“Quem Me Convence…?”

 

A Onisciência cobre toda a extensão infinita da Realidade divina, ou seja, o que existe é unicamente a Consciência divina consciente de ser a Sabedoria única em atividade neste agora. Em outras palavras, unicamente a Realidade ABSOLUTA tem existência perene e verdadeira. O que é temporal, mutável, imperfeito, é desconhecido de Deus. Quando Jesus disse: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (João 8: 46), revelava a Visão Absoluta, presente tanto nele quanto igualmente em todos nós!

É fundamental acatarmos os princípios absolutos como impessoais, pois, é desse modo que nos vemos sujeitos unicamente a eles! Quando meditar, faça a si mesmo estas perguntas: “Quem me convence de imperfeição? Quem me convence de doença? Quem me convence de problema? Quem me convence de pecado? Quem me convence do maligno?”

Não crie respostas intelectuais para as questões levantadas! Apenas as formule, deixando-as em aberto! A ilusão é o que faz parecer que vemos “mais do que Deus”, usando os supostos sentidos humanos! Ocorre, porém, que tudo aquilo captado por tais sentidos é NADA! Mesmo que aparente ter realidade, é NADA! Mesmo que alguém pense “passar por aquilo”, aquilo é NADA! Desse modo, medite deixando em aberto aquelas perguntas, até que tenha as respostas REVELADAS!

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Deus é “Mente Global” Ativa

Deus é “Mente Global Ativa”, que é a Unidade em oniatividade plena e perfeita. Quando meditamos e reconhecemos que “Deus é a Mente que somos”, colocamo-nos fora do ilusório mecanismo mental humano e nos posicionamos nesta Oniatividade mental divina. Afirmar e contemplar esta Verdade, de que “temos a mente de Cristo”, com abertura interior total ao “Pai em nós fazendo as obras”, tira-nos todo o peso de responsabilidades pessoais e deixa-no livres e afinados com as ações naturais de cada momento.

Deus é “Atividade permanente”, e Deus é o Ser que somos, aqui e agora. Quando reconhecemos esta Verdade com serenidade e receptividade, mesmo aparentando estar “no mundo”, estamos, de fato, em Deus, apesar de parecermos estar envolvidos com meras atividades humanas. Esta é a “vida pela Graça”, dita na Bíblia como “estar no mundo sem pertencer-lhe”.

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Contemplação e Regra de Ouro

No estudo da Verdade, além do lado “transcendental”, que requer de cada um a “contemplação da Unidade Perfeita” que todos formamos, há a se considerar o lado de nosso aparente envolvimento com “este mundo”, onde a mesma “Prática da Unidade” deve prevalecer. Quando as “Contemplações da Unidade” são assíduas e bem feitas, ocorre naturalmente o “agir pelo não agir”, em termos de supostas atividades “deste mundo”. Isto porque a Oniação – a única Atividade real – “surge”  refletida espontaneamente na forma de “conceito” no mundo de aparências.

O “agir pelo não agir” é, portanto, inspirado; não parte de interesses pessoais e sim do interesse global, por corresponder à Unidade. Em vista disso, a Bíblia revela o que é conhecido como “Regra de Ouro”: “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus, 7: 12). Esta regra se fundamenta na Unidade essencial, ou seja, o que fizermos ou deixarmos de fazer, com relação ao próximo, será o que teremos feito ou deixado de fazer a nós mesmos! Paulo também nos revela: “Somos membros uns dos outros”.

Emmet Fox, ao explicar os “mandamentos de Deus”, comenta também este lado, isto é, se está dito: “Não roubarás”, a frase quer nos alertar que é impossível sermos roubados, uma vez que somos “um”; quem tirar de “outro” logo constatará que algo  será tirado de si mesmo! Por esse motivo, a “vida pelo não agir”, por deixarmos fluir a Vontade do Uno, leva-nos naturalmente à prática da “Regra de Ouro”. Desse modo, é feita a Vontade do Pai, “assim na terra como no céu”.

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O “Hoje de Deus” é Plenitude Absoluta

Quando a Bíblia diz que “este é o dia que o Senhor fez”, revela que o “hoje de Deus” não é temporal e sim plenitude absoluta! Aquele identificado com Deus vive plenamente o “hoje de Deus”, a Realidade eterna e iluminada que desconhece passado e futuro. Vive este “agora”, que é uma constância em termos de perfeição e glória! Aquele que  ilusoriamente vive o “hoje de aparências”, vive uma ficção mental em que mudanças e mais mudanças de quadros ilusórios aparentam entretê-lo seguidamente, tirando-lhe a noção do que é Realidade.

Deus é TUDO! Cada Ser em expressão, apesar de distinto em sua individualidade crística, é Deus mesmo, com toda a natureza divina em si próprio corporificada. O Cristo que somos, vive o “hoje da plenitude”, desconhecendo aparências mutáveis  de limitações e problemas. Nesse sentido, disse Mary Baker Eddy: “Para quem se apoia no Infinito Sustentador, o dia de hoje está repleto de bênçãos”. Que é se apoiar no Infinito Sustentador? Significa estar apoiado na unidade de Sua natureza infinita, sem se achar sendo “outro”, sem ser “dois”, sendo somente o próprio Infinito Autossustentado!

