Tesouros da Metafísica-28

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

28

Quando conseguimos conter todo impulso não espiritual, negar toda identidade separada de Deus e reconhecer o governo infinito de Deus sobre o homem, ficamos aptos a ver a unidade formada por Deus e o homem, o Princípio e Sua Ideia.

(Richard C. Bergenheim)

 O que o autor aqui coloca, é nossa integral “negação de nós mesmos” como seguidores de impulsos mentais puramente humanos, por termos aceito, reconhecido e trabalhado na identificação com Deus, em nossa unidade com Deus, fato que nos leva naturalmente ao reconhecimento do “governo infinito de Deus sobre nós”. A dualidade “Deus e homem” , que é crença falsa, desaparece mediante a “unidade reconhecida”, que é “Deus  como homem”. Desse modo, a Verdade absoluta é discernida, ou seja, não há, dualisticamente,  “governo de Deus sobre nós”, mas sim, a própria Consciência de Deus, ativa como a Substância Autogovernada que constitui nosso Ser individual.

Deus, o Universo, é a Consciência ativa como a Substância universal infinita; cada Ser individual é, portanto, o próprio Deus,  a Consciência oniativa, a própria Substância-Verbo que Se Autogoverna como Indivíduo, e, ao mesmo tempo,  indivisivelmente como o Todo. Contemplando este Fato, cumprimos o que o autor diz: Contemos todo impulso não espiritual, negamos toda identidade separada de Deus, reconhecemos o governo infinito de Deus sendo o homem, e ficamos aptos a ver que  “Deus e Homem são um”.

Estes Fatos espirituais devem ser contemplados, isto é, precisam ser discernidos espiritualmente, através da “Prática do Silêncio”.

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Tesouros da Metafísica-27

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

27

Há diversas formas falhas de se perceber a Natureza eterna de cada Identidade individual, e vê-la evidenciada exatamente aqui e agora. Vejamos o primeiro e básico erro. Que erro é este? A crença de que VOCÊ, a Identidade individual, teve começo. Chega-se à suposição da morte a partir de um errôneo ponto de vista. Tentamos sobrepujar a morte, um fim, mas continuamos aceitando que ela seja inevitável. Temos acreditado em nascimento, um começo. Em vez de tentar vencer a morte, deveríamos enxergar que não existe nascimento algum. Repetidamente temos dito: “A Vida é eterna”; porém, continuamos aceitando uma data, no chamado tempo, para chamá-la de data de nascimento… um dia em que tivemos começo. A aceitação de “nascimento” inclui a aceitação de “morte”. Nascimento e morte, começo e fim, são apenas extremos opostos da mesma corda. Uma vez discernido que “a Vida eterna é sem começo. mudança ou fim”, não mais a consideraremos em termos de um passado ou um futuro.

(Marie S. Watts)

Não existe matéria nem, portanto, “nascimentos” na matéria. Jesus já havia dado este alerta, quando disse: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra…”(Mateus, 23: 9). Esta Verdade é chamada de “pedra angular” no estudo da Verdade, uma vez que nos isola completamente da ILUSÃO ou das “aparências”. O Universo é “obra permanente de Deus”, é a “Vida eterna onipresente em Si! Todos nós somos esta mesma “Vida”, sem nascimento, mudança ou fim. Esta “pedra angular”, a destruição da crença em “nascimento”, desvincula-nos imediatamente das “aparências” que levam em conta o “tempo” e as  “mudanças”  supostamente registradas por ele, TODAS  ELAS ILUSÓRIAS!

Sempre, em nossas “contemplações”, devemos reconhecer nossa Vida como eterna e independente das “crenças” que levam em conta o tempo e supostas  datas de nascimento e morte. As “aparências” não são realidades!  O reconhecimento de que “não há nascimento”,  nos faz perceber nossa Presença-Eu Sou, a Vida Eterna e Divina evidenciada, aqui e agora! “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” – disse Jesus, revelando-nos a Verdade Absoluta Universal.

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Tesouros da Metafísica-26

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

26

A cura, como é chamada, é o “trabalho” mais simples possível. Ela é simplesmente a aceitação de que a Verdade é verdadeira. Algo tão fácil quanto aceitar duas vezes dois como já sendo quatro. Nada há que poderia ser mais simples. Unicamente a Verdade, o Fato, já é Fato. Nada alguém teria de fazer para manifestá-lo; nada alguém teria de modificar – nenhuma “falsa resposta” para a Verdade expulsar – nenhuma espera até que “todas as coisas sejam iguais” ou “prontas” para a RESPOSTA ser a Resposta. “Começa-se” com o Fato, já contemplando-O COMO Onipresente, incapaz de ser mudado ou alterado – inalterável por qualquer sugestão de tempo, história, evolução, progresso, alteração, falsificação ou dualidade. Alguém se voltando ao Fato, à Verdade, ao SER INFINITO que, sozinho, é o INTEGRAL EU QUE EU SOU, descobre que SER, É SER ONIPRESENTEMENTE TUDO QUE O TUDO É. Aqui é UNICAMENTE AGORA – e o que for que “parecesse” contradizer a TOTALIDADE DO TODO, requereria uma mentalidade secundária, duplicidade, dualidade, tudo que seria uma negação da TOTALIDADE, e sem participação no Fato. Não estaria de nenhuma maneira relacionado com Inteligência, Vida, Mente, o Único, a RESPOSTA.

(Alfred Aiken)

Quem veio acompanhando esta série, e realizando as “contemplações” sugeridas em toda ela, entenderá facilmente as colocações do autor neste elevadíssimo texto. Explica o Fato perene, e nossa total inclusão em sua Todo-abrangência. A ‘ilusão” não é Fato e jamais o Fato se altera mediante qualquer coisa que pudéssemos fazer. “Algo tão fácil quanto aceitar duas vezes dois como já sendo quatro” – assim é explicada a “cura”. Quando alguém se encontra num vagão de trem parado, e outro, ao lado, se movimenta, a “ilusão” é a de que o “seu vagão” se moveu! Aceitar que “o outro se moveu”, apesar de a “ilusão” sugerir o contrário, é o “aceitar duas vezes dois sendo quatro” ou “aceitar o Eu eternamente curado”. A Mente única tem consciência unicamente do Fato, que é Ela própria Se expressando universalmente perfeita e neste “Agora” permanente. Por isso, a “contemplação” parte do Fato, e da Mente que reconhece unicamente o Fato como ONIPRESENTE e IMUTÁVEL. Explica o texto que “outra aceitação”, contrária ao Fato, exigiria “outra mente”; mas, esta “outra mente” seria a NEGAÇÃO da TOTALIDADE DO FATO, e jamais poderia fazer parte dele.

