NO SEIO DE DEUS

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NO SEIO DE DEUS

Masaharu Taniguchi

Voltado para o Sol que desponta, com os olhos fechados e mãos em posição de prece, recite de modo ritmado vinte vezes cada estrofe, em voz baixa, audível apenas aos seus ouvidos. Você atingirá um estado espiritual de êxtase como se estivesse no seio de Deus.

Deus é o todo de tudo.

Deus é Vida perfeita.

Eu sou a Vida de Deus,

Eu sou aquele que é saudável,

Eu sou aquele que é inadoecível,

Eu sou aquele que é imortal,

Eu sou aquele que possui força infinita.

Deus é o todo de tudo.

Deus está presente em tudo e me orienta.

Deus é a sabedoria que traz prosperidade.

Deus me conduz pelo caminho da harmonia.

Deus me conduz pelo caminho da prosperidade.

Deus é o todo de tudo.

Deus está presente em todas as coisas e me protege.

Deus é o Amor sublime e perfeito.

Estando Deus a proteger-me sempre,

Estou livre de temores,

Estou repleto de felicidade.

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ISAÍAS 33: 15-16

O que anda em justiça, e fala o que é reto; o que com um gesto de mãos recusa suborno; o que tapa os ouvidos para não ouvir falar de homicídios, e fecha os olhos para não ver o mal, este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas

(Isaías 33: 15,16).

A LUZ VEIO

A LUZ VEIO

(De UM CURSO EM MILAGRES)

A luz veio. Estás curado e podes curar. A luz veio. Estás salvo e podes salvar. Estás em paz e trazes a paz contigo aonde quer que vás. A escuridão, o tumulto e a morte desapareceram. A luz veio.

Celebramos hoje o final feliz do teu longo sonho de desventuras. Agora, já não há sonhos escuros. A luz veio. Começa hoje o tempo da luz para ti e para todos. É uma nova era na qual um novo mundo nasceu. O velho mundo não deixou nenhum vestígio à sua passagem. Hoje, vemos um mundo diferente porque a luz veio.

Os nossos exercícios para o dia de hoje serão exercícios felizes, nos quais damos graças pela passagem do velho mundo e o começo do novo. Nenhuma sombra do passado permanece para escurecer a nossa vista e ocultar o mundo que o perdão nos oferece. Hoje, aceitaremos o novo mundo como o que queremos ver. O que desejamos nos será dado. Nossa vontade é ver a luz; a luz veio.

Os nossos períodos de prática mais longos serão dedicados a olhar para o mundo que o nosso perdão nos mostra. É isso que queremos ver, e apenas isso. O nosso propósito único faz com que a nossa meta seja inevitável. Hoje o mundo real surge à nossa frente em contentamento para enfim ser visto. Agora, como veio a luz, a visão nos é dada.

Hoje não queremos ver a sombra do ego sobre o mundo. Vemos a luz e nela vemos o reflexo do Céu que se estende sobre o mundo. Começa os períodos de prática mais longos dando a ti mesmo as boas-vindas da tua liberação:

A luz veio. Eu perdoei o mundo.

Não te detenhas no passado hoje. Conserva a mente completamente aberta, lavada de todas as ideias passadas e limpa de todos os conceitos que tens feito. Hoje perdoaste o mundo. Podes olhar para ele agora como se nunca o tiveste visto antes. Ainda não sabes qual é o aspecto que ele tem. Meramente aguardas para que ele te seja mostrado. Enquanto aguardas, repete várias vezes lentamente com toda paciência:

A luz veio. Eu perdoei o mundo.

Reconhece que o teu perdão te dá direito à visão. Compreende que o Espírito Santo nunca falha em dar a dádiva da visão àqueles que perdoam. Acredita que Ele não te falhará agora. Perdoaste o mundo. Ele estará contigo enquanto vigias e esperas. Ele te mostrará o que a verdadeira visão vê. É a Sua Vontade e tu te uniste a Ele. Espera pacientemente por Ele. Ele estará lá. A luz veio. Perdoaste o mundo.

Dize-Lhe que tu sabes que não podes falhar porque confias Nele. E dize a ti mesmo que esperas na certeza de olhar para o mundo que Ele te prometeu. A partir desse momento verás de maneira diferente. Hoje, a luz veio. E tu verás o mundo que te foi prometido desde o início dos tempos, no qual o fim dos tempos está garantido.

Os períodos de prática mais curtos também serão lembranças alegres da tua liberação. Lembra-te, mais ou menos a cada quinze minutos, de que hoje é um dia de celebração especial. Dá graças pela misericórdia e pelo Amor de Deus. Regozija-te pelo poder do perdão de curar a tua visão completamente. Tem confiança de que nesse dia há um novo começo. Sem a escuridão do passado sobre os teus olhos, não podes falhar em ver hoje. E o que verás será tão bem-vindo que alegremente estenderás o dia de hoje para sempre. Então, dize:

A luz veio. Eu perdoei o mundo.

Se fores tentado, dize a qualquer um que pareça estar te puxando de volta à escuridão:

A luz veio. Eu te perdoei.

Dedicamos esse dia à serenidade na qual Deus quer que estejas. Guarda-a na tua consciência de ti mesmo e tu a verás por toda parte hoje, à medida que celebramos o princípio da tua visão e a vista do mundo real, que veio para substituir o mundo sem perdão que pensavas ser real.

O BEDUINO E O CAMELO

O BEDUINO

E O CAMELO

Edmundo Teixeira

Conta a sabedoria antiga que um beduino, ao anoitecer do primeiro dia de uma viagem pelo deserto, armou sua tenda, amarrou o camelo ao mastro principal e foi dormir. A noite estava fria e o camelo acordou o dono, pedindo deixar o focinho dentro da tenda. Três horas depois o camelo de novo o despertou, pedindo para deixar a cabeça toda na barraca. Nova permissão. Duas horas mais tarde o animal acordou-o outra vez com o focinho e pediu deixar também o pescoço sob a tenda. Mais uma concessão. Pela madrugada, o beduino acordou enregelado ao ar livre e viu o camelo dormindo gostosamente com a barraca sobre as gibas. Levantou-se furioso, deu-lhe uns pontapés e o animal, acordando assustado, olhou de um lado e de outro e perguntou aflito:

Ué! Onde foi parar a minha tenda?

…………………………………………………………………………………………………………………………………Quem Quem não se dá ao trabalho, firmeza e vigilância de guardar os limites desde o começo, acaba se arrependendo: o comodismo vai concedendo e o abuso avançando, até apossar-se de tudo, como legítimo direito…

*

MAIS CEDO, MAIS TARDE…

Mais cedo ou mais tarde se abrirão os olhos dos mortais pecaminosos para ver todo o erro que os assoberba e a maneira de sair dele; e “fugirão para a vossa montanha como pássaros”, longe do inimigo do sentido pecador, da vontade obstinada e de toda a imperfeição

da terra de Sodoma,

encontrando salvação e refúgio

na Verdade e no Amor.

MARY BAKER EDDY

(Não e Sim – p.7)

“PRÁTICA DO SILÊNCIO”

“PRÁTICA DO SILÊNCIO”

Coletiva

3as: 20,30-21,00h

5as: 21,30-22,00h

Cada um, onde quer que esteja, pode realizar estas “Contemplações Coletivas” da seguinte forma. De olhos cerrados, tenha a mente receptiva com o seguinte pensamento:

“Pai, cria em mim silêncio para que

eu possa discernir a

Tua Presença sendo a minha!”.

Em

DEUS ADIMENSIONAL

DEUS ADIMENSIONAL

Alfred Aiken

Deus não é localizado geograficamente. Deus, Mente, Eu-Sou, é adimensional. Deus, Espírito, Consciência, não tem fronteiras – não é circunscrito por limites de longitude e latitude estabelecidos por Greenwich. O Universo, inclusive as galáxias mais distantes do planeta Terra, estão na Consciência – não no espaço. Não existe vazio, vacuidade, chamado espaço, se, por esse termo, entendermos “um intervalo entre dois pontos do espaço; duração” (Webster). Existe a MENTE, apenas – PRESENÇA consciente, CONSCIÊNCIA presente.

A CARTA DE DIREITOS DE DEUS

A CARTA DE DIREITOS DE DEUS

Emmet Fox

Você pode ter qualquer coisa na vida a que tenha direito — desde que pague o preço, criando o mental equivalente a ela. Ou seja, você pode ter qualquer coisa a que tenha direito, desde que se torne mentalmente pronto.

Você tem o direito a qualquer coisa que seja boa para você — qualquer coisa que o faça mais saudável, mais feliz, mais livre e mais útil. Esta é a Carta de Direitos de Deus.

Quando você pensa: “Gostaria de fazer isso, ou ser isso, ou ter isso”, é a voz de Deus na sua alma que lhe está dizendo que chegou a hora de dar um passo à frente.

Repare, em especial, que você tem o direito somente às coisas que são boas e o farão feliz. É óbvio que não tem o direito a algo que pertença a outra pessoa, ou a algo que vá infringir os direitos alheios, forçando-os a fazer algo que não desejam fazer, por exemplo.

