“Com Tua Luz Vemos a Luz
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“COM TUA LUZ VEMOS
A LUZ”
Dárcio
O que a mente humana capta é “escuridão” em forma de imagens tridimensionais. Mas “Deus é LUZ, e não há nEle trevas nenhumas”, diz João em sua Primeira Epístola. Em vista disso, sendo onipresente, a Luz é o que constitui o Universo prmanente da Realidade, e esta Luz é a totalidade do ser que somos! “Sois a Luz do mundo” – disse Jesus.
Quando meditamos, contemplamos Deus como Universo iluminado infinito! Universo é Consciência iluminada! Consciência iluminada é a Consciência consciente de ser integralmente Luz! Parta sempre deste “Referencial iluminado”. Desse modo, a “Luz de Deus” será entendida como a SUA LUZ! Não existe Deus sendo Luz infinita e mais um “você”, separado dEla! A Luz do Pai é a Luz do Filho e vice-versa! Tudo é UM!
“Pois em Ti se encontra a Fonte da Vida e com a Tua Luz nós vemos a Luz” (Salmo, 36: 10). O salmista revela nossa Vida sendo Deus, e a Luz divina sendo a Luz que é a nossa Consciência, a Consciência iluminada com que nos discernimos como realmente somos, sem crenças materiais, sem dualidade e sem mais nada!
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A Transcendência Libertadora
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A
TRANSCENDÊNCIA LIBERTADORA
Dárcio
Na Metafísica, lidamos não com meras teorias, mas sim com três componentes básicos
demonstráveis: (1) os ingredientes, (2) a receita, e (3), o produto final almejado. De nada adianta
uma receita de bolo sem ingredientes: de nada adiantam os ingredientes sem a receita
do bolo: e de nada adiantam os ingredientes com a receita, se ninguém produzir o bolo com
eles.
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A base da Metafísica é que DEUS, a SUBSTÂNCIA ESPIRITUAL INVISÍVEL, é
TUDO! Assim, o verdadeiro “INGREDIENTE”, sempre disponível, é DEUS! Por isso
Cristo disse “EU SOU O PÃO DA VIDA”, “EU TENHO ALIMENTO QUE VÓS NÃO
CONHECEIS”: por saber que DEUS é a única FONTE DE SUPRIMENTO.
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Agora precisamos da RECEITA. Qual é ela? Precisamos entender que DEUS É O
RESERVATÓRIO INFINITO DE SUBSTÂNCIA ESPIRITUAL; mas, um
reservatório de água só alimenta nossas casas se nossas torneiras estiverem ABERTAS.
Assim, primeiramente, precisamos entender que temos, dentro de nós, a Mente divina,
o FILHO DE DEUS UNIDO AO PAI; e depois, precisamos reconhecer que esta Mente
de Filho de Deus é a ´VALVULA” que, aberta, deixa ESCOAR a SUBSTÂNCIA
ESPIRITUAL INFINITA. Para isto, utilizamos a PRÁTICA DO SILÊNCIO. Em
silêncio, quietude, contemplação, reconhecemos que temos, em nós, a “válvula
totalmente aberta” que nos faz jorrar o INFINITO! Desse modo, teremos o Reino de
Deus disponível de imediato, e “todas as coisas genuinamente necessárias nos virão de acréscimo.”
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Por quê teremos os bens visíveis pelo reconhecimento da Presença de Deus jorrando em nosso interior?Porque a mente humana age como se fosse um espelho para refletir a
SUBSTÂNCIA DIVINA RECONHECIDA! Para que um espelho reflita a imagem de
alguém com chapéu, diante dele a pessoa terá estar com chapéu. Da mesma forma,
para que a mente humana possa refletir nossas riquezas espirituais na forma de bens
visíveis, teremos de nos posicionar diante dela conscientemente ABARROTADOS da SUBSTÂNCIA
ESPIRITUAL! Este é o mecanismo ensinado por Cristo, ao dizer: “BUSCAI, PRIMEIRO, O REINO
DE DEUS, E AS DEMAIS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS.”
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Quando nos identificamos como FILHO DE DEUS, em UNIDADE COM O PAI,
e deixamos de esperar do mundo as pessoas,coisas ou condições de que necessitamos, por nos
silenciarmos para perceber o INFINITO jorrando dentro de nós, em nossa própria
Consciência espiritual, estaremos “buscando o Reino em primeiro lugar”; dessa forma, a suposta mente
humana ( espelho ) se verá obrigada a refletir esta SUBSTÂNCIA PRESENTE
mostrando-a como “imagens” das coisas necessárias neste mundo. Em outras palavras, DEUS É A
SUBSTÂNCIA ÚNICA, e a chamada “matéria” é mera sombra tridimensional da Substância projetada na mente humana.
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Compreendendo a Oração …
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COMPREENDENDO A
ORAÇÃO PELOS OUTROS
Allen White
Quando orar por um filho, algum ente querido doente, ou alguém que possa aparentar estar com problema, o FATO essencial é conscientizar que O OUTRO NÃO EXISTE. HÁ SOMENTE DEUS. Somente o que Deus É, é… Nada mais é ocorrência. Inexiste outra presença, poder, identidade ou manifestação.