Tudo, realmente, é muito simples, mas requer dedicada “contemplação”. E, como escreve Alfred Aiken, “alguém se voltando ao Fato, à Verdade, ao SER INFINITO que, sozinho, é o INTEGRAL EU QUE EU SOU, descobre que SER, É SER ONIPRESENTEMENTE TUDO QUE O TUDO É”.

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Tesouros da Metafísica-25

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

25

Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus.

Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão.

Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um.

(Joel. S. Goldsmith)

A “Prática do Silêncio” é fundamental, para que os princípios da Verdade absoluta possam ser reconhecidos e contemplados radicalmente, deixando-nos realmente conscientes de que DEUS, sendo TUDO, constitui a NOSSA TOTALIDADE, bem como a TOTALIDADE de todos com quem convivemos ou entramos em contato, aparentemente falando. É nesse contato diário com o mundo que este texto de Goldsmith se mostra essencial. Isto porque, ao lidarmos com alguém, invariavelmente nos vemos forçados a admitir a presença de “outro”, e, será praticamente impossível ficarmos o tempo todo em “vivência contemplativa”, sem ter que fazer muitas concessões “ao mundo”. Ao tratarmos das coisas do mundo, vemo-nos obrigados a assumir a falsa identificação humana por diversas vezes, e, tão logo voltemos a achar que somos não “um”, mas sim “um” em contato com “outros”, devemos praticar o que aqui explica o autor, isto é, conscientemente devemos recordar que “levamos conosco a atmosfera de nosso Ser: DEUS!

Quanto mais nos dedicarmos às “contemplações absolutas”, através da “Prática do Silêncio”, menos sentiremos as influências das crenças coletivas durante nosso suposto dia-a-dia nas “aparências”. Entretanto, sempre que julgarmos ser necessário, devemos praticar o que este texto explana, evitando, com ele, que nos julguemos, ou ao próximo, pela carne: estaremos realizando o “juízo justo”, honrando a nós mesmos e ao próximo como honramos a Deus, na “unidade perfeita” subjacente ao mundo.

“Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus” – este é o reconhecimento que nos isola da atmosfera do mundo e das supostas “pessoas”, quando simplesmente testemunhamos Deus em nós e igualmente em todos, a Se expressar indivisivelmente de modo pleno e perfeito. Isto evitará o que o mundo chama de “vampirismo”,  crença decorrente da aceitação ilusória de pessoas em boas e em más condições, o que propiciaria uma “troca de energia vital” entre elas; assim, aparentemente, uma se mostraria sendo beneficiada (receptora) e outra se mostraria sendo prejudicada (doadora). A  “Prática da Verdade” não prevê ou  inclui “doação de energia vital” e sim o reconhecimento de que “eu e o outro somos um”, ou seja, somos “ramos” sustentados perfeitamente pela “seiva comum” da Videira.

“Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão. Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um”. –  este trecho elucida nossa identificação com a Verdade que nos “imuniza”,  sempre que nos virmos frente às “sugestões hipnóticas” que levam em conta a dualidade. De nossa parte, vemos unicamente Deus, mesmo que sejamos bombardeados pelos “conceitos” do mundo, todos eles falsos, insubstanciais e ilusórios. 

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Tesouros da Metafísica-24

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

24

Questões ligadas a cura, demonstração, ou tratamento, durarão enquanto perdurar a ideia da existência de um “pensador individual” separado. Tal pensador individual irá persistir, inclusive com a sensação de discórdia, limitação e desarmonia, até que  esta FALSA IDENTIFICAÇÃO termine. De nenhum outro modo Deus Se tornará uma Presença vital e vibrante em nossas vidas.

Em primeiro lugar, abstraia-se das aparências. Não se esforce para curá-las, dominá-las ou destruí-las, tampouco se esforce para delas discordar silenciosamente. Os esforços do “eu pessoal” são cegueira e restrição. Dirija o Coração, a Alma e a Existência rumo à aceitação da VERDADE EM SI, no Reino do Real. Faça, assim, sua identificação unicamente com o Real. Como um indivíduo, ou uma expressão, ninguém pode conhecer Liberdade, Paz, Perfeição, Integralidade. Uma coisa, apenas, é de valor, uma coisa superior a ganhar o mundo inteiro: ENTRAR NA REALIDADE IDENTIFICADO COMO O PRÓPRIO EU.

(Lillian DeWaters)

Este é um texto absoluto. Parte unicamente da existência de Deus como TUDO, e, em vista disso, explica basicamente dois pontos essenciais: 1) devemos nos desvincular por completo da FALSA IDENTIFICAÇÃO com suposta “mente humana pessoal”, que acredita em problemas e em solução dos mesmos; 2) devemos desconsiderar por completo o “mundo de aparências” para nos contemplarmos sendo o próprio Deus no Reino de Deus.

Estes dois pontos são “contemplativos”, e não nos basta meramente aceitá-los intelectualmente, o que equivaleria a se admitir “pensador separado”. Requerem discernimento espiritual e radical, por serem a Verdade absoluta revelada pelos grandes mestres da humanidade. Jesus, por exemplo, ao revelar que “não somos deste mundo”, e que devemos “buscar o reino de Deus em primeiro lugar”, estava colocando estes dois pontos como foco para a “prática da Verdade”. E, quando disse “nos ter dado a glória para sermos um com Deus” (João, 17: 22), tinha por objetivo o que diz a autora neste texto: “que entrássemos na REALIDADE identificados como o próprio EU”. Façamos isto, cientes de que “entrar na Realidade” é simplesmente discernir o Fato permanente de que “nEla” sempre estivemos, estamos e estaremos! Esta é a visão tida por Paulo, quando disse: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser” (Atos, 17: 28).