Quando você se pega querendo algo que, no seu íntimo, sabe que não tem direito a possuir, isso simplesmente significa que está interpretando errado o canal. O que você realmente quer é a felicidade e liberdade que acha que conseguiria pela obtenção do que tem em mira — não realmente o alvo em si, que é apenas o canal.

Num caso desses, você deve pensar: “Essa não pode ser a maneira, porque não tenho direito àquela coisa, mas existe uma outra maneira pela qual Deus pode me dar toda aquela felicidade e oportunidade sem infringir os direitos alheios.”

Trate-se, pensando: “Estou em contato com a Fonte daquele bem, e o Poder Divino vai trazê-lo até mim através de outro canal que seja legítimo.”

A Carta de Direitos de Deus diz que você tem o direito à saúde, à felicidade e ao verdadeiro êxito. E existe sempre um meio legítimo de se alcançar esses objetivos. Ele irá mostrar-lhe o caminho e abri-lo para você, se confiar n’Ele.

Pensai n’Ele em todos os vossos caminhos, e Ele dirigirá as vossas sendas. (Provérbios 3:6)

A VIDA E OS ENSINAMENTOS…Parte 2 (Final)

A VIDA E OS ENSINAMENTOS DOS MESTRES DO ORIENTE

Baird Spalding

PALAVRAS DE JESUS – Parte 2

(Final)

“Desse modo, despertamos nossos eus mortos para a compreensão da vida interior, e essa vida nos ressuscita de entre os mortos; voltamos à vida imortal, imutável. Estamos convencidos da vida e do nosso direito de vivê-la plena e perfeitamente. O Cristo dentro de nós adianta-se e diz: ‘Venho para que possas ter uma vida completa e vivê-la mais abundantemente.’ Isso deve ser uma verdadeira ressurreição na nossa consciência — uma elevação dos nossos sentidos mortos e uma vibração superior de vida, verdade e amor. Assim como toda a natureza está despertando ao nosso redor, devemos erguer-nos e contemplar a aurora do dia que se avizinha. Assim nos levantamos e nos descartamos de nossas roupas tumulares, erguemo-nos e nos desfazemos de todo sentido de limitação em que prendemos o nosso corpo. Varremos completamente da nossa consciência a pedra da materialidade, o peso formidável de pensamento que separou a vida interior da exterior; e que conservou a forma da vida na morte e negou-lhe a vida porque não reconhecemos o seu direito à vida. Levantemo-nos e afastemo-nos da morte — é isso o que significa a ressurreição. É o despertar para a plena compreensão da vida aqui e agora — e da vida onipresente, onipotente, onisciente; em parte alguma ausente, em parte alguma impotente, em parte alguma inconsciente; mas em toda parte presente, em toda parte poderosa, era toda parte consciente, na plenitude, na liberdade, na ação gloriosamente radiante, expressiva e expansiva. Quando o nosso coração flameja diante desse pensamento e todo o nosso ser brilha com essa vida interior, podemos estender prontamente a mão e dizer: ‘Lázaro, adianta-te! Sai do túmulo! Não pertences à morte! Vem para a vida! Desperta da tua ilusão! Desperta aqui e agora!’ Somos assim despertados para a consciência do Mestre e choraremos em razão da densidade do pensamento dos que observam o despertar. Milhares de anos desse despertar foram oferecidos à humanidade e, no entanto, muitos dormem. Mas o seu sono não justifica que façamos o mesmo. E por causa do que fazemos que a humanidade despertou para essa herança legítima.

“Assim como despertamos para a nossa herança legítima, assim também desperta­mos para a pureza e a beleza da mensagem secular, segundo a qual nosso corpo é extrema­mente belo, puro e perfeito. Os corpos dos homens são sempre belos, puros e espirituais, magníficos e divinos, verdadeiros templos de Deus. Esse despertar nos convence também de que o nosso corpo nunca desceu desse estado elevado. Vemos que apenas um conceito humano nos fez pensar que ele tinha descido. Assim que se libera esse pensamento, nosso corpo é liberado para a sua verdadeira herança de divindade. A fragrância de uma tarde quente de verão impregna toda a natureza e nosso corpo principia a tomar esse esplendor. Logo aparecem dentro dele raios puros de luz branca; ele se torna afogueado com a luz; e essa luz suave, embora brilhante e viva, invade a clara atmosfera que nos rodeia como um vapor de ouro branco. A luz vai se tomando cada vez mais intensa até cobrir e impregnar tudo à nossa volta. Banhada nessa radiância, aparece uma luz branca e pura de cristal, deslumbrante e cintilante, com uma radiância maior que o do diamante mais puro, e que emana, todavia, de nosso corpo, resplandecente de pura luz, radioso e belo. Aqui estamos juntos no Monte Sagrado da Transfiguração, com corpos luminosos e cintilantes, radiosos e belos, inteiramente imersos na Vida Divina. O Filho do homem tornou-se o Cristo de Deus e o Reino de Deus se encontra mais uma vez entre os humanos, e mais vital porque outros aceitaram e produziram o Reino em completo domínio. A luz do Reino de Deus fica mais forte em virtude dessa aceitação.

“Este é o verdadeiro corpo que a Humanidade sempre teve e que todos têm hoje. Um corpo assim sempre existiu e sempre existirá. É um corpo tão luminoso que nenhum germe de velhice ou decadência pode alojar-se nele. É um corpo tão vivo que não morre. Um corpo assim pode ser crucificado mil vezes e, em conseqüência da crucificação, aparecer mais triunfante. Um corpo assim se apresenta como o Divino Mestre de qualquer situação. Um corpo assim ressurge eternamente.

“Esta é uma nova mensagem para vocês, a mesma que parecia ser nova dois mil anos atrás. Ela é o mesmo hoje como era então; é apenas a ressurreição da mensagem secular comunicada a milhares de anos atrás numa linguagem tão simples que até os bebês pode­riam ler. Segundo ela, o homem, por sua livre e espontânea vontade, deixará o reino feito pelo homem e evoluirá para o Reino de Deus. O filho do homem compreenderá sua divindade, revelará sua divindade em seu corpo e em seus negócios, e tomar-se-á o Cristo de Deus no Reino de Deus. ‘Não sabeis ainda que sois deuses?’

“Em seu interior, saibam que o Reino de Deus é a coisa mais natural do mundo. Vocês apenas fecharam os olhos para o fato de que, se o homem está em Cristo, é uma nova criatura. ‘Compraz-se o Pai em dar-lhe o reino e todo homem passa por ele.’ Formula-se a pergunta ‘Quando?’ A resposta é sempre ‘Quando o exterior for igual ao interior.’

“O grande carvalho que dorme dentro da bolota é despertado em toda a bolota antes que a árvore possa desenvolver-se. ‘Os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, nem ele entrou no coração do homem para fazer idéia das coisas que Deus preparou para os que o amam.”

“Deus sabe que, na grande estrutura do universo, há um lugar esplêndido para cada ser humano e que cada qual tem seu lugar individual. A estrutura subsiste apenas porque cada qual está no lugar certo. Essa mensagem, porventura, não aligeira o fardo de cada um e não adorna o semblante com um sorriso, até o dos que estão cansados e crêem que mourejam como o gado silencioso? Assim, eu lhes digo, vocês são uma criação especial­mente destinada, vocês têm uma missão particular, têm uma luz para dar, um trabalho para fazer que ninguém mais pode dar ou executar; e se abrirem de par em par o coração, a mente e a alma para o espírito, aprenderão sobre ele em seu próprio coração. Ali verificarão que o próprio pai fala com vocês. Sem embargo de quão caprichoso e irrefletido se tenham considerado, descobrirão que seu Pai os ama devotada e ternamente no instante em que se voltarem para Deus dentro de vocês. A unção que têm de Deus mora em vocês, que não precisam do ensinamento de nenhum homem. Não é isso uma ressurreição do antigo pensamento? ‘Não precisais de que nenhum homem vos ensine.’ E apenas necessário receber a unção de Deus que sempre foi sua. Vocês podem aceitar os outros como irmãos auxiliares, mas são sempre instruídos e conduzidos desde o interior; a verdade está lá para vocês e vocês a encontrarão.

“Essa verdade sempre ensina que a humanidade é uma unidade completa; não uma unidade qualquer, mas uma grande unidade; combinada com Deus, forma o Grande. A Humanidade é mais do que uma fraternidade. É Um Homem, exatamente como a videira e seus galhos são uma videira. Nenhuma parte e nenhuma unidade pode ser separada do todo. A oração de Cristo é ‘Que todos possam ser Um’.

“‘Aquele que o fez contra o menor destes meus irmãos, o fez contra mim.’ Agora vocês conhecem o Cristo pelo qual toda a família no céu e na terra é chamada.

“A verdade é ‘Tudo é Um’. Um Único Espírito, um Único Corpo, o Grande Corpo do Senhor de toda a Humanidade. O Grande Amor, a Grande Luz, a Grande Vida de Deus reúne e amalgama completamente esse corpo formando o Único Todo Completo.”

