“VENENO NA REPRESA”

“VENENO NA REPRESA”
Dárcio
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Uma lata de veneno foi achada boiando vazia, na represa da cidade. Em vista disso, por segurança, amostras da água foram coletadas e enviadas ao laboratório de análise, para verificar se havia ocorrido contaminação que pudesse levar risco à população. A notícia de alerta foi veiculada pela rádio local, enquanto era pedido, à população, que aguardasse os resultados da análise para somente depois voltar a fazer uso da água. Feitas as averiguações, a radio deu a notícia de que estava tudo normal com a água da represa, e que todos poderiam usá-la normalmente; entretanto, até aquele momento. o posto de saúde já havia recebido muita gente dizendo estar passando mal por ter bebido daquela água!

O “veneno” não estava na água, mas na mente delas! Quando deixariam de “passar mal”? Quando tivessem acesso à informação de que não havia veneno na água bebida!

Por toda parte vemos pessoas se queixando de  problemas ou de um mal qualquer. Enquanto não conhecerem a Verdade, viverão nesse mundo do pai-da-mentira e crendo em imperfeições! Qual é a Verdade? DEUS É TUDO!  Não existe nada ao lado de Deus! E os problemas que tornam aflito o povo? São todos o “veneno da represa”, uma CRENÇA e mais nada! Enquanto esta crença não for destruída, o temor e a aceitação do mal como realidade atuará como se fosse “mal verdadeiro”. Caberá a VOCÊ desmantelar a crença falsa que veio acolhendo! O mal não existe! É crença falsa! Quando a totalidade de Deus for aceita, esta crença será desfeita! “Para isso vim ao mundo”, disse Jesus, “para destruir as obras do diabo”. Que são elas? São o “veneno na água da represa”, ou seja, uma ILUSÃO! O “nada” sendo aceito temporariamente como realidade!

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O MEDO IMPLANTADO PELA IGNORÂNCIA

O MEDO
IMPLANTADO
PELA IGNORÂNCIA
DÁRCIO
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Por diversas vezes encontramos na Bíblia a expressão “Não temais”. Isaías revelou: “Não temais, eu sou contigo”, Jesus disse: “Não temais, pequenino rebanho, vosso Pai se agradou em dar-vos o Reino”. Há dezenas de outras citações repetindo este mesmo “não temais”. Entretanto, a incompetência e ignorância dos pregadores de todos os tempos fizeram propagar o medo de Deus, e, o Deus que é Amor infinito, onipresente, veio sendo disseminado como juiz implacável e capaz de condenar alguém a lagos de fogo, inferno e coisas desse tipo. Pretenderam conduzir o povo a Deus através do medo!

Este medo de Deus fez com que uma crença coletiva se formasse dentro desse padrão do desconhecimento de Sua real natureza! Vemos até hoje  pessoas desejando um Deus que puna a injustiça do mundo, que seja um Deus vingativo ou que fique a avaliar cada um para verificar se é ou não merecedor de Sua Graça! Porém, o que nos foi revelado é que “deste mundo não somos”.

“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que
todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou” (João 5: 22,23).

“Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se na verdade julgo, o
meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai, que me
enviou. (João 8: 15,16).


Medite e  livre-se de todas as crenças coletivas de uma vez! Contemple a real natureza de Deus como os ensinamentos revelam: um Deus que é amor infinito, onipresente, onipotente, onisciente e oniativo! Foi-lhe dado “todo o juízo”, disse Jesus! O sentido é que VOCÊ deve se julgar do ponto de vista da Verdade e não da ilusão! Quem honra o Filho, honra o Pai! Seja firme na expulsão radical das crenças que envolvem Deus com este mundo ou com a justiça do mundo! “Buscai o reino de Deus E A SUA JUSTIÇA”, disse Jesus! Que estava dizendo? Que VOCÊ É UM SER GLORIOSO! Que VOCÊ É UM COM DEUS, UM COM O AMOR! Saia totalmente da visão material de mundo, de justiça e de você! Adote a Verdade, e mais que isso, adote única e exclusivamente a Verdade! “Não temais!” Veja-se pleno na Verdade eterna e perceba que unicamente uma crença falsa pode tentar iludi-lo! Pare de se identificar com um ser humano, que é irrealidade! Não existe Deus algum ocultando  a SUA LUZ! DEUS É TUDO! Veja-se UM COM ELE, DENTRO DELE, COM ELE SENDO VOCÊ!

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ILUMINAÇÃO: SABER QUE ILUSÃO É ILUSÃO

ILUMINAÇÃO: SABER QUE ILUSÃO É ILUSÃO

DÁRCIO
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Toda Realidade é permanente, e todo fenômeno mutável é ILUSÃO. Discernir a Realidade permanente é conhecer a Verdade. Que é “Iluminação espiritual”? Não é um estado a ser alcançado, mas o estado natural da Realidade infinita. Não existe “pedaço do Universo” iluminado! O Universo é o TODO ILUMINADO, a Luz de Sua própria iluminação infinita. Se alguém puser os olhos no céu, verá o espaço infinito indivisível; entretanto, se ficar, por exemplo, com os olhos voltados para um arco-íris, este fenômeno momentaneamente o fará se esquecer do espaço infinito e permanente. Há uma estória que fala da existência de um tesouro ao fim do arco-íris. Aquele que ficar a procurar o seu final, para deitar as mãos nesse tesouro, passará a vida toda em vão! O arco-íris é um fenômeno e não existência verdadeira. Momentaneamente se mostra presente, para logo em seguida voltar ao nada originário! Aquele que souber olhar para o arco-íris consciente de que o espaço infinito é que existe realmente, e que por mais atraente, belo ou interessante que  pareça ser, ele é meramente um fenômeno fugaz, estará reconhecendo a Verdade.

Se, ao fim do arco-íris, não há tesouro algum, já com o fim dele, em nossa visão correta, teremos o tesouro dos tesouros, quando dele nos servirmos para entender que todos os fenômenos visíveis são como um arco-íris, sem Realidade alguma em quaisquer deles! Iluminação é saber que ilusão é ilusão! E saber disso mesmo diante da ilusão! Assim como você sabe que um arco-iris não tem consistência nem poder para alterar o espaço infinito, mesmo enquanto se mostre no céu com todas as suas cores, você deve convictamente saber que o suposto mundo material é fenômeno de idêntica nulidade! Este discernimento o fará ver que você já é iluminado.

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O HOMEM-LUZ

O
HOMEM-LUZ
Dárcio
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Se a visão humana captasse o nosso ser da maneira com que o faz um aparelho de raios-X, seríamos vistos de modo completamente diferente. O corpo estaria sendo o mesmo; porém, sua aparência seria reconhecida de outro jeito.

“Se o teu olho for simples, todo o teu corpo terá luz”, disse Jesus. Expunha a Verdade de que o nosso aspecto legítimo não é este captado e apresentado pela mente humana. A esse respeito, escreve Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã: “Jesus via na Ciência o homem perfeito, que lhe aparecia ali mesmo onde o homem mortal e pecador aparece aos mortais. Nesse estado perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes. Assim, Jesus ensinou que o reino de Deus está intacto e é universal, e que o homem é puro e santo”.

Se nos virmos com “olhos iluminados”, este corpo será discernido perfeito como sempre tem sido, ou será visto como nos revelou Paulo, como o “Templo de Deus”. O chamado corpo físico é um simples conceito, assim como um corpo visto pela chapa radiográfica é meramente um outro  conceito: nenhum deles retrata o Corpo real, o Corpo de Luz, que é o nosso corpo verdadeiro, eterno e perfeito. Eis por que, no estudo da Verdade, somos instruídos para “contemplar” o Corpo luminoso, já perfeito, presente exatamente onde aparenta existir um corpo imperfeito.


