Encontro Consigo Mesmo-26

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXVI
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O conjunto de informações e princípios que o estudo da Verdade propicia dá-nos as diretrizes para encararmos a Realidade em contraste com o “mundo das aparências”. Tanto as aparências boas quanto as más são ilusórias; porém, como são as “más” que nos incomodam, são as que mais nos chamam a atenção. Se nos fosse fácil encarar as “aparências ruins” como meros pesadelos, falsidades temporais que, como nevoeiro, nublam a visão da perfeição que “sempre é”, não haveria a necessidade deste estudo! Entretanto, ele parte destes princípios: Deus é Tudo, e as “aparências”, boas e más, são todas ilusórias.

Jesus levava muito em conta as revelações de Isaías. Nelas encontramos a Verdade de que cada um deve “ir a Mim”, que, como já vimos, significa cada um se volver unicamente a Deus que constitui o seu próprio “Eu Sou”. No versículo 33: 15, de Isaías, inicia-se a seguinte revelação:

“O que anda em justiça e fala com retidão; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue e fecha os seus olhos para não ver o mal. Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas lhe serão certas. Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe. O teu coração considerará em assombro, dizendo: Onde o escrivão? Onde o pagador? Onde o que conta as torres? Não verás mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha, que não se pode entender. Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades, os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derrubada, cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará. Mas o Senhor ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles. Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará. As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa. E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade”.

Revelação não é profecia, no sentido de que “algo esteja para acontecer”. A Revelação diz o que “já É”, motivando-nos a deixar de lado o suposto “mundo de aparências”, que “não É”, e discernir a Verdade permanente. Isaías fala da Verdade eterna, subjacente às aparências! O “Rei” é o “Cristo em todos”, a presença do Pai individualizado como cada um de nós. O trecho explica que, para vermos “o Rei na sua formosura”, necessariamente teremos de “fechar os olhos para não ver o mal”. Quantos não vemos, iludidos pela falsa solidariedade, chorando e lamentando supostos “acontecimentos trágicos” do ilusório “mundo das aparências”! Entretanto, a verdadeira solidariedade está em “permanecermos em MIM”, em reconhecermos a Onipresença do Amor divino oniativo, para, de fato, prestarmos o verdadeiro auxílio que é “estarmos erguidos às Alturas da Realidade, para atrairmos todos “a Mim”. A solidariedade relativa, que se constitui da suposta ajuda material, pode e deve ser praticada; porém, sem que nós também acreditemos nestas aparências como se fossem, de fato, realidades! Caso contrário, a Verdade estaria sendo negada, e a “ilusão” sendo endossada! Jesus distribuiu “pães e peixes”, quando assim julgou ser necessário; entretanto, àqueles que o seguiam na expectativa de assim serem continuamente nutridos, ele repreendeu com severidade! O “Pão da Vida” é o que deve ser buscado, e não  “sombras” nesta “aparência de mundo”.

Logo que conheci estes ensinamentos, uma pessoa da família, que morava no interior, escreveu-me falando sobre como poderia ajudar uma vizinha cujo marido bebia muito, judiava dela e aprontava escândalos na casa, sempre que voltava embriagado. Como sabia que seria difícil indicar volumosa literatura metafísica àquela vizinha sofredora, veio-me à ideia preparar um “Autotratamento” bem simples, objetivo, direto, prático, e que contivesse esta Verdade. Desse modo, escrevi o seguinte:

“ (Nome da pessoa)…………..: perdoe-me por tê-lo visto como pessoa problemática! Percebo agora que a falha estava na minha maneira de vê-lo. Você é um ser espiritual perfeito! Você é a Vida de Deus, vivendo a meu lado para dar-me felicidade! Desejo-lhe, agora, toda a felicidade do mundo. Agradeço-lhe por ter-me ajudado a abrir os olhos para a verdadeira EXISTÊNCIA, que é divina, espiritual e perfeita!”

Assim que terminei de escrever,  enviei a “mentalização” para ser encaminhada à vizinha, com a recomendação de que deveria ser feita duas vezes por dia,  cada uma com a duração de 15 minutos. E expliquei também a “quimicalização”,  ou seja, que, de início, o quadro poderia parecer piorar, pela ação da Verdade sobre o erro, até ser todo ele reduzido ao “nada originário”. Após cerca de três meses, recebi a notícia de que aquele marido havia se livrado completamente do vício, e que a harmonia havia sido restabelecida naquele lar. Tempos depois, um vizinho meu, que aparentemente havia vindo me visitar para tratar de um assunto do prédio, comentou, abatido, que não sabia mais o que fazer com o caso do filho dele. O problema era o mesmo: alcoolismo. O rapaz bebia demais, perdia a noção do que fazia, andava pelos corredores e escadas do edifício em trajes menores, e, este pai vivia desolado! Então eu contei a ele sobre este caso de cura ocorrido; ele deu-me atenção com um ar de pouco interesse, e eu cheguei a pensar que ele levaria a “mentalização” somente por educação. Porém, tempos depois, ele veio dizer-me, com um semblante de profunda alegria, que havia feito como eu lhe havia dito, e que seu filho havia deixado de beber! A frase  dele que me marcou foi a seguinte: “Corri por toda parte, tentando encontrar uma solução,e ela estava bem diante de minha porta!”. Morava, na época,  no mesmo andar que eu.

Quando  soube deste segundo relato de cura, dei à mentalização o nome de “Fórmula Mágica”, e, com este título eu a publiquei mais de uma vez no boletim do Facho de Luz, que, antes da existência do site, eu costumava imprimir mensalmente e enviar às pessoas.  Quando passei a divulgar esta “Fórmula Mágica”, incluí os seguintes esclarecimentos:

“A grande dificuldade inicial, quando alguém estuda a Verdade, está em se convencer de que “o problema está na mente humana”, e não lá fora, no mundo. Para facilitar, a princípio sugerimos a preparação mental a que chamamos de “Fórmula Mágica”, em vista de a mesma ter apresentado resultados surpreendentes em casos nos quais supostamente uma pessoa “exterior” parecia constituir o problema”.

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Encontro Consigo Mesmo-25

ENCONTRO CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXV
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O entendimento de que Deus, como Amor incondicional, é a atividade única da Consciência que somos, uma vez que esta Consciência é única e oniativa, destrói as crenças vastamente disseminadas pelas mais diversas religiões ortodoxas e doutrinas humanas, que falam de supostos “julgamentos de Deus”, “misericórdia de Deus”,  cedendo-nos oportunidades de regeneração de erros do passado, enfim, que falam de um Deus que vê bem e mal, e nos beneficia ou pune em função destes opostos! Bastaria nossa “premissa básica”, DEUS É TUDO, para que todas estas crenças fossem “detonadas” como puras falsidades! Em João, 5: 22,23, podemos ler: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. Esta citação deu origem a outras deturpações em pregações, quando as igrejas simplesmente substituíram Deus, como “juiz implacável” de cada homem, por Jesus Cristo, que ensinaram ser o único “Filho”, o “unigênito do Pai”. Contudo, apesar de todos estes ensinamentos infundados, encontramos, no próprio Evangelho de João, as palavras de Jesus: “Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou” (João 8: 15,16). Em outras palavras, “pela carne” nem o Pai nem o Filho fazem qualquer julgamento, e isto por dois motivos: o primeiro, porque não há Pai e Filho, como  sendo “Consciências separadas”, e, segundo, porque a Unidade, Pai como Filho, por ser “Onipresença, não vê ILUSÃO!

Quando Jesus fala “Unidade”, como vemos nesta citação, “não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou”, inclui a todos nós, uma vez que UNIDADE é o TODO e não uma suposta “unidade parcial”, levando em conta somente Deus e Jesus. Esta crença religiosa falsa, de que “eu e o Pai somos um” seria condição exclusiva de Jesus, tornou-se, com o passar dos séculos, uma das mentiras ortodoxas mais nocivas à humanidade. Todo o cuidado que Jesus demonstrou, para nos revelar a Verdade que somos, foi prejudicada por  falsos profetas, bem ou mal intencionados, que enfatizaram muito mais as mentiras, deixando de propagar ao mundo a suprema revelação de Jesus, de que DEUS É TUDO, de que somos UNIDADE PERFEITA, de que SOMOS UM COM O PAI, IGUAIZINHOS A ELE, E QUE, “VIR A MIM”, SIGNIFICA CADA UM “IR À UNIDADE” , “SAIR” DA CRENÇA FALSA EM DUALIDADE, OU SEJA, “IR A SI MESMO”, ENCONTRAR DEUS EM SI MESMO, ENCONTRAR, EM SUMA,  A SI MESMO SENDO DEUS! Jesus disse:  “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim” (João 17: 22).

O que chamamos de “Estudo do Absoluto” é, de fato,  a concretização do “juízo justo”, o “juízo dado ao Filho” em todos nós! “…deu ao Filho todo o juízo, para que TODOS honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. Neste “todos” está a chave, pois, quando VOCÊ se vê ali incluso, esquivando-se da suposta mente humana e seus “julgamentos pela carne”, você honra a SI MESMO como honra o Pai, por estar discernindo a Verdade eterna da UNIDADE PERFEITA, em que, realmente, DEUS, ESPÍRITO, É TUDO, e que a  “humanidade”, em sua suposta “vida terrena” de nascimentos, mudanças e mortes, JAMAIS EXISTIU!
A Verdade não é teoria, mera filosofia a ser testada, ou algo desse tipo! A Verdade é a Verdade! Se você disser: “Estou me sentindo mal! Estou com dor aqui e ali”, e fizer o “juízo pela carne”, você estará dando testemunho da “mentira”, e, em vista disso, vivenciando uma ILUSÃO! O estudo não é meramente intelectual! Ele se mostrará verdadeiro quando você desafiar as crenças falsas, as aparências, ou as mentiras, plenamente convicto de que VOCÊ SE HONRA COMO HONRA O PAI! Não justifique sua suposta  permanência nas mentiras com a habitual desculpa de que “ainda não conscientizou a Verdade”; este “eu” é a ILUSÃO! Contemple a Verdade de que DEUS É TUDO, faça o “juízo justo”, e “ponha na prática” o que disse ter aceito como sendo a VERDADE! Aja, portanto, dessa forma, sem jamais  aguardar “endossos” da mente que não existe!

