Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 10
10
No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.
.
O que a autora aqui coloca, é com respeito à nossa adesão, – quando aparentemente vivemos “entre dois mundos” – às Verdades que discernimos em nossas “contemplações”. Nelas, já partimos de nossa “unidade com Deus” e da Verdade de que “temos a Mente de Cristo”. Quando ela diz que “vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece”, está falando da rendição da suposta “mente humana” às Verdades absolutas, e, para isto, o suposto “ego humano” se mostra anulado pela “sujeição à onisciência de Deus”.
Se adotarmos o “Referencial de Deus”, esta “adesão persistente à Verdade” se mostrará natural para nós, uma vez que estaremos identificados com o Cristo e não com o suposto “homem natural” das “aparências”. Desse modo, sob o enfoque do ensinamento absolutista, entenderemos o atendimento das recomendações, quanto a se ter desejos puros de glorificar a Deus, elevar os conceitos entretidos sobre o próximo, etc., não mais como feitas a nós, mas sim, como sinais da rendição da “crença coletiva” à Verdade que somos! Isto porque jamais estivemos sendo o suposto “ser das aparências”, que é puramente ILUSÃO.
Em vista do exposto, sempre que encontrarmos colocações desse tipo, em artigos sobre a Verdade, esta nossa identificação unicamente com o Cristo precisa ser lembrada e adotada, para jamais nos vincularmos com um ilusório “eu” das aparências. A frase final deste parágrafo, por exemplo, em que a autora diz: “Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente”, deve, portanto, ser interpretada à Luz da Verdade absoluta, ou seja, tais “estados de pensamento” são algumas evidências da ação do Cordeiro “nas crenças coletivas”, jamais, portanto, em “nossos pensamentos”. Quais seriam os “nossos pensamentos”? Seriam os pensamentos da “Mente de Cristo”, revelada como a “nossa Mente real”! Com esta “troca de referencial”, entendemos que esta “Ação do Cordeiro” é a ação do Cristo que somos, “destruindo” as ilusórias “crenças coletivas”, ou o chamado “magnetismo animal”.
Continua..>
Faça As Contemplações Com Entendimento!
Seja quem for, e que esteja se julgando um ser humano, passando por experiências temporais num suposto planeta material, a Verdade sobre ele é a Verdade universal: DEUS É TUDO! Deus está sendo “ele”, e, em vez de “experiência humana”, ELE JÁ ESTÁ TENDO A EXPERIÊNCIA DE DEUS! Por esse motivo, os ensinamentos metafísicos explicam que SOMENTE EXISTE DEUS, E O HOMEM É A EXPERIÊNCIA DE DEUS COMO FORMA INDIVIDUAL!
Quando falamos em “troca de referencial”, falamos no que a Bíblia chama de “renascimento espiritual”, o qual deve ser entendido como MUDANÇA DE VISÃO SOBRE SI MESMO! Se o presidente de uma companhia estiver agachado e arrumando alguma planta do jardim da empresa, aquele que não o conhecer, achará que ali se encontra um jardineiro! Mas quem sabe ser ele o presidente, não se deixará iludir pela aparência. Foi assim que Jesus, em seu sermão dirigido a todos, assim disse: “Sois a Luz do mundo!” Não confundia “Deus Se expressando” com “carnais nascidos”! Na Mente de Cristo inexistem “humanos”! E, se eles parecem existir, para uma suposta “outra mente”, podemos concluir, e de imediato, que é ilusória esta segunda mente, e que, portanto, são ilusórios TODOS os quadros mostrados por ela! O QUE É REAL É UNICAMENTE O QUE A MENTE DIVINA FAZ E VÊ!
Estes princípios, quando colocados nos artigos sobre a Verdade, objetivam “despertar” seus leitores para algo já verdadeiro: DEUS É A EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL PERFEITA DE TODOS! Deixar de reconhecer este Fato eterno, para fazer identificação com as “miragens” supostamente vistas pela “mente carnal”, é uma ILUSÃO TOTAL! E quem dela parte, esperando que Deus o socorra e o livre dos ilusórios problemas que, para ele, são existências reais, deve, urgentemente, entender bem a fundo estes princípios, assimilá-los corretamente, para poder fazer suas “contemplações” sem “ter olhos para o mal”, assim como Deus “não tem olhos para o mal”. O “entendimento” é o “Batismo com água”, e a “contemplação com identificação com Deus” é a “contemplação propriamente dita”, quando Deus é discernido como sendo quem somos.
As “sugestões hipnóticas” da suposta mente humana se mostram convincentes! Por isso, quando dizemos a alguém que “a dor sentida por ele é ilusória”, facilmente ouvimos como resposta: “Você assim diz porque não é com você!” Mas um “estado hipnótico” atua dessa forma! Passa uma ideia para a mente, e ela, hipnotizada por ela, acha que aquela experiência é real! É desse modo que um hipnotizador faz alguém “tremer de frio” em pleno dia de calor intenso!
Este estudo é meramente de reinterpretação dos fatos! É deixarmos de achar que “somos seres carnais em experiências terrenas” para, radicalmente, nos identificarmos com Deus, Sua TOTALIDADE, Sua Oniação! Desse modo, nas “contemplações”, já partiremos desta Verdade com entendimento.
*
“Aparências” São Neblina
A permanência da Verdade, Fato absoluto fundamentado na revelação bíblica de que “Deus não muda”, é a plataforma da chamada “solução espiritual”. Antes que um suposto “problema” aparentemente possa surgir, o Fato permanente já garantia a natureza ilusória dele! É como uma estrada qualquer, em que víssemos “aparecer neblina”, e ficássemos na certeza de que ela não teria poder algum para modificar a estrada!
Marie S. Watts disse o seguinte: “Percebamos o glorioso Fato Absoluto: a evidência de toda e qualquer Verdade já está presente em e como a nossa Consciência, antes mesmo que parecêssemos nos defrontar com um problema. Agarremos este aspecto da Verdade”.
A suposta mente humana, ao lançar-nos seus “quadros hipnóticos” de situações problemáticas, – “aparências – atua como “neblina”, sem poder algum para alterar o Fato absoluto de que DEUS É TUDO! É por isso que, na citação, ela nos diz para ficarmos “agarrados a este aspecto da Verdade”.
Muitas pessoas ficam sem saber como agir, quando se veem diante destes “quadros hipnóticos”; assim, facilmente acabam se envolvendo e dando poder a eles! Quando se habituarem a vê-los como “neblina”, reconhecendo a IMUTABILIDADE ou a PERMANÊNCIA da Perfeição absoluta sempre presente, se verão protegidas do “envolvimento com o nada”, terão a serenidade para encarar as “aparências” como se fossem “neblina , e, em vista disso, com a mente tranquila, saberão como agir sem atropelos, hesitações e preocupações! Desse modo, assim como naturalmente a “neblina se esvai”, enquanto “a estrada permanece”, as “aparências de problemas” dão fim a si mesmas, QUANDO VOCÊ SE AGARRA FIRMEMENTE A ESTE ASPECTO DA VERDADE:
“A evidência de toda e qualquer Verdade está presente em e como a nossa consciência, antes mesmo que parecêssemos nos defrontar com um problema”
*
O Plano Mais Elevado Na Demonstração
Quer sejamos novos na Ciência Cristã, quer sejamos “veteranos”, é natural estarmos desejosos de demonstrar seus ensinamentos de modo mais eficaz. Para isso, precisamos elevar-nos a um plano mais alto.
Nossa demonstração se eleva na proporção em que aumentam nossa compreensão e espiritualidade. A Sra. Eddy escreve: “O caminho é a Ciência divina absoluta: andem nele; mas lembrem-se de que a Ciência é demonstrada em graus e nossa demonstração se eleva apenas na proporção em que nos elevamos na escala do ser”.
