Joel S. Goldsmith
Quando será que cada um de nós “chegará a este ponto”? Nunca! JÁ ESTAMOS NELE! Esta percepção traduz o estudo! Nenhuma “visão ilusória” altera jamais a Obra de Deus, nossa filiação divina, nossa “glória recebida desde o princípio”. Nenhuma “ilusão” nos separa realmente de Deus! Esta é a revelação que, assumida e contemplada sem reservas, permite-nos “antegozar a Ciência Cristã absoluta”.
Não há sentido, em se tendo esta Revelação absoluta, que percamos tempo e atenção com “velho céu e velha terra”, ou seja, com a visão ilusória que insiste em ver “matéria” em lugar de “Espírito”. O “antegozo” da Revelação absoluta tem, como pré-requisito, não um “passar do tempo” dentro da ilusão, mas em se levar a sério a recomendação crística: “Não podeis servir a dois senhores”. Quais seriam eles? O “testemunho crístico” e o “testemunho material”.
A autora confirma que este vislumbre, do novo céu e nova terra “é, e tem sido, possível aos homens no atual estado de existência”. Eis o valor de uma Revelação absoluta! Eis o ponto a ser considerado!
Paremos de endossar o “mar de crenças” que, ilusoriamente, nos induz a acreditar que “um dia chegaremos lá!” Lembremo-nos: estamos “conscientizando a Verdade”, e não “conscientizando crenças falsas”. No ATUAL estado de existência, por descartarmos a aceitação do que é material, ou supostamente visto pela mente humana não-iluminada, e pela identificação plena com a visão iluminada de nossa Mente divina, naturalmente, “tornamo-nos conscientes, aqui e agora, da cessação da morte, da tristeza e da dor”, tal qual aqui nos garante a citação.
“Dai ao Senhor a glória devida”, isto é, ouçamos a Voz da Revelação em nós mesmos, com a mente quieta e receptiva! Quietude e receptividade são somente artíficios empregados para a percepção de que “mente humana” é NADA! Aqui e agora, unicamente Deus está consciente e sendo o Ser real de todos. Ao nos desvincularmos das “imagens holográficas” que a suposta mente humana chama de “mundo”, discernimos a Consciência iluminada, aqui presente e sendo a nossa. “Deus está mais próximo do que nossa respiração”, disse um poeta! Nada há mais próximo de nós, do que nós mesmos: e, este EU, que está expresso exatamente aqui e agora como a “sua” Consciência, a “minha” e a de todos, é o próprio Deus.
*
DEUS É TUDO! Em cada ponto do Universo infinito, existe Deus Se expressando em Sua totalidade! Por isso, o Universo todo é um manancial infinito de dádivas divinas! Como fazemos parte da Realidade espiritual, a Biblia diz: “Sois co-herdeiros com Cristo de todas as riquezas celestiais”. O que de fato nos revela esta citação? Revela que onde cada um está, está o próprio Deus em Autossuprimento! Se a pessoa deixar de se ver em seu aspecto visível e humano, que é pura miragem, para se contemplar sendo Deus em expressão individual, “O PAI, NELE, FAZ AS OBRAS”, ou seja, ele estará consciente de que Deus é o ÚNICO ser ali presente realmente, e que, sendo Deus o Autossuprimento infinito em ação, ele está na plenitude da glória!