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Encontro Consigo Mesmo-24


ENCONTRO
CONSIGO MESMO

Dárcio
PARTE XXIV
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Toda a “Natureza de Deus” é essencialmente a natureza real de cada um de nós, pois o Verbo divino é a Substância de toda Forma. Cada “Aspecto de Deus” que contemplamos, sendo a Consciência que somos, “surge” em sua projeção visível “deste mundo”, como o seu equivalente em termos de entendimento humano. Dentre todos estes Aspectos, o Amor divino recebe destaque em todos os ensinamentos; João, por exemplo,  escreve e define Deus da seguinte maneira: “Deus é Amor”.

Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy declara:
“O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana. Não é justo imaginar que Jesus tenha demonstrado  o poder divino de curar somente para um número seleto de pessoas ou para um período de tempo limitado, porque a toda a humanidade e a toda hora, o Amor divino propicia todo o bem”.

É vitalmente importante lembrarmo-nos de levar em conta o “Amor que é Deus”, em todas as “contemplações” da Verdade que fizermos! Todo chamado “Autotratamento” deve incluir esta percepção de que Deus, como Amor, é a nossa própria Consciência em Oniação. Dedique-se demoradamente a esta “contemplação” da Onipresença divina como Amor absoluto, infinito e todo-abrangente. Tempos atrás, quando escrevi uma série sobre  a Ciência Cristã, citei a seguinte declaração da Sra. Eddy: “Contra o Amor, o dragão (magnetismo animal) não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo Princípio divino”. Na ocasião, fiz os seguintes comentários: “Como devemos praticar esta Revelação? Em primeiro lugar, devemos entender o seu conteúdo absoluto! Deus é Amor Onipresente! Portanto, o ser que cada um de nós já é, é Amor! Nossa Essência é Amor infinito! Nossa Consciência é Amor infinito! Nossa totalidade é Amor infinito! Isto deve ser muito bem reconhecido em “considerações silenciosas”, e com nossa máxima dedicação. Em total silêncio receptivo, o “dragão”  se cala diante de nosso radical reconhecimento de que o Amor, que é Deus, constitui a totalidade do Universo e de nosso ser. A “ação mesmérica” das pressões do mundo somente atuam dentro da própria mente humana, e jamais atingem, de fato, o nosso ser genuíno. Assim, quando julgamos “sentir” tais pressões ilusórias, podemos saber que somos nós mesmos que endossamos o “mesmerismo” naquele instante, por termos deixado de reconhecer o Amor sendo Deus e sendo o nosso ser. Jamais devemos endossar as “sugestões” ou “tentações” do mundo, por mais convincentes que possam aparentar ser, dando a elas o poder que não têm! Firmes na Verdade de que a Mente divina é a ÚNICA Atividade real e permanente, perceberemos que “a Verdade e o Amor (reconhecidos) prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” Isto porque ele apenas “luta” enquanto nós, nós mesmos,  dermos a ele armas ou poder, através de nosso endosso às suas sugestões mesméricas! No silêncio de nossa “compreensão da totalidade de Deus”, todas estas “tentações”   desaparecem em seu “nada” originário! “Assim termina o conflito entre a carne e o Espírito”, completa a Sra. Eddy.

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Encontro Consigo Mesmo-23

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
PARTE XXIII
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O Amor é Deus, a Substância consciencial em Oniação, a manifestação do Bem absoluto como a Consciência infinita da qual participamos em unidade. Quando buscamos o Reino de Deus e discernimos esta unidade perfeita, experienciamos este Amor absoluto, que nada tem a ver com o humano conceito ou entendimento de amor  que a suposta mente humana retém. Amor é Luz oniativa sendo! Impessoal, incondicional, isento de interesses, retribuições ou desejos de ser correspondido. O Amor divino simplesmente É!

Encontramos, em  certos ensinamentos “deste mundo”, ideias que associam o “Amor”, que é Deus, com amor pessoal ou atração sexual, que é “carne”. Uma pessoa, estudante do Espiritismo, citou-me uma obra que dizia que “as energias sexuais contribuem para o progresso da alma”. Estas aberrações, que misturam Deus, Espiritualidade, com “instintos carnais”, sempre esteve presente “neste mundo”. De onde vêm tais ideias? Da “ilusão”, da crença fraudulenta de que o homem é “carne”, ou, que o homem é “parte Espírito e parte carne”. Destas crenças dualistas decorrem as deturpações do estudo da Verdade, onde muitos se enredam em “prazeres do mundo”, vendo neles, em vista destes ensinamentos, um suposto “cumprimento de  objetivos, como, por exemplo, amar ao próximo ou, como já citei, fazer “progredir a alma”.  Que alcançam, perseguindo tais objetivos?  Frustrações! Ideias perniciosas de natureza carnal, que incutem na mente a “ilusão” de que somos “seres materiais”,  são também propagadas pelos chamados “mestres tântricos”, que em meio a algumas Verdades que pregam, com as quais atraem  leitores ou seguidores, infiltram-lhes os “venenos”, exatamente como fazem os fabricantes de raticidas, que oferecem aos camundongos um atraente “produto com queijo” mas que, ao ser ingerido, revela sua toxidez misturada,  a presença do veneno! “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não há nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece” (I João 2: 17-17).

Muitos já me perguntaram: “Você é a favor ou contra o casamento? Qual a sua visão sobre a vida sexual?”  Minha resposta sempre foi a seguinte: “Eu sou a favor da busca do Reino de Deus em primeiro lugar”, uma vez que nossa identidade real e única é divina e não humana. Quem se dedicar de corpo e alma a esta “busca”, terá, na suposta “vida humana”, todos os bens acrescentados! E estes bens diferem de pessoa para pessoa; se, para algumas, o casamento surgir, eu sou a favor; se, para outras, ele não surgir, eu também sou a favor! Isto porque cada um terá, em sua vida, aquilo que lhe for o melhor, do ponto de vista de Deus, ou seja, não vem de uma opinião minha ou de outros! Será algo vindo “acrescentado”, como disse Jesus, àqueles que, em primeiro lugar, buscam o Reino de Deus, buscam a Verdade. Assim como viagens. passeios, recreações, profissões, fazem parte da “vida humana”, surgindo naturalmente por acréscimo na vida de cada um, também com  a “vida a dois” ou com  “a vida a um” acontece a mesma coisa.  Quem colocar algo “do mundo” em primeiro lugar, estará se sujeitando ao mundo e não à Verdade. E quem realmente buscar a Verdade, terá, como foi dito, o que, aos olhos da Verdade, será o seu “bem” em termos de vida humana. Portanto, a resposta, na verdade,  somente cada pessoa saberá dar a si mesma, por depender do que ela realmente busca: o Reino de Deus? Ou  realizações humanas?  O Amor de Deus? Ou o amor do mundo? Somente ela poderá dar a si mesma a resposta! O que eu sempre alerto é quanto ao seguinte: fujam destes supostos “mestres” que associam Espiritualidade com sexualidade! Mary Baker Eddy disse o seguinte: “As paixões e os apetites têm que terminar em sofrimento. São de “breve tempo” e estão cheios de “inquietação”. Suas supostas alegrias são logros. Seus limites estreitos lhes diminuem os prazeres e cercam de espinhos suas obras”. A Bíblia sempre trouxe o alerta: “Quem semeia na carne, colhe corrupção, e quem semeia no Espírito, colhe Vida eterna”. O ego é que deve se amoldar à Verdade e nunca a pessoa pretender “forjar” com que a Verdade se amolde aos seus desejos ou caprichos humanos, buscando respaldo em “ensinamentos e doutrinas estranhas”, que reforçam a crença falsa de que somos “menos do que Deus”; dar crédito a tais crenças  é fazer do ego um “deusinho” particular, e,  viver esta mentira não poderá dar certo! “A Graça de Deus nos basta!” Portanto, tenha por meta conhecer sua UNIDADE COM DEUS, deixando que, no mundo, tudo lhe venha por “acréscimo”. Este processo não é opinião de ninguém: é meramente como o Universo funciona!  Permaneça em sua Oniação!

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As Aparências Realmente Enganam

(Mr.Lopeslima)

Conhecer o mundo não é uma coisa difícil, basta observá-lo. Ao fazermos isso, percebemos que ele é totalmente feito de aparências e como dizemos aqui, aparências são ilusões criadas pela mente mundana.

Quantas vezes olhamos para as pessoas e para as coisas e achamos que elas são assim, e dizemos: “parece que é…” Mas não é. A única realidade só pode ser percebida pelo próprio indivíduo e isso ele pode alcançar por diversos caminhos tais como meditação, leitura, artes música…

O ser humano muitas vezes tenta mostrar uma face para agradar mais aos outros do que a si mesmo, tentando ocultar sua personalidade mais evidente. Criamos muitas máscaras, nas quais nos escondemos para podermos conviver, sermos aceitos pelos outros, para criarmos tipos e etc. Na verdade e em verdade, temos a mente do Cristo. Isto significa que somos uma única mente, sem máscaras, tipos ou disfarces.

O ser humano criou a necessidade de esconder-se por detrás de máscaras, por medo de se revelar e não ser aceito como é, mas aí está o maior engano. A dificuldade em aceitarmos nossa real identidade se faz justamente por acharmos que não somos capazes de sermos filhos de Deus, não no sentido humano, mas no espiritual, que não tem nenhuma correlação com o outro. Tentar entender a Unidade com Deus é como tentar entender o Infinito. Humanamente, não conseguimos, pois temos a “certeza” de que nascemos de pai e mãe, que crescemos, desenvolvemos e um dia morreremos, afinal é tudo isso que nos é mostrado o tempo todo.

Tiremos as máscaras da vida e perceberemos que não é bem assim que a coisa funciona. A verdadeira vida é a espiritual, cujo sentimento todo ser humano percebe, mas poucos a aceitam e muito menos a entendem “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Cor 2,14).

Derrubar as máscaras de nós mesmos, perceber a verdadeira vida por trás da máscara que nos é apresentada a todo instante. Esse é o objetivo daquele que quer conscientizar-se que é filho de Deus e herdeiro de todas as coisas.