Que é a demonstração? Esse termo deriva de uma palavra latina que significa “mostrar”. A demonstração implica mostrar algo. Como, na Ciência divina, Deus e Sua ideia é tudo o que de fato existe, a demonstração é, em essência, uma mostra de Deus, ou o bem. É o aparecimento do ser real. É a exposição, ou descoberta, para o sentido humano, do que é verídico e divino. Por outro lado, o pecado, a doença e a mortalidade expressam a crença de que a mente carnal possa demonstrar-se, ou manifestar-se. Cada vez que ocorre a cura espiritual, tal alegação é refutada.
A demonstração na Ciência Cristã não origina uma nova situação, mas revela o que já está presente. Demonstrar é remover o véu que obscurece a realidade espiritual presente. É trazer à luz o que sempre existiu e sempre existirá.
O que é que faz a demonstração? A consciência espiritual, os praticistas da Ciência Cristã, a oração realizam a demonstração. Há várias respostas, mas quando nos situamos no plano mais elevado, reconhecemos que Deus é Tudo-em-tudo e faz tudo. Ele é o único agente, o único executante. Ele é o único Criador do universo espiritual e do homem. E Deus, como a Fonte única de todo ser, o iniciador de todo movimento, ação e evento reais é, num sentido profundo, o único demonstrador.
Admitir isso, praticar essa verdade da melhor maneira possível, significa elevar-nos a maiores altitudes na escala do ser. É elevar-nos ao mais alto plano possível. Em consequência, a noção de que sejamos demonstradores humanos desaparece.
Quando, partindo de uma base espiritual sólida, admitimos, com sinceridade, que Deus é o único agente, aquilo que aparece como sendo nossa demonstração de cura fica mais nítido. Nossas demonstrações ficam menos confusas e não se atrasam devido a uma visão mortal das coisas. Requerem menos labuta e são mais naturais e espontâneas. A origem e a espinha dorsal da demonstração são divinas e não humanas.
Demonstração requer que demos absolutamente tudo a Deus. É uma oportunidade especial de afirmar que tudo que é real começa com Deus, e não com o homem, nem mesmo com o homem real feito à semelhança de Deus. Isso é fato: nem mesmo o homem real origina algo. Considerando-se que demonstração é Deus expressando-se a Si mesmo e expressando Sua própria natureza, então até o homem é um aspecto da demonstração.
Nossa prova da verdade na Ciência Cristã melhora de modo considerável, quando aceitamos a ideia de que não há um mortal que comprove a verdade. A Verdade eterna, Deus, comprova-se a Si mesma. A Sra. Eddy salienta esse fato: “O melhor sanador é aquele que menos se impõe e, assim, se torna uma transparência para a Mente divina, a qual é o único médico: a Mente divina é o sanador científico.”
Outra vez, perguntamos: O que é que realiza a demonstração? Não é o corpo físico ou a mentalidade humana. A demonstração é sempre a Verdade e o Amor curativos se manifestando. Conquanto seja muito natural ser grato aos praticistas da Ciência Cristã que nos ajudam pela oração, saibamos que não é a pessoa propriamente dita que realiza a demonstração.
O profeta galileu, Cristo Jesus, sabia que não era ele quem dava origem a suas obras. Seu Pai-Mãe Deus é que, pelo Cristo, tornava as realidades do ser mais claras para a visão humana. “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai”, declarou Jesus. Longe de elevar o ego humano, Jesus baseou sua missão de cura na subordinação do senso humano das coisas, trazendo à luz a identidade espiritual. O Mestre exercia domínio sobre o sentido material.
Ao lavar os pés dos discípulos, não estaria Jesus renunciando à importância própria? Ele sabia que o orgulho mortal nunca apresenta nada de verdadeiro e real. O amor desinteressado e impelido pelo Amor é que realiza o trabalho de cura, e não a importância mundana e o amor egocêntrico. Por sua própria natureza, a cura espiritual é altruísta. Seu propósito é provar o que Deus é e o que Ele faz e, assim, abençoar aos outros. Não se destina a realizar algum propósito egoístico.
Se pensássemos que somos menos demonstradores humanos, será que sempre acertaríamos, que sempre obteríamos bons resultados? Não. “O demonstrador humano desta Ciência pode se enganar”, a Sra. Eddy diz, “mas a Ciência continua sendo a lei de Deus, infalível, eterna. A Vida, a Verdade e o Amor divino é o Princípio básico de toda Ciência, resolve o problema do ser; e nada que faça o mal pode entrar na solução dos problemas de Deus.”
Dessa declaração podemos depreender que é melhor não nos considerarmos demonstradores pessoais, pois ficaríamos permanecendo nos níveis espirituais mais baixos. Quando lemos que “A Vida, a Verdade e o Amor divino é o Princípio básico de toda Ciência,” podemos aceitar com gratidão o fato de que é a Ciência eterna, e não a pessoa do Cientista Cristão, que gera a demonstração.
É a única Mente, o Princípio, expressando-se através do Cristo, e não a mente humana, o que impele a cura. No Prefácio do livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde, a Sra. Eddy menciona que há vários livros sobre cura mental, a maioria incorretos na teoria, e explica: “Consideram a mente humana um agente curativo, ao passo que essa mente não é um fator no Princípio da Ciência Cristã.”
A responsabilidade pessoal pela cura, se não for aliviada, causa tensão. Tentar fazer a mente humana efetuar uma cura espiritual seria árduo e condenado ao fracasso. Há um caminho mais elevado, o caminho da Ciência. Aprendemos que é privilégio nosso deixar de utilizar pessoalmente a Verdade e passar tudo às mãos daquele que tudo faz: Deus.
Agora, ceder a Deus como a fonte da cura não é uma questão de ficar inativo, pensando: “Graças a Deus, não tenho de fazer nada.” Dar tudo a Deus não é uma atitude passiva. Não significa tomar atitude neutra ou apática. É uma responsabilidade ativa, uma exigência de reconhecer constantemente que “a Mente divina é o sanador científico”. Nossa ocupação é aguçar o sentido espiritual, a fim de discernirmos cura e demonstração.
A demonstração e a cura requerem afeto e integridade humanos, mas mais se faz necessário: integridade espiritual. A demonstração requer que usemos a integridade que refletimos como imagem de Deus. Tal integridade não nos deixa pensar que a demonstração seja uma ferramenta engenhosa para satisfazer desejos humanos. A demonstração não é um meio de realizar uma lista de aspirações. A demonstração expressa a vontade de Deus e não a nossa. Refere-se a meios e fins espirituais, ainda que se evidencie na cena humana. É o Amor divino em operação, tornando o propósito de Deus, Seu universo e o homem real, visíveis ao sentido humano, por meio do Cristo. É a manifestação da Realidade divina.
Saber com clareza o que a demonstração não é, firma nossa assimilação do que ela é. Não sendo uma atividade humana, não é um ímpeto de esperteza humana. É uma mostra sagrada da inteligência e do amor divinos. Compreendendo isso, trabalhamos e oramos na Ciência Cristã com mais discernimento e mais paciência e somos elevados a um plano mais alto.
A mudança de crença na mente humana e a evidência externa dessa mudança não é demonstração. Não é indício do Amor divino. Não é mostra do ser real. A cura não é mera mudança de crença, como por exemplo, deixar de crer que somos pobres e passar a crer que estamos bem de vida, ainda que tal pensamento pareça muito agradável! Não, demonstração é a crença e a mentalidade materiais cedendo à consciência espiritual. E quando isso ocorre, o resultado pode incluir deixar de viver na penúria e usufruir do bem mais abundante.