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Tesouros da Metafísica-23

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

23

É impossível haver Consciência e Verdade, pois, a Consciência É TODA A VERDADE. Tampouco pode haver Consciência, Verdade e Evidência. Consciência, Verdade, Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL. A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de ser a Substância que é aquela Verdade contemplada por Ela. Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a Substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela.

(Marie S. Watts)

Aparentemente, é aceito que há a Mente divina, discernindo e sendo a Evidência Onipresente chamada Universo, e também a “mente humana”, reconhecendo um suposto “mundo material”, com acontecimentos bons e maus. O estudo do Absoluto nos remonta exclusivamente a Deus, à Consciência absoluta, à aceitação única da Realidade eterna que Se evidencia como “obras permanentes de Deus”. O que a autora aqui explica, é que sem a aceitação da dualidade, – Reino de Deus e mundo terreno – ficamos unicamente na Presença da Consciência divina, que, reconhecidamente, é a Consciência que é a Verdade em si. Desse modo, Consciência, Verdade e Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL, ou seja, a Consciência que Deus tem de estar manifesto como “todas as Suas obras” – e permanentemente – não pode ser entendido como se “alguma Evidência perfeita” estivesse ausente ou ainda por se manifestar! “A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de SER A SUBSTÂNCIA que é aquela Verdade contemplada por Ela”, explica a autora. Ela quer dizer o seguinte: caso estejamos “contemplando a Verdade” referente ao nosso Corpo, por exemplo, significa que nossa Consciência – que é Deus – está consciente de SER A SUBSTÂNCIA da Forma “Corpo”, ou seja, Consciência, Verdade, Substância (Evidência) são uma UNIDADE CONSUMADA. Em seguida ela diz: “Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a Substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela”. Voltando ao nosso exemplo do Corpo, o que ela aqui explica, é que ao “contemplarmos o nosso Corpo, nossa Consciência estará ativa SENDO a Substância que é o Corpo evidenciado. Por isso partimos sempre da TOTALIDADE DE DEUS, sem levar em conta a “crença” em suposta “existência material”. Tudo que existe é Consciência divina evidenciada permanentemente como a Substância daquilo que estivermos “contemplando”. Somente existe Deus; somente existe a Consciência de Deus! Assim, a Consciência divina que somos, é a própria Evidência ( e Substância) do que quer que estejamos “contemplando”, uma vez que todo “Objeto de Contemplação” é Deus mesmo, é Perfeição permanente, é a nossa Consciência iluminada Se evidenciando como “aquele Objeto”, mas nunca separada dele, e sim, sendo UMA UNIDADE INSEPARÁVEL.

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Tesouros da Metafísica-22

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

22

Se alguém quiser atingir a salvação plena do pecado, da doença e da morte, precisa ver mentalmente a irrealidade do que o sentido material chama de existência mortal e vir a compreender que sua única história real é sua história espiritual. O homem já se acha estabelecido como a expressão individualizada da Mente divina. É importante negar todo erro ou pecado no decurso da vida humana e afirmar, com compreensão, o fato oposto, isto é, a existência espiritual. O único meio certo de viver é o de manter o pensamento unido a Deus, é seguir com Deus e falar com Ele. Então o Espírito, a Mente, haverá de eclipsar as discórdias da matéria e trazer a cura. A obstinação, a justificação própria e o egotismo têm de ser sobrepujados porque são empecilhos à cura. Ocultam a unidade que há entre o homem e Deus.

(William Curtis Coffman)

A suposta “existência humana” é a “irrealidade” que o sentido humano julga erroneamente ser real. Isso quer dizer que, enquanto nos identificarmos com a suposta “mente humana”, estaremos envoltos por suas crenças: pecado, doença e morte. A presença de Jesus, nas Escrituras, representa o Ser real que todos somos, dotados do Sentido iluminado do Espírito, que é Deus. Partindo da Verdade de que DEUS É TUDO, partimos tambem da Consciência iluminada que desconhece “irrealidades”. O texto diz: O homem já se acha estabelecido como a expressão individualizada da Mente divina. Se “somos a Mente divina em expressão individual”, não podemos mais aceitar “sentido material” nem tampouco a “existência mortal”, supostamente captada por ele. Por isso meditamos e, na “Prática do Silêncio”, partimos do ponto de vista da Verdade, ou seja, do “Referencial da Luz”: não iremos meramente acalmar a mente humana ou elevá-la! Partiremos já daquilo que SOMOS! Expressões individualizadas da Mente divina! É preciso que fique bem claro o seguinte: “manter o pensamento unido a Deus” não significa viver com “mente humana” colada à divina! Antes, iremos descartar por completo a crença falsa de que “temos mente humana” e, aceitando a revelação de que “Temos a Mente de Cristo”, serenamente contemplaremos a Mente Infinita, onipresente, Se expressando como a Mente individual que somos! Para esta Mente, a Realidade é puramente Espírito, e por esse motivo, o autor explica que “o Espírito, a Mente, haverá de eclipsar as discórdias da matéria e trazer a cura”. Todos estes “males” Lhe são desconhecidos! E, pela percepção de nossa “unidade com a Mente, igualmente a NÓS, os “males” serão desconhecidos! “Trazer a cura”, portanto, é termos o “discernimento espiritual” de que jamais as “irrealidades” chegaram a existir!

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Tesouros da Metafísica-21

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

21

À luz das frequentes previsões assoladoras em relação à economia, é reconfortante compreender a totalidade de Deus. Muita gente tem se apercebido de que a Ciência Cristã lhes tem ensinado uma maneira prática e sensata de confiar nEle ao procurar orientação, quando confrontados com alguma dificuldade. Assim, examinemos cuidadosamente as bênçãos deste dia em vez de tentar resolver hoje os problemas do dia de amanhã. O confiar na invariável e inesgotável bondade de Deus concede-nos uma base segura, a partir da qual poderemos combater qualquer previsão sombria sobre o dia de amanhã. Numa de suas obras, a Sra. Eddy aconselha: “Nunca peçais para o dia de amanhã; é suficiente que o Amor divino seja socorro bem presente; e se esperardes, sem jamais duvidar, tereis a todo o momento tudo o que necessitais.”

