Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 3

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O parágrafo anterior, do artigo aqui comentado, terminou dizendo: “A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras”. Isto deverá estar bem entendido, antes de passarmos ao terceiro parágrafo, em que a autora diz o seguinte:

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Não há como descrever a importância destas revelações; porém, se somente forem lidas e aceitas mentalmente, sem serem vivenciadas interiormente, seu valor será praticamente nulo. Primeiramente foi dito o que É: Deus sendo a totalidade da Existência; e dito de uma forma que exclui a POSSIBILIDADE de haver qualquer ação ou presença opostas. E então é explicado o “magnetismo animal”: uma CRENÇA, um estado ILUSÓRIO do pensamento.

A explicação é verdadeira, não sendo uma teoria  apresentada como “hipótese” a ser testada ou passível de “dar certo” ou “dar errado”. Mas, é uma explicação que requer PRÁTICA! Uma perseverança confiante e destemida, que, uma vez posta decididamente em execução, jamais “volta atrás”. Quem conhece a famosa “Chave de Ouro”, de Emmet Fox, verá nela a essência do que este artigo está expondo. “Seja qual for o problema, deixe de pensar nele e pense em Deus estando em seu lugar”. Esta é a “Chave de Ouro”.

Quando pensamos “em Deus no lugar do problema”, pensamos com a Mente divina, aqui explicado pela autora da seguinte forma: “Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito”. Releia o parágrafo todo, tendo em mente a “Chave de Ouro” de Emmet Fox, e verá que, realmente, você tem em mãos a CHAVE DE OURO para saber lidar com a Verdade, sem se deixar enredar pelas mentiras da “mente carnal”.

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Deixe Que “Deus Como Tudo” Se Revele!

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Apesar de vasta literatura sobre a Verdade estar hoje  disponível, o fundamental é que verdadeiramente “participemos” conscientemente das revelações, de forma a “sermos elas próprias”, através de uma direta e total identificação com a Verdade.

Há uma frase de O Caminho Infinito que eu sempre coloco nos artigos: “A prece é um deixar que Aquilo que É se revele”. Como “Aquilo que É”, é a Verdade de que DEUS É TUDO, podemos substituí-la pela seguinte: “Deixar que DEUS COMO TUDO Se revele”. Desse modo, nas contemplações, unicamente a totalidade de Deus é focalizada, de modo objetivo, sereno e sem dualidade.

Este “deixar” não implica o tempo, mas sim uma certeza ou convicção de que unicamente Deus é Realidade, e que, em vista disso, unicamente o que Deus É, está eterna e perfeitamente manifestado. Por isso, as “contemplações” devem ser  feitas sem esforço e com dedicação.

Lillian DeWaters disse o seguinte: “Ficar mudando de uma forma de tratamento mental para outra, enquanto é mantida a crença de que alguém é uma consciência individual, vivendo uma existência humana, se compara a alguém ficar mudando de cavalinhos de um carrossel. O caminho é sairmos da crença imperfeita para o entendimento perfeito, sairmos do falso para o verdadeiro, deixarmos o homem unicamente por Deus”.

Somente o que é espiritual discerne as coisas reais e verdadeiras. Portanto, deixar que “DEUS COMO TUDO SE REVELE”, abrindo mão de suposta mentalidade humana, e de todos os seus registros, é O REAL CAMINHO!

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Vendo O Problema Como “Tentação” De Se Crer Em Algo Além De Deus

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Como poderia haver união consciente com Deus, quando a máscara da crença universal se interpõe entre Deus e você? Isto é possível através do reconhecimento de que este “mundo de aparências” é hipnotismo; assim, passamos a ver, através da máscara, o Coração do Universo do Espírito.
 
Somos um com o Pai, e nessa Unidade reconhecemos somente um Eu, uma Vida. Transcendendo o hipnotismo, observamos a glória do Universo de Deus.
 
Tudo que é conhecido pelos cinco sentidos físicos não passa de uma forma de hipnotismo. O real, o eterno, a criação divina que é a própria expressão de Deus, somente pode ser conhecido através do discernimento espiritual. Quando nossos olhos se abrem para a Realidade divina, ficamos conscientes de que não há pessoas nem condições que necessitem de cura ou mudança.
 
Toda condição negativa é uma “tentação” para que aceitemos algum poder apartado do Poder de Deus. Cada problema é um ponto que nos faz recordar que vivemos no Universo espiritual, perfeito e pleno. Se algo inferior estiver sendo reconhecido, significa que ficamos hipnotizados; e assim, temos por incumbência despertar, para vivermos constante e continuamente na atmosfera do amor, da paz e da plenitude do Reino interior.
 
Este trabalho contínuo de encararmos cada problema como hipnotismo, um “nada”, um “não poder” ou “não substância”, nos conduz à Consciência mística da Unidade, em que não existe “Deus e”, mas que existe somente Deus: Deus aparecendo como ser individual, e Deus aparecendo como Universo espiritual.

 O Universo espiritual, feito da Substância do Espírito, formado pela Consciência e mantido pela Lei espiritual, está exatamente AQUI. Neste Universo espiritual não existe doença, não existe falta ou limitação, não existe infelicidade ou discórdia, nem tampouco ser algum para ser curado ou modificado. Há somente o Reino da Divina Harmonia e Paz, que a tudo permeia, sem distúrbio de qualquer natureza,

Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante. Não temos de ir a algum lugar para encontrá-Lo. Ele está exatamente aqui, onde nós estamos. Portanto, assim deve ser a nossa oração:

“Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo”.

O Caminho espiritual não se reduz a meditações de dez ou vinte minutos, em que há o reconhecimento do único Poder e única Presença, enquanto saímos pelo mundo esquecidos dessa Unidade pelo resto do dia. Este Caminho é o do reconhecimento constante da Presença de Deus onde quer que estejamos, o que nos requer um estado de alerta a cada segundo.

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Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 2

 

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Na suposta vida humana, vive a maioria sem se dar conta de que “na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação”. Este texto, desde o começo, deixa bem claro o “foco” a que devemos nos apegar, rompendo decididamente com o hábito de cegamente endossar “bem e mal” das aparências, como se, de fato, existissem “dois poderes”.

Escreve Freda S. Benson: Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

Certa vez, num artigo, eu fiz a seguinte pergunta: “Onde estaria a Perfeição divina, quando males e imperfeições se mostram aparentemente presentes?” E a resposta assim foi dada: “Estaria no mesmo lugar ocupado pelo número 10, na conta: 5 + 5 = 11”. Este “11” é o erro! A autora diz: “…do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o “magnetismo animal” não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal”. Que é o acerto, representado pelo “10” neste exemplo? É o “bem espiritual”, sempre sozinho e presente quando “surge” a “mente mortal”. Que faz ela? Aceita a dualidade  10 e onze, isto é, “bem” e “mal”, enquanto a Verdade é unicamente o “bem espiritual”. Assim como um professor de matemática bate o olho na conta, vê o erro e acata unicamente o 10, o metafísico bate o olho no Universo e identifica, como presença, unicamente o Bem absoluto que, em termos visíveis, seria o “bem espiritual” refletido na mente na forma de “aparência”.

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O Enfoque Absoluto O Faz Se Ver Em “Água Viva”!

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A maioria dos ensinamentos procura oferecer apoio, conforto e solidariedade humana às pessoas, o que, no ensinamento absoluto, não é meta, mas simples efeito ou “bem acrescentado” no suposto mundo visível. Quando os princípios absolutos são apresentados, se forem passar pela “análise do ego”, na maioria das vezes, ali ficarão barrados e, depois, descartados como “IMPRATICÁVEIS”! Não há como as “loucuras de Deus” serem avaliadas e aceitas por uma mente que não existe! Entretanto, a mente inexistente é vista como existente, pelo “ego” de sua própria criação, e a Verdade, revelada justamente para cortar a ILUSÃO pela raiz, acaba sendo negada, enquanto o “ego ilusório”, contestando-a, fica a argumentar, dizendo que para aceitar algo, aquilo lhe terá de parecer “lógico” ou “racional”.