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VIVA DESPREOCUPADAMENTE O AGORA ÚNICO

VIVA
DESPREOCUPADAMENTE
O AGORA ÚNICO
Dárcio
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Se parar para analisar, qualquer pessoa concluirá que preocupações jamais contribuem para melhorar ou resolver qualquer situação. Muitos dizem não conseguir parar de se preocupar. Realmente, humanamente falando, viver despreocupadamente não parece ser algo fácil de se conseguir; mas, espiritualmente, a coisa muda de figura, uma vez que, de fato, a Verdade liberta o homem. O conhecimento da real natureza de Deus e da ilusória natureza do mundo das aparências é fundamental para que possamos viver a chamada “vida pela Graça”.

Em nosso convívio, podemos encontrar pessoas que demonstram viver bem mais despreocupadamente do que outras. Pela lógica, os maiores exemplos deveriam ser da parte daqueles que se dizem “estudantes da Verdade”. Porém, nem sempre constatamos isso na prática. Por quê? Devido à insuficiente aceitação ou compreensão de que este mundo é uma “miragem”, puríssimo “nada”. Tal percepção limitada, muitas vezes somente teórica, faz com que estes estudantes se julguem “escolhidos por Deus” para salvar a humanidade, para resolver os problemas do mundo, etc. O que deve ser salientado é que a Verdade liberta o homem. Ninguém é escolhido para nada! A percepção de que DEUS É TUDO nos liberta e nos faz viver em UNIDADE COM DEUS, exatamente AGORA! E, esta Vida de Deus, “vivida” conscientemente por cada um, é que é a “nossa” VIDA PELA GRAÇA.

A ideia de que as pessoas que despertaram espiritualmente devem  viver exclusivamente em função de “pregar a Verdade” não passa de outra crença errônea. A vida pela Graça é a Vida em que cada um reconhece a existência única deste AGORA. Não existe “outro agora”, senão este em que estamos vivendo. E não existem “dois agoras”. Esta percepção valoriza o AGORA REAL, em que DEUS ESTÁ SENDO A TOTALIDADE DA EXISTÊNCIA, e todas as preocupações, que aparentavam estar presentes, são vistas como INEXISTENTES.

O conhecimento da Verdade faz com que vivamos naturalmente a “vida pela Graça”. Se cada um viver descontraidamente o seu AGORA, consciente de que TUDO É DEUS, consciente de que DEUS É AMOR ONIPRESENTE, e que a SABEDORIA DIVINA CUIDA DE TUDO, deixará a crença ilusória de que ele, humanamente, tem por missão “iluminar o mundo”, ou viver em função de “divulgar a Verdade” durante vinte e quatro horas por dia.

A divulgação da Verdade se dá naturalmente, quando vivemos o AGORA sendo a Verdade, e sem preocupação alguma  de ter que divulgá-la. Deus é a Verdade! Deus é Tudo! E, esta Verdade é válida exatamente AGORA! O ego ilusório, na tentativa de se manter como entidade real, muitas vezes escraviza os próprios estudantes da Verdade, através da crença errônea de que “ele deve viver em função de iluminar o próximo”. Deus vive desse modo? Não! Deus simplesmente É! Aquele que conhece a Verdade, por ser UM COM DEUS, simplesmente É!

O  ensinamento verdadeiro  diz o seguinte: “Ama ao próximo COMO a ti mesmo”. Em outras palavras, aquilo que gostamos de ter, devemos dar ao próximo o direito de possuir. Gostamos de ser livres? Concedamos ao próximo o direito à liberdade! Deus é o EU em todos! “Ninguém vem a MIM se o Pai não o trouxer”, disse Jesus. Estava revelando que a Verdade vem a cada um por caminhos divinos e não por resoluções humanas! Esta entrega de tudo a Deus, na percepção de que Deus é realmente a identidade nossa e a de todos, é a própria liberdade total. O suposto mundo material é “nada”, ou seja, não existe para “ser salvo”. “Pregar o Evangelho a toda criatura”, como foi determinado por Jesus, não é para ser visto como missão ou dever do ego de alguém. Trata-se, na verdade, de uma decorrência natural da “vida pela Graça”. Que é a “vida pela Graça”? É a percepção de que vivemos ESTE AGORA despreocupadamente, pois, a Vida de Deus é conscientemente o reconhecida como sendo a “nossa” Vida.

“Quem quiser perder a vida, acha-la-á”, diz a Bíblia. A crença errônea de que devemos viver nos anulando para “viver a Verdade” pode ter surgido de um entendimento dualista e equivocado desse tipo de frase. Assim, encontramos várias pessoas que se anularam, aparentemente falando, e acabaram se tornando, com o ego, escravas do próprio mundo ilusório, ou seja, acabaram se convencendo de que o mundo ilusório existe, de tanto saturar a mente com a crença de que sua missão é passar a vida toda afirmando, ensinando ou convencendo alguém de que ele não existe! Em outras palavras, acabaram aceitando a ILUSÃO por  tanto ficarem se dedicando  a dar fim a ela.

“Achamos nossa VIDA” quando a encontramos em Deus, quando a discernimos sendo o EU que desconhece o ilusório mundo de aparências. Não precisamos pensar humanamente em fundar religiões, seitas ou denominações para difundir a Verdade. Jesus Cristo é prova disso! Ele percebeu SER A VERDADE, e passou a VIVER PELA GRAÇA! Não fundou religião nem movimento algum! Não anulou sua Vida em função de crenças errôneas. Pelo contrário, vivificou-A ao máximo, razão pela qual seu nome é hoje dos mais respeitados em todo o mundo.

A Vida pela Graça é a Vida em que a Inteligência divina opera COMO cada um de nós. Isto dispensa o “ego benfeitor”, aquele que diz  “se sacrificar” pelo próximo, e que, às vezes, acaba se tornando mais um ser problemático, em vez de solucionar a vida do “resto do mundo”. Quem vive a Verdade é posto naturalmente onde deve estar! Exemplificando, caso alguém se decida humanamente por “propagar a Verdade”, a partir de um pensamento seu, poderá, ao fazer aquilo, estar indo a algum local em que o seu conhecimento não irá ser bem recebido, e, exatamente naquela hora, uma outra pessoa, talvez, o pudesse estar procurando para que espontaneamente ele lhe passasse algo de que tenha conhecimento. As ações visíveis de propagação da Verdade se dão “sem ego”, espontaneamente, e onde quer que estejamos, pois, é assim que se manifesta visivelmente a “vivência pela Graça”. Se esta manifestação surgir naturalmente como a criação de um movimento espiritual, como um livro, como uma palestra, ou mesmo como um simples bate-papo pelas ruas, sem que tenha existido um “ego” a programá-la antecipadamente, daí sim, teremos o cumprimento do que disse Jesus, no sentido de que pregássemos o Evangelho a toda criatura. Em resumo, devemos “permanecer na Verdade”, e, decorrente desta nossa permanência nela, as supostas situações humanas de propagação do que conhecemos haverão de  ser criadas espontaneamente, em nosso dia-a-dia da aparência.
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TIRE SUA MENTE DA MENTE

TIRE SUA MENTE
DA MENTE
DÁRCIO
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Sua atenção deve estar em VOCÊ e não em sua suposta mente humana. Muitos meditam com a atenção na mente, tentando, através dessa meditação, se livrar de algo supostamente imperfeito do fictício mundo de aparências. Tire sua mente da mente! Deixe-a simplesmente UNA com VOCÊ, de forma que este VOCÊ seja claramente aceito como sendo unicamente Deus. Não ocupe a mente com ilusão! Não tente tirar ilusão com a mente! Ilusão é nada! Quando sua mente estiver centrada em VOCÊ, e de forma que VOCÊ esteja sendo reconhecido como DEUS SENDO VOCÊ, suas contemplações da Verdade serão sem esforço, naturais e livres!