Falando claramente, a demonstração não é o resultado de acrobacia ou manipulação mental. Resulta da ação do Cristo a inundar o pensamento humano, lavando-nos das crenças mortais. Se a solução de um problema não está se dando como deveria, a pessoa deve verificar qual é sua noção do que é que faz os ajustes e o trabalho de cura. Será que o trabalho de cura é humilde, espiritual e impessoal o bastante? É suficientemente científico?
Quando estudamos e praticamos a Ciência Cristã, aprendemos a aplicá-la cada vez melhor. Se segurarmos um martelo pela cabeça e não pelo cabo e aí tentarmos martelar um prego, teremos dificuldades. O prego mal se moverá. Aprendemos a não culpar o martelo, mas a usá-lo melhor.
A demonstração na Ciência Cristã nunca ocasiona algo que não existia: apenas o traz à luz.
(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Agosto 1994)
Pregações Opostas À Verdade Revelada!
Jesus veio para “dar testemunho da Verdade”, enaltecer a Presença de Deus como cada um de nós, eliminar a mentira ou ilusão de que exista algo além de Deus. Entretanto, após declarar que “somos a Luz do mundo”, que “somos deuses”, que formamos uma “Unidade perfeita em Deus”, em vez de seus seguidores adotarem sua linha de pregação, fizeram exatamente o contrário: enalteceram Deus só em Jesus! Os “deuses”, em vez de “Filhos do Altíssimo”, se tornaram todos “pecadores”! E com isto, conseguiram negar todo o propósito da vinda de Jesus, entulhando a humanidade com sentimentos de culpa e de autopunição! Não souberam fazer o “juízo justo”, porque foram pregar julgando a todos “pelas aparências”, utilizando a “mente carnal”, justamente aquela definida como “a inimizade contra Deus”!
O apóstolo Paulo, tendo entendido a mensagem corretamente, enfatizou que “Jesus Cristo está em nós”, que “o Templo de Deus somos nós”, que a adoração ao Pai é a “glorificação a Deus em nosso corpo e em nosso espírito”. O conhecimento da Verdade está intimamente ligado ao conhecimento de que DEUS É TUDO, sendo, portanto, a única Realidade possível de existir, de ser tudo, e de ser quem VOCÊ agora É!
Após deixar sua mensagem, Jesus disse “ir de volta ao Pai para preparar-nos lugar”. Partindo do “referencial da mentira”, isto outra vez foi erroneamente interpretado, como se Jesus estivesse indo a algum lugar geográfico, chamado “Céu”, para nele “preparar um lugarzinho” para cada um de seus seguidores ir, sabe-se lá quando! Mas quem assim interpreta, certamente se esqueceu de que ele disse “estar dentro de nós o Reino dos Céus”! Desse modo, “preparar-nos o lugar” significa “sair do cenário”, para que cada um “se volte para dentro de si mesmo” e, nele próprio, “ache” o Pai, o “Céu”, a Verdade! Para que nele próprio “ache” o “CRISTO DE VOLTA”, E O SEU “LUGAR PREPARADO”!
Ensinamentos relativos, com o “julgamento segundo as aparências”, entendem que a frase de Jesus, “na casa de meu Pai há muitas moradas”, signifique que há “planos de existência” criados por Deus, para que cada um, segundo seu suposto “grau de evolução,” viva migrando de “morada a morada”, até que, daqui umas trocentas bilhões de eternidades, algum deles se veja “perfeito” e vivendo no “Reino perfeito”. Só que, até agora, não se viu “alguém” realizado sob este ponto de vista! Não há verdade nele! Se Deus conhecesse “moradas em planos imperfeitos”, Sua PERFEIÇÃO não seria ONIPRESENTE!
Em vez de criarem tantos ensinamentos falsos, errôneos e anuladores da real mensagem do Evangelho, deveriam ter estudado mais as falas de Jesus, referentes ao “Reino de Deus”, bem como as que explicam que “estarmos nele” é um Fato permanente (“Eis que estivestes comigo desde o princípio”)! Assim, saberiam que os seus ensinamentos somente nos ajudam a “tomar consciência” do Fato eterno de que DEUS É TUDO! Em outras palavras, o Fato É! O Evangelho – sem as pregações opostas – unicamente nos revela de que modo “aquilo que já É”, pode ser por nós percebido! Apenas isto!
*
“Desligue A Tomada Do Mundo!”
Quando falamos que a “premissa básica” do estudo da Verdade Absoluta diz que “DEUS É TUDO, TUDO É DEUS”, esta colocação é “ponto de partida” em nossa aceitação, tanto quando formos meditar como quando, aparentemente, “surgirem” aparências desarmônicas. No primeiro caso, isto se dá pela nossa escolha, ou seja, nos momentos em que nós resolvermos fazer as meditações contemplativas; no segundo caso, isto nos vem inesperadamente, quando, repentinamente, nos chegam “sugestões hipnóticas” contrárias ao Bem permanente.
“DEUS É TUDO, TUDO É DEUS” – esta é a Verdade imutável sempre presente. Desse modo, como foi dito, sempre que formos meditar, já partimos RADICALMENTE deste Fato perene, sem nos deixarmos “dividir” com o ilusório “mundo de aparências”. E quando estivermos fora dos momentos de meditação, caso nos cheguem “quadros desarmônicos”, registrados pela suposta mente humana, esta premissa deverá ser imediatamente lembrada, e sua veracidade reconhecida com “sorriso nos lábios”. VOCÊ JÁ SABE QUE “ESTE MUNDO” É “O MUNDO DO PAI DA MENTIRA”! Portanto, pode a ILUSÃO desenhar o quadro que for, em sua invenção hipnótica, que PERMANECE o Fato: “DEUS É TUDO, TUDO É DEUS”. Tendo esta convicção, facilmente VOCÊ “desligará a tomada do mundo” para, tranquilamente, “permanecer em Mim”, na Verdade da totalidade e unicidade de Deus.
Se entrarmos numa sala em que pessoas estiverem vendo pela TV uma cena de novela bastante dramática, nós as veremos totalmente esquecidas da sala tranquila e aconchegante em que estão, por se deixarem mover mentalmente pela ILUSÃO apresentada na tela. Se “puxarmos o fio da tomada”, o “hipnotismo do envolvimento” cessará no ato! Este é o comportamento de quem estuda a Verdade, diante das “ficções” que a ILUSÃO gera e que a suposta “mente carnal” nos diz estarem presentes! Como agiremos? “Puxaremos o fio da tomada do mundo”! DEUS É TUDO, TUDO É DEUS!
É preciso ter confiança de que, realmente, DEUS É A ÚNICA PRESENÇA E O ÚNICO PODER! E esta confiança não pode incluir expectativa de que “o Bem reapareça”! Se a sua prece contiver o anseio de que “o Bem lhe reapareça”, duas coisas estarão ocorrendo: VOCÊ NÃO ACREDITOU QUE DEUS É TUDO E VOCÊ NÃO “DESLIGOU O FIO DA TOMADA”. Em outras palavras, “CAIU NO TROTE”!
Seja qual for a “aparência”, entre em silêncio como FILHO DE DEUS, HONRANDO A DEUS! Deus, de Sua parte, está ininterruptamente honrando a VOCÊ como FILHO AMADO DELE, UNO COM ELE! Tenha para com o Seu Pai Eterno a mesma atitude! Não vá meditar como “humano” desesperado, assustado ou amedrontado, como criança buscando o pai chorando e morrendo de medo do “bicho-papão”! Tenha a maturidade espiritual que o “conhecimento da Verdade” lhe propicia! “Este é o meu Filho amado em quem me comprazo”! Esta é a posição de Deus diante de VOCÊ! HONRE-A!
