS SENDO TUDO! A MENTE DE DEUS SENDO ÚNICA! VOCÊ SENDO DEUS E SENDO A MENTE DE DEUS! É NESTA PERCEPÇÃO QUE  “A SUA CASA NÃO SE DIVIDE”! É DESSE MODO QUE O ESPÍRITO DIVINO “EXPULSA” DEMÔNIOS! CONTEMPLE SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA SENDO O SEU UNIVERSO INFINITO! O REINO DE DEUS CHEGADO A VOCÊ!

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“Já O Reino É Chegado A Você!”

“Sabei, contudo, isto: que já o Reino de Deus é chegado a vós.”

Lucas 10; 11

O maior desafio para cada um de nós, em se tratando de espiritualidade, é entender, aceitar e vivenciar, AQUI E AGORA,  algo sempre presente, pleno e perfeito, porém invisível para a suposta mente humana, ou seja, o REINO DE DEUS!

Esta aparente invisibilidade precisa ser deixada de lado com entendimento do motivo pelo qual isto é feito! Qual é o motivo? Não nos deixarmos levar pela “visibilidade”, que é puramente uma ilusória formação de“aparências mortas”, se fazendo passar por “realidades” e iludindo a humanidade o tempo todo! Quando se fala em “REINO DE DEUS”, o assunto geralmente é levado de uma forma como se  JÁ NÃO ESTIVÉSSEMOS NELE AGORA!  Este Reino é visto como algo abstrato, algo “religioso”, algo “a se alcançar”, enfim, é visto como existente em “algum lugar”, menos onde agora todos estamos!

A atenção do mundo está toda voltada à “visibilidade”: se, no visível, alguém é visto doente, pobre ou abandonado por todos, esta cena é naturalmente ENDOSSADA COMO FATO INCONTESTE!  E, se diante desta aceitação, alguém a contestar, dizendo , por exemplo: “Olhe, sua doença não existe! Você já está no Reino de Deus agora! Não existem doenças no Reino de Deus!” , esta VERDADE será ouvida com desconfiança ou descrédito, e isto se chegar a ser ouvida! Por quê? Por estar, a humanidade, sob “hipnose de massa”, acreditando piamente que “a visibilidade” é um “mundo verdadeiro”, enquanto o REINO VERDADEIRO – espiritual e perfeito – sequer é levado em consideração!

Um microbiólogo, em sua profissão, reconhece a cegueira mental humana diariamente, usando potentes  microscópios  para examinar a presença de microrganismos. Sabe ele que, a “olho nu”,  apesar de presentes,  eles não poderiam ser notados!  Desse modo, na maior naturalidade, faz uso de lentes apropriadas que lhe  ampliam a visão, quando, então, os microrganismos imediatamente “lhe aparecem”!  Simples assim! Já estavam ali,  bastando-lhe estar ciente de que “a olho nu”, mesmo presentes, eles não seriam detectados! Assim, visto de outro ângulo, podemos entender que “A AUSÊNCIA” dos microrganismos era ILUSÃO! Estavam ali mesmo!

“Sabei, contudo, isto: que já o Reino de Deus é chegado a vós” (Lucas, 10; 11). Que estava Jesus revelando à humanidade? QUE A OLHO NU, ISTO É, COM SENTIDOS HUMANOS, NÃO ENXERGAMOS NADA! NEM ONDE ESTAMOS NEM O QUE SOMOS!  Como o REAL é NÃO VISTO, o que supostamente é VISTO, é tomado por REAL, e,  esta “cegueira coletiva” é a que motivou a vinda de Jesus: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem sejam cegos” (João, 9: 39).

Assim como o microbiólogo assume a cegueira e muda de “instrumento de percepção”, utilizando o microscópio para “ver o que já  existia” diante dele”, em termos de microrganismos, cada um de nós deve assumir a cegueira mental humana, que falsamente “capta” carências de toda espécie, substituindo esta “mente ilusória” pela “MENTE DE CRISTO”,  que CAPTA A PERFEIÇÃO PERMANENTE.  Desse modo, caímos na revelação de Paulo, quando ele  diz: “Olhos não veem, ouvidos não ouvem, e não sobem ao coração dos homens o que Deus preparou àqueles que O amam, (…) mas, temos a Mente de Cristo” (I Cor. 2:  9; 16).

Que faz um médico, quando mostra resultados demonstrativos de “falta de saúde”? Ele faz o papel de um biólogo, atestando  “ausência de microrganismos” em local inspecionado a “olho nu”. Como “surgiriam” os microrganismos? Quando o mesmo local fosse visto com o uso do microscópio! Da mesma forma, jamais há “ausência de saúde” em FILHOS DE DEUS! Aparenta haver uma “imagem de ausência de saúde”, por estar, o suposto doente, sendo observado por “olhos que não veem”. Tão logo ele entenda que A REALIDADE É VISTA UNICAMENTE PELA MENTE DIVINA, em vez de se preocupar ou  lutar para “rearranjar seu corpo”, passará CONTEMPLÁ-LO como sempre É:  ILUMINADO E PERFEITO, UM TEMPLO DE DEUS!  Este mesmo princípio se aplica a todas as demais “sugestões mentais” de carências! POR QUÊ? PORQUE “O REINO DE DEUS JÁ É CHEGADO A VOCÊ!”

