Estudando Paulo-2

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“PORQUE ESTÁ ESCRITO: DESTRUIREI A SABEDORIA DOS SÁBIOS, E ANIQUILAREI A INTELIGÊNCIA DOS INTELIGENTES.”

I Coríntios 1: 19

Quanto antes alguém deixar de lado sua “sabedoria”, sua “inteligência”, ou seja, permitir conscientemente, em meditação, que a mente carnal ou humana se renda às Verdades de Deus, que são “loucuras para os homens”, mais cedo poderá experienciar o fato real de já estar vivendo, aqui e agora, no Paraíso.

Deus é Onipresença! Jamais dividiu espaço com seres humanos ou com criação material! Quando a Bíblia fala em “céu e terra”, não fala em duas existências, mas da ÚNICA: a espiritual. Que é “céu”? O Reino de Deus aqui presente. Que é “terra”? O mesmo Reino aqui presente, porém, visto não realmente como ele é, mas distorcido e filtrado pela mente humana.

Eis por que, no Estudo do Absoluto, não intencionamos “curar” algo deste mundo visível! Sabemos que, sendo VISTO sem a “sabedoria e inteligência humanas”, ele já é o próprio Reino de Deus, o Paraíso.

Portanto, é uma questão ligada à “visão” e não a “mudanças”. Em vez de tentarmos “melhorar” algo, visto pela “sabedoria humana” como “mal”, abramo-nos internamente à SABEDORIA DIVINA, para que Ela atue e “destrua a sabedoria humana”. Assim, poderemos discernir a PERFEIÇÃO que jamais deixou de estar presente!

Estas revelações não são apenas para serem lidas! Devemos nos silenciar e reconhecer em nós a Presença de Deus, esta Presença amorosa suave que constitui o Cristo de nosso ser:

Pai, abro-me à Tua Sabedoria. Sei que Tu estás uno comigo! Revela-me o Teu Reino! Destrua em mim toda “sabedoria e inteligência” deste mundo! Mostra-me o Teu Reino! Revela-me a Tua Sabedoria! Sei que, ao deixar de me iludir com estas imagens falsas da mente humana, a Tua Sabedoria, aflorando em mim, irá imediatamente me revelar quem realmente eu sou em Ti.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

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Estudando Paulo-1

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Dárcio

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INTRODUÇÃO

Nesta série, serão abordadas as revelações mais elevadas do Apóstolo Paulo. Considerado a pessoa mais importante do Cristianismo, depois do próprio Jesus, Paulo assimilou com profundidade os ensinamentos. Sabe-se que era rigorosíssimo quanto a evitar que houvesse neles quaisquer distorções, e sempre se mostrou ousado e corajoso na forma de propagá-los. Não usava de meias-palavras, por exemplo, para nos revelar que “temos a mente de Cristo”.

Cada um de nós, que com sinceridade estiver desejoso de “se revestir da armadura de Cristo”, encontrará, nas revelações de Paulo, informações e motivações elevadíssimas e iluminadoras. Procuraremos, nesta série, comentar as principais delas.

Em pesquisa, encontramos os seguintes dados biográficos sobre Paulo:

Inicialmente chamado de Saulo, nascido na cidade de Tarso, capital da província romana da Cilícia, era fabricante de tendas. Era um judeu da Diáspora (Dispersão), de uma importante e rica família. Aos 14 anos passou a ter uma formação rabínica, sendo criado de uma forma rígida no cumprimento das rigorosas normas dos fariseus, classe religiosa dominante daquela época.

Quando se mudou para Jerusalém, para se tornar um dos principais dos sacerdotes do Templo de Salomão, deparou-se com uma seita iniciante que tinha nascido dentro do judaísmo, mas que era contrária aos principais ensinos farisaicos.

Dentro da extrema honestidade para com a sua fé, e sentindo-se profundamente ofendido com esta seita, que se chamava cristã, começou a persegui-la, culminando com a morte de Estêvão, diácono grego e grande pregador cristão, que foi o primeiro mártir do cristianismo.

No ano de 32 D.C., dois anos após a crucificação de Jesus, Saulo viajou para Damasco atrás de seguidores do cristianismo, principalmente de um, que se chamava Barnabé. Na entrada desta cidade, teve uma visão de Jesus, que em espírito lhe perguntava: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Ficou cego imediatamente. Foi então levado para a cidade. Depois de alguns dias, um discípulo de Jesus, chamado Ananias, foi incumbido de curá-lo. Após voltar a enxergar, converteu-se ao cristianismo, mudando o seu nome para Paulo.

Paulo, a partir de então, se tornaria o “Apóstolo dos Gentios”, ou seja, aquele enviado para disseminar o Evangelho para o povo não judeu.

Através de suas cartas, Paulo transmitiu às comunidades cristãs e aos seus discípulos uma fé fervorosa em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição. A esta fé soma-se um fator fundamental: o seu temperamento, que era passional, enérgico, ativo, corajoso e também capaz de idéias elevadas e poéticas.

No ano de 64 D.C., foi morto pelas Legiões Romanas, nas perseguições aos Cristãos instauradas por Nero, depois do grande incêndio de Roma.

1

“Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.

E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu:

Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda. Livrando-te deste povo e dos gentios, a quem agora te envio. Para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em mim.”

Atos 26: 14,18

Ouvindo as palavras acima transcritas, de Jesus Cristo, assim contou Paulo ao Rei Agripa, sobre o início de tudo em sua vida espiritual:

“Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava e, em língua hebraica: “Saulo, Saulo, por que me persegues? ….”

Atos 26: 13,14.

Para Paulo, assim foi como tudo começou: com uma REVELAÇÃO! Sim, uma Revelação Divina altera o curso de tudo! Leituras, palestras, estudos bíblicos, tudo tem um papel importante no conhecimento da Verdade; porém, nada substitui uma REVELAÇÃO. Os estudos somente terão real valor quando forem vistos como expedientes de condução à AUTORREVELAÇÃO.

Nesta primeira parte da série, queremos, principalmente, salientar este ponto importantíssimo: estes estudos não estão sendo apresentados meramente para que haja um conhecimento intelectual ou cultural das mensagens de Paulo. Nosso objetivo é unicamente este: fazer com que cada leitor tenha conscientemente a SUA PRÓPRIA REVELAÇÃO!

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano” -Final

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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

-5 –

Meu amado, após assim ter feito, poderá ir ao seu mundo e proclamar que tudo e todos SÃO a Perfeição Evidenciada. Poderá olhar para seu mundo e declarar que é o Paraíso. Poderá olhar para cada aparência de carência e declarar a presença da Abundância Infinita. Poderá olhar para si mesmo, e para o próximo, marido, esposa e filho, declarando secretamente que todos são Deus. Cada dia estará evidenciando mais e mais de sua Divindade, e você irá desfrutar o seu melhor ano.