Não existe “outra Mente”, senão a Onipresente Mente divina! Esta frase quer dizer o seguinte: não existe mente humana, e não existe nada do que ela diz existir! É evidente que aos “sentidos ilusórios” da “mente falsa”, esta Verdade não pode ser vista como racional, e, para ela, quem assim não o considerar, simplesmente será taxado de “fora da realidade”, “visionário” ou “louco”! Se dissermos, por exemplo: “Você já é a Mente divina em ação; já está vendo a Realidade iluminada AGORA!”, esta “mente falsa, por não ver nada disso, simplesmente ignorará a revelação!

O ensinamento absolutista não se destina àqueles que dizem “estudar a Verdade” para vivenciá-la com a mente do mundo, e no mundo! Não parte da existência material para dar conforto a humanos iludidos por falsas crenças coletivas! Não ensina a “acumular tesouros onde as traças corroem”, sendo, muitos deles, suas “elevadas” teorias espirituais, com que muitos se saturam a vida toda, sem ter a mínima noção de que deveriam se entender conscientes como a Consciência que Deus É, e não como “letrados” em conceitos de espiritualidade do mundo!

Se um peixe estivesse fora d’água, a última coisa que ele desejaria, é que alguém, condoído, lhe ficasse a alisar a barriga, mantendo-o sobre a areia, para dar-lhe “amor, carinho e solidariedade”. ELE DESEJARIA ESTAR NA ÁGUA!

Pare de se ver, e aos demais, como “peixe fora d’água!” A Verdade já está revelada: “Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28). O ensinamento absoluto não intenta paparicar o “ego” na mentira! Ele o “atira”, e imediatamente, na “ÁGUA VIVA” DA VERDADE! FAZ COM QUE VOCÊ SE VEJA EM DEUS E SENDO DEUS! E enquanto, você acreditar que “só irá nadar” depois de “ se conscientizar que é peixe”, suas “nadadeiras” lhe parecerão “ausentes”, bem como a sua capacidade perene de “saber nadar”. Assim como peixe algum iria ficar “na areia” estudando “princípios de natação”, VOCÊ NÃO IRÁ FICAR NA MATÉRIA , ESTUDANDO, A VIDA TODA, “PRINCÍPIOS DIVINOS”! VEJA-SE COMO “PEIXE DENTRO D’ÁGUA”!  E JÁ NADANDO! DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! VER-SE EM DEUS, E SENDO DEUS, É SUA  ATUAL, REAL E PERMANENTE CONDIÇÃO! UM, “CORAÇÃO DE MENINO”   O FAZ VER ESTA VERDADE!

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Revelação

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“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim… Não que alguém visse o Pai.”

João 6: 45-46

Estas inspiradas palavras de Jesus são declarações de tremendo significado espiritual, quando seu real conteúdo é revelado. Jesus afirma plenamente que ao sermos ensinados por Deus, ou quando estamos conscientes de Deus, alcançamos a revelação de que nós também somos o Cristo. Ao declarar que “todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”, por certo não pretendia dizer que alguém, consciente de sua Identidade divina, viria a um Jesus pessoal para receber instruções mais elevadas. Tampouco intencionava dizer que aqueles que estivessem conscientes de Deus se tornariam seguidores de um Jesus pessoal.

Qual o sentido espiritual deste “vem a mim?” Vir ao Cristo significa descobrir nossa única e verdadeira Identidade como sendo Deus identificado. Realmente, Deus não ensina homem algum. Deus revela, identifica e manifesta a Si mesmo como toda a Vida, Consciência, Inteligência e Corpo de cada Identidade. Assim, em vez de sermos ensinados por Deus, somos Deus revelado. Talvez fosse esta a melhor colocação: somos a Autorrevelação de Deus. Aquele que se conscientizou de que toda revelação deve ocorrer dentro de sua própria Consciência, já percebeu a própria Identidade crística. Que é Identidade crística? Identidade crística é Deus Se revelando, Se identificando e se manifestando como você, eu e todo o resto do mundo. O Cristo não passa de outra forma de se dizer que Deus está aparecendo como aquele que se intitulava “homem”.

O segundo versículo da citação acima esclarece este fato, e, inclusive o enfatiza. A afirmação de Jesus de que “somente quem for de Deus tem visto ao Pai”, é particularmente reveladora. Nenhum homem, nenhum ser humano ou mortal pode ver (perceber) a Deus. Somente quando se dissipa o falso senso dualista, Deus é percebido; e, nesta percepção, Deus é conhecido por ser a totalidade de cada Identidade específica. Por outro lado, também a Identidade específica passa a ser conhecida por ser tudo o que Deus é, e nada mais. Em outras palavras, ver ao Pai significa ver a Si mesmo, pois o Pai é o Eu próprio de cada um. Ver, de fato, o próprio Eu, significa ver ao Pai, pois o Eu é tão somente o que o Pai é, e nada mais. Toda revelação é Autorrevelação. Isto já havia sido estabelecido anteriormente, sendo que agora o significado espiritual deste ponto será ampliado.

Se alguém acredita que algo exterior, ou algum outro, que não o próprio Eu, é possível de ser revelado, estará acreditando achar-se separado da revelação essencial à sua Autorrealização completa. Estará crendo também na existência de algo exterior, ou de algo além de Si mesmo, para ser revelado. Isto é duplicidade. Isto é dualidade, e constitui sutil aspecto de autoengano. Tal falha ludibriante é o que nos faz parecer presos, restritos e cegos diante da imensurável vastidão que constitui nosso Ser Divino.

Esta ilusão dualísta possui dois aspectos. Um deles, obviamente, é a ilusão amplamente aceita de que existe mais alguém, além de seu próprio Eu, capaz de levar conhecimento espiritual à sua Consciência, aumentando com isso a sua espiritualidade e seu conhecimento de Deus. As igrejas vinham se utilizando deste método de pregação e ensino através dos séculos. O leigo da igreja sempre era ensinado ou aconselhado por um padre, ministro, ou alguém supostamente mais espiritualizado do que ele. Com efeito, em algumas destas igrejas, o leigo era julgado como sendo dono de uma fé insuficiente para poder orar a Deus diretamente; entretanto, haveria um padre ou ministro capaz de fazer isto por ele. Nada poderia ser mais dualista do que isto! Naturalmente, num caso destes, a aparente separatividade entre Deus e o homem é detectada de modo deslumbrante por aqueles de Consciência iluminada. Nesta limitação ortodoxa, facilmente se observa que o membro da igreja estaria negando, o tempo todo, a sua própria Identidade divina, indo em busca de terceiros com a intenção de obter ajuda espiritual, orientação ou conhecimento.

No entanto, o que dizer daqueles que deixaram a igreja para continuar buscando algum líder, mestre ou autor que lhes trouxesse um entendimento mais amplo de Deus? Não seria apenas outra faceta daquela mesma antiga limitação, Autonegação e dualismo? Não seria apenas outro aspecto da antiga limitação da ortodoxia? Realmente, é! E está começando a ocorrer um despertar para este fato.

O segundo aspecto errôneo desta ilusão dualista é ser ela uma negação da única e verdadeira Identidade. É verdade que o despertar espiritual parece ocorrer gradativamente; é também verdade que alguns aparentam ser espiritualmente mais iluminados que outros. Entretanto, sabemos que Deus não Se divide em partes para identificar-Se. Sabemos que este mesmo Deus é que está identificado como cada um de nós todos. Jamais conscientizaremos a totalidade e a inteireza de nossa Identidade divina pela negação de que tudo o que Deus é, está expresso, identificado e manifestado como cada aspecto específico de Sua própria identificação. Nosso Ser divino consciente não poderá ser revelado, enquanto insistirmos em aguardar maior comunicação vinda de fora de nossa própria Identidade divina. Na verdade, não há forma de se medir a imensidão ilimitada de nosso Ser divino consciente.