Buda já dizia: “Não podemos eliminar a ilusão da mente com a mente em ilusão”. E Paulo disse: “Temos a mente de Cristo”. Que estão nos revelando? Que somos o SER sem ilusão! Ou que simplesmente estamos SENDO! Não lute para eliminar ilusão da mente! Tire dela toda a sua atenção, e VOCÊ se descobrirá sendo a Consciência iluminada, aqui e agora!

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ILUSÃO: UM PONTO IMAGINÁRIO

ILUSÃO:
UM PONTO IMAGINÁRIO
Dárcio

DEUS É TUDO! Eis a base ou premissa fundamental do estudo da Verdade. Decorre, desta aceitação radical e sem reservas, que “ao lado de Deus” nada existe, ou seja, que ao lado de Deus só “ilusão” existe, o que significa que “nada” e “ilusão” são sinônimos. E, quando contemplamos esta Verdade da totalidade de Deus, podemos notar que a ilusão se reduz a um “ponto imaginário”, um “pontinho” que é único! Que ponto seria este? O ponto em que VOCÊ SE SEPARA DE DEUS, ou, visto de outro ângulo, o ponto em que DEUS SE SEPARA DE VOCÊ.

O Universo é uma UNIDADE! Conhecer a Verdade é ter em mente, e com clareza total, esta natureza una e indivisível da Existência. “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim” – eis a rogativa de Jesus; ele sabia que este discernimento, de que TUDO É UM, desfaria a ilusão!

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Durante a “Prática do Silêncio”, localize, EM SUA MENTE, este “ponto imaginário” que, ilusoriamente, o separa de Deus. Veja-o se dissolver em sua percepção de que TUDO É UM, TUDO É DEUS! Perceba sua Consciência sendo infinita, sem o “ponto de separação”  da Consciência iluminada e todo-abrangente! Perceba sua Identidade específica sem o “ponto de separação”, que a faria  uma existência apartada da Onipresença! Destrua o “ponto imaginário” em todos os aspectos que ele lhe aparentar existir! DEUS E VOCÊ SÃO UM! O EU SOU INFINITO E INDIVISÍVEL!  A ILUSÃO SE REDUZ A ESTE INEXISTENTE PONTO! CONTEMPLE SUA NULIDADE, ATÉ QUE LHE FIQUE TOTALMENTE CLARO QUE O DEUS-VIVO É VOCÊ VIVENDO! DESPERTANDO DO “PONTO IMAGINÁRIO” SEPARATISTA, VOCÊ ESTARÁ SENDO A VERDADE INFINITA! SEM DIVISÕES E SEM DUALISMOS!  NÃO EXISTE “PONTO” EM QUE DEUS TERMINA E VOCÊ COMEÇA! TUDO É UM!
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A PERFEIÇÃO SENDO VOCÊ

A PERFEIÇÃO SENDO
VOCÊ
DÁRCIO
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Há pessoas que, ao lerem a Bíblia e encontram Jesus dizendo: “Sede perfeitos assim como é perfeito o vosso Pai celestial”, logo se veem distantes de estarem cumprindo isso! Muitas religiões vieram lutando para aperfeiçoar o ser humano, para evoluir a mente humana, enfim, lutando para transformar “ILUSÃO” em perfeição divina! E, obviamente, esta meta nunca foi alcançada!  Ela é inatingível! Jamais qualquer ser humano será tão perfeito quanto Deus! Nem Jesus Cristo foi humanamente perfeito, uma vez que encontramos registros de que ele se irritava, sentia medo, tristeza, etc. Mas, ele mesmo disse: “Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim; mas, tende bom ânimo: eu venci o mundo”.

As duas citações se completam, ou seja, você se verá “perfeito como Deus” quando você tiver “vencido o mundo”. O mundo é a farsa que o apresenta como mortal imperfeito! Não é este o testemunho de Deus sobre VOCÊ! Deus é a sua Vida, Espírito, Mente e Corpo! O julgamento de Deus sobre VOCÊ é o mesmo sobre Jesus: “Tu és o meu filho amado em quem me comprazo”. Estudar a Verdade é deixar o falso testemunho do mundo para se identificar com Deus, e seu julgamento justo sobre VOCÊ! Não existe Deus e você, mas sim a unidade Deus Se expressando como VOCÊ! Esta percepção imediata é a que Jesus pretendia que todos discernissem, ao dizer: “Sede perfeitos assim como o vosso Pai celestial é perfeito”. Não entre em contemplação para aperfeiçoar “ego humano”; antes, renuncie a ele completamente e contemple o fato eterno: O DEUS PERFEITO SE EXPRESSA COMO MINHA IDENTIDADE PERFEITA, AQUI E AGORA! Jamais você esteve sendo imperfeição! Jamais você esteve fora da Perfeição, que é onipresente! Contemple a Verdade absoluta, e não terá “mundo a vencer”, uma vez que, nesta Verdade, DEUS É TUDO! E Sua PERFEIÇÃO está sendo VOCÊ!

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE…5 – (Final)

A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE V – FINAL
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LIDANDO COM

AS CRENÇAS UNIVERSAIS


É verdade que temos, a todo momento, crenças universais a nos martelarem: a crença universal de idade, a crença universal de micróbios, a crença universal de morte. Porém, elas nos vêm aos pensamentos como crenças, sujeitas à nossa aceitação ou rejeição. Quem desconhece este estudo da Verdade desconhece esta escolha, e se torna vítima das crenças universais, vivendo à mercê delas sem que nada saiba ou possa fazer. Mas quem estuda a Verdade está sempre no controle; pode aceitar ou rejeitar as crenças universais, pensamentos ou sugestões que lhe vêm, podendo inclusive lidar com elas antes mesmo que surjam. Toda aparência como pecado, doença, falta ou limitação vem à nossa consciência como crenças ou sugestões, e nós podemos aceitá-las ou não, dependendo unicamente de nós mesmos.

Isso não quer dizer que se apenas dissermos: “Eu não gostei de você! Saia!”,  bastará para darmos fim à crença. Não é assim tão simples! Deverá ser objeto de convicção, de uma real compreensão de que o Eu, a Consciência, governa, e controla este corpo, e que o corpo não pode receber ou se mostrar sensível às crenças do mundo. Deverá estar bem claro que existe somente um Poder, somente uma Causa: todo poder está na Causa e não há nenhum poder no efeito.

Deixe bem claro, em seu pensamento, que este senso de corpo, isto é, este conceito a que chamamos de corpo físico, não é, de si mesmo, uma entidade consciente. Assemelha-se a um carro nosso, um veículo em que viajamos e que segue na direção que nós determinamos. Este corpo também segue na direção em que determinarmos. Ninguém poderá fazer com que nosso corpo realize algo. Nós, nós próprios, governamos e controlamos sua ação.