Como você já vem percebendo, não podemos continuar a dizer: “Deus é a única Presença e o único Poder”, e continuar acreditando que exista algo ou alguém com problema – inclusive que haja alguém que necessite de nossa ajuda em oração.
O que você e eu temos considerado ser oração pelos outros, é realmente deixar nítido e claro que tudo quanto existe (exatamente agora) para ser visto, ouvido e sentido, é a PERFEIÇÃO IMUTÁVEL DE DEUS. Quando você está com clareza neste FATO, não sente mais que algo exterior necessite de ajuda ou de cura. Quando você está com clareza neste fato, o que você conhece se evidencia.
Sua dúvida é quanto aos outros , os doentes, se eles têm necessidade de conhecer também esta Verdade? Não, OS OUTROS NÃO EXISTEM. Existe somente Deus, e Deus conhece a Si próprio como imutável Perfeição Absoluta.
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“Segue-me Tu”
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“SEGUE-ME TU”
Dárcio
“Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu”.
João 20:21, 22.
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O Reino de Deus é atemporal. O Gênesis registra que Deus viu tudo quando fizera e achou muito bom. E, em Eclesiastes, há a confirmação de que as obras de Deus são permanentes: nada se-lhes pode acrescentar, nem tirar. Diante destas Verdades, podemos compreender o que de início dissemos: O Reino de Deus, imutável e perfeito, é atemporal! Que é o tempo? Um conceito da mente humana, mais nada! Isto significa que o estado iluminado já é a condição real e atual de todos nós.
Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.
João 20:21, 22.
Analisando os fatos segundo as aparências, vemos o tempo passando, com algumas pessoas se mostrando iluminadas, outras em processo de iluminação, e outras em total ignorância espiritual. Na passagem acima, vemos Pedro querendo saber de Jesus: E deste que será? E teve por resposta: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Que sentido tem esta resposta? Se toda obra de Deus é boa, e é permanente, cada um de nós é esta OBRA PERFEITA! Que vem sendo aceito? Que Jesus é o filho unigênito e perfeito do Pai, e que toda a humanidade difere dele em natureza, por estar cheia de pecados, problemas e defeitos. Pedro, na passagem citada, estava “julgando segundo as aparência”. E foi corrigido por Jesus: Que te importa a ti? SEGUE-ME TU.
Cada um que se descobre sendo a OBRA PERMANENTE PERFEITA DE DEUS, endossa as palavras de Deus e percebe a unidade Eu e o Pai somos um. Entretanto, como dissemos, o tempo não existe como Realidade! TUDO É AGORA! Se alguém percebe, em si mesmo. a revelação divina, tem percebido sua natureza genuína: O CRISTO! Não foi este o momento glorioso que levou Paulo a declarar, em Gálatas 2:20: O Cristo vive em mim?
Voltemos à resposta de Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Nesta resposta está a base da Revelação absoluta! Quem está seguindo a Cristo está sem julgar pelas aparências! Está julgando consoante julgamento justo. Está no Reino atemporal em que somos todos um. Está desperto para a Verdade de que Deus e Sua Obra são perfeição permanente, e que todos, em UNIDADE, JÁ SOMOS esta Obra! Quem estiver desejoso de saber a respeito do outro, sobre o que será dele, estará deixando a própria Luz de lado, trocando-a pelo julgamento pelas aparências; em outras palavras, estará deixando a Verdade para endossar ilusão e a crença no tempo.
Qual o sentido de “Se eu quero que ele fique até que eu venha?” Jesus enfatiza a remoção da trave de nosso olho! O Cristo virá no outro quando NÓS o virmos com os olhos da Verdade! O véu da ilusão, o “julgamento segundo as aparências”, terá sido banido de nossa visão! O Cristo sempre esteve sendo o outro; o Fato apenas aguardava ser reconhecido! E por nós!
CONTEMPLAÇÃO:
Segue-me tu, disse Cristo! No silêncio deste instante, permaneço em minha Visão Iluminada! Nesta posição de comunhão com Deus, contemplo o AGORA ATEMPORAL, momento eterno em que Deus Se revela como o Cristo de meu próprio ser: o Alfa, o Ômega, o Princípio e o Fim. Nesta Visão, percebo que inexiste qualquer “outro”. Deus-Pai, a Presença infinita, está sendo a Unidade Iluminada que Se exprime como tudo e como todos!
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O Permanente Estoque Invisível
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O PERMANENTE ESTOQUE
INVISÍVEL
Dárcio
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Todas as ideias perfeitas são concretas e permanentes obras de Deus, perenemente disponíveis, independentemente de estarem sendo ou não vistas pela suposta mente humana. Se alguém estivesse com uma folha branca em mãos para fazer alguns cálculos que julgasse necessários, será que deixaria de fazê-los por não enxergar os algarismos disponíveis nesta folha? Acreditaria que tanto eles quanto as regras matemáticas estariam ausentes? Não! Pegaria a folha de papel e uma caneta e trabalharia com os algarismos e com as regras integralmente a ele ali disponíveis, mas, aparentemente invisíveis.