A VERDADE é revelada para que “sejamos cegos para as aparências vistas”, enquanto, ao mesmo tempo, “fiquemos contemplando a PERFEIÇÃO”, supostamente ausente! Jesus disse: “O Reino de Deus não vem visivelmente, nem dirão: ei-lo aqui! Ou: ei-lo acolá! Porque o Reino de Deus está dentro de vós” (Lucas, 17: 20-21).

CONTEMPLE-SE CEGO PARA O MUNDO DE MIRAGENS! CONTEMPLE-SE CEGO PARA TODO E QUALQUER TIPO DE CARÊNCIA! CONTEMPLE-SE COMO MENTE DIVINA DISCERNINDO O REINO PERFEITO! CONTEMPLE O REINO DE DEUS JÁ CHEGADO A VOCÊ!

 

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“Na Casa De Meu Pai Há Muitas Moradas!”

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”.

João, 14: 2-3

O que chamamos de “crença coletiva”, na verdade, é uma “descrença coletiva”, ou seja, uma convicção generalizada de que a PERFEIÇÃO não seja TUDO! Jesus, tendo conhecimento do Reino Absoluto de Deus como único, sabia que cada um de nós teria unicamente de se ver nele, e não em “mundos do pai da mentira”.

“Na casa de meu Pai há muitas moradas”, disse Jesus, para, logo em seguida, afirmar: “Virei outra vez e vos levarei para MIM MESMO, para que, onde EU estiver, estejais vós também”.

Que faz o estudo da Verdade? “Leva para MIM mesmo” cada um que desperta para Ela! Qual é o sentido absoluto desta colocação de Jesus? É você se identificar por completo com a Mente de Deus! Temos visto, em vários textos, que “Mim”, quando citado por Jesus, é “o Pai” em cada um de nós, o que bem definiu Jesus, ao afirmar: “Quem crê em Mim, crê não em mim, mas NAQUELE que me enviou” (João, 12: 44|). Enquanto alguém não “subir ao Pai”, não verá a SUA MORADA EM MIM, isto é, não se achará na UNIDADE PERFEITA que a Verdade É! Estará se considerando um “ego pensante”, um “homem natural”, um “alguém deste mundo”, um “ramo cortado da árvore”.

Deus não tem “moradas de imperfeições”, isto é, não existem “planos relativos de existência”, supostamente sendo “as muitas moradas na casa do Pai”. Acreditar que “estágios IMPERFEITOS de consciência”, em mutação, sejam “casas do Pai” equivale a aceitar IMPERFEIÇÕES em Deus! Além disso, seria acreditar em AUSÊNCIA da Mente plena de Deus em algum lugar, o que seria uma negação de Sua Onisciência!

Jesus diz claramente que as “muitas moradas na casa do Pai” são as NOSSAS MORADAS INDIVIDUAIS ABSOLUTAS, nosso conhecimento e percepção espirituais de que, ONDE JESUS ESTÁ, TAMBÉM ESTAMOS! Jamais ele poderia ser UM COM O PAI sem estar sendo UM conosco! UNIDADE É UNIDADE!

Explicando esta Verdade PERMANENTE a alguém, ele me disse: “Cada um de nós, passando por vários “estágios de consciência”, que são as várias moradas do Pai, irá evoluindo para um dia  estarmos onde Jesus hoje se encontra!”  Eu disse a ele: “Jesus Cristo, hoje, se encontra em vós” (II Cor. 13:5). Você vai “estar onde ele se encontra” abolindo esta mente que acredita estar FORA DO TODO, fora da Mente ÚNICA, a Mente do Pai!

Crenças religiosas falsas são os maiores entraves à percepção de que DEUS É TUDO AGORA! Prendem as pessoas ao “homem carnal”, à suposta “mente humana”, em vez de ajudarem cada um a cumprir o que realmente seria, segundo Jesus, a atitude de segui-lo: VER-SE NA UNIDADE COM DEUS!

“Vinde a MIM, todos os que estais cansados e oprimidos, e EU vos aliviarei” (Mateus, 11: 28). E, como foi dito antes, “ir a Mim” não significa “ir a Jesus”, mas, cada um IR AO PAI EM SI MESMO, que é o CRISTO em todos, revelado por Paulo!

TODAS AS MORADAS DO PAI SÃO O PRÓPRIO PAI! TODAS, PORTANTO, SÃO PERFEITAS, ETERNAS E PERMANENTES! VOCÊ NELA ESTÁ AGORA, SEMPRE ESTEVE E SEMPRE ESTARÁ, UMA VEZ QUE TUDO QUE DEUS É, TUDO QUE DEUS FAZ, É PERMANENTE! 

“E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”, disse Jesus. Que significa “preparar-nos lugar”? Significa “ser o Cristo dissipador da ILUSÃO”. Cada um de nós, meditando e contemplando a UNIDADE COM DEUS, “prepara lugar” para todos os demais, enfraquecendo as fraudulentas crenças coletivas, e reconhecendo a Onipotência divina no lugar!

SÓ EXISTE DEUS! SÓ EXISTE A UNIDADE PERFEITA! DESSE MODO, COM NOSSO LUGAR PREPARADO, ENTENDEMOS O CRISTO NOS LEVANDO “A MIM MESMO”, UMA VEZ QUE SEMPRE ESTEVE SENDO O SER QUE SOMOS!