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Somente Deus está Onde você está

 

A percepção da Onipresença é o discernimento absoluto da Verdade. Qualquer aceitação referente a outra presença, ao lado da presença divina, é “nada”, uma ilusão dos supostos sentidos humanos. Na maioria das vezes, as pessoas se contentam com ensinamentos mentalistas, que pregam o poder mental humano na manutenção do “corpo saudável” por meio de pensamentos corretos e positivos. Estes enfoques admitem um “corpo mutável” sendo o nosso, e, portanto, apesar de úteis no patamar em que atuam, que é o patamar das “crenças” no bem e no mal, não revelam a real natureza de nosso “Corpo”, que é Deus manifesto na Forma “Corpo”. Este, sim, é o “Templo de Deus” citado nas Escrituras.

O Universo é a Onipresença de Deus em Autoexpressão infinita, perfeita e permanente! Contemplar esta Presença de Deus constituindo o Universo inteiro é o objetivo da “Prática do Silêncio”. Nada há além de Deus que tenha Realidade! Portanto, além de contemplarmos a Presença de Deus sendo a “nossa” Presença, onde nós estivermos, precisamos também especificar e contemplar que “somente Deus” está sendo o Ser que somos! “Contemplar” significa discernir pelo coração, sem lidar com o intelecto! “Os puros de coração verão a Deus”, pois O estarão discernindo como o próprio Deus! Se Deus, somente, é Realidade, unicamente Deus existe para estar Se discernindo como nossa Identidade específica!

Dedique-se, portanto, à “Prática da Presença de Deus” diretamente no Absoluto! Você é um Ser Absoluto e não qualquer “outro”, ilusoriamente reconhecido pela suposta mente humana! Livre-se radicalmente da “crença em humanidade”, e, já se vendo no Absoluto, intuitivamente identifique-se com a Verdade Absoluta: DEUS É TUDO! Somente Deus vive, aqui e agora, como o “Eu” que EU SOU!

O

ENFOQUE ABSOLUTO REQUER ACEITAÇÃO ABSOLUTA 

Dárcio 

O enfoque absolutista da Verdade descarta completamente a dualidade, a crença em Deus e matéria, a crença em “bem e mal”, e a crença em seres apartados de Deus. Todas estas crenças são falsas! Aquele que diz abraçar esta unicidade de Deus deve estar disposto a “contemplar a Verdade” a partir deste ponto de vista iluminado, sem mais se identificar com mente humana ou com seres humanos, descartando inclusive todos os sinônimos que possam parecer existir para as irrealidades.

Deus é Tudo! Deus é Único! Existe somente Deus! Em vista disso, a Consciência infinita expressa como Universo, além de onipresente, onipotente e oniativa, precisa ser aceita como a “nossa” Consciência Iluminada.

O ensinamento absoluto não trabalha com “fé”, mas com a “percepção imediata da Verdade”. Que diferença há entre as duas? A “fé” seria a “certeza do não visto”, ou seja, alguém meditar acreditando que os princípios são verdadeiros”. A “percepção imediata da Verdade” é aceitar intuitivamente “estar discernindo a Realidade Absoluta”, por saber que DEUS É TUDO e que não há “eu que não seja DEUS” para estar imbuído de “fé”. Esta “aceitação absoluta” da Verdade é meramente reconhecermos que DEUS ESTÁ CONSCIENTE DE SER DEUS como o EU INDIVIDUAL QUE SOMOS!

Não existe um ponto sequer da Realidade infinita em que Deus não esteja já presente e sendo, ali, a total presença e a única presença! Veja-se sendo este “ponto”, aceitando radicalmente esta Verdade eterna:

Aqui, onde EU ESTOU, está a totalidade de Deus! Esta a unicidade de Deus! Nada há, ao lado de “Mim”, que possa existir, se opor ou ser descartado! A Consciência única e iluminada, universalmente em expressão, é a MINHA Consciência Iluminada deste Agora! Somente existe o Agora! O “Agora” em que “tudo está feito”. Sou um com a Verdade e EU SOU, portanto, a VERDADE!

Quem diz “estudar a Verdade Absoluta” terá de se dedicar a permanecer nestes “princípios absolutos”, e fazê-lo conscientemente, pois, esta “permanência” é o cumprimento dos dizeres de Jesus: “Não podeis servir a dois senhores”.

 

Silêncio É Egovacuidade-4

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Uma clara compreensão desta parábola do “leão criado como cordeiro” o ajudará a se manter em sua real e eterna posição na Verdade. E saberá dar o valor devido à revelação de Paulo, de que “temos a Mente de Cristo”, e não “mente de ser humano”.

