Contemple-se No Paraíso
CONTEMPLE-SE NO
PARAÍSO
Dárcio
Evite de meditar “contemplando a Verdade”, mas acreditando estar na ilusão ou mesmo “saindo” da ilusão! Evite de achar que está na ilusão contemplando um paraíso fora do local em que agora está. Por mais que em alguma suposta crença você “apareça” como ser humano em vida material, esta crença não tem poder para tirar você do paraíso. Impossível você estar fora dele por um instante sequer!
O “solo em que pisa é Terra Santa”, porquanto Deus é Onipresente e “nEle vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. E Deus não muda! Jamais o Verbo é feito carne! Esta “mudança” é a ilusão! A crença falsa! O Verbo é Deus, o Verbo é Espírito, e este Verbo é VOCÊ!
Contemple a Verdade sem deixar a mente na mentira! Contemple a Verdade imerso em Deus, consciente de ser Deus e de estar em Seu Reino! Como Deus é Luz e não matéria, exclua a “crença” de ter consciência de matéria, e perceba que sua Consciência, sendo iluminada, somente está consciente da presença da Luz infinita: Luz que VOCÊ É, Luz que TODOS com quem você convive são, Luz que TUDO por onde VOCÊ se move, É! Em outras palavras, contemple de fato a Verdade, considerando-a verdadeira!
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Medite Começando Pelo Fim
MEDITE COMEÇANDO
PELO FIM
Dárcio
Só existe o AGORA! O “tempo”, aceito pela mente humana, é somente mais uma de suas mentiras. Tudo é Deus e Deus é Tudo, exatamente AGORA. Portanto, não medite “enrolado” em preparações demoradas, como se tais preparações o levassem a ser a expressão plena de Deus! Comece “pelo fim”, aceitando, já na primeira suposta “fração de segundo”, que:
“Eu Sou a Emanação infinita do Deus infinito. A totalidade de Deus está agora representada por MIM”
Lembre-se: VOCÊ É A AÇÃO DIVINA que atua e desmantela a “ilusão de massa”, e nunca o suposto “humano” que faz parte de tal “ilusão” . E lembre-se também de que “ilusão é ilusão”, isto é, “ilusão não existe!”
Comece “pelo fim”, já com o objetivo realizado! As obras de Deus estão consumadas! Você é uma delas! Está consumado, pleno e perfeito AGORA! E, na Realidade atemporal, sempre é AGORA!
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Somos o que a Mente Humana não Capta
SOMOS O QUE A MENTE
HUMANA
NÃO CAPTA
Dárcio
Suas meditações serão melhores se, a cada palavra da Verdade levada à mente como tema, você criar propositadamente pausas silenciosas, não muito prolongadas, e paralelamente, ficar em escuta interior. Por exemplo, pense em sua perfeição infinita: jamais a mente humana saberá o que é esta perfeição; desse modo, pense, e imediatamente crie a pausa silenciosa, deixando o Cristo em você Se manifestar como esclarecimento. Em seguida, pense em sua eternidade: novamente, a mente humana sequer saberá conceituar esta palavra; assim, pense nela e, imediatamente, crie outra pausa silenciosa, deixando de novo que o Cristo, que é Deus sendo VOCÊ, Se expresse como entendimento.
Quando procuramos meditar em silêncio, caso nos prolongarmos em demasia, há pessoas que sentem dificuldade em permanecer todo o tempo atento às revelações sem serem importunadas pelos pensamentos que vem e vão. Mediante o emprego desta tática, certamente poderão meditar melhor. Lembre-se: não somos o que a mente humana capta; portanto, ao meditar, não perca muito tempo em ponderações intelectuais sobre os princípios ou sobre os temas da Verdade. Eles são muito úteis até certo ponto, mas, o que realmente importa, e o que constitui a contemplação propriamente dita, é o discernimento espiritual de cada um deles, ou de todos eles, e é o Silêncio que lhe possibilitará isto, e não humanas ponderações.
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Paciência ao Meditar
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PACIÊNCIA AO
MEDITAR
Dárcio
Quanto mais prática a pessoa vai adquirindo, em suas meditações, mais rápida e eficazmente vai aceitando e já partindo da aceitação de que somente existe a Mente divina ali presente e sendo a Mente dela. Mas, além da prática assim adquirida, existe um outro fator que interfere nas meditações: o envolvimento com as aparências. Há pessoas que perdem a calma e a paciência para meditar corretamente, quando se sentem pressionadas pelas atividades cotidianas, quando estas se lhes apresentam desarmônicas. Todas aparências captadas pelos sentidos humanos são “miragens”, sejam ótimas, sejam desastrosas, ou seja, são meras representações hipnóticas da “crença coletiva”, que acredita ilusoriamente no bem e no mal. Desse modo, se o “mesmerismo” aparentar atrapalhar sua calma ou sua paciência, puxando sua atenção para as suas falsidades, lide com ele com absoluta determinação, como fazia Jesus: “Cala-te, Satanás!”
A ação mesmérica é travada, quando recebe de nossa parte um choque verbal. Isto porque, na verdade, ele atua puramente em “nosso” envolvimento com a suposta mente humana! Há quem diga: “A pressão mesmérica não me deixou meditar como eu queria!” Mas, a frase correta seria outra: “O meu suposto envolvimento com as aparências ilusórias não me deixou meditar como eu queria!”
Assuma que a responsabilidade é unicamente sua, para discernir seu domínio de Filho de Deus! Expulse a “crença mesmérica” com veemência! Afirme para Si mesmo que DEUS, a Harmonia imutável, é a única Realidade em manifestação! Afirme que toda a Verdade é INVISÍVEL para os sentidos humanos, e que todas as manifestações VISÍVEIS são “nadas” aparecendo como imagens hipnóticas! Troque seu envolvimento com as imagens falsas pelas imagens da Realidade invisível, até que se sinta num clima de Paz infinita! E então, vá à “Prática do Silêncio” ou à contemplação absoluta:
Deus é Tudo,
a Mente única, e, está, aqui e agora, manifesto
como o Ser que Eu Sou”.
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Não Lute para Ser a Verdade Que Já É!
NÃO LUTE
PARA SER A VERDADE
QUE JÁ É!
Dárcio
A Verdade diz que Deus é tudo inclusive VOCÊ. Nunca há revelação divina relacionando o homem com vida terrena ou material. Jesus disse que “o Consolador nos ensinaria as coisas ditas por ele”, e devemos entender isto com a maior serenidade possível. A Mente única é Deus, que Se individualiza como todos os Filhos de Deus. Não acredite que terá de “conscientizar a Verdade”, pois a Verdade já está consciente de ser VOCÊ. A “Prática do Silêncio” é algo totalmente sem esforço e pela Graça! A palavra “Graça” diz tudo! A Bíblia diz: “A Tua Graça nos basta!”