O mesmo se dá com as regras de suprimento, de saúde, de harmonia, e todas as demais, que estão inteiramente disponíveis aqui e agora, para que todos as possamos utilizar! Seja saúde, seja dinheiro, seja companhia, seja o que for, cada ideia é realidade concreta e disponível àquele que a toma mentalmente no “invisível”, o permanente estoque divino de todas as ideias, coisas e realidades. “Ao que tem, muito lhe é dado; ao que não tem, o pouco que tem lhe será tirado”, disse Jesus. Explicava a presença incólume de nossa herança celeste, sempre à nossa disposição, quando a vemos onde sempre se encontra: em nossa Consciência, e não nas aparências.
Seja qual for o bem que você constate ser necessário em suas atividades de cada dia, não aceite sequer a possibilidade de ele estar ausente! Assim como está sempre certo da presença dos algarismos, ao fazer suas contas, esteja igualmente certo de estar de posse de tudo de que necessite, sendo, esta certeza, uma admissão incondicional da Verdade de que você e tudo que tem realidade são uma unidade inseparável chamada “Consciência iluminada”. “Minha união consciente com Deus unifica-me com todos os seres e ideias espirituais”. Assim diz Joel S. Goldsmith; e, segundo ele, esta frase é das mais elevadas e importantes de O Caminho Infinito. Habitue-se a aceitar esta Verdade! A partir disso, “enxergue” tudo de que necessite “já em suas mãos”. Jamais acredite que algo lhe falte, por estar invisivel à mente humana! Esta mente, além de cega e surda, não é a sua! Lembre-se: negar a presença de seu bem, por estar ele invisível em dado momento, é o mesmo que negar os algarismos e as regras matemáticas, por estar você diante da folha em branco! A ausência é ilusória! A permanência do estoque invisível de ideias divinas, e sua “unificação” com ele, o deixará constantemente suprido de tudo que legitimamente lhe for necessário ou requerido nesta vida.
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UNICO
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UNICO
Marie S. Watts
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No ilusório mundo da aparência, parece existir positivo e negativo para tudo. Parece haver um NÃO para cada SIM. Parece haver uma mentira ou falsidade para cada Verdade; e haver uma ilusão para cada fato. Tudo isso tem seu fundamento no dualismo, que se baseia na ilusão de que há duas mentes, dois poderes, e que um poder se oponha ao outro.
Se houvesse alguma Verdade nesta ilusão, necessariamente haveria oposição. Toda consideração da palavra oposto implica oposição. Se houvesse um oposto ao Bem, Deus, ele teria de ser o mal. Se o mal pudesse existir em oposição a Deus, este mal teria de existir como um poder capaz de se opor ou resistir à Onipotência que é Deus. O certo é que Deus não se opõe nem resiste a Si mesmo. Portanto, qualquer ilusão de uma presença ou poder de oposição há de ser o falso pressuposto de que existe outra presença ou poder que não seja Deus. Eis toda a base da dualidade, e a dualidade parece constituir nosso maior obstáculo, no que diz respeito a ver as coisas como realmente são.
Há muitos estudantes sinceros que sentem a necessidade de afirmar o Bem e negar o mal. Com efeito, a maioria de nós vem aplicando os chamados “tratamentos”, com a utilização de afirmações e negações. É verdade que chegamos a constatar diversas manifestações maravilhosas da perfeição mediante nossos tratamentos baseados em afirmações e negações. Entretanto, verificamos estes mesmos tratamentos também se mostrando ineficazes para revelar a Perfeição onipresente que constitui o fato ou a realidade. Com freqüência ficávamos a imaginar por qual motivo se dava a revelação da manifestação da Perfeição numa situação, enquanto numa outra, isto não acontecia.
Entre nós, alguns nunca foram capazes de afirmar a Verdade e negar o erro. E outros, fizeram uma breve tentativa nesse sentido, mas concluíram não ser este o enfoque a nós destinado. Caso tenhamos experienciado um simples lampejo do fato eterno de que Deus é Tudo, não poderemos dar “tratamento”, no sentido aceito dessa palavra, e tampouco poderemos fazer uso de afirmações e negações.
Nós observamos que, para um tratamento ser dado, é preciso haver a aceitação de alguma condição maligna em oposição a Deus, o Todo. Sabemos, ainda, que todas as afirmações e negações teriam de estar baseadas numa falsa premissa. A impossível base de tal premissa falsa é a de que Deus seria Tudo, mas que algo, sem que fosse Deus, estaria existindo. Obviamente, isto soa como ridículo; mas, realmente, qualquer dualidade é ridícula para todos nós que sabemos que Deus é Tudo.
Toda declaração afirmativa tem por base o fato incontestável de que Deus é Onipotência e Onipresença; Toda declaração de negação, por sua vez, se baseia na suposição de que existe uma presença e um poder que não seja Deus, o Bem, mas o mal; além disso, prevê que esta presença e poder do mal devam ser negados e contrariados. Este é o ponto exato em que a dualidade reclama atenção; e a maioria das falhas de não-percepção da Perfeição onipresente manifesta pode ser atribuída à falsa suposição do dualismo.