Revelações desse tipo são “rugidos” que nos levam imediatamente à Verdade que somos. O suposto “ego” é uma inexistência “sem mente”, e nossa aceitação incondicional de que “temos a Mente de Cristo”, por si só, traduz o seu “vazio” ! Exatamente como naquele leão jamais existiu “mente de cordeiro”, e nem “cordeiro”, jamais existiu “mente humana”, e nem “ego humano”. Assim como nada precisou ser mudado no leão, para que ele fosse o leão que sempre esteve sendo, nada precisa ser mudado em VOCÊ, para estar sendo O CRISTO que é! Mas, houve nele a “identificação”, seguida de atitude correspondente a ela! Ele precisou dizer, de si mesmo, e convictamente: “Eu sou um leão!” E é unicamente a plena e direta “identificação”  com a Verdade o que se requer de cada Ser, quando lhe é revelado: “Sois deuses”, “Sois a Luz do mundo”, “Tendes a Mente de Cristo!”. Por esse motivo, a “Prática do Silêncio” é fundamental, principalmente quando feita diretamente e sem rodeios, a partir da Verdade Absoluta:

Eu SOU Consciência Iluminada!”

Vivian May Willians disse o seguinte: Se você identificar-se com a Cristo-consciência, seu real Ser espiritual, logo passará a conhecer que o Amor divino (entendimento) é o único Ego, Vida e Mente que você possui. Nada pode separá-lo desta consciência harmoniosa ilimitada, a não ser sua adesão à crença de que é um ser humano e material. Se Deus é o infinito “EU SOU”, a única individualidade, conclui-se que o “eu humano” não existe.

 

FIM

Silêncio É Egovacuidade-3

– 3 –

Assim como a natureza do leão estava sempre presente, naquele que por longo tempo se acreditou ser cordeiro, permanentemente a “natureza de cordeiro” nele estava ausente! É este ponto crucial,  importantíssimo, que deve conduzir o estudo da Verdade! Jamais a “mente de cordeiro” passaria por etapas evolutivas para, finalmente, revelar o “ser real” do leão! Ausências não evoluem nem passam por etapas! A “permanência” da Verdade, ou seja, a “mente de leão”, e unicamente ela,  é o “princípio genuíno” a ser reconhecido. A partir do ponto em que o leão escutou o rugido de outro, e se identificou com sua real natureza, não teria sentido algum em ele voltar a endossar o “condicionamento falso” e dizer: “Um dia eu serei leão!” Não haveria absurdo maior!

Há vários ensinamentos que pregam a Verdade a partir do “referencial do cordeiro inexistente”, em vez de fazê-lo  a partir do “leão já manifestado”. Há autores que inclusive criticam a admissão plena  da “mente de leão” , dizendo que “afirmar ter “mente de leão”, enquanto aparenta “ter mente de cordeiro” não tem sentido algum! Mas é justamente o contrário! Quem afirmar “ter mente de cordeiro”,  depois de ouvir o “rugido da Verdade”, estará unicamente negando a “Verdade presente”, e confirmando a “mentira ausente”. Por esse motivo, sempre digo o seguinte: o ensinamento absoluto é o único verdadeiro! Não rebusca nada em suposta “mente humana”, não fica especulando causa das mentiras, não posterga a admissão das Verdade permanente e não dá ouvidos ao suposto “intelecto”.

A Bíblia diz: “Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes”. O que deve ser entendido, além do sentido óbvio, –  de que “sabedoria humana” nada tem a ver com “conhecimento da Verdade –  é que: enquanto ficarmos com a “mente de cordeiro”, e com ela armazenando mais e mais teorias e conceitos de ensinamentos relativos, mais e mais “material” a ser destruído pela Verdade, aparentemente, estaremos acumulando! Por desconhecer estes princípios absolutos, muitos se tornam verdadeiros  “poços de erudição”, e  até se orgulham em ter “mente de cordeiro” recheada de “sabedoria intelectual”; mas, infelizmente, apesar de já serem dotados única e exclusivamente da “mente de leão”, deixam de percebê-lo conscientemente, ou seja, espiritualmente.

 

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Silêncio É Egovacuidade-2

 

– 2 –

Egovacuidade é ausência total do ego, que  já é a Verdade Absoluta! Nunca existiu “outro ser”, senão Deus, manifestado como o Eu de nós todos! Falar, portanto, da necessidade de se “anular o ego” é simplesmente “enxergar com o Olho Simples”, ou seja, enxergar o que É, o que permanentemente É!

Há uma parábola falando sobre um leão criado junto de cordeiros, e que julgava ser um deles. Certo dia, ouvindo o rugir de um leão, imediatamente saltou-lhe a identificação com ele, mas por um tempo ainda, o falso condicionamento lhe perdurou. Mesmo assim, ele nunca mais voltou a crer que não fosse um leão! Esta parábola explica bem em que consiste o estudo da Verdade. E explica bem o motivo pelo qual devemos sempre partir de nossa identidade eterna e real, que é divina. É quando trabalhamos com “princípios verdadeiros” e nunca com “condicionamentos falsos”. Por esse motivo, os textos sempre enfatizam: trabalhe com os “princípios revelados” e nunca com “aparências”.