Encontro Consigo Mesmo-22

ENCONTRO CONSIGO MESMO
Dárcio
PARTE XXII


DEUS É TUDO – esta é a premissa básica deste estudo. Todos os aspectos da natureza de Deus são onipresentes; todos eles são o que cada um de nós, individualmente, é! O que é válido para Deus é válido para o “ser individual que somos”, porquanto “Deus e Homem são Um”. Citei anteriormente a palavra “Autotratamento”, que é muito empregada em textos sobre a “cura espiritual”. Seu uso é didático, e nos faz recordar que, se “algo ou alguém” nos surgir como “imperfeição a ser corrigida”, a maneira de lidarmos com esta “ilusão” será em nós mesmos: Autotratamento! Isto porque somos “nós” que estamos reconhecendo que “Deus é Tudo”. O estudo requer atitudes condizentes com os princípios aceitos, estudados e contemplados! A dedicação de cada um determinará o seu aparente progresso na prática da Verdade.Saber que “Deus é Tudo e ilusão é nada” não nos basta, ou seja, se andarmos pelas ruas e virmos, por exemplo, alguém caindo de uma moto, se apenas seguirmos em frente ignorando a cena, por acharmos, devido ao estudo,  que “na Presença de Deus não há acidentes”, não teremos desmantelado a “ilusão” como deveríamos! Ignorar a “ilusão”, somente, significaria levá-la conosco para onde estivéssemos indo, uma vez que sua “nulidade” deixaria de estar sendo reconhecida. Quando estamos num ônibus parado e um outro, colado ao nosso, entra em movimento, a “ilusão” nos faz crer que “o nosso se moveu”; quando irá esta “ilusão” se desfazer? Quando ocorrer, “em nós”, o claro discernimento: “O ônibus que se moveu foi o outro, e não este em que estou”. O Autotratamento tem este objetivo: dar-nos a percepção de que, no caso de nosso exemplo, onde o “acidente com a moto” parecia acontecer, a “divina ordem” já estava manifestada como fato verdadeiro e permanente. Este “entendimento” é o que chamamos de “Autotratamento”.

Emmet Fox publicou um folheto de sucesso mundial, chamado “A Chave de Ouro”,  que basicamente diz o seguinte: “Seja você quem for, esteja onde estiver, a “Chave de Ouro” da harmonia está em suas mãos agora, pois quem trabalha é Deus e não você; portanto suas limitações ou fraquezas não contam no processo, e sua parte é primeiramente sair do caminho: “PARE DE PENSAR NA DIFICULDADE, SEJA QUAL FOR, E PENSE EM DEUS ESTANDO NO LUGAR DESSA DIFICULDADE” – esta é a “Chave de Ouro”. Uma forma de Autotratamento muito prática!

Sabemos que as “sugestões hipnóticas” não são presenças, mas “ausências” já preenchidas pela Verdade”, uma vez que Deus, ou a “Divina Ordem”, é Presença permanente, ou onipresença. Esta “Chave de Ouro”, simples de tudo, é realmente bem útil em nosso dia-a-dia, principalmente quando não dispomos de muito tempo para as “contemplações absolutas”. O importante, nisso tudo, é que você saiba que diante do erro, atitudes podem e precisam ser tomadas, para que a Verdade estudada possa ser, realmente,  posta em prática, não somente durante as meditações, mas, também, diante das aparentes manifestações da “ilusão” em nosso cotidiano. E sempre que isto for feito, o será sob alguma forma de “Autotratamento”, pois, a “nós”estarão vindo  as “sugestões hipnóticas”,  e, portanto, também em “nós” é que deverão ser “trocadas” pela Verdade.

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Encontro Consigo Mesmo-21

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXI
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Todas as instruções espirituais e mentais, estudadas e conhecidas, serão por nós empregadas, mas não como “receitas”, e sim  da forma com que nos sentirmos inspirados a fazer uso delas em cada momento, pois este uso irá variar a cada segundo. Há vezes em que nos sentimos prontos para ir diretamente à “contemplação absoluta”, sem sentir  a necessidade de nos determos em mentalizações,  em afirmações da Verdade e negação da ilusão; noutras vezes, sentimos a necessidade de empregarmos a Ciência Mental, fazermos os “autotratamentos”, etc. . O importante é termos estes conhecimentos bem firmados e sempre disponibilizados em nós mesmos, para podermos contar com eles da forma que acharmos ser a mais viável, em cada momento da vida. Como Deus é nossa Consciência, esta “forma mais viável” sempre nos saltará à mente, quando vivermos nesta convicção.

Por mais que expliquemos a “letra da Verdade”, jamais a Verdade, em SI, poderá ser “ensinada”. Os textos e instruções serão expedientes para que a mente fique serena, confiante e receptiva, de forma que a Verdade que JÁ somos, “apareça”, assim como o “lápis inteiro”, mergulhado num copo com água, “aparece”, e “intacto”, enquanto  antes era visto como “quebrado”, por assim sua “aparência” se mostrar pelo lado de fora do copo, ao nível do líquido. Assim como o lápis não terá sido “consertado”, não teremos ficado “iluminados”: apenas a “aparência” ficará conscientemente descartada, pelo fato de a “imagem verdadeira” ter “surgido” como Verdade. Este “desmantelar da ilusão” é o que se dá por experiência interna, e, quando isto ocorre, sabemos que “já estávamos iluminados desde sempre”, e que, portanto, jamais ocorre, de fato,  a chamada “iluminação”.

Jesus sabia que, por mais que explicasse,  ou que demonstrasse suas palavras por “sinais”, este “despertar” não ocorreria por transferência de um “mestre externo” a  supostos “discípulos”. “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14: 26). O que ele diz, nesta passagem, é que após você ter recebido a “letra da Verdade”, não terá mais nada a buscar no “mundo das aparências”! Unicamente em VOCÊ MESMO, você terá a “Experiência de Deus”, que está aqui explicada como “a descida do Espírito Santo”.  O sentido é unicamente este: você “se iluminar”, por perceber que  “jamais se ilumina”, pois, este estado de “iluminação” é o que “sempre É!

Jamais acredite que estar fisicamente perto de supostos “mestres” o fará “se iluminar” espiritualmente! Já vi esta crença falsa sendo disseminada sob diversas formas e por vários autores! Parta sempre da Verdade: “Você é Deus Se expressando!”,  “Luz do mundo”, e não um mortal  “apagado” em busca de “iluminação”!  Se você acreditar que ficar ao lado de um poste o fará ter a “Experiência de Deus”, esta “crença” é que poderá atuar e aparentar lhe dar maior receptividade mental, mas nunca o poste! Grave bem isto: “O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ESSE VOS ENSINARÁ!” Em outras palavras, como Deus é TUDO, este “em meu nome” significa em “SEU NOME”, que, dito por VOCÊ, será “EM MEU NOME”, e, é nesta Verdade que VOCÊ permanecerá e dirá: “Eu permaneço em MIM, em MEU NOME!”. Assim, estará identificado com “seu” EU ABSOLUTO”, com seu estado permanente de “Iluminado” e com a “Verdade conhecida”.  Simplesmente irá acatar, com “coração de menino”,  o fato eterno revelado e verdadeiro: EU SOU A VERDADE. Portanto, jamais  alimente crenças falsas e dualistas! Não alimente a crença de que “terá de se iluminar”. Trabalhe unicamente com VOCÊ MESMO, e com os princípios absolutos que já conhece, sem se deixar levar por “aparências”. Jesus havia dito também: “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”. Sabia que, com olhos voltados para fora de SI MESMOS, os discípulos somente alimentariam a “ilusão”, a crença fraudulenta de que DEUS não é TUDO. Porém, buscando NELES PRÓPRIOS, a totalidade de Deus estaria lhes sendo “ensinada”, ou, “revelada”. “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade, até que do Alto sejais revestidos de poder” (Lucas, 24: 49). Que é “ficar na cidade”? É ficar ONDE VOCÊ ESTÁ, que é onde DEUS ESTÁ, E  SENDO VOCÊ!

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Encontro Consigo Mesmo-20

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio

PARTE XX
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Toda e qualquer identificação que fizermos com a suposta “mente humana”, ou com o mundo que ela aparenta conceber, é sempre identificação errônea. Há três fatores principais que nos tentam enredar nesta atividade “mesmérica” das crenças coletivas: 1.)-   sentimentos de culpa; 2.)- sentimentos de medo; e 3.)- sentimentos de ódio ou rancor. Os textos da Verdade nos conduzem à “identificação correta”, que é a admissão radical de que “Deus é o Eu que somos”, que “todas as Suas Obras são permanentes”, e que, enquanto aparentemente lidamos com este “mundo  de aparências”, “nada fazemos de nós mesmos”, nem de bem e nem de mal, porquanto estaremos conscientes de que “o Pai em MIM faz as obras!” E estas Obras são espirituais, eternas e perfeitas sempre! É de vital importância que mantenhamos em mente estes princípios, uma vez que, pela simples lembrança deles, evitaremos de nos envolver mais do que deveríamos com os aparentes atritos e confusões do dia-a-dia que, caso nos pegassem desprevenidos, poderiam nos arrastar presos a eles por um tempo enorme, deixando-nos imersos nos nocivos sentimentos de culpa, temor ou raiva. Tais sentimentos, como disse antes, exerceriam uma função de verdadeiros “ímãs”, prontos para nos atrair o “hipnotismo de massa”. Nestas situações, o “autotratamento” deve ser feito de imediato, através de um reconhecimento com o seguinte teor:
“Não sou culpado de nada! De mim mesmo, não sou nada, nada faço, nem de bem nem de mal, pois, sei que “o Pai em MIM faz as obras”, todas estas obras são permanentes, espirituais e perfeitas! Sei também que esta suposta “mente”, que se sentiu culpada, atemorizada ou enraivecida, não é a minha! Pois, está revelado, e é verdade: “Tenho a Mente de Cristo!”.

Por que é tão importante sabermos disso? Porque no contato diário com os demais, será inevitável que, num momento qualquer, inesperadamente, nos defrontemos com as pequenas confusões e  atritos! Se estivermos espiritualmente prevenidos, não deixaremos que tais “aves” em nossos ombros façam “ninhos”.  Devemos ser hábeis para detectar rapidamente a “ilusão”, cortá-la de imediato, fazendo com que todo o tempo, com ela perdido, seja o mínimo possível! Se, por exemplo, nos envolvermos numa discussão de 2 minutos, que isto, então, não nos ocupe  nenhuma fração de segundo a mais! Os supostos “atritos” não devem ser vistos como problemas, mas como “ajustes” naturais na suposta vida humana. De momento, talvez eles até possam  parecer alguma simples “disputa entre egos”; entretanto, somos essencialmente “um”; e, como sabemos, esta “unidade”, quando seguidamente reconhecida na “Prática do Silêncio”, acarreta “ajustes” neste mundo, decorrentes da influência das meditações e das mentalizações às quais nos dedicamos, sendo, portanto, naturais, benéficas e, inclusive, aguardadas. Por que são aguardadas? Porque o estudo promove mudanças internas na “mente humana”, e, estas mudanças internas se refletirão externamente, para que a “vida humana” se nos mostre melhorada “por acréscimo”, ou seja, “nada acontece por acaso”.