FIM

A VIDA E OS ENSINAMENTOS…Parte 1

A VIDA E OS ENSINAMENTOS DOS MESTRES DO ORIENTE

Baird Spalding

PALAVRAS DE JESUS – Parte 1

Depois de nos acomodarmos confortavelmente, Jesus deu seguimento à conversação.

“Quando nos identificamos com a soma de toda a Inteligência, e nos reconhecemos como parte real da Inteligência e conhecemos, de maneira conclusiva, que este é o Grande Princípio, Deus, logo nos vemos cônscios do fato de que toda a inteligência do Universo cósmico trabalha conosco. Compreendemos também rapidamente que a inteligência de todos os grandes gênios, assim como a pequena mentalidade da célula singular do corpo, trabalha conosco em perfeita harmonia e acordo. Esta é a grande e Única Mente Cósmica Inteligente, da qual somos positivamente aliados. Na verdade somos a mesma Mente; somos a autoconsciência do Universo. A partir do instante em que o sentimos, nada pode afastar-nos da divindade.

“Dessa Consciência Universal podemos tirar todo conhecimento; sabemos que podemos saber tudo, sem estudar e sem recorrer ao processo do raciocínio, sem ir de uma lição para outra, nem de um ponto a outro. As lições só são necessárias a fim de levar-nos à atitude em que podemos dar um passo à frente nesse pensamento. Tornamo-nos então abrangentes e incluímos todo pensamento. Existe uma corrente completa e irresistível de pensamento motivador, e sabemos que nada pode desviar-nos da verdadeira realização. Estamos com o todo; dessa maneira, caminhamos irresistivelmente com o todo. Nenhuma situação pode desviar-nos da nossa consecução. A gota d’água só é fraca quando removida do oceano; recoloquem-na no lugar e ela será tão poderosa quanto o oceano inteiro. Pouco importa que gostemos disso ou que acreditemos nisso. E a Lei Inteligente e somos essa mesma coisa.

“A soma de toda Verdade é o Grande Princípio, Deus. Tudo, de Eternidade a Eternidade, quer pensamos nisso como uma grande ou uma pequena verdade; toda palavra verdadeira, pensada ou falada, é uma parte da Grande Verdade, do Grande Todo, da Verdade Universal, e somos essa mesma coisa. Quando compreendemos a unicidade e permanece­mos com a Verdade, temos toda a Verdade atrás de nós e nossa irresistibilidade é aumenta­da. É a força do oceano por trás da onda que dá à onda o seu poder; isso também é apenas uma porção da força de Deus que o homem também é.

“A soma de todo Amor é o Grande Princípio, Deus. E a soma de toda afeição, de toda emoção ardente, de todo pensamento, de todo olhar, de toda palavra ou de todo ato de amor. Todo amor atraído, grande ou pequeno, sublime ou humilde, faz com que o amor infinito se apresente e nada é excessivamente grande para nós. Quando amamos desinteressadamente, temos conosco o oceano completo de Amor Cósmico. O que se considera o mais ínfimo é o maior quando segue rumo à perfeição absoluta; desse modo, todo o Uni­verso do Amor está conosco conscientemente. Não há na terra nem no céu poder maior do que o amor puro. A terra faz-se céu; o céu é o verdadeiro lar da Humanidade.

“Finalmente, a soma de toda condição, de toda forma, de todo ser é o Princípio Cósmico Infinito, Deus, quer se trate de indivíduos, mundos, planetas, estrelas, átomos, elétrons, ou das menores partículas. Todos juntos fazem um Todo Infinito, cujo corpo é o Universo, a Mente, a Inteligência Cósmica; a alma, o Amor Cósmico. Entretecidos como um todo, seus corpos, suas mentes e suas almas se conservam juntos uns dos outros, com a força coesiva do amor; não obstante, cada qual funciona em eterna identidade individual, movendo-se livremente na sua órbita individual e na sua oitava de harmonia, atraída, arrastada e mantida coesa pelo amor desse universo de harmonia. Nós formamos o Grande Ser que nada frustra, feito de cada unidade da humanidade, bem como de cada unidade do Universo. Se uma porção de uma unidade se excluir do todo, isso não fará diferença para o Ser do Princípio, mas fará uma grande diferença para a unidade. O oceano não tem consciência da remoção da gota d’água, mas a gota tem muita consciência do oceano ao ser devolvida a ele ou ao ser reintegrada nele.

“Não nos basta dizer que estamos próximos do Grande Princípio Cósmico, Deus. Precisamos saber positivamente que nos identificamos com ele, nele e dele, e nos amalgamamos inteiramente com ele, ou seja, com o Princípio; e que não podemos ser apartados de Deus, do Princípio. Assim sendo, trabalhamos com o princípio do poder, que é todo energia. É a Lei segundo a qual vivemos, nos movemos e temos o nosso ser no Princípio. Assim, quando queremos entrar em contato com Deus, não pensamos em alguma coisa afastada de nós é difícil de atingir. Tudo o de que precisamos saber é que Deus está dentro de nós e em toda a nossa volta, e que estamos completamente incluídos em Deus; que estamos conscientemente dentro da presença de Deus e estamos presentes e comandando com plenos poderes. Destarte, não precisamos fazer pausas, não precisamos ponderar; tomamos o caminho diretamente para o Deus interior. Aqui o Cristo se mantém firme e supremo, e com Deus viveremos para sempre.

Continua

A CIÊNCIA CRISTÃ – Parte 5 (Final)

A CIÊNCIA CRISTÃ:

Sua Revelação Divina e Aplicação Humana

Jules Cern

Parte 5 (Final)

O Cristo sempre presente

Agora poderemos considerar a distinção clara existente entre Jesus e Cristo. Declara a Sra. Eddy, em Ciência e Saúde (p. 182): “Jesus era o mais alto conceito humano do homem perfeito.” O Cristo é o conceito que Deus tem da perfeição. O Cristo não é agrilhoado nem tolhido por coisas humanas, mortais ou físicas. O Cristo é a verdade do ser. É a manifestação espiritual perfeita de tudo o que é verdadeiro em relação à integralidade de Deus. O Cristo não se aproxima nem se afasta, pois está sempre presente. O Cristo não é algo que esteja lutando contra o mal em defesa da consciência do homem. Cristo é a consciência humana de que não existe mal. O corpo físico chamado Jesus não era o Cristo. Mas Jesus usava o que parecia um corpo físico para servir ao Cristo, para demonstrar a verdade concernente à verdadeira identidade do homem.

A Sra. Eddy define a base do trabalho de cura realizado por Jesus, e a norma para a realização de toda cura pela Ciência Cristã, nestes termos, em Ciência e Saúde (p.259): “A compreensão acerca do ser científico, da cura divina—compreensão que se assemelha ao Cristo—inclui um Princípio perfeito e uma ideia perfeita—Deus perfeito e homem perfeito—como base do pensamento e da demonstração.” O efeito da compreensão deste Princípio perfeito consiste em harmonizar e curar. Vejamos como ele operou no caso de uma mulher, que parecia estar preste a morrer.

Curada quando parecia condenada

à morte

Certa vez, tarde da noite, um praticista da Ciência Cristã recebeu chamado de uma mulher que, em prantos, lhe informou que a irmã dela, que vinha sofrendo de graves complicações orgânicas, naquele momento parecia estar morrendo. De fato, a enfermeira disse que se não se fizesse rapidamente alguma coisa pela doente, esta, ao que parecia, não duraria mais uma hora. O praticista garantiu à irmã da enferma que nada havia a temer, porquanto nada poderia perverter ou interromper a união da Vida perfeita com sua ideia perfeita, o homem.

O medo não é senão o recrudescimento, a intensificação, da crença de que em algum lugar Deus, a Vida perfeita, não seja infinita, não seja TUDO. O medo está sempre apoiado na errônea crença de que a vida é material e que a identidade do homem é física. A matéria não ocupa lugar na infinidade da Vida, e o corpo físico não tem lugar na identidade do homem. Visto que a matéria e o corpo físico não têm lugar, o medo não tem base. Visto que a Vida perfeita ocupa todo o espaço, não há espaço para a vida doentia.

De acordo com isso, o Cientista Cristão vigilante não cede à sugestão de que precisa procurar transformar o corpo enfermo em corpo sadio. Tal pretensão lançaria seu pensamento a uma atitude dúbia, que, de um lado, aceita a verdade relativa à integralidade da Vida perfeita, de outro lado, nutre a errônea crença de que existe vida imperfeita. Por isso o praticista, que fora chamado a ajudar o que parecia uma mulher moribunda, lembrou-se destas palavras de alento que a Sra. Eddy escreveu em Ciência e Saúde (p. 418): “Apegai-vos à verdade relativa ao ser, contrapondo-se ao erro de que a vida, a substância, ou a inteligência possam estar na matéria. Fazei vossa defesa com uma convicção sincera da verdade e uma percepção clara do efeito invariável, infalível e certo da Ciência divina. Então, ainda que a vossa fidelidade equivalha apenas à metade da verdade em que se estriba vossa defesa, curareis os doentes.”Isso encorajou o praticista, em seu tratamento, a começar e persistir com a declaração da verdade sobre a integralidade da Mente divina, em que não pode haver mente mortal para fomentar a crença em matéria ou para agitar-se em conseqüência de tal crença. Impeliu-o a começar e persistir com a declaração da verdade relativa à integralidade do Espírito e à identidade do homem, absolutamente espiritual, em que não pode existir corpo físico.