Estaríamos apresentando aqui uma nova Verdade? Não! Seria esta a primeira vez em que este importante aspecto da Verdade está sendo visto, escrito ou expresso? Não! Séculos atrás, LaoTse, o grande Iluminado chinês, já conhecia plenamente este fato. Tanto era assim, que ele não tinha vontade de escrever extensivamente, ciente que estava de que toda realização deve ser Autorrevelada. Em nossa Bíblia, encontramos o profeta Jeremias, em grande iluminação, dizendo: “Ninguém ensinará mais o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior, diz o Senhor…” (Jeremias 31:34). Citamos apenas dois, dentre os iluminados que perceberam tão importante Verdade. Realmente, ela foi percebida, falada e escrita repetidamente por aqueles que eram iluminados. Nós apenas começamos a perceber a importância tremenda desta Verdade fundamental.

Isto significa que devemos parar com a leitura de obras inspiradas de autores modernos e antigos da literatura espiritual iluminada? Não, em absoluto. Tampouco significa que devemos evitar a ida a cursos e palestras, caso o desejarmos. Porém, façamo-nos estas perguntas: Qual é a finalidade de estarmos lendo esta literatura? Por que estamos assistindo a estas aulas e palestras? Na expectativa de haver uma revelação maior de Deus para nós? Acreditamos que Deus Se exprima mais completamente como o autor do que como o ouvinte ou leitor? O autor ou o instrutor existe como alguma Consciência diferente daquela que é o leitor ou o ouvinte? O leitor ou o ouvinte não é exatamente a mesma Consciência divina que o autor ou o instrutor é?

Tendo se dirigido ao seu Eu com tais questões, e estando consciente de suas respostas, você poderá frequentar as aulas ou fazer as leituras em plena liberdade gloriosa. Completamente liberto do aparente vínculo com o instrutor ou autor, você descobrirá que as palavras que ouve ou lê não passam de sons e símbolos para relembrá-lo daquilo que você sempre conhece, e é. Uma aula, uma palestra, um livro inspirado…tudo se torna uma experiência maravilhosa e satisfatória, quando você já estiver consciente de sua inteireza como Deus completamente identificado, e quando você souber que não existe Verdade sendo passada a você, e que estivesse fora ou sendo outra, senão a sua própria Consciência.

Caríssimo, você é a realização. Você é Deus revelando e realizando o Seu próprio Eu glorioso. Tudo que existe como você, é Deus, dizendo: Observai; isto sou Eu.

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Contemple Do Alto O Universo!

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 O Universo é Deus, e Deus é Amor. Qualquer tentativa de vincular Deus, ou o Amor divino, com uma suposta “existência humana”, somente o levará a frustrações! Jamais a Verdade pode estar vinculada a mentiras! Jamais um erro de matemática pode estar vinculado às suas respostas exatas!

Neste exato instante, neste exato AGORA, Deus é o Universo da Verdade em expressão! O que a suposta “mente humana” acredita existir, perceber ou vivenciar, é uma ILUSÃO! Por isso, Jesus disse: “O Meu Reino não é deste mundo”, “Eu venci o mundo”, “Eu subo a Meu Pai”, etc..

Que significa dizer que “O Meu Reino não é deste mundo”? Significa cada um se identificar com o Reino discernido pelo Eu ÚNICO, sua real identidade crística, em SI MESMO! E isto sem levar em conta “este mundo”, sem desejar algo “deste mundo”, e unicamente se vendo “em Deus” e “como Deus”.

Que significa dizer “Eu venci o mundo”? Significa “olhar aparências” como algo que a suposta mente humana pode achar que vê, porém, ciente de que “tem a Mente de Cristo”, e não esta mente ilusória! 

Que significa “subir a Meu Pai”? Significa OLHAR O UNIVERSO A PARTIR DAS ALTITUDES DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA ILUMINADA!

Enquanto sua identificação for com a ilusória “mente humana”, você aparentará vivenciar suas ilusórias flutuações entre os “pares de opostos”, registrando as “crenças no bem e no mal”, endossando as mentiras de que há “momentos alegres” e “momentos tristes”, algo  decorrente da aceitação do inexistente “tempo”, uma ILUSÃO que aparenta lhe ocultar  A GLÓRIA DO AGORA PLENO!

Este “estudo” se fundamenta no “Referencial da Consciência Iluminada”, que lhe dá a “Visão do Alto”, e não mais a visão do mundo, com seus altos e baixos inexistentes! Assemelha-se àquele que, sobrevoando uma cidade, é capaz de olhar a “maioria” presa em seus “congestionamentos”, lutando para se safar deles, enquanto ele, estando no avião, circula livremente pelo ar, sem se ver tolhido por fronteiras ou obstáculos!

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Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-1

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Quando Jesus disse “ter vindo ao mundo para destruir as obras do diabo”, estava falando da Presença do Cristo, em VOCÊ, e em todos, atuando como Unidade contra a ILUSÃO. Não se poderia entender de outra maneira, uma vez que, sem esta determinação férrea de cada um de nós, os supostos “males do mundo” irão aparentar estar presentes até hoje!

No Blog Absolutista,  (Blog-absolutista.zip.net), eu postei recentemente uma série de comentários a respeito do artigo “O Cordeiro de Deus destrói o magnetismo animal”, postado aqui em 28.12.13. Neste site, farei a mesma coisa, salientando ainda mais a questão de “aplicação prática” dos princípios expostos e comentados.Recomendo, portanto, que leiam os comentários feitos naquele Blog, e que, realmente, mergulhem a fundo nestes estudos, tanto no sentido de assimilar o conteúdo como  no de praticar os ensinamentos da Ciência divina.

Enquanto a pessoa não entender que este “Eu”, que veio “destruir as obras do diabo”, é o seu próprio Cristo, não irá se dedicar como deveria para, de fato, viver alinhado com a Verdade, em vez de se contentar em “curtir a ilusão”, por se alinhar a ela em seus pares de opostos ou crenças no bem e no mal. O Filho de Deus deve viver o Bem Absoluto, e não somente desejar “desfrutar” do “bem do mundo”, o que, aparentemente, o faria se oferecer de “antena”  ao ilusório “mal”, por se encantar com o ilusório “bem” sugerido a ele  pelo erro.

O primeiro parágrafo do artigo diz o seguinte:

Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: “Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Como foi dito, o “mal”, ou o “magnetismo animal”, não é motivo para ser temido: NUNCA FOI REAL, PODEROSO OU SUBSTANCIAL!. Porém, também foi dito que TEM DE SER NEGADO, que TEMOS TRABALHO A FAZER – ENXERGAR ATRAVÉS DAS IMPOSIÇÕES DO ERRO E PROVAR QUE SÃO IRREAIS!

Aquele que conhece o objetivo deste estudo, que dele participa  não apenas como “leitor”, mas como o “Cristo”, sua real e única identidade, estará atento para entender que estas “imposições do erro” são ardis do “magnetismo animal”, que, primeiramente, buscam cativar alguém pelo lado de seu “bem ilusório”, o que seria apenas “isca” para poder iludir com o seu “mal ilusório”. Portanto, antes de tudo, medite e se contemple no Bem permanente da Oniação absoluta! Assim, em vez de “vencer o mundo”, você já estará em Deus e com “este mundo” vencido.

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A Verdade Impessoal Revelada Como Pessoa!

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“Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?”

JOÃO 10: 34

Cada um que tem a revelação absoluta, percebe a Verdade impessoal onipresente: Deus é Tudo! Entretanto, ao transmiti-la aos demais, estes, por se verem como mortais ou humanos, personalizam o que é impessoal, acreditam serem menores do que o “mensageiro”, e prosseguem na mesma vidinha de sempre, alimentando as milenares crenças falsas coletivas, deixando de perceber que, se alguma “pessoa” revelar qualquer Verdade, Ela já estará sendo válida igualmente para todos!