Nestas contemplações absolutas, tanto Deus como presença UNIVERSAL quanto Deus como presença especificada como o nosso ser INDIVIDUAL devem ser contemplados, isto é, o “oceano”, a “gota”, o “oceano contendo a gota” e a “gota imersa no oceano”. Esta visão espiritual completa nos faz discernir o TODO, que é Deus, em sua inseparabilidade infinita que nos inclui a todos. O mundo visível não é realidade! É mera “sombra na mente humana” daquilo que estiver sendo reconhecido! Uma vez reconhecida a Verdade, como “sombra” teremos a manifestação espontânea de nossa saúde, dinheiro para pagar as contas, e quaisquer outras coisas que na aparência se mostrarem necessárias. Como isso se dará? Não interessa! Focalize sua atenção no que é REAL e já SUPRIDO, sem jamais ter “olhos que vasculhem miragens”. Apenas “contemple a Verdade”, como foi explicado, e, depois, aja ou deixe de agir despreocupadamente, em conformidade com as ideias e situações que naturalmente lhe forem surgindo…
“Dividir a casa”, acreditando em Deus e em mesmerismo, anulará todo o processo! O “EU” é TUDO! Sem crenças, sem ilusões, sem aparências, sem problemas, sem nascimento, sem mudanças, sem morte, sem mente humana, sem mesmerismo, eis o “EU” que “EU SOU” – O “EU” QUE É TUDO! O “EU” QUE É ÚNICO! Perfeito, universal, integral, iluminado, eterno, imutável, onipresente, onipotente, onisciente, oniativo, infinito!
*
A Revelação não se identifica exclusivamente com ninguém. A Revelação é tão onipresente e universal quanto Deus. Agora, na presença de uma nova Luz, é revelado que existe somente uma Mente e somente um Ser, que eles são idênticos, e que inexiste qualquer outro. Deixando de lado o ensinamento, sistema, regra e prática baseados na premissa de que Deus é Espírito e que somos mortais, a Voz da Revelação proclama que nós somos o que Deus é, exatamente aqui e agora; nós somos Espírito, a Mente única, o Ser único.
Embora a ideia metafísica de elevação da mente humana, de ascensão de uma consciência humana, e de uma espiritualização de mortais fosse uma animadora ideia nova, quando foi introduzida, será agora suplantada por uma Luz bem maior que vem chegando. Para conhecermos, com autoridade, o verdadeiro “status” de nosso Ser, devemos voltar ao próprio Livro da Vida – o Espírito da Verdade interior. Aqui é revelado que somente existe o Um, e nenhum outro; que a Verdade do Infinito deve ser a Verdade de Tudo. Nossa aceitação do Espírito como nossa Identidade, aqui e agora, é nossa única libertação do sofrimento, tribulação e morte.
Deus não é nenhum outro, senão o “Eu”. É impossível encontrarmos Deus fora de nós mesmos. O Espírito da Revelação está em nosso interior, e em nenhum outro lugar. Saindo daquilo que é parte Verdade e parte inverdade, estamos somente com Deus como nossa Mente única e nosso Ser único. Como nunca fomos capazes de reconciliar Deus com seres pecaminosos, Deus e guerra, Deus e diabo, nós tomamos a grandiosa decisão de aceitar somente Deus. Nós estamos gloriosamente satisfeitos.
O estudo da Verdade está em se “vencer o mundo”. A Verdade de que já vivemos no Reino da perfeição permanente deve predominar em nossa aceitação, e isso se dá pela nossa dedicação em lidar com os pequenos contratempos como se fossem tragédias! Por coisas pequenas, muitos estragam o dia todo! Discutem por banalidades, gravam aquilo na lembrança o tempo todo, quando poderiam “identificar a ilusão” na hora e se desfazer dela: – “Este “probleminha ridículo” é ilusão! Não me fará perder a harmonia que eu sou!” Algo desse tipo deve ser uma lembrança constante em nosso dia-a-dia em contato com o mundo! Quando cada “pequena ilusão” for trabalhada nesse sentido, de ser logo desmascarada sem que nos permitamos ser enganados por ela, os quadros de desarmonia visíveis logo sumirão de vista! E nos sentiremos vitoriosos por termos lidado espiritualmente com a situação, em vez de nos perdermos em confusões mentais por coisas absurdamente pequenas.
A maioria dos conflitos “deste mundo” tem origem em “pequenas coisas”, onde brigas e discussões têm início e são todas fomentadas pelo ego! O Eu único é Deus! Quem estuda o Absoluto deve sempre ter em mente esta Verdade! Desse modo, as “pequenas ilusões”, que, até então, poderiam se tornar foco de distúrbios ou problemas, passam a ser excelente treinamento para praticarmos esta Verdade. Não é somente durante as “contemplações” que Deus é TUDO! Em nosso dia-a-dia esta Verdade se mantém. Jesus disse: “Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim; mas, tende bom ânimo – EU VENCI O MUNDO!”.