ENTRE NO SILÊNCIO E CONTEMPLE:

ESTOU NO LUGAR PREPARADO POR DEUS PARA EU ESTAR! ESTOU NUMA DE SUAS MORADAS PERFEITAS, QUE É  O REINO DE DEUS EM MIM,  A MINHA CRISTO-CONSCIÊNCIA!

“E vos também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio”.

João, 15: 27.

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Contemple-se Na Realidade Fora Do Reflexo

Que comparação faria alguém com sua própria imagem refletida num espelho? Distraidamente ele poderia dizer: “Deixe-me ver como estou, antes de sair de casa!” Neste momento, a “imagem refletida” se faria passar por ele sem nenhuma dúvida! E se lhe perguntássemos: “Esta imagem é você? O que ela é, traduz realmente TUDO que você é?” Nesse caso, ele seria obrigado a admitir que não! Aquela imagem, apesar de aparentemente ser “ele”, não seria, de fato, o que ele é; seria meramente um “reflexo limitado sem vida”, gerado na superfície do espelho.

Quando estudamos a Verdade, este entendimento, de que não somos o que nos mostram as “aparências” deste mundo, se compararia a encararmos a suposta “mente humana” como um “espelho” a nos mostrar unicamente “imagens inconsistentes”. Assim como o espelho refletiria, por exemplo, o corpo tridimensional de alguém em apenas  “duas dimensões”, –  citando apenas uma, dentre as  inúmeras limitações que o reflexo possui –  o “espelho mental humano”  atua como um “espelho de crenças”, revelando um mundo e seus habitantes de uma forma mutável, imperfeita, deformada e, portanto, ilusória!

Certa vez, num artigo intitulado “O Espelho”, expliquei o “princípio do suprimento” empregando a seguinte analogia:

“Se colocarmos dez quilos de areia diante do espelho, ele refletirá dez quilos de areia, que serão ilusórios! A imagem refletida parecerá ter dez quilos, o aspecto visto parecerá ser verdadeiro, ter cores, ter tudo que o objeto posto à frente dele realmente possui, mas, de fato, não terá realidade alguma!

Precisamos entender que esta “imagem no espelho” somente pode estar ali porque existe a imagem verdadeira fora do mesmo! O reflexo não tem realidade nem substância! É mero reflexo! Se quisermos mais suprimento visível, precisamos colocar diante da mente (espelho) aquele aumento de Substância. De que Substância dispomos? De Deus, pois Deus é a única Substância real e onipresente! Eis por que é sempre reiterado que “Deus é a Fonte Única de Suprimento!” Fechamos os olhos, diante do “espelho-mente-humana”, e reconhecemos o fluxo infinito do Suprimento divino, jorrando em nosso interior, em nossa Consciência. Assim, naturalmente, aparecerá o “reflexo visível” dessa Substância invisível, reconhecida como estando presente”.

Este entendimento se aplica a tudo, ou seja, quando os ensinamentos explicam que devemos tirar a atenção das “aparências visíveis”, deixando-a focada total e exclusivamente em Deus, querem dizer que devemos desacreditar dos “problemas”, refletidos pela suposta “mente humana”, para nos volvermos  diretamente à imagem verdadeira, perfeita e incólume, sempre presente “fora do reflexo”, na Consciência Iluminada que somos. Que seriam as “imagens refletidas”? Seriam “nadas”,  um “reflexo” sem substância, sem vida e sem realidade, exatamente como seria uma imagem qualquer que um espelho viesse a refletir. O suposto “mundo material” não tem existência verdadeira! É um “reflexo” temporal deformado e ilusório da REALIDADE DIVINA. DEUS É A SUBSTÂNCIA REAL E ONIPRESENTE!

Contemple sua PRESENÇA fora deste suposto “reflexo de aparências”

Contemple sua PRESENÇA SENDO DEUS, A SUBSTÂNCIA ÚNICA,  INFINITA EM PERMANENTE AUTOSSUPRIMENTO!

DEUS É TUDO!

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“Bem-aventuradas As Estéreis”


“Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram”.

Lucas, 23: 29.

A raiz da ILUSÃO se chama “crença em nascimento humano”. É a partir dela que alguém se julga habitante de mundo material, sujeitando-se às aparências e rotulando-as de boas ou más. Se for dito que “tudo assim discernido é nada”, quem assim disser será taxado de louco; entretanto, enquanto o “normal” for dar crédito a esta crença, a VERDADE ficará aparentemente desconhecida!

Diz a Bíblia que, vendo as mulheres em lamentos, por verem sua situação de sofrimento, Jesus disse a elas: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos. Porque eis que há de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram. Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?” (Lucas, 23: 28-31).

A questão, aqui levantada por Jesus, está em alertar as mulheres para o conhecimento da Verdade Absoluta de que “NOSSO CORPO É LUZ”, e não a  imagem carnal de um humano supostamente carregando cruz nas costas, mostrada como realidade pela suposta mente humana! Estava explicando que devem se lamentar e chorar aqueles que ainda desconhecem a Verdade, uma vez que, enquanto a falsa crença em “ nascimentos e mortes” não for varrida plenamente da aceitação, a visão material ilusória lhes parecerá prevalecer, dando-lhes, e a seus filhos, contínuas causas de lamentações!