Como já repeti  várias vezes, este não é trabalho destinado a homem preguiçoso. É um trabalho que requer esforço constante e consciente. Seguir o caminho espiritual não é permanecer sentado deixando que um Deus misterioso faça algum favor especial. Nossa vida é determinada pela nossa própria consciência, pelo nosso próprio conhecimento da Verdade do ser, e pelo desejo nosso de rejeitar, tão rápido quanto nos venham, as sugestões deste miasma mental chamado “mente humana”, “mente carnal” ou “mente humana universal”.

Ao falarmos sobre o aspecto mais esotérico ou espiritual deste mundo, vemo-nos na possibilidade de realmente “caminhar nas nuvens”; porém, quando descemos à aplicação prática em nossa experiência, será preciso sairmos um pouco das nuvens para compreendermos a natureza daquilo com que estamos lidando. Em nossa existência “neste mundo”, estamos lidando com crenças universais. Elas são mais antigas do que o tempo, a começar da crença de que nós nascemos, e que vai direto à crença de que morremos. Certamente, em algum período de nossa experiência, precisamos despertar conscientemente para esse fato e darmos início à rejeição destas crenças do mundo.

F I M

VOCÊ É REGIDO PELA LEI ÚNICA

VOCÊ É REGIDO PELA
LEI ÚNICA
Dárcio
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Uma Lei de Harmonia mantém o Infinito em expressão. Tudo está em unidade dentro da unicidade desta Lei. Não se veja separado da Lei única, e sim incluso nela , reconhecendo com a máxima naturalidade o fato eterno: todo o seu ser, tudo que lhe diz respeito, tudo que o mundo chama de bem, seja saúde, bons negócios, bons relacionamentos, ou outra coisa qualquer, está  espiritualmente incluso e em unidade sob perfeita jurisdição divina.

A suposta mente humana, em sua cegueira, divide a Existência em fragmentos que, segundo ela, podem ser bons ou maus: ela não consegue ver a Verdade da Lei ÚNICA regendo tudo em perfeição permanente! Eis por que a pessoa diz que seu coração funciona bem e não seu fígado, e vice-versa! Ou que seus negócios vão mal enquanto os do vizinho vão bem. Esta mente fraudulenta divide a Oniação em ações separadas, boas e más, segundo um cego e mentiroso julgamento. Entre em contemplação e reconheça a totalidade do Universo Se expressando segundo a Lei única da Harmonia permanente! E reconheça esta Lei abrangendo a totalidade do que lhe diz respeito! Não divida a Oniação! Não a confunda com os conceitos de atividades humanas! Toda atividade visível é ILUSÃO! Toda atividade real é Oniação! Você não é regido por ilusão, mas pela Lei perfeita que mantém o Infinito!

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-4

A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE IV
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AS CRENÇAS UNIVERSAIS DECORREM DO SENSO
DE SEPARAÇÃO DE DEUS

As perguntas frequentemente são do tipo: “Como pode tudo isso ter começado?” Nas Escrituras encontramos duas estórias que falam sobre como tudo começou, mas elas não dizem, ao menos para os não-iniciados, o que tornou possível ter este começo. A primeira delas é a de Adão e Eva.

Adão estava no Jardim do Éden. Estava lá completamente só, e, naquela solidão, podia dizer com substância: “Eu e o Pai somos um, e esta unidade constitui a minha plenitude, a harmonia e a totalidade do meu ser. Nada pode ser-me acrescentado e nada pode ser-me tirado. Tudo que é do Pai é meu porque eu e o Pai somos um, e este Um está no paraíso, em harmonia”.

A despeito de Adão estar no Éden, ou paraíso, conforme a estória, ele se sentia só, com falta de uma companhia. Estando no Éden, no paraíso ou na harmonia, ele possuía compreensão suficiente para saber que não poderia conseguir nada separado dele mesmo. Assim está registrado que Eva foi formada do seu interior, de uma de suas costelas. Observe que Eva não foi uma experiência externa a Adão. Não se esqueça disso. Eva foi tirada da costela de Adão, do interior de Adão, da costela da compreensão, do sólido conhecimento ou compreensão de Adão. Foi uma experiência inteiramente interna, e ela apareceu a ele não subjetivamente, mas objetivamente como Eva.

Ao ler o conto cuidadosamente, verá que mesmo quando os dois existiam, um Adão e uma Eva, eles continuavam no Éden, pois Adão e Eva ainda estavam unos com Deus. Porém, o desejo passou a fazer parte do quadro, e foi quando a confusão começou. O desejo, não fazendo parte da unidade ou da plenitude,  nos separaria da infinitude de nosso ser assim que, em vez de extrairmos do interior, começássemos a pensar em extrair do exterior;  começássemos a pensar na criação externa muito mais do que na interna, ou na obtenção interior. No caso de Adão e Eva, a obtenção começou a ser no exterior, com a criação de Caim e Abel, quando foi desenvolvido um senso de separatividade, um senso de estar apartado da infinita fonte do Ser, da totalidade e plenitude do Ser.

Com aquele senso de separação, nascido da crença no bem e no mal, surgiu um conceito de universo objetivo, que poderia prover o bem do lado de fora. Este senso de separação é o pecado original referido nas Escrituras, e é, também, o que deu origem a todos os pecados, doenças e pobreza da existência mortal.

Um conto similar de separatividade é o da parábola do filho pródigo. Aqui, novamente, encontramos o Pai uno com o filho, com tudo que é do Pai  pertencendo a ele, enquanto aquela unidade perdurar. Mas, como no caso de Adão e Eva, também o filho pródigo teve o anseio de querer algo fora da infinitude do Todo, buscando uma independência com a consequente separatividade. O filho pródigo colocou-se como entidade separada, uma entidade separada e apartada de seu pai, não mais buscando  no interior da família de seu pai – na infinitude do seu próprio ser espiritual – mas pretendendo buscar no exterior. Naturalmente, todos  sabemos como terminou aquela intenção: no chiqueiro. Sua plenitude não pôde ser encontrada, até que ele retornasse à casa do Pai – até que novamente se tornasse consciente de sua unidade com o Pai e estivesse desejoso de saber que já possuía tudo, uma vez que tudo que pertencesse ao Pai era dele.

Desses dois claros exemplos, que nos são dados pelas Escrituras, podemos notar que o desencadeamento  da existência mortal teve, como início, aquele mesmo clamor universal ou crença numa entidade ou egoidade separada ou apartada de Deus, e irá permanecer em nossa experiência até que retornemos ao Pai-consciência, reconhecendo que tudo que é o do Pai é nosso. Somente então veremos que todo bem deve vir do interior, e que nossa unidade com Deus constitui nossa unidade com todo ser e coisas espirituais. Deus, sendo imortal e eterno, é também a imortalidade e eternidade do filho. Estes dois exemplos bíblicos servirão para trazer à nossa lembrança consciente o caminho espiritual que nos conduzirá, por fim, à vitória sobre o pecado, a doença e a morte.

Continua..>

A FÓRMULA MÁGICA

A FÓRMULA MÁGICA
Dárcio

OBS: Estou postando, uma vez mais, este texto intitulado ” A Fórmula Mágica”, pela sua praticidade e pela facilidade que  cria na aplicação dos princípios da Verdade, principalmente para os “novatos” neste estudo, e que sentem a necessidade de uma diretriz nesse formato para lidar com as aparências. Vários casos me chegaram ao conhecimento, de pessoas que realmente se empenharam em usá-la e obtiveram êxito.
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Que diferença há entre Jesus Cristo e a pessoa comum que estuda a Verdade? Dedicação e prática! Os princípios revelados são verdadeiros! Há séculos que o mundo vem testemunhando os chamados “milagres”. Contudo, não são realmente milagres, no sentido de serem inexplicáveis! Jesus disse que todos fariam as obras feitas por ele, e até maiores! Este domínio do conhecimento exige dedicação, persistência e prática!