Talvez o que acabamos de expor dê a entender que fazemos críticas aos estudantes sinceros que se utilizam de afirmações e negações. Nada poderia estar mais longe da verdade. Entendemos que, se não houvesse nenhum mérito nessa prática, não se realizaria sequer uma simples manifestação da perfeição por meio de sua utilização. Apenas explicamos não ser este o caminho para aqueles, dentre nós, que já puderam perceber e se estabelecer firmemente no fato de que Deus é Tudo; Tudo é Deus.
Jesus reconheceu que alguns, provisoriamente, iriam sentir a necessidade de fazer afirmações e negações. Você irá recordar que, em Mateus 5; 37, ele diz: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Este sim é referente à afirmação; e o não, à negação. Certamente ele deve ter notado que grande parte de seus ouvintes estava com esta visão do sim, sim; não, não. E entendia que, para estes, útil seria que prosseguissem neste caminho, até que se revelasse, no interior da própria Consciência, o fato de que Deus é Tudo. Jesus demonstrou de diversas formas esta grande compreensão complacente. Ele sempre lhes falava sob o ponto de vista da percepção espiritual em que pareciam estar. Em outras palavras, ele procurava alcançá-los em seu ponto máximo de elevação. Isto explica o uso freqüente que fazia de parábolas.
Todavia, Jesus sabia que havia um caminho além das afirmações e negações. Sabia que, por Deus ser Tudo, nada poderia existir para oferecer resistência, e que não poderia haver opostos. De fato, no 39° versículo deste mesmo capítulo de Mateus, encontramos Jesus a dizer: “Não resistais ao mal…”. A percepção que possuía da totalidade de Deus não lhe permitiria encerrar seu sermão sem que esta declaração fosse feita, embora bem soubesse que ela poderia não ser entendida.
Mas Jesus sabia que o mal parecia real e aparente para aqueles a quem ele se dirigia. Tinha também consciência de que, para a maioria do chamado mundo, parece haver duas forças antagônicas. Jesus não negou esta aparência; tampouco nós a negamos. Mas, feita a contemplação da Verdade, não aceitamos nenhuma força ou condição de oposição que pudesse ser negada. Caso aceitássemos, seria o mesmo que disséssemos: duas vezes dois são quatro; duas vezes dois não são cinco. Nós simplesmente sabemos que duas vezes dois são quatro, e caso encerrado.
Existe uma palavra que engloba tudo o que se faz necessário a esta conscientização: esta palavra é “único”. Deus é a única Presença. Deus é o único Poder. Deus é a única Vida, Mente, Consciência; a única Identidade possível de ser identificada. A palavra único simplesmente exclui toda necessidade de se fazer afirmações e negações; e ela não encerra conteúdo algum de uma presença ou poder passíveis de serem negados.
O oitavo capítulo de Mateus registra a ida de um centurião até Jesus, em busca de auxílio para um de seus servos.Jesus lhe disse: “Eu irei, e lhe darei saúde”. Mas o centurião afirmou a Jesus que não era preciso que ele fosse à sua casa, mas que “dissesse somente uma palavra, e o seu servo sararia”. Ouvindo isso, Jesus exclamou: “… nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”. Obviamente, a perfeição onipresente estava manifesta como aquele servo. Mas a revelação maravilhosa, aqui encontrada, é que Jesus tinha consciência de que o centurião conhecia o fato absoluto de que Deus é Tudo. Ele sabia que era dispensável que Jesus fosse ver o seu servo; sabia que era dispensável que Jesus fizesse afirmações e negações, ou mesmo que desse algum tipo de tratamento. Ao afirmar: “Dize somente uma palavra”, ele sabia que a palavra é a expressão de Deus em Si, e que o poder da Palavra é tudo o que se requer para que haja a percepção da perfeição onipresente.
Com efeito, Deus realmente é Tudo. Tudo realmente é Deus. Esta é uma declaração completa de um fato absoluto e sem qualificação. Não importa o número de palavras que possamos pronunciar ou escrever: o fato absoluto se mantém exatamente em tais palavras. Somos, às vezes, ajudados na conscientização deste fato, ao dizermos que Deus é a única Presença, o único Poder; entretanto, não existem palavras capazes de alterar ou de acrescentar algo ao seguinte fato básico: DEUS É TUDO.
“Esperando Pelo Já Acontecido?”
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“ESPERANDO PELO JÁ
ACONTECIDO?”
Dárcio
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A porta do elevador é aberta, e a pessoa dentro dele não sai! Diz estar subindo ao último andar! E, é informada: “Senhor, o último andar é este!” E então, ela sai sem graça, por perceber que estava agindo iludida, já estando no andar em que pretendia estar, mas supondo ter que subir ainda mais!
Esta ilusão se compara àquela de quem estuda a Verdade para”chegar” à unidade com Deus, “chegar” à Consciência iluminada, ou, de outra forma, “trazer” o Absoluto ao “local” em que supõe estar! Sempre “esperando pelo já acontecido”. Que papel exercem os artigos da Verdade Absoluta? O de informar a tais pessoas: “O último andar é este!” Pare de querer “subir mais”; assim será capaz de discernir que “já está onde Deus está!