(Allen White)

Neste parágrafo de encerramento do texto, Allen White fala da vivência imediata dos princípios da Verdade, ou seja, que devemos RECONHECER DEUS, ou a PERFEIÇÃO EVIDENCIADA, sendo tudo e sendo todos. Em outras palavras, este discernimento da Verdade não deve ficar restrito aos momentos de “contemplação”. Devemos olhar a nós mesmos, e a todos com que temos contato, “declarando secretamente que todos são Deus”, olhar o mundo “e declarar que é o Paraíso”; olhar as aparências de carência “e declarar a PRESENÇA da Abundância Infinita”. Como consequência desta dedicação à Verdade, aos olhos do mundo, seremos vistos como “alguém” que mais e mais evidencia a própria Divindade, o que, aparentemente, poderá ser avaliado como o “nosso melhor ano”, etc..

Porém, jamais se deixe prender  a este “referencial do mundo”; lembre-se do que vimos anteriormente, de “rompermos o acordo” com a suposta “visão humana”. Permaneça na Verdade absoluta: Eu Sou a Evidência completa, iluminada e permanente da Presença de Deus! Deixe que a forma de avaliação, que nos considera como “evidenciando cada vez mais nossa Divindade”, ou que estejamos” em nosso melhor ano”, fique com a suposta “mente humana”. Aos olhos dela, assim os fatos parecerão ser!  Para VOCÊ, que faz TOTAL IDENTIFICAÇÃO com a Verdade Absoluta, o seu “referencial” sempre será o da Luz: ESTE” AGORA”, em que A TOTALIDADE DE DEUS SE EXPRESSA COMO O EU INFINITO E INDIVIDUAL , QUE VOCÊ É!

F     I    M

Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-4

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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 4 –

Você, agora, chegou ao seu ponto de rompimento. Até parece que você e eu havíamos assumido um compromisso com nossos olhos de aceitar os seus informes conforme aquilo que está ou não acontecendo num dado momento. É um acordo que você deve quebrar. Muitas vezes, temos aparentemente trocado a Verdade pela ficção. Toda esperança e prece por uma vida melhor ignoram a Existência inabalável como única manifestação. Toda esperança e prece por uma vida melhor se baseiam nos olhos testemunhando um mundo oscilante. Amado, você não pode continuar desse jeito! Diante de uma escolha entre o que parece ser, de acordo com os sentidos, e o que é, de acordo com a totalidade de Deus, escolha sempre Deus. Faça isto! Permaneça nesta escolha! Não permita oscilações. e repentinamente uma nova visão lhe será aberta, testemunhando a Perfeição exatamente onde a imperfeição parecia estar presente. Se você sabe que Deus é verdadeiramente Tudo, descobrirá ser isto bem fácil. Se apenas tem repetido as palavras, sem nenhuma percepção de que elas são a Verdade, isto lhe será difícil; e, caberá a você a tarefa de, em preces contínuas, descobrir a real natureza de Deus.

(Allen White)

De posse das revelações, ou dos princípios da Verdade absoluta, é seu momento de ser livre! O autor compara o condicionamento de se aceitar cegamente o que os olhos carnais captam com um “acordo” aparentemente feito com o testemunho destes olhos. Assim ele diz: “Você chegou ao seu ponto de rompimento”, (…) [este] é um acordo que você deve quebrar”.

Aqueles abraçados às crenças coletivas agem como se este suposto “mundo material” fosse realidade! Nele se posicionam, esperam que este mundo melhore, e até oram para que isto aconteça! Allen White diz: “Toda esperança e prece por uma vida melhor se baseiam nos olhos testemunhando um mundo oscilante; toda esperança e prece por uma vida melhor ignoram a Existência inabalável como única manifestação”. O que ele está nos dizendo é que devemos estar convictos da Realidade PERENE OU CONSTANTE,  certos de que “as obras de Deus são permanentes”, sem ter olhos  para a “ilusão”, para o suposto “mundo de aparências”, o que seria, em seu linguajar, trocar a Verdade pela ficção. Desse modo, ele descreve qual deverá ser a nossa escolha, “entre o que aparenta ser”, aos supostos sentidos humanos,” e o que realmente é”, em conformidade com o princípio de que Deus É Tudo: ESCOLHA SEMPRE DEUS! PERMANEÇA NESTA ESCOLHA! NÃO VACILE, PERMITINDO OSCILAÇÕES! “Repentinamente uma nova visão lhe será aberta, testemunhando a Perfeição exatamente onde a “imperfeição” parecia estar”.

Ao final do parágrafo, Allen explica que se fizermos meramente  uma repetição maquinal das palavras, sem o  discernimento de que são elas verdadeiras, as “contemplações” nos parecerão difíceis; por outro lado, sentiremos facilidade ao realizá-las, se estivermos realmente crendo que DEUS É TUDO! E, em caso de haver esta dificuldade, recomenda ele que você ore dedicadamente para conhecer esta natureza de Deus como sendo TUDO!  Considere a  Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniação de Deus, uma a uma, em “contemplações absolutas”,e  sempre discernindo que VOCÊ está incluso nesta totalidade de Deus.

O principal, portanto, é romper com o hábito de concordar com as “aparências” que se mostrem discordantes da HARMONIA TOTAL. Diante delas,  opte pela TOTALIDADE DE DEUS, ou pela PERMANÊNCIA de tudo o que Deus faz, e o  faz com PERFEIÇÃO. A Unidade, por exemplo,  emprega seguidamente a expressão “DIVINA ORDEM”, para se efetuar esta “escolha”. Assim, diante de quaisquer “aparências discordantes”, lembrando-nos desta  expressão, dizemos a nós mesmos: “Tudo está em Divina Ordem!”. Com isto, rompemos o “acordo” com o testemunho dos sentidos e ficamos internamente livres para “dar testemunho da Verdade”: DEUS É TUDO! Na Seicho-no-Ie, usa-se, e para o mesmo fim,  a expressão “O fenômeno não existe!”, ou, “o corpo carnal não existe!”Caminho Infinito nos conduz à percepção da Verdade, através do reconhecimento: “Isto não é o que aparenta ser; isto é DEUS que Se manifesta como…”. Apenas citei alguns exemplos, que ilustram como podemos e devemos usar as “armas da luz”, caso aparentemente  nos defrontemos com a ILUSÃO na forma de “aparências indesejáveis”.

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-3

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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 3 –

Sem flutuações, permaneça em e como esta Verdade. Contemple diariamente a Verdade de sua Identidade. “Já faço assim”, pode você estar pensando. Muitos dizem isto, mas, depois da contemplação matinal, acabam entrando em flutuações e vacilações. Suas conversas, ao longo do dia, expõem o fato de que eles realmente parecem acreditar que suas identidades são humanas. Portanto, persista diariamente na “Eu-Sou-Contemplação”, até deixar de se identificar com alguém de cor branca ou negra, de sexo masculino ou feminino. Continue até parar de identificar seu Eu Eterno com uma data de nascimento ou data de morte futura. Continue até compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que você não é senão a presença visível de cada Verdade que veio ouvindo ou lendo. Sim, Amado, persista, até todos os vestígios de humanidade visivelmente serem derrubados, revelando mais e mais o Esplendor Consumado de sua Identidade “EU SOU”. 

(Allen White)

Este parágrafo busca fazer com que nos dediquemos às contemplações absolutas sem  esmorecimento e sem volta à dualidade, não apenas durante a “Prática do Silêncio”, quando unicamente levamos em conta nossa real identidade divina, mas também durante as atividades naturais do dia-a-dia. Diz o autor: “Persista diariamente na “Eu-Sou-Contemplação”, até deixar de se identificar com alguém de cor branca ou negra, de sexo masculino ou feminino. Continue até parar de identificar seu Eu Eterno com uma data de nascimento ou data de morte futura. Continue até compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que você não é senão a presença visível de cada Verdade que veio ouvindo ou lendo”.