Entre no Silêncio como Jesus fazia: admitindo ser um com Deus e possuidor de tudo o que Deus possui! Esta unidade é a Verdade consciente de ser tudo. Não a limite; não se coloque como “mente humana a conscientizar verdades”! Todos os princípios revelados formam seu “Eu uno com Deus”; desse modo, apenas acate todos eles como “todos já conscientizados”. Afinal, a Mente de Cristo é a SUA! E não uma ilusória “mente humana” lutando mediante infindáveis conscientizações!
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Medite Unicamente com o Cristo
MEDITE UNICAMENTE
COM O CRISTO
Dárcio
Habitue-se a meditar levando em conta unicamente o Cristo em você. Não leve junto a ilusão de personalidade humana, ou de suas crenças ou problemas. Leve às meditações unicamente o que Deus conhece em você, ou seja, a Presença DELE MESMO manifestada integralmente como o Cristo onde VOCÊ ESTÁ!
Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que, por amor a mim, perder a sua vida, a salvará” (Lucas 9; 23-24). Não há melhor momento de se fazer isso do que durante a “Prática do Silêncio”. Paulo disse: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto
a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós?Se não é que já estais reprovados( II Cor. 13: 5). As duas instruções revelam a mesma Verdade: a PRESENÇA de Deus em VOCÊ e a AUSÊNCIA do ser humano! Não medite, portanto, acreditando em “dois seres”, um Ser crístico, Filho de Deus, e outro ser humano, filhos de homens! Medite descartando radicalmente esta dualidade ilusória, e, sem rodeios, contemple tranquilamente a ação do Pai em “Mim”, isto é, fique somente dando testemunho da ação divina fluindo e naturalmente sendo VOCÊ!
Medite unicamente com o Cristo! Reconheça-O sendo a sua única identidade reconhecida pelo Pai, e “deixe Deus manifestar-Se”, em unidade com o Cristo, que é VOCÊ.
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A Certeza do Bem Imutável
A
CERTEZA DO BEM
IMUTÁVEL
Dárcio
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Quando nos dedicamos a contemplar a Verdade absoluta com assiduidade, que é o Bem imutável em expressão, tão logo nos defrontemos com as aparências mutáveis de imperfeição, devemos parar por alguns momentos para evitar de nos envolver com seus quadros hipnóticos! Eles veem e vão o tempo todo, como gaivotas no céu, e, é de nossa parte impedir que em nós façam ninho.
O Universo é o Bem Onipresente; portanto, a possibilidade de “o mal” ter realidade, ou poder sobre nós, é nula. Em seus livros, Joel S. Goldsmith transcreve ideias inspiradas que lhe fluiram espontaneamente como ponderações, durante as meditações. Uma delas é esta abaixo, em que ele lida com as aparências de forma a se conduzir corretamente dentro da Verdade, sem se deixar levar pela “sugestão de problema”:
“Veja, aqui está o problema em minha mente. Eu estou olhando para ele. Ele não está nem me beneficiando nem me prejudicando. É uma sombra. Eu sei que o mundo vem dizendo que esta coisa é um poder; porém, eu digo que isto é uma sombra, porque no Mundo criado por Deus isto não pode ser um poder, e eu não preciso de qualquer poder – nem mesmo de um poder para dominá-la ou removê-la”.
Esse tipo de “meditação contemplativa” se mostra muito útil, principalmente por nos preparar o campo para o discernimento absoluto. Aqui ele fala em “problema em minha mente”; já temos visto que esta mente não é a Mente de Cristo que temos; é o que a “ilusão” nos quer impor, e, se suas alegações foram tratadas dessa forma, como “sombra”, muito nos facilitará a permanecer no Silêncio para, de fato, contemplarmos a presença infinita do Bem imutável.
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Ilusão: Imagem Não em Sua Mente
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ILUSÃO:
IMAGEM NÃO EM SUA MENTE
Dárcio
DEUS É TUDO, e isto somente pode ser discernido pela Mente de Deus. O estudo da Verdade se fundamenta neste fato: a Mente é Deus, e esta Mente está em constante atividade, tanto no sentido de ser a Mente única de todos como de estar discernindo a Verdade como a Mente de todos.
Muitos ensinamentos e artigos falam que precisamos “eliminar a ilusão da mente”; porém, mesmo que este linguajar possa de início ser didático ou útil, quando alguém começa a se interessar mais pelo estudo, chega um ponto em que ele se torna prejudicial, por não conter a Verdade absoluta de que unicamente a Mente divina tem realidade. Sempre vale lembrar que “a palavra mata e o Espírito vivifica”, pois o avanço na compreensão dos princípios, que é, na realidade, um avanço da influência da Verdade sobre as crenças até então aceitas por alguém, faz requerer cada vez mais um linguajar mais condizente.
Vários ensinamentos, inclusive a Bíblia, falam de forma dualista, quando encontramos palavras referentes a “duas mentes”: mente divina e mente humana. Mas não são palavras que contenham conteúdo real, uma vez que unicamente Deus existe, tem realidade e possui Mente. Quando alguém não demonstra um interesse mais profundo neste estudo, encontra, nestes ensinamentos dualistas, algo que satisfaz, e, mesmo que o linguajar não seja preciso nem absoluto, exerce, em sua vida, o benefício que ele procura. Nestes casos, ouvir que “a ilusão está em sua mente” o satisfaz, porque ele irá mudar a mente, procurar ser positivo e sintônico com a Verdade, e, desse modo, viver melhor. Mas para aqueles que só se satisfazem em Deus, buscando e discernindo o Reino de Deus, estes ensinamentos humanos ficam muito aquém do desejável, e, é quando os ensinamentos absolutos começam a exercer atração maior, e também um linguajar mais radical começa a ser aceito e reconhecido.
A Verdade é que “ilusão” não possui mente sobre a qual atuar! “Ilusão” é nada! Por esse motivo, a maioria dos autores absolutistas se firma na presença da Mente divina sendo a Mente individual, e aponta esta revelação como o foco principal no estudo. Em vez de alguém procurar “remover ilusão da mente”, irá contemplar a unicidade da Mente divina! Sendo única, é a sua própria Mente! E, o principal, esta Mente, por ser divina, já está discernindo a Realidade!