Que são as “estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram”?  São a “natureza real” de cada Ser, em nada relacionada com “este mundo”.  Jesus estava antevendo a descoberta da VERDADE ABSOLUTA de que DEUS é o SER ÚNICO EM EXPRESSÃO! E que o “nosso Corpo” é o CORPO DE DEUS e não “imagem temporal” que “gera”, “nutre” e depois “enterra” sua própria ILUSÃO!

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor. 3: 16). A partir desse conhecimento, a ILUSÃO se mostrará desmoronando: “começarão dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco”?

Quem ainda crê em “corpos nascidos”, em “corpos vindos de ventres humanos”, “amamentados por peitos humanos”, este, sim, pode se lamentar, e com direito, por não ter ainda vislumbrado o UNIVERSO DE LUZ, o REINO DA VERDADE em que realmente vivem, a Eternidade Perfeita que é Fato permanente! Quando esta VERDADE é discernida, a LUZ é conhecida como o CORPO ÚNICO de cada Filho de Deus, e a CRENÇA FRAUDULENTA em supostos “nascimentos humanos” fica anulada de vez!

Jesus não estava, portanto, falando de “mulheres estéreis” segundo as concepções do mundo! Estava revelando não serem “deste mundo”: “Bem-aventuradas as estéreis”, ou seja, as DESPERTAS PARA O REAL E ÚNICO CORPO DE TODOS NÓS: O CORPO DE LUZ!  PERFEITO, ETERNO, O “TEMPLO DE DEUS” QUE SOMOS, E QUE JAMAIS GERA OU AMAMENTA A ILUSÃO DE MATERIALIDADE TEMPORAL.

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O Fato é Sempre Um: “Deus, Perfeição, Sendo Tudo!”

 O “desmantelamento” da ilusão revela o FATO que sempre É: A EXISTÊNCIA ÚNICA DE DEUS.  Todo ensinamento metafísico ou ontológico parte da TOTALIDADE E UNICIDADE DE DEUS, para fundamentar suas assertivas quanto a serem “nadas” as supostas “aparências” de imperfeição. Diante da “aparência” de um doente, por exemplo, se a pessoa ler que “aquela aparência é ilusão”, esta leitura só lhe será realmente útil quando lhe causar o “desmantelamento da ilusão”, ou seja, quando o fizer entender que o que lhe parecia tão “real” e tão “convincente”, como “aparência”, era falsidade a ser revista e reinterpretada segundo a Verdade de que SOMENTE EXISTE DEUS.

Quando se fala em “desmantelamento da ilusão”, o sentido é diferente do costumeiramente imaginado, ou seja, de  haver alguma “imperfeição”, chamada ILUSÃO, para ser removida, extinta ou combatida, o que é o oposto da verdade! O sentido é, realmente, uma “troca de convicção”, isto é, entender que, no lugar em que o mundo inteiro se diz  convicto de haver  “um doente”, por exemplo, existe,  e no mesmo lugar, unicamente DEUS!

Certa vez, diante da TV ligada, em que estava sendo transmitida uma partida de futebol, uma das pessoas vibrou de alegria e comemorou efusivamente “mais um gol” do seu time. Era a alegria em pessoa, até SER AVISADO de que era unicamente a repetição em vídeo do gol já feito! O “gol” que ele comemorou nunca existiu! Toda sua movimentação se dera em função de uma ILUSÃO na mente! E, quando é que a “ilusão” foi desmantelada? Somente quando ele, diante do aviso sobre o VERDADEIRO FATO OCORRIDO, rendeu-se radical e integralmente a ele! Que era a ILUSÃO? Um “gol a mais”. Que era o FATO? O jogo seguindo seu curso normal, sem nenhum “gol novo”.

Não existe “ilusão” dura de ser anulada! Existe a VERDADE a ser reconhecida, ATÉ QUE SE TORNE CONVICÇÃO!  Se a pessoa ficar o dia todo mentalizando: “este segundo gol não existiu”, mas retendo a possibilidade de ele ter realmente acontecido, sua mentalização será puro desgaste mental! Mas, tendo recebido a notícia verdadeira, de que “não houve outro gol”, mesmo já com esta verdade em sua mente,  por algum tempo ele talvez ainda se  mostre acreditando na ILUSÃO,  por  ter -se impregnado da “falsa certeza”  com tamanha euforia! Porém, a ILUSÃO jamais existiu!

“Desmantelar a ilusão” não é, portanto,  “mudar aparências”, e sim RECONHECER O FATO REAL ali presente.  Se estivermos diante de um suposto “doente”, mentalizando e meditando para que “seja curado”, estaremos “comemorando gol que não existiu”. A  prática correta dos princípios espirituais prevê uma troca de convicção. E leve ela o tempo que nos for necessário!  Isto porque irá requerer que, diante do suposto “doente”, façamos a remoção total de NOSSA ACEITAÇÃO FALSA de que DEUS, SUA REAL IDENTIDADE ETERNA, deixou de sê-lo, para que “um doente” pudesse surgir e estar presente! Aparecer este “doente” teria a mesma natureza de “aparecer o gol que não houve”, ou seja, ambos seriam ILUSÃO!