(Irene S. Bowker)

A compreensão da TOTALIDADE DE DEUS exclui a “crença no tempo”, fazendo com que “contemplemos o AGORA” em que Deus e o Ser que somos, são UM. Esta permanência no Agora nos deixa imunes às supostas carências e limitações das “aparências”, uma vez que este “Agora absoluto” é a Eternidade Autossustida em Si. Jesus disse: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”. Você dispõe de ar para respirar e sequer se lembra dele, pois, não vive preocupado com o suposto ar de que necessitará em algum amanhã! Isto por você saber que este controle está acima do seu domínio; e assim, sem se sentir capaz de assumir o peso da responsabilidade, no sentido de se preocupar com o seu suprimento de ar no futuro, simplesmente você se esquiva do assunto! E quanto ao restante das coisas, por que você vive se preocupando com elas? Por imaginar que pesa sobre seus ombros a responsabilidade de supri-las, dia após dia! “Vinde a Mim” – eis o chamado que elimina pela raiz a “ilusão” de que temos, pessoalmente, qualquer responsabilidade por nossas vidas.

Este texto, além de frisar o importante princípío da “Vida do Agora”, explica que devemos examinar “cuidadosamente as bênçãos deste dia”, em vez de nos lançarmos num suposto “futuro incerto” e, por isso, vivermos temerosos. Este cuidadoso exame diário, das graças recebidas, nos leva a confiar na providência natural da Oniação, que abrange nossas ações individuais, tirando-nos a atenção por inteiro do ilusório “futuro” das aparências.

É nesse sentido que a Sra. Eddy diz:“Nunca peçais para o dia de amanhã; é suficiente que o Amor divino seja socorro bem presente; e se esperardes, sem jamais duvidar, tereis a todo o momento tudo o que necessitais”. A mente no “ontem”, ou no “amanhã”, é “mente sintonizada na “ausência” de Substância divina; por outro lado, a mente no Agora, é a Mente que é Deus, a Substância do Todo, em unidade com a Mente real de todos nós. Na Bíblia, em Tiago 1: 7, encontramos: “Toda boa dádiva, e todo dom perfeito vem do Alto, descendo do Pai das Luzes, em Quem não pode haver variação ou sombra de mudança”. Explica a Oniação, e “nossa” unidade com Ela.

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Tesouros da Metafísica-20

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

20

Dizer que o mal existe como um poder, é negar a Deus como sendo o poder único. Para que algo pudesse ter poder sobre o homem, ele teria de preceder o homem. O mal não tinha poder ou existência aparente, até que o homem aceitasse a crença em um poder oposto a Deus. Portanto, o mal não é um poder, sendo meramente uma crença falsa, retida pelo homem em sua própria imaginação. E como o próprio homem é o responsável pela falsa crença no mal, pode ele se livrar deste suposto poder simplesmente se recusando  a acreditar nele. Trate o poder do mal tal como você o faria com qualquer outro problema, rejeitando-o como mentira sempre que lhe vier à mente. Pela sua recusa em acreditar que o mal tenha um poder além daquele que você lhe atribui , por nele acreditar, logo se verá livre das várias formas sob as quais o suposto “poder maligno” aparenta manifestar-se. (…). Pare de acreditar no mal, e sua aparência de existência cessará, pois Deus é TUDO.

(Vivian May Williams)

Aqui é explicado que DEUS É TUDO, ou seja, Deus conhece unicamente o que Ele próprio É! A autora explica que todo “mal” é uma crença retida pelo próprio homem, preso à ilusão de que há “poder oposto a Deus”. Esta crença falsa  se tornou coletiva e, caberá a você, como estudante da  Verdade, desmenti-la com o Princípio da Totalidade e Unicidade do Poder de Deus. Assim como um boato se esvai em seu próprio vazio, a crença em “outro poder”, contrário a Deus, igualmente se esvai, quando “contemplamos a Onipotência” como expressão infinita. “Todo poder me é dado no céu e na terra”, diz a Bíblia. Assim, em vez de acreditar em “poder maligno”, assuma a Onipotência em sua própria Consciência. Sua atenção, integralmente voltada à Consciência todo-poderosa,  o fará parar de “acreditar no mal”… E então, diz a autora, “sua aparência de existência cessará, pois Deus é TUDO”. É este o exato sentido das palavras de Jesus, quando disse: “Não resistais ao maligno”.

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Tesouros da Metafísica-19

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

19

O  universo, e  tudo que ele contém, é Deus. O que compreende ou abrange Deus, constitui a Essência, a Substância, a Atividade, a Inteligência e a Forma de TUDO QUE ESTÁ FORMADO. Assim como Deus é eterno, sem começo e sem fim, tudo que Deus é, aparecendo como, também permanece perenemente em seu estado de perfeição imutável eterna. Deus não fica à mercê de circunstâncias ou mudanças. Deus não se sujeita a desintegração, destruição ou distorção. Deus não se submete às dores do nascimento ou às angústias da morte. Deus não tem consciência dEle próprio como estando à mercê de tais falsidades, nem pode Ele ser conhecido estando sujeito a elas. Jamais algo pode ser acrescentado à Totalidade de Deus; jamais algo pode ser tirado dEla. A VERDADE É ESTA! Poderia ser diferente? Se Deus É,  e tem consciência de ser ELE PRÓPRIO a Substância, Vida, Forma, Mente de toda a Existência COMO ELE MESMO? Deus, realmente, é a única Mente. Ele é a única Mente que conhece algo, e é toda Essência, Substância, Forma e Atividade daquilo que Ele conhece.

Caro leitor, sua questão é entender de que forma isto se relaciona com você? Ou como isto lhe servirá de ajuda na solução de algum aparente problema? Garanto-lhe o seguinte: ESTE É O ÚNICO CAMINHO. Você saberá que não tem problema algum para ser resolvido. Ser-lhe-á revelado que somente o que é verdade para Deus, é verdade para você. De fato, você existe como a própria Presença daquilo que Deus é. Tanto em você como em sua experiência, nada há que esteja presente, senão Deus. A Mente que é Deus desconhece problemas não resolvidos. E, qual outra Mente poderia identificar-Se como sua Mente, senão a Mente divina, que é única?