Sempre digo que este estudo parte de princípios espirituais revelados e jamais de aparências. O que está por trás disso é, de fato, a verdade de que “aparências” são a ilusão, e que não existem nem “aparências” e nem a suposta “mente que as vê”. Que é “ilusão”? Uma sequência de “nadas” mostrada por “mente que é nada”. Por isso, na “Prática do Silêncio”, devemos contemplar estas revelações, compreendendo, sem esforço algum, que “as imagens captadas pela mente ilusória não estão sendo vistas pela NOSSA MENTE, e que, se meditamos, objetivamos somente reconhecer a NOSSA MENTE, e a REALIDADE DIVINA permanentemente captada por ELA! Fazendo uma analogia, imagine alguém numa sala com a TV ligada e de olho numa novela, envolvido com as imagens dela; e então, entenda que, mesmo “mergulhado” na trama, ele tem, em “algum lugar”, a consciência de “estar na sala” e não “na novela”. Este “algum lugar”, em nosso caso, representa o REINO DE DEUS; e a “novela” seria o “mundo das aparências”. Quando este alguém entende que JÁ POSSUI a mente que sabe “estar na sala”, não mais lutará para “voltar a ela” por deixar as imagens da TV! É este o sentido, quando os artigos dizem que “em DEUS vivemos”: nunca estivemos fora de Deus ou em mundo material, assim como a pessoa, da ilustração, nunca esteve fora da sala ou em “mundo de novela”.
Transpor o sentido da analogia aos fatos espirituais possibilitará uma “contemplação da Verdade” eficaz e iluminada! DEUS É O HOMEM, E A MENTE DE DEUS É A MENTE DO HOMEM!
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Viva No Agora Sem Passado
SEM PASSADO
Dárcio
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Em vez de acreditar em “vida na aparência”, feche os olhos e intua SUA PRESENÇA no “AGORA SEM PASSADO”. Entender que “deste mundo não sois”, como revelou Cristo, é descartar “vida temporal” e se identificar com a Vida de Deus, que permanentemente é Vida no Agora!
Não existe tempo! Mas a suposta mente humana acredita que sim! Nesse caso, descarte a possibilidade de esta mente falsa ser aceita como a sua! Reconheça que a Mente única é Deus, e que, portanto, é a SUA Mente deste AGORA; desse modo, veja-se livre de todas as imagens de fatos e acontecimentos ILUSÓRIOS que a ”mente falsa” pretenderia lhe passar como se fossem realidades! Inclua a falsidade chamada “nascimento” neste reconhecimento! Existe SOMENTE Deus! E Deus jamais “nasce”. Para experienciar estes Fatos reais, você terá de transcender a leitura e, efetivamente, contemplar a Vida divina sendo a SUA! Medite e contemple sua Vida vivendo livre, completamente alheia à suposta “vida humana” engendrada pela falsa “mente humana”. Conscientemente reconheça que o “filme vida terrena” sempre esteve sendo uma “miragem” e nunca fatos verdadeiros! A Realidade é atemporal! Como somente Deus existe, unicamente o que é atemporal existe! Unicamente O AGORA existe! Nada há, senão este AGORA! Viva no AGORA sem passado, e desfrute da Eternidade permanente!
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Vida Soprada pela Onisciência
Dárcio
Da Inteligência infinita são soprados todos os seres, assim como do oceano são sopradas suas ondas. O homem não é matéria, não é mortal, não sofre mudanças, e, agora e eternamente, exibe a atividade da Inteligência infinita em tudo o que é, e em tudo o que faz.
Entender que a Vida é soprada pela Onisciência extingue as crenças fraudulentas em “vida material” e suas preocupações: “Mais é a vida que o sustento”, disse Jesus. Explicava o absurdo que é alguém deixar de “simplesmente ser” para se iludir e achar que “se preocupar” faz parte da vida! A Vida é sempre “pela Graça”, quando a pessoa sabe o que a Vida é; mas enquanto houver o endosso do que a “mente humana” conceitua e nos apresenta como sendo a vida, a “ilusão” assim aceita estará aparentemente predominando e lhe ocultando a vida real. Unicamente Deus é Vida! Unicamente Deus é Inteligência infinita! Unicamente existe Deus! Portanto, solte dos seus ombros toda a carga ilusória que o “hipnotismo de massa” é capaz de colocar, reconheça a Verdade de que VOCÊ VIVE por estar sendo “soprado” pela Sabedoria infinita e, portanto, perfeita, e, de fato, VIVA!
“Eu vim para todos tenham vida, e vida com abundância”, disse Jesus. Este “Eu”, nele, em todos e em VOCÊ, é o próprio Deus dando Vida a Si mesmo, e vivendo a experiência de ser Deus dentro de Sua própria onipresença! O resto, é palha!
Preocupações em Momentos de Prece
EM MOMENTOS DE PRECE
Joel S. Goldsmith
Se isto está acontecendo com você, medite sobre o alcance desta frase: “Acaso o Reino de Deus se converteu em meras palavras ou sílabas? Por que devemos ficar limitados ao sentido literal, se somos livres?” As Escrituras ensinam que somos livres; que somos filhos de Deus e, se filhos, também herdeiros; como herdeiros, co-herdeiros com o Cristo.
Nós JÁ somos livres. Se não o fôssemos, nem o divino poder nos libertaria. Não precisamos lutar por nossa liberdade, porque já somos livres. A síntese da verdade é, precisamente, trazer à luz esta percepção ou revelação de nossa atual liberdade. Ante qualquer problema que nos esteja a desafiar, deveríamos ter presente que as soluções não estão nas palavras ou nas declarações da verdade. O que resolve, isto sim, é predispormo-nos ao aquietar e, por algum tempo, permanecer em estado de receptividade, deixando que Deus nos revele o Seu plano: isso mesmo, o Seu plano, não o nosso!
Deus: Tão Distante e Tão Próximo!
TÃO DISTANTE E TÃO PROXIMO!
Dárcio
Vendo como atua o hipnotismo, entendemos como Deus, sendo onipresente, e, mais que isso, sendo o Ser que somos, pode aparentar estar distante! A iludível mente humana não merece confiança alguma, sendo meramente um falso instrumento de captação da Existência. O que ela nos mostra é um “filme tridimensional” em contínua manifestação, com efeito hipnótico no sentido de nos prender a atenção em suas imagens a ponto de considerá-las realidades. E é quando ouvimos alguém dizer, diante de alguma situação desarmônica: “Fazer o quê? Temos de encarar a realidade!”