*
“Para Quem Tem Olhos Para Ver!”
O artigo de ontem, “Quando parecer existir problema mental”, de Marie S. Watts, “para quem tiver olhos para ver”, será uma das postagens mais importantes e eficazes que este site já publicou. Quando falamos em “problema mental”, logo alguém associa o assunto com supostos “distúrbios da mente humana”, como epilepsia, esquizofrenia, depressão, etc.. Entretanto, estas ilusões são efeitos do real “problema mental”, que é a ASSOCIAÇÃO COLETIVA COM MENTE CARNAL!
Quando o apóstolo Paulo revelou que “não recebemos de Deus a suposta mente humana”, e que isto explica o motivo pelo qual esta ilusória mente nada vê da Realidade divina aqui presente, explicou também que “recebemos a Mente divina, para discernirmos espiritualmente o que Deus faz”. Poderia haver revelação mais importante? Não poderia! Com ela, “este mundo de mentira ou de ilusão” seria desacreditado! Cada Filho de Deus estaria identificado com a Mente de Deus, vendo o que é real, o que é perfeito, o que é eterno! Por quê tamanha revelação não é levada a sério? POR CAUSA DO PROBLEMA MENTAL COLETIVO, A ASSOCIAÇÃO COM A MENTE CARNAL! UMA ASSOCIAÇÃO HIPNÓTICA COM A SUPOSTA MENTE QUE NÃO RECEBEMOS DE DEUS!
Marie S. Watts, creio eu, não escreveu este artigo sob este ponto de vista que estou aqui abordando. Talvez ela estivesse mesmo falando de “distúrbios mentais” que “parecem existir no mundo”. Mas a profundidade com que ela explicou a forma de “resolvê-los”, através puramente de “contemplações”, erradica, na verdade, a suposta MENTE CARNAL! E é por isto que eu disse que, “ para quem tem olhos para ver”, este seu artigo será visto como importantíssimo para todo aquele voltado, realmente, à anulação da ILUSÃO DE EXISTÊNCIA DO EGO!
As contemplações, se feitas como sugeridas pela autora, deixarão espaço livre para unicamente a Mente Absoluta ser reconhecida, e, como ela própria disse, “A Mente, como uma variedade infinita de Suas próprias manifestações, se revelará como VOCÊ, assim que estiver em contemplação”. NÃO EXISTE EXPERIÊNCIA SUPERIOR A ESTA! NÃO HÁ NADA QUE SEJA MAIS IMPORTANTE!
Sugiro a todos que leiam este artigo constantemente, procurando conhecê-lo em seus pormenores, todos eles importantíssimos! E então, a cada dia, contemplem dedicadamente as Verdades como a autora indica, com o propósito de “permanecer como Mente Absoluta”, pois, se “estudarmos a Verdade” a vida toda, acreditando que “somos mente humana”, estaremos, a vida toda, unicamente endossando uma ILUSÃO!
*
Quando Parecer Existir Problema Mental
Suponhamos que o chamado problema se apresente relacionado com a mente. Você não se prenderá a tal problema fictício. Por que iria se fixar ao nada? Ademais, nenhum objetivo seria cumprido, se caísse nesta ilusão. Você não poderá transcender a ilusão enquanto estiver levando-a em consideração. Deixe a ilusão iludir a si mesma. Ela se dissolverá mediante sua contemplação da Presença do “Algo-Existente”, em vez de seu reconhecimento do “nada-ausente” que alega estar presente.
Quando uma ilusão de mente imperfeita aparece, sua contemplação irá revelar intensa atividade e percepção como aquele aspecto da totalidade que é Mente ou Inteligência. Você permanecerá “plenamente aberto”. Perceberá a Natureza Universal de toda Mente amorosa, viva e consciente. Perceberá que este Universo é um Universo inteligente. Sua contemplação revelará a Inteligência infinita em ação, que governa a Si própria como este Universo. A atividade perfeita e absolutamente ordenada das galáxias, dos astros, planetas, sóis e luas, será percebida nesta contemplação. Você estará consciente da Inteligência suprema em ação, que tão perfeitamente governa a órbita de nosso planeta Terra. Talvez você se maravilhe com o movimento preciso das marés.
A Mente, como uma variedade infinita de Suas próprias manifestações, se revelará como VOCÊ, assim que estiver em contemplação. A Inteligência ocupará destaque em sua contemplação; apesar disso, você continuará percebendo a Presença da Vida, do Amor e da Consciência. Irá perceber – sem esforço – a inseparabilidade da Mente e do Amor consciente vivo. Saberá que a Mente amorosa e consciente é viva e Ela está amando. Ela é Vida porque está vivendo. E ela é tudo, e dotada de suprema inteligência, por ser a própria Mente em Si.
Nesta gloriosa contemplação, você perceberá que a Mente amorosa, viva, consciente – Inteligência -, não está confinada nem contida em coisa alguma. Ela é incondicionada. Você saberá o sentido da frase de Jesus, em O Evangelho de Tomé: “Rachem um pedaço de madeira, lá estou Eu; ergam a pedra, ali Me encontrarão”. Sim, certamente você perceberá que a Mente amorosa, consciente, viva e universal que VOCÊ É, está em toda parte, pois esta Mente É A TODA PARTE. Você saberá que a Mente IRRESTRITA QUE VOCÊ É, É A INTELIGÊNCIA ÚNICA QUE ESTÁ IDENTIFICADA COMO TODO ALGUÉM – AQUI, AGORA, INFINITAMENTE, ETERNAMENTE.
Na citação de Jesus, ele estava sendo tanto Universal como específico, em sua declaração. Estava realmente dizendo que a Mente consciente, amorosa, viva e universal estava presente como o Universo e como a “madeira” ou a “pedra”. Amado, esta gloriosa percepção da Universal – e específica – Mente é que revela a Presença da Inteligência perfeita exatamente onde uma chamada “mente problemática” parecia estar.
Se, nesta contemplação, alguém lhe dissesse que a Inteligência se encontra centrada num assim chamado “cérebro”, ou confinada num corpo temporário, você se surpreenderia com tamanha ignorância. Estaria tão consciente do Fato de que a Mente é Onipresença, que acharia ridícula qualquer declaração contrária àquilo que a Mente é. Sua exata percepção da Natureza da Mente como Universal, constante e indivisível, será sua imunidade com relação a quaisquer ilusões referentes a esta Inteligência irrestrita.
*
Deus, Individualizado, Se Mantém Sendo Deus!
Que está contido em revelações que dizem que “o homem é um Ser à imagem de Deus”, e que, “sem o Verbo”, Deus, “nada do que foi feito se fez”, sendo, estas obras, “obras permanentes”? Nelas está contida a Verdade Absoluta de que a Realidade desconhece a ilusão de vida material e, portanto, que esta suposta existência é inexistência!
Lidar com “mundo material” como se ele fosse existente é a ilusão! Entender a Verdade subjacente a ele é deixá-lo pela Verdade! O projeto divino é Deus se conservando Deus, enquanto Se expressa como o Ser individual que todos somos. Não há nenhuma outra ideia que inclua “estágios de consciência”, “aprendizados evolutivos” ou “nascimentos e mortes”, com seus sinônimos, menos chocantes, mas igualmente falsos, como “passagem”, “transição” ou “mudança de planos existenciais”. Este linguajar fraudulento só poderia ter origem na ilusória mente humana!
Enquanto o “referencial de existência” não for o das Revelações divinas, a CRENÇA em vida material continuará iludindo a maioria, que aparentará ser alheia aos fatos reais, permanentes, perfeitos, e assim mantidos por Deus! “Hipnotizada” por esta CRENÇA, se mostrará acreditando piamente numa pura ILUSÃO!