Continua..>

A VERDADE SOBRE A DOR

A
VERDADE  SOBRE
A  DOR
Mary Metzner Trammell
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É deveras importante declarar a verdade sobre a dor. Quando você compreende, ainda que apenas um pouco, dessa verdade, nunca mais vai acreditar realmente na dor, pelo menos não da mesma maneira. Nunca mais vai se sentir tão intimidado pela dor. De fato, você vai se sentir desde logo liberado. Você vai começar a entender estas palavras de Cristo Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Mas qual é a verdade sobre a dor? Simplesmente esta: há uma realidade que elimina completamente a dor, a realidade totalmente amorosa e potente chamada Deus. Esse Deus sempre presente conosco, e o único Princípio do Universo, é o Espírito. Você está a salvo da dor ao reconhecer como fato que você vive na totalidade do Espírito. Que sempre vivemos no conforto sagrado do amor de Deus.

Nada pode haver de exterior à totalidade do Espírito. No entanto, a dor sugere que há algo fora de Deus, o exterior onde você e eu aparentemente vivemos, queiramos ou não. Este “exterior” é uma interpretação do mundo conforme a mente mortal/material, uma armadilha cruel da qual acreditamos não poder escapar. É um lugar em que os prazeres materiais e as dores materiais, os altos e baixos materiais, os começos e os fins materiais nos agitam como a fragmentos errantes no meio do oceano. Lugar onde a matéria vem a ser ao mesmo tempo nosso criador e destruidor, nosso defensor e nossa queda. Um lugar em que o pé encontra sempre o escorregadio, o futuro sempre incerto. Um lugar onde a matéria reina.

A matéria, o oposto hipotético da mente onipotente, pretende ter inteligência formidável. Deseja falar-nos por meio de um sistema complexo com que os cinco sentidos físicos enviam informações a um cérebro material. Essa rede de matéria-a-matéria empenha-se em nos dizer exatamente como nos sentimos em dado momento. Informa-nos se estamos estimulados ou exaustos, contentes ou doridos, alegres ou irados. Com base nessas informações, essa assim chamada mentalidade materialista decide o que podemos ou não podemos, queremos ou não queremos fazer com cada momento de nossa vida.

Há, entretanto, como antes referimos, uma enorme e conspícua falsidade em tudo isso, uma falsidade que mostra como toda essa ideia de dor é ilusória. Essa falta fatal no raciocínio é a suposição infundada de que existe inteligência, substância ou realidade além ou em separado do ser infinitamente perfeito de Deus. Compreender que essa falta é uma falta é o âmago da reiteração da verdade sobre a dor. É o cerne de nossa compreensão de que você e eu somos realmente espirituais, não materiais. Afinal, como poderia uma substância estranha como a matéria introduzir-se na criação espiritual de Deus?

Jesus compreendeu, mais absolutamente do que ninguém, a verdade do ser real, inclusive a verdade sobre a dor. Em vista disso, foi capaz de curar enfermidades dolorosas e debilitantes, tais como a lepra e a epilepsia. Foi capaz até mesmo de vencer sua própria crucificação e de ressurgir do túmulo em que fora sepultado. A Sra. Eddy escreveu estas palavras sobre o ter sido a matéria decisivamente subjugada por Jesus: “Suas demonstrações do poder do Espírito virtualmente venceram a matéria e suas supostas leis. Ao caminhar sobre as ondas, comprovou a falsidade da teoria de que a matéria seja substância; ao curar pelo meio da Mente, eliminou toda suposição de que a matéria seja inteligente, ou que possa perceber ou expressar dor e prazer. Seu triunfo sobre o túmulo foi uma vitória eterna em prol da vida; demonstrou que a matéria não tem vida e provou o poder e permanência do Espírito”.

Os discípulos modernos do Cristo podem esperar seguir o exemplo do Mestre e comprovar “a falsidade da teoria de que a matéria seja substância”. Podem desafiar e eliminar a crença em matéria inteligente, em matéria que às vezes sente mal-estar, outras vezes bem-estar. Podem esperar pensar e agir mais, a cada dia, a partir do ponto de vista da totalidade do Espírito. Esse esforço constante lhe trará muitas bênçãos, muitas curas, muita exaltação espiritual! Trará o que um dos índices marginais no livro Ciência e Saúde denomina “Bênçãos provenientes da dor”: a recompensa por estarmos vigilantes e sermos fiéis ao Espírito.

Que importância terá, porém, essa porfia, se você pode tomar algum analgésico para dar “solução rápida” ao desconforto? Talvez seja útil, nesse ponto, perguntar para onde o levará o uso rotineiro de remédios materiais. Por exemplo, levá-lo-á a depender, mais de Deus? O pensamento se inclinará para a realidade divina? Haverá oportunidade de confiar absolutamente em Deus e de provar o quanto Seu amor está próximo, quanto é forte e sanador, e de assim glorificá-Lo?

Se a resposta a essas perguntas for negativa, talvez você queira abrir o coração para a oração como um meio poderoso de pôr fim à dor. E você poderá descobrir que, para você, a oração é bem mais eficaz do que milhares de remédios contra a dor que inundam o mercado, desde aspirina até acupuntura, desde fisioterapia até florais, desde hipnotismo até massagens e técnicas de yoga para “levitar”. Talvez você queira procurar, na Ciência do Cristianismo, de que modo estar livre da dor, como o fez recentemente uma amiga, ao dar à luz o primeiro filho.

Ela e o marido oravam havia meses antes da chegada do bebê, sentindo amor pela natureza ideal, espiritual, dos filhos de Deus. Por ocasião do parto, eles e a praticista da Ciência Cristã que os acompanhava em oração durante a gravidez, tinham absoluta certeza de que o bebê era filho precioso de Deus, que estava protegido e mantido em perfeição por seu divino Pai-Mãe.

Quando, porém, a mãe sentiu as primeiras contrações, subitamente temeu ser incapaz de suportar a dor, principalmente depois que as parteiras presentes a avisaram de que as contrações ficariam ainda mais fortes. Com cada contração, porém, o marido lhe garantia com muito amor que tudo estava bem. Falava-lhe em voz alta maravilhosas verdades cristãs, que muitíssimo a ajudaram. Ele repetia para ela, mais que tudo, “a exposição científica do ser”, em Ciência e Saúde da Sra. Eddy, exposição que conclui com esta frase sanadora: “Por isso o homem não é material; ele é espiritual”.

Pouco depois o bebê nasceu. As parteiras comentaram que foi um dos partos mais naturais e bonitos que já tinha visto. Acima de tudo, porém, impressionou-as a maneira como a mãe se portou durante as contrações. Disseram: “Você se acalmava assim que seu marido lhe falava sobre Deus”.

Não é de surpreender que as palavras do marido acalmassem a esposa. Eram palavras da verdade, palavras de amor. Antes que as parteiras se retirassem, naquela noite, duas delas levaram consigo exemplares de Ciência e Saúde. (A terceira já possuía um exemplar!) Agora, as três estão lendo o livro que, tal como a Bíblia, é famoso pela verdade que expõe. O livro que, pela primeira vez na história, declara a verdade absoluta sobre a dor: “… não há dor na Verdade, e não há verdade na dor”.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ , junho 1996)

VÁ AOS FINALMENTES

Dárcio

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As obras de Deus estão terminadas e são permanentes. Somos “obras de Deus”; assim, não postergue a aceitação de sua natureza divina plena e perfeita! Vá aos finalmentes das revelações! Pare de se iludir com as frases como “um dia chegarei lá”, “quando me iluminar…”, e outras do gênero. Não seja condescendente com a mentira, com a crença no tempo, com a noção de que VOCÊ possa ser outro, senão Deus! DEUS É TUDO! Jamais isso mudará! Se você acredita ter de sofrer mudanças para “um dia” ser um com Deus, ficará a ver navios! Não existe ser humano para se unir a Deus! Essa lenda deve ser despojada, para que VOCÊ realmente perceba QUEM VOCÊ É! Vá aos finalmentes! “EU SOU A VERDADE!” Aceite as revelações como já manifestas, e contemple-as todas em VOCÊ MESMO! AQUI E AGORA!

“Se é que tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojais do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito de vosso sentido; e vos revistais no novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”
Efésios 4: 21-24


O
INFINITO PERFEITO
DÁRCIO

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QUEM PRETENDE vivenciar A Verdade absoluta deve estar com ela identificado. EU SOU O INFINITO PERFEITO! Este é o ponto de partida. A aceitação de que somos o Infinito perfeito, além de eliminar a dualidade pela raiz, faz com que reconheçamos que aquilo que o Absoluto é, e unicamente esta natureza do Absoluto, é o que já estamos SENDO neste instante. A suposta “imagem visível” do nosso Ser, a chamada “personalidade humana”, é o INFINITO PERFEITO? Não. Portanto, o suposto “eu humano” não veio do Absoluto, não está presente, sendo,  portanto, INEXISTENTE!

EU SOU O INFINITO PERFEITO! A Onisciência constitui a MINHA TOTALIDADE. Estamos todos imersos na Sabedoria infinita, pois, SOMOS A SABEDORIA INFINITA. Estamos “imersos” na Presença do Absoluto, pois SOMOS O ABSOLUTO. Àqueles que aparentam estar à mercê das “imagens ilusórias” do mundo, recomendamos fazer a si mesmos estas indagações, deixando vir da Consciência a resposta espontânea a cada uma delas:

– Esta imagem provém do Absoluto?
– Esta imagem coexiste com o Absoluto?
– Que é o real? O Absoluto ou esta imagem?
-Esta personalidade, com qualidades e defeitos, é o Absoluto?
– A Mente do Absoluto é única?
– A mente distorcida da personalidade coexiste com a Mente perfeita do Absoluto?
– Qual mente medita para transcender as aparências?
– Qual mente julga que as aparências são realidades?
– As aparência indesejáveis existiam há séculos?
– As aparências indesejáveis poderão se manter eternamente?
– O Absoluto reconhece o tempo? ~
– O “agora” real divide espaço com as aparências do presente?