Há tempos, conheci uma senhora que fazia tratamento através de hipnose. Quando sob efeito do transe hipnótico, deixou de ver-me, mesmo estando eu ao lado dela e do hipnotizador. Recebia dele a seguinte sugestão: “A senhora está somente vendo a mim e a mais ninguém! Constate isto por si mesma!” E ela olhava bem pela sala toda, corria os olhos em minha direção como não vendo nada de minha presença! Para ela, eu não somente estava invisível, como também ausente! Em seguida, recebeu outra sugestão: “Suas pálpebras estão coladas e não poderá abrir os olhos! Tente abri-los!” E aquela senhora se esforçava para “descolar as pálpebras”, sem o conseguir!” Tão logo as sugestões hipnóticas se encerraram, ela abriu os olhos normalmente!
Quando lemos, nos artigos sobre a Verdade, que “este mundo” é pura “sugestão hipnótica”, e que, de fato, estamos todos vivendo no Reino de Deus e como a própria Presença divina, o propósito é unicamente o de “percebermos” que a Verdade é verdadeira, e que a “imagem hipnótica”, chamada “este mundo”, é uma ILUSÃO! Assim como aquela senhora não me via, e, depois, sequer podia abrir suas pálpebras, movida unicamente por uma SUGESTÃO HIPNÓTICA, a humanidade se oprime e vive tolhida pela HIPNOSE DE MASSA, que ilusoriamente a limita a um “mundo de três dimensões” constituído de “matéria” e com o “bem e o mal” ali se expondo! Esta ILUSÃO aparentemente oculta a ONIPRESENÇA DA PERFEIÇÃO, assim como a hipnose me ocultou aos olhos daquela senhora! Quando você entender o sentido do uso da expressão “HIPNOSE DE MASSA”, neste estudo, assim como pôde entender a maneira com que “eu sumi” para a senhora hipnotizada, VOCÊ ENTENDERÁ QUE DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! E nunca mais fará orações ou meditações para curar ou melhorar algo da Existência! Sua única “ocupação” será “não se deixar hipnotizar” pelas falsidades chamadas de “mundo terreno”. Dentro da “hipnose de massa”, Deus lhe parecerá distante! Por desmascará-la, Deus lhe estará à mão! Lembre-se: este estudo se reduz a isto: reconhecer que DEUS É TUDO, e que a suposta “mente hipnotizada” para ver mundo material não existe! Não pode, portanto, estar sendo a sua mente! Deus é Mente única, contempla unicamente o Universo espiritual de Perfeição absoluta, e “sua parte” é aceitar, reconhecer e discernir, em SI PRÓPRIO, a ação desta Mente única onipresente.
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A Felicidade Está Onde Você Está
Dárcio
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O efeito hipnótico da “crença coletiva” faz com que a maioria busque a felicidade sempre onde ela não está: fora do seu próprio Ser. Tal “mesmerismo” faz com que a pessoa se identifique com a ilusória mente humana, e esta, a todo vapor, exibe-lhe “o tesouro no fim do arco-íris”, que são as infindáveis “iscas” que indicam o mundo exterior.Basta haver um feriado, um período de férias, ou qualquer outro tempo livre para a maioria ser arrastada para as tentações de uma felicidade a ser desfrutada no ilusório “mundo material”. A “felicidade” é embalada em “pacotes de turismo”, em “viagens distantes” ou em “outras pessoas”. Esta “ilusão” somente será cortada quando for desligada a “tomada deste mundo”, como se suas imagens fossem apagadas como o seriam se uma TV fosse desligada durante a exibição de uma novela! Enquanto você estiver de “olhos no mundo”, o REINO DA FELICIDADE, sempre presente ONDE VOCÊ ESTÁ, ficará aparentemente ausente, exatamente como o quarto de um sonhador lhe parecerá ausente durante o tempo em que lhe durar o sonho.
Não há felicidade em nenhum país “deste mundo” que você possa visitar! Não há felicidade em nenhuma pessoa “deste mundo” que você possa conhecer ou com quem você possa conviver! Isto porque todo “país”, ou toda “pessoa” está separada de você, e a felicidade está U NICAMENTE em VOCÊ, em DEUS que é UM COM VOCÊ!
Quando esta Verdade é vista, reconhecida e vivificada, a suposta “vida humana” poderá se mostrar como “aparência de viagens” ou de qualquer outra coisa “deste mundo”; entretanto, a causa já não será um suposto “ego” buscando prazeres ou satisfações no mundo, mas a Consciência operando na mente com propósitos espirituais. Certa vez, conta Joel S. Goldsmith, ele ouviu internamente uma voz a lhe dizer: “Vá para Londres!”. Logo em seguida ele tomou um avião e seguiu para aquela cidade. Ali chegando, disse a Deus: “Estou aqui!”, indo ao balcão do hotel para preencher a ficha de hóspedes. Ao lado dele, um senhor observou que, no campo de profissão, ele havia posto “escritor”. Vendo aquilo, perguntou a Goldsmith: “O senhor é escritor?” E Goldsmith explicou a ele que não era um escritor no sentido comum, mas que publicava textos sobre a Verdade. Ouvindo aquilo, o senhor disse a ele: “É o que me interessa!” E publicou a obra toda na Inglaterra. Relatei este encontro com minhas palavras, por fazê-lo de memória. O sentido foi este: sem saber o motivo, ele viajou e um propósito espiritual havia naquela viagem. Tudo quanto fizermos ou formos impelidos a fazer, após nossas meditações absolutas, tem um objetivo espiritual. Não que “vida terrena” tenha qualquer objetivo! Não existe “vida terrena”! Ocorre, porém, que o reconhecimento da Verdade “aparece”, nas imagens da crença, como “bens vindos acrescentados”.
Quando você parar de “ter olhos” para a suposta “felicidade” deste mundo, estará apto a discernir a “Felicidade” que VOCÊ JÁ É! Sim, porque “felicidade” não é posse, e sim o que SOMOS! E, o que somos, é única e exclusivamente o que DEUS É! “Vinde a MIM”, recomendaram todos os que despertaram do “sono de Adão”: “Vinde a MIM”, a seu EU, à sua iluminada e gloriosa Consciência, e “EU vos aliviarei”. Fora disso, restará apenas “ilusão”, e “ilusão” é sinônimo de “nada”.