Quando entra o fator “dedicação de cada um”, não há mais regras! Cada um deve, de si mesmo, discernir o seu interesse, maior ou menor, diante deste estudo, no que diz respeito aos períodos entre os horários da “Prática do Silêncio”. Durante as “contemplações”, muito temos dito sobre a forma como as devemos conduzir; porém, quando aparentemente assumimos as supostas atividades cotidianas, cada um é que deverá intuir a  sua forma própria de “permanecer nos princípios” e, ao mesmo tempo, fazer sabiamente as “concessões” que as “aparências” lhe irão requerer. Quando a “Prática do Silêncio” é feita com dedicação e assiduidade, dentro de uma identificação plena com a Verdade que somos, maior será nossa facilidade em agir sem preocupações e sem maiores envolvimentos com o “mundo das aparências”.

A Bíblia fala em “estarmos no mundo sem pertencer-lhe”, o que significa estarmos agindo sempre com a Consciência iluminada aflorada. No meu entender, não considero válido alguém ficar o dia inteiro “preocupado” em permanecer na Verdade a ponto de virar um “fanático por aplicação de princípios”. Acho válido, e mesmo obrigatório, a quem deseja realmente viver esta Verdade, ser  dedicado e radical durante a “Prática do Silêncio”, ou seja, partir radicalmente da Verdade de que DEUS É TUDO e, ao encerrar a meditação, fazê-lo convicto de que DEUS constitui realmente a totalidade de seu Ser individual. O que realmente importa, é sabermos que as “aparências”, sejam boas ou más, são sempre irrealidades, e que os “vestígios de humanidade”, citados pelo autor, são sempre parte delas e jamais parte do Ser que somos. O ideal é que cada um “deixe fluir” o seu  dia-a-dia, após suas “contemplações absolutas”, na certeza de que o que precisar fazer, para lidar com as “sugestões hipnóticas”, lhe será revelado em cada situação que lhe surja. É preferível, na minha opinião, viver naturalmente e nesta certeza, do que viver “se policiando”, a cada instante, temendo “sair da Verdade”, “ser envolvido” pela “ilusão”, ou coisa parecida! Não vejo “liberdade” numa vida intensa de “policiamentos”. Afora  Deus, nada tem realidade! Nenhuma “crença coletiva” é poder! Vale sempre lembrar, portanto, que “a Graça nos basta”.

Allen White, na frase final deste parágrafo, explica que a nossa persistência fará  revelar “mais e mais o Esplendor consumado” de nossa Identidade- EU SOU.  O sentido que ele quer nos passar, é que já somos o Esplendor consumado; não que o “despojamento das falsas crenças”  aumente mais e mais o nosso brilho, que já é   de grau máximo; antes, fará com que “mais e mais” seja discernido o Esplendor que JÁ SOMOS!  Assemelha-se a um  céu nublado, que, mais e mais, revela o Sol  radiante, com o passar das nuvens que, até então, aparentemente encobriam seu brilho.

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-2

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Dárcio

DárcioNOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles” com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 2 –

Você já deve ter notado que apenas ficar afirmando que Deus é Tudo não é o bastante para imunizá-lo frente às batalhas e tempestades da vida. A mera repetição destas palavras não tem revelado visivelmente a nulidade da existência humana. Mais se faz necessário.

Como ser humano, você não poderá viver uma vida gloriosa, radiante e triunfante, livre de discórdia e doença. Proclame para si próprio, exatamente agora, que sua Identidade já é o Deus que é Tudo. Os chamados milagres começarão a surgir. Assumindo esta Verdade, real e confiantemente, poderá dizer: Eu Sou Tudo, Eu Sou todo Poder, Eu Sou Onipresença, Eu Sou Infinidade, Eu Sou Perfeição, Eu Sou Verdade, Eu Sou Substância, Eu Sou Luz, etc. Isto não será uma elevação da identidade humana para a Divina; antes, será a eliminação da humana pelo reconhecimento da Divina como sendo tudo que há.

(Allen White)

A premissa básica deste estudo é realmente esta: DEUS É TUDO! Aqui é ressaltado que meramente ficarmos afirmando esta frase não  nos fará desacreditar das aparências que se mostram como “existência humana”. Que nos faltaria? O “nascer de novo”, ou seja, o processo que temos chamado de “a troca essencial”: pararmos de nos identificar com seres humanos e existência terrena e nos contemplarmos radicalmente como a própria “corporificação da Verdade”. Jesus não disse que “a Verdade é tudo”, mas sim, “Eu Sou a Verdade”. Realmente, a Verdade é TUDO; entretanto, se formos afirmar isto como se fôssemos “outro”, e não a própria Verdade, estaremos nos posicionando na ILUSÃO, na fraudulenta crença de que somos HUMANOS! O autor, aqui, fala da nossa IDENTIFICAÇÃO TOTAL com a Verdade, algo de vital importância sobre o que já comentei aqui  anteriormente, e que vale a pena relembrar.

Jesus disse aos judeus: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas; porque disse: “Sou Filho de Deus? (João, 10: 34-36). Jesus está expondo aqui exatamente a IDENTIFICAÇÃO com a Verdade, por parte daqueles que recebem estas revelações ou princípios! A palavra de Deus lhe é dirigida! Logo, é VOCÊ um dos “deuses” citados por Jesus. Entretanto, caso não haja um reconhecimento absoluto, e na esfera da Verdade, a ilusória personalidade humana, irreal, falsa ou inexistente, aparentará ser a sua identidade! Daí a explicação de Allen White: “Como ser humano você não poderá viver uma vida gloriosa, radiante e triunfante, livre de discórdia e doença. Proclame para si próprio, exatamente agora, que sua Identidade já é o Deus que é Tudo”. (…)  Assumindo esta Verdade, real e confiantemente, poderá dizer: Eu Sou Tudo, Eu Sou todo Poder, Eu Sou Onipresença, Eu Sou Infinidade, Eu Sou Perfeição, Eu Sou Verdade, Eu Sou Substância, Eu Sou Luz, etc.

Unicamente VOCÊ PRÓPRIO poderá, em seu lugar, “assumir esta Verdade real e confiantemente”, e dizer de SI MESMO: “EU SOU TUDO”. O parágrafo termina com a explicação de que “não há duas identidades” sendo o Ser que somos, para que o processo pudesse ser entendido como “elevação da identidade humana para a Divina”; antes, sempre SOMOS o que SOMOS: OBRAS PERMANENTES DE DEUS! A “identificação radical com a Verdade” é meramente um “descartar da ilusão”: VOCÊ afirmar, ser e vivenciar o que sempre foi, é e será: Deus manifestado como Ser individual. Por este exato motivo, muitas vezes  eu  coloquei nos textos que nossa Ascensão se dá “de cima para baixo”, ou seja, não partimos de uma personalidade ilusória para tentarmos elevá-la ao Cristo que somos: partimos da Verdade que “já é verdadeira”: “Cristo é tudo em todos” (Col. 3-11). Atenha-se, portanto,  à Verdade que já é verdadeira sobre VOCÊ, e, como diz o autor, “proclame para si próprio, exatamente agora, que A SUA IDENTIDADE JÁ É O DEUS QUE É TUDO!