Continuando a “apegar-se à verdade relativa ao ser”, a fim de dissipar a falsa aparência, o praticista afirmou substancialmente, nestas palavras, a verdade concernente a Deus e ao homem: “Obrigado, meu Deus querido, por seres TUDO agora mesmo. Obrigado por seres a MENTE ÚNICA, que existe aqui mesmo e em toda parte, não unida a muitas mentes, por ser ÚNICA e ABSOLUTA, e não uma soma de muitas mentes. Tua infinidade não deixa espaço para a existência de uma mente mortal que aceite ou rejeite a verdade relativa ao ser. Obrigado por seres o Espírito infinito aqui mesmo e em toda parte; não apenas em toda a parte onde não há matéria, mas por seres o TUDO em toda parte. Obrigado, meu Deus querido, por ser o homem a Tua ideia amada, espiritual, semelhante a Ti, e não material ou diverso da Tua natureza. A individualidade do homem não surgiu de um corpo físico, e não pode ser encoberta por um corpo físico. A Vida é, eternamente, Tudo em tudo. Portanto, não pode existir tal coisa como o chamado definhamento da vida ou aproximação da morte. Tua ideia amada jamais decaiu de sua perfeição espiritual, e por isso não pode sofrer colapso conseqüente de imperfeição física. Tua ideia amada não é um mortal, abandonado à sua própria sorte. O homem é imortal, inseparável de Ti, sempre perfeito, sempre harmonioso, aqui mesmo, agora mesmo, em toda parte e eternamente.”

Na manhã seguinte, o praticista recebeu um chamado da própria mulher que na noite anterior parecera estar morrendo. Com imensa gratidão e alegria, ela o informou de que se achava completamente curada, já havia dispensado a enfermeira e estava pronta para sair e se encontrar com o seu marido a fim de almoçarem fora.

Quão gratos devemos ser pela revelação divina da Ciência Cristã e sua aplicação humana! E quão gratos devemos ser a essa abençoada mulher, Mary Baker Eddy, que foi bastante humilde para perceber a verdade relativa ao ser, e, cujas palavras inspiradas, contidas em seu livro Retrospecção e Introspecção (p.22), podem servir como uma bênção para nós: “Deus está acima de tudo. Só Ele é nossa origem, nossa meta, nosso ser. O homem real não é do pó, nem foi jamais criado pela carne; porque seu pai e sua mãe são o Espírito único, e seus irmãos são todos os filhos do mesmo Pai, o Bem eterno.”

FIM

A CIÊNCIA CRISTÃ… Parte 4

A CIÊNCIA CRISTÃ:

Sua Revelação Divina e Aplicação Humana

JULES CERN

Parte 04

A verdadeira salvação

Com efeito, a Ciência Cristã crê na salvação e no-la proporciona: a salvação como realmente é, e não como em geral se acredita que ela seja. Seu trabalho não se funda na esperança de uma futura melhoria do que é humano, mas na realidade da perfeição espiritual sempre presente. Sem dúvida, seu efeito natural é o que se chama de melhoria do que é humano. Mas o seu Princípio é a eterna perfeição de Deus e do homem. Quando estamos cônscios do fato de que a identidade do homem é espiritual, já não somos manejados pela aparência ilusória de que a identidade do homem é física. Por consequência, a verdadeira salvação não consiste em salvar um mortal de alguma coisa contrária à natureza de Deus. Mas consiste, isto sim, em libertar o pensamento da crença de que a identidade do homem seja mortal, ou de que existe de fato alguma coisa dessemelhante da natureza de Deus.

Quando abandonamos mentalmente o conceito mental de identidade, não abandonamos a identidade, mas abandonamos tão-somente uma concepção falsa, limitada, acerca da identidade do homem. Isso não nos priva a nós, nem a ninguém, de vida, de amor ou de existência. Isso liberta o pensamento de um conceito finito, variável, limitado, a respeito da vida, do amor e da existência.

Não há vácuos na infinidade da Vida divina e em sua eterna presença. Ninguém pode estar cônscio da presença eterna e ilimitada do Amor e, ao mesmo tempo, sentir carência de Amor. Ninguém pode estar cônscio da presença eterna e ilimitada do bem e, ao mesmo tempo, sentir-se privado do bem. A Sra. Eddy o afirma claramente nesta passagem de seu livro Ciência e Saúde (p. 336): “O tudo é a medida do infinito, e nada menos pode expressar Deus.” Não pode haver estreiteza no infinito.

A aplicação humana da revelação divina

A alegria que o estudo da Ciência Cristã proporciona não provém somente de sua revelação divina, mas também de sua aplicação prática, humana. Vejamos como se pode aplicá-la nos afazeres de cada dia.

Numa tarde de outono, um estudante da Ciência Cristã levou uma moça a um jogo de futebol, no Texas. Sentado atrás deles achava-se um grupo de homens e mulheres tomando bebidas alcoólicas em excesso. O homem que estava sentado logo atrás da moça derramou-lhe um pouco de bebida no casaco. O Cientista Cristão lançou um olhar frio sobre o beberrão, e este, por sua vez, o olhou da mesma forma. Dentro de poucos minutos o beberrão derramou mais um pouco de bebida no casaco da jovem. Desta vez, o Cientista Cristão voltou-se para ele e verberou-lhe energicamente o procedimento. E passaram a trocar algumas palavras ásperas quando, de súbito, o Cientista conseguiu controlar o seu próprio pensamento e perceber que estava fortalecendo a crença de que o homem é um mortal, em vez de rejeitá-la; que estava a combatê-la, em vez de reconhecer-lhe a irrealidade. Desde o começo ele se irritava ao ver os outros homens beberem. Segundo sua maneira de pensar, tal coisa era grosseira e repulsiva e, por isso, agora, ela lhe apareceu, grosseira e repulsiva, em sua experiência. Seu modo errôneo de pensar sobre tal coisa o pôs em contato direto com ela, e então só o pensar correto poderia tirá-la de seu caminho. Ele abriu seu espírito à verdade acerca da identidade real do homem e, assim, de imediato, lhe veio a iluminação. Fez o seguinte raciocínio: A Mente divina é a única Mente que existe, aqui mesmo. E a ideia espiritual perfeita da Mente divina é o único homem que existe, aqui mesmo, agora mesmo. O homem não é um mortal, bêbado ou sóbrio. O homem é imortal e absolutamente espiritual. É livre, e isento de qualquer influência que não seja a do Amor divino. Está sujeito somente ao bem, está exposto somente ao bem, é atraído somente pelo bem. A individualidade real do homem não pode decair de sua perfeição e harmonia.

Mal acabou de compenetrar-se desses pensamentos, viu o homem que estivera bebendo levantar-se e sair. Uma hora depois este voltou completamente sóbrio. Seus amigos lhe perguntaram onde estivera, e ele lhes respondeu: “Estive lá em cima, onde pude ficar longe de toda essa bebedeira a que vocês se entregam.” Com profunda gratidão, o Cientista voltou-se para ele e foi saudado com um sorriso amável, um cordial aperto de mão e esta pergunta extremamente texana: “Está tudo bem, companheiro?” E lhe foi assegurado que tudo estava muito bem.

Diz-nos a Bíblia que, “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv 16:7). Este é o penhor bíblico de que quando o pensamento é iluminado com a compreensão de que a Mente divina é tudo, já não é mais obrigado pelo medo a crer que exista uma mente mortal, ou muitas mentes, boas ou más, favoráveis ou contrárias a alguém. Isto se aplica à crença de que existem muitas mentes, tanto no campo internacional, quanto no local.

A verdadeira oração

A esta altura talvez se tenha tornado evidente que a oração, na Ciência Cristã, é algo mui diferente do conceito popular de oração. A verdadeira oração não é uma tentativa de lembrar a Deus que cuide de nós. É um lembrete a nós mesmos de que Deus, a Mente única, que a tudo ama, jamais cessa de manter e sustentar a perfeição de Sua ideia amada: o homem espiritual e o universo espiritual. Talvez pareça que a oração nos leva para mais perto do Amor divino, mas na realidade, ela nos desperta a consciência de nossa unidade com o Amor divino. A oração não é uma lamuriosa súplica de melhores coisas materiais ou condições físicas sadias. Quando realmente em oração, o homem sente-se alegre e livre da crença de que exista alguma espécie de matéria ou corpo físico, doente ou sadio. A verdadeira oração é reconhecimento espiritual, e não uma súplica humana. É a humilde, discreta e sincera aceitação da verdade relativa ao ser, isto é, do fato de Deus ser tudo e de o homem ser feito à semelhança de Deus.