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Imortalidade Trazida à Luz-2
Dorothy Rieke
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O segundo ponto nessa maravilhosa frase é compreender que somos imortais. Antes de contemplarmos tudo quanto constitui a imortalidade, afirmemos que já possuímos toda a compreensão a esse respeito. Aceitarmos a declaração da Sra. Eddy, a qual salienta a importância de admitir que o homem é a própria semelhança de Deus, abre a porta à imortalidade. Na mesma página, podemos ler: ” A compreensão e o reconhecimento do Espírito têm que vir finalmente (…)”
De novo a nossa líder nos encoraja a afirmar agora aquilo que é justo e bom. Ao fazê-lo, abriremos realmente a porta a uma maior compreensão. Deste modo, mesmo que pretendamos prosseguir na nossa busca científica e aprofundar o tema da imortalidade, vamos admitir e afirmar desde já que o compreendemos agora. Declarar que compreendemos a imortalidade, baseados no fato da compreensão divina constituir a nossa própria compreensão, faz com que sejamos conduzidos à nossa verdadeira herança e abre caminho para que a imortalidade seja trazida à luz na nossa consciência. O novo dicionário escolar Webster define a imortalidade como “qualidade ou estado daquilo que é imortal; existência eterna.”
Um estado do ser que se define como não sendo mortal, não sendo efêmero, pregava a imortalidade de uma forma lógica e coerente e referia-se à sua origem espiritual nos seguintes moldes: “Vim do Pai e entrei no mundo.” (João 16:28). Estava igualmente consciente da sua pré-existência, uma vez que afirmou: “Antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58). Exprimia o reconhecimento da sua existência espiritual, dizendo: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30); reconhecia a continuação da vida depois da sua existência terrena, ao afirmar: “Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” (João 20:17). Jesus jamais admitiu alguém como morto, mas apenas como adormecido; acerca da filha de Jairo, ele afirmou: “Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme.” (Marcos 5:39) E acerca de Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.” (João 11:11) Em ambas as situações, ele provou a nulidade da morte e a realidade e imortalidade da Vida.
É seguindo a mesma lógica que a Sra. Eddy revela a imortalidade do homem. O que é que melhor poderia resumir a sua compreensão da origem divina do homem, da sua vida espiritual e eterna, do que um postulado que a Sra. Eddy considerou como uma das “pedras angulares do templo da Ciência Cristã”? — “que a Vida é Deus, o bem, e não o mal; que a Alma é impecável e não se acha no corpo; que o Espírito não é nem pode ser materializado; que a Vida não está sujeita à morte; que o homem real e espiritual não tem nascimento, nem vida material, nem morte.” (C&S pág. 288,: 23-28). Com este postulado declarando que o homem espiritual ignora o que é o nascimento, vamos agora abordar o tema da imortalidade.
Seguramente, devemos começar pelo fato de que o homem nunca nasceu na matéria. Muitas pessoas, incluindo alguns Cientistas Cristãos, “trabalham” para se protegerem da transição da morte. Não será esse procedimento uma forma de começar pelo oposto do problema? Se se regozijassem no fato de que jamais haviam conhecido o nascimento material, reconheceriam igualmente o seguinte: que aquilo que nunca nasceu, nunca pode morrer. A pior e a mais perigosa mentira sobre o homem é a crença de que este tenha tido uma origem material.
Não deveríamos então negar esta mentira mais do que qualquer outra? Em nosso livro texto, a Sra. Eddy oferece-nos uma notável interpretação espiritual dos versículos do capítulo 10 do Apocalipse: “Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima da sua cabeça, o rosto como o sol, e as pernas como colunas de fogo, tendo na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra.” Acerca desta interessante visão, a nossa líder escreve na página 559 de Ciência e Saúde: “Esse anjo tinha na mão um “livrinho” aberto, para ser lido e compreendido por todos. Porventura esse mesmo livro continha a revelação da Ciência divina, cujo “pé direito” ou poder dominante estava sobre o mar — sobre o erro elementar, latente, fonte de todas as formas visíveis do erro? O pé esquerdo do anjo estava sobre a terra: isto é, um poder secundário era exercido sobre o erro visível e sobre o pecado audível.” Permaneçamos alertas para não colocarmos nosso pé unicamente sobre “o erro visível e o pecado audível.”
Uma vez negados a moléstia, a dor e o pecado, realizamos menos de metade do nosso trabalho — não nos devemos nunca esquecer de controlar e de reduzir a nada “o erro elementar e latente, a fonte de todas as formas visíveis de erro”, através de um claro reconhecimento da totalidade de Deus. O que é esse erro elementar? Não é mais nada senão a crença do nascimento do homem na matéria. Recordem-se que o anjo considerou importante colocar o pé direito ou poder dominante sobre a fonte de todas as formas visíveis do erro, a crença de um nascimento humano. Se o anjo tivesse podido apoiar-se num só pé, decerto teria escolhido o pé direito, pois uma vez dominado o erro latente elementar — a crença de que o homem nasce na matéria — nunca poderia existir nenhuma outra forma de erro visível. Não existiria nenhum corpo físico passível de desenvolver uma doença, nenhum sentido material capaz de experimentar uma dor, nenhum mortal contra o qual estar em conflito, nenhuma forma de matéria capaz de acumular o erro e nenhuma mente mortal ansiosa ou medrosa. Como é bom saber que o pé direito da Verdade onipotente está colocado sobre o erro latente do nascimento material, e reconhecermos e compreendermos que o homem é imortal.
A Sra. Eddy elaborou frases maravilhosas para melhor evidenciar o fato de que o homem nunca nasceu. Uma dessas afirmações trouxe-me uma cura e ajudou-me a compreender que, por nunca ter sido mortal, nunca poderia estar implicada num acidente. Eu tinha caído de uma determinada altura sobre um rochedo pontiagudo e ao voltar-me a Deus para pedir ajuda, recordei-me da seguinte declaração: “O homem (…) não pode decair de sua origem elevada.” Ao estudar a referida citação no livro texto, raciocinei que, se eu nunca havia nascido na matéria, era totalmente impossível eu cair. A passagem seguinte vos é decerto familiar: “Já que o homem nunca nasceu e jamais morre, ser-lhe-ia impossível, sob o governo de Deus na Ciência eterna, decair de sua origem elevada.” (pág. 258:28) A que corresponderá o fato de nunca haver nascido, de nunca ter tido concepção material? — interroguei-me. A resposta veio como se fosse Deus a falar-me: “A tua 17a irmã nunca nasceu.” No primeiro instante, fiquei perplexa com tal resposta, mas refletindo mais um pouco, vi claramente que se a minha 17a irmã nunca havia nascido na matéria, ela não possuía nenhum corpo físico que pudesse cair, e que nenhum poder podia ocasionar essa queda. Concluí que ela nunca havia deixado o céu pela terra, que ela nunca se tinha corporalizado ou materializado; ela habitava sempre em Deus, onde era impossível cair; o seu ser era espiritual, e por isso, estava ao abrigo de feridas ou contusões; a única substância que sempre a animara era o Espírito e como consequência, um ferimento não tinha qualquer razão de ser. Em seguida, regozijei-me pelo fato de tudo quanto era verdadeiro a respeito da minha 17a irmã ser igualmente verdadeiro a meu respeito, porque também eu nunca nascera na matéria. Essa iluminação espiritual a respeito da minha verdadeira identidade espiritual foi confirmada mais tarde numa referência de Ciência e Saúde relativa à nossa imortalidade: “A Ciência divina dispersa as nuvens do erro com a luz da Verdade, levanta a cortina e deixa ver que o homem nunca nasce e nunca morre, mas coexiste com seu criador.” (pág. 557:22)
Naturalmente, seguiu-se uma cura instantânea e completa. Que melhor descrição do homem imortal podemos encontrar, senão aquela contida na epístola aos Hebreus (7:13): “sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto feito semelhante ao Filho de Deus.”