“Em contato com o fluxo da Consciência Cósmica, todas as religiões hoje conhecidas serão dissolvidas…Religião não depende de tradição. Ela não será acreditada e desacreditada. Não será uma parte da vida, pertencendo a certas horas, momentos e ocasiões. Ela não estará em livros sagrados nem na boca de pregadores. Não estará em igrejas e reuniões e formas e dias. Sua vida não estará em preces, hinos nem sermões. Ela não dependerá de revelações especiais, de palavras de deuses que descem para ensinar, nem de uma ou de várias bíblias. Ela não terá qualquer missão de salvar os homens de seus pecados ou de lhes garantir a entrada no paraíso. Não ensinará mortalidade futura nem glórias futuras, pois a imortalidade e toda glória existem aqui e agora. A evidência da imortalidade será vivida em cada coração e vista em cada olho.
“Duvidar de Deus e da vida eterna será tão impossível quanto o é agora duvidar da existência; a evidência de cada será a mesma. A religião será governar cada minuto de cada dia de toda a vida. Igrejas, pregadores, formas, credos, preces, todos os agentes, todos os intermediários entre Deus e o homem individual serão permanentemente substituídos pelo contato direto, que descarta qualquer engano. O pecado não existirá mais e a salvação deixará de ser almejada. Os homens não se preocuparão com a morte, com o futuro ou com o reino do céu…Cada alma irá sentir e saber por si mesma que é imortal, irá sentir e saber por si mesma que o universo inteiro, com todo o seu bem e com toda a sua beleza, a ela se destina e a ela pertence para todo o sempre.
“Onde está o Salvador? Quem ou que é? O Salvador do homem é a Consciência Cósmica…Esta apresenta o cosmos não como constituído de matéria morta, governada por lei rígida, inconsciente e sem propósito; pelo contrário, ela o mostra como inteiramente imaterial, inteiramente espiritual e inteiramente vivo; mostra que a morte é um absurdo, que tudo e todos têm vida eterna; mostra que o universo é Deus e que Deus é o universo, e que jamais algum mal entrou ou entrará nele” (Cosmic Consciousness – p. 5,6,17)
Estes passos constituem a “Prática do Silêncio”. Foi dado um exemplo referente ao “corpo”. Toda Verdade Absoluta revelada deve ser assim contemplada, de modo específico, para que a ILUSÃO de vida material e temporal não encontre, em cada um, a suposta “mente humana” que lhe serviria de instrumento para o autoengano. Existe “mente humana”? Não! Então, vamos “contemplar esta Verdade”. Como? Igualzinho falamos a respeito do “corpo”. Lemos, paramos, nos compenetramos de que “temos a mente de Cristo” (I Cor. 2-16); em seguida, nesse reconhecimento, atiramo-nos na percepção imediata de que a Mente de Cristo, que somos, vê ou discerne unicamente a Luz, a Verdade, a Perfeição, etc.
A ILUSÃO É NADA! Nas “contemplações”, atenha-se ao que existe e é real: DEUS SENDO TUDO! Enquanto a atenção estiver presa à mente humana e suas invenções quiméricas, a “contemplação” não estará se dando de forma correta! É por isso que, neste estudo, sempre partimos da TOTALIDADE DE DEUS! A partir da “contemplação” desta premissa básica, as “contemplações específicas”, sobre o “corpo”, sobre a “mente”, sobre os “negócios”, sobre os “relacionamentos”, se darão com facilidade e de forma adequada. De fato, DEUS É TUDO e a ONIAÇÃO engloba toda a Existência numa atividade amorosa, plena e perfeita! Leia isso tudo, pare, se compenetre de que o lido é Verdade, e “atire-se em percepção imediata”. Assim, realmente você estará “contemplando” estas Verdades.