Trabalhar com a Verdade significa você assumir sua Mente de Cristo e se ver como Cristo em unidade perfeita com o Pai. Com o Cristo reconhecido como sua VIDA, você é herdeiro de todas as riquezas celestiais; como “ilusório ego”, você estaria representando o “filho pródigo”, vivendo uma mentira chamada “existência material”. Por isso, as “contemplações da Verdade” jamais incluem a “ilusão” chamada “personalidade humana”. Mesmo que a suposta mente humana encontre mil justificativas para induzi-lo a não afirmar: “Eu Sou Deus!”, jamais ceda, sob hipótese alguma! Assim como o leão já tinha sua juba e demais características de um leão, mesmo enquanto acreditava ser um cordeiro, VOCÊ JÁ TEM TODA A NATUREZA DE DEUS, e esta nunca lhe esteve ausente! Jamais as “contemplações da Verdade”, aliadas com as “afirmações da Verdade”, o tornarão Deus! DEUS É TUDO! JÁ É VOCÊ! Quando “trabalhamos pela comida que não perece”, firmados na Verdade e nunca nas “aparências”, estamos unicamente vendo a “escuridão mental humana” ceder à Luz onipresente que  já somos!

 

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Silêncio é Egovacuidade-1

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Por que a “Prática do Silêncio” pode ser considerada como “outra face da mesma moeda”, sendo a primeira a “Prática da Presença de Deus”?  Pelo seguinte motivo: não existe “vazio” no Universo, pois, o Universo é Deus, a Consciência infinita consciente de “SER TUDO”. Se partirmos do “Referencial da Luz”, a “Prática do Silêncio” será o momento por nós escolhido para discernir o que é “permanente”, ou seja, não esperaremos criar nada nem mudar nada : unicamente estaremos discernindo “Deus sendo Deus como o Ser que somos”. Em outras palavras, estaremos partindo da Verdade absoluta de que o “Eu que somos” jamais nasce e jamais passa por processo de “renascimento espiritual”.

Quando este enfoque é aceito com “coração de criança”, não surgem as questões referentes à ilusão, às dúvidas e aos desvios desta Verdade. Porém, como a impotente “crença coletiva” aceita falsamente que existem “seres apartados de Deus”, a tais mentiras foram atribuídas uma “nomenclatura ilusória”, palavras como: mente humana, mente carnal, ego, homem natural, personalidade humana, etc.. Quanto mais estas falsidades forem consideradas, mais aparentarão ter realidade! Por isso nomeamos a “Prática do Silêncio”, que objetiva o desmantelamento de todo este “conteúdo insubstancial”, inverdades que tentam nos induzir a acreditar em “outros ao lado do UM”. A “Prática do Silêncio”, portanto, nesse sentido, é a “Pratica da Egovacuidade”, ou seja, o reconhecimento de que NADA, QUE NÃO SEJA DEUS, ESTÁ PRESENTE COMO O SER QUE SOMOS!

Se o suposto “ego” não for banido ou descartado com “o machado posto à raiz de sua árvore”, as “contemplações da Verdade” deixarão de ser vistas como “percepção do que permanentemente somos”. E é quando alguém acredita meditar para, em seguida, voltar ao mundinho material para encarar sua suposta vida pessoal. NÃO EXISTE MUNDO MATERIAL! Ele só aparenta existir porque a MENTE ILUSÓRIA não foi “vista” como ILUSÓRIA! E, quando isso ocorre, o que chamaríamos de “concessões ao mundo”, por estarmos conscientes de que O REINO DE DEUS É AQUI, mas, aparentemente lidando com seres que ainda não se interessaram pela Verdade, acabam deixando de ser “concessões” para voltarem a ser “ilusões”: estaríamos, de novo, acreditando em “vida humana e apartada de Deus”.

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A “Ilusão do Despertar”

Se, de um lado, há uma didática na explanação dos princípios espirituais, reveladores de que “o Homem é Deus, habitante permanente do Paraíso”, de outro, há a Verdade de que “a palavra mata e o Espírito a vivifica”. Em outras palavras, quem aceita intelectualmente os “princípios revelados”, e recebe instruções para “neles permanecer”, o que precisa ser realmente “entendido” é o seguinte: esta permanência na Verdade não é uma obrigação exigida à suposta “mente humana”, mas sim uma rendição da mente humana no sentido de que a pessoa, imediatamente, reconheça ser IMPOSSÍVEL deixar de “permanecer nos princípios”.

Quem mal entende a exposição da Verdade é sempre a “mente ilusória”; é ela que tenta nos sugerir a ideia de que “temos de nos esforçar para permanecer na Verdade”. Contudo,  a Verdade não é “dever da mente ilusória”, mas sim “a manifestação eterna e consumada da Mente divina como cada Ser individual!’ Disto decorre o seguinte: o chamado “despertar espiritual” é uma ilusão!

DEUS É TUDO! A Mente divina, única, portanto, já É a Mente única de toda a Realidade! E já é “Mente Iluminada!”. TUDO que Deus É, já está totalmente expresso como TODO PONTO DO UNIVERSO DE LUZ!  Não há mais Deus ou menos Deus em parte alguma! Por isso Jesus disse que “os pequeninos” entram no Reino dos Céus, enquanto “sábios e entendidos” FICAM sempre “batendo com o nariz na porta”.