Somos agora esse homem imortal. Através da iluminação da Ciência Cristã é possível compreender essa verdade, reivindicá-la e regozijarmo-nos com ela.
Essa epístola aos Hebreus levanta uma questão importante. Será que o apóstolo sugere que rejeitemos os nossos pais humanos? É de fato uma obrigação fazê-lo, se desejamos ser lógicos na reivindicação da nossa imortalidade. Como podemos afirmar que somos filhos de Deus e em seguida declarar que nascemos de determinados pais humanos? Recordemo-nos que não podem existir, em nós duas identidades — o filho do rei e o cigano. Existe apenas uma só identidade e essa corresponde ao filho de Deus. Jesus deixou-nos o seu exemplo, renunciando aos seus pais terrenos com apenas doze anos de idade e reconhecendo Deus como o seu único Pai, afirmando a Maria e a José “que se ocupava dos negócios do Pai”. Ele recusava todo parentesco humano, declarando: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? (…) qualquer que fizer a vontade ,de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mateus 12:48, 50)
Seremos nós insensíveis, cruéis e ingratos ao negar a paternidade desses entes queridos a quem nós chamamos nossos pais e ao recusá-los como a fonte de nosso ser? Não, pelo contário, nós os abençoaremos. Em vez de vê-los como humanos, nascidos na mortalidade, sujeitos ao pecado e à doença, nós os abençoaremos como filhos imortais de Deus, espirituais, perfeitos, sujeitos unicamente às leis de Deus. São muitas as mulheres que foram curadas pela Ciência do mau funcionamento de orgãos físicos, de varizes e de outras dificuldades causadas por partos, por não se considerarem como mortais dando à luz a outros mortais, mas regozijando-se por serem seus filhos as expressões imortais do ser de Deus, não possuindo qualquer outra origem. Problemas de eczemas, asma e diabetes são bem menos suscetíveis de se desenvolverem nas famílias ou nas crianças que aceitam Deus como o seu único Pai e seu único Criador. E não se trata de uma falta de amor… de fato, é uma tomada de consciência da presença de um Amor muito maior, um Amor que liberta, e da ausência de pressões, de contrariedades e de limitações de um sentido humano de amor.
A Dificuldade de Se Ver Ilusão como Ilusão
DE SE VER ILUSÃO
COMO ILUSÃO
Dárcio
Os princípios do estudo da Verdade podem ser reduzidos a dois: 1) a totalidade de Deus; 2) tudo, além de Deus, é ilusão. Não há mais nada a se estudar e discernir! Os dois pontos são como os dois lados de uma mesma moeda, ou seja, um e outro dizem a mesma Verdade de que somente Deus está sendo, Se expressando, existindo!
Não há como permanecer nesta Verdade acreditando em “Verdade mais mentiras”; quem tem “1000 mais zero” como se julgando possuidor do 1000 acrescido do zero, não sabe que esta soma é ilusória, uma vez que poderíamos somar infinitos zeros ao mil único, e este seria unicamente o que já é: o mil.
A suposta mente humana é o “zero” que a humanidade soma ao “mil”, ou seja, é o “nada” que as pessoas somam a Deus! Depois, esta mesma mente faz perguntas sem fim sobre “como” surgiu o resultado “mil mais zero”! E é quando ouvimos: “De onde veio a ilusão?” Ou esta outra: “Como eliminar a ilusão?” Se respondermos: “Fique só com o mil!” – a mente se mostrará decepcionada! Ela quer saber “como” anular o que é nulo! Enquanto você não meditar e contemplar a Verdade, ou seja, que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ, com a visão de a “ILUSÃO SENDO NADA, ficará na “crença coletiva” que aceita “ilusão” como “não-ilusão”, isto é, ficará com “mil mais zero” e achando que “mil mais zero” tem por resultado algo além do que “mil”…
Imortalidade Trazida à Luz-1
Dorothy Rieke
– 1 –
Jamais poderei esquecer a iluminação e a alegria que invadiram a minha consciência, assim que me foi revelado pela primeira vez o fato de eu ser uma filha imortal de Deus e não uma criatura mortal e material. Esta revelação deu-se durante uma conferência da Ciência Cristã, quando era eu ainda uma estudante muito recente desta Ciência. Permitam-me agora partilhar convosco o relato que, pela primeira vez na minha existência, me revelou a imortalidade.
A história centra-se num jovem príncipe que quando ainda criança, deixou a sua ama e foi passear sozinho num bosque onde acampava um grupo de ciganos. Estes últimos raptaram o menino e criaram-no como um verdadeiro cigano. Tendo vivido alguns anos ao ar livre com os seus raptores, o rapaz tornara-se tão moreno e trigueiro como os ciganos que o rodeavam. Vestia-se com as mesmas vestes, falava a mesma língua e usava também já um nome cigano. Assim, tendo a aparência de um verdadeiro cigano, era natural, que ele se considerasse como tal. Quando o rapaz atingiu a idade adulta, o grupo de ciganos acampou novamente nos bosques que circundavam o palácio e um amigo íntimo do rei, que nunca havia deixado de procurar o príncipe, ao ver o jovem, ficou impressionado com a forte parecença deste, com o rei. A despeito da sua aparência de cigano, o velho cortesão ficou perfeitamente convencido de que se tratava do filho do rei. Conhecendo um pouco do idioma cigano, perguntou ao jovem: “Sabeis quem sois?” Fitando o seu interlocutor com extrema admiração, ele respondeu: “Se eu sei quem sou? Claro que sei.” E apressou-se então a pronunciar o seu nome cigano. “Ah! — exclamou o amigo do rei —, mas esse não é o vosso verdadeiro nome. A verdade a vosso respeito é que sois o filho do rei.” O jovem abanou decididamente a cabeça, retorquindo: “Está enganado, eu não sou o filho do rei; sou cigano.” Mas o cortesão respondeu: “Eu sei que é isso que pareceis ser, mas de fato, sois realmente filho do rei.” “Se isso que afirmais é verdade — retorquiu o jovem — , então eu devo ter um sósia, porque somos duas pessoas diferentes: eu o cigano, e o filho do rei. Mas eu não sei onde este se encontra.” “Não — insistiu o nosso amigo — sois apenas um. E é a vós que eu me refiro, ao filho do rei.”