Haverá melhores exemplos de oração do que os que Cristo Jesus nos deu? Ele nunca se desviava da Verdade absoluta, em sua prática da verdadeira oração. Ele disse à mulher que havia suportado uma enfermidade durante dezoito anos: “Mulher, estás livre da tua enfermidade” (Lc 13:12). Não disse que ela seria libertada, ou que ele oraria pela libertação dela. Jesus estava sempre em oração, sempre em atitude de reconhecimento espiritual. Seu reconhecimento da verdadeira individualidade daquela mulher, como ideia espiritual perfeita de Deus, permitiu-lhe afirmar, com autoridade divina, que ela já estava livre, sempre isenta de doença. E ele o disse antes que parecesse ter ocorrido a cura. Ele sabia que ela estava sempre livre de enfermidade mortal, pois a viu como inteiramente espiritual, sempre livre da personalidade perecível. Jesus não suplicou a Deus que a transformasse de mortal enferma em mortal sadia. Sua oração consistia em perceber que o lugar onde parecia haver um mortal, enfermo ou sadio, já estava, e sempre estará, como todos os lugares, preenchido com a perfeita onipresença da Vida.

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A CIÊNCIA CRISTÃ…Parte 3

A CIÊNCIA CRISTÃ:

Sua Revelação Divina e Aplicação Humana

 

JULES CERN

Parte 03

Simplicidade de aplicação

Não há coisa alguma misteriosa ou complicada na prática da Ciência Cristã; até uma criança pode demonstrá-la. De fato, quanto mais inocentes somos em nossa aplicação da Ciência Cristã, tanto mais nos aproximamos do Cristo ideal em nossas demonstrações. Vejamos como uma criança provou o poder de cura da Ciência Cristã.

Uma menina de cerca de dez anos tinha na face uma mancha horrível,que parecia tornar-se cada dia pior. Seus pais, que eram Cientistas Cristãos, procuravam ajudá-la, mas seus esforços pareciam não dar resultado. A criança vinha contando com os pais para curá-la, mas havia sido indiferente quanto à necessidade de,ela mesma, pôr-se a revigorar seu próprio pensamento com a verdade relativa ao ser. Certa manhã, quando tomava a primeira refeição do dia, começou a lamuriar o estado de seu rosto. Mas o pai, que até aquele momento havia compartilhado de seus pesares, foi subitamente impelido a incitar a menina a que voltasse o pensamento a Deus, e não ao problema. E disse a ela: “Vá para o seu quarto e estude a Bíblia e livros da Ciência Cristã. E não saia de lá enquanto não souber que você é a ideia de Deus, espiritual e perfeita.”Docilmente, a criança foi para o quarto. Sabia que, longe de ser por falta de amor, a insistência do pai era para que ela abrisse seu espírito àquilo que lhe prestaria o maior de todos os auxílios. A piedade e o amor humanos tinham-na confortado, mas não haviam conseguido despertá-la de sua falsa crença sobre identidade. O amor humano só havia ampliado a falsa crença de que a identidade era corpórea. Entretanto, só o Amor divino poderia libertar desse conceito errôneo o seu pensamento.

Cerca de uma hora depois, a menina saiu do quarto, radiante e feliz. O defeito de sua face não se modificara, mas seu pensamento já não era assediado ou enganado pela falsa crença. Mais tarde, naquele dia, a mancha começou a desvanecer-se e, dentro de muito pouco tempo, seu rosto ficou claro e livre de qualquer vestígio da referida moléstia. Interrogada pelos pais sobre qual a revelação específica que lhe tinha iluminado o espírito, ela indicou este trecho da Bíblia: “Se lançares para longe a iniqüidade da tua mão, e não permitires habitar na tua tenda a injustiça, então levantarás o teu rosto sem mácula…” (Jó 11:14, 15). A menina tinha vislumbrado a mensagem fundamental contida nessa passagem bíblica, a saber: a advertência de que devemos esvaziar nosso pensamento de todas as crenças em coisas que diferem da natureza de Deus, a Vida perfeita. Foi magnífica a maneira com que a menina demonstrou a verdade destas palavras da Sra. Eddy, contidas em Ciência e Saúde (p. 463): “Uma ideia espiritual não contém um só elemento de erro, e essa verdade remove convenientemente tudo quanto é nocivo.”

Talvez seja bom atentar-se em duas outras coisas importantes que aconteceram. Em primeiro lugar, a menina foi obediente quando aconselhada a voltar-se unicamente para Deus em sua necessidade. Em segundo lugar, ela sentiu-se feliz antes que se operasse a cura, e não por causa da cura. Ela havia deslocado seu pensamento da posição neutra de indiferença—de quem crê na existência de dois poderes, um finito e outro infinito—para a atitude de aceitação imediata de um só poder, o único poder, o onipotente, a Vida perfeita. Quando nosso pensamento não tem máculas, então aquilo que se julga ser um corpo físico também não apresenta máculas.

Toda e qualquer espécie de mortalidade é crença errônea

A aparência física do homem é sempre o reflexo da mentalidade que crê no físico. Daí por que, para se demonstrar harmonia, é tão necessário eliminar toda discórdia mental, todo pensamento de ódio, inveja, luxúria, malícia, desonestidade, ressentimento, vingança, egoísmo, malevolência, bisbilhotice e assim por diante. No entanto, alguém poderia exclamar: “Mas eu só tenho bons pensamentos. Sou amoroso e altruísta e tão bondoso quanto me é possível, e ainda assim tenho sofrimentos físicos.”A razão disso é evidente. O fato de alguém ter um conceito gentil sobre a matéria ou corporalidade não lhe confere domínio sobre a crença na existência da matéria ou corporalidade. A Ciência Cristã nos permite ser amáveis, bons e generosos graças ao conhecimento que nos proporciona da infinidade do Amor, a despeito da matéria ou corporalidade, e não por causa desta.

Não se podem eliminar radicalmente pensamentos desarmoniosos acerca dos mortais ou de pessoas enquanto não se elimina a crença de que existam mortais ou pessoas. Lemos, em Jô (13:10), segundo a versão bíblica inglesa: “Acerbadamente vos repreenderá, se em oculto considerardes pessoas.”Todas as distorções mentais se baseiam na falsa crença que identifica o homem como mortal, bom ou mau. Se não julgasse a si mesmo, ou a outrem, um mortal bom, o homem não julgaria a si próprio ou a outro, um mortal mau. Se não julgasse a si mesmo, ou a outrem, um mortal amável, não julgaria a si próprio, ou a outro, um mortal desagradável. Podemos amar verdadeiramente nosso próximo como a nós mesmos, quando o vemos como realmente somos, isto é, como ideia imortal de Deus, não-física, inteiramente espiritual, em vez de vê-lo como um mortal. Se nos recusarmos a ficar impressionados com as aparências materiais ou físicas, estas jamais nos causarão desalento.

A Ciência Cristã não se apóia na crença de que o homem é um mortal, um “mísero pecador”, que vive num universo material e precisa abrir seu caminho de saída para o céu, Essa Ciência é a revelação divina de que o homem é imortal, impecável e vive no universo do Espírito, já no reino do céu, na consciência de que Deus é Tudo.

Continua

 

A CIÊNCIA CRISTÃ…Parte 2

A CIÊNCIA CRISTÃ:

Sua Revelação e Aplicação Humana

 

JULES CERN

PARTE 2

A descoberta da Ciência Cristã

A esta altura, poderia alguém perguntar: “Mas não será o físico tão real e verdadeiro e não fará parte da criação tanto quanto o espiritual?” Vejamos.

Há muitos anos esta mesma pergunta se deparou a Mary Baker Eddy, antes de haver esta descoberto a Ciência Cristã. A Sra. Eddy fora criada por pais que amavam a Deus, e em seu lar a leitura da Bíblia constituía atividade diária. Contudo, como cada um dos demais, com sua fé convencional em Deus, acreditava também ela, àquele tempo, que a criação fosse uma mistura de bem e mal, de vida e morte, de espiritual e material. Embora tal ponto de vista indefinido não enfraquecesse sua fé em Deus, turvava, como em tantas outras pessoas, a sua compreensão acerca de Deus.

Durante muitos anos de adversidade e moléstias crônicas, a Sra. Eddy experimentou vários tratamentos médicos, sob os cuidados dos melhores facultativos de que se dispunha na época. Além disso, ela orava a Deus diariamente, muitas vezes. Nada, porém, parecia poder livrá-la de seu ordálio. Certo dia, ficou tão gravemente ferida, em conseqüência de uma queda, que os médicos declararam que ela não se salvaria. Após suportar quase três dias de sofrimento cruciante, a Sra. Eddy abriu sua Bíblia no nono capítulo do Evangelho segundo Mateus. Esse capítulo contém o relato da cura de um paralítico, efetuada por Jesus. Ela estava muito bem familiarizada com os pormenores dessa cura. Mas, dessa vez se voltou para o assunto com muita humildade, buscando antes a compreensão da causa divina que a do efeito humano. Já não estava tão interessada no que Jesus fizera, mas na maneira como o fizera.