Quando alguém medita e contempla a Verdade a partir deste “referencial absoluto”, contempla Deus já sendo o Eu que sempre esteve ele a expressar! “Onde está o Espírito de Deus, aí há liberdade” (II Cor. 3: 17). Isto porque Deus e Liberdade são unidade absoluta, composta por todos nós. Por mais que a mente humana apresente conceitos sobre sua identidade ,ou que empregue sua suposta lógica para expor “filhos de Deus em diferentes estágios de consciência”, o que é Verdade já é Verdade eterna e permanente, aqui e agora. Portanto, “contemple o Fato já presente”, sem que se divida em “esperar pelo já acontecido”. Tudo simplesmente É! E Aquilo que É, já é TUDO!
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Filme na Tela e Você Fora Dela
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FILME NA TELA E VOCÊ
FORA DELA
Dárcio
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Quando Jesus disse: “Vós, deste mundo, não sois”, deve ter imaginado a dificuldade que seus ouvintes teriam em captar o sentido disso! Isto porque a suposta mente humana acredita que estamos no mundo visto por ela, enquanto o oposto é verdadeiro, ou seja, estamos no REINO DE DEUS, invisível para ela. Quando num cinema percebemos o início da projeção do filme sobre a tela, não nos achamos tão envolvidos com o seu enredo como nos sentiremos logo depois! Isto devido ao seguinte: a mente humana é iludível por imagens! Vendo o desdobrar do filme na tela, acaba por nos arrastar em sua direção, a ponto de nem mesmo nos lembrarmos de estarmos no cinema, e não no filme projetado!
O aviso de Jesus, “vós, deste mundo, não sois”, equivale, em nossa ilustração, a chamarmos a atenção de alguém, envolvido com o filme, para o fato de que ele está fora dele, no cinema, numa realidade totalmente autônoma em relação à “realidade” das imagens filmadas.
Habitue-se ao seguinte treinamento: de olhos abertos, observe as imagens que a mente humana diz ser o “seu mundo”; e então, ponha sua atenção inteira à frase de Jesus: “EU, deste mundo, não sou”; se persistir, verá que, de fato, você está numa dimensão absoluta de Existência, sem vínculo nenhum com as imagens à sua frente, todas elas hipnóticas, sem substância, sem, portanto, realidade ou existência. É como ver o filme se encerrar, no cinema, enquanto a tela continua permanente ou mimtável como antes, sem ter tido participação alguma na sequência de imagens sobre ela projetadas!
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“Dar-lhes-ei Um Novo Coração”
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“DAR-LHES-EI UM NOVO CORAÇÃO”
DÁRCIO
As “contemplações da Verdade” não são feitas com a suposta mente humana, e, sim, intuitivamente através da Mente divina que somos. “Dar-lhes-ei um novo coração e dentro dele porei um Espírito novo” (Ezequiel, 11: 19). O que está aqui sendo revelado é que Deus, em Si mesmo, está consciente de ser a presença de todos nós, verdade que a suposta mente humana jamais alcançará.
O “novo coração” é o discernimento espiritual, a consciência que somos e que é consciente de nossa perfeição e eternidade! Meditamos para abrir mão dos julgamentos pelo fantasioso mundo material e, intuitivamente, através de “um novo coração”, e de um entendimento revelado e não intelectual, podermos simplesmente reconhecer a Vida de Deus que vivemos e somos.
Uma pessoa me disse: “Para sermos cristãos, teremos de abrir mão de inúmeras coisas!” E eu disse a ela: “De uma coisa só: a mente carnal!” Enquanto esta mente ilusória estiver prevalecendo, iremos acreditar que teremos de nos privar de muitas coisas mostradas por ela; porém, tão logo acolhamos a Verdade de que a Mente divina, única e onipresente, é a Mente que temos, estaremos “renascidos” na Verdade eterna: sendo conscientemente a Identidade iluminada que somos, e empregando a nossa Cristo- Consciência-Luz, ou seja, o chamado “Novo Coração”.
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“As Minhas Palavras Não São Falsas”

.“AS MINHAS PALAVRAS NÃO SÃO FALSAS”
DÁRCIO
As revelações da Verdade devem ser recebidas como “palavras que não são falsas”, isto é: sejam quais forem as aparências negativas ou pessimistas, reconhecidas pelos sentidos humanos, o que irá prevalecer, e de forma definitiva em nossa atenção, será esta Verdade em forma de suas revelações. O testemunho dos sentidos se mostra convincente; entretanto, é um falso testemunho do fatos reais em expressão.Isto precisa ficar bem claro: é o testemunho dos sentidos que é falso , e não as revelações. Em vista disso, é preciso que nelas permaneçamos!
“Porque na verdade, as minhas palavras não são falsas; contigo está quem é o senhor do assunto” (Jó, 36: 4). O fim na aceitação da dualidade nos conduz à “unidade perfeita”, que constitui a Harmonia absoluta e permanente. Este “senhor do assunto”, que está conosco, é o Espírito de Deus sendo o nosso! Por isso, em vez de ficarmos avaliando os quadros da aparência, entendamos que a Verdade é Deus em nós, manifesto como “senhor do assunto”. Desse modo, a Verdade da Unidade se revelará presente,e não mais teremos a mente que duvida da perfeição onipresente.As revelações, por sua vez, serão levadas em conta como fatos absolutos, e não meramente como palavreado de consolo, resignação ou expectativa de melhorias. Fatos absolutos são fatos absolutos! E são os únicos em expressão! Os demais, são os ilusórios quadros hipnóticos unsubstanciais, supostamente captados pela “mente humana”.