Parmênides, discípulo de Xenófanes, procurou conscientizar o Ser Absoluto, não-criado e imutável. Foi o primeiro filósofo grego a estabelecer clara distinção entre conhecimento relativo e Conhecimento superior. Disse que o “Eu” jamais nasce e jamais morre. Fez a seguinte declaração: “Aquilo que é, é não-criado e indestrutível, único, completo, imutável e sem fim. Não poderei deixá-lo pensar ou dizer que ele veio do que não é; pois, não pode ser pensado nem declarado que o que não é, é”. Tanto os filósofos gregos como os sábios védicos acreditavam num único “Eu”, e que somos este “Eu”.
Seguidores de Metafísica são sinceros quando declaram que não aceitam o que eles chamam de “segunda criação”. Por que, então, creem que são mortais a serem regenerados, com mentes humanas a serem aprimoradas? Que a natureza do mal deve ser entendida, e estrita disciplina mental seguida?
Todo ensinamento que sanciona estas crenças e teorias está enraizado, inegavelmente, na crença em uma criação mortal. Somente a Mensagem Absoluta desacredita de todas as criações, revelando o UNO INFINITO NÃO-CRIADO COMO A ÚNICA PRESENÇA.
Quando alguém sabe que as narrativas de criações são completamente inverídicas, deixa de aceitar quaisquer doutrinas que provenham delas. Poderia ser dito que religião é “aprender sempre, e nunca poder chegar ao conhecimento da Verdade” (2 Tim. 3-7). Enquanto as religiões não perceberem que as criações são completamente vazias de verdade e de razão, não aceitarão O ESPÍRITO COMO A TOTALIDADE DA EXISTÊNCIA. Reconhecido este fato, Religião e Verdade serão, desse modo, uma Verdade em cada coração.
Aqueles que não receiam renunciar aos velhos mitos – criação de mortais, separação, pecado, luta e morte – para aceitarem a Verdade da Vida e Existência, entenderão a desintegração do Átomo como a extinção da crença num mundo material, um mundo de nascimento, pecado, luta, punição e morte.
O que tem sido chamado de grande mistério passará com a Luz atômica – a revelação de que a Verdade e a Realidade permanecem invioláveis – sem começo, mudança ou fim; sempre presentes, puras, perfeitas e absolutas. Ficaremos conscientes de que o Mundo da Realidade é a nossa própria Consciência espiritual.
O Conhecimento Perfeito prosseguirá revelando tudo como realmente é. As formas perfeitas serão completamente visíveis para nós. Elas serão percebidas através da Visão simples e do Coração simples de que jamais houve ser, coisa ou mundo criados; de que nada jamais chegou a existir, senão o Reino da Consciência espiritual destituída de começo.
Talvez exista uma crença generalizada de que a Bíblia relate a história de duas criações: a primeira, a criação espiritual em que Deus criou todas as formas da Realidade; a segunda, a criação da matéria, do pecado e do mal.
Uma pesquisa mais profunda, porém, revelará que a Bíblia cita cinco criações distintas e diferentes, conforme destacamos a seguir: (1) a criação do homem: “E criou Deus o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus, e criou-os varão e fêmea” (Gen. 1:276); (2) a formação do homem (Adão): “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma vivente” (Gen. 2:7); (3) a formação da mulher (Eva): “Mandou, pois, o Senhor Deus um profundo somo a Adão; e, enquanto ele estava dormindo, tirou uma das suas costelas, e pôs carne no lugar dela. E da costela, que tinha tirado de Adão, formou o Senhor Deus uma mulher; e a levou a Adão” (Gen. 2:21-22). (4) a concepção de Caim: “Adão conheceu sua mulher Eva, a qual concebeu e deu à luz Caim, dizendo: Possuí um homem por Deus” (Gen. 4:1). (5) a concepção de Jesus: “E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” (Mateus 1:20).
Criações, pecado, sofrimento, salvadores pessoais e arrependimento de pecado são temas de todas as religiões. Leitor, perdoe a si próprio agora, e perdoe a todo o mundo agora, ouvindo e aceitando a Voz da Revelação, que diz: “Nada há ao lado de MIM. Eu Sou o Todo – o Ser Absoluto, glorioso, perfeito. Eu Sou ninguém outro senão a pureza. EU SOU AQUELE QUE SOU, AQUI E AGORA.