De pouco nos adianta uma revelação de que “somos seres à imagem de Deus”, se vivemos convictos de que somos “carnais ou mortais”; de pouco nos adianta a Bíblia dizer que “sem o Verbo, nada se fez”, se vivemos acreditando em “aparências”; de pouco nos adianta saber que “as obras de Deus são permanentes”, se vivemos acreditando em coisas mutáveis, que somos mutáveis, que tudo é mutável! Enquanto a Verdade estiver separada de nossa própria existência, a ILUSÃO parecerá ser a “nossa verdade”!
NÃO HÁ VERDADE EM VIDA TERRENA! Quando Jesus disse : “O Meu Reino NÃO É deste mundo”, não foi para contar à humanidade que ele não faz parte dela! ELE VEIO NOS DIZER QUE NINGUÉM FAZ! Que seria “buscar o Reino de Deus em PRIMEIRO LUGAR”? Fundamentalmente, seria VOCÊ DEIXAR DE SER ILUDIDO POR UMA CRENÇA FALSA! Mas, para isso, VOCÊ precisa se identificar com a VERDADE! Esta identificação não o muda em nada! Unicamente o faz se livrar da “escuridão”, por se ver sendo LUZ! Deus não muda, quando Se individualiza como o Ser que eu sou ou você é! Deus Se mantém sendo Deus, apenas e unicamente Se manifestando como Indivíduo, ou Cristo!
Os princípios da Verdade não são “normas rígidas” para humanos seguirem ou tentarem seguir! Eles são a VERDADE de que VOCÊ NÃO É HUMANO! Eles se mostrarão como a VERDADE quando você parar de humanamente se esforçar para entendê-los e segui-los e, em vez disso, VOCÊ SE NEGAR A SI MESMO, como “alguém nascido”, para que, como O CRISTO, você se encontre “já feito”, corporificando TODA A VERDADE! É este o ensinamento de Jesus, que nunca nos ensinou que “nascemos”, que “evoluímos”, ou que “fazemos transição” para outros planos! Ensinou que “é do agrado do Pai dar-nos o Reino”! Por isso, drible a suposta “mente carnal”, e vá direto à contemplação destas Verdades reveladas, que são todas verdadeiras para VOCÊ, que é DEUS SENDO VOCÊ, exatamente AGORA!
*
Luz Do Absoluto
Nota: Este tipo de texto é inteiramente contemplativo, ou seja, requer que façamos o reconhecimento destas Verdades com o nosso posicionamento em Deus e nunca nas “aparências”. Em outras palavras, requer que as revelações sejam aceitas com cada um identificado com elas no Absoluto, sem esforços mentais da suposta mente humana e SEM CONSIDERAR MENTE HUMANA. Como diz o texto, “O ESPÍRITO É NOSSA MENTE”. Sugestão: faça a leitura e faça a contemplação imediata, linha por linha, em vez de ler tudo de uma vez para só depois contemplar os temas. Este estudo é de percepção, uma vez que estas Verdades são o que já somos! (Dárcio)
O Espírito, Deus, é uma Seidade perfeita, pura, indivisível e infinita; assim, não pode haver nenhum ego, ser, mente ou corpo de natureza pessoal. O Espírito é nossa Vida, nossa Vida é Espírito. O Espírito é nossa Mente ou Consciência. Mente ou Consciência é nosso Espírito. O Espírito é nosso Corpo, nosso Corpo é Espírito.
O Espírito é nosso único Ser, Eu ou MIM — incorpóreo, imensurável, sem fronteiras, sem tempo e sem espaço. Não há nenhum ego, corpo, mente, ser material ou humano, e nenhum mortal. Existe unicamente “MIM” — EU SOU o UM que é Real e Presente.
Quando esta nova Revelação é vista e aceita, não mais há doença, sofrimento, dor ou morte. Tão logo se desvaneçam as crenças e ensinamentos que nos veem como mortais, humanos ou humanidade, não mais existirão as distorções e concepções errôneas, nem ensinos falhos ou pensamentos errôneos.
A visão de que o Eu Único, “EU”, ou “MIM, reina sozinho, e de que não pode haver nenhuma outra identidade — seja como mente, consciência ou corpo — deve fazer com que se rejeitem e se descartem crenças e ensinamentos que identifiquem alguém como sendo homem ou humanidade; pois, no âmago desse tipo de identificação, está a sujeição ao sofrimento, doença e limitação.
Nosso livramento, portanto, não é do sofrimento, da preocupação, do medo ou da velhice, mas o livramento em que alguém para de acreditar ou de aceitar que ele é um ser humano ou um mortal, e que seu corpo é material ou físico.
A cura da doença jamais porá fim à doença, nem poderá a cura do sofrimento dar fim ao sofrimento; tampouco a negação da matéria fará algo além de manter alguém na crença de que ele é um mortal, e que seu corpo é material, prolongando, desse modo, sua associação com a doença, carência e sofrimento.
Esta nova Revelação está destinada a vir universalmente. O tempo é aqui, não somente para que conheçamos a Verdade inadulterada, mas, para que a anunciemos em alto e bom som. O Espírito é nosso Único Eu, o Espírito é nosso único Corpo, o Espírito é nosso único Mundo – Completo, Perfeito, Presente. O Espírito é o único “Eu”, ou “Mim”.
*
Aderindo Ao Referencial Absoluto
Sua adesão ao “Referencial Absoluto” o faz perceber que a Vontade de Deus é eternamente a sua, porquanto, neste referencial, Deus e Você são UM, e não DOIS! A crença em “referencial de aparências” é a ILUSÃO que o coloca imaginariamente separado de Deus e com “vontade pessoal”. Você poderia acreditar que a Terra, tendo vontade própria de trocar de órbita com Saturno, conseguisse realizar este seu sonho? Claro que não! Você sabe que todos os planetas estão em Oniação, regidos pela Mente única!
Quando você acredita que “nasceu”, – que teve pai sobre a face da terra – você está acreditando em surgimento de “mente pessoal” e de “vontade pessoal”, como se existisse algo dessa natureza! Mas quando você se compenetra de que o Universo está FEITO, e que é integralmente uma Expressão espiritual do Deus único, facilmente você percebe que a sua liberdade está em se ver UNO com este Deus! Em discernir que a Mente de DEUS é a sua! E então, a CRENÇA FALSA em “nascimentos”, em “mentes pessoais”, com “vontades separadas de Deus”, rui naturalmente! Era uma noção totalmente descabida! Uma ILUSÃO! E vale aqui lembrar a frase de Einstein: “Deus é a Lei e o Legislador do universo”.
Doris D. Henty disse o seguinte: “O fato de Deus, somente, ser a fonte do seu ser, constitui em si uma lei de completo apagar de todas as crenças do passado, juntamente com todas as suas penalidades. Ele dissipa o assim chamado registro mortal e expurga toda crença de sua história mortal. Não chamando de pai a ninguém sobre a terra, você se verá inteiramente dissociado do enganoso e mortal conceito de existência, ficando sem elo algum com ancestralidade, sem elo algum com experiência material, temores, ansiedades, limitações e problemas. Não haverá nenhum ponto de contato entre o seu “Eu” atemporal, sem nascimento e sem idade, e o limitante conceito que chama a si mesmo de nascimento, tempo e idade. O registro espiritual declara que Deus tem sido sempre sua única Vida, sua única Mente, sua única Substância, sua única condição, sua integralidade, sua natureza intacta; é ele o registro de saúde, harmonia e liberdade, todo evidente como seu próprio ser, de eternidade a eternidade”.