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Quem Você É?
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QUEM VOCÊ É?
Dárcio
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Não há nada que seja de maior importância do que sabermos quem somos. Não somente intelectualmente, mas, principalmente, com discernimento espiritual. A suposta forma humana, nascida de pais humanos, precisa ser descartada por completo, se quisermos intuir espiritualmente nossa real identidade. “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra”, disse Jesus Cristo, “porque um só é vosso Pai, o qual está nos céus”.
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O Apocalipse revela que “tudo está feito”, confirmando a revelação de que “as obras de Deus são permanentes”. A maioria, entretanto, se prende a este mutável mundinho visível, mera sugestão hipnótica de mundo tridimensional, que ilusoriamente confunde a todos, ocultando o infinito-dimensional reino do Espírito já manifestado aqui e agora! “É chegado o reino de Deus”, disse Jesus, no intuito de acordar a todos do sono hipnótico!
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Quem é VOCÊ? A Bíblia diz claramente: “Pela fé, todos sois filhos de Deus” (Gálatas 3; 26). Portanto, precisamos saber o que é a “fé”. Difícil? Não! A Bíblia nos dá também a explicação: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem”. (Hebreus 11; 1). Portanto, se pela fé, todos somos filhos de Deus, precisamos nos firmar nesta Verdade e dar provas concretas de sermos esta identidade divina e perfeita “não vista” pela cega mente humana!
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Em outras palavras, o suposto “ser visto” não é nem filho de Deus nem é o nosso ser! Em contrapartida, o “filho de Deus” que somos, encarado e aceito incondicionalmente pela fé, ou pela certeza do “não-visto”, dá prova de Si mesmo e Se manifesta aqui e agora como a Emanação divina e perfeita que somos! As “coisas necessárias” nos são divinamente acrescentadas. por termos cumprido os passos segundo a fé, de “buscarmos, primeiro, o Reino da Verdade dentro de nós!
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Se as religiões cuidassem de explicar a todos estas Verdades, e parassem de disputar a posição de “ser a única verdadeira” Igreja de Cristo, muito mais pessoas estariam recebendo a revelação de “quem elas são”, e muito mais Luz estaria Se derramando por todo o planeta!
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“Eu Vim Não Para Julgar o Mundo…”
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“EU VIM, NÃO PARA JULGAR O MUNDO, MAS PARA SALVAR O MUNDO”
João, 12: 47.
DÁRCIO
Diante da frase de Jesus, “O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho o julgamento”, muitas doutrinas religiosas passaram a propagar que seremos todos julgados por Jesus, no suposto dia do juízo final. Eis por que intitulamos este artigo com a frase em que o próprio Cristo refuta tais colocações!
“Se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo, porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo”. Repetidamente, em nosso estudo, temos enfatizado a premissa básica: DEUS É TUDO! A mente iluminada não vê o mundo como a mente carnal ou iludida vê! Se Jesus dissesse ter vindo para julgar alguém, teria de estar usando a mente humana, e não a divina! A existência humana é um sonho! Uma imagem hipnótica que temporariamente engana a maioria, fazendo-a crer que existe, de fato, um mundo material. DEUS, ESPÍRITO, É TUDO! Sempre foi e sempre continuará sendo TUDO! Por que? Por ser DEUS! Onipresente, Onipotente, Onisciente
Cristo, ciente de que o reino não é deste mundo, transmitiu-nos esta Verdade libertadora. Alguns a aceitam e outros não. Entretanto, se DEUS É TUDO, esta análise de aceitação não pode ser real! Para a mente humana é real! E para a mente divina, que é Onisciente? Este é o ponto: a mente que vê seres aceitando ou rejeitando a Verdade é ilusória! Quando cada um se identifica com a Verdade de que” temos a mente de Cristo”, percebe a névoa ilusória dissipar-se à sua frente! Estará se julgando com a Palavra! Estará dando fim à falsa crença de que há dois universos: o espiritual e o material.
“Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”. (João 12, 48). Como dissemos, a Revelação, DEUS É TUDO, é a Palavra que nos julga! Cada um, por se dedicar à compreensão da totalidade de Deus, à percepção de que somos um com Deus, terá seu último dia, ou seja, o sumiço do ego humano! Em Gálatas, 2: 20, encontramos Paulo neste julgamento, em seu último dia: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”.
Os conceitos humanos de juízo final e condenação eterna são meras fantasias da ilusória mente humana! Desde o Antigo Testamento já tínhamos a revelação de que todos seriam salvos: “Porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior, diz o Senho”. (Jeremias, 31, 34). Quanto antes percebermos a totalidade de Deus, e, consequentemente, nossa natureza divina, mais cedo estaremos crucificados com Cristo; menos natureza humana ilusória demonstraremos, e mais Luz divina irradiaremos! Somente um véu hipnótico, chamado humanidade, parece ofuscar o fulgor pleno de nossa Cristicidade permanente.