Jesus Cristo descobriu sua natureza real como sendo divina. Por assumir esta Verdade, foi apedrejado! Mas, ao responder àqueles que lhe atiravam pedras, não disse ser ele, pessoalmente, um Deus! Pelo contrário, usou o plural e confirmou as Escrituras! “SOIS DEUSES”!

Ainda hoje, há muitos acreditando que Jesus, como Filho de Deus, recebeu do Pai celeste maior atenção e cuidado do que todos nós! É por isso que a humanidade não caminha! Continua achando que “Jesus é o Caminho”, mas como “pessoa”. Aquele que puder sair desse hipnotismo religioso, entendendo que todos “SOMOS DEUSES”, fato que o próprio Jesus citou aos que se julgavam “mortais”, poderá ver que o mesmo Pai amoroso e imparcial, que Se revela COMO Jesus Cristo, IGUALMENTE Se exprime como cada um de nós! Não como seres carnais, evidentemente, mas como os SERES REAIS que espiritualmente somos e sempre estivemos sendo, apesar de “ocultos” pelas imagens falsas engendradas pela mente humana.

O mesmo Deus que “criou Jesus” é também o “nosso Criador”. “Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”, disse ele, para pôr fim à crença em Verdade pessoal ou em “Filho predileto de Deus”. DEUS É TUDO! Cada “Filho” é Deus expresso! E Deus Se expressa por inteiro COMO cada Filho! “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”, disse Jesus, explicando que seu ensinamento não é “perpetuar algum ego fanático a adorá-lo”; antes, pelo contrário,  ensina cada um a “negar-se a si mesmo”, nesta crença absurda de que “temos pai na ILUSÃO”. Você deixou “Jesus ir?” Ou se “algemou” a Ele de modo a impedir a “vinda do Consolador”? 

Cada um que deixa de se identificar com o falso ego humano, para se assumir como Deus Se expressando como seu próprio Eu Real, entende porque Jesus confirmou que “somos deuses”. Esta Verdade, reconhecida, é a “vinda do Consolador”, é o “Cristo em VOCÊ” sendo “encontrado”, e que o faz vivenciar  conscientemente o Reino dos Céus, exatamente aqui e agora. “Não sou mais eu! Cristo vive em mim”, disse Paulo, relatando sua experiência iluminada!

“Os verdadeiros adoradores adoram O PAI”, disse Jesus!  Paulo disse também: “Glorificai a Deus no VOSSO CORPO e no VOSSO ESPÍRITO, os quais pertencem a Deus”. Enquanto você PERSONALIZAR A VERDADE, em vez de reconhecer sua natureza IMPESSOAL, viverá no ensinamento dos “falsos profetas”, menosprezando DEUS SENDO AGORA O SEU EU, preservando a ILUSÃO de não ser a Verdade, e, em vista disso, aparentando “viver a mentira”. Seguidamente Jesus enaltecia e glorificava a DEUS em SI MESMO! E, quando VOCÊ fizer exatamente igual, terá “deixado Jesus ir”, e terá entendido o Evangelho: O MESMO ESPÍRITO, VIVO COMO JESUS, E COMO TODOS, É O SEU ESPÍRITO! O resto, é palha!

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Não Se Divida Vendo Estrada E Neblina!

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Caso alguém tenha o hábito de passar diariamente por uma estrada, se porventura lhe ocorrer de se defrontar com um “dia de neblina”, a última coisa que irá pensar, é que “a estrada se alterou”! Procurará aguçar os sentidos e “VER MELHOR A ESTRADA”, intuindo, e da melhor forma possível, a “ESTRADA CONSTANTE”, que já conhece e sabe ESTAR PRESENTE, apesar da momentânea “invisibilidade” causada pela neblina!

Quando partimos de DEUS como TUDO, estamos descartando a “neblina” causadora da “cegueira humana”, sem, com isso, intencionarmos “melhorar” coisa alguma com a “prática contemplativa”. Grave bem o seguinte:  A ONIAÇÃO NÃO PODE JAMAIS SER MELHORADA! NEM TAMPOUCO SER ALTERADA! Portanto, “contemplar” é meramente “constatar o que sempre É” – A PERFEIÇÃO ABSOLUTA – sem levar em conta qualquer imperfeição, que nunca é nem poderia ser realidade.

De fato, toda “imperfeição” é exatamente  A PERFEIÇÃO CONSTANTE,  “vista”  ou “traduzida” erroneamente como “imperfeita”, assim como a estrada estaria sendo vista “imperfeita”, por estar deixando de ser RECONHECIDA como de fato É”, por aquele que a “vê” com olhos  “divididos”, voltados também à neblina.

Este tipo de atitude, na Metafísica, muitas vezes é chamado de “rendição da mente humana” à Verdade PERMANENTE! Por isso é que descartamos as “aparências”: para PERCEBERMOS  A PERFEIÇÃO PRESENTE, QUE A ILUSÃO NOS INDUZIA A CRER ESTAR AUSENTE!

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O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal

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Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: “Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

 Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

 Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, o conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.

 Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.

Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.

 No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.

 Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal. Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.

Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse:“Retira-te, Satanás”. Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.

 O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.

 Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.

 Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.

 O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.

 A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.

 Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.

 

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã –Maio 1983)


“O Pai – No Filho – Faz As Obras!”

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Na Realidade espiritual, tudo é uma Constância perfeita, assim mantida pela Oniação, que é Deus ativo como a Existência infinita. Cada um de nós tem, por experiência ÚNICA, esta experiência na Oniação, o que contradiz tudo que a suposta “mente humana” nos relata e nos tenta induzir a crer!

Em outras palavras, o suposto “mundo de fenômenos”, que a mente falsa diz ter algo a ver conosco, simplesmente NÃO EXISTE! Enquanto ficarmos afirmando que DEUS É TUDO, sem nos desligarmos da CRENÇA EM MUNDO MATERIAL, estaremos simplesmente endossando a ILUSÃO, onde parecerá haver um “ego estudando a Verdade”, e não um FILHO DE DEUS SE VENDO COMO A PRÓPRIA VERDADE!

Não existe “outro ser,” ao lado de Deus, para “estudar a Verdade”;  entretanto, não agrada em nada,  aos ouvidos do ego, a claríssima fala de Jesus: “NEGUE-SE A SI MESMO, TOME A SUA CRUZ, VENHA E ME SIGA”, ou seja, VEJA-SE DIRETAMENTE COMO FILHO DE DEUS, SEM EGO; MEDITE, E  SE ACHE PRONTO EM SUA UNIDADE COM O PAI!

A falsa CRENÇA se acha  acomodada, protegida pela ideia de que “existe um sincero aluno de princípios espirituais”. A pergunta é: ONDE EXISTIRIA TAL ALUNO? Na ONIPRESENÇA? Ou “FORA DELA”? Expulse a CRENÇA! Não existe NADA fora da Onipresença, uma vez que A ONIPRESENÇA exclui  a possibilidade de haver tal lugar, fora dela mesma!

O CHAMADO “MUNDO FENOMÊNICO” É UMA ILUSÃO DE MASSA! O Universo de Luz infinita é  ÚNICO em real manifestação, e é este em que AGORA estamos, MESMO QUE UMA SUGESTÃO HIPNÓTICA seja “vista” e aceita em seu lugar! O chamado “ego”, igualmente, não existe!  Se existisse, Deus seria “ele”! O que EXISTE, é unicamente O CRISTO sendo VOCÊ! Mas o Cristo jamais será discernido pela ilusória “mente inexistente” de um “ego inexistente”. “Aquieta-te e sabe, EU SOU DEUS”, diz o Salmo 46: 10!

Na Prática do Silêncio, veja-se como O CRISTO, e sem querer fazer NADA com este Cristo que VOCÊ Já É! E, também, sem querer que este CRISTO faça alguma coisa! Unicamente se reconheça como O CRISTO! E então, serenamente, CONTEMPLE A VERDADE: “O PAI, EM MIM  – no CRISTO que VOCÊ É – FAZ AS OBRAS!”; “O PAI – EM UNIDADE COM O FILHO  – “FAZ AS OBRAS”! Seu papel é unicamente se discernir na Oniação!