Contemple estas Verdades e viva em UNIDADE com elas! Quando o “seu” “Referencial de Existência” for o mesmo reconhecido por Deus, VOCÊ facilmente perceberá a natureza ILUSÓRIA da suposta “mente humana”, bem como do “ego” de sua invenção – com todas as “suas vontades”!
*
Lagarta Não É Lagarta; Borboleta Não É Borboleta!
Enquanto fizermos nossa identificação com as “aparências” vistas pela suposta mente humana, nem de longe estaremos percebendo o que está sendo realmente a nossa identidade, ou o Ser que somos! Batermos na tecla de que “temos a Mente de Cristo”, que “aquilo” que o mundo acredita que somos é ILUSÃO”, que “o ego é nada, e anulá-lo é ver esta nulidade”, isto é, “martelarmos a Verdade Absoluta”, é fundamental para que haja o “despertar” que desmantela o grotesco “hipnotismo de massa”; contudo, se não houver a sua ADESÃO RADICAL ao revelado, isto pouco lhe adiantará!
A maioria fica apenas “acostumada a ouvir” as “loucuras de Deus”, sem assumi-las verdadeiramente! Quando alguém diz ter “contemplado sua presença como o Cristo, no Agora Eterno”, logo em seguida relata algo do ilusório “passado humano” na conversa! “Quando eu morava no interior…”, “Na época em que minha avó era viva…”, “Depois que me formei, …” – frases de retorno à IDENTIFICAÇÃO COM A MENTIRA, como estas, são infinitas! E o pior: são ditas com toda emoção e convicção!
Não vemos, na Bíblia, Jesus falando em seu passado humano! Ele sabia que era erroneamente “visto” pelas “aparências”, mas não se identificava com tais mentiras! “Antes que Abraão existisse, eu sou”; “Quem são minha mãe e meus irmãos?”; “Aquele que me vê a mim, vê o Pai” – estas foram as suas falas, após seus períodos contemplativos! E AS SUAS? QUAIS SÃO?
Meditar por minutos, reconhecendo “SER UM COM DEUS”, e “voltar ao mundo da mentira” disposto a se identificar novamente com ele, é totalmente sem sentido! Diz a Bíblia: “Esteja no mundo sem pertencer-lhe”! O sentido é este: estarmos cientes de que “o mundo nos vê como aparências”, enquanto “nós nos vemos sendo o Cristo”! Se não houver esta determinação, e, em contrapartida, ficarmos repetindo com ênfase o ilusório “referencial da mentira”, falando em “passado” ou em “fatos do mundo”, a Verdade contemplada se diluirá em segundos! A revelação é clara: VÓS, DESTE MUNDO, NÃO SOIS”! Quem diz “estudar a Verdade” deve dela dar testemunho interno A SI MESMO! Evitar ao máximo alimentar a falsa identificação com o “mundo de aparências”, e isto se quiser, realmente, expressar esta Verdade!
Grave bem o seguinte: como nunca vimos Jesus se identificando como “FILHO DE MARIA”, pare, VOCÊ, de se identificar com “pais terrenos”! Como vimos Jesus fazendo sua identificação com o EU ABSOLUTO, existente “antes que Abraão existisse”, faça, VOCÊ, sua identificação com ESTE MESMO EU! Assim, realmente você estará “estudando a Verdade”! Conhecendo o EU ÚNICO, você saberá QUEM É A LAGARTA E QUEM É A BORBOLETA – SEM SE IDENTIFICAR COM NENHUMA DE SUAS APARÊNCIAS TEMPORAIS, QUE SÃO UNICAMENTE ILUSÃO! E ESTARÁ CONHECENDO A VERDADE SOBRE QUEM VOCÊ REALMENTE É! IDENTIFICADO COM ELA!
*
“Querer É Perder”!
O desconhecimento da Verdade de que O UNIVERSO ESTÁ PRONTO é uma das raízes das preocupações e anseios infundados que assolam a humanidade! Sem conhecer a SIMULTANEIDADE PRONTA E DISPONÍVEL DE TUDO, já presente em e como nossa própria Consciência, sai a maioria ao mundo com a “missão” de realizar, conquistar, ou disputar algo num suposto “mundo material”, como se DEUS NÃO FOSSE TUDO!
Para cortar este “hipnotismo coletivo”, Jesus deixou claro que “o Reino de Deus deveria ser achado em primeiro lugar”! E então, todas as demais coisas nos seriam “acrescentadas”! Explicava que somos “Semente Divina”, um “Projeto Crístico” Autorrealizado, ou seja, explicava que “somos Deus em expressão individual!
Quando o nosso “referencial” é posto nestas Verdades, vivemos tranquilamente cada momento, certos de ser, cada um deles, um desdobramento visível de algo PRONTO E COMPLETO existente no AGORA INVISÍVEL! Como um lavrador, que plantando semente de café, por exemplo, sabe que não colherá milho nem arroz! Já sabe que na semente de café está o projeto pronto, invisível, que, de momento em momento, irá se mostrando também visívelmente “neste mundo”.
Há tempos que vem sendo passado à humanidade que “Querer é poder”! Há até livros com títulos nesse sentido! Se, de um lado, despertam certa confiança e entusiasmo nas pessoas, de outro, fazem delas um “ego que se julga todo-poderoso”. Por isso eu digo que “QUERER É PERDER”! Por quê? Porque o “querer” é um reconhecimento de que NÃO SOMOS O CRISTO JÁ FEITO, AUTORREALIZADO EM DEUS! O “querer” é uma clara afirmação de “carência”, uma negação de que TUDO JÁ NOS ESTÁ SIMULTANEAMENTE DADO! O “querer”, por partir de “aparências”, um “referencial ilusório”, se torna uma verdadeira “obstinação”, uma mentalidade carnal voltada a se conseguir algo “a todo custo”, em vez de nos permitir a “VIDA PELA GRAÇA” em que, por permanecermos conscientes de nossa UNIDADE COM DEUS, ficamos serenos e ativos, confiantes de que esta “Graça nos basta”. Com efeito, aquele que “vive pela Graça” se torna testemunha viva de que “todas as suas necessidades aparentes” são atendidas naturalmente, pelo simples desdobrar do Bem invisível no campo da humana visibilidade.
Se “QUERER” fosse realmente “PODER”, um lavrador conseguiria plantar a semente de café e, “querer”, caso se arrependesse, que dela nascesse milho! IMPOSSÍVEL! O Poder que temos é o Poder que DEUS É, EM SE MANIFESTAR COMO O CRISTO QUE SOMOS! Quando Jesus orou: “Pai, que se faça a Tua Vontade e não a minha”, revelou-nos esta Verdade: NOSSO ÚNICO QUERER DEVE SER O DESEJO DE ESTAR EM UNIDADE COM DEUS, DE ANULAR O EGO, E NÃO O DE ALIMENTAR SUAS SUPOSTAS VONTADES!
Viva pela “Graça” e não pelo “suor do ego”! Para isso, não deixe de contemplar a Verdade de que ESTAMOS NUM UNIVERSO ESPIRITUAL JÁ PRONTO, E, QUE NELE, TUDO JÁ É NOSSO SIMULTANEAMENTE! ESTE UNIVERSO É A NOSSA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, A CONSCIÊNCIA QUE SABE QUE “JÁ ESTAMOS ATENDIDOS EM TUDO”, AQUI E AGORA, E ETERNAMENTE!
*
Simples Assim!
DEUS SER TUDO não é apenas uma “premissa teórica”, para ficarmos com ela a vida toda na qualidade de “estudantes da Verdade”. Ela revela que a Verdade é ONIPRESENTE – única Presença – , que a Verdade é ONIPOTENTE – único Poder -, que a Verdade é ONISCIENTE – único Saber -, que a Verdade é ONIATIVA – única Atividade -, e que a Verdade é ONIEVIDENTE – única Evidência! Dentro desta aceitação absoluta, claro ficará que todo suposto “problema” é NADA!