Fomos habituados a olhar o mundo com os olhos da mente humana! Assim, todo o nosso julgamento dos fatos se baseia nas aparências visíveis. Não será de um estalo que tudo se inverterá! Por outro lado, a permanência no estudo e a dedicação em colocá-lo em prática trarão, pouco a pouco, o domínio dado por Deus. “Todo poder me é dado no céu e na terra”, diz a Bíblia. É o poder dado ao “Filho de Deus” e não ao suposto ser humano.

Um bom começo, na prática dos princípios espirituais, é nos decidirmos pela “visão do Olho Simples”, deixando de lado os julgamentos pelas aparências. Com o uso da mente humana, vemos pessoas boas e más, saúde e doença, nascimento e morte, ou seja, vemos os “pares de opostos” ou “crença no bem e no mal”. Que disse Jesus? Para “tirarmos a trave do olho!” Sabia ele que, enquanto não nos convencêssemos de que Deus é Tudo, e que as aparências visíveis são todas ilusórias, de nada nos valeriam estas profundas revelações divinas!

A “Fórmula Mágica”, apresentada abaixo, tem por objetivo criar o novo hábito de não mais acreditarmos nas aparências. Gostaria que ela já fosse sendo posta em prática a partir de agora! Em treinamentos feitos para valer! Vamos começar?

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A FÓRMULA MÁGICA:

“…………………….(mentalizar o nome da suposta pessoa com problema), perdoe-me por tê-lo(a) visto como pessoa problemática (doente, desajustada, com vícios, etc)! Percebo, agora, que a falha estava em minha maneira de vê-lo(a). Você é um ser espiritual perfeito! Você é a própria Vida de Deus, vivendo a meu lado para dar-me felicidade! Desejo-lhe, agora, toda a felicidade do mundo! Agradeço-lhe por ter-me servido de treinamento , abrindo-me os olhos espirituais para a Existência verdadeira, que é divina, espiritual e perfeita!”

*OBS: Fazer este reconhecimento em silêncio, duas vezes ao dia, durante 10-15min. No início, talvez a situação pareça estar piorando; é normal, pois, para surgir a imagem visível harmônica ocorre, antes, um rearranjo subconsciente. Permanecer na Fórmula Mágica; a solução estará a caminho.
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“E PORQUE REPARAS TU NO ARGUEIRO QUE ESTÁ NO OLHO DE TEU IRMÃO, E NÃO VÊS A TRAVE QUE ESTÁ EM TEU OLHO? OU COMO DIRÁS A TEU IRMÃO: DEIXA-ME TIRAR O ARGUEIRO DO TEU OLHO, ESTANDO UMA TRAVE NO TEU? HIPÓCRITA, TIRA PRIMEIRO A TRAVE DO TEU OLHO, E ENTÃO CUIDARÁS EM TIRAR O ARGUEIRO DO OLHO DO TEU IRMÃO.”
(Mateus 7; 3-5)

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-3

A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH
PARTE III
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“O MEU REINO

NÃO É DESTE MUNDO”

No cumprimento de sua missão na terra, Jesus ensinou a mesma mensagem, de forma idêntica: “O meu reino não é deste mundo”. Em outras palavras, o reino da realidade não é “deste” mundo. Este mundo é feito daquilo que não tem existência real. É feito de pecado, doença, morte, falta e limitação; é feito de um falso conceito de vida, um senso e separatividade de Deus.

Quando Pilatos disse ao Mestre: “Não sabes que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?” Jesus respondeu-lhe: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado”. Em outras palavras, fora do Pai não existe poder algum. E o que disse ele a todos os doentes? Ao coxo, ao enfermo? “Levanta-te, toma a tua cama, e anda. …Estenda a tua mão. …Ela não está morta, mas dorme”. Ele poderia ter dito: “Estas coisas são ilusão; não podem prendê-lo. Não existe outro poder além de Deus”. Jesus não empregava qualquer tratamento mágico diante daqueles sofrimentos, mas um simples “Levanta-te, toma a tua cama e anda. …Sê limpo. …Lázaro, vem para fora.” Para ele, todo erro era

ilusão.

Assim, também este ensinamento, como tem se mostrado nestes textos, diz que todo testemunho dos sentidos é pura crença; não é lei. Se está estabelecido, na terminologia de Buda, que todo pecado, doença ou morte é ilusão – maya – ou se está nas palavras mais frequentemente usadas em O Caminho Infinito, de que tudo aquilo que vemos, ouvimos, provamos, tocamos ou cheiramos não é realidade, mas que consiste de conceitos mortais, o mais importante não está no palavreado em si. O que realmente importa é a mensagem – aquela antiga mensagem da realidade de Deus e da irrealidade do testemunho dos sentidos.

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NA MATRIZ DA PERFEIÇÃO

NA MATRIZ
DA PERFEIÇÃO
Dárcio
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Se um filme estiver sendo projetado na tela de cinema, e a projeção se mostrar com a máxima nitidez, significa que a lente do projetor foi antes perfeitamente ajustada para que esse objetivo fosse atingido. Porém, as imagens perfeitas estão no filme e não na tela, ou seja, as imagens projetadas são uma ilusão: não são as imagens verdadeiras.

O mundo visto pela mente humana é o mundo da projeção das imagens que estão fora dele, assim como as imagens do cinema estão fora da tela e sim no filme no projetor. Quando isso é entendido, mesmo “vendo”, deixamos de acreditar nas imagens projetadas e passamos a permanecer no “filme pronto”, que dá origem às projeções. Assim como vemos, no cinema, pessoas se emocionando com imagens que ali se projetam, vemos, neste mundo, a maioria “esquecida” da matriz perfeita, mantida por Deus, por se deixar levar pelo conteúdo de meras projeções! É nesse sentido que os artigos explicam que todas as imagens, vistas  pela mente humana, são “miragens” e não realidades! A Realidade está fora da tela de projeção, e é permanentemente perfeita e mantida por Deus. Os períodos de “contemplações” são lembretes para nos volvermos a nós mesmos,  à MATRIZ DA PERFEIÇÃO, para não nos permitirmos ser enganados pela ILUSÃO que se projeta, com precisão ou com deformação, na “tela” da mente.

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-2

A
NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH

PARTE II
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A ILUMINAÇÃO DE GAUTAMA

Para alguns de vocês, a estória de Buda é uma antiga e bem conhecida estória. Mas, mesmo sendo já conhecida, ela parecerá sempre nova devido à sua beleza. Gautama era filho de um rei grandioso e rico e, conforme os registros sagrados, nasceu de uma virgem. Na noite de seu nascimento, uma estrela apareceu no firmamento, acompanhada de misteriosos sinais no céu.

O pai, reconhecendo o caráter e a natureza espiritual de seu filho, bem como a responsabilidade que logo cairia sobre seus ombros, cuidou para que Gautama fosse preparado para a posição que viria a ocupar. Assim, quando o jovem cresceu, possuía bastante instrução, sabedoria, e um corpo físico perfeitamente desenvolvido. Durante todo esse tempo, ele havia sido cuidadosamente resguardado do mundo exterior. Nunca tinha ido além do domínio extensivo do estado do pai, e, portanto, nada sabia de pecado, doença, pobreza e morte.