Os “pequeninos” se veem cheios de júbilo, diante dos “princípios eternos” expostos a eles: “Eu Sou Deus! Tudo é Deus! Somos Um! Sou Luz do Mundo!” Tudo é Agora! Esta “alegria da Alma”, aos “pequeninos”, é imediata! Isto porque os “princípios espirituais”, no caso deles, não enfrentam o “intelecto”: caem diretamente na “sintonia coração-coração”.  Não encontram uma “inteligência” que diz: “Eu, um dia, estarei consciente destas Verdades!”

A Bíblia afirma: “os puros de coração verão a Deus”. Nunca isto significa “mente humana purificada”, através de “evolução” , “aprimoramento de estágios mentais”, ou “conscientização paulatina da Verdade”. Antes, o significado é que não existe intelecto! E, se VOCÊ for um dos “pequeninos”, exatamente AGORA estará como “puro de coração”, por se admitir “SER ILUMINADO”, e, portanto, IMPOSSIBILITADO de “Despertar para a Verdade”; entretanto, se VOCÊ for um dos “sábios e entendidos”, continuará  alimentando a MENTE QUE NÃO EXISTE, se irritando por não vislumbrar a Verdade que INTELECTUALMENTE aceita, e, dessa forma, se vendo como “fora da Mente divina, como “ramo cortado da Videira”, como “mortal com o dever de “aplicar princípios teóricos da Verdade, etc.

Aquilo que Deus É, é o que VOCÊ AGORA É!  “SOIS DEUSES!” – se a Palavra de Deus lhe é dirigida! E, agora, somente ELA lhe é dirigida!

*

Você é Deus Vivendo!

Mesmo aparentando existir matéria ou vida material, esta ILUSÃO jamais altera o Fato real e eterno de que “sem o Verbo – Deus – nada do que foi feito se fez”. O renascimento, ensinado por Jesus, nada mais é que discernirmos esta Verdade. O Homem é Deus vivendo! Não há “outra vida” para que alguém a pudesse tomar e viver de si mesmo. E quando estudamos a Verdade a partir deste “Referencial Iluminado”, entendemos o motivo que levou Jesus a dizer: “Meu Pai trabalha até hoje, e eu trabalho também”.

A atividade única em existência é a Atividade da Vida onipresente, una e perfeita, que se completa em SI MESMA.  Esta “Vida”, em cada Ser individual, é o Cristo: o Verbo emanado do Pai na qualidade de Filho. Portanto, analisar a Existência a partir de “fatos deste mundo” é totalmente sem propósito! Deus é Autoconsumado, e nEle “temos o nosso Ser”. E são estes princípios absolutos que nos libertam das falsas crenças coletivas, que sugerem a presença de problemas, dificuldades, provações, etc..

Não se deixe levar por supostas “atividades das aparências”: não são realidades! Contemple-se como sendo “Deus vivendo”; contemple-se como “Deus Autoconsumado”, compenetrando-se de que toda a natureza espiritual e infinita do Verbo é o que constitui sua Vida ou Existência! Ao afirmar ter vindo ao mundo para que “todos tenham vida com abundância”, não estava, Jesus, se referindo à ilusória vida terrena, incompleta, imperfeita e mutável! Estava revelando a Verdade suprema: VOCÊ É DEUS VIVENDO! Por isso SUA VIDA é com abundância infinita! Parta desta Verdade como sendo sua VIDA ATIVA DESTE AGORA, sem ter olhos para suposta “vida terrena ou material”: diga, a si mesmo: “EU SOU DEUS VIVENDO!“. E então, a SUA VIDA, com abundância, será discernida como o que VOCÊ AGORA É!

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“Tome Cada Dia Sua Cruz”

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia sua cruz, e siga-me”

(Lucas, 9: 23).

Nesta passagem bíblica, Jesus explica em poucas palavras o que é “conhecer a Verdade”. “Negar-se a si mesmo” É NÃO SE IDENTIFICAR como “humano nascido em mundo material”, e de modo radical! Ninguém pode “negar-se a si mesmo” pela metade! Esta “negação” significa cada um “se honrar como honra o Pai” – que é o “juízo justo” ensinado por Jesus.

Em seguida, é dito: “E tome cada dia a sua cruz”. Isto nada tem a ver com alguém “suportando pesados fardos” do seu dia-a-dia, como muitos ensinamentos relativos apregoam! Antes, quem “se negou a si mesmo” deverá “permanecer” nesta negação a cada dia, meditando e contemplando a Verdade sobre o Universo e sobre SI MESMO! “Tomar a cada dia sua cruz” é “permanecer com o ego crucificado”, cuidando para não ceder às “influências hipnóticas” do mundo. Em seu final, a citação diz: “E siga-me!”. Que fez Jesus? “Subiu ao Pai”, isto é, encontrou o Espírito divino em SI MESMO e, em total identificação, reconheceu: “Eu e o Pai somos um”. Siga-o! Faça igual!