(Marie S. Watts)

Meramente crenças falsas sugerem uma existência material em que seres nascem e morrem. Nada disso tem respaldo da Verdade, que é o Universo permanente de Deus em unidade perfeita! O que a autora expõe sobre Deus se deve unicamente a este Fato: Deus e Homem são um e o mesmo! “O que é Verdade para Deus é Verdade para VOCÊ; de fato, VOCÊ existe como a própria Presença daquilo que Deus é. (…) A Mente que é Deus desconhece problemas não resolvidos. Qual “outra Mente” poderia identificar-Se como a SUA?”

Aceite a Verdade com “coração de menino”, faça suas “contemplações” com a máxima naturalidade e simplicidade! “Aquilo que Deus é, EU SOU!” Serenamente vivencie o Fato eterno da Existência: DEUS sendo VOCÊ!

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Tesouros da Metafísica-18

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

18

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A oração científica – baseada na totalidade de Deus – ajuda-nos a ver a falácia de se aceitar a discórdia como um fato, para depois tentar nos livrar dela. Constatamos que não é preciso aceitar a doença, ou o sofrimento, como reais. Devemos vê-los como de fato são: uma sugestão mental agressiva que diz haver algo mais, além da totalidade de Deus. Toda discórdia é um conceito falso de que Deus não seja Tudo-em-tudo.

( Helen B. Childs)

Se nos deixarmos levar pelas “crenças coletivas”, agiremos cegamente, sem partirmos da Verdade dos fatos, e sim das “aparências”, que sempre vieram sendo denunciadas pelos estudos como sendo ilusórias. A autora explica que a “oração científica” nos faz enxergar o erro de agirmos a partir do “referencial da ilusão” para, só depois, tentarmos nos livrar das discórdias. A premissa básica deste enfoque absoluto diz o seguinte: DEUS É TUDO! Desse modo, toda discórdia passa a ser unicamente um “conceito falso”, uma aceitação contrária à Verdade Absoluta de que “Deus é Tudo-em-tudo”.

 A “oração científica” nos educa a permanecer na Verdade, e já a partir da própria Verdade, vendo, de imediato, que todos os supostos “problemas” são meramente uma “sugestão mental agressiva”, uma argumentação de natureza hipnótica no sentido de que, ao lado da TOTALIDADE DE DEUS,  possa existir “algo mais”. Não existe! Todo “algo mais”, ao lado de Deus, é pura ilusão! Puramente nada. Portanto, jamais aceite o “nada” como algo real ao lado de Deus, para, somente depois  de  ter permitido sua “entrada” em sua aceitação, buscar se livrar dele!

 

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Tesouros da Metasfísica-17

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

17

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Não há nada menos cientificamente cristão do que pensar em ajudar o Princípio divino da cura ou tentar sustentar o corpo humano até que a Mente divina esteja preparada para tomar conta do caso. A Divindade está sempre preparada. Semper paratus é o lema da Verdade. A autora tem visto tanto sofrimento causado pelo charlatanismo, que é o seu desejo manter a Ciência Cristã livre dele. A espada de dois gumes da Verdade deve ser brandida em todas as direções para guardar a “árvore da vida”.

(Mary Baker Eddy)

Toda revelação no sentido de que “a divindade está sempre preparada” se torna a base confiável para desafiarmos as “aparências” sem nos deixarmos enredar por suas sugestões hipnóticas. O Salmo 46:  afirma: “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (ou tribulação). Pelo que não temeremos, ainda que os montes se transportem para o meio dos mares (…) Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela, e não será abalada; Deus a ajudará ao romper da manhã. As nações se embraveceram, os reinos se moveram, ele levantou a sua voz, e a terra se derreteu. O Senhor dos Exércitos está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.

O que a Sra. Eddy diz, e também este Salmo, é que as “aparências” podem se mostrar da forma que forem, sem que alterem em nada a Presença de Deus como Perfeição permanente! DEUS É TUDO! Haja ou não “aparências falsas” sendo vistas pela ilusória mente humana! É nesse sentido que “a Divindade está sempre preparada!” Enquanto alguém se fixar às aparências de problema, dando a elas a falsa conotação de realidades, restará a crença de que Deus ainda terá que tomar providências para socorrê-lo; porém, tão logo saiba que a Divindade está preparada, deixará a “ilusão” a cargo dEla, e, como diz o Salmo, Ele levanta a Sua Voz, e a terra (aparência) Se derrete! E, vale sempre  recordar que “pensar em ajudar o Princípio divino de cura”, segundo a Ciência Cristã, seria a intenção menos cientificamente cristã possível de existir!

“E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei”(Isaías, 65: 24). Assim Isaías registrou esta Verdade, do “socorro bem presente” de Deus, endossada pela Sra. Eddy  com a frase:  “A Divindade está sempre preparada”. Também Jesus incluiu o mesmo princípio, ao explicar a forma correta de oração: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes (Mateus, 6: 6).

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Tesouros da Metafísica-16

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

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Você vem se defrontando com um problema e pensando em como encará-lo? Nesse caso, terá se esquecido de que há um único poder, e  que tal compreensão elimina a necessidade de encarar algo como problema. Você foi chamado para resolver o problema de alguém e ficou a imaginar se teria suficiente compreensão ou suficiente poder divino? Nesse caso, estará revelando não ter conhecido a Verdade. Jamais seu conhecimento da Verdade ou o Poder de Deus enfrentam problemas, mas sim a realização de Deus como sendo o único poder. Nesta compreensão, não há problemas a serem enfrentados, não há leis a serem dominadas e não há males a serem superados. Tudo não passa de ilusão dos sentidos. Tendo lido O Caminho Infinito, você já deve saber que “Deus É”, e isso lhe basta. Deus, sendo infinito, não pode haver coisa alguma além ou ao lado de Deus. Como Deus é onipresente, não existe nenhuma outra presença maligna ou de natureza destrutiva. Como Deus é onipotente, não há poderes do mal com que lidar, e nem mesmo pensamentos malignos. Como Deus é onisciente, Deus é Todo-conhecedor, e nada mais há para você saber ou realizar sobre alguma coisa, exceto repousar nesta percepção de Deus como “aquele que É”.