Muitas vezes usei o exemplo da ilusão humana, quando, estando num ônibus parado enquanto outro ao lado se move, somos levados a crer que foi o nosso que se moveu. A percepção equivocada desaparece tão logo o fato verdadeiro volte a ser reconhecido. Este ponto, em nosso estudo, é o objetivo dos textos, e não somente nos deixar informados de que Deus é Tudo e “matéria” é nada.
A Substância única é Deus; o Verbo divino é a Substância perfeita e permanente que constitui o Universo e o ser que já somos! Esta perfeição é ONIPRESENTE: incólume, constante, eterna! Que é a ilusão? Uma percepção equivocada desta Verdade. É preciso que descartemos a ilusão como NADA, enquanto a substituímos, em nossa aceitação, pelo Fato espiritual verdadeiro, já aqui presente! Se estivermos contemplando a Perfeição iluminada de Deus, reconhecendo-a presente EXATAMENTE no lugar em que a percepção equivocada nos faz “ver” um “mundo material” em mutação, estaremos no caminho certo! É como se nos mantivéssemos conscientes do “nosso ônibus” parado, apesar da falsa impressão de estar ele se movimentando!
Volte-se à SUA Consciência, que é Deus, e entenda que Ela é VOCÊ! Contemple esta Consciência iluminada discernindo os fatos espirituais perfeitos! Contemple que toda Substância real é perfeição absoluta, enquanto todas as imagens visíveis são insubstanciais, miragens: puríssimo NADA!
Reflitamos sobre seguinte: se estamos supondo que “algo não existente está existindo”, o quê, DE FATO, é existente ? E, existente onde?
A Realidade é a PERFEIÇÃO sempre existente! Onde? AQUI MESMO! NÓS SOMOS A PERFEIÇÃO EM SI! Por quê não A vemos? Por estarmos “vendo o inexistente”. Vendo uma ILUSÃO! Vendo “seres humanos nascidos”, enquanto “o Cristo está conosco desde o princípio”, na qualidade de Verdade, de nosso Ser Real!
Jesus disse: “Vim para que os que veem sejam cegos e para que os que não veem vejam”. Em outras palavras, “Vim para acabar com a ilusão”. Porém, dito assim, a impressão muitas vezes é a de que “existe a ilusão”. Tanto é, que muita gente vive a perguntar: “De onde veio a ilusão?”
Se a definição de “ilusão” for entendida, não somente aparecerá a resposta como também sumirá a pergunta!
DEUS É TUDO! Se alguém estiver supondo haver “algo além de MIM”, o Eu Infinito perfeito e ÚNICO, esta suposição “constitui” a ILUSÃO!
Para quê meditamos? Para RECONHECER os fatos espirituais! No estudo do Absoluto, é revelado que O QUE JÁ É, É INFINITAMENTE MELHOR E SUPERIOR AO QUE GOSTARÍAMOS QUE FOSSE. Se orássemos para que “algo melhorasse”, estaríamos orando com “ILUSÃO NA MENTE”, e, assim, a eficácia da oração ficaria comprometida!
Como devemos orar? Reconhecendo que a suposta “situação a ser melhorada”, vista pela mente humana, é uma ILUSÃO! Mera SUPOSIÇÃO sem fundamento de que O INEXISTENTE EXISTE! Em seguida, devemos reconhecer que esta SUPOSIÇÃO FALSA desaparece quando NÓS deixamos de SUPOR, ou seja, a “ilusão” revela sua inexistência quando NÓS a deixamos de lado como sendo NADA, enquanto nos dedicamos à PERCEPÇÃO daquilo que REALMENTE EXISTE!
O QUE JÁ É, É DEUS! DEUS É TUDO! PERFEIÇÃO ABSOLUTA, ONIPRESENTE E ONIPOTENTE! SOMENTE NESTE ENTENDIMENTO, PODEREMOS DISCERNIR QUE DEUS ESTEVE SEMPRE SENDO ELE PRÓPRIO COMO CADA UM DE NÓS!