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-1


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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles” com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 1 –

Caro leitor, estou lhe garantindo a experiência de seu melhor ano. Isto porque a Verdade já é verdadeira—já está visivelmente presente e é um Fato imutavelmente estabelecido. Cada pontinho da Existência infinita é um ponto de Perfeição. Ciente disso, seus estudos, orações e contemplações meditativas não serão feitos com o propósito de melhorar, mudar, curar, obter ou atingir algo. A Perfeição (Deus) já é Tudo.

(Allen White)

As revelações da Verdade são a própria Verdade sob a qual estamos todos regidos; entretanto, regidos não como se fôssemos um veículo sob leis de trânsito, que, existindo “separado das leis”, tivesse a possibilidade de cumprir ou descumprir estas leis: somos regidos pela Verdade sendo a própria Verdade, sendo o cumprimento exato de todos os Seus princípios.

A garantia de ser este “o seu melhor ano”, diz o autor, parte do seguinte conhecimento: “a Verdade já é verdadeira; já está visivelmente presente; já é Fato imutavelmente estabelecido”. Ter isto como informação é só o começo! É o “batismo com água”, apenas a teoria verdadeira sobre o Universo, sobre “este ano”, sobre o nosso Ser. Por esse motivo, o texto explica que “estudos, orações e contemplações meditativas” não objetivam mudar nada! Nada do que pudéssemos fazer, alteraria a Verdade, que “já é verdadeira”. “A Perfeição (Deus) já é Tudo”. Nesse caso, para quê estaríamos nos dedicando aos estudos, preces e contemplações? Unicamente para NOS IDENTIFICARMOS com esta PERFEIÇÃO. Esta “identificação” é a “oração em si”: a “Prática da Presença de Deus” como o Ser que já somos. Este reconhecimento radical, que é a aceitação da Verdade como VISIVELMENTE PRESENTE, se dá pela aceitação de que nossa Mente é DEUS! Por isso está dito que “a Verdade já é verdadeira – já está “visivelmente presente”, e é Fato imutavelmente estabelecido! É visível para a suposta “mente humana”? Não! Existe “mente humana”? Não! A mente “inexistente” jamais poderá achar “ser visível” alguma coisa! Não existe “mente humana”, não existe “outra mente”, que não a Mente onipresente de Deus, e não existe “outra mente” atuando e sendo a “NOSSA MENTE”. Assim, sem levar em conta “mente ilusória” ou as “imagens ilusórias” supostamente visíveis a ela – chamadas de ILUSÃO, no Budismo, e de “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”, no Cristianismo, – você deverá “entrar em contemplação” unicamente com as revelações absolutas, por mais que isto pareça ser “loucura” para a inexistente “mente humana”.

“Cada pontinho da Existência infinita é um ponto de Perfeição”, diz o texto. Contemple este “pontinho” sendo VOCÊ, a sua Perfeição absoluta manifesta como Ser individual, e aceite esta Verdade “já visivelmente presente” para a percepção de sua Consciência iluminada. Não se deixe levar pela cegueira da “mente inexistente”, que aparenta ver unicamente suas “miragens”. Parta das revelações: a Verdade é verdadeira e já está visivelmente presente! É Fato IMUTAVELMENTE estabelecido! Este Fato é DEUS sendo VOCÊ! É dessa forma que, intuitivamente, você se coloca com “coração de criança” para discernir aquilo que É, sem se deixar envolver pela “ilusão”, ou por aquilo que não É! Faça, agora, a “contemplação absoluta”, simplesmente reconhecendo a Perfeição sendo a SUA Presença, sendo a SUA Existência, sendo TUDO que Deus É, manifestado como VOCÊ!

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Seu Melhor Ano

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Allen White

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Caro leitor, estou lhe garantindo a experiência de seu melhor ano. Isto porque a Verdade já é verdadeira—já está visivelmente presente e é um Fato imutavelmente estabelecido. Cada pontinho da Existência infinita é um ponto de Perfeição. Ciente disso, seus estudos, orações e contemplações meditativas não serão feitos com o propósito de melhorar, mudar, curar, obter ou atingir algo. A Perfeição (Deus) já é Tudo.

Você já deve ter notado que apenas ficar afirmando que Deus é Tudo não é o bastante para imunizá-lo frente às batalhas e tempestades da vida. A mera repetição destas palavras não tem revelado visivelmente a nulidade da existência humana. Mais se faz necessário.

Como ser humano, você não poderá viver uma vida gloriosa, radiante e triunfante, livre de discórdia e doença. Proclame para si próprio, exatamente agora, que sua Identidade já é o Deus que é Tudo. Os chamados milagres começarão a surgir. Assumindo esta Verdade, real e confiantemente poderá dizer: Eu Sou Tudo, Eu Sou todo Poder, Eu Sou Onipresença, Eu Sou Infinidade, Eu Sou Perfeição, Eu Sou Verdade, Eu Sou Substância, Eu Sou Luz, etc. Isto não será uma elevação da identidade humana para a Divina; antes, será a eliminação da humana pelo reconhecimento da Divina como sendo tudo que há.

Sem flutuações, permaneça em e como esta Verdade. Contemple diariamente a Verdade de sua Identidade. “Já faço assim”, pode você estar pensando. Muitos dizem isto, mas, depois da contemplação matinal, acabam entrando em flutuações e vacilações. Suas conversas, ao longo do dia, expõem o fato de que eles realmente parecem acreditar que suas identidades são humanas. Portanto, persista diariamente na “Eu-Sou-Contemplação”, até deixar de se identificar com alguém de cor branca ou negra, de sexo masculino ou feminino. Continue até parar de identificar seu Eu Eterno com uma data de nascimento ou data de morte futura. Continue até compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que você não é senão a presença visível de cada Verdade que veio ouvindo ou lendo. Sim, Amado, persista, até todos os vestígios de humanidade visivelmente serem derrubados, revelando mais e mais o Esplendor Consumado de sua Identidade “EU SOU”.

Você, agora, chegou ao seu ponto de rompimento. Até parece que você e eu havíamos assumido um compromisso com nossos olhos de aceitar os seus informes conforme aquilo que está ou não acontecendo num dado momento. É um acordo que você deve quebrar. Muitas vezes, temos aparentemente trocado a Verdade pela ficção. Toda esperança e prece por uma vida melhor ignoram a Existência inabalável como única manifestação. Toda esperança e prece por uma vida melhor se baseiam nos olhos testemunhando um mundo oscilante. Amado, você não pode continuar desse jeito! Diante de uma escolha entre o que parece ser, de acordo com os sentidos, e o que é, de acordo com a totalidade de Deus, escolha sempre Deus. Faça isto! Permaneça nesta escolha! Não permita oscilações. e repentinamente uma nova visão lhe será aberta, testemunhando a Perfeição exatamente onde a imperfeição parecia estar presente. Se você sabe que Deus é verdadeiramente Tudo, descobrirá ser isto é bem fácil. Se apenas tem repetido as palavras, sem nenhuma percepção de que são a Verdade, isto lhe será difícil; e, caberá a você a tarefa de, em preces contínuas, descobrir a real natureza de Deus.