Não existe “cristianismo” em mundo material! O “Meu Reino” não é “deste mundo” – disse Jesus. Portanto, após aceitar que Deus é TUDO, e que esta TOTALIDADE Se evidencia como o “seu” EU,  cada “agora” será o seu momento de se manter “crucificado e renascido”, identificado única e exclusivamente com a Verdade Eterna que VOCÊ É!

Cada texto sobre a Verdade absoluta deve ser entendido como “bloqueio às crenças falsas”. Não somente leia para, em seguida, seguir adiante com as mesmas crenças falsas que coletivamente eram aceitas! Sinta o Poder da Verdade “destruindo as mentiras”, não com lutas e sim com “Oniação harmoniosa e onipotente”, assim como a Luz dissipa a escuridão! Seguidos estes cuidados, sem esforço algum, a Verdade estará sendo discernida como sendo VOCÊ, e sendo toda a “sua” “experiência de Vida”. Tudo é Um! Tudo é Deus!

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A Ilusão Aparece Como Pessoa

A Ciência Cristã revelou a natureza da “ilusão” como impessoal, e este princípio foi, posteriormente, ressaltado insistente e enfaticamente por Joel S. Goldsmith, nos escritos de O Caminho Infinito. É um princípio de importância máxima, tanto àqueles que se dedicam à carreira de “praticistas” como aos demais interessados por este estudo, e que abraçam as mais variadas atividades ou  profissões.

A qualquer momento, a ilusão pode lhe aparecer como “pessoa”, e é quando deverá imediatamente fazer o reconhecimento de que a única “pessoa” que existe, é Deus! Em outras palavras, estamos sempre diante do “Cristo”, enquanto um simples “quadro hipnótico” tenta chamar nossa atenção para “alguém presente nele”, um “alguém” que aparenta ser o nosso “problema”, de uma forma ou de outra.

Que fazer? “Impersonalizar a ilusão”, isto é, remover a atenção da “pessoa” para o “cenário ilusório” em que ela aparenta estar; em seguida, entender que, sem o “quadro”, não apareceria a pessoa, e que é o quadro que precisa ser “nadificado” por ele ser a “ilusão”, e nunca alguma pessoa. É como numa tela de cinema, quando aparecem o mocinho e o bandido, e entendêssemos que, “parada a projeção”, ambos desaparecem! Que eram?  A “ilusão”: a crença em dois poderes!

DEUS É TUDO! Em vista disso, cada um com quem convivemos, em nosso dia a dia, é Deus manifesto como o “Cristo”. Portanto, em vez de culpar “pessoas”, que de uma forma ou outra, pareçam lhe atormentar, veja-se feliz por ter “oportunidades” de provar estes  Princípios! Enquanto se aborrecer por causa de pessoas”, estará acreditando que há, ali, realmente a presença de pessoas! Não existe vida na matéria! Esta “movimentação de pessoas” se chama ILUSÃO! E os “princípios” de O Caminho Infinito, “impersonalização e nadificação da ilusão”, são sua base de permanência na unicidade e totalidade de Deus! Lembre-se: a ilusão aparece como pessoa! Mas, nunca é “pessoa”: é a ILUSÃO!

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“Eu, Segundo a Carne, a Ninguém Julgo!”

“Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e meu Pai, que me enviou”.

João. 8: 15.

 As revelações da Verdade mostram seu real e pleno conteúdo quando são lidas no entendimento absoluto de que unicamente existe Deus, ou seja, o Eu que é único. Seja a revelação anunciada por Krishna, Buda, Jesus, Paulo ou por VOCÊ, esta revelação é o “EU ÚNICO” Se expressando em Si mesmo como Verdade única.

Na Bíblia, encontramos Jesus dizendo: “Eu, segundo a carne, a ninguém julgo”. Como há somente o “Eu único”, o que de fato está sendo dito, é o seguinte: “Eu, pela carne, a ninguém julgo”, isto é, VOCÊ, SEGUNDO A CARNE, A NINGUÉM JULGA”, uma vez que este “Eu” é DEUS sendo VOCÊ!

Quem haveria, e que julgasse “segundo a carne”? Ninguém! Não existe matéria e não existe mente que nela acredite! A Verdade absoluta é esta! DEUS, SENDO TUDO, A NINGUÉM JULGA! Seja Deus contemplado universalmente como “Eu único infinito”, ou, seja Deus contemplado especificamente como seu “Eu individual”; apesar de distinto em Sua individualidade, não deixa jamais de ser o “Eu infinito”, uma vez que a UNIDADE PERFEITA é permanente e indivisível. Portanto, ao meditar e contemplar a Verdade, reconheça: “Eu, segundo a carne, a ninguém julgo!”. Perceba este “Eu” sendo o seu”Eu” e não de um suposto “outro iluminado”. Não existem “outros”, senão o “Eu” que VOCÊ AGORA É! E este é Deus! Desse modo, em suas contemplações, admita “não estar se julgando pela ILUSÃO! E admita não estar julgando a NINGUÉM pela ILUSÃO, por “estar no juízo verdadeiro”. Dessa maneira, estará se discernindo como o Universo Espiritual INFINITO e, simultaneamente, como o Cristo que VOCÊ É, o seu Eu distinto e formador da Onipresença!