VOCÊ É O INFINITO PERFEITO! A sua Consciência já é iluminada! A Perfeição que VOCÊ É, é a Onipresença que reconhece unicamente a SI MESMA como EXISTÊNCIA. Sua Consciência, por ser iluminada, responde a todas as indagações acima com tranquilidade, na forma de REVELAÇÕES.

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“ATÉ QUE DO ALTO
SEJAIS REVESTIDOS DE PODER”

Lucas 24;49
Dárcio
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A noção comum a respeito de “poder” é completamente diferente do significado espiritual, em que a Onipotência indica, de fato,  a “ordem imutável onipresente”. Deus é o único Poder real, e, “ser revestido desse poder” significa uma total rendição da mente humana e seus supostos poderes benignos e malignos a este Poder oniativo. Não estamos separados de Deus; antes, a Verdade permanente é esta: Deus e homem são um. Portanto, “somos revestidos de poder” quando simplesmente somos conscientes de que a Onipotência constitui o “Eu Sou” que somos, sem nenhum “outro”. Contemple a Onipotência onipresente, vendo-se nela inclusa. Perceba sua Consciência sendo o Poder de estar expressa como Luz e Amor infinitos! Ser revestido de Poder é discernir Deus sendo Luz e Amor como a SUA Consciência. Contemple este fato espiritual!

“Eu sou a Consciência que é Luz e Amor em expressão. Esta Consciência, consciente de ser Luz e Amor em expressão, é o Poder do qual me vejo “revestido”.

Consciência, Poder, Luz e Amor são um.” Contemple esta Unidade oniativa em quietude e silêncio.

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CRISE DE IDENTIDADE

Allen White .

Muita gente confessa achar mais fácil dizer “Eu sou um com Deus”, ou “Eu sou um reflexo de Deus” do que afirmar que EU SOU DEUS. Contudo, estas mesmas pessoas declaram que DEUS É TUDO. Como Deus É tudo, então Deus deve ser o EU SOU que você é, e este EU SOU, que você é, pode certamente dizer: "Eu sou Deus".  Para a maioria dos religiosos é uma blasfêmia alguém dizer: "Eu sou Deus". Entretanto, para um Absolutista (alguém que sabe que Deus é Tudo), é uma blasfêmia dizer e se conhecer como algo que não seja Deus.  Leitor,  não estou encorajando-o a elevar uma identidade humana ao patamar divino. Estou encorajando-o a entender a nulidade de sua imaginada identidade humana, e discernir sua Deus-identidade como sendo sua única Identidade.  Conscientizando sua Verdadeira identidade, você com júbilo também saberá:  *  Eu sou a Vida que não nasce, que não morre, que é sem idade e atemporal. *  Eu sou TUDO que o AMOR é. *  Eu sou SUBSTÂNCIA imensurável, irrestrita e infinita. *  Eu sou TODO PODER. *  Eu sou TODA PRESENÇA. *  EU SOU aquele que SOU.  Leitor, não creia nestas frases apenas porque as escrevi. Vá diretamente à sua própria Deus-Consciência e, com um coração imparcial, pergunte se elas são declarações verdadeiras. Você deverá, se necessário for, aguardar pacientemente pela resposta.  *

MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA QUE DEUS TEM DO HOMEM

Donald R. Rippherger  PARTE II .

As opiniões baseadas na fisiologia e na medicina chegam a conclusões diametralmente opostas sobre a saúde humana. Os diagnósticos dos oculistas os levam a receitar medicamentos e gotas para impedir o avanço de doenças e o enfraquecimento da vista. Contudo, o tratamento médico, apesar dos esforços para aliviar o sofrimento, não coincide com a realidade espiritual e, portanto, está fora de foco.   Focalizar o pensamento de acordo com a Verdade, isto é, estar de acordo com um Deus que tudo vê e a todos ama, que é tão puro de olhos que não pode ver o mal, anula a duplicidade que vê a criação como se esta fosse a uma só vez espiritual e material, saudável e doente. Dissolve atitudes míopes de egoísmo e egotismo. Concentrando-nos na tarefa de hoje, de aprender como é que Deus nos vê, e como é que Ele vê Sua criação espiritual, não nos colocaremos na situação de temer um futuro de envelhecimento e debilitação ou de lamentar um passado de egoísmo e remorsos inúteis. Em vez disso, estaremos em condições de aceitar a perfeição presente do Amor infinito e sua abundância de bem e por pautarmos assim nossa vida.   Ao compreender melhor como Deus vê o homem, nosso próprio sentido de visão melhora. A Ciência Cristã, mediante a compreensão espiritual, dissipa a noção de que o homem é material, corrigindo, dessa maneira, os problemas da vista. “As lentes da Ciência”, escreve Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, “aumentam à vista humana o poder divino; vemos então a supremacia do Espírito e o nada da matéria”.   Continua…

Encontro Consigo Mesmo-15

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XV
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Como venho expondo, acho imprescindível conhecermos a Ciência Mental enquanto estudamos o Absoluto! Ela não predominará, durante as “contemplações da Verdade”, pois será quando nos ocuparemos unica e exclusivamentemente com o reconhecimento da existência única de Deus. Mas, como aparentemente usaremos a mente humana fora destes períodos contemplativos, seria um absurdo desconhecermos como ela se mostra atuar e, absurdo ainda  maior, seria deixarmos de tirar proveito destes conhecimentos que nos são disponíveis.

Que significa fazer  “uso correto” da mente humana? É o que veremos a seguir. A Ciência Mental explica que a mente humana, basicamente, é composta de “consciente”, 5%, e de “subconsciente”, 95%. Quando desejamos algo legitimamente nosso, é-nos ensinado que “este algo já existe”, e que, quando passamos esta ideia do consciente para o subconsciente, até saturá-lo com ela, tão logo a crença “eu não tenho” seja nele trocada pela crença “eu tenho”, — o que é feito com programações específicas–, haverá a manifestação visível deste “bem” mentalizado. A mente humana não tem realidade, como bem sabemos, uma vez que Deus é a Mente única, universal e onipresente! Entretanto, também “braços e pernas materiais” não existem, já que Deus é TUDO e Deus é Espírito! Mas, como aprendemos a fazer uso destes membros, nesta “ilusão de mundo”, igualmente devemos saber como usar a mente humana. É nesse sentido que precisamos conhecer a Ciência Mental! Ela terá sua participação para amoldar as crenças coletivas à Verdade absoluta que estudamos. E para isto, é necessário entendermos com precisão como isto se dará.

Já vimos antes que o que é a “perfeição”, no Absoluto, para a mente humana é o conceito de “bem” que ela retém. Que é a suposta mente humana? Uma crença coletiva no “bem” e no “mal”. A Ciência Mental explica isto, ou seja, que esta ilusão”, chamada “mente humana”, se mantém graças a meras crenças infundadas, divididas em conceituações de “bem” e de “mal”; portanto, se fizermos uso de afirmações do bem e negações do mal, estaremos endossando a Verdade que já É, na visão do Absoluto.  Se na Realidade Deus constitui o Eu individual que somos, este Eu Perfeito é o único em manifestação como o Ser que somos! Que faz a suposta mente humana? Gera uma “aparência temporal” deste Eu Absoluto, e, faz com que a humanidade toda, mesmerizada por esta “aparência”, a assuma como se fosse imagem verdadeira! Por quê? Devido ao desconhecimento da Verdade absoluta de que a Mente ÚNICA é Deus; desse modo, acredita na “ilusão” de que a suposta “mente humana” seja mente verdadeira! Onde entra a “Mística” e onde entra o “Mentalismo”?  A “Mística” entra em nossas “contemplações absolutas”, onde unicamente a Mente de Deus é aceita como presente e em manifestação onipresente. Com a “Prática do Silêncio”, feita com assiduidade e dedicação, esta Verdade reconhecida vai desmantelando a crença falsa de que “existe mente humana”. Nesta Verdade é que devemos permanecer! E onde entra o “Mentalismo”? Ele entra enquanto fazemos as concessões para estarmos “neste mundo sem pertencer-lhe”, como já vimos anteriormente! O estudo da Verdade é científico! Tudo é feito dentro de princípios e não ao acaso! Se sabemos que Deus é a Mente única, acharemos diariamente tempo para meditar e contemplar esta Verdade! A cada contemplação, a “luz da Verdade” irá dissolvendo as “trevas da ilusão”, e, este processo culminará na dissolução da “crença coletiva”.  O ideal seria, realmente, que nos mantivéssemos cem por cento na Verdade , de que Deus é a Mente única, enquanto  vivêssemos no mundo e entre as pessoas, em nosso dia a dia; porém, este ideal não se constatao na prática, o que nos deve fazer entender que será muito melhor “caminharmos junto de nossa adversária”, a suposta “mente humana”, de forma que a deixemos alinhada ou amoldada à Verdade, do que simplesmente a deixarmos livre e solta para nos influenciar hipnoticamente com suas sugestões que se nos mostram ora boas, ora más! Jesus disse: “E eu, quando for erguido às alturas, atrairei todos a mim”. Explicava que, a cada reconhecimento absoluto da Verdade, que fizermos,  a que nos dediquemos, a “crença coletiva”, por ser puro “nada”, estará se enfraquecendo também para todos os demais seres, uma vez que a Consciência é única e comum a todos. Existe, portanto, esta Ação espiritual que, por si mesma, Se revela e “purifica” a suposta mente humana, enquanto esta, aparente e coletivamente, ainda se conserva  como “crença coletiva”. Entretanto, como este processo de dissolução da “ilusão” não dá fim à crença imediata e coletivamente, até que haja um “despertar em massa”, o “mentalismo” nos servirá como “filtro” da crença em “mal humano” e como “transparência” à crença em “bem humano”. Em outras palavras, estaremos obrigando a “crença” a ser positiva para nós. A “Mística”, pela ação divina, dissolve a “crença no bem e no mal”, enquanto o “Mentalismo” confirma, na própria crença,  a presença só do bem e a ausência só do mal”, até que toda a “ilusão” seja dissipada.