Já crescido, foi preciso que ele saísse desse reino de proteção para assumir as funções de príncipe. Uma parada  foi planejada, porém o mestre de cerimônias não seguiu a rigor as instruções. A marcha havia sido planejada de forma que o jovem Gautama não pudesse  ver nada que lhe chamasse a atenção para as coisas existentes no mundo. Mas, infelizmente, nesta viagem ele viu um homem sentado numa sarjeta pedindo esmolas. Quando quis saber o significado daquilo, explicaram a ele: “É porque ele é um mendigo, um homem pobre; esta é seu único jeito de conseguir alimento”. Gautama ficou atônito com o fato de existir uma anomalia como um homem pobre no rico reino de seu pai. Sua preocupação aumentou quando soube da existência de muito mais pobres que nada tinham para comer ou vestir. Em seu coração o jovem pensava em quão terrível era aquilo! A marcha prosseguiu e a cena seguinte mostrava um homem doente. Novamente Gautama perguntou sobre o que estava vendo, e explicaram a ele que o homem estava sofrendo por causa de uma doença. O jovem Gautama, olhando para o seu próprio corpo, respondeu: “Como pode ser isso? No corpo há somente força e vitalidade!” Mas lhe disseram que a maioria das pessoas sofria de um tipo qualquer de doença, e ele novamente pensou: “Que coisa terrível!”

O que foi testemunhado por Gautama, em seguida, foi a morte. Quando foi dito a ele que as pessoas todas morrem, que existia essa coisa chamada morte, ele ficou profundamente abalado. Para ele, aquilo parecia ser inacreditável.

À noite, voltando ao palácio, ele ainda sentido e confuso, ponderava profundamente sobre tudo que havia observado. E então, nasceu em sua consciência a ideia de que a pobreza, a doença e a morte não eram coisas certas, que deveria existir algum princípio capaz de eliminá-las e que caberia a ele procurar aquele princípio, aquela lei.

Gautama tinha uma esposa e uma criança; mas, no meio da noite, beijou sua família com um adeus, deixando-a e abandonando sua riqueza e seu palácio, para vestir uma roupa de mendigo e dar início à sua jornada no caminho religioso com o objetivo de encontrar a lei ou princípio que eliminasse o pecado, a doença, a morte, as carências e limitações da terra. Ele não saiu para ser um curador; ele não saiu para curar esta ou aquela pessoa; seu objetivo único era encontrar um princípio que pusesse fim ao pecado, à doença, à morte e às limitações terrenas. Persistiu nesta busca durante vinte e um anos de dificuldades e tentativas. Passou por todo os tipos de formas religiosas; estudou com muitos mestres e instrutores religiosos, mas nenhum deles pôde levá-lo ao princípio que buscava.

Finalmente um dia, após ter ele abandonado todos os mestres e ensinamentos religiosos, e decidido a buscar a Verdade por si, ele chegou à árvore Bodhi, a árvore do conhecimento, a árvore da sabedoria, e ali ele sentou-se e começou a meditar. Sua meditação durou um longo, longo tempo, mas, ao término daquele tempo, ele havia alcançado a iluminação total, e com ela veio-lhe esta grande sabedoria: Não existe pecado, doença, morte nem limitação – aquilo tudo é ilusão.

Este é o princípio que nos chegou muito antes de Buda, e que veio a ser por ele restabelecido: o princípio de que não somos curadores de pecado, doença ou morte, pois, inexistem o pecado, a doença e a morte: tudo que aparece como um mundo objetivo é um conceito de mundo, uma ilusão. Toda experiência humana conhecida através do testemunho dos sentidos é um mito, uma ilusão. Nosso falso conceito do universo constitui a ilusão.

Depois da partida de Buda, seus discípulos fizeram excelente trabalho de cura através de sua revelação. Entretanto, cerca de cinquenta anos mais tarde, eles a organizaram e começaram a introduzir formas cerimoniais – hinos, preces, e todos os demais rituais. O poder de cura foi perdido e o ensinamento de Buda foi dividido em correntes; e assim é que hoje há muitas e muitas seitas, todas elas cercadas de formas, preces, mantras – de tudo, menos da Verdade original, dada através da iluminação de Buda, de que todo erro é ilusão.

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“NÃO SOIS A MINHA OBRA?”

“NÃO
SOIS A MINHA OBRA?”

Dárcio
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Uma questão é levantada: “Não sois a MINHA obra?” (I Coríntios 9:1). Quando a Verdade nos é dita em indagações, a resposta de cada um será inevitavelmente “Eu Sou!”

Quando deixamos de lado a mente humana, com sua visão errada e distorcida sobre o Universo e o homem, estamos, realmente, respondendo “EU SOU!” Jesus Cristo deu o exemplo: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!” Não poderia estar falando como pessoa, mas como a UNIDADE PERFEITA;  veio nos revelar  “o Caminho, a Verdade e a Vida” em todos nós. Agora é a nossa vez de fazer a declaração iluminada! Esta resposta nos exigirá dedicação, persistência e entendimento, da mesma forma com que exigiu também dele e de todos os que despertaram do sonho em vida material para a perfeição da Existência espiritual. Em Gálatas 5:1, consta o seguinte: “Estai firmes na liberdade com que o Cristo nos libertou e não torneis à servidão”. Que é “tornar à servidão”? Voltar à crença fraudulenta de que somos seres humanos, mortais nascidos em existência material temporal. “Estar firme na liberdade” é simplesmente aceitar e discernir que “SOMOS A OBRA DE DEUS!” Este é o fato eterno que permanentemente deve ser reconhecido com extremo entusiasmo e alegria! O Deus único, Se expressando como o seu “Eu individual”: eis o Cristo! O seu libertador e salvador das crenças sem substância! Sinta-se livre neste instante! VOCÊ É LIVRE! Contemple, em quieta e silenciosa interiorização, a legitimidade desta Verdade absoluta! Não tente analisar ou redimir o “velho homem”; não se associe com quaisquer traços, bons ou maus, da suposta personalidade humana; e, muito menos entre em conflito interno em endosso infrutífero da antiga crença no bem e no mal! A Existência simplesmente É! Afirme a Verdade com a suposta mente humana, e você a estará anulando! Mente humana é NADA! Não acredite estar mentindo quando, com ela, afirma ser a Verdade! Imagine o número 1000; em seguida, observe um zero à sua esquerda, 01000, e, afirme a Verdade: “Vejo-me diante do número 1000!” Não seria esta a Verdade, mesmo que todos vissem e lhe mostrassem “também” o zero à esquerda? É nesse sentido que devemos afirmar “SOU OBRA DE DEUS” com a suposta “mente humana”. Ela é “zero à esquerda”. Enquanto você seguir a crença propagada por muitos instrutores, no sentido de somente afirmar a Verdade “QUANDO” a mente humana for transcendida, VOCÊ FICARÁ ILUDIDO! NA DUALIDADE! ACREDITANDO EM OUTRA MENTE AO LADO DE DEUS! ACREDITANDO EM “QUANDOS” MESMO JÁ ESTANDO NO AGORA EM QUE “QUANDOS NÃO EXISTEM!” Não caia nessa armadilha, mesmo que “famosos ou renomados” místicos a endossem! Afirme categoricamente: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA! Mesmo que APARENTEMENTE você acredite estar usando a “mente humana”. PERCEBA O ÓBVIO: VOCÊ não pode fazer uso de inexistências! Seja radical e entenda que “mente humana é “ZERO À ESQUERDA”. Afirme unicamente a VERDADE com ela; dessa forma, a suposta “mente humana” ficará anulada!