“Então — continuou o jovem na esperança de que a questão seguinte resolvesse o caso —, se eu sou realmente o filho do rei, qual é a origem do cigano?” O seu interlocutor respondeu-lhe que ele não possuía absolutamente nada de cigano, que apenas o parecia, e depois prosseguiu, explicando que toda essa aparência não era senão uma mentira a seu respeito, a qual nunca poderia modificar o fato de ele ser realmente o filho do rei. Resumindo, apenas na sua ignorância e no seu desconhecimento se tinha alojado o seu conceito de cigano, uma vez que ele jamais pudera ser outro senão o filho do rei.
Chegando a este ponto, o conferencista declarou: “Não é maravilhoso que durante todo aquele tempo o rapaz sempre fora o filho do rei e nunca um cigano?” A seguir, ele frisou bem o fato de que, apesar de todos os sinais exteriores evidentes — a linguagem, as vestes, o comportamento e a pele morena — o jovem não era de fato um cigano, mas sim o filho do rei. Então, dirigindo-se ao público, anunciou: “Vós também sois os filhos e as filhas do rei — sois os filhos de Deus. Não importa a evidência que o sentido material apresente a respeito de cada um de vós — que sois um mortal, uma criatura material, filha de pais humanos e possuidora dos seus próprios problemas e aflições —, a verdade é que cada um de vós é realmente o filho imortal de Deus e nunca deixou de o ser.”
Contudo, para o velho cortesão, não foi suficiente ter convencido o rapaz que ele era filho do rei e assim, insistiu em que este o devia acompanhar até a presença do rei, identificá-lo e reivindicar as suas origens. O príncipe assim o fez, mas desta vez, ele não afirmou: “Observem-me, vejam como eu me pareço com um cigano,” mas exatamente o oposto: “Reparem como eu me assemelho muito com o rei. Sou a imagem e semelhança de meu pai. Sou o filho do rei e tudo o que o meu pai possui também me pertence.” Claro está que, como consequência, o príncipe foi reconhecido como o verdadeiro descendente e assim, ao herdeiro foram atribuídos todos os seus direitos.
O conferencista sublinhou que também nós nos devemos aproximar com coragem do trono da graça, iden-tificando-nos como os filhos de Deus, nada menos que a Sua própria imagem e semelhança, e reclamar a nossa herança, reivindicar a saúde, o sucesso, a felicidade e o trabalho. Se mantivermos firmemente a nossa verdadeira identidade e reivindicarmos a nossa herança, também nós receberemos a nossa parte de tudo aquilo que é maravilhoso e bom.
Deixei essa conferência regozijando-me no fato de não existirem em mim duas identidades, de nunca ter sido uma cigana, uma mortal, mas sempre a filha do rei, a filha perfeita de Deus. Logicamente, já havia me decidido a reivindicar a minha verdadeira herança. Nunca deixarei de ser grata pelo fato de me ter sido tão prontamente revelada a imortalidade no meu estudo da Ciência Cristã.
É daí que me advém a convicção de que todos os Cientistas Cristãos deveriam estar mais conscientes da sua imortalidade, e assim possuírem um melhor conhecimento desta e estarem mais alertas para esse fato.
Em II Timóteo (1:10) lemos que Cristo Jesus destruía a morte e trazia à luz “a vida e a imortalidade mediante o Evangelho”. Mary Baker Eddy escreveu em nosso livro texto que Deus “destrói a mortalidade e traz à luz a imortalidade” (pág. 72:12). Que seja essa a nossa oração para esta época; que a mesma Mente que havia em Cristo Jesus e em nossa líder seja igualmente a nossa, e que possamos nós adquirir o mesmo conceito claro de imortalidade que neles existia, para que também nós possamos curar, pregar e ensinar da mesma forma como eles o faziam. Que melhor texto poderíamos nós encontrar na nossa busca do tema da imortalidade trazida à luz na nossa consciência, do que aquele que consta das páginas 241 e 242 do livro The First Church of Christ, Scientist and Miscellany? Os parágrafos deste último, que contém literalmente o resumo desta exposição, foram escritos pela Sra. Eddy em resposta a uma carta que lhe havia sido enviada. O conteúdo dessa carta era o seguinte:
“Ontem a tarde, fui repreendida por um praticista da Ciência Cristã, porque eu me referi a mim mesma como a ideia imortal da única Mente divina. O praticista retorquiu que a minha afirmação era falsa, pois eu vivia ainda na carne. Eu respondi-lhe que eu jamais vivera na carne, pois esta apenas vivia ou morria em função das crenças que eu entretinha a seu respeito.” Eis aqui a resposta da Sra. Eddy, tal como foi publicada no Sentinel e mais tarde, incorporada nos seus escritos: “A Senhora está cientificamente correta no conceito que detém acerca de Si mesma. Não se pode demonstrar a espiritualidade sem que antes se tenha declarado a identidade imortal de cada um e sem que esta seja plenamente compreendida. A Ciência Cristã é absoluta; ela não está nem aquém nem além do ponto da perfeição, mas encontra-se exatamente nesse ponto e é a partir daí que deve ser praticada. A menos que se compreenda perfeitamente o fato de se ser um filho de Deus, e como tal, perfeito, não existe Princípio algum a demonstrar, nem qualquer regra que o permita fazer (…) Na prática da Ciencia Cristã, deve-se afirmar corretamente o seu Princípio, para que a demonstração seja possível.”
Referindo-se a essa carta e à sua resposta, os responsáveis pela publicação dos escritos da Sra. Eddy declararam o seguinte: “É com imensa satisfação que temos o privilégio de publicar um trecho de uma carta enviada à Sra. Eddy. da autoria de uma Cientista Cristã residente no Oeste, bem como a resposta dada pela Sra. Eddy à mesma. A questão levantada é de extrema importância e exige uma resposta correta e absoluta. Os Cientistas Cristãos sentem-se muito honrados por receber as instruções da sua líder sobre esse ponto.”
Afirmo frequentemente que, caso me encontrasse numa ilha deserta e apenas pudesse conservar comigo uma frase de todos os escritos da Sra. Eddy, escolheria esta mesmo, pois nela está contida a indicação exata de como colocar em prática a Ciência Cristã, e assim, de como a viver. Tal como os responsáveis pela sua publicação o sublinharam, esta resposta da Sra. Eddy é um ensinamento para todos nós. Não seremos assim privilegiados por possuir tal ensinamento como base da revelação atual sobre a imortalidade trazida à luz?