Enquanto o “gol inexistente” estiver sendo aceito como FATO, o real FATO ficará alheio à percepção de quem se iludiu! Portanto, não é a quantidade de mentalizações ou de contemplações o que determina a eficácia da prática dos princípios da Verdade. O que valerá é um total desligamento do quadro ilusório pela aceitação incondicional do FATO eterno ali presente. As mentalizações e contemplações  são expedientes utilizados para este fim.

 “Orei tanto, mas a ilusão não desapareceu!”  –  dizem alguns! Mas não é o “tanto tempo”  que importa!  Que diz esta frase? Que a pessoa não trocou o “gol que comemorou” pelo FATO de ter sido ele uma IRREALIDADE!  É preciso haver uma dedicação constante e correta prática dos ensinamentos, ou seja, diante de “imperfeições”, convencer-se de serem elas a ILUSÃO, uma IRREALIDADE que se faz passar por  REALIDADE, uma “miragem” tentando se mostrar REAL, enquanto UNICAMENTE DEUS É REALIDADE!  

As mentalizações e contemplações da Verdade nos ajudam muito; porém, o principal é, primeiramente, sabermos o porquê de as utilizarmos! Não as faremos para “mudar fatos”, mas apenas para não nos deixarmos levar pela ILUSÃO! O FATO É SEMPRE UM: DEUS, PERFEIÇÃO, SENDO TUDO!  A descoberta: “Ah, não foi gol!” deverá ter o seu equivalente, ou seja, “Ah, não há doente nenhum!”.   E ENTÃO, PERMANECER NO FATO REAL, SEM VOLTAR À ILUSÃO, PARA RECLAMAR QUE ELA NÃO SUMIU! Teria sentido o torcedor puxar de volta a mentira de que “houve o gol inexistente”, e reclamar que ele não virou o “nada”?  QUE VERDADE TERIA ELE CONHECIDO?

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“Aquietai-vos E Sabei Que Eu Sou Deus!”

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a terra”.

Salmos 46: 10.

A) AQUIETAÇÃO DA SUPOSTA MENTE HUMANA

Este texto não é de leitura, mas de “contemplação”. Agora você está de atenção toda focada nele. Pare por um momento e observe “qual mente” está lendo o texto. Isso mesmo. Pare e seja observador do “leitor do texto”. Olhe o texto e observe “quem o está lendo”.  Detenha-se nesta observação por alguns minutos. Não force nada; apenas tenha a intenção de “verificar” quem é que “olha o texto”;  observe, vendo-se fora do cenário,  a “mente humana”  lendo o texto.

Para  você observar não o texto, mas “a mente humana” usando os olhos dela para vê-lo, faça-o como se esta mente não fosse a sua; faça-o  como se você olhasse o seu vizinho lendo o texto.Ponha-se no lugar do vizinho! Em seguida, ponha-se no lugar de quem observa “este vizinho”.  Faça isso: seja testemunha de que a mente humana, chamada sua, ou  de seu vizinho, esteja lendo o texto; assim, aja como que olhando o vizinho ler o texto.  Detenha-se nesta percepção por alguns minutos. Em seguida, reconheça o seguinte: a “mente” do vizinho, que lê o texto, e a “mente” com que eu lia o texto, antes desta contemplação, são  a  mesma “mente coletiva da humanidade”. Tanto a mente do vizinho quanto aquela que eu julgava ser a “minha mente”, lendo o texto, não são a Mente de Deus. Detenha-se nesta percepção por alguns minutos, não mais se identificando com a ilusória “mente coletiva”.

B) IDENTIFICAÇÃO COM A VERDADE

Volte-se a SI MESMO e reconheça:

A Mente de Deus é onipresente. Está universalmente presente, inclusive em MIM, sendo a Mente que EU SOU.

Contemplo Deus Se expressando como a Mente que EU SOU. Contemplo o Fato Eterno de “o Pai, em Mim”, estar sendo o Eu que EU SOU.  Contemplo Deus vendo o Universo de Luz com a Mente que EU SOU. Contemplo DEUS SENDO TUDO com a Mente que EU SOU.

 EM AUTOCONTEMPLAÇÃO, CONTEMPLO O ESPÍRITO DE DEUS SENDO O ESPÍRITO QUE EU SOU.

EM AUTOCONTEMPLAÇÃO, CONTEMPLO A VIDA DE DEUS SENDO O CRISTO EM MIM, A VIDA ETERNA QUE EU SOU.

EM AUTOCONTEMPLAÇÃO, CONTEMPLO O CORPO DE LUZ SENDO O TEMPLO DE DEUS QUE EU SOU.

EM AUTOCONTEMPLAÇÃO, CONTEMPLO A LUZ INFINITA E INDIVISÍVEL ABRANGENDO E SENDO O EU QUE EU SOU.

EM AUTOCONTEMPLAÇÃO, SENDO O EU ÚNICO, 

EU SEI QUE EU SOU DEUS!

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“Não Resistais Ao Mal”

“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”.

Mateus, 5: 39

O ensinamento iluminado foge ao entendimento da lógica humana, uma vez que ele parte sempre da Onipotência, Deus sendo o único Poder real, enquanto, para a suposta  mente humana, vivemos sob a influência de “dois poderes”: o bem e o mal.