CONTEMPLE ESTA VERDADE ABSOLUTA! CONTEMPLE A ONIAÇÃO MANIFESTA COMO A ÚNICA REALIDADE ABSOLUTA!

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“Espiritualizar” O Conceito Material De Corpo

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Nosso Corpo já é espiritual. Jamais creia ser ele material por assim o reconhecer a suposta “mente humana”. A aparência de que o Corpo nasce, cresce e morre não passa de falsa crença coletiva. O Corpo é, por assim dizer, a Consciência divina corporificada; logo, é a Onisciência na Forma “Corpo”; é a Inteligência universal corporificada. O “conceito material” é irreal, uma espécie de miragem. Tudo é Espírito. Uma crença material de Corpo não pode transformar em “matéria” o que permanentemente é Espírito. Assim, o objetivo deste exercício é leva-lo à “contemplação” do real aspecto do Corpo, que já é puramente espiritual, pelo abandono consciente do “conceito material”, pura ilusão que o mundo vem aceitando como se fosse “corpo verdadeiro”.

A “contemplação” pode ser feita encarando o Corpo como um todo, e também poderá levar em conta, de forma específica, determinada região do mesmo, que aparente ser “matéria” com alguma disfunção, distúrbio ou ” problema físico”.

Sente-se, feche os olhos, e reconheça, primeiramente, que DEUS É TUDO; e então, que Deus está espiritualmente corporificado como a Forma chamada “ seu” Corpo. Isto não lhe exigirá qualquer mentalização, mas tão somente uma intuitiva percepção natural da Verdade já estabelecida de que a Inteligência divina Se expressa, aqui e agora, como este Corpo que é o “seu” Corpo.

Quanto à aplicação específica deste exercício contemplativo, vejamos um exemplo: suponha que algum órgão do Corpo pareça não estar perfeito. Isto, obviamente, é uma ilusão; assim, passe a considerar a Oniação divina como sendo a ÚNICA atividade que cobre o Universo todo. Desse modo, perceba que o suposto “órgão em questão”, além de ser espiritual e não material, está integrado à Oniação divina, ou seja, a Perfeita Oniação está sendo, e inclui a atividade integral deste órgão.

Vale repetir que esta percepção não emprega esforço mental nem vigorosas mentalizações. É uma simples CONTEMPLAÇÃO de algo já acontecendo, de uma condição que é a ÚNICA POSSÍVEL de estar manifestada. É preciso que a PERCEPÇÃO seja clara neste ponto: A ÚNICA FORMA POSSÍVEL DE SEU CORPO, OU PARTE DELE, ESTAR FUNCIONANDO, É A PERFEITA, POIS A AÇÃO DIVINA É A ÚNICA AÇÃO REAL – ONIAÇÃO – E INEXISTE POSSIBILIDADE DE HAVER “OUTRA AÇÃO”, IMPERFEITA, TAL COMO A DE ALGUM DISTÚRBIO CORPORAL.

A princípio, este exercício pode aparentar ser mental, mas não se trata disso. Apenas empregamos certas palavras de efeito didático, para que não se tenha dúvidas sobre como executá-lo. Portanto, que fique bem claro: não significa mentalizar para que a “aparência do Corpo” melhore, mas sim, significa discernir intuitivamente o CORPO PERFEITO, já presente, que ocupa integralmente a ilusória posição do inexistente “corpo material” com problema. Este “conceito de corpo” nunca existiu, mas aparentava ter sido um feto humano que “se desenvolveu” até atingir a fase adulta. Assim como existia “areia” no deserto, onde um alucinado via “lago”, existe o Corpo de Luz Inteligente, onde a mente em ilusão vê “corpo nascido”. O Corpo real, portanto, é IMUTÁVEL. Tempo e espaço não existem: são falsas presenças que fazem parecer existir um “corpo mutável” de natureza material. HÁ SOMENTE O AGORA; HÁ SOMENTE ONIAÇÃO INTELIGENTE. O Corpo não poderia, jamais, estar apartado desta Verdade.

A melhor maneira de se praticar este exercício será a partir do Corpo divino infinito. Após considerar que Deus é perfeito, e que a Verdade, válida para o Todo, abrange necessariamente o “ponto” em que você está, saberá que o Corpo total, universal, está aparecendo inclusive COMO o “seu” Corpo individual, e que cada ser individual está integrado a esta UNIDADE ESPIRITUAL PERFEITA, eterna e constantemente.

Após contemplar e perceber a Oniação, substitua a ideia errônea de que “existe corpo material” pela Verdade de que O CORPO JÁ É ESPIRITUAL. Observe o efeito disso; sinta o que aparentemente provoca esta “mudança de conceito”. Em seguida, no silêncio e na quietude, PERCEBA A ONIAÇÃO DIVINA endossando esta Verdade. As mudanças de conceito não alteram o Corpo. CRENÇAS PODEM SE MODIFICAR, PORÉM, O CORPO JAMAIS SOFRE QUALQUER TIPO DE ALTERAÇÃO.

A percepção de que o Corpo já é espiritual afasta automaticamente a crença ilusória na matéria. A consequência visível, no mundo, será o “surgimento” da aparência saudável do Corpo. Mas, o que terá se tornado “visível” será o “seu” Corpo verdadeiro e permanente, espiritual e perfeito, o “TEMPLO DE DEUS”, que SEMPRE É!

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Contemplação: A Real Prática Da Verdade!

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A premissa de que DEUS É TUDO é o foco do estudo da Verdade. Após uma aceitação incondicional e irrestrita deste princípio, o Universo, a Identidade divina específica que somos,  e o Corpo que temos,  devem ser contemplados  em sua real natureza eterna, espiritual e perfeita. O mundo de crenças será reinterpretado como sendo o Reino de Deus, quando, em nossas contemplações, reconheceremos que “onde aparenta existir mundo material, o que realmente está presente, é o perfeito Universo de Luz divina”.

Contemplações radicais desse tipo excluem o ilusório mundo material e seus habitantes supostamente “nascidos”, enquanto a Realidade iluminada e eterna é reconhecida como Onipresença divina.

O reconhecimento de que DEUS É TUDO é ponto de partida nas contemplações, uma vez que já temos a informação de que o suposto “mundo de aparências” é ilusório. Unicamente Deus é Presença, Poder e Realidade, razão pela qual já partimos desta aceitação absoluta.

Entre em silêncio e unicamente reconheça:

DEUS É TUDO! Deus é o Universo infinito, Deus é Quem Se expressa como o Ser específico que “Eu Sou”, e Deus Se expressa como o Templo de Luz que constitui o meu Corpo!

Detenha-se nesta contemplação e desfrute da Realidade eterna que a suposta “mente humana” desconhece. Esta é a verdadeira Prática da Verdade Absoluta!

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Somos Todos O “Um”

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Uma Inteligência infinita, universal e onipresente Se expressa como Eternidade perfeita. Esta Substância é Amor Absoluto, que Essencialmente é TUDO; e, por isso mesmo, É Substância ÚNICA!

O Verbo, sendo Deus, é a matéria-prima universal, e, diz a Bíblia, “sem ele, nada do que foi feito se fez”.

Se VOCÊ está “feito”, o Verbo é a Substância do “seu” Eu distinto, que, apesar da distinção, não é separável do Uno.

Cada um que “desperta” para sua Presença no Uno, percebe sua Unidade com Deus e com todos os Seres, que, a partir de então, serão discernidos como “membros” de um Corpo que é único.

Joel S. Goldsmith disse o seguinte: “Somos “tentados” a aceitar que haja pessoa ou condição apartadas do Deus que constitui o nosso Ser”. Se endossarmos esta noção errônea, estaremos negando a Verdade da Unidade.

Negar uma Verdade é puro erro, uma vez que jamais a negação de um Fato real teria poder para efetivar tal errônea aceitação; assim, no máximo, alguém estaria se iludindo com uma mentira.