Parta de Deus como TUDO, reconheça que Deus é o Eu ÚNICO, que Deus é Espírito e não “carne”, e então, identifique-se com DEUS SE CONTEMPLANDO ESPIRITUALMENTE COMO TUDO! Onde VOCÊ ESTÁ, DEUS É SEU “EU” – QUE,  SEGUNDO A CARNE, A NINGUÉM JULGA!

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“Vinho Novo em Odres Velhos”

Pouco adiantaria expormos a Verdade Absoluta da existência única de Deus à suposta mente humana, bitolada, endurecida e condicionada. Ela passaria a comparar o sentido do “novo” com seus padrões “velhos”. “E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão (Lucas 5; 37-38).”

O enfoque radical, que descarta ou desconsidera por completo a chamada mente humana e seus “poderes”, para admitir unicamente a “Mente de Cristo”, corresponde a se abandonar os odres velhos para nos novos se entornar o Vinho (Revelação). O discernimento espiritual revela a UNIDADE, isto é, o Vinho (Revelação) e Odre (Consciência crística) já são UM, e assim, “juntos se conservarão”.

A sua Consciência é a Verdade; a Verdade é a sua Consciência. Portanto, o abandono natural da “mente humana”, e seus conceitos de bem e de mal, permite que haja a percepção do que realmente É, ou seja, a PERCEPÇÃO da Perfeição Absoluta Onipresente.

“E ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho”. (Lucas 5; 39) Quando afirmamos que a mente humana não existe, que é uma ilusão, as pessoas dizem: “Então não existe nada? Você acha que não devemos usar a inteligência que Deus nos deu?” Para elas, a mente humana corresponde ao seu próprio ser, e chegam a acreditar que, sem ela, sequer teriam noção de existir. Desse modo, tentam preservar o conceito de existência que julgam possuir, repelindo o “vinho novo”. Aqui está sendo revelada, primeiramente, a inexistência do “odre velho” O “Odre” existe, e Se constitui do próprio Vinho. Se a pessoa admitir a ausência de “mente humana”, perceberá a Revelação da Consciência iluminada como já sendo a Sua Consciência atual e única.

Todos os acontecimentos registrados pela “mente humana” são fictícios. Esta é a Verdade Absoluta! Naturalmente, se a “mente humana” é inexistente, como poderiam ser reais os “acontecimentos” supostamente mostrados por ela? A “contemplação” desta Verdade mostra a nulidade de todos os chamados problemas desta aparência de mundo. As cenas contendo nascimento de pessoas, o seu desenvolvimento mediante boas e más experiências, e que culminam em morte, são todas INEXISTÊNCIAS. Em outras palavras, este suposto “mundo material” é NADA! A Consciência divina é o nosso Universo, e é a Liberdade em Si. Ao percebermos a inexistência da mente humana e seus conceitos mutáveis, teremos discernido a nossa legítima Consciência, iluminada ou crística, que é sempre livre e isenta de problemas.

A Verdade é uma só: DEUS É TUDO. A intenção de se transmitir a Verdade a supostos “estágios de consciência” de cada leitor ou ouvinte, tentando adequá-la, seria “deitar vinho novo em odres velhos”. A Verdade É! Assim, a Consciência da Verdade é a sua, a minha e a de todos. A suposta “mente humana” não É; logo, nunca poderia receber Verdade alguma!

A Consciência é Harmonia constante e eterna; a “mente humana”, por inexistir, não pode emitir conceituação legítima a respeito do que possa ser harmonia ou ordem.Os padrões de ética e moral são válidos para os que creem na existência da mente humana. Eles nada mais são do que uma ilusão, que regulamenta e organiza o sonho da inexistência. Quando alguém percebe que sua Consciência já é iluminada, a Harmonia que já é, aparece aos olhos do mundo naturalmente, e nunca ocorrerá de ser algo meramente aparente, no sentido de camuflar os verdadeiros sentimentos íntimos das pessoas. Exemplificando, o mundo aparente pode mostrar uma sociedade, ou um casamento, que aos olhos do mundo se revele como harmônico ou bem-sucedido. No entanto, se tal harmonia for só fachada, uma farsa, a percepção da Consciência divina como sendo a Harmonia legítima, que rege o TODO, fará com que as coisas visivelmente mudem de rumo, indo em direção à representação que de fato corresponda à Realidade. O visível continuará sendo uma “aparência”, só que livre de pressões e artimanhas da “mente humana”. Assim, quem estuda a Verdade não deve se prender às mudanças visíveis, após ter reconhecido a Presença única de Deus como a sua Consciência. A antiga “harmonia humana” é o “vinho velho”, e, se aquele que o tiver bebido disser: “Melhor é o velho”, como poderá provar e desfrutar do novo?

A Consciência única revela a Harmonia geral, e esta inclui necessariamente a individual. Sejam quais forem as alterações visíveis, todas elas são inexistências, sonhos ou aparências; e, que rumo elas parecerão tomar ? Para a visão do mundo, “o que é tortuoso se endireitará e os caminhos escabrosos se aplanarão” (Lucas 3; 5).