Por esse motivo, o ensinamento absoluto enfatiza que, sejam quais forem as “sugestões hipnóticas” que nos apareçam, devemos, imediatamente, pô-las de lado como ILUSÃO, enquanto “contemplamos” a totalidade de Deus dentro da visão acima exposta, ou seja, nos termos de Sua natureza como onipresente, onipotente, onisciente, oniativo e onievidente.
Quando partimos do Reino de Deus como único, o suposto “mundo material” deixa de parecer existir! Existia? Não! Era uma falsa existência! Fazendo uma analogia, se alguém estivesse vendo pela TV um “pôr do sol” televisionado “ao vivo”, caso ele deixasse de olhar aquela imagem e fosse à janela de sua casa para “ver o mesmo pôr do sol” no horizonte, aquele, antes visto pela TV, para ele seria NADA! Estaria vendo o “pôr do sol” verdadeiro e diretamente, e não acreditaria que “seriam dois”.
Contemplar a Verdade é a mesma coisa! Pela “televisão mental humana”, o mundo REAL E ÚNICO é “visto” segundo as limitações desta mente sem substância. Quando nos decidimos por usar a Mente de Deus, revelada como sendo a nossa, uma vez que DEUS É TUDO, não mais nos dividiremos entre “MUNDO REAL” E “MUNDO ILUSÓRIO”! Como na analogia, deixaremos de lado os quadros mostrados pela suposta mente humana (TV), e iremos diretamente aos QUADROS REAIS (HORIZONTE). Desse modo, todas as limitações da TV deixarão de estar presentes, por ter ela sido dispensada mediante a nossa decisão de “ver a cena” DIRETAMENTE, como ela realmente é. A ilusória mente humana não possui condições de nos expor “imagens verdadeiras”, assim como a TV não tinha condições de mostrar realmente toda a realidade do “pôr do sol”.
As “contemplações da Verdade” devem ser feitas com isto em total consideração: SOMENTE EXISTE O UNIVERSO ILUMINADO E INFINITO DE DEUS. SOMENTE EXISTE DEUS SENDO O SER QUE SOMOS! NÃO HÁ UM EU ETERNO E UM EU NASCIDO SENDO O NOSSO EU! HÁ UNICAMENTE O QUE É ETERNO, DIVINO, PERMANENTE! Em outras palavras, “contemplar a Verdade” é VOCÊ deixar a “tela de TV”, onde uma cena estava sendo vista, para VÊ-LA COMO REALMENTE ELA É, NÃO PELA “TV”, MAS DIRETAMENTE, NAS INFINITAS DIMENSÕES DA REALIDADE DIVINA!
Simples assim? Exatamente! SIMPLES ASSIM!
*
Trocando a Mentira Pela Glória
Somente um estado “hipnótico” explicaria a relutância que a humanidade apresenta, no que diz respeito a expressar a Vontade de Deus. Há a Oniação UNIVERSAL, perfeita e permanente, sendo, em sua abrangência total, a atividade real de todos nós. Esta Oniação, manifesta como a “nossa” Ação individual, é a Verdade; por outro lado, toda suposta atividade contrária a ela, é ilusória.
Por quê as pessoas dizem sofrer? Por uma questão de identificação indevida com a suposta “ação” destoante da Oniação! Tal identificação com o inexistente é puramente hipnótica; porém, para quem está sob “hipnotismo”, ele se mostra sendo “algo real”.
Não há a dualidade aceita pelas “crenças coletivas”. O artigo “Único”, postado ontem, diz claramente que a dualidade não existe! Mas esta Verdade tem de ser contemplada, a partir da UNIDADE PERFEITA que Deus é, sendo TUDO que é, para que nos vejamos “sem saída” e sendo “obrigados” a concordar que “o que Deus É, é o que cada um de nós É”. Esta conclusão inequívoca, de que “Eu e o Pai somos um”, não nos vem por mera aceitação intelectual.
Vezes sem conta já foi dito que DEUS É TUDO, que o “Eu único”, sendo Deus, é o “Eu” que se manifesta como o Cristo que somos. Mas “contemplar esta Verdade” como foi falado, ou seja, a partir da TOTALIDADE e da UNICIDADE DE DEUS, é o que nos faz PERCEBER a grandiosidade desta Revelação!
Para o “ego dualista”, esta “grandiosidade” pouco chama atenção! É por isso que este “ego de natureza hipnótica” se mostra como existente! ENTRETANTO, SOMENTE DEUS EXISTE! Enquanto você não tomar a decisão de “se ver em Cristo”, e não “em ego”, ficará sujeito às “imagens hipnóticas” que lhe ocultam sua REAL PRESENÇA NA ONIAÇÃO. Como “hipnotismo” é NADA, uma imagem sem Deus, sem Verdade e sem Substância, VOCÊ se vê livre de suas mentiras quando enjoa de ser lesado por elas, e lesado em dimensões gigantescas, uma vez que unicamente esta falsa identificação com a mentira é o que aparenta lhe esconder que VOCÊ É DEUS!
Trocar a mentira pela Glória eterna é simplesmente VOCÊ SE IDENTIFICAR COM DEUS, COM O CRISTO QUE CONSTITUI SUA REAL IDENTIDADE DIVINA. O CRISTO É SUA ÚNICA PRESENÇA! Assim, não medite para “anular o que não existe”, ou seja, uma “presença hipnótica! MEDITE PARA QUE DEUS, SE EXPRESSANDO LIVREMENTE COMO SEU EU, SEJA ASSIM PERCEBIDO! Para isso, parta desta Verdade como consumada e permanente, SIMPLESMENTE deixando DEUS SER DEUS COMO VOCÊ!
*
Único
No ilusório mundo da aparência, parece existir positivo e negativo para tudo. Parece haver um NÃO para cada SIM. Parece haver uma mentira ou falsidade para cada Verdade; e haver uma ilusão para cada fato. Tudo isso tem seu fundamento no dualismo, que se baseia na ilusão de que há duas mentes, dois poderes, e que um poder se oponha ao outro.
Se houvesse alguma Verdade nesta ilusão, necessariamente haveria oposição. Toda consideração da palavra oposto implica oposição. Se houvesse um oposto ao Bem, Deus, ele teria de ser o mal. Se o mal pudesse existir em oposição a Deus, este mal teria de existir como um poder capaz de se opor ou resistir à Onipotência que é Deus. O certo é que Deus não se opõe nem resiste a Si mesmo. Portanto, qualquer ilusão de uma presença ou poder de oposição há de ser o falso pressuposto de que exista outra presença ou poder que não seja Deus. Eis toda a base da dualidade, e a dualidade parece constituir nosso maior obstáculo, no que diz respeito a ver as coisas como realmente são.
Há muitos estudantes sinceros que sentem a necessidade de afirmar o Bem e negar o mal. Com efeito, a maioria de nós vem aplicando os chamados “tratamentos”, com a utilização de afirmações e negações. É verdade que chegamos a constatar diversas manifestações maravilhosas da perfeição mediante nossos tratamentos baseados em afirmações e negações. Entretanto, verificamos estes mesmos tratamentos também se mostrando ineficazes para revelar a Perfeição onipresente que constitui o fato ou a realidade. Com frequência ficávamos a imaginar por qual motivo se dava a revelação da manifestação da Perfeição numa situação, enquanto numa outra, isto não acontecia.