As algemas mentais das teorias médicas e da teologia estéril foram postas de lado. Seu espírito achava-se bem aberto a tudo o que Deus queria que ela conhecesse. De súbito se lhe iluminou o pensamento com a percepção de Deus como Espírito infinito, onipresente, como a única Vida, incorpórea, imortal—Vida eternamente perfeita. Essa integralidade da Vida, completamente espiritual, foi vista como realmente é: livre de confusão, livre de obstáculos e isenta de antagonismo da matéria ou aparência física. Essa verdade espiritual do ser, simples e ilimitada, inundou-lhe o espírito. Essa iluminação, esta luz divina, significava a eliminação das trevas humanas. A Sra. Eddy foi curada instantaneamente. Quando a harmonia que provém da compreensão de que Deus é Tudo predominou em seu pensamento, prevaleceu também em sua vida.

Essa ocorrência sagrada estabeleceu o curso de sua grande missão. Depois de sua cura, a Sra Eddy retirou-se de todas as atividades sociais, e durante três anos dedicou todo o seu tempo ao estudo da Bíblia, em contemplação e oração diárias. Em Retrospecção e Introspecção, (p. 25) ela o relata dizendo: “A Bíblia foi meu livro de estudo. Respondeu às minhas perguntas acerca do modo como fora curada; porém, as Escrituras tiveram de mim um novo significado, falaram-me uma nova língua. Sua significação espiritual apareceu; e pela primeira vez apanhei em seu sentido espiritual os ensinamentos e as demonstrações de Jesus, bem como o Princípio e a regra da Ciência espiritual e da cura metafísica—numa expressão, a Ciência Cristã. Chamei-a Cristã porque nos move à compaixão, é benéfica e espiritual. A Deus denominei Mente imortal. (…) Ao Espírito chamei de realidade, e à matéria, de irrealidade.”

Portanto, através de sua cura, a Sra Eddy descobriu que a realidade, ou verdade do ser,é inteiramente espiritual e inclui o homem espiritual e o universo espiritual. Essa criação de Deus, absolutamente espiritual, foi vista como a única criação que existe, a qual não inclui matéria nem implica existência de condições físicas—foi vista como sendo Tudo, agora mesmo, aqui mesmo e em toda parte, em lugar de matéria e de corporalidade. De acordo com isso, foi a sra Eddy inspirada a escrever em seu livro Ciência e Saúde (p. 167): “Não é prudente assumir uma atitude vacilante e parar a meio do caminho, ou esperar agir igualmente com o Espírito e a matéria, com a Verdade e com o erro. Há um só caminho—a saber, Deus e Sua ideia—que conduz ao ser espiritual”.Certamente, esta advertência é bem precisa, não deixando lugar para uma posição neutra.

A cura, conseqüência da compreensão

de que Deus é Tudo

Compreensivelmente poderia alguém dizer: “Bem, se a Ciência Cristã revela não existir matéria e corpos físicos na integralidade de Deus, não compreendo como entra na prática da Ciência Cristã a cura da matéria ou de corpos físicos.”A resposta a essa objeção é muito simples.

Lembremo-nos de que tudo o que parece mortal ou físico é apenas uma falsa crença de que Deus, o Espírito, não é infinito, não é TUDO. Tal crença errada não faz parte da realidade espiritual, é uma ilusão mental. Logo, o que parece ser a cura de um mortal ou de um corpo físico, efetuada mediante a revelação divina de que tudo é Espírito e espiritual, é simplesmente a prova de que uma falsa crença cedeu à realidade divina. A Sra Eddy o afirma nitidamente nestas palavras, em Ciência e Saúde (p. 370). “O corpo melhora sob o mesmo regime que espiritualiza o pensamento.”Isso é muito natural. O que parece um corpo físico é apenas um pensamento físico, o pensamento de que existe alguma coisa física, o falso pensamento de que a identidade do homem não é semelhante a Deus, ao Espírito. Conseqüentemente, quando o pensamento está espiritualizado, isto é, imbuído da compreensão real acerca da integralidade e perfeição do Espírito e da identidade espiritual e perfeição do homem, então o pensamento se harmoniza. Porque quando nosso pensamento não corresponde à crença de que exista matéria, também não se deixa perturbar por essa crença. Portanto, quando o pensamento se acha espiritualmente harmonizado, então o que se julgava ser físico está humanamente harmonizado. A isso talvez chamemos de cura do corpo físico, mas, na realidade, é a cura do pensamento que acreditava na existência física.

Assim vemos que a cura e a harmonia acompanham a prática da Ciência Cristã com a mesma naturalidade com que borbulhões e ondas seguem na esteira do navio que avança. Contudo, talvez seja bom compreender-se que para manter o barco em sua rota ou determinar-lhe o curso, o comandante não volta sua atenção para a esteira deixada pelo barco. Se tiver muito combustível apropriado, evitar vazamento e aderir à ciência da navegação,seguirá firmemente sua rota, e seu avanço será certo. A esteira deixada, de ondas e borbulhões, é conseqüência natural do avanço do barco. Não obstante, os borbulhões e ondas não são a meta do barco em movimento. São apenas repercussões ou efeitos inseparáveis de sua marcha. Só não deixa esteira o navio que fica parado.

De igual modo o Cientista Cristão vigilante, para manter seu pensamento na direção errada ou determinar-lhe o progresso, não presta atenção às condições da matéria e do corpo físico. Quando seu pensamento está abastecido de conceitos certos acerca de Deus e do homem, ele evita todo vazamento que os pensamentos de natureza não-divina põem produzir. Adere aos preceitos de navegação divina, e então sua marcha é segura e seu progresso é certo. Quando o pensamento progride, seguindo a compreensão acerca da inteireza e perfeição do espírito infinito, e acerca da perfeita identidade espiritual do homem, a conseqüência natural é deixar atrás de si uma esteira de curas e de harmonia. Mas o pensamento que anda sempre em busca de cura, em vez de buscar a compreensão espiritual que efetua a cura, poderá verificar que é como o navio que se encontra parado. O pensamento que se acha parado, que permanece indiferente em relação à integralidade do Espírito e a crença na matéria, retarda o surgimento da esteira de curas e de harmonia. Com efeito, a cura e harmonização do que parece matéria e corpo físico não constituem a meta da Ciência Cristã. São apenas efeitos inseparáveis dessa ciência. Não obstante, sua aplicação é mui normal.

Continua…

 

CIÊNCIA CRISTÃ- Parte 1

CIÊNCIA CRISTÃ

Sua Revelação Divina e Aplicação Humana

JULES CERN

Parte 01

Qualquer pessoa que dirige automóvel sabe que quando a engrenagem de mudança de velocidade está em ponto-morto, este só pode ficar imóvel ou rodar ladeira abaixo. Poderíamos ter um belíssimo carro com o tanque cheio da melhor gasolina e acelerar o motor a plena velocidade, mas não faria avanço substancial, a menos que deslocássemos do ponto- morto a engrenagem de mudança.

Parece que a humanidade, no curso de toda a sua História, vem tentando progredir na compreensão da existência enquanto se mantém em atitude neutra com relação a Deus e à matéria. O pensamento humano poderá afirmar reverentemente que Deus é infinito e que Deus é Tudo. Não obstante, se continuar a acreditar na existência de algo além de Deus, em algo mais, chamado matéria, ou mortalidade, ainda estará mentalmente em ponto-morto, quer se ache imóvel, quer rodando ladeira abaixo.

A Ciência Cristã nos permite deslocar o pensamento dessa posição neutra, desse marasmo mental, para a compreensão espiritual acerca da infinidade de Deus e da nulidade da matéria, isto é, para a senda do progresso ilimitado que acompanha essa compreensão. A Ciência Cristã não é a primeira religião a declarar que Deus é infinito, que Deus é Tudo. Mas é a única a explicar o pleno significado da Infinidade de Deus, o meio de, com compreensão, aplicarmos esse conceito na vida prática e demonstrá-lo de modo convincente. Tal demonstração baseia-se na cura e harmonização do que parece constituir os males e discórdias da humanidade.

Para se ter um vislumbre da verdadeira significação da infinidade de Deus, talvez seja útil considerarmos a definição da palavra “infinito”, dada no Novo Dicionário Internacional de Webster. Assim a define ele: “Sem limites de espécie alguma; ilimitado, imensurável, não confinado; sem fim.”De acordo com essa definição, a Ciência Cristã demonstra que o verdadeiro sentido da palavra “infinito” se refere exclusivamente a Deus e Sua manifestação. A revelação divina da Ciência Cristã mostra Deus como Espírito infinito, Mente infinita, Vida infinita, Amor infinito, Alma infinita, Verdade infinita, Princípio infinito. Todas essas expressões são sinônimas do termo Deus, ser único, perfeito e infinito. Se houvesse alguma coisa finita, mortal, corpórea ou material no infinito, este não seria “Sem limites de espécie alguma; ilimitado, imensurável, não confinado; sem fim.”