Esta “troca de referencial” não prevê mudanças mentais humanas! Elas aparentarão ocorrer, em virtude de nossa assiduidade e dedicação no que diz respeito às contemplações absolutas, mas não serão a meta! A meta é a seguinte: discernir sem esforço que JÁ SOMOS, individualmente, somente o que Deus universalmente é, tudo o que Deus é, nada além do que Deus é! Somos individualmente o que Deus é universalmente, porquanto “eu e o Pai somos um e o mesmo”.
Comece a “Prática do Silêncio” com estas Verdades estabelecidas em mente! Não pretenda “se elevar”, “ascender”, “transcender”. Entenda, logo de início, que isso tudo é ILUSÃO! DEUS É TUDO! Se ficarmos presos ao sentido temporal destes verbos, estaremos “aguardando a água ficar molhada”, ou seja, estaremos “aguardando” ser “mais Deus” do que já estamos sendo! Impossível! Assim, este verbo “aguardar” é outro “anticristo”! É agora que Deus é TUDO! Parta direta e radicalmente desta aceitação! E aceite-a como “Verdade já chegada”. Jesus não disse que iríamos ao Reino de Deus! Mas disse: É chegado o Reino de Deus! Como também disse que “deste mundo” não somos! Pare de contar com o tempo! Tempo não existe na Eternidade! Assuma de vez o “referencial eterno”, que é a Verdade, e HOJE lhe será o “dia” previsto por Jesus: “Naquele dia, conhecereis, eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós” (João 14: 20). Sempre este “dia” é AGORA! Sempre VOCÊ já é o próprio Deus Se expressando como ser individual. Parta do fato espiritual concreto, e nunca do sentido humano de verbos ou palavras que o possam iludir! Elevar-se não é alterar-se! É trocar o referencial; e, trocar o referencial é simplesmente VOCÊ permanecer onde já está, em Deus, descartando o referencial ilusório que o mostrava como alguém do mundo, alguém separado do UM, alguém além do UM! É como se VOCÊ ser visse “mil anos atrás”, sem vínculo algum com quaisquer das “aparências” do momento presente! “Antes que Abraão existisse, EU SOU!” . Assuma unicamente o seu “Eu” absoluto!
Caso surja uma ocasião em que deva “falar a palavra”, você irá dizê-la firme e decisivamente. Não irá impor, nem permitir que seja imposto ao seu Eu. Entretanto, não importa o que seja necessário que se diga, pois você saberá ser o Amor falando, o Amor que é Princípio inteligente. Numa situação que exija alguma ação sua, você agirá com firmeza e com determinação. Também aqui, você saberá que a ação é feita pelo Amor que é inteligente; será o Amor irrestrito agindo. Nem será preciso dizer: nenhum “pequeno eu” estará envolvido nisso, e a autorretidão, aqui, é uma impossibilidade. Você saberá que toda Identidade em existência é exatamente a mesma Consciência – e igualmente esta Consciência – que VOCÊ É. Aqui você permanecerá; e esta permanência será inabalável, pois você terá o conhecimento de estar em TERRA SANTA.
*
A pregação de Jesus foi absoluta e a partir da “Referencial do Cristo” e não do ilusório ponto de vista humano. “Vós, deste mundo, não sois”, “naquele dia conhecereis”, “eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”, “sois a luz do mundo”, “colocai a vossa luz no alto”, etc. Jesus não nos via em termos de referencial falso! Via-nos como já somos! Via-nos onde já estamos! O erro é achar que este “Referencial do Cristo” deva ser aceito pela suposta “mente humana”. Nunca será! Ele exclui esta lenda de mente humana coexistindo com a Mente onisciente!
Sem esforço algum, sem achar dificuldade alguma em ser quem VOCÊ JÁ É, solte-se na Luz infinita com a suave lembrança de SER formador dela no lugar em que você JÁ ESTÁ! Desse modo, em suave contemplação da Realidade iluminada, revista-se de cada Verdade Absoluta que conheça! VOCÊ É CADA UMA DELAS! VOCÊ É TODAS ELAS! Contemple estes fatos e repita com Jesus: “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai”. Este é o “Referencial do Cristo”.