Meu amado, após assim ter feito, poderá ir ao seu mundo e proclamar que tudo e todos SÃO a Perfeição Evidenciada. Poderá olhar para seu mundo e declarar que é o Paraíso. Poderá olhar para cada aparência de carência e declarar a presença da Abundância Infinita. Poderá olhar para si mesmo, e para o próximo, marido, esposa e filho, declarando secretamente que todos são Deus. Cada dia estará evidenciando mais e mais de sua Divindade, e você irá desfrutar o seu melhor ano.

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Tesouros da Metafísica-35 (Final)

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

35

 

O Universo espiritual, feito da Substância do Espírito, formado pela Consciência e mantido pela Lei espiritual, está exatamente AQUI. Neste Universo espiritual não existe doença, não existe falta ou limitação, não existe infelicidade ou discórdia, nem tampouco ser algum para ser curado ou modificado. Há somente o Reino da Divina Harmonia e Paz, que a tudo permeia, sem distúrbio de qualquer natureza. Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante. Não temos de ir a algum lugar para encontrá-Lo. Ele está exatamente aqui, onde nós estamos. Portanto, assim deve ser a nossa oração:

“Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo”.

O Caminho espiritual não se reduz a meditações de dez ou vinte minutos, em que há o reconhecimento do único Poder e única Presença, enquanto saímos pelo mundo esquecidos dessa Unidade pelo resto do dia. Este Caminho é o do reconhecimento constante da Presença de Deus onde quer que estejamos, o que nos exigirá um estado de alerta a cada segundo.

Pela prática constante destes princípios, eles se tornarão parte de nossa consciência de tal forma, que jamais poderemos ser convencidos da existência de algum outro poder ao lado daquele Poder único.

(Lorraine Sinkler)

Com este texto de Lorraine Sinkler esta série é encerrada.  A meditação contemplativa sugerida,  – “Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo” – engloba e sintetiza tudo que aqui foi abordado, levando em conta a base do estudo do Absoluto: DEUS É TUDO, TUDO É DEUS. A autora assim afirma: “Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante”. Isto coincide com a revelação do apóstolo Paulo: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28). 

Espero que esta série cumpra seu objetivo, que é motivar cada suposto leitor no sentido de que medite SEMPRE  a partir da Verdade  Absoluta de que DEUS CONSTITUI A SUA  TOTALIDADE: SUA CONSCIÊNCIA, MENTE, VIDA E CORPO, E QUE, UNIVERSALMENTE, DEUS CONSTITUI, EM UNIDADE COM SEU SER INDIVIDUAL, A TOTALIDADE DA ONIPRESENÇA INFINITA.

F  I  M

Tesouros da Metafísica-34

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

34

Pecado, doença e morte – como a escuridão – não existem, pois o que Deus não criou não existe. Ele é o único poder criador, o qual mantém a Criação. O Gênesis registra: “Deus contemplou tudo quanto fizera e viu que era bom”. Não é de Sua natureza contemplar o pecado, a doença e a morte e considerá-los bons; por isso, não pode tê-los criado. O que Deus criou, fê-lo para sempre, e não permitiria que alguém aniquilasse qualquer obra que houvesse criado. Se  o pecado, a doença e a morte tivessem sido criados por Deus, não teríamos esperança alguma de vencê-los.

Não precisamos de um “poder divino” para vencer algo que não foi feito no princípio, que nunca teve existência e que apenas representa a nossa ignorância da Verdade. Nosso “poder de cura”, que é o nosso poder espiritual, repousa unicamente no conhecimento da Verdade de que Deus é o Supremo Poder Criador, mantenedor e sustentador, e de que aquilo que Ele não criou não existe. Nisto reside o nosso único poder espiritual.

(Joel S. Goldsmith)

A crença popular é no sentido de que o Poder de Deus luta contra o mal, e o que Goldsmith procura fazer, com este texto, é justamente pôr fim a esta falsa aceitação. O  suposto “mal”, como a “escuridão”, não existe, sendo apenas sinal de falta de conhecimento da Verdade. O  “poder de cura” reside na compreensão de que UNICAMENTE O QUE É OBRA DE DEUS, EXISTE!  E, toda Sua Obra é perfeita e permanentemente  mantida pelo Poder Criador.

“Pecado, doença e morte não existem”; logo, não são “poderes” a serem enfrentados, combatidos e vencidos. Tudo se reduz a nos identificarmos com Deus e Seu Poder mantenedor do que é REALIDADE, o que fazemos “contemplando” exatamente como Deus “contempla”, e achando “boa” toda a Criação, que é Luz onipresente. Não há poder nas “aparências” de pecado, doença e morte! São, como diz o autor, “escuridão” ou “ausência de luz”. Numa suave e dedicada “contemplação” da presença da Luz onipresente, está o chamado “poder de cura”, que é o nosso poder espiritual: o conhecimento da Verdade de que Deus é o Supremo Poder Criador, mantenedor e sustentador de TUDO QUE É, e o reconhecimento de que o que Deus não criou, não existe. Neste entendimento, diz Goldsmith, reside o nosso único Poder espiritual.

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Tesouros da Metafísica-33

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

33

Quando o conceito material de existência é descartado, Deus e Sua total manifestação é reconhecido como tudo o que existe. Tudo é Autocompleteza e Autopercepção infinita da Mente- um glorioso todo infinito de absoluta perfeição. Esta perfeição é o Homem.

O sentido material adotaria uma posição de meio-termo, em vez de abolir a crença numa mente humana; iria descartar apenas os pedaços ou partes causadores de desconforto, dor, fadiga ou carência. Entretanto, o que deve ir completamente é a totalidade da fraudulenta concepção de existência.

“Quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai”. A crença de que há mente mortal ou vida mortal deve primeiro ser calada. Em vez de orar levando em conta seus supostos problemas, deve vê-los como inexistentes, antes mesmo que comece a orar. A prece, então, será o sagrado reconhecimento da perfeição absoluta já estabelecida.

A Verdade não tolera sugestão alguma de uma mente humana; não admite, absolutamente, conceito humano algum. O homem, então, será reconhecido como a experiência plena e rica de toda alegria, beleza, saúde, e harmonia intrínsecas ao seu glorioso Ser . O abandono da falsa concepção mortal inclui, naturalmente, o despojamento do falso conceito de corpo. A Mente divina, sendo consciente de si mesma, corporifica a si mesma, – corporifica a Verdade referente a tudo. Esta corporificação é o único corpo que existe.

(Doris Dufour Henty)

DEUS É TUDO – eis a nossa premissa básica. Para discernirmos esta Verdade, devemos “vencer o mundo”, descartando-o completamente, como diz a autora, e não apenas ficarmos desejosos de viver apegados às suas supostas “partes desejáveis” ou “partes agradáveis”. Nada há que supere o Reino de Deus e Sua Luz infinita! Assim, portanto, deveremos orar: desvinculados do mundo e dos problemas, para unicamente “contemplarmos” a perfeição absoluta já estabelecida.