(Joel S. Goldsmith)

Goldsmith passou grande parte de sua vida na prática pública da cura metafísica. Em vista disso, suas obras são bastante voltadas nessa direção. O texto acima, de sua autoria, é um “Autotratamento”, uma consciente remoção de falsas aceitações de “crenças coletivas”. Uma análise bem detalhada de sua exposição se mostrará  bastante útil e iluminadora, tanto àqueles que pretendem se dedicar à carreira de “praticista”, como àqueles que unicamente tem por meta conhecer a Verdade absoluta de que Deus é o Ser individual que somos. Quem observar bem o sentido deste texto, verá que ele objetiva  promover a “troca de referencial”,  do humano  –  e seus problemas –  para o absoluto, em que “tudo É”.  Para isso, será necessária a “Prática do Silêncio”.

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Tesouros da Metafísica-15

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

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A prece que reconhece a perfeição infalível da Vontade de Deus exclui todas as sugestões de “muitas mentes”, e, portanto, impede haver elementos conflitantes na premissa ou na conclusão. De fato, nossa prece exclui a sugestão de existir qualquer vontade, qualquer poder, qualquer atividade ou qualquer consequência, senão de Deus. Na compreensão de que a Mente Todo-inteligente, Todo-vidente, está no controle total, podemos reconhecer, com certeza absoluta, que cada detalhe referente às nossas atividades se desdobra em concordância com o decreto divino.

(Doris Dufour Henty)

Esta frase, de Doris D. Henty, explica a “prece verdadeira”: o reconhecimento radical de que inexistem “várias mentes”, uma vez que a Mente única, Deus, mantém a “perfeição infalível da Vontade Deus” em constante manifestação que a tudo abrange. Assim, a Vontade de Deus, em permanente expressão, é a única Evidência real e onipresente; é a Perfeição divina absoluta em Si. A prece que parte única e exclusivamente desta aceitação, na compreensão de que a Inteligência infinita da Mente está, aqui e agora, no comando de tudo, faz com que nos vejamos inclusos na totalidade e unicidade de Deus, e naturalmente conscientes de que o decreto divino cuida de todos os detalhes relativos à nossa vida.

A prática da “prece verdadeira”, como aqui foi explicada, corresponde ao atendimento do chamado “Vinde a Mim”, constante no Antigo Testamento e também no Novo. Em Isaías, 55:3, lemos: “Inclinai os vossos ouvidos e vinde a Mim. Ouvi e vossa alma viverá”. E também, em Mateus, 11: 28-30, encontramos o mesmo convite: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Atender ao “convite” é, portanto, a “prece verdadeira”; a soltura da falsa crença em “várias mentes” para uma total identificação com a Mente ÚNICA: a Mente de Deus em “Mim” – em cada Ser individual. Dessa forma, o “fardo será leve”, uma vez que, no “Referencial Iluminado”, não existem fardos. Esta compreensão faz com que “aprendamos de Mim”, para também sabermos lidar corretamente com este ilusório “mundo de aparências”.

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Tesouros da Metafísica-14

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

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Todas as coisas evoluem do nada e tomam forma, conforme os padrões do pensamento. Sofre-se porque se acredita que a matéria é real e sólida. Sua alma será emancipada de toda restrição e obterá a liberdade se você não aderir à matéria, acreditando que ela seja real. Veja-a como ela é! A Infinita Provisão virá. Cinco pães podem ser divididos entre cinco mil pessoas e ainda sobrarão alguns. O mundo fenomênico é meramente uma manifestação temporal de um retrato mental ilusório visto através da lente da mente. Embora pareça estar diante de você, ele não está realmente lá. Não tem existência própria. O seu corpo físico também não tem existência própria. Também não há a mente. Só há a Realidade! O estado de inexistência não é o Aspecto Verdadeiro da Realidade. O vazio não é o Estado Verdadeiro da Realidade. As coisas do mundo fenomênico são todas “inexistências”, as coisas materiais e as fases mentais são todas vãs. A vontade e a consciência são todas inúteis! Você tropeça porque ainda não sabe que todos os cinco princípios são ilusão. As coisas se manifestam como reais quando você as reconhece. A verdadeira Essência da Realidade é Deus. Somente Deus existe. As coisas que são reais são apenas a Mente de Deus e as manifestações da Mente de Deus. Esta é a Verdade da Realidade. A mente fenomênica não tem nenhuma existência real própria. Denegando todas as manifestações ilusórias do plano físico, você pode conhecer Deus, o verdadeiro Deus. Compreenda esta verdade! A vida imortal será restaurada, aqui e agora! O eterno agora! Viva o agora!

(Seicho-no-Ie)

Estas palavras constituem a revelação que deu origem à Seicho-no-Ie. Não explicam meramente um desapego ao que é chamado de matéria ou mundo material! Mesmo que haja um desapego total, inclusivei o desapego ao suposto “corpo físico”, ainda restaria a ilusão de existir “mente que se desapega de matéria”. Por isso é revelado que “as coisas materiais e as fases mentais são todas vãs”, e que a verdadeira Essência da Realidade é somente Deus. Durante a “Prática do Silêncio”, não se contente, jamais, com um suposto “desapegar-se de tudo” para se apegar unicamente a Deus! Antes, entenda que tudo, além de Deus, é nada! E então, contemple-se sendo o Absoluto e o Absoluto sendo VOCÊ! Contemple-se num estado iluminado de total liberdade! Este estado de graça, em que você se contempla desapegado de tudo, e livre da suposta “mente que se desapega”, é o CRISTO! Sua Vida real! Sua Vida eterna deste eterno “aqui-e-agora”. “Porque já estais mortos, e vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Col. 3: 3-4). Não existe “tempo”; não existe “mente para evoluir”. Vendo-se LIVRE, em seu estado natural iluminado, simplesmente “contemple o Cristo”, a SUA VIDA, jamais como “potencialidade”, mas sim, manifesto plenamente, aqui e agora em unidade com Deus. Deus é Tudo! Você é um com Deus! VOCÊ É TUDO! Esta é a Verdade absoluta!