A Consciência que realmente somos é sua própria imunidade quanto à aparência do mal. Assim, verificamos que a aparente situação – tal como aparentava ser – já não existe mais. E todo aquele que parecia ser problemático é transferido para outras áreas de atividade, ou irá permanecer, mas deixando inclusive de aparentar ser problemático. Nesse caso, nosso Coração sempre entoa hinos, pois temos a “visão” da glória que é Deus, revelada e evidenciada. Eis o sentido de “deixar” a Luz que somos brilhar. Desse modo, nós realizamos o cumprimento da promessa: “Pois o Senhor é o teu refúgio, e do Altíssimo fizeste o teu asilo. Não te acontecerá nenhuma calamidade, e da tua tenda não se há de acercar nenhum flagelo” (Sl. 91: 9-10). Amado, esta não é uma promessa vã. Ela pode ser – e é – cumprida. Tenha fé total nesse cumprimento, e você, também, verá a evidência de sua veracidade absoluta.
Sim, você se mantém firme e constantemente na altitude da Consciência Divina que sabe constituir o seu Eu. Nenhuma aparência má, fraudulenta ou simulada poderá jamais invadir a Consciência que você é – a Consciência que é o seu Universo. “Caiam mil a teu lado, e dez mil à tua direita. Tu não serás atingido” (Sl. 91: 7). Não importa quão numerosas possam ser as evidências da ilusão: VOCÊ PERMANECERÁ INTACTO. NENHUMA DESTAS ILUSÕES O TOCARÁ. VOCÊ, AGORA, NÃO TEM CONSCIÊNCIA NEM MESMO DE SUAS SUPOSTAS APARÊNCIAS, POIS VOCÊ SABE O QUE VOCÊ É, E VOCÊ É O QUE VOCÊ SABE.
Se formos meditar para “incorporar” as revelações à mente iludida, não teremos entendido o princípio absoluto de que a Mente única é Deus. Imagine que você esteja diante de uma pessoa hipnotizada, e que ela esteja se vendo numa “montanha russa”. Você a vê onde ela está de fato, e vê, também, os efeitos da sugestão hipnótica em suas reações corpóreas. Se a sua mente fosse a mesma dela, você veria também a “montanha russa” inexistente! Porém, como são mentes pessoais independentes, a ilusão vista por ela não será vista por você. Analise agora o que se passa na mente do hipnotizador: ele mantém a sua mente pessoal normal e engendra o quadro hipnótico com a “montanha russa”, com o que ilude o hipnotizado. Para ele, a ilusão é para o outro e não para ele e o outro! Desse modo, ele entende que a cena ilusória é mesmo ilusória, e tem domínio pleno sobre ela.
Este mecanismo é o que devemos entender, para meditarmos corretamente diante do “hipnotismo de massa”! Devemos entender que, mesmo que a “aparência” seja de uma humanidade iludida para ver um “mundo material”, nós vemos esta “humanidade inteira” como ILUSÃO, cientes de que em nós há a Mente desperta! Não é preciso “parar de ver a ilusão” para fazer isso! Assim como não é preciso que o hipnotizador deixe de ver o quadro hipnótico, que ele passou ao hipnotizado, para que ELE PRÓPRIO deixe de crer naquilo! Ele sabe que o “quadro hipnótico” por ele sugerido APARENTA existir tanto para ele como para o hipnotizado, mas, com uma diferença: ele sabe ser ele IRREAL, enquanto o outro acredita piamente ser REAL! Este é o detalhe a ser compreendido, para que nos identifiquemos com a Mente ÚNICA, sem ilusão e sem sugestão hipnótica, sem nos envolvermos com os quadros que a suposta mente humana nos apresenta. Há, ainda, outro ponto a ser notado: mesmo que o “outro”, hipnotizado, veja a irrealidade como realidade, ela é IRREAL sempre, tanto para ele quanto para o hipnotizador.