A autora explana sobre estes importantes princípios, para que erradiquemos inteiramente as “sugestões mentais” referentes a uma suposta Existência humana. Excluindo a aceitação de mundo material, e de corpo físico, diz a autora:“o homem, então, será reconhecido como a experiência plena e rica de toda alegria, beleza, saúde, e harmonia intrínsecas ao seu glorioso Ser; ou como a experiência plena e rica de toda alegria, beleza, saúde, e harmonia intrínsecas ao seu glorioso Ser” .

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Tesouros da Metafísica-32

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

32

Não importa quão terrível ou convincente a evidência material aparente ser: volte-se instantaneamente à Verdade de que DEUS É TUDO! Uma vez estando firmemente estabelecido nesta Consciência, entenda que este “TUDO” quer dizer tanto ETERNO quanto INFINITO.

Contemple a Natureza de Deus como sendo SEM COMEÇO, SEM MUDANÇA E SEM FIM. Permaneça no Fato de que o Deus Infinito compreende TUDO, e é a ÚNICA Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo.

Prossiga na convicção de que o infinito Deus abrange a Consciência, a Substância, a Vida eterna, sem começo, sem mudança e sem fim de cada indivíduo específico. Assim, irá presenciar grandiosa calmaria; e, saberá que o aparente “temporal” terá se dissipado, constatando-se manifestada a infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade:

“EU SOU O SENHOR, E NÃO HÁ NADA MAIS!”

(Marie S. Watts)

Mais um texto radical! Daqueles que já partem da nulidade das supostas “evidências materiais”, chamadas “problemas”. Quem observar, verá tratar-se da “Chave de Ouro”, exposta por Marie S. Watts com suas próprias palavras! “Volte-se instantaneamente à Verdade de que DEUS É TUDO”. Em seguida, ela recomenda-nos  o discernimento da totalidade de Deus como SEM COMEÇO, SEM MUDANÇA E SEM FIM. Em outras palavras, recomenda-nos a percepção clara de que “as obras de Deus são permanentes”. De fato, é preciso que retiremos toda a atenção da ILUSÃO, que se mostra como “terrível ou convincente evidência material”, e que não passa de pura “MIRAGEM”. “Permaneça no FATO de que DEUS INFINITO compreende TUDO, e é a ÚNICA Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo”.

Após o reconhecimento destes principios espirituais válidos UNIVERSALMENTE para Deus, a autora nos ensina a prosseguir no mesmo reconhecimento, mas levando em conta ESPECIFICAMENTE cada Ser individual supostamente envolvido com o caso em questão. DEUS, SENDO TUDO, é a totalidade de todo Ser individual, e seguindo esta “ordem de contemplação”, “esvaziando-nos” da aceitação das “aparências”, constataremos, como diz a autora, a manifestação da “infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade: “Eu Sou o Senhor, e não há nada mais”.

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Tesouros da Metafísica-31

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

31

Tudo de que necessitarei, desde agora até o fim dos tempos, já está agora mesmo corporificado em minha consciência: a substância e a lei que a ampara. Esta consciência onipresente é a substância de todas as formas e a lei para todas as formas. É infinita. Infinita em essência, infinita em expressão, infinita em manifestação. Não é limitada por nenhuma crença humana; é a Consciência divina, que flui plena e livremente como minha consciência individual. E para que assim seja, não é preciso que eu vá a parte alguma, nem que peça nada a ninguém, visto que o lugar onde estou é “solo sagrado”.

(Joel S. Goldsmith)

O que Jesus disse, “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”, aqui é repetido por Goldsmith com suas próprias palavras. Tudo está em nós mesmos, no Reino de Deus, que é a nossa infinita Consciência iluminada. Onde quer que estejamos, a Consciência que somos está presente, corporificando tudo possível de ser concebido por Deus. Isto porque Deus é a Consciência que somos. Desse modo, tudo de que “necessitarmos” já está em UNIDADE CONOSCO, bastando-nos ali focalizarmos a atenção e reconhecer estar presente, para que naturalmente “surja” e atenda às nossas legítimas necessidades. Somos Consciência espiritual infinita, que inclui, em Si mesma, – em unidade –  todas as ideias, a substância de todas elas e a lei que as sustenta. O autor assim diz: “Esta Consciência onipresente é a substância e a lei para todas as formas: infinita em essência, em expressão e em manifestação”. Cabe, a cada um de nós, reconhecer esta Consciência como a “nossa”, fluindo como a “Consciência individual” que somos, e onde quer que estejamos.

Este texto, de Joel S. Goldsmith, elucida integralmente a questão do “suprimento espiritual”, razão pela qual eu o coloquei na abertura de meu livro “Resolvendo Problemas Financeiros”. Realmente, nossa Consciência é o nosso Universo, o que faz com que estejamos sempre e eternamente em “solo sagrado”, uma vez que jamais poderíamos estar separados ou apartados de “nós mesmos”,  da própria Consciência que somos.

 

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Tesouros da Metafísica-30

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

30

Seja você quem for, esteja onde estiver, a Chave de Ouro da harmonia está em suas mãos agora. Isso porque é Deus quem trabalha, e não você, e assim suas limitações ou fraquezas particulares não contam no processo. Você é apenas o canal através do qual a ação divina tem lugar, e sua parte é primeiramente sair do caminho. O verdadeiro método de trabalho é simplíssimo. Tudo o que você tem a fazer é o seguinte:

Pare de pensar na dificuldade, seja ela qual for, e pense em Deus.

Esta é a regra completa, e se você fizer apenas isso, o problema, seja ele qual for, eventualmente desaparecerá. Pode ser grande ou pequeno, pode se referir a saúde, finanças, uma ação judicial, uma briga, um acidente ou qualquer outra coisa; mas, seja o que for, pare de pensar nele, e pense em Deus em vez disso—é tudo o que você tem a fazer.

(Emmet Fox)

A “Chave de Ouro”, como assim a chamou Emmet Fox, é a “Prática da Verdade” colocada em sua simplicidade máxima: Não pensar mais na dificuldade ou problema da “aparência”, reconhecendo a Presença de Deus já estando naquele lugar. Quanto maior for sua convicção de que DEUS É TUDO e os supostos problemas são NADA, mais esta “Chave de Ouro” lhe será útil, uma vez que a praticará com sólida base espiritual. Há tempos, publiquei neste site uma série detalhada sobre a “Chave de Ouro”, que, de fato, é um dos “Tesouros da Metafísica”. Porém, por mais que seja eficiente e prática, não poderá servir de ajuda a ninguém, enquanto não for aplicada sem esmorecimentos e com total determinação. Pensar em “problemas” em nada nos ajudará; entretanto, se reconhecermos dedicadamente a ONIPRESENÇA, e, especificamente a contemplarmos como estando NO LUGAR do suposto “problema”, estaremos, na verdade, admitindo a TOTALIDADE DE DEUS, que é a Verdade Absoluta! E é por esse motivo que a “Chave de Ouro” se mostra eficaz! Desse modo, “Pare de pensar na dificuldade, seja ela qual for, e pense em DEUS!”