As implicações da Ciência Cristã

Não se podem excluir da Ciência Cristã as implicações de sua divina revelação. É como em matemática: a revelação de que um mais um é igual a dois implica necessariamente no conhecimento de que um mais um não pode ser diferente de dois. Qualquer crença de que um mais um seja mais que dois, é errônea, constitui equívoco inadmissível em matemática.

De maneira semelhante, a revelação divina de que Deus é o Espírito infinito, de que Ele é Tudo, implica necessariamente na revelação de que não pode existir coisa alguma além da infinidade do Espírito. Qualquer crença de que além do Espírito infinito exista algo chamado matéria é crença errada, constitui equívoco mental, o qual não tem lugar no reino absoluto do Espírito. A revelação divina de que Deus é a Mente infinita, TUDO, implica na impossibilidade de existir outra mente que não seja a infinita. Qualquer crença de que além da Mente infinita exista algo chamado mente mortal, ou muitas mentes, é crença errada, constitui equívoco, não tem lugar no reino absoluto da Mente. A revelação divina de que Deus é a Vida infinita, é TUDO, implica na impossibilidade de existir coisa alguma além da Vida infinita. Qualquer crença de existir além da Vida infinita algo chamado vida mortal, vida limitada, vida enferma, ou vida morta, é crença errada, constitui equívoco, e não tem lugar na infinidade da Vida.

O estado de perfeição do homem

A infinidade de Deus, exclusivamente espiritual, não exclui a existência do homem e o universo. Exclui, porém, a existência da matéria, do corpo físico ou da mente mortal. Deixa o homem onde sempre esteve e está, agora, na onipresença da Vida e do Amor divinos. Deixa o homem como sempre foi e é, agora, completamente espiritual, a idéia perfeita da Mente infinita, o reflexo todo harmonioso da Vida perfeita. Neste contexto, a palavra “homem” se refere a cada um de vós, significa o que realmente sois, mas não o corpo, o que não sois, o que ninguém é.

A Bíblia nos diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou” (Gn. 1: 27). Ora, se Deus é o Espírito infinito, Sua imagem tem de ser completamente espiritual, imortal, e não física. Não há nada físico no Espírito infinito, e por isso não pode existir coisa alguma física no homem, a imagem do Espírito. A revelação divina de que a identidade do homem é a imagem de Deus, ou seja, do Espírito, implica ma impossibilidade de existir outra identidade senão a espiritual. Qualquer crença de que a identidade do homem possa ser alguma coisa não espiritual, denominada corpo físico, é crença errada, constitui equívoco, e não tem lugar na infinidade do Espírito. Assim o declara o apóstolo Paulo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito…” e acrescenta: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:9, 16). Em outras palavras: o Espírito infinito testifica com a nossa identidade espiritual, nossa única identidade, que somos filhos de Deus. A identidade espiritual do homem não é modelada segundo o conceito físico, mas é formada à imagem de Deus. Não pode ser confinada no corpo físico, nem se pode defini-la pelo aspecto do corpo físico. O homem, a imagem do Espírito infinito, não pode ser fisicamente descrito, assim como não pode ser fisicamente delimitado.

A revelação divina da Ciência Cristã mostra que a palavra “homem” não é sinônimo de corpo físico.“Homem” é sinônimo de “ideia espiritual”, imagem ou expressão de Deus. Esse homem inteiramente espiritual sois vós; é a única e verdadeira identidade de cada um de nós. Essa verdadeira identidade não é algo que seremos, mas o que realmente somos neste momento. A identidade espiritual não é algo que esteja sendo mantido em reserva até que o homem se desembarace das limitações físicas. O homem é a identidade espiritual, e não a aparência física.

Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, o afirma mui claramente nestas palavras, em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (p.428): “É preciso trazer à luz o grande fato espiritual de que o homem é, não será, perfeito e imortal.”

Continua…

 

 

O DINHEIRO DE DEUS

O DINHEIRO DE DEUS

Sue Sikking

Há quem pense que o dinheiro é a maior causa dos sofrimentos do mundo contemporâneo. De fato e infelizmente, o dinheiro se tornou, ao mesmo tempo, em bênção e maldição. A falta de dinheiro pode tornar o homem inseguro, medroso, humilhado e sem ânimo; a ânsia de dinheiro leva à competição, à fraude, à mentira e até à perda da dignidade humana; o excesso pode levar ao orgulho, apego e afastamento das metas essenciais, além do receio de roubo, desconfiança etc., que anuviam as alegrias do relacionamento.

Esses problemas todos conduzem a inarmonias e enfermidades, nublando os aspectos mais puros e gratificantes da existência, porque uma vida prolongadamente exposta a estados negativos e tensões anormais, acaba minando a resistência vital.

É importante que tomemos consciência da natureza do dinheiro como MEIO, para não nos perdermos, nem no pouco, nem no muito, pois ambos são meramente estados mentais e é na mente que devem ser corrigidos. Uma pessoa que mantenha seu ser integral em harmonia e em uníssono com o Divino interno, buscando viver os princípios da verdade, pode ser um canal abençoado de Deus e desfrutar uma vida equilibrada e plena.

No início da história humana, trocavam-se mercadorias, bens e serviços, sem valor intrínseco, senão o atribuído pelas pessoas, conforme seu interesse pela coisa. Hoje em dia, as coisas mais preciosas são os bens materiais e, como o dinheiro os adquire, tornou-se o dom mais desejado.

O vocábulo “dinheiro” originou-se da deusa romana Juno, cujo epíteto era “Moneta”. No Templo de Juno é que o dinheiro foi cunhado pela primeira vez, espalhando-se como símbolo da verdade global, que tem origem divina. De fato o dinheiro tem uma função útil e sagrada. O que o amesquinha ou o dignifica é o modo de a pessoa usá-lo. Os homens o endeusaram e lhe deturparam o uso. Por ele matam, guerreiam e pervertem dons sagrados. Perdem a paz da alma, a tranqüilidade mental e a saúde do corpo, além de sacrificar a família, o lar e prestígio.

O dinheiro é um símbolo significativo. Representa o suprimento amoroso e abundante de Deus, pois foi feito para adquirir o que Deus nos presenteia através de Sua Criação: frutas, cereais, agasalhos, abrigo, terras. Num conceito ainda mais elevado é símbolo de confiança no divino Poder provedor. Com esta boa intenção é que se cunharam moedas na América do Norte com os dizeres: “In God We Trust” (Em Deus confiamos), cujo lema é significativo, pois pressupõe uma Origem invisível, já que as moedas têm duas faces: uma, com o valor circulante, outra, de Quem supre ou assegura seu valor. Infelizmente o sentido desta face foi deturpado. Mas se conservamos o símbolo real, recebendo e aplicando o dinheiro com esta intenção, ele crescerá magicamente para nós. Esta compreensão tem um efeito extraordinário em nossa vida. É o talismã de um sadio relacionamento. Quando as pessoas não acreditam em Deus e não respeitam Suas leis, usam o dinheiro de forma equivocada e acabam gerando conseqüências empobrecedoras, cedo ou tarde, pois o que se faz para ganhar o mundo, aqui permanece e não acrescenta alma. O dinheiro pode comprar coisas materiais, mas não as espirituais. É um símbolo, não um poder. Só adquire poder, quando o ligamos ao significado mais alto e, sobretudo, quando o aplicamos com este entendimento.

Portanto, há duas maneiras de encarar o dinheiro:

a)    abençoando-o como símbolo de abundância e provimento divino (em cujo caso renderá surpreendentemente em nossas mãos);

b)    como simples meio para adquirir bens materiais e prazeres mundanos, desligados da Fonte provedora, que dá origem a muitas restrições. Aqui lembramos a razão pedagógica de se podar uma árvore: para a videira não exceder-se na tendência de desenvolver demais seus ramos (para si) em prejuízo dos frutos (para a alma), é podada, de modo que tenha o suficiente para si e produza também para o viticultor (o Cristo em si), mediante o serviço ao próximo.

Quem pode comprar serenidade, amor, saúde, paz ou liberdade com dinheiro? Falamos em sentido profundo e interno. Mas se o encaramos como símbolo do Tesouro Divino, da Fonte Supridora Universal, usando-o retamente, trará bênçãos e acréscimos.

Há uma lei que rege a mente humana: aquilo em que acreditamos e pelo qual nos interessamos profundamente, é o que manifestamos em nossa vida e circunstâncias. Cada um — e só ele — é que decide o que lhe é mais importante. Esta lei suscita outra: sua escolha atrai o que lhe é semelhante, de fora. O que é que lhe interessa e em que você crê? Cuidado, porque isto é que vai atrair a felicidade ou desdita, pobreza ou fartura, enfermidade ou saúde. Estas duas leis servem de escola de aprendizagem e experiência e têm procurado mostrar à humanidade que as causas mentais (idéias e crenças que entretemos) é que têm provocado os efeitos que estamos experienciando. O pensamento focado no aspecto material traz resultados decepcionantes, como o fruto de Sodoma, de que fala a Bíblia: as maçãs de Sodoma pareciam lindas e saborosas, mas quando eram arrancadas se desfaziam em pó.