 

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“E Foram Ter Com Ele…”

A Bíblia relata um acontecimento natural, aos olhos humanos: Jesus estava ensinando o povo, e “foram ter com ele a sua mãe e seus irmãos”, quando lhe disseram: “Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te”. A multidão impedia que eles se aproximassem de Jesus! Mas, respondendo, Jesus disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam”.

Os sentidos humanos não mostram realidade nenhuma! Se há, “lá fora”, mãe e irmãos para alguém, este “alguém” desconhece que este “lá fora” não existe: o Reino de Deus está DENTRO de nós, sendo a nossa Consciência iluminada infinita, que é tudo e todos, sem que “multidão alguma” – crenças falsas – esprema e impeça que “algo ou alguém” esteja já unificado conosco!

Não há realidade em nada que “nos venha” ou que “nos deixe”, entre o que quer que possa ser, e que esteja supostamente sendo “visto lá fora”. As “obras de Deus são permanentes”,  são completas e perfeitas em”Mim”,  em Autoexpressão infinita! Não existe “outro mundo”.

Enquanto você estiver crendo em “mundo material”, se mostrando feliz, quando “lá fora” algo ou alguém lhe chegue”, ou se mostrando infeliz, quando “algo ou alguém o deixe”, você estará vivenciando a ILUSÃO! Mas, ao meditar e contemplar a VERDADE, você se verá UM COM ELA., e entenderá plenamente a resposta de Jesus.

Profundo? Não! Verdadeiro? Sim! Só a ilusória mente humana se identifica com “este mundo”; a sua Mente, que é Deus,  unicamente Se identifica com o Reino da Verdade”: nada mais que isto!

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Louvar a Deus é Louvar a Própria Vida!

“Glorificai a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”

I Coríntios, 6: 20

O título de uma das Mensagens da UNIDADE dizia: “Louvado seja Deus! Estou curado!” Um verdadeiro choque verbal para reduzir a nada a crença em “corpo material”. Como afirmar “estou curado”, se o médico, que tanto estudou, afirma “estar doente”?  Várias vezes transcrevi  o que ocorreu num hospital do Equador: seis paralíticos, que haviam sofrido derrame cerebral, pularam da cama e sairam correndo, totalmente curados, ao verem uma enorme serpente entrando onde estavam internados. Já estavam curados, mas a crença em “corpo material” os fazia acreditar que não! Bastou o medo suplantar a crença falsa, usaram o “CORPO VERDADEIRO” e sumiram do local!

Quando dizemos: “Louvado seja Deus! Estou curado!”, estamos reconhecendo a Presença divina sendo a nossa! Louvamos nossa própria VIDA, sem matéria, sem nascimento, sem doença e sem morte. Nosso Corpo, que é espiritual, é a própria VIDA manifestada como Corpo. Não existe Vida em Corpo, mas, o Corpo é a própria Vida divina manifesta como Corpo, assim como não existe “mar e onda”, e sim o “mar sendo onda”.

Louve a Deus, louve sua Vida! “Levanta-te, toma o teu leito, e anda”, disse Jesus ao Cristo que se julgava “corpo material”. Tendo a Verdade suplantado nele a crença falsa em paralisia, realmente ele se levantou e foi para “sua casa”: a sua Consciência divina!

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“Eu Vivo Deus!”

Há tempos, uma pessoa minha conhecida contou-me o seguinte: “Estava em minha casa quando a campainha tocou, e, ao abrir a porta, deparei-me com dois rapazes que se identificaram como membros de uma igreja, perguntando-me se eu teria um tempinho para conversarmos. Eu disse que sim. E, então, eles me perguntaram: “O senhor crê em Deus?” Respondi: “Não!” E ele me fez outra pergunta: “Quer dizer que o senhor é ateu?” Respondi: “Também não!” Então eles me disseram: “Não entendemos: o que o senhor quer dizer?”  Eu disse a eles: “Eu vivo Deus! Eu sinto Deus! Deus é minha Vida!”. Eles, assim, logo se despediram e não voltaram mais!”

A maioria diz “acreditar em Deus”, e se sente satisfeita apenas com isto!  A questão é que, costumeiramente, esta “crença” permanece no intelecto, vivendo como “companheira” das milhares de crenças errôneas da humanidade. Quando você acredita em Deus, mas sem “viver Deus”, estará atuando no patamar da “crença no bem e no mal”, e é por esse motivo que sua “casa”  fica construída sobre “areia”.

Construa sua “casa” sobre a ROCHA: Não somente acredite em Deus! Viva Deus! “Deus é Deus dos vivos e não dos mortos”, diz a Bíblia! “Viver Deus”  significa você estar identificado com a Realidade eterna, que o faz discernir ser “cidadão do Infinito Perfeito” e não participante de “crenças materiais”.

Os momentos dedicados às “contemplações” têm por objetivo este reconhecimento: “Eu vivo Deus!” – sem teorias complicadas, sem dualismo, sem intelecto! “Quem me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. E você, quando se vê, a QUEM estará vendo?

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