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Tesouros da Metafísica-29

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

29

Um motivo que faz com que muitos fracassem na cura é que tentam mudar uma condição, como se ela fosse real, em vez de discernirem que ela é um falso conceito mental da Realidade ali presente. O hipnotismo é a “substância” de todos os males que afligem o mundo. É vitalmente importante lembrarmos que o hipnotismo não cria uma coisa, mas cria somente a tentação de nos fazer crer na existência de uma condição ou um poder além de Deus. O mundo da Realidade divina está aqui e agora. A pessoa da Realidade divina está aqui e agora. O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus. Se um quadro for visto através de vidro fosco, mostrar-se-á distorcido; porém, quando o vidro for transparente, a Harmonia divina sempre-existente conseguirá ser observada através dele. Para atingirmos a consciência deste princípio, precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado. Uma pessoa não hipnotizada, firmada no princípio de que DEUS É TUDO, E NADA MAIS EXISTE, pode retirar um grupo de pessoas do hipnotismo.

(Lorraine Sinkler)

A questão inteira está em partirmos da Verdade: DEUS É TUDO! Deus é a Perfeição onipresente PERMANENTE, e, é deste ponto de vista, ou”referencial iluminado”, que partimos em nossas “contemplações”. A “ilusão” se apresenta como quadro verdadeiro, transmitindo supostas sensações mentais de natureza hipnótica! Uma pessoa hipnotizada para “sentir frio” irá tremer, se for levada pela “sugestão” dada a ela nesse sentido! Quando os princípios espirituais explicam que todas as sensações captadas pela mente humana são puras “sugestões hipnóticas”, objetivam que passemos a “observá-las”, não mais como “vítimas”, e sim como “observadores de sensações sem efeitos reais sobre nós”. Assim é que a ilusão “se desfaz”: pela nossa compreensão da PERMANÊNCIA da Perfeição de Deus, e pela compreensão  do que diz a autora: O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus.(…); precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado.

Aqui está bem claro em que consiste o estudo da Verdade: nada há para ser mudado, curado ou melhorado! O que se requer é uma convicção serena e inabalável de que DEUS É TUDO, e que, portanto, quaisquer que sejam as “aparências” captadas pelos supostos sentidos humanos, são todas elas puro “efeito hipnótico”, sem poder algum, sem realidade, sem substância e sem existência. Vejamos, portanto, “ além, ou através delas”…

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Tesouros da Metafísica-28

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

28

Quando conseguimos conter todo impulso não espiritual, negar toda identidade separada de Deus e reconhecer o governo infinito de Deus sobre o homem, ficamos aptos a ver a unidade formada por Deus e o homem, o Princípio e Sua Ideia.

(Richard C. Bergenheim)

 O que o autor aqui coloca, é nossa integral “negação de nós mesmos” como seguidores de impulsos mentais puramente humanos, por termos aceito, reconhecido e trabalhado na identificação com Deus, em nossa unidade com Deus, fato que nos leva naturalmente ao reconhecimento do “governo infinito de Deus sobre nós”. A dualidade “Deus e homem” , que é crença falsa, desaparece mediante a “unidade reconhecida”, que é “Deus  como homem”. Desse modo, a Verdade absoluta é discernida, ou seja, não há, dualisticamente,  “governo de Deus sobre nós”, mas sim, a própria Consciência de Deus, ativa como a Substância Autogovernada que constitui nosso Ser individual.

Deus, o Universo, é a Consciência ativa como a Substância universal infinita; cada Ser individual é, portanto, o próprio Deus,  a Consciência oniativa, a própria Substância-Verbo que Se Autogoverna como Indivíduo, e, ao mesmo tempo,  indivisivelmente como o Todo. Contemplando este Fato, cumprimos o que o autor diz: Contemos todo impulso não espiritual, negamos toda identidade separada de Deus, reconhecemos o governo infinito de Deus sendo o homem, e ficamos aptos a ver que  “Deus e Homem são um”.

Estes Fatos espirituais devem ser contemplados, isto é, precisam ser discernidos espiritualmente, através da “Prática do Silêncio”.

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Tesouros da Metafísica-27

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

27

Há diversas formas falhas de se perceber a Natureza eterna de cada Identidade individual, e vê-la evidenciada exatamente aqui e agora. Vejamos o primeiro e básico erro. Que erro é este? A crença de que VOCÊ, a Identidade individual, teve começo. Chega-se à suposição da morte a partir de um errôneo ponto de vista. Tentamos sobrepujar a morte, um fim, mas continuamos aceitando que ela seja inevitável. Temos acreditado em nascimento, um começo. Em vez de tentar vencer a morte, deveríamos enxergar que não existe nascimento algum. Repetidamente temos dito: “A Vida é eterna”; porém, continuamos aceitando uma data, no chamado tempo, para chamá-la de data de nascimento… um dia em que tivemos começo. A aceitação de “nascimento” inclui a aceitação de “morte”. Nascimento e morte, começo e fim, são apenas extremos opostos da mesma corda. Uma vez discernido que “a Vida eterna é sem começo. mudança ou fim”, não mais a consideraremos em termos de um passado ou um futuro.

(Marie S. Watts)

Não existe matéria nem, portanto, “nascimentos” na matéria. Jesus já havia dado este alerta, quando disse: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra…”(Mateus, 23: 9). Esta Verdade é chamada de “pedra angular” no estudo da Verdade, uma vez que nos isola completamente da ILUSÃO ou das “aparências”. O Universo é “obra permanente de Deus”, é a “Vida eterna onipresente em Si! Todos nós somos esta mesma “Vida”, sem nascimento, mudança ou fim. Esta “pedra angular”, a destruição da crença em “nascimento”, desvincula-nos imediatamente das “aparências” que levam em conta o “tempo” e as  “mudanças”  supostamente registradas por ele, TODAS  ELAS ILUSÓRIAS!

Sempre, em nossas “contemplações”, devemos reconhecer nossa Vida como eterna e independente das “crenças” que levam em conta o tempo e supostas  datas de nascimento e morte. As “aparências” não são realidades!  O reconhecimento de que “não há nascimento”,  nos faz perceber nossa Presença-Eu Sou, a Vida Eterna e Divina evidenciada, aqui e agora! “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” – disse Jesus, revelando-nos a Verdade Absoluta Universal.

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Tesouros da Metafísica-26

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

26

A cura, como é chamada, é o “trabalho” mais simples possível. Ela é simplesmente a aceitação de que a Verdade é verdadeira. Algo tão fácil quanto aceitar duas vezes dois como já sendo quatro. Nada há que poderia ser mais simples. Unicamente a Verdade, o Fato, já é Fato. Nada alguém teria de fazer para manifestá-lo; nada alguém teria de modificar – nenhuma “falsa resposta” para a Verdade expulsar – nenhuma espera até que “todas as coisas sejam iguais” ou “prontas” para a RESPOSTA ser a Resposta. “Começa-se” com o Fato, já contemplando-O COMO Onipresente, incapaz de ser mudado ou alterado – inalterável por qualquer sugestão de tempo, história, evolução, progresso, alteração, falsificação ou dualidade. Alguém se voltando ao Fato, à Verdade, ao SER INFINITO que, sozinho, é o INTEGRAL EU QUE EU SOU, descobre que SER, É SER ONIPRESENTEMENTE TUDO QUE O TUDO É. Aqui é UNICAMENTE AGORA – e o que for que “parecesse” contradizer a TOTALIDADE DO TODO, requereria uma mentalidade secundária, duplicidade, dualidade, tudo que seria uma negação da TOTALIDADE, e sem participação no Fato. Não estaria de nenhuma maneira relacionado com Inteligência, Vida, Mente, o Único, a RESPOSTA.