O tempo não existe! Por isso, nunca houve “surgimento” de mente humana! O AGORA é a Mente oniativa em expressão! A SUA MENTE! Viva pela revelação gloriosa: “NÃO SOIS A MINHA OBRA?” Anule radicalmente a crença em matéria e em mente humana a ser transcendida, e responda: “EU SOU!”.

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-1

A NATUREZA
UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH

PARTE I
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As escrituras hebraicas profetizavam que o Cristo seria crucificado. Como alguém poderia  predizer a crucifixão  de um homem dois mil anos antes daquilo acontecer? Não se conhece uma boa razão que explique tal evento; porém, esta profecia é encontrada nas escrituras hebraicas. Qual é o sentido dela? O primeiro, e o mais importante ponto a ser compreendido, é que esta profecia não se refere a um homem em particular, mas sim à crucifixão do Cristo, à crucifixão da Verdade.

Os hebreus sabiam, de amarga experiência, que a Verdade seria sempre crucificada quando aparecesse ao pensamento mortal. A Verdade nunca foi nem nunca será aceita pelo pensamento mortal. Onde quer que apareça, fará surgir a rejeição eclesiástica: “Isto não é ortodoxo; não está de acordo com o nosso ensinamento, não pode ser verdadeiro”. E a própria análise eclesiástica irá bradar: “Crucifique-o”; desse modo, seguramente poderia ser profetizado, com cem anos ou com dois mil anos de antecedência, que o Cristo seria crucificado, pois, onde quer que toque o pensamento mortal, o Cristo é vítima de crucificação.

O Cristo é a manifestação de Deus; portanto, o Cristo não é um homem. Para os seguidores do Hinduísmo, Krishna ocupa uma posição similar à de Jesus no mundo cristão. Há, inclusive, os que consideram Krishna apenas como homem, embora tivesse existido um homem chamado Krishna que deu ao mundo um ensinamento espiritual da mesma forma com que um homem chamado Jesus deu ao mundo o ensinamento do Cristo. O ensinamento de Krishna foi apresentado ao muito muitos mil anos antes do advento de Jesus, e, no entanto, somente Jesus veio sendo identificado como o Cristo, enquanto Krishna foi considerado como um ser físico. Tanto Krishna quanto Cristo tem o mesmo significado: a presença de Deus feito manifesto – o Verbo feito carne.

O pensamento mortal irá sempre crucificar a Verdade; assim, quando surge um indivíduo com esta visão da Verdade, com esta visão do Cristo, e que com Ele se identifica, pode-se saber que o caminho de sua crucifixão estará sendo preparado. Provavelmente ninguém captou a visão da Unidade tão claramente como Jesus; e, como ele se identificava com ela, a igreja da época achou que, com sua crucificação, se livraria da confusa Verdade que ele ensinava.

Eu não considero a crucificação ou as perseguições aos santos e místicos como acontecimentos necessários ao mundo. O ensinamento comumente aceito hoje, pelas igrejas ortodoxas, é o de que Jesus teve de morrer para que fôssemos salvos; entretanto, isso não passa de adaptação do antigo ensinamento dos hebreus, que considerava o sacrifício de animais inocentes como algo exigido por Deus. Tal ensinamento faz de Deus um tirano. Dessa forma, não sinto hoje que a crucificação ou perseguição façam parte de um plano de salvação do mundo; antes, pelo contrário, penso que aquilo ocorreu para as pessoas que equivocadamente se identificaram como um salvador pessoal, mais do que com o fato de ser, o ensinamento da Verdade, uma manifestação de que Deus, e de ser, cada mestre, somente uma transparência pela qual o como a qual ela estaria aparecendo.

Jesus veio ensinando: “Eu e o Pai somos um”. …”Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma”….”o Pai, que está em mim, é quem faz as obras”….”Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus”. Os Mestres que personalizarem a Verdade, sentindo-se os responsáveis pela mensagem, sempre sofrerão o peso das perseguições do mundo. O erro deles está na própria colocação como sendo profetas com uma mensagem pessoal. Jesus foi bem claro nesse ponto, ao declarar: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou”. Porém, apesar desta declaração tão clara do próprio Mestre, muitos não a interpretaram corretamente.

A UNIVERSALIDADE DA VERDADE

A Verdade é, A Verdade de toda mensagem sempre existiu e continuará existindo até a eternidade. Quando os Mestres captam um vislumbre espiritual dela, o que podem fazer é se tornarem uma transparência para que esta Verdade apareça no mundo. De fato, o mundo irá sempre querer se livrar dessa Verdade – querer crucificá-la – mas enquanto os mestres não  identificarem a Verdade de suas mensagens como algo pessoal, enquanto não se colocarem como salvadores pessoais, não serão crucificados. Se a mensagem for verdadeira, o pensamento mortal desejará destruí-la, mas não destruirá a mensagem; tentará destruir a pessoa que tenha cometido o erro de acreditar que a Verdade tenha, de algum modo, alguma relação humanamente pessoal com ele.

Sejamos gratos por isso: a Verdade é santa e sagrada; a Verdade é onipresente e em todos os período da história do mundo surgirão aqueles que repetirão esta mensagem novamente. Ela nunca tem sua origem numa pessoa. A mensagem que Jesus ensinou é mais antiga que o próprio te,pó.. Nem é nova nem é original, sendo uma repetição daquilo que tem vindo através das épocas. De tempos em tempos ela chega a nós novamente. Jesus apresentou esta mesma Verdade universal numa linguagem compreensível e aceitável para o mundo ocidental, e é este o valor de seu ensinamento para nós.

Um indivíduo iluminado consegue transmitir a Verdade aos seus discípulos ou alunos imediatos, e por algum tempo ela começa a crescer e ser divulgada; mas, gradativamente, ela começa a perder sua força e significado original. Torna-se uma forma, um credo ou um sistema, pois alguém a organiza e isto selará o seu fim. A Verdade não pode sobreviver numa organização, pois, em todas elas existe uma cabeça, e no momento em que houver uma cabeça, deverá haver alguém à mão direita e alguém à mão esquerda. Daí começará a competição e o surgimento da confusão – dissensão e contenda. O indivíduo que captou a visão espiritual, aquele que redescobriu a Verdade universal, dá a ela a mais clara linguagem disponível no momento. Mas a interpretação daqueles que vêm depois é baseada nas suas diversas bagagens educacionais e regionais, com cada um entendendo a Verdade de uma forma inteiramente diferente. O resultado disso será que, após duas ou três gerações, ninguém mais concordará com o que era ou é o ensinamento.

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A ILUSÃO É O QUE DEUS NÃO VÊ