Continua..>

ENCONTRO CONSIGO MESMO-14

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XIV
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As concessões que fazemos ao mundo, para podermos bem conviver com ele e seus supostos habitantes, não podem predominar a ponto de sermos levados por elas e deixarmos de saber que “já somos iluminados” e que “já estamos no Absoluto”, uma vez que DEUS É TUDO! As concessões são meros expedientes de boa convivência, mas, são concessões que devem estar sob nosso controle e não com as  rédeas soltas! Não podemos negar, a nós mesmos, o que sabemos ser a Verdade, mesmo que o façamos aos olhos dos demais por pura concessão! Por exemplo, se você for fazer uma compra e lhe perguntarem a “data de nascimento”, certamente você não irá responder que “você existe desde antes que Abraão existisse”, que seria a Verdade; antes, você fará a concessão e informará ao indagador a resposta aceita pela  “ilusão de massa” que, para ele, e não para você, corresponderá à realidade! As concessões precisam ser feitas “da boca pra fora”, uma vez que tanto sabemos que a Verdade não é “deste mundo” como também sabemos que, se afirmarmos as “concessões” de forma a também acreditarmos nelas,  as falsidades voltarão ao subconsciente e, para a mente humana, ficarão endossadas mais uma vez! São inúmeras as concessões inevitáveis que teremos de fazer, por estarmos aparentemente neste convívio humano; por isso, devemos reforçar muito bem, para nós mesmos, o que somos e o que parecemos ser, aos olhos do mundo, para que o estudo da Verdade não seja prejudicado além do necessário.
No “Bhagavad Gita”, Krishna diz: “O que é irreal não existe, e o que é real nunca deixa de existir. Os videntes da Verdade compreendem a íntima natureza tanto disto como daquilo, a diferença entre o ser e o parecer”. Frases desse tipo, decoradas, serão de enorme valia para serem lembradas em nosso dia-a-dia! Isto porque “aquilo que É” sempre nos surgirá confrontado com “aquilo que parece ser”, e, como disse Krishna, “compreender a natureza tanto disto como daquilo”, compreender  “a diferença entre o ser e o parecer”, será nosso trabalho constante, enquanto aparentemente vivermos em nosso cotidiano. Eu disse “frase decorada”, mas não no sentido de que apenas decorá-la nos servirá de alguma coisa, mas sim, para a termos na memória e ser trazida a cada situação da “aparência” que nos requeira discernir: isto é fato, aquilo é ilusão! “O que é real nunca deixa de existir”, afirma Krishna; assim, um “problema”, que porventura possa ter “surgido”, e, por isso, esteja perturbando a paz de alguém, já seria descartado de imediato como “irreal”, uma vez que “o que é real nunca deixa de existir”, e, também, naturalmente, “nunca começa a existir”. Quem estuda a Verdade lida com o mundo de forma totalmente diferente daquela empregada pelas demais pessoas! E esta “forma diferente” é decorrente dos estudos, das meditações e do conhecimento, tanto da Verdade absoluta como do uso correto da suposta mente humana.

Quanto mais rapidamente você “travar o curso da ilusão”, se algo supostamente negativo ou desagradável lhe vier à mente, menos você sofrerá seu impacto ilusório! A Harmonia absoluta é a Verdade constante, eterna e imutável! Portanto, sejam quais forem as “aparências”, boas ou más, o que realmente está manifestado é o que DEUS É! Eu uso sempre a seguinte expressão: “Isto não é o que aparenta ser, isto é Deus que Se manifesta como…”, que tirei do livro “A Arte de Curar pelo Espírito”, de Joel S. Goldsmith. Para mim, esta frase diz tudo, e se aplica a qualquer situação! Costumo também afirmar: “Eu sou um centro de força, energia e poder!”, que, usada a qualquer momento, reaviva a Verdade na mente; e também, guardei na memória o título de um artigo da Ciência Cristã, “Na presença de Deus não existem acidentes”, por considerá-lo muito sugestivo e também extremamente útil, em situações inesperadas em que ele mereça ser lembrado. Há tempos, postei aqui no site um texto em espanhol, da Ciência Cristã, intitulado “Coisas Maravilhosas estão Acontecendo”. Com esta frase, muitos “milagres” aconteceram, isto é, muita “ilusão” foi desmantelada! Portanto, além das meditações, você deve encontrar, em seus estudos e leituras, as suas próprias “armas da luz”, para ficarem à sua disposição sempre que o mundo exigir que você faça uso delas!  Talvez, para você, sejam outras as frases que produzam o mesmo efeito! Cada um deve procurar identificar suas “armas de luz” neste estudo, e contar com elas, ao lidar com as crenças fraudulentas da vida. O principal, contudo, é que VOCÊ CONTE PRINCIPALMENTE COM DEUS, pois, como disse Isaías, “Antes que clamem, eu responderei!”. Há vezes em que, diante de situações inesperadas, facilmente nos desviamos delas para esta “entrega a Deus”; e há vezes, em que as “armas da luz”, como tenho dito, nos servem para barrar mentalmente o “ritmo da ilusão”. Conte sempre principalmente com Deus; e,  também, conserve seu “arsenal da Verdade” gravado na mente. DEUS É TUDO! A cada necessidade, você se inspirará, ou com novas “armas” reveladas na hora, ou com aquelas que você mesmo selecionou para deixar registradas na mente. Não existe Deus e você! Existe Deus sendo você! Partir sempre disto é que é fundamental!

Continua..>

Encontro Consigo Mesmo-13

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XIII
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Como estudar a Verdade não é ser eremita, muito pelo contrário, é cada um seguir seu rumo profissional e natural de vida, sendo “Luz do mundo” ali, os meios de defesa espiritual, diante da avalanche de crenças falsas com que nos deparamos diariamente precisam ser bem conhecidos! Eu não compactuo com ensinamentos absolutos que desprezam os conhecimentos da Ciência Mental e seus benefícios como “armas de luz”, enquanto  vivemos entre pessoas que não estão buscando a Verdade e ainda não demonstram interesse maior por ela. Os princípios da Verdade absoluta, no meu entender,  precisam ser muito bem conhecidos e  praticados de modo radical durante as “Contemplações da Verdade”. Nestes momentos, sim, a mente humana estará em condições de ser transcendida e anulada, enquanto a deixamos de lado como “mente ilusória” pelo reconhecimento integral da Mente divina como sendo única em atividade e como a única Mente que temos e que somos. Mas não podemos nos esquecer de que não meditamos 24 horas por dia!

O “Caminho do Meio” é o caminho natural do estudante da Verdade, quando, então, ele divide parte do seu tempo para ser dedicado ao estudo e meditações, e outra parte para lidar com o  “mundo das aparências”, exercendo nele influências positivas sem que se  deixe dominar ou se contaminar pelo erro. Li, certa vez, que devemos ser como os raios de sol, que clareiam os pântanos mas sem neles se sujar! A dedicação plena às meditações absolutas, mais a aplicação da Ciência Mental como apoio, nos períodos entre elas, serão normas fundamentais para garantirmos a nossa paz. O Absoluto, evidentemente, já é a Realidade perfeita, onipresente e iluminada! Mas, quem ficaria o tempo todo unicamente em “contemplações”? Nem que fôssemos praticistas!  Quando tomamos frases bíblicas, ou frases positivas, que endossam nossa vivência em Deus,  confirmam a Verdade e negam o erro, mesmo que  aparentemente estivermos “no mundo”, estaremos usando a Ciência Mental de forma conveniente, uma vez que estaremos amoldando o subconsciente, ou a “crença coletiva”, na parte que nos toca”, à Verdade estudada! Por exemplo, se no Absoluto já somos unicamente  Deus em expressão, é evidente que, nesta condição consciente,  tipo algum  de  “mentalismo” é necessário: seria, inclusive, impossível de ali ser praticado! Não há Deus algum afirmando a Verdade e negando a ilusão! Porém , apesar de  reconhecermos nossa presença como sendo unicamente Deus, durante as meditações, logo em seguida, por nos dedicarmos às coisas e aos  afazeres do mundo,  estaremos puxando de volta a ilusória “mente humana”, ao agirmos e convivermos normalmente com os demais. Há pessoas que acham, em vista disso, que o estudo perde sua eficácia, quando me dizem: “De que me adianta meditar o Absoluto para reconhecer que a mente humana é ilusória, se, como você diz, terei de admiti-la novamente ao encerrar a meditação?” Mas, é justamente por isso que a Ciência Mental existe e deve ser empregada! Se a “mente humana é ilusória”, quando eu afirmo, com ela, que Deus é TUDO e que o erro é NADA, ou, quando eu afirmo  citações bíblicas que confirmem a Verdade absoluta reconhecida nas meditações, ou seja, quando eu emprego  os conhecimentos e recursos disponibilizados pela Ciência Mental, o que estarei causando, de fato, é a “anulação desta mente que é nada”, e “usando” ela própria para isto!

No Absoluto, vivemos a condição da Perfeição indefinível, que JÁ É! O que seria esta “perfeição” aos olhos da mente humana? Não seria jamais uma posição de neutralidade, mas de uma conceituação positiva, isto é, para a mente humana, a “perfeição que É, é entendida como “bem visível” ou “bem manifestado no mundo”! A mente humana não verá uma pessoa sem a rotular de boa ou má, rica ou pobre, saudável ou doente! É a natureza própria desta mente ilusória o “julgar pelas aparências”! E é por isso que devemos afirmar unicamente o “bem” e negar convictamente o “mal”. Não significa, como querem alguns místicos, que estaremos dando “poder” à mente humana! A Ciência Mental usa conhecimentos que endossam, aos olhos desta mente, o que é a Verdade que reconhecemos como Absoluta! Se deixarmos de usar estes conhecimentos, por acreditarmos que estudamos o Absoluto, e não a “mente humana” , ou se  considerarmos que tais ensinamentos são desprezíveis,  estaremos nos expondo ao “mundo das aparências” sem deixarmos direções definidas na mente que nele “aparentamos” possuir! Ninguém, nem Jesus Cristo, viveu integralmente o Absoluto  “neste mundo”, e nem tampouco isto se dá da noite para o dia! O estudo é absoluto, mas seus efeitos, na aparência, se mostram como um processo chamado por Paulo de “morrer diário”. Aquele que desprezar a Ciência Mental, enquanto neste processo, estará, como já disse, unicamente se expondo gratuitamente aos ditames descontrolados da “crença coletiva”; como “este mundo” é projeção, não da Mente divina mas sim da “mente humana”, este estudante poderá ter, em sua suposta vida humana, uma série de problemas que poderiam perfeitamente ser  evitados, caso tivesse associado a Ciência Mental ao seu estudo do Absoluto.