DEUS É TUDO! Portanto, toda “sensação” de que algo maligno possa nos sobrevir, é crença falsa coletiva tentando nos sugestionar! São, em muitos casos,  influências hipnóticas insistentes, mas que devem encontrar, de nossa parte, o reconhecimento de que são impotentes, inoperantes e ausentes, até serem anuladas pela admissão incondicional de que DEUS É O ÚNICO PODER!

“Ignorância não é proteção”, disse Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã. O que ela quis dizer, é que as “sugestões malignas” precisam ser anuladas pela prática correta dos princípios divinos, e não simplesmente serem ignoradas! Que seria esta prática? Suponhamos que alguém começasse a sentir “sintomas de gripe”; se, a partir disso, começasse a oferecer brutal resistência mental à “nuvem ilusória”  com tais sintomas, por certo acabaria acreditando estar sendo “atacado por eles”. Existem “sintomas de gripe”? NÃO! DEUS É TUDO! É ONIPRESENÇA! Não há “lacunas em Deus”, para que a “nuvem de sintomas de gripe” pudesse ocupar e, assim, existir! Mas, se aparentemente a pessoa diz “sentir os sintomas”, terá, e o quanto antes, de tomar  providências espirituais! Quais seriam?  NÃO RESISTIR AO MAL, reconhecendo – sem nenhum temor –  que DEUS é onipresente, onipotente, onisciente e oniativo. E ISTO SEMPRE A PARTIR DA VERDADE DE QUE “TEMOS A MENTE DE CRISTO”!

Citei este exemplo, da “nuvem de sintomas de gripe”, por ter, há tempos, passado por isso. De repente, sem aviso algum, eu me vi, aparentemente, como que envolto por ela. Estava tudo normal comigo, até que, repentinamente, era como se eu estivesse sendo envolvido por uma “bolha de sintomas”. Que fiz? Isolei-me mentalmente daquela “nuvem hipnótica”, reconhecendo a Onipotência de minha Consciência iluminada, e reconhecendo-A ativa em liberar o Seu PODER! Assim, de início, me vi “observador da nuvem de sintomas”,  sem me reconhecer “parte dela”. Em seguida, fui reconhecendo que o Poder da Onipresença estava ocupando todo o espaço, com sua Oniatividade, e a “nuvem de sintomas” foi-se  esvaindo como fumaça ao vento! Se eu nada tivesse feito, a “SUGESTÃO HIPNÓTICA” poderia seguir seu curso em me iludir! Não seguiu! E não ofereci resistência alguma a ela! Somente “contemplei” a Oniação onipotente da Consciência iluminada!

Na citação de “não resistência ao mal”, Jesus deu um exemplo prático, humano e físico, dizendo que, se nos baterem na face direita, deveremos oferecer a outra ao agressor. O sentido real lida com a mente e não com a matéria. O suposto “mal” aparenta existir na suposta “mente humana”, e, a ela é que não devemos resistir.  Não existe mão que se mova de si mesma, sem atividade da “mente carnal”, para que possa agredir alguém! O que aparentemente nos agride é sempre a “mente carnal”, agindo de nós mesmos ou da parte de outrem! Que significa “oferecer a outra face”? Significa abandonarmos, imediatamente, frente a quaisquer “aparências malignas”, a CRENÇA de que ‘”TEMOS FACES”, ou seja, a CRENÇA de que somos “CARNAIS” e não “O CRISTO”.

Cada suposta “agressão do maligno”, seja em que dimensão for, não passa de “treino de renascimento espiritual”, quando, diante das “sugestões hipnóticas agressivas”, VOCÊ mostrará  não ser  “carnal sujeito a elas”, mas, sim, “O CRISTO OCULTO EM DEUS”. 

Isto precisa ser praticado, sempre na lembrança de que o que é captado pelos sentidos humanos NUNCA é o que aparenta ser. O QUE É, É SEMPRE DEUS SENDO TUDO! INCLUSIVE VOCÊ!

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“A Oração Da Fé”

“E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.”

Tiago 5: 14,15

“Pela fé entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados, de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11: 3). O que é “aparente” é o suposto “mundo de pecados e doenças” que, na forma de imagem hipnótica, aprisiona quem desconhece a Verdade. O chamado “mundo terreno” não é criado por Deus, razão pela qual Jesus disse “O meu reino não é deste mundo”.

Quando é revelado que “a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”, o que está sendo dito, é para “deixarmos o aparente” em troca dos “mundos criados pela palavra de Deus”. Tiago está revelando a presença da PERFEIÇÃO feita por Deus já estando no lugar do que é “aparente”. Por isso a “oração da fé” promove, aparentemente, a dissolução de doenças e de pecados! Eram como se fossem “miragens”; eram “aparentes”, mas não o que foi  “criado por Deus”. E pela fé entendemos que o “aparente”, por não estar  realmente traduzindo “o criado por Deus”, deve ser descartado como “nada”, enquanto, ali mesmo, já presente, existe, e permanentemente, o que “foi criado pela palavra de Deus”.

Este “entendimento” explica o que é a “oração da fé”, que, em outras palavras, é uma postura radical no sentido de desacreditarmos do testemunho dos supostos “sentidos humanos” para nos posicionarmos na “perfeição onipresente de Deus”, da qual jamais saímos ou deixamos de estar.