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Tesouros da Metafísica-13

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Tesouros da Metafísica

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Renunciar a tudo o que constitui o assim-chamado homem material, reconhecer e conseguir expressar sua identidade espiritual como Filho de Deus, é a Ciência que abre as próprias comportas do céu, de onde o bem flui por todos os caminhos do ser, purificando os mortais de toda impureza, destruindo todo o sofrimento e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança.

(Mary Baker Eddy)

Quando Cristo disse: “a casa dividida não subsiste”, “não podeis servir a dois senhores”, estabelecia, como disse Lillian DeWaters,  o “preço da glória”.

Há um Reino eterno e perfeito disponível e já dado a  todos nós. Nele já estamos todos, exatamente agora, pois Deus é Onipresença. Se fizermos o que Mary Baker Eddy diz acima, renunciando a tudo o que constitui o homem material, estaremos, na verdade, lançando fora a ilusão fraudulenta de existência, descartando a ilusória mente carnal que, hipnoticamente, aparenta ocultar-nos a Realidade perfeita.

Esta renúncia não é mera aceitação intelectual, mas um trabalho interior de soltura de crenças e admissão incondicional do fato de que “temos a Mente de Cristo”, como disse Paulo. Não há receita a seguir, neste processo de renúncia. Contudo, quem se dispuser  a dar seus passos nessa direção, será dirigido por Deus em seu “renascimento”. Contamos com alguns princípios de apoio inicial, fartamente expostos em textos metafísicos; entretanto, o mais eficaz será ficarmos em quietude e silêncio, deixando que a Mente de Cristo Se revele como a totalidade de nossa Mente atual, que é divina. Ao mesmo tempo, abandonamos toda associação com a suposta mente humana e seus pensamentos. Daí a chave dada por Mary Baker Eddy: a) renunciar a tudo o que constitui o assim-chamado homem material (mente carnal); b) reconhecer sua identidade espiritual como Filho de Deus (Mente de Cristo).

Renunciar ao “homem natural” nada mais é, senão ver sua nulidade, entender que este suposto “ser humano” é “nada”. Ser “nada” significa ser ausente, haver “outra” realidade presente no mesmo lugar; significa contemplar a Existência eterna onde o “nada” aparentava, com seu “vazio”, existir ou ser presença real. O Monte Sinai não se tornou “Solo Santo” jamais! Sempre foi, é é será “Solo Santo”, mesmo que ilusoriamente aparentasse ter existido e ocupado o lugar da Onipresença como “monte material”. Ver o “nada” como “nada”: eis a renúncia ao chamado “homem material”. Estando a ILUSÃO já ocupada  pela VERDADE de que o Filho de Deus é a presença eterna que somos, – exatamente onde o “nada” se apresenta como “falsa presença” –   VOCÊ , aqui e agora, está discernindo e expressando SUA IDENTIDADE ESPIRITUAL como o Filho em Unidade com o Pai.

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Tesouros da Metafísica-12

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Tesouros da Metafísica

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Ver o homem como a imagem de Deus requer total afastamento da visão que o sentido material tem do homem como carne e ossos e com uma mente por dentro. No entanto, foi a visão espiritual que Cristo Jesus mantinha, acerca do homem, o que o capacitou a realizar seu trabalho de cura. E é esta a visão que cada um de nós tem a liberdade de adotar, trazendo assim o Cristo, a Verdade, à nossa vida.

(Richard A. Nenneman).

Quanta adequação tem sido feita para adaptar uma Verdade revelada à aceitação humana! O contrário seria o correto! A mente humana, e seu conteúdo ilusório, ou seja, “este mundo com seus seres nascidos”, deveriam ser anulados, diante da revelação de que “temos a Mente de Cristo”, para discernirmos o que é verdadeiro!

Assim, a farsa continua: as revelações são estudadas, adaptadas ao que o intelecto admite poder aceitar, enquanto a ilusão hipnótica continua seu curso, enganando a todos, que são deuses, a achar que são meros mortais correndo atrás da felicidade ou do próprio sustento! Uma lástima!

A citação acima dá o recado completo: quem quiser se conhecer, terá de se afastar totalmente da visão que o sentido material tem do homem como carne e ossos e com uma mente (pessoal e humana) por dentro. Quem assim proceder, encontrará em si mesmo a Vida eterna, sua real e eterna identidade divina, e “rios de água viva fluirão de seu ventre!”. A Mente única é Deus! Portanto, entre na “Prática do Silêncio” simplesmente discernindo: “a Mente que Deus utiliza para SER quem EU SOU”, é exatamente a mesma que EU utilizo para saber que Deus É!

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Tesouros da Metafísica-11

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Tesouros da Metafísica

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Quando a ilusão da doença ou do pecado te tentar, apega-te firmemente a Deus e Sua ideia. Não permitas que coisa alguma, a não ser Sua semelhança, permaneça no teu pensamento. Não deixes que o medo ou a dúvida obscureçam tua clara compreensão e tua calma confiança de que o reconhecer a vida harmoniosa—como o é eternamente a Vida—pode destruir toda sensação dolorosa daquilo que a Vida não é ou toda crença naquilo que ela não é. Deixa que a Ciência Cristã, em vez de o sentido corpóreo, sustente tua compreensão acerca do ser e esta compreensão suplantará o erro pela Verdade, substituirá a mortalidade pela imortalidade e imporá silêncio à discórdia mediante a harmonia.”

(Mary Baker Eddy)

A Revelação absoluta diz que Deus é Tudo! Assim, fora de Deus não existe nada! Apenas a ilusória mente humana “vê” imperfeições, ou algo dessemelhante de Deus! Cristo disse: “Tendes olhos, mas não vedes”. Creiamos ou não na Unidade Perfeita, é ela que sempre está sendo real e existente! Todos os chamados problemas humanos são ilusórios! “Não permitamos que coisa alguma, a não ser Sua semelhança, permaneça em nosso pensamento”!