Se partirmos do “Referencial do Sol”, não há “nascer” nem “pôr do sol”; analogamente, se partirmos do “Referencial de Deus”, não há “nascimento” nem “morte”.

Mesmo que alguém seja tentado a acreditar que “o sol nasce no horizonte”, jamais este suposto fato esteve sendo verídico! O mesmo se dá com aquele que acredita “ter nascido”: jamais tal fato terá ocorrido!

Quando VOCÊ Se contemplar a partir do Referencial do Uno, jamais crerá em “seres que nascem e que morrem”. E então Se conhecerá como real e eternamente É: sendo o Cristo, em unidade com o Pai e com toda a real Existência!

*

 

 

“Água Viva”

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No capítulo 4 de João, há o diálogo entre Jesus e a samaritana. Jesus pediu-lhe um pouco de água do poço de Jacó: “Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos). Jesus disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e que é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois tens a água viva?… Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornaria a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”.(João 4:9, 11-13,14.).

Este episódio tem profundo sentido espiritual para quem estiver preparado para ver além das palavras, diretamente para a Verdade tão bem conhecida por Jesus. É óbvio que a samaritana não a havia percebido. A visão dela, tanto do poço como da água, não ia além do que se baseia no ilusório mundo da aparência. Mas Jesus deixou claro que não falava de água a ser extraída de algum poço. Afirmava que esta fonte era interior, deixando implícito que ela jorra constantemente como Vida eterna,

É interessante notar que a palavra “água” é empregada como símbolo de novidade ou de renovação constante; é também utilizada como símbolo de pureza. Há outras Verdades simbolizadas pela “água”, mas agora queremos abordar a Verdade de que a Vida é eterna, a Vida é perene.

Nesta análise, precisamos contemplar dois aspectos muito importantes do sentido espiritual que há por trás do uso da palavra “água”. Um deles é a pureza. Frequentemente a Bíblia utiliza a água como símbolo de pureza. Isto quer dizer que Deus, a Consciência, é puro e completamente livre de toda contaminação da chamada materialidade. Significa também que a Mente divina “é tão pura de olhos que não pode ver o mal”. (Habac. 1:13). Somente a consciência que for inteiramente imune de ser contaminada pelo mundo das aparências poderá discernir esta Vida eterna, citada por Jesus.

Mesmo que você pareça não estar plenamente consciente dela, esta é a sua Consciência. Se você está consciente, necessariamente terá de estar consciente como esta Consciência pura, pois inexiste qualquer outra. Esta Consciência pura e imaculada é a sua Substância, sua Vida, sua percepção e sua Inteligência. Não importa quão reais ou convincentes as aparências em contrário possam ser: o fato é que a Verdade é esta. Deus, a Pureza em Si, é realmente a única Consciência; e não há ninguém , nem coisa alguma, capaz de estar consciente, a menos que fosse Deus estando consciente como aquela Consciência. Somente uma ilusão da ilusão é que estaria se apresentando como os assim-chamados pensamentos ou atos impuros. Realmente, existe uma só Mente, e ela é tão pura de olhos que não pode ver o mal. Como poderia você conhecer algo que a Mente única existente desconhecesse? Como poderia você ter consciência de algo que fosse a antítese total desta Mente única que conhece alguma coisa? Como poderia você perceber algo que não fosse Deus, a Mente, percebendo a Sua própria pureza perfeita? Como poderia você agir de modo contrário à atividade pura e perfeita que é Deus em ação? Deus em ação significa Oniação. Isto significa que Deus é TODA ATIVIDADE em ação; não há nenhuma outra atividade sem ser a Consciência, a Mente ou a Inteligência em ação.

Tão certo quanto o mal é desconhecido de Deus, ele é desconhecido de você! Isto porque o único você que existe, é Deus sendo o próprio Deus como sua Consciência, sua Mente, sua Atividade, todo o seu Ser e seu Corpo. Nenhuma conscientização será mais poderosa do que esta: a percepção de que Deus não tem nenhuma consciência do mal. O conhecimento de que Deus é a única Consciência capaz de estar consciente, e que a Consciência divina desconhece todo tipo de mal, permite-lhe ver com clareza e poder que você não pode estar consciente do mal. Deus, sendo a única Existência, não pode ter consciência da não existência. O mal é não existente.

Atividade é Vida. Sem atividade não poderia existir Vida. Sem Vida não poderia existir Atividade. Vida e Atividade são uma coisa só. Eis por que Jesus falou da água viva. Eis por que interpretamos o seu significado. Exatamente agora, será ótimo recordar que esta água viva é incapaz de estar existindo separada e apartada da Consciência pura, por serem uma Unidade. Consciência é Vida. Vida é Consciência. Toda Vida é Vida consciente. Toda Consciência é Consciência viva. A água viva citada por Jesus é Vida consciente. Ela é Vida estando consciente. Ela é Consciência estando viva. Isto significa que a Vida é eternamente consciente. Oh, que Verdade tremenda!

Porém, isso não é tudo: significa que a Vida consciente, vivendo como sua vida, é completamente pura e livre das contaminações de qualquer tipo de mal. Isto quer dizer que o chamado mal, disfarçado em doença, pecado, carência, tristeza, problema ou morte, é desconhecido pela Vida consciente e pura que você é, exatamente agora. Significa também que a Vida consciente que você é, constantemente é nova e renovada.

Em Apocalipse 21:5, seis, consta o seguinte: “… eis que faço novas todas as coisas… E disse mais: Está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida”.Sim, exatamente onde está o começo, está também o fim. Eles são um e o mesmo, pois no todo infinito e eterno, nenhum começo e nenhum fim são conhecidos. A fonte da Vida perfeita, pura e eterna já está presente como a sua Vida e como a minha Vida.

Entre nós, alguns sabem exatamente o que Jesus quis dizer, ao citar um poço de água interior que salta para a Vida eterna. Conhecemos este significado por experienciarmos esta gloriosa Vida consciente. É como se existisse uma fonte interior (embora saibamos que não existe exterior algum), e esta fonte pura e vibrante jorrasse constantemente como uma sempre crescente atividade pacífica e jubilosa. Na verdade, é como se esta fonte cintilante e efervescente fosse consciente de ser a própria Vida; Vida livre, irrestrita, ilimitada, sem fronteiras.

Isto não é nenhuma alucinação ou autoengano. É a própria Vida consciente, vivendo jubilosa, livre, pacífica e conscientemente, cheia de propósito. Melhor de tudo é o fato de ela ser a única Vida que está viva. Esta é a sua Vida. Esta é a sua Consciência. Esta é a sua Vida consciente; a sua Consciência viva. Ela é a sua alegria, paz, perfeição, pureza, liberdade, Substância, atividade, Ser e Corpo. Este é o seu Paraíso. Verdadeiramente, você está no Paraíso, exatamente agora, pois o seu próprio Paraíso é você. Rejubile-se, e seja extremamente feliz; isto é VOCÊ!

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O Cristo “Nascido Em Mim”

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Eternamente há um Cristo “nascido em Mim”, que é o Filho de Deus “nascido em Deus”. Deus é Mim, e Mim é Deus, no linguajar das Escrituras. Este “nascido” não significa “ter tido começo”, e sim que o Filho e o Pai são Um e, portanto,  da mesmíssima  natureza! Cada um que entende ILUSÃO como ILUSÃO, ou seja, como “imagem falsa” sobre a Perfeição PERENE, se discerne espiritualmente, sem as influências hipnóticas, para endossar a Verdade de que “é Obra permanente de Deus”.

Esta dedicação ao reconhecimento do Fato perfeito, exatamente onde  a ILUSÃO quer se mostrar “presente”como “fato imperfeito”, é a “prática da Verdade”. Jesus disse: “Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”. Explicava Deus sendo o Corpo de Luz que temos agora, que é eterno, imutável e intocável pela ILUSÃO.

A perfeição incólume do Corpo é mantida intocável por Deus e nunca é “algo a ser recobrado” com meditações ou tratamentos espirituais.  Se alguém diz estar com “problema físico”, ou se diz estar “com corpo saudável”, este “corpo”, se visto pelas aparências, é a ILUSÃO se mostrando como “corpo”. Sejam quais forem as distorções mostradas em tais “aparências”, nenhuma delas altera o Corpo que temos e que somos, que é DEUS manifesto COMO Corpo. Por isso, é impreciso alguém dizer que “foi curado” pela Verdade! A Verdade é Onipresença perfeita e incólume! Este linguajar incorreto, por se mostrar prático no entendimento, muita vezes é usado, assim como também a Bíblia o utiliza, mas,  pode levar a pessoa a um errôneo pensar, isto é, que “estava enferma” e “ficou curada”. DEUS NÃO MUDA,  E NÓS, QUE SOMOS UM COM DEUS, NUNCA MUDAMOS! Permanecer em “MIM”, é cada um permanecer com olhos na   Verdade e na própria Perfeição permanente, e não em “aparências”.

Para que isto seja feito, a atenção deve estar integralmente voltada ao Fato revelado: Somos Deus em Autoexpressão individual, ou  “Cristo”. Não há Deus nenhum  dando “testemunho da ILUSÃO”. Unicamente a “mente ilusória” poderia sugerir tal testemunho, que é sempre e inteiramente falso!  Quando alguém, que vinha se vendo como “doente” ou “sofredor”, entende esta revelação, seja qual for a “aparência” colocada diante dele, com a ILUSÃO de que ele é quem estaria  naquela situação de dor, seu novo posicionamento radical, decidido e perseverante em NÃO SE DEIXAR LEVAR POR MERAS SUGESTÕES HIPNÓTICAS o fará se perceber tal como ele realmente é: perfeito como Deus!

Toda a Perfeição DIVINA está em Autoexpressão onipresente e universal! Reconheça que TODA A NATUREZA DE DEUS está “corporificada” como o SEU CORPO: além disso, reconheça que TUDO que não seja a “Perfeição DIVINA”, NÃO EXISTE! É desse modo que “VOCÊ”, EM “MIM”, É O CRISTO!

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Príncipe Da Paz-3

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A DIGNIDADE E SACRALIDADE DO INDIVÍDUO

O significado acerca do Cristo nos escapará, se não compreendermos que o Cristo sanador jamais foi crucificado, ou encerrado num túmulo. O Cristo sanador é o “Príncipe da Paz”, que mora em nosso íntimo: o Filho de Deus que foi entronizado em nós qual uma semente, desde o princípio. Através de nossas meditações, da contemplação e comunhão interna com essa divina Centelha, fazemos ressurgir esse Filho de Deus, em nós. Esta comunhão faz manifestar tudo o que o Filho de Deus é em nosso universo.

É um milagre da graça que, “onde dois ou mais estejam reunidos, em nome dEle, lá Se manifeste o reino de Deus, neles e entre eles”. É um milagre da graça que, um com Deus, seja a maioria. Cada vida singular é um milagre da graça de Deus; cada indivíduo é um descendente do Altíssimo.

Se fôssemos simplesmente essa forma que vemos no espelho refletida, qual seria a razão de nossa existência na Terra? Se observamos o modo de proceder de certas pessoas, meramente como seres humanos, perguntaríamos porque elas são toleradas neste mundo. Só quando começamos a compreender a natureza dAquele que está latente em cada indivíduo, à espera de ser conscientizado e soerguido, para nossa redenção e missão, como Filhos de Deus na Terra – só então entendemos que viemos a este mundo para demonstrar toda a glória de Deus. Este é o verdadeiro Natal, isto é, o Cristo corporificado, o Verbo feito carne.

“Pois eu desci dos céus, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade dAquele que me enviou”. Esclarece o Mestre que, em virtude da natureza universal de Deus, é tarefa, minha e sua, viver de tal modo que a vontade de Deus se faça em e através de nós — e não a vontade pessoal, minha e sua. Nossas vidas devem ser consagradas a Deus, em obediência a esse princípio.

Qualquer indivíduo que seja capaz de não se identificar com suas solicitações humanas e tome consciência de que “estou aqui para que a vontade de Deus Se cumpra”, para dar saída ao “Fulgor aprisionado” em mim; estou aqui para ser um canal consciente, amoroso e desinteressado ao Cristo interno, em benefício de todos os que ainda se encontram em escuridão”, em tal indivíduo o Cristo vive e age.

Napoleão disse que todo soldado leva na mochila um bastão de marechal, uma outra forma de reconhecer as imensas e imprevisíveis possibilidades de cada indivíduo. É uma expressão paralela ao ensinamento cristão, segundo o qual, todo indivíduo, mercê da divina Semente nele plantada, pode exprimir a autoridade e dignidade de um Ser espiritual autêntico.

A humanidade teve a fortuna de contar com grandes instrutores, que alcançaram a realização do Espírito interno e a visão de Sua vontade: Moisés, Elias, Eliseu, Jesus, João, Paulo, Buda. Todos esses homens ensinaram essencialmente a mesma coisa. Mas foram simples cicerones, revelando o que haviam alcançado e o que o homem pode alcançar. Foram suficientemente humildes para reconhecer que se eles não se fossem, o Consolador não nos poderia vir, pelo emergir da Consciência espiritual interna. Percebamos, também, que a revelação dos Mestres espirituais, em todos os tempos, foi a de um princípio universal, que devemos internamente demonstrar como revelação crística. Caso contrário, como poderia o reino de Deus implantar-Se na Terra, se não fosse plantado e desabrochado em cristicidade, em cada indivíduo?

A não ser por esse potencial divino que reclama expansão, poderiam os povos deste mundo melhorar? poderiam as pessoas transformar-se, de boas em más? de ignorantes em sábias? Haveria algum poder para tirar a raça humana do que sempre foi: de um estado selvagem, brutal, de servidão e carência, de ignorância em massa? Poderia o mundo transformar-se, a não ser pela vontade divina que vagamente apreendemos como vontade nossa, de buscar a realização do Natal, a natureza da verdade? Isto se deve à Semente de Deus, plantada na consciência humana, em mim e em você, e que deve germinar e frutificar, definindo nossa identidade individual.

Haveria outro meio de se fazer isso? A educação é, naturalmente, uma valiosa ajuda para a sociedade civilizada, mas, o mero treinamento acadêmico, o simples cultivo intelectual, não podem fundamentar uma consciência moral e integral. Só a realização de nossa natureza espiritual pode fazê-lo. Só o florescimento da natureza crística pode nos elevar acima das limitações humanas, formando uma sociedade de pessoas inspiradas, com elevado sentido moral e espiritual. Dizer às pessoas que devem ser boas, que deve haver paz na terra, que deve haver retidão nas relações humanas, não basta. Nem os sermões o conseguem. A paz na Terra será realizada apenas por um meio: encontrando-a em nosso próprio íntimo e abrindo caminho para que ela desborde à nossa experiência, abençoando e fazendo de nós mesmos uma bênção. De fato, ao encontrar e experimentar a paz de Deus, atrairemos pequenos grupos afins que acharão, por sua vez, essa paz. Desse modo, ela se irá espalhando, “ad infinitum”.

LIBERTANDO O “FULGOR APRISIONADO”

A paz está encerrada em você e em mim. É preciso libertar o “Príncipe da Paz” de nosso íntimo e deixá-Lo sintonizar-se como todos aqueles que, neste momento, se acham maduros e receptivos para a “experiência do despertar”. Repitamos: não se consegue isto pela tentativa de moralização das pessoas ou de pedir aos outros que sejam melhores do que têm sido. Nada disso. Isto é feito individualmente, pelo mergulho em si e libertação do Príncipe da Paz, que está encerrado dentro de nós. Isto é feito ao comungarmos com o Espírito interno, ao conscientizá-Lo em nós. Desse modo vamos formando uma abertura pela qual Ele emerge e Se liberta, caminhando diante de nós para realizar nossas obras, segundo a perfeita vontade do Pai. Notem bem: não nos cabe ir ao encontro do mundo para salvá-lo, senão ir ao encontro de nós mesmos, de nossa real identidade, para nos fundirmos em nova consciência e deixarmos que Ela se expanda de nós, em realização e ajuda.

Não há mérito espiritual em milhares de palavras que possamos enunciar; não há valor moral ou espiritual nas centenas de lições que possamos dar. A graça de Deus não pode alcançar as consciências humanas pela moralização. Só a consciência pode atingir a consciência. Retiremo-nos, em nossos lares, em nossos templos, em vales e colinas, para encontrar a paz escondida em nosso interior. Convertamo-nos em faróis através dos quais a graça de Deus possa ser irradiada. Então essa Presença invisível poderá preceder-nos no caminho, aplainando o solo e “preparando mansões” para nós. Os períodos de silêncio e de conscientização da Presença constituem o que de mais precioso podemos oferecer ao mundo.

Cada vez que vemos uma pessoa e realizamos que esta graça divina está dentro dela, somos-lhe uma bênção silenciosa. Assim, entoamos, sem vozes nem escrito, a paz ao mundo. Olhemos um indivíduo e tomemos consciência de que a graça de Deus está nele também; que ele é um Filho de Deus. Esta é, simplesmente, a prática de libertar o “Fulgor aprisionado”: o reconhecimento do Cristo, no íntimo de nossos amigos; além da mera aparência de um ser humano, andando sobre a Terra. É ver e regar, com esta verdade, a semente divina plantada em seu íntimo.

Esta semente continua enterrada dentro de nós e permanecerá como simples semente ou possibilidade, enquanto não a nutrirmos com o alimento espiritual adequado: o reconhecimento constante, repetido, de nossa identidade espiritual.

Dentro do ser individual está o Filho de Deus, este Eu, que ele é; dentro dele está a divina Presença e o divino Poder – a Graça de Deus. O EU, dentro dele, é o alimento, o brilho do Sol e a chuva fecundante, para esta semente.

Depois esta semente começa a brotar. A natureza de nossos amigos, parentes, sócios, companheiros de trabalho, começa a mudar aos nossos próprios olhos, sem que eles mesmos saibam o porquê. É possível que algo se desenvolva neles e encetem uma busca de Deus, de verdade, até que uma mensagem ou um mensageiro lhes revele que não há necessidade de buscar longe, porque o que estão buscando está dentro deles mesmos e o desejo que sentem é o próprio apelo do “Fulgor Aprisionado” para despertar e libertar-se. O que buscam é a divina Realidade neles: o Filho de Deus, o Santo Graal dentro de suas próprias consciências.

Toda sacralidade do Filho de Deus está estabelecida no centro de nosso ser – a eternidade, a imortalidade, a natureza infinita da seidade de Deus – porque somos UM com o Pai, e tudo que o Pai tem, já é nosso: a Sua sabedoria,a Sua Mente, a Sua Graça, a Sua Presença, a Sua Substância, o Seu Ser. O próprio alento de nossa vida, pois somos UM e, nesta unidade, encontramos a plenitude e nossa união com toda a humanidade. Somente na unidade com Deus é que nos sintonizamos com a Luz individual em cada ser e nos identificamos com tudo que haja percorrido o globo no passado, no presente e no futuro.

O Natal revela-nos que Deus plantou o Seu Filho em nós!

F I M

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Até mesmo Jesus nada deu ao mundo, até o momento em que o Cristo Se revelou dentro dele: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres; para curar os quebrantados de coração, para pregar a libertação aos cativos e devolver a visão aos cegos”. Antes desta ordenação, ele não fora ungido para curar os doentes. Assim, para que alguém possa partilhar o espírito de paz, de alegria, de amor e abundância, deve, antes, ter sido ordenado pelo Espírito de Deus.

A PAZ DEVE COMEÇAR CONOSCO

O Natal não teria valor e significado algum para nós, se acreditássemos que o “Príncipe da Paz” viveu há dois milênios e hoje não está mais na terra. Em verdade, o “Príncipe da Paz” viveu há dois mil anos e também em tempos anteriores, como ainda hoje está presente, no coração e na Alma de cada indivíduo, esperando ser libertado neste mundo. Não disse o Cristo: “Antes que Abraão fosse, eu Sou”?

Esta paz (do Cristo) não pode ser realizada com pedidos, em oração para que Ele transforme nosso povo ou as pessoas de outro país. Esta transformação deve começar em nós mesmos. Por que não reconhecemos nossas carências, antes de exigi-las dos outros? Deixemos tranquilo o nosso próximo e voltemo-nos ao próprio íntimo, em discrição e sacralidade, comungando silenciosamente com o Príncipe da paz, o Príncipe da alegria, da saúde, da plenitude e da perfeição espiritual. Quando atingirmos, em alguma medida, a cristicidade, preencheremos nossas carências e teremos compreensão para não mais pretender a transformação de nosso próximo e nem orar pedindo paz, já que ela fluirá de nosso coração a toda a humanidade.

“A paz que ultrapassa todo o humano entendimento” já está dentro de nós. Em nossas meditações diárias tomamos contato com ela, para que seja liberada em nós, qual uma pomba, e comece a estender as asas sobre o universo inteiro. Buscar paz em outra pessoa ou dela exigir, é escapismo, é fugir da meta, é adiar a própria experiência da paz. Esperar justiça, misericórdia ou gratidão dos outros, é um equívoco. Essa é uma tarefa pessoal, intransferível. Cabe-nos encontrar tudo isso e mais, no reino de Deus, que se acha no centro de nosso ser.

Quando Jesus ensinava o povo, às margens do Mar da Galileia, nas montanhas ou na aridez do deserto (onde dois ou três pudessem reunir-se), sempre apontava o indivíduo e lhe atribuía a responsabilidade: “TU deves perdoar setenta vezes sete: TU deves orar pelos que te perseguem: TU deves procurar em primeiro lugar o reino de Deus, que está dentro de ti”. Ele sempre se dirigia a quem desejava ouvi-lo. Nada disse a Herodes e apenas se limitou a responder a caifás e a Pilatos e nem lhes exigiu a paz, porque se a tivessem dentro deles, teriam, com ela, envolvido a humanidade.

Quando começamos a assumir a responsabilidade pessoal de manter a saúde e a harmonia, descobrimos que a realização interna que encontramos, nos momentos de meditação, transborda de nós e abençoa a nossa família. Posteriormente, quando assumimos o dever de ajudar nossos amigos, parentes e os semelhantes, em geral, que nos pedem ajuda, já não lhes exigimos nada e nem dizemos que sejam saudáveis, úteis, justos ou misericordiosos. Apenas nos retiramos ao lugar secreto, dentro de nós, e comungamos com o Filho de Deus, até ficarmos plenificados de paz. Ao realizar essa paz, desbordamo-la àqueles que nos solicitaram ajuda. Não é que transferimos essa paz por alguma espécie de magia. de sugestão, “abracadabra” mental ou hipnotismo. Não. Simplesmente procuramos o reino de Deus em nós e lá encontramos a paz, o sentido de unidade, a comunhão espiritual em Cristo. Como corolário, essa influência emana de nós e vem a ser uma lei de vida, de paz e amor, para todos os que nos pediram ajuda.

Uma das mais recentes revelações que recebi é esta: não me é necessário orar em favor de alguém ou ter a intenção de tratar espiritualmente alguém. Só é necessário encontrar minha própria paz interna e quando a realizo em mim como conscientização da harmonia e plenitude da bênção – imediatamente afeto as pessoas que se ligaram a mim, em busca de auxílio. É uma sintonia de consciência, como a da mulher hemorrágica. dos evangelhos, que tocou a orla do manto de Jesus (afinou-se à consciência crística em Jesus) e no mesmo instante em que a paz do Mestre a envolveu, ela foi curada!

 

Continua..>

 

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O significado pleno de Natal não pode ser conhecido, senão