As “aparências” não são fatos exteriorizados! A exemplo de um sonho, elas são meras imagens hipnóticas na suposta mente humana! Se alguém do mundo enxergar “a rua girando”, por ter bebido além dos limites, esta “rua” sempre teria estado unicamente na mente carnal, e a sensação de que “ela estivesse girando” prova que a “aparência” apenas se mostra presente no interior da mente e nunca externamente! Como a dosagem elevada de álcool alterou a mente, a deformação se manifestou como imagem de  “rua girando externamente”, mas, nada daquilo teria se dado externamente, e sim, inteiramente na suposta mente humana.

Este suposto “mundo material” não é o que está manifestado “lá fora”. Pela “oração da fé”, entendemos que “lá fora” existe, única, perfeita e permanentemente,  o que foi “criado pela palavra de Deus”.  Por isso, não há pecados graves nem veniais! Há o que foi criado por Deus no lugar deles! Da  mesma maneira, não há doenças incuráveis nem curáveis! Há “o que foi criado por Deus” no lugar delas! Quando entendermos que “o aparente” é pura imagem mental, iremos soltá-las todas, identificando-as  como “IMAGENS ILUSÓRIAS”,  para, em vez de estarmos preocupados em avaliá-las, ficarmos ocupados em RECONHECER A PERFEIÇÃO CRIADA POR DEUS estando presente NO LUGAR DELAS!

Pecados e doenças não fazem parte do que Deus criou! Por isso desaparecem, quando descartamos o “aparente” para nos firmarmos na “perfeição incólume” criada e mantida por Deus! Isto, assim praticado sem esmorecimento, é o que aparecerá, aos olhos  mundo, como se fosse  “enfermidade curada” ou “pecado perdoado”.

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“Tira Primeiro A Trave Do Teu Olho”

“Porque reparas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não vês a trave que está em teu olho? Ou como dirás a teu irmão: deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”.

Mateus, 7: 3-5

O sentido comum desta passagem já é bem conhecido no meio religioso, onde é somente entendido em termos de personalidades humanas envolvidas, isto é, se alguém deste mundo aponta o dedo para destacar defeitos ou imperfeições do próximo, deveria, primeiramente, dedicar-se em eliminar os seus próprios, ficando, nesse caso, mais coerente consigo mesmo.

Estas interpretações relativas destoam inteiramente do enfoque absolutista, que não admite erros e imperfeições como existências! É evidente ser preferível refrear a mente humana, sempre pronta a somente ver e criticar o próximo, do que deixá-la solta para assim agir; porém, o sentido absoluto desta passagem vai integralmente além “deste mundo”, por tratar-se do “renascimento espiritual”, do conhecimento da Verdade Absoluta de que a real identidade do homem é divina e não humana.

Se alguém vai ao circo e ali vê a atuação de um palhaço, se lhe perguntarem: “Você está vendo o palhaço?”, ele, obviamente, dirá que sim. Mas se aquele palhaço, fora de encenação, se chamar João, e estiver devendo mil reais para alguém que saiba a sua profissão, este alguém, indo ao circo cobrar-lhe, não verá palhaço nenhum! Verá unicamente o “João que lhe deve mil reais”, sem se deixar levar pela “aparência de palhaço”. Caso o “palhaço” diga a ele: “Vá procurar o João! Não vê que eu sou o palhaço!”, isto seria visto como piada pelo seu cobrador.

O “renascimento espiritual” varre toda “fantasia de palhaço” com que a humanidade se veste! Uns se fantasiam de professores, outros de criminosos, outros de pessoas evoluídas, outros de pessoas em grau inferior de evolução, outros de sãos, outros de doentes, outros de pobres, outros de ricos, outros de amigos, outros de inimigos, etc.. Este é o “mundo teatral do pai da mentira”. Enquanto as “fantasias” estiverem convencendo, este suposto “convencido” estará com “A TRAVE NO OLHO”. Por quê? Por acreditar que “o mundo do pai da mentira” é o REINO DA VERDADE! Por estar enxergando com a “TRAVE NO OLHO”, que se chama MENTE CARNAL!

Todo aquele que “vê com a trave no olho” vê unicamente uma ILUSÃO! “Mas como está escrito: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Cor. 2: 9). O que o apóstolo diz, é que “tudo que estiver sendo visto através dos sentidos humanos” não é a Criação de Deus! É, portanto, a “ilusão vendo a si mesma!” A questão, nesse caso,  não está em acharmos “explicações” para as supostas “desigualdades” testemunhadas pela “mente carnal”, mas NEGÁ-LA como nossa mente verdadeira!

“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? MAS NÓS TEMOS A MENTE DE CRISTO” (I Cor.2: 14-16).

Quando VOCÊ admitir “TER A MENTE DE CRISTO”, e aceitar, com ela, que DEUS É TUDO, estará SEM A TRAVE NO OLHO! O ensinamento real e absoluto está neste reconhecimento de que “temos a Mente de Cristo”, a MENTE DIVINA ONIPRESENTE, evidenciada como a Mente individual de cada um de nós.