A Verdade Se Revela…
IDENTIFICAÇÃO IMEDIATA
Dárcio
Não há Verdade não manifesta, nem Verdade em potencial ou temporal. Toda Verdade é verdadeira, dinâmica e presente exatamente AGORA. A existência do AGORA ÚNICO é a própria Verdade, e, quando um princípio é revelado, devemos fazer imediata identificação com a Verdade por ele exposto. Ler o princípio e só acreditar nele não significa identificar-se com a Verdade. Muitos param antes do principal, que é reconhecer estar sendo a Verdade, e já enquadrados em cada um dos seus princípios.
Para ilustrar, consideremos o que está revelado no texto postado antes deste: “De Eternidade em Eternidade”, de Doris D. Henty. O texto diz que “somente Deus é a fonte do seu ser”, e que “este fato apaga todas as crenças do passado”. Isto requer “contemplação”, para que seja feita imediata identificação! “Eu existo porque a Fonte de meu ser é Deus; este fato apaga todas as crenças do passado”. Você precisa se ver marcantemente enquadrado nestas revelações, ou seja, admitir ser a Vida de Deus e sem crenças do passado, retendo unicamente a Verdade de estar manifestando Deus.
O texto explica que este foi o motivo pelo qual Jesus ordenou que “não chamássemos alguém de Pai sobre a terra”! Descartar esta crença de filiação terrena o faz discernir sua identidade divina dissociada das “crenças coletivas” que, juntas, são o NADA chamado de “ilusão”. Entretanto, se você não parar para se contemplar como “exemplo do princípio”, dissociado das crenças todas, e livre da causa delas, que seria a aceitação de “nascimento na terra”, o elo com experiência material não estará sendo rompido! Não terá havido sua própria admissão da Verdade revelada por consciente inclusão!
Estudar a Verdade é você com Ela se identificar, retirando conscientemente seu endosso das falsas crenças aceitas normalmente pela humanidade iludida pela dualidade. Estudar a Verdade, portanto, é SER A VERDADE pelo descartar de todas as mentiras de uma vez! VOCÊ É O SER SEM CRENÇAS FALSAS! Nunca teve vínculo algum com irrealidades! O chamado “mundo terreno” é pura sugestão hipnótica, sem NINGUÉM realmente vivendo nele! O estudo está em seu “despertar” para a Verdade, e mais nada! A Verdade É! As crenças são falsidades! Quanto maior for sua dedicação em SER A VERDADE que VOCÊ JÁ É, menos será importunado pelas “crenças falsas”, que apenas lançam sugestões mesméricas contrárias ao fato perene e verdadeiro. Não seja, portanto, condescendente com “mentiras” coletivamente aceitas! Estude a Verdade por se identificar imediatamente com os princípios expostos! Cristo disse: “Se permanecerdes em MIM, conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres”.
O Absoluto Sou Eu Sendo “Seu” Eu
SOU EU SENDO
Dárcio
O Universo é o Eu Absoluto “sendo”, e, além deste Eu, nada mais existe! Por isso o Absoluto é você, e, nada tem você a fazer para ser o Absoluto. “Sois a luz do mundo”, “Sois deuses”, “Sois o sal da terra”, “Sois o templo de Deus”, “Não terás outro ao lado de Mim” – eis o Absoluto revelado como sua Existência.
A Mente do Absoluto é a sua; por isso, você nada tem a fazer para ser iluminado. Tentar iluminar a “luz do mundo” seria tentar aquecer o fogo.
A Perfeição do Absoluto é a sua; por isso, tentar curar “seu corpo” seria intentar corrigir o “templo de Deus”.
A mente que “estuda o Absoluto” não existe! Paradoxalmente, “estudar o Absoluto” é aceitar esta Verdade! O Absoluto sou EU – o EU INFINITO que, simplesmente sendo, constitui o “seu” EU!
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O Certo e o Verdadeiro
E O VERDADEIRO
Dárcio
Enquanto sonha, um sonhador se vê não em sonho, mas em seu mundo “real”, mundo este que é nada! Mas para ele, aquilo passa por realidade, e, ali ele se enxerga vivenciando fatos “verdadeiros” que somente se mostrarão como nulidades quando diante de seu despertar. Ao afirmar que “o príncipe deste mundo é o pai da mentira”, Jesus explicava que todas as “verdades” ou “fatos” deste mundo são conceitos, irrealidades, inclusive o suposto ser que deles dá testemunho.
É comum alguém estudar a Verdade e enviar perguntas sobre se isto ou aquilo é certo ou é errado. “Você acha certo alguém ser vegetariano?”, ou “Eu gosto de viajar, você acha errado eu estudar a Verdade e gostar de viagens?”, ou, “Eu não desejo ter filhos; você acha errado isso?” As questões levantadas pela mente nunca terminam! Entretanto, o que é certo ou errado não vem de opinião de alguém, sendo unicamente efeito do que é o verdadeiro! Antes que nos perguntemos se algo é certo ou errado, perguntemos a nós mesmos se aquilo é verdadeiro! Tanto o “certo” quanto o “errado” estão no “mundo das crenças”, enquanto o “verdadeiro” está perenemente na Realidade divina!
Quais devem ser as perguntas reais? “Quem sou eu?”; “Que é a Verdade?” Que é a Vontade de Deus”? “Onde estamos, realmente agora?” . Indagações dessa natureza, levadas às meditações juntamente com sinceridade e desejo de respostas reveladas nos fazem conhecer o “verdadeiro”. Cada vez que a suposta “mente humana” se cala, enquanto a Consciência Se revela, seja espontaneamente ou mediante indagações, o “verdadeiro” é conhecido e a luz da Verdade, resplandecendo e sendo vista internamente, traz o discernimento do que constitui o “certo” ou o “errado” para cada situação ou momento, em termos de “vida humana”, e é este o modo correto de conduzirmos o estudo, sempre com “o Reino” sendo buscado em primeiro lugar e com as atitudes a serem tomadas nos sendo inspiradas ou “vindo acrescentadas”. O que é verdadeiro, é verdadeiro eternamente! O que é certo ou errado pertence ao campo da relatividade! Quando buscamos “o verdadeiro”, e não mais “o certo ou o errado”, buscamos “sair do sonho”, e não meramente fazer nele acertos ou erros! Desse modo, a única ação certa, para quem estuda a Verdade, é, realmente, “buscar e ser unicamente a Verdade”.
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