(Alfred Aiken)

Quem veio acompanhando esta série, e realizando as “contemplações” sugeridas em toda ela, entenderá facilmente as colocações do autor neste elevadíssimo texto. Explica o Fato perene, e nossa total inclusão em sua Todo-abrangência. A ‘ilusão” não é Fato e jamais o Fato se altera mediante qualquer coisa que pudéssemos fazer. “Algo tão fácil quanto aceitar duas vezes dois como já sendo quatro” – assim é explicada a “cura”. Quando alguém se encontra num vagão de trem parado, e outro, ao lado, se movimenta, a “ilusão” é a de que o “seu vagão” se moveu! Aceitar que “o outro se moveu”, apesar de a “ilusão” sugerir o contrário, é o “aceitar duas vezes dois sendo quatro” ou “aceitar o Eu eternamente curado”. A Mente única tem consciência unicamente do Fato, que é Ela própria Se expressando universalmente perfeita e neste “Agora” permanente. Por isso, a “contemplação” parte do Fato, e da Mente que reconhece unicamente o Fato como ONIPRESENTE e IMUTÁVEL. Explica o texto que “outra aceitação”, contrária ao Fato, exigiria “outra mente”; mas, esta “outra mente” seria a NEGAÇÃO da TOTALIDADE DO FATO, e jamais poderia fazer parte dele.

Tudo, realmente, é muito simples, mas requer dedicada “contemplação”. E, como escreve Alfred Aiken, “alguém se voltando ao Fato, à Verdade, ao SER INFINITO que, sozinho, é o INTEGRAL EU QUE EU SOU, descobre que SER, É SER ONIPRESENTEMENTE TUDO QUE O TUDO É”.

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Tesouros da Metafísica-25

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

25

Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus.

Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão.

Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um.

(Joel. S. Goldsmith)

A “Prática do Silêncio” é fundamental, para que os princípios da Verdade absoluta possam ser reconhecidos e contemplados radicalmente, deixando-nos realmente conscientes de que DEUS, sendo TUDO, constitui a NOSSA TOTALIDADE, bem como a TOTALIDADE de todos com quem convivemos ou entramos em contato, aparentemente falando. É nesse contato diário com o mundo que este texto de Goldsmith se mostra essencial. Isto porque, ao lidarmos com alguém, invariavelmente nos vemos forçados a admitir a presença de “outro”, e, será praticamente impossível ficarmos o tempo todo em “vivência contemplativa”, sem ter que fazer muitas concessões “ao mundo”. Ao tratarmos das coisas do mundo, vemo-nos obrigados a assumir a falsa identificação humana por diversas vezes, e, tão logo voltemos a achar que somos não “um”, mas sim “um” em contato com “outros”, devemos praticar o que aqui explica o autor, isto é, conscientemente devemos recordar que “levamos conosco a atmosfera de nosso Ser: DEUS!

Quanto mais nos dedicarmos às “contemplações absolutas”, através da “Prática do Silêncio”, menos sentiremos as influências das crenças coletivas durante nosso suposto dia-a-dia nas “aparências”. Entretanto, sempre que julgarmos ser necessário, devemos praticar o que este texto explana, evitando, com ele, que nos julguemos, ou ao próximo, pela carne: estaremos realizando o “juízo justo”, honrando a nós mesmos e ao próximo como honramos a Deus, na “unidade perfeita” subjacente ao mundo.

“Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus” – este é o reconhecimento que nos isola da atmosfera do mundo e das supostas “pessoas”, quando simplesmente testemunhamos Deus em nós e igualmente em todos, a Se expressar indivisivelmente de modo pleno e perfeito. Isto evitará o que o mundo chama de “vampirismo”,  crença decorrente da aceitação ilusória de pessoas em boas e em más condições, o que propiciaria uma “troca de energia vital” entre elas; assim, aparentemente, uma se mostraria sendo beneficiada (receptora) e outra se mostraria sendo prejudicada (doadora). A  “Prática da Verdade” não prevê ou  inclui “doação de energia vital” e sim o reconhecimento de que “eu e o outro somos um”, ou seja, somos “ramos” sustentados perfeitamente pela “seiva comum” da Videira.

“Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão. Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um”. –  este trecho elucida nossa identificação com a Verdade que nos “imuniza”,  sempre que nos virmos frente às “sugestões hipnóticas” que levam em conta a dualidade. De nossa parte, vemos unicamente Deus, mesmo que sejamos bombardeados pelos “conceitos” do mundo, todos eles falsos, insubstanciais e ilusórios. 

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Tesouros da Metafísica-24

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

24

Questões ligadas a cura, demonstração, ou tratamento, durarão enquanto perdurar a ideia da existência de um “pensador individual” separado. Tal pensador individual irá persistir, inclusive com a sensação de discórdia, limitação e desarmonia, até que  esta FALSA IDENTIFICAÇÃO termine. De nenhum outro modo Deus Se tornará uma Presença vital e vibrante em nossas vidas.

Em primeiro lugar, abstraia-se das aparências. Não se esforce para curá-las, dominá-las ou destruí-las, tampouco se esforce para delas discordar silenciosamente. Os esforços do “eu pessoal” são cegueira e restrição. Dirija o Coração, a Alma e a Existência rumo à aceitação da VERDADE EM SI, no Reino do Real. Faça, assim, sua identificação unicamente com o Real. Como um indivíduo, ou uma expressão, ninguém pode conhecer Liberdade, Paz, Perfeição, Integralidade. Uma coisa, apenas, é de valor, uma coisa superior a ganhar o mundo inteiro: ENTRAR NA REALIDADE IDENTIFICADO COMO O PRÓPRIO EU.

(Lillian DeWaters)

Este é um texto absoluto. Parte unicamente da existência de Deus como TUDO, e, em vista disso, explica basicamente dois pontos essenciais: 1) devemos nos desvincular por completo da FALSA IDENTIFICAÇÃO com suposta “mente humana pessoal”, que acredita em problemas e em solução dos mesmos; 2) devemos desconsiderar por completo o “mundo de aparências” para nos contemplarmos sendo o próprio Deus no Reino de Deus.

Estes dois pontos são “contemplativos”, e não nos basta meramente aceitá-los intelectualmente, o que equivaleria a se admitir “pensador separado”. Requerem discernimento espiritual e radical, por serem a Verdade absoluta revelada pelos grandes mestres da humanidade. Jesus, por exemplo, ao revelar que “não somos deste mundo”, e que devemos “buscar o reino de Deus em primeiro lugar”, estava colocando estes dois pontos como foco para a “prática da Verdade”. E, quando disse “nos ter dado a glória para sermos um com Deus” (João, 17: 22), tinha por objetivo o que diz a autora neste texto: “que entrássemos na REALIDADE identificados como o próprio EU”. Façamos isto, cientes de que “entrar na Realidade” é simplesmente discernir o Fato permanente de que “nEla” sempre estivemos, estamos e estaremos! Esta é a visão tida por Paulo, quando disse: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser” (Atos, 17: 28).

 Continua..>