Muitas vezes, lendo os textos da Verdade absoluta, as pessoas me perguntam: “O homem é realmente Deus?” A resposta é: “DEPENDE! Se for visto SEM A FANTASIA, SIM! Se for visto FANTASIADO, NÃO”!

O “palhaço” era João? Depende! Para aquele que foi ao circo disposto a se ILUDIR pela fantasia, era PALHAÇO! Para aquele que foi “COBRAR O JOÃO”, ERA JOÃO!  TUDO DEPENDE DO REFERENCIAL!

Em João, 10:34, Jesus confirma: “Sois deuses!” Assim somos todos definidos pelas Escrituras!  Com a “mente dos judeus”, apedrejaríamos os que se dizem “deuses”. Mas, com a Mente de Cristo, assim como fez Jesus, igualmente endossaremos estas palavras! DEUS É TUDO! “SOMOS DEUSES”, “TEMOS A MENTE DE CRISTO!” Com esta Verdade conhecida e contemplada, não mais nos veremos, E NEM AO PRÓXIMO, com A TRAVE NO OLHO!

“Daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não conhecemos deste modo”.

2 Cor. 5:16

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“Antes Que Clamem, Responderei!”

“E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.”

Isaías 65; 24

“Conhecer a Verdade” significa descartar a   ilusão de que a PERFEIÇÃO não esteja presente sempre! Muitas pessoas, agarradas a um ponto da “tela de mentiras”, chamada “mundo terreno”, ali permanecem, reclamando o não atendimento de suas “fervorosas preces”. Que estariam fazendo? Algo semelhante àquele que, diante de uma novela na TV, ficasse orando para que um” “vilão” deixasse de prejudicar uma”boa pessoa”. Se acabasse a força elétrica naquele momento, sua prece “estaria atendida”, mas pelo sumiço global da “imagem fictícia”.

O ensinamento absoluto parte integralmente da aceitação também absoluta de que “SOMENTE EXISTE DEUS”. Quando Jesus disse “ter vencido o mundo”, revelou o processo de desmantelamento da ilusão. Não é meramente alguém, se vendo no mundo, permanecer nele orando na pretensão de ver  melhoras em “parte dele”, mas sim VENCER O MUNDO, ou seja, as meditações devem ser sempre feitas   no sentido de reconhecermos o REINO ONIPRESENTE DE DEUS, AQUI E AGORA, COMO A ÚNICA REALIDADE EVIDENCIADA!

“E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías, 65: 24). Esta é uma das minhas citações prediletas do Antigo Testamento. Por quê? Por ser um lembrete claro e direto de que “prece não é pedir melhorias a Deus”, mas sim um reconhecimento incondicional de que “tudo já está atendido e ouvido”. Uma rendição intelectual absoluta à Verdade de que nada há que possa ser mudado, curado ou  melhorado. O quadro em que “algo” requeira mudanças, curas ou melhorias NÃO EXISTE! Ele SOME de percepção, quando TODA A NOSSA ATENÇÃO SE VOLTA À TOTALIDADE E UNICIDADE DE DEUS!

“Vós me buscareis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias, 29: 13). “Buscar de todo o coração” significa “desligar a tomada do mundo”. Não existe REINO DE DEUS e, ao lado, um MUNDO TERRENO! Como, analogamente, não existe, na “casa de alguém”, o “mundo da novela” visto por ele! Quando é repetida a premissa básica do estudo, isto é, que DEUS É TUDO COMO TUDO, o que deve ser entendido, é que esta “premissa” é o FATO REAL JÁ PRESENTE, e que, diante dele, em nossas “contemplações da Verdade, já teremos, logo de início, DESLIGADO O FIO DA NOVELA “VIDA TERRENA”! UMA ILUSÃO DO TAMANHO DO INFINITO, SE ILUSÃO EXISTISSE E TIVESSE TAMANHO! MAS  ILUSÃO É PURAMENTE NADA! UM CENÁRIO QUE DEUS DESCONHECE, POR SER MERA FANTASIA NA SUPOSTA MENTE CARNAL.

“ANTES QUE ALGUÉM CLAMASSE”,  A PRECE JÁ ESTAVA ATENDIDA”; ANTES QUE ALGUÉM PENSASSE EM SE DIRIGIR A DEUS, DEUS JÁ HAVIA OUVIDO! Alem disso, e o mais importante, é reconhecer que todo “fervoroso” pedinte em oração faz parte da ILUSÃO! OU DEUS NÃO SERIA TUDO!

Todo suposto “pedinte em oração” é a ILUSÃO APARECENDO COMO PESSOA! QUE É A SUPOSTA “PESSOA”?  VISTA PELO REFERENCIAL DA ONIPRESENÇA, ELA É PERMANENTEMENTE O CRISTO, A PRESENÇA DE DEUS MANIFESTA COMO INDIVÍDUO! 

Esteja ou não “alguém deste mundo” orando a Deus, a PERFEIÇÃO PERMANENTE É! Não há DEUS NENHUM aguardando preces de petições de supostos seres humanos! O QUE HÁ, É DEUS SENDO TUDO, E O QUE VOCÊ TEM A FAZER, É UNICAMENTE  “SUBIR AO PAI”,  DISCERNIR-SE JÁ PRESENTE NESTA UNIDADE PERFEITA E PERMANENTE!

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