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Dárcio
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PARTE XII

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O “despojar-se do velho homem”, que é, na “Prática do Silêncio”, contemplarmos unicamente o Cristo, a Verdade que somos, poderá em muitas ocasiões requerer de nós a “prática do perdão” em suas setenta vezes sete vezes, como disse Jesus. Isto quando a “crença coletiva” se mostrar muito “agarrada” a nós, com suas  ideias de desavenças, tentando atrapalhar a nossa própria contemplação. Perdoar é dar como “não acontecido” o suposto fato causador de qualquer desarmonia ou desavença no mundo das aparências. Este “perdão” deve ser de total abrangência e, nesta própria abrangência, o “velho homem e seus feitos”, isto é, o suposto ser humano, que se faz passar por nós, deverá estar incluso para ser, também, perdoado! O “perdão”, assim visto, agirá como mais um reforço para que este “eu ilusório” seja anulado! Isto porque enquanto ele, como crença, “viver em nossa lembrança” como vítima ou causador das “desavenças”, ficaremos aparentemente com a “casa dividida”, isto é, de um lado reconhecendo o Cristo como nossa identidade, e, de outro lado, esta “lembrança de conflitos com pessoas”, que atrapalha em nossa identificação com a Paz do Absoluto. O “perdão”, portanto, será excelente arma para desmantelarmos estas crenças pegajosas.

O “perdão” poderá conter ideias com o seguinte teor central: “Perdôo a todas as pessoas, e perdôo a mim mesmo, por ter-me deixado envolver com as crenças em atritos e desavenças pessoais do mundo. Agora minha mente está clara! Vejo a Verdade de que a harmonia infinita reina entre todos os seres. Somos todos um com Deus, sendo, portanto, a harmonia a realidade única, infinita e permanente”. Se, durante este reconhecimento, alguma pessoa vier espontaneamente à lembrança, faça a meditação especificamente para reconhecer sua unidade com ela; caso não lhe venha ninguém à memória, não rebusque “trevas” para encontrar “luz”; considere que perdoou incondicionalmente a si mesmo, e a todos os demais com quem teve contato, e, sentindo-se inteiramente aliviado, pratique o “Silêncio” totalmente imerso na percepção de que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ.

Num artigo da Ciência Cristã, William C. Coffman escreve o seguinte: “Quando ficamos tentados a fazer uma realidade do erro cometido por outra pessoa, estamos, sem o saber, alinhando-nos do lado do erro. Alguma crença na realidade do mal, que ainda não foi resolvida em nossa consciência, talvez nos disponha a crer que o erro de outrem é realmente a individualidade dessa outra pessoa. Resolve-se um problema humano, isto é, anula-se o erro, mediante o trabalho mental diário que se faz para si mesmo: e, nesse trabalho, acha-se incluído o deslindar em nosso próprio pensamento as tramas do sentido material”. Em suma, o principal é o Autotratamento, a nossa percepção de que a Onipresença de Deus exclui a possibilidade de existir qualquer outro fato, condição ou pessoa fora da Perfeição Absoluta ou fora da Oniação.

“Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” – esta Verdade deve permanecer em nós, enquanto nela permanecemos,  pois qualquer desvio deste princípio absoluto será pura e unicamente ILUSÃO. A força de vontade e o anseio de vivermos bem com todos, apesar de louváveis e sempre serem desejáveis, não nos farão cumprir este objetivo de modo pleno, pois, sempre restará um senso de que somente “passamos por cima” de algo, o que não é o “perdão” verdadeiro. Mas são passos iniciais e benéficos a serem dados antes das “contemplações”. Será nelas que a “ilusão” de que há “pessoas” e de que há “desavenças entre pessoas” será dissolvida pela ação divina, e, caso você sinta dificuldade em meditar e deixar isto acontecer, “entregue a cena” a Deus, e fique “testemunhando” a ação divina, pelo reconhecimento: “O Pai, em MIM, dissolve o “inexistente” visto pela mente em ilusão”. Isto não é dualidade, mas um  artifício, para que a “ilusão” fique sem qualquer apoio mental e se dissolva pela ação do Cristo,  que é a ação do “Pai sendo VOCÊ”.

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Encontro Consigo Mesmo-11

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PARTE XI
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O mais importante de tudo, neste estudo, é a “Contemplação Absoluta”, razão pela qual devemos realmente achar tempo diário para a “Prática do Silêncio”. Nestes momentos contemplativos, precisamos ser radicais ao extremo, partindo da aceitação de DEUS como única Realidade, única Presença e único Poder! O Universo é a Consciência infinita que somos! Apesar de aparentar existir, o suposto “mundo material” não é existência verdadeira. Portanto, se alguém se dedicar, pela Prática do Silêncio”, a discernir unicamente Deus Se manifestando como o seu próprio Ser, aqui e agora, estará “se encontrando consigo mesmo”, encontro que poderíamos chamar de “comunhão” , pois será um reconhecimento absoluto de que “Deus e Homem são um”.

Toda a Existência está em nossa Consciência, não restando, em termos de realidade, nada para surgir neste suposto “mundo de aparências”; entretanto, como a mente humana não tem aptidão ou capacidade para discernir o que realmente existe, vemos, através dela, um desdobramento contínuo de imagens temporais, todas elas sendo meras representações ilusórias dos fatos permanentes que estão “dentro de nós”. Com a assiduidade das meditações, cada vez mais a Luz da Consciência atua nas crenças coletivas, mais elas perdem seu aparente domínio sobre nós e mais testemunhamos a Verdade se estendendo ao campo da visibilidade. Saberemos que “nada acontece por acaso”, ou seja, a cada soltura de crenças, decorrente da ação divina na mente, a frequência mental se eleva, e, nesta elevação, outras pessoas, situações e condições são atraídas, uma vez que “semelhantes se atraem”. Esta “elevação mental”, como foi dito, é efeito da ação divina na crença coletiva, sem jamais significar que “a pessoa evoluiu”, como pregam certas doutrinas e filosofias! Não existe evolução! Por que? Porque não somos “mente humana”, mas sim Expressões de Deus! Acreditar que a pessoa evolui é negar a Verdade de que Deus seja nosso Espírito, nossa Mente e nossa Totalidade! Quem dá testemunho de “seres em estágios de consciência”? Unicamente a “mente que não é a nossa”, ou seja, a suposta “mente humana”. Dela partem estes “julgamentos pelas aparências”, que rotulam pessoas, fatos e condições como bons e maus! Acreditar em “estágios de consciência” é acreditar nos “julgamentos pelas aparências”; e, quem der crédito a tais julgamentos, estará dando “testemunho da mentira”, e não da Verdade!

Que é “renascimento”? Jesus explicou claramente a Nicodemos qual é o pré-requisito para “entrarmos no reino dos céus”: NASCER DE NOVO! Paulo disse o seguinte: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos. E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre, mas CRISTO É TUDO EM TODOS.” (Colossenses; 3: 9-11). “Despir-se do velho homem e seus feitos” significa você cortar o “cordão umbilical” com o ego! DEUS, COMO SER INDIVIDUAL, É O CRISTO, A VIDA QUE VOCÊ JÁ É!  As meditações de “reconhecimento da Verdade”  o farão “renovar a mente” para que o “renascimento” se dê, pela sua consciente e dedicada identificação como o Ser “segundo a imagem daquele que o criou”, isto é, pelo seu “encontro consigo mesmo”, que é sua admissão plena em ser  única e integralmente  o Cristo.


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PARTE  X
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Logo que entrei em contato mais amplo com estes estudos, as pessoas do local em que eu trabalhava seguidamente me convidavam para ir às suas casas, após o expediente, para explicar melhor os princípios espirituais à família delas. Desse modo, após trabalhar o dia todo, ia à casa de um, falava um tempão, detalhava o assunto àqueles que estavam com problemas, e, depois ia embora; no dia seguinte, repetia a mesma coisa, mas em outra casa e para outras pessoas. E assim fui fazendo seguidamente, até que, em certo dia, enquanto em casa fazia a barba, de repente caí desmaiado, e só recobrei a consciência ao sentir a forte pancada da cabeça no chão. Após meditar, vi-me recuperado, mas  somente depois  vim a saber que aquilo resultou do meu desconhecimento do “vampirismo”. Na época, comentando o assunto com uma preletora da Seicho-No-Ie,  ela me disse o seguinte: “Lá em Ibiúna, durante os nossos seminários, é comum acontecer de algum  orientador da Seicho-No-Ie desmaiar por causa disso!” Portanto, esta é uma “ilusão” que requer cuidados, principalmente para quem faz palestras, orienta pessoas ou mesmo que simplesmente tenha contato direto com várias delas e por tempo prolongado em suas profissões. Muitos vão a médicos, queixando-se de sintomas causados pelo “vampirismo”,  e ele nada encontra para diagnosticar! Poderá receitar vitaminas, fortificantes, calmantes, etc; entretanto, nada disso irá resolver, se a “causa real” não for detectada! Soube de um caso em que, numa casa, a criança pequena vivia com problemas de saúde; dormia no mesmo quarto de sua avó bem idosa. Quando orientaram os pais para tirar a criança dali, pondo-a em outro quarto para dormir sozinha, ela se restabeleceu rapidamente, enquanto a avó logo veio a falecer. Um caso típico de “vampirismo” não intencional, mas que causava toda aquela situação.

Quem meditar com assiduidade, e reconhecer de coração, sempre que puder, que realmente DEUS É TUDO, estará protegido! E, além de tudo que eu pude expor aqui, terá as próprias orientações divinas para saber lidar com os casos que lhe forem surgindo. É um assunto tão ilusório quanto importante, e também nada fácil de se comentar, justamente por isso! Porém, como disse Mary Baker Eddy sobre o “mesmerismo”, e que vejo perfeitamente aplicável ao “vampirismo”, que desta “ilusão de massa” faz parte, “ignorância não é proteção”.