Mary Baker Eddy fala, acima, da tentação que nos chega no sentido de aceitarmos doenças ou pecados como existentes. Estas crenças são coletivas, uma “hipnose de massa”, sem poder algum, desde que não nos identifiquemos com ela! Apeguemo-nos à Revelação! Deus é Tudo como Tudo!

E  fazendo  isto? As imagens falsas de desarmonia desaparecerão? O segredo é não nos prendermos a elas! Permaneçamos em nossa contemplação da totalidade de Deus! Assim como uma árvore, que teve sua raiz extirpada, permanece ainda por algum tempo com suas folhas verdes, os quadros ilusórios poderão nos dar a impressão de permanecer, enquanto estivermos nos firmando na Verdade da Unidade Perfeita! Não nos preocupemos com eles! Presentes ou ausentes, tais quadros são simples “miragens”. Sem realidade, poder, substância ou existência! Eles são, em linguagem metafísica, ILUSÃO!

O ensinamento de Cristo é absoluto! Enquanto a maioria “prepara o campo”, (tentando evoluir, crescer, espiritualizar o pensamento mortal), eis que “já é hora da ceifa”, ou seja, “já temos a Mente iluminada de Cristo”, a única Mente que existe!

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Tesouros da Metafísica-10

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Tesouros da Metafísica

Dárcio

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Sempre que há uma assim-chamada cura, o que de fato ocorreu foi que a Mente onipotente e onipresente Se mostrou consciente de Sua constante Perfeição. A manifestação da Perfeição pode parecer ter surgido da compreensão de alguma pessoa, seja ela um praticista, um amigo ou até você, mas isto é mera aparência. A MENTE DE QUEM ORA E DE QUEM PEDE ORAÇÃO SÃO UMA, E A MESMA MENTE; E ESTA MENTE É DEUS. Isto pode ser observado pela eficácia do “tratamento à distância”. Na verdade, este “tratamento ausente” não existe. A Mente Onipresente é indivisível: jamais pode Se ausentar.

Deus é Mente. Há um só Deus; logo, a Mente é única. A Mente divina jamais está dividida ou fracionada, e permanece sempre completa em Sua Unidade e Totalidade. Não há várias mentes; não há mente pessoais: há a Mente Única, operando como a minha Mente, como a sua e como a de todos. Desse modo, as chamadas “mente pessoal”, “mente carnal ou mortal”, “mente humana”, são todas inexistências. Não existe algo chamado “mente própria sua”, funcionando por si mesma e de modo independente. A Mente única em existência é a Mente de Deus, que pertence a Deus e a Ele somente. Esta é a Mente que Se mostra individualizada ou identificada como a SUA Mente individual, exatamente aqui e agora. Esta é a Mente que escreve estas palavras; esta é a Mente que as lê.

(Marie S. Watts)

Não existe algo mais simples e sutil do que o estudo da Verdade! Mas a UNIDADE deve ser discernida como Realidade presente! Este trecho, de Marie S. Watts, revela que a Unidade, Deus, é Mente Única! Este aspecto precisa ser contemplado e aceito silenciosamente, sem qualquer esforço, para que a Mente que É, ou seja, Deus, seja espontaneamente discernida como a Mente de cada um de nós. A chamada “mente humana” não participa deste “estudo do Absoluto”: ela é ilusória! Assim, este trecho deve ser lido tendo em vista esta verdade: não existe mente humana! Dessa forma, naturalmente a Mente real será vista como onipresente. Quaisquer esforços, quaisquer dúvidas, quanto à veracidade destas Revelações, deverão ser banidos por completo, se quisermos experienciar esta Verdade conscientemente.

Paulo disse que “temos a Mente de Cristo”. Também em II Timóteo 1:7, lemos que “Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura”. Em resumo, Deus nos deu a Mente dEle! Que continua sendo dEle, assim como dEle somos todos nós, em Unidade Perfeita.

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Tesouros da Metafísica-9

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Tesouros da Metafísica

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Não importa qual seja o desafio que se lhe apresente: não esmoreça! Seja qual for a aparência, ela é pura ilusão, pois Deus continua sendo Tudo. Acaso alguma dor está se mostrando insuportável? Impossibilitando-o de se firmar na totalidade de Deus? Está sendo tentado a aceitar as aparências? Então, ofereço-lhe minha “Prece de Estabilidade”:

“Eu, de mim mesmo, não consigo resistir à tentação de acreditar em outra presença ou poder. Entretanto, entrego à Presença de Deus, que está em mim e COMO O MEU SER, a função de reconhecer, com certeza inabalável, que a Perfeição é o único Poder e a única Evidência”.

Não repita estas palavras de modo decorado! Use-as como sugestão para sua prece, e em seguida, permaneça em escuta silenciosa. Na quietude da Prece Silenciosa, irá descobrir que VOCÊ NÃO POSSUI MENTE ALGUMA QUE ACREDITE EM OUTRA PRESENÇA OU PODER, ALÉM DA “EU SOU PRESENÇA” QUE É TUDO; A “EU SOU PRESENÇA” QUE É VOCÊ. Preces desse tipo o farão permanecer alerta, ativo e estabelecido no fato de que nada, além de Deus, está acontecendo. Ore dessa maneira tão frequentemente quanto julgar necessário.

(Allen White)

Este trecho dá excelente diretriz àqueles que sentem dificuldade em permanecer na Verdade libertadora de que DEUS É TUDO! Principalmente quando alguém se vê diante de aparências indesejáveis. A oração que entrega a Deus o papel de reconhecer Sua própria totalidade é, na verdade, um artifício de anulação da ilusória mente humana. Precisamos permanecer firmes na Verdade de que SOMENTE A PERFEIÇÃO É REALIDADE! Os quadros ilusórios, que se mostram tão reais para a suposta mente humana, são de fato ilusórios. “A luz que redime nasce da tranquilidade que o silêncio diz”, escreve Hermógenes. Confie firmemente na totalidade de Deus! Como escreve Allen White, “não importa qual seja o desafio que se lhe apresente: não esmoreça! Seja qual for a aparência, ela é pura ilusão, pois Deus continua sendo Tudo”.

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