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Fé Significa Contemplar o “Não Visto”

.FÉ SIGNIFICA CONTEMPLAR
O “NÃO VISTO”
Dárcio
Se durante a “Prática do Silêncio” nos desviamos do mundo das aparências, para contemplar o Reino Absoluto em que DEUS É TUDO, em nossa vida diária dispomos da “fé” que nos leva a ter a certeza da Perfeição não vista como permanente. Quem estuda a Verdade deve estar preparado para não ver “tempestades” na aparência, mas sim reconhecer a “calmaria” da Realidade permanente. Como não ficaremos meditando o dia todo, deveremos ter períodos de treinamento desta prática em reconhecer a Verdade frente à ilusão. Quando as contemplações ficam bem definidas pela nossa assiduidade na “Prática do Silêncio”, as coisas “vistas” naturalmente seguem seu ritmo hamonioso de desdobramento em nossas vidas. Mas, como as crenças são coletivas, nada impede que repentinamente nos cheguem aparências tempestuosas! E será quando exercitaremos a “Mente de Cristo” que temos, reconhecendo unicamente a “calmaria” já presente no lugar da “tempestade”.
Há quem diga: “Eu sei que devo fazer isto, só que, vendo as aparências, elas me amedrontam e fico inseguro!” O erro, nesse tipo de argumentação, é a pessoa tentar “ter a fé” com a mente ilusória! “Temos a Mente de Cristo!” A primeira coisa a ser feita, diante de inesperadas aparências de imperfeições, é recordarmos: “Tenho a Mente de Cristo! A Mente que unicamente discerne as obras permanentes de Deus! A Mente que desconhece algo além de Deus!” A Mente de Cristo está constantemente em todos nós, contemplando unicamente a Realidade divina! Esta “presença” precisa ser exercitada, em momentos escolhidos para este fim, exatamente para podermos ter a segurança em sua aplicação, quando fatos indesejáveis e inesperados surgirem aparentemente diante de nós! São “aparências” e não a Verdade! E isto precisa estar bastante aflorado em nós! A Mente de Cristo discerne a UNIDADE PERFEITA, a HARMONIA ONIPRESENTE, A PERFEIÇÃO PERMANENTE. Portanto, fique atento e tenha bem claro estes princípios em sua mente, uma vez que será assim que você “vencerá o mundo”. Observe o “temporal” da ilustração acima; em seguida, observe o papel tranquilo, subjacente à pintura: irá notar que “o temporal” existia na mente que o reconhecia! Faça exatamente igual, com os “temporais” da vida!
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“Contemplar” Significa Desvendar os Olhos

.“CONTEMPLAR”
SIGNIFICA DESVENDAR OS OLHOS
Dárcio
Vivemos uma Existência absoluta, eterna, perfeita e permanente, que é a Realidade espiritual ou divina. Muito embora a Verdade seja esta, aparenta haver uma “existência material” em que” fatos” são ilusoriamente captados por uma suposta “mente humana”. Em vista disso, ou seja, de que a Existência absoluta é única, e que, mesmo assim, uma crença coletiva admite “existência material”, enquanto durar esta crença, necessitaremos de saber lidar com o fato verdadeiro e com as aparêncisa ilusórias. Nisto consiste o que chamamos de “estudo da Verdade”.
Como DEUS É TUDO, partimos sempre deste Fato real e onipresente; e este “partir” significa “contemplar” Deus sendo tudo e sendo unicamente o que somos. Não há “outro ser”, chamado ser humano, estudante da Verdade, ou nascido em mundo terreno, que possa ter realidade e possa ser inspirado “por Deus” através de orações ou meditações contemplativas! EXISTE DEUS MESMO, A VIDA ÚNICA, SE EXPRESSANDO LIVREMENTE COMO A TOTALIDADE DE NOSSA EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL. Em vista disso, a Vida que Deus é, está manifesta como a Vida que somos, e inexiste “outra mente” para ser “inspirada por Deus”, como também inexiste “outro ser” para desejar seguir a Vontade de Deus. As mensagens com este enfoque radical são chamadas “mensagens absolutas”.
Nossa admissão radical da Verdade absoluta tem, em si mesma, efeito nulo, ou seja, o Absoluto é o Absoluto e nada há para mudar nem apresentar possibilidade de mudanças! Se meditamos e reconhecemos, por exemplo, que “Meu Corpo é Luz divina na Forma de Templo de Deus”, nada jamais mudaria a em nosso Corpo: apenas foi reconhecido como p que sempre foi, é e será: o imutável Templo de Deus! Logo, as “contemplações” não podem alterar Fatos reais, mas, tão somente servem para “recordarmos” o que sempre É!. Quando VOCÊ fizer as meditações com isto em mente, saberá que sua Mente é Deus reconhecendo estar sendo Deus, infinita e especificamente, como o seu Eu. Cada reconhecimento das Verdades absolutas exerce impacto sem lutas sobre o “hipnotismo coletivo”, assim como a Luz rsplandece sobre a escuridão. Portanto, jamais parta das “aparências” como fatos reais! Tire delas a atenção, como se você, em dia ensolarado, removesse uma venda dos olhos, e constatasse que a “escuridão” era apenas um efeito dela, e que desvendados os olhos, tudo visto já é iluminado!