Entre nós, alguns nunca foram capazes de afirmar a Verdade e negar o erro. E outros, fizeram uma breve tentativa nesse sentido, mas concluíram não ser este o enfoque a nós destinado. Caso tenhamos experienciado um simples lampejo do fato eterno de que Deus é Tudo, não poderemos dar “tratamento”, no sentido aceito dessa palavra, e tampouco poderemos fazer uso de afirmações e negações.
Nós observamos que, para um tratamento ser dado, é preciso haver a aceitação de alguma condição maligna em oposição a Deus, o Todo. Sabemos, ainda, que todas as afirmações e negações teriam de estar baseadas numa falsa premissa. A impossível base de tal premissa falsa é a de que Deus seria Tudo, mas que algo, sem que fosse Deus, estivesse existindo. Obviamente, isto soa como ridículo; mas, realmente, qualquer dualidade é ridícula para todos nós que sabemos que Deus é Tudo.
Toda declaração afirmativa tem por base o fato incontestável de que Deus é Onipotência e Onipresença; Toda declaração de negação, por sua vez, se baseia na suposição de que existe uma presença e um poder que não seja Deus, o Bem, e sim o mal; além disso, prevê que esta presença e poder do mal devam ser negados e contrariados. Este é o ponto exato em que a dualidade reclama atenção; e a maioria das falhas de não percepção da Perfeição onipresente manifesta pode ser atribuída à falsa suposição do dualismo.
Talvez o que acabamos de expor dê a entender que fazemos críticas aos estudantes sinceros que se utilizam de afirmações e negações. Nada poderia distar mais da verdade. Entendemos que, se não houvesse nenhum mérito nessa prática, não se realizaria sequer uma simples manifestação da perfeição por meio de sua utilização. Apenas explicamos não ser este o caminho para aqueles, dentre nós, que já puderam perceber e se estabelecer firmemente no fato de que Deus é Tudo; Tudo é Deus.
Jesus reconheceu que alguns, provisoriamente, iriam sentir a necessidade de fazer afirmações e negações. Você há de se lembrar que, em Mateus 5; 37, ele diz: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Este sim é referente à afirmação; e o não, à negação. Certamente ele deve ter notado que grande parte de seus ouvintes estava com esta visão do sim, sim; não, não. E entendia que, para estes, útil seria que prosseguissem neste caminho, até que se revelasse, no interior da própria Consciência, o fato de que Deus é Tudo. Jesus demonstrou de diversas formas esta grande compreensão complacente. Ele sempre lhes falava sob o ponto de vista da percepção espiritual em que pareciam estar. Em outras palavras, ele procurava alcançá-los em seu ponto máximo de elevação. Isto explica o uso frequente que fazia de parábolas.
Todavia, Jesus sabia que havia um caminho além das afirmações e negações. Sabia que, por Deus ser Tudo, nada poderia existir para oferecer resistência, e que não poderia haver opostos. De fato, no 39° versículo deste mesmo capítulo de Mateus, vemo-lo dizer: “Não resistais ao mal…”. A percepção que possuía da totalidade de Deus não lhe permitiria encerrar seu sermão sem que esta declaração fosse feita, embora bem soubesse que ela poderia não ser entendida.
Mas Jesus sabia que o mal parecia real e aparente para aqueles a quem ele se dirigia. Tinha também consciência de que, para a maioria do chamado mundo, parece haver duas forças antagônicas. Jesus não negou esta aparência; tampouco nós a negamos. Mas, feita a contemplação da Verdade, não aceitamos nenhuma força ou condição de oposição que pudesse ser negada. Caso aceitássemos, seria o mesmo que disséssemos: duas vezes dois são quatro; duas vezes dois não são cinco. Nós simplesmente sabemos que duas vezes dois são quatro, e caso encerrado.
Existe uma palavra que engloba tudo o que se faz necessário a esta conscientização: esta palavra é “único”. Deus é a única Presença. Deus é o único Poder. Deus é a única Vida, Mente, Consciência; a única Identidade possível de ser identificada. A palavra único simplesmente exclui toda necessidade de se fazer afirmações e negações; e ela não encerra conteúdo algum de uma presença ou poder passíveis de serem negados.
O oitavo capítulo de Mateus registra a ida de um centurião até Jesus, em busca de auxílio para um de seus servos. Jesus lhe disse: “Eu irei, e lhe darei saúde”. Mas o centurião afirmou a Jesus que não era preciso que ele fosse à sua casa, mas que “dissesse somente uma palavra, e o seu servo sararia”. Ouvindo isso, Jesus exclamou: “… nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”. Obviamente, a perfeição onipresente estava manifesta como aquele servo. Mas a revelação maravilhosa, aqui encontrada, é que Jesus tinha consciência de que o centurião conhecia o fato absoluto de que Deus é Tudo. Ele sabia que era dispensável que Jesus fosse ver o seu servo; sabia que era dispensável que Jesus fizesse afirmações e negações, ou mesmo que desse algum tipo de tratamento. Ao afirmar: “Dize somente uma palavra”, ele sabia que a palavra é a expressão de Deus em Si, e que o poder da Palavra é tudo o que se requer para que haja a percepção da perfeição onipresente.
Com efeito, Deus realmente é Tudo. Tudo realmente é Deus. Esta é uma declaração completa de um fato absoluto e sem qualificação. Não importa o número de palavras que possamos pronunciar ou escrever: o fato absoluto se mantém exatamente em tais palavras. Somos, às vezes, ajudados na conscientização deste fato, ao dizermos que Deus é a única Presença, o único Poder; entretanto, não existem palavras capazes de alterar ou de acrescentar algo ao seguinte fato básico: DEUS É TUDO
*
Aviso:
Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 9
– 9 –
Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.
Por muito tempo veio sendo ensinado à humanidade que “o que vivemos é projeção daquilo que pensamos”. Em vista disso, quem teve contato com este ensinamento passou a se interessar por fazer “um esforço obstinado de mudar o pensamento”, segundo as palavras da autora. Que está por trás disso? O ego! É por isso que ela fala em “tipo de profecia autorrealizadora”! E então vem o alerta: por ser realização a partir do ego, não é a redenção real, pois “falta-lhe a inocência do Cordeiro”.
É comum encontrarmos pessoas que, após se filiarem a alguma religião, se digam “convertidas”. Em geral, elas somente mudaram ou se esforçaram para mudar o pensamento, sem “renascimento espiritual” nenhum! Este é o sentido de “faltar a redenção real”, pois, a Verdade não está em vermos um ser humano desregrado se esforçar para se tornar o mesmo humano “melhorado”; por mais que isto tenha valor no cenário das crenças, nada tem a ver com “negar-se a si mesmo”, ou “despir-se do velho homem”, para O CRISTO ser reconhecido como a verdadeira identidade eterna, perfeita e imutável de todos nós.
Por fazer clara distinção entre “mudança mental” e “renascimento”, os ensinamentos absolutos não se limitam a “conversões” puramente humanas! Seus princípios são absolutos e radicais: DEUS É A MENTE REAL DO HOMEM! Desse modo, em vez de meramente “melhorarem seres humanos”, estes princípios requerem uma “mudança de referencial”, do humano para o divino, uma vez que unicamente Deus é Realidade, e, quando nos identificamos com Deus e com a Mente de Deus, deixamos de ser os “humanos”, vistos pelos sentidos humanos, para nos discernirmos como o Cristo, a exemplo do apóstolo Paulo, quando disse: “Já não sou mais eu quem vive; o Cristo vive em mim”. Esta é a real “redenção”; e esta nossa identificação com o Cristo de nosso Ser faz com que “as mentiras do magnetismo animal” sejam destruídas, fenômeno comumente rotulado de “cura espiritual”.
Continua…>
O Corpo Que É; O Corpo Que Agora É!



