Outro ponto importante, e ligado com este assunto, é a questão de “darmos atenção às outras pessoas”, quando nos procuram unicamente para receberem ajuda. Este estudo não é de Psicologia, em que ficaremos escutando  problemas durante horas,  para depois emitirmos  opiniões pessoais sobre o casos, ou coisa desse tipo! Não somos psicólogos e não devemos ser, ao menos no que diz respeito àqueles que somente estão estudando a Verdade. Se a pessoa tiver abraçado esta profissão, é lógico que profissionalmente terá de agir como tal. Mas, como estudantes da Verdade, poderemos até ouvir as pessoas desabafarem rapidamente seus problemas; mas, para nós,  não serão nem pessoais e nem problemas, mas apenas a “ilusão aparecendo como pessoa”. Algumas querem se arrastar por longo tempo  na exposição de seus problemas! Mas, bastará que ela os exponha brevemente, porque você não fará humanamente nada para ajudá-la, a não ser “meditar e deixar que a Verdade destrua a ilusão impessoal, naquele instante vindo-lhe como “pessoa”. Se você se envolver além do necessário, na conversa, seja diretamente ou por carta ou telefone, estará apenas sendo “um cego guiando outro cego”,  por estar voltado à ilusão e não à Onipresença de Deus, que é a eterna Verdade já e sempre manifestada. Além disso, nestas conversas demoradas, o “vampirismo” estará se dando, e,  após aquele tempo enorme  desperdiçado com a “ilusão”, você poderá, depois,  até se sentir desanimado para meditar! Num de seus livros, Joel S. Goldsmith disse que não deixava o contato ultrapassar além de três minutos! Muito útil esta informação! Faça a pessoa entender logo que será ajudada por DEUS, em meditação, e, ao mesmo tempo, explique a ela que não será detalhando a “ilusão” que a tornará livre dela! Quanto a você, saiba que esta tendência de alguém tentar prendê-lo a lamentações, durante horas, é o próprio “mesmerismo”, e não “a pessoa”, que, naquele momento, e desde sempre, na realidade é o Cristo.

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Encontro Consigo Mesmo-9


ENCONTRO
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PARTE IX
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O “vampirismo” não é aqui comentado para ser temido, mas sim conhecido. O conhecimento deste fenômeno evitará abusos de nossa parte, no sentido de pretendermos “salvar o mundo”, além de nos deixar prevenidos quanto a ele. De início, quando o buscador da Verdade ainda não tem maior domínio no exercício das “meditações contemplativas”   de que DEUS É TUDO e de que SOMOS TODOS UM, ele ainda se mostra mais teórico do que prático! Entretanto, esta condição felizmente vai se alterando diariamente, pelas alterações que o estudo promove na mente humana, tanto por ação das leituras, como pela ação purificadora de Deus, e, esta influência conjunta dá à pessoa cada vez maior percepção de que “a Consciência em todos é a mesma”; esta “renovação de entendimento” vai reduzindo a “troca de energia” com quem ela entra em contato, uma vez que, ao contrário da situação dos primeiros momentos do estudo, a Verdade conhecida faz com que, ao se aproximar de alguém, a “Unidade” seja espontaneamente “vista”, mesmo sem que a mente humana se dê conta, e a ação de sua Consciência espiritual “ativa”, nas demais pessoas, a “extração” de energia delas próprias, e a atividade fenomênica chamada “vampirismo” tende a ser minimizada e mesmo anulada, como se dá com as outras demais crenças falsas deste mundo. Não existe, realmente, o “vampirismo”, assim como não existem “duas mentes”, uma suprindo energia humana e outra a sugando! O assunto deve ser entendido como “fenômeno ilusório” e nada mais!  O “mundo das aparências” é nada! Nossa atenção deve sempre estar voltada aos fatos que “não se veem”, que são eternos, como Paulo disse e que já comentamos aqui anteriormente! Mas, assim como devemos ter conhecimento de que, se bebermos água em ebulição queimaremos a boca, devemos ter conhecimento de que, se descuidarmos da energia vital nos contatos diários com o mundo, não somente  contatos pessoais ou físicos, mas também telefônicos, ou  mesmo  mentais e à distância, poderemos apresentar “sintomas” desagradáveis decorrentes disto.

A melhor proteção contra o “vampirismo” é, como não poderia deixar de ser, o reconhecimento da Verdade: “O solo em que piso é solo sagrado, e todas as pessoas são, de fato, o Cristo! Luz do mundo como eu sou!” Algo assim, verdadeiramente reconhecido, irá se mostrar eficaz. Veja-se mentalmente estando envolto por Deus, numa auréola de Luz prateada brilhante e protetora, e respire lentamente, mentalizando: “Respiro a Vida de Deus”. Postei há tempos, neste site,  um texto de Goldsmith, intitulado “A Atmosfera de meu Ser”, e  um outro, da Unidade, intitulado “Prece de Proteção”. Ambos são  bastante úteis na preservação da “energia vital” neste nosso envolvimento com o “mundo das aparências”. Habitue-se a reconhecer que “Em Deus eu vivo, me movo e tenho o meu ser”, quando estiver em locais públicos; contemple ali o Reino de Deus, e todas as pessoas sendo puras Emanações do Verbo divino. Caso visite pessoas com aparentes dificuldades, ou mesmo em hospitais, faça  sempre este tipo de reconhecimento. Não pense em visitar “enfermos”, mas, sim, em “treinar sua visão espiritual” na percepção de que “Cristo é tudo em todos”, como revelou o apóstolo Paulo. Assim,  suas visitas serão bem mais benéficas e sem o risco de que você sinta os efeitos ilusórios do “vampirismo”. E também jamais alimente a crença em “vampirismo”; apenas lide com ela com sabedoria, ou seja, “viva e ajude com a Consciência infinita”, bem mais do que com a “vontade humana”, reconhecendo sempre que “Deus é Tudo, que a Consciência divina está em você e igualmente em todos, na Unidade Perfeita”. Desse modo, além de protegido, você fará com que os demais também assim se sintam. E estará criando reais condições  para que “rios de água viva” corram a partir do próprio ventre de cada ser, como disse Jesus, o que, naturalmente, inclui VOCÊ!

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Encontro Consigo Mesmo-8

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PARTE VIII
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Uma outra questão importante, ligada aos nossos envolvimentos com o “mundo das aparências”, é a “troca de energia vital” com as pessoas. A diferença de potencial energético, neste mundo, tende ao equilíbrio, ou seja, se juntarmos água quente com água gelada, as temperaturas se equilibrarão e logo teremos água morna. Assim também ocorre com a energia vital do “ser da aparência”. Sua energia não é diretamente divina, uma vez que ela é meramente uma manifestação finita e temporal de nossa “Energia Infinita” como Filhos de Deus, que, na Realidade divina, é o próprio Deus. Porém, nesta manifestação fenomênica, onde vemos o “homem natural” supostamente vivendo (o que, sabemos ser uma avaliação ilusória da mente humana, pois não existe matéria e muito menos “vida na matéria”), esta tendência de “equilíbrio de energia” se dá ao nível da finita percepção humana. E é quando a mente humana tem a sensação de que “algo lhe é tirado”, fenômeno que, nos ensinamentos orientais, é conhecido por “vampirismo”.

O “vampirismo” pode acontecer espontaneamente, ou,  pode acontecer intencionalmente, quando as pessoas percebem que “ficam melhor” ao se aproximarem de outra que medita e estuda a Verdade. Em nenhuma situação quem estuda a Verdade deve aceitar esta “cessão de energia vital” a outros como se fosse uma “caridade” e, muito menos, deve compactuar com a prática do “vampirismo”, achando que pode ser “o supridor” de alguém. Todos têm Deus em si mesmos, todos têm a “Fonte” a ser buscada dentro de si mesmos, e devem ser orientados para caminhar nesta direção!

Cansei de ver gente habituada a “receber” passes no Espiritismo! Sempre se conservando necessitadas, sempre dependentes de outrem, sempre praticando o “vampirismo” intencionalmente e, desse modo, sempre prejudicando os supostos “sensitivos”. Certa vez, ao fim de uma palestra, uma senhora procurou-me e disse o seguinte: “Eu participo de um Centro Espírita, e, nele eu atendo muita gente dando passes; depois, por eu me sentir muito debilitada,  venho às suas palestras para me reabastecer. Você acha isto certo?” Respondi a ela: “É claro que não! Passe a VERDADE às pessoas! Elas são Filhas de Deus e devem saber que têm, nelas mesmas, a energia vital de que necessitam!” Havia, também, uma moça que sempre vinha conversar comigo sobre a Verdade; em seguida, dizia ela, sempre passava numa amiga espírita ali perto para “receber passe”. Numa das visitas que me fez, quando já ia indo embora, perguntei a ela: “Vai de novo à sua amiga?” E ela me respondeu: “Hoje não, ela não está nada bem!” Dá para se notar que esse tipo de prática não tem base alguma na Verdade! Como disse, de um lado vemos sempre alguém dependente, sem buscar Deus em si mesmo, e indo debilitar sistematicamente outro alguém, que acha que ceder energias humanas é demonstração de amor ou de Cristianismo! O Cristianismo é o “Venha a Mim”, ou seja, cada um buscar em SI MESMO o seu Eu real, o Cristo, que é sua própria Vida, Luz e Energia! Mas quem estuda a Verdade deve saber que, evitar de todo esta “transferência de energia” não lhe será possível, uma vez que estará constantemente em contato com um mundo em que a Verdade pouco é buscada! Por isso, ao meditar, deve sempre cuidar para que realmente termine suas meditações se sentindo muito bem, inclusive humanamente, pois toda “sobra de bem-estar” lhe será bastante útil em razão do “vampirismo” que encontrará pelo mundo. Caso ele se encontre com um conhecido que estiver muito mal, aparentemente falando, esta troca energética será mais forte e rápida; o conhecido irá repentinamente se sentir bem melhor e ele próprio se sentirá repentinamente “esquisito”, com sensações diversas de mal-estar, tontura, fraqueza, etc. Como na Essência somos todos um, na “aparência” esta unidade se mostra refletida como esta tendência ao “equilíbrio”, como já disse antes: seria algo semelhante ao que se diz: “uma mão lava a outra”. Se alguém aparecer “muito bem” diante de outro que aparentar estar “muito mal”, a transferência de energia vital será imediata.

O “vampirismo” será, para o estudante da Verdade, um excelente motivador para que ele faça muitas e muitas meditações, pois, assim que ele souber deste fenômeno, terá de se cuidar para ficar muito bem abastecido, antes dos contatos com o mundo, e terá de se cuidar igualmente para se reabastecer, após estes contatos terem se consumado. Como o padrão de bem-estar de quem estuda a Verdade é mais elevado e rigoroso, qualquer diminuição de sua energia vital o fará meditar para restabelecer, em si mesmo, aquele padrão que, aparentemente, o mundo lhe subtraiu.

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