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“O Visto Procede do Não Visto”
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“O VISTO PROCEDE DO NÃO VISTO”
Dárcio
Assim como uma projeção de slides na tela é efeito natural dos slides postos no projetor, as imagens deste mundo estão antes na mente e posteriormente aparecem como o nosso dia a dia. Desse modo, a Biblia explica: “O visto procede do não visto” (Hebreus, 11: 3). Este conhecimento elucida nossas atitudes corretas, quando tiramos a atenção do mundo das aparências e a voltamos à Oniação do Absoluto, que é a nossa ativa Consciência iluminada ou crística. Com total atenção voltada às “obras permanentes de Deus”, que são a nossa Consciência Se expressando, ficamos focalizando o “não visto”, aos olhos do mundo, e, em vista disso, as imagens perfeitas da Realidade divina, já em nossa Consciência, passam a ser vistas como se fossem “slides” projetados externamente.
A nossa permanência no que é permanente constitui o Eu que somos! Jamais estivemos sendo sombras projetadas na mente humana! Desse modo, contemple as obras permanentes da Realidade perfeita incluindo-se nelas – tanto seu Eu como a Mente que é permanentemente consciente do que é real. Dedique-se plenamente a esse tipo de enfoque e contemplação, e, desse modo, estará “buscando em primeiro lugar” o Reino de Deus, e deixando que “as imagens vindas por acréscimo” apareçam por si, sem que você para elas tenha olhos! “Aquele que permanecer em Mim, dará frutos”, disse Jesus. Assim, permaneça no que é permanente e perfeito!
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Submissão do Nada ao Tudo
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SUBMISSÃO
DO NADA AO TUDO
Dárcio
Como é feito isso? Pelo “silêncio receptivo”, quando, por alguns instantes, aguardamos a percepção de que existe, em nós mesmos, uma atividade espiritual perfeita! Tal atividade é a ação do Cristo do nosso próprio ser!
Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, escreve:
“A cura física pela Ciência Cristã resulta hoje, como no tempo de Jesus, da operação do Princípio divino, ante o qual o pecado e a doença perdem sua realidade na consciência humana e desaparecem tão natural e tão necessariamente como as trevas dão lugar à luz, e o pecado cede à reforma. Hoje, como outrora, essas obras poderosas não são sobrenaturais, porém, supremamente naturais. São o sinal de Emanuel, ou “Deus conosco” — uma influência divina, sempre presente na consciência humana, e que se repete, vindo agora como fora prometido antigamente:
Para proclamar libertação aos cativos (do sentido)
E restauração da vista aos cegos.
Para pôr em liberdade os oprimidos.”
Submissão do nada ao Tudo! Ao tudo que é Deus! A milenar Verdade libertadora!
No Evangelho de Tomé, encontrado no Egito em 1945, encontramos as seguintes palavras de Jesus Cristo: “Há muitos em volta da cisterna, mas não há nenhum na cisterna”.
A humanidade vive hipnotizada, sem saber de onde veio, onde está e para onde vai. Acomodou-se a esse desconhecimento. Os poucos que se interessaram pelo autoconhecimento, obtido por revelações, acabaram por descobrir a Essência una da Vida. Como reagiu o mundo diante das revelações? Ou as ignoraram ou fizeram estátuas para cultuar os mensageiros!
A Verdade comum a todas as revelações diz que Deus e homem são um! Esta é a “cisterna”. E, como disse Cristo, muitos apenas a ficam rodeando, sem se darem conta de que o radicalismo, em termos de aceitação, reconhecimento e identificação, é vital!
“Não existe um lugar onde Deus começa e o homem termina. Aquilo que é visível de nós é Deus. Nós somos Deus tornado visível.” Assim escreveu Joel S. Goldsmith. Também na Seicho-No-Ie encontramos que “Deus e homem são um só corpo; Deus é a Fonte de Luz e o homem é a Luz emanada de Deus”. Jamais houve uma revelação tratando o homem como ser material, em evolução ou separado de Deus!
Cristo confirmou o “sois deuses”, do Antigo Testamento, e pregou a Unidade “Eu e o Pai somos um”, quando disse: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em UNIDADE, e para que o mundo conheça que me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim”. (João 17:23.
Cada um que radicalmente passa a se identificar com esta VIDA ESPIRITUAL UNA E PERFEITA está se posicionando “NA CISTERNA”, deixando apenas de rodeá-la, abandonando para sempre a dualidade sem frutos e sem sentido, criação ilusória da mente carnal.
Jamais um mensageiro da Verdade se colocou como alguém superior ou inferior: a Vida é UNA! Algo acima da percepção humana está sendo o nosso ser verdadeiro! Este “Algo” não é matéria nem coisa alguma perceptível pela mente humana! Este “Algo” é a Vida una! Deus! Deus sendo uma unidade como todos nós! Este é o Fato permanente! Cabe, a cada um, espiritualmente percebê-lo!
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A Fé Com as Obras Permanentes
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A FÉ COM AS OBRAS PERMANENTES
Dárcio
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