A ILUSÃO
É O QUE DEUS NÃO VÊ
Dárcio
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Muitos olham os problemas pessoais, ou mesmo mundiais, sem saber como Deus pode permitir tanta desarmonia. Já vi gente se dizer descrente de Deus por não aceitar, por exemplo,  que Ele não ponha fim a povos famintos sobre a face da Terra. Entretanto, a Verdade conhecida é que liberta o homem! E esta Verdade é que DEUS É TUDO! Onde o mundo ou as pessoas veem problemas, Deus vê a Sua perfeição onipresente no mesmo lugar! Por que os estudos da Verdade dizem que “os problemas não existem”, que são ILUSÃO? Porque “ilusão é o que Deus não vê”. Deus vê a perfeição onipresente, isto é, Deus vê tudo aquilo que é REALIDADE! Quando Jesus disse: “O meu reino não é deste mundo”, sinalizou a Verdade que desconsidera esta “miragem” supostamente vista pela mente humana. Como devemos proceder, diante dessas revelações? Precisamos nos despojar da mente humana, aceitando, com “coração de menino”, que temos realmente a Mente que vê a Realidade, soltando-nos nesta contemplação natural e sem esforço! Esta soltura é no sentido de nos identificarmos com aquilo que Deus é, e com aquilo que Deus vê! Tudo que Deus não vê, é ilusão, e tudo que VOCÊ VÊ, É O QUE DEUS VÊ! Isto porque inexiste outra mente para discernir qualquer outra coisa!
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Os períodos de “Prática do Silêncio” são aqueles que reservamos para as “loucuras de Deus”, ou seja, são momentos em que acatamos estas revelações que, para a mente humana se mostram absurdas, e, com a máxima tranquilidade, realizamos nossa identificação com todas elas! DEUS É TUDO! TUDO É DEUS! DEUS ESTÁ SENDO VOCÊ, VOCÊ ESTÁ SENDO DEUS! Contemple estas Verdades, e veja-se livre sendo todas elas.
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Logo abaixo, estou postando de novo um excelente artigo de Marie S. Watts, intitulado “Vendo do Ponto de Vista de Deus”. Gostaria que o estudassem MUITO CALMAMENTE   e em conjunto com o que estou expondo neste texto. Precisamos discernir a Onivisão, a Visão onipresente que temos para, em unidade com Deus, aceitarmos como “visto” unicamente o que é Realidade! Ilusão é NADA! É tudo aquilo que Deus não vê! Percebendo que Deus e homem são UM, perceberemos que o que Deus vê, é o que vemos! Estas considerações, obviamente, devem ser contempladas espiritualmente!  São verdadeiras, mas requerem algo além de simples leitura: exigem uma total identificação de nossa parte, na forma de aceitação radical e discernimento absoluto!

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VENDO DO PONTO DE VISTA DE DEUS

VENDO DO
PONTO DE VISTA DE DEUS
Marie S. Watts
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O homem, como aparenta ser, é limitado em praticamente todos os aspectos de sua existência. Embora cada identidade seja eterna, a ilusão chamada “vida humana” aparenta ter começo e fim. Esta experiência humana, completamente ilusória, é limitada porque se supõe haver uma  quantidade restrita de “tempo” em que o homem  permanece vivo. Inerentemente, sabemos que este limitado conceito de vida é incorreto, e sequer é necessário, razão pela qual nos rebelamos contra ele.

Tentamos prolongar a vida, e tentamos escapar ou dominar este falso conceito de limitação em todos os aspectos de nossa experiência. Sempre, neste limitado cenário ilusório, estamos procurando nos livrar de alguma falaciosa ideia de limitação. Vejamos, a partir de agora, o que deve ser feito para que nos libertemos de todas estas limitações ou crenças equivocadas.

Devemos percorrer  o caminho todo, em nossa “visão”. Isto significa que temos de discernir toda a Existência a partir do PONTO DE VISTA DE DEUS, em vez de fazer isso partindo do fictício ponto de vista limitado do “homem nascido”. Devemos ver tudo a partir do ponto de vista da Inteireza impessoal viva, perfeita, eterna, indivisível, que é Deus – o Universo.

Quando percebermos toda a Existência do ponto de vista divino, e não do limitado ponto de vista do homem supostamente nascido, perceberemos do ponto de vista da Perfeição eterna, ininterrupta e constante. Perceberemos, também, esta Perfeição como TUDO O QUE SEMPRE ESTÁ PRESENTE. Todo falso sentido de dualidade é transcendido nesta ilimitada percepção. Nunca estaremos conscientes de algo ou de alguém separado do UM infinito que nós somos. Tampouco estaremos conscientes de Deus “e” homem, Mente “e” ideia, Causa “e” efeito, Luz “e” treva, Inteligência “e” ignorância, Amor “e” ódio. Não poderá haver percepção de opostos, pois, não haverá nada para se opor nem para estar se opondo. Não lutaremos para “atingir” ou nos tornar algo além do Deus-EU-SOU, que somos. Tampouco iremos pretender sobrepujar algo que não somos, e que jamais poderíamos ser. Perceberemos inteiramente do ponto de vista do Amor consciente, inteligente, vivo, perfeito e eterno; e, não seremos movidos por qualquer aparência de limitação, imperfeição, ou alguma outra.

Alguém poderia perguntar: “E quanto aos quadros ilusórios que constantemente se apresentam à minha Consciência?” Faça-se esta indagação: “É ASSIM QUE DEUS VÊ A EXISTÊNCIA?”  Por ser Tudo, é impossível que Deus esteja consciente de algo além do que Ele próprio esteja sendo. Se Deus pudesse estar consciente de imperfeição, Deus teria que ser esta imperfeição. E isto é impossível! Como Deus nada sabe de imperfeição, carência, medo, etc., e como Deus é a ÚNICA Consciência, não existe nenhuma consciência de qualquer aspecto do mal ilusório. Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido.

A Bíblia declara: “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida em ti; porque confia em ti” (Isaías 26:3). Ver constantemente a partir do ponto de vista de Deus significa conservar a Mente estabelecida em Deus. Significa perceber a partir do ponto de vista “EU SOU”, e jamais do ponto de vista do “eu serei”, ou “eu irei me tornar”.  Significa conhecer o que nós somos, e constantemente ser o que conhecemos. Oh, amado, podemos viver normal, amorosa e livremente cumprindo o nosso objetivo, exatamente aqui e agora! Tudo isto é possível em nossa percepção de que SOMENTE PORQUE DEUS É, NÓS PODEMOS SER; somente o que Deus é, nós podemos ser. Neste reconhecimento, prosseguimos com nossa tarefas diárias,  livre e jubilosamente. Somente o que Deus experiencia, nós podemos experienciar, e somente o que Deus conhece, nós podemos conhecer. Isto é realmente perceber a Totalidade, a Unicidade que Deus é. E isto é estabelecer a Totalidade, a Unicidade que é o EU SOU que VOCÊ É.

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O EVANGELHO DE TOMÉ

O
EVANGELHO DE TOMÉ
Marie S. Watts

Os discípulos perguntaram a Jesus: Como será o nosso fim? Jesus disse: Vocês descobriram o começo e indagam sobre o fim? Onde há começo, ali haverá fim. Bem-aventurado é aquele que se firma no começo; ele conhecerá o fim e não provará a morte.
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Bem sabia Jesus que eles estavam ainda acreditando ter nascido, que estavam vivos como uma vida nascida num corpo de matéria, e que teriam de morrer e deixar a matéria, ou chegar a um fim. Jesus sabia que se não alimentassem estas crenças, não formulariam perguntas desse tipo. Eis por que ,de imediato, ele os conduziu à percepção de que “não há começo”, ao lhes dizer: “Onde há começo, ali haverá fim”. Em outras palavras, se, para você, existir começo, ali existirá fim. Se nasceu, terá de morrer. Se desconhecer qualquer “começo”, como poderá conhecer algum “fim”?

Jesus está, então, dizendo: Bem-aventurados somos nós, bem-aventurados são vocês, bem-aventurados somos todos que, exatamente entre aquilo que parece ser uma vida humana, um homem mortal, com todas as suas dificuldades e dores, doenças, nascimentos e mortes; exatamente no âmago do sonho, percebemos que somos o eterno e imutável Deus identificado, exatamente aqui e agora: não poderemos conhecer morte alguma, por não existir nenhum nascimento. Quando estamos vendo isso exatamente aqui, percebemos que nunca teremos de passar pelo que parece ser a experiência da morte. E, é com o tempo que despertamos para este fato. Tudo tem estado exatamente aqui, o tempo todo.

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