Muitos pensam que o dinheiro traz segurança total, mas se enganam. A segurança é um estado mental e uma condição emocional: só a mente apoiada na verdade, e o coração mantido em fé, podem administrar retamente os bens e multiplicá-los, por uma divina Lei. Outros julgam que o dinheiro garante sucesso. Ilusão. Sucesso é sucessão: uma seqüência de esforço reto e reto viver que atrai as bênçãos do céu, porque aplica a lei de “dar e receber”. Quem poderia inspirar sem expirar? Dar e receber fazem parte de um ciclo que promove a rotatividade das riquezas de Deus. Só plantando é que se colhe; é amando que somos amados.

É indiscutível a necessidade do dinheiro como meio circulante. Porém, feliz é o que lhe compreende o significado espiritual e forma o lastro interno que lhe dá direito de sacar do universo.

Só ao compreender que as coisas visíveis foram geradas pelas invisíveis é que podemos compreender o sentido do dinheiro, porque as coisas só têm valor como projeção das realidades internas. Com estas duas faces o dinheiro tem sentido, como disse Cristo: “Dai a César o que é de César…” (lado externo, aparência) “e a Deus o que é de Deus” (origem, causa, lastro).

Se o dinheiro é o poder externo do homem, o homem é o poder externo de Deus. O dinheiro é feito pelo homem, mas o poder que o homem dá ao dinheiro é o poder de Deus. Logo, o dinheiro é o poder que Deus emprega para o bem do homem, porque  homem e Deus são um. Assim, dê o dinheiro ao mundo visível, mas saiba dar a fé e compreensão de que o Invisível é sua garantia, sustentáculo e provisão.

Tudo o que você tem, foi ganho pela fé. Nada se adquire sem fé. Portanto, saiba que todo o dinheiro do mundo é de Deus. Comece a abençoar todo recurso que lhe passa pelas mãos e verá o que lhe acontecerá, pois Deus provê ilimitadamente ao que se Lhe torna um canal consciente e administrador fiel.

ORAÇÃO PELA CURA

 

ORAÇÃO PELA CURA

seicho-no-ie


Ó Deus, que criastes tudo perfeito, ó Pai onipotente e onisciente, que criastes todas as coisas existentes e que vistes que tudo estava muito bom, curai _______________(mentalizar o nome da pessoa). Mostrai que a doença não existe originariamente no mundo criado por vós. Retirai da mente dele a ilusão que vê a doença como existente.

A seguir, mentalizar:

A força curativa de Deus penetra em mim e cura-te instantaneamente. Não sou eu quem te cura. É Deus do meu interior que te cura. Eu sou apenas o intermediário. Sou apenas a emissora radiofônica de cura e amor de Deus. Deus entrou agora nessa emissora e está transmitindo as ondas espirituais de cura. Os que se aproximam desta atmosfera serão todos curados. Não existe doença alguma que não possa ser curada pelo amor e força curativa de Deus. A doença não existe no mundo da criação de Deus. O que não existe não existe! Só tem de desaparecer! Não sou eu quem o afirma. É o Deus do meu interior que assim afirma.

O homem é a Vida de Deus. Por isso, é impossível adoecer! Neste momento, o amor de Deus penetra em mim e brilha resplandecentemente a luz espiritual que ilumina toda a humanidade. Recebendo esta luz, serão todos salvos, serão todos curados.

_________________, estás agora envolto na luz espiritual do amor de Deus, estás absorvido no amor de Deus, apagou-se toda tua ilusão, desapareceu todo teu sofrimento, acabou a desarmonia no lar e dissolveu-se todo conflito entre as pessoas. Eu vejo agora o mundo de amor do reino de Deus realizado perfeitamente em tua volta. Já não existe mais nem doença nem aflições.

(Esta oração pode ser feita junto ao “doente”

ou a uma pessoa que se acha à distância.)

 Assista aqui: https://youtu.be/l167OrT8qSo?si=nBCzTjRwTJCqkMLQ

Livros do Dárcio Dezolt disponíveis: https://fachodeluz.meloja.com.br/

A NOVA CONSCIÊNCIA

A NOVA CONSCIÊNCIA

Joseph Murphy

O Senhor é minha luz e minha, salvação; de

quem terei medo? O Senhor é a força da

minha vida; de quem terei medo? (Salmo 27)

AFIRME TODOS OS DIAS, COM UM SENTIMENTO PROFUNDO:

Tenho uma nova e forte convicção da Presença de Deus, que me mantém encantado, fascinado e sereno. Sinto-me confiante e sem medo. Sei que nada existe para temer — pois Deus é tudo o que existe e está em toda parte. N’Ele habito e tenho a minha existência; portanto, não tenho medo. O Amor de Deus me envolve e seu Rio Dourado de Paz flui por mim; tudo está bem. Não tenho medo de pessoas, condições, eventos ou circunstâncias, pois Deus está comigo. A fé em Deus ocupa a minha alma e não tenho medo.

Habito na Presença de Deus, agora e para sempre; nenhum medo pode me afetar. Não temo o futuro, pois Deus está comigo. É minha habitação e estou cercado pela couraça de Deus. Deus me criou e me mantém. A sabedoria de Deus me conduz e guia; assim, não posso errar, Celebro agora o Ano Novo (convicção da presença de Deus), porque conheço no fundo do coração a grande verdade:

“Ele é mais íntimo do que respiração, mais próximo do que mãos e pés.”

MANIFESTANDO A VIDA INFINITA – 7

MANIFESTANDO A

VIDA INFINITA

Masaharu Taniguchi

7

Quando a Imagem Verdadeira do homem aparece perfeitamente como homem fenomênico, “o Verbo se faz carne”, como declara o Evangelho de S. João. A partir daí, não mais vivemos pela nossa vontade própria; a Verdade se aloja em nós e passa a viver em nós. Neste ponto, todos os órgãos percebidos pelos cinco sentidos se tornam manifestações dos pensamentos puros e imaculados existentes em nosso íntimo. Todas as limitações, imperfeições e doenças, que prendiam o homem ao mundo físico, começam a desaparecer como se fossem sombras diante da luz. Todas aquelas restrições  não passavam de reflexos distorcidos que apareciam num espelho embaçado. Quando a mente retrata a Imagem Verdadeira, exatamente como ela é, o corpo físico se torna o próprio homem real — sem o menor traço de imperfeição.

Portanto, não se preocupe nem fique ansioso quanto ao corpo físico em si, só porque apareceu alguma doença no corpo de alguém. Isto, além de ser desnecessário, ainda obstrui a cura espiritual. A verdadeira liberdade e a saúde, que não podem ser violadas por algo que se manifeste no corpo físico, somente são conseguidas quando a Imagem Verdadeira do homem encontra uma forma de se expressar no corpo físico. A mente deve, em primeiro lugar, captar corretamente a Verdade da Existência. É preciso que haja uma visão correta da Verdade.

Quando a distorção não mais existir no espelho, isto é, quando a distorção for removida da imagem refletida, então o espelho da mente projetará um quadro sem distorção do homem real, e o corpo físico apresentará todas as suas células e órgãos em condições perfeitas. Mas, enquanto tentarmos tratar somente os reflexos de pensamentos (fenômenos patológicos) que podem ser vistos mais e mais sobre o corpo físico, não estaremos tratando da causa, que são os pensamentos que estão além da matéria. Enquanto nossa atenção estiver  voltada para a remoção das manchas na imagem projetada, provavelmente não nos lembraremos de remover as manchas do próprio espelho. Mas as manchas só aparecem na imagem por existirem no espelho. Se uma aberração surge no corpo, é porque existe uma aberração na mente. Não há necessidade de se preocupar em curar o corpo físico. Não se conseguirá nada com esse tipo de preocupação.

Caros leitores, não se preocupem com o corpo físico. Por que? Por ser ele apenas uma “sombra” que apareceu no espelho: não é uma existência verdadeira. Dirijam sua atenção aos seus pensamentos. Limpem o espelho da mente de forma que ela fique semelhante a um pedaço de cristal. Eliminem todos os traços de manchas e sujeira, limpando-o do começo ao fim. Isto não poderá ser feito enquanto houver preocupação com as mudanças do corpo físico. Desviem a mente das constantes modificações que ocorrem no corpo físico, e mantenham o espelho da mente voltado para a Imagem Verdadeira da Existência, que é pura como água cristalina. O que deve ser feito, é sintonizar com a Imagem Perfeita da criação de Deus. Com isso, nossa mente se tornará pura e imaculada exatamente igual ao mundo real de Deus. Quando observarmos corretamente a Imagem Verdadeira da Existência, e conseguirmos conhecer perfeitamente a nossa imagem, todos os nossos pensamentos refletirão a Imagem Verdadeira de nossas vidas, e nossos corpos físicos manifestarão a perfeição que nos pertence graças à nossa Imagem Verdadeira. A aparência externa refletirá a verdadeira imagem interior sem distorções; a condição perfeita da Imagem Verdadeira se manifestará no homem físico numa forma possível de ser captada inclusive pelos nossos olhos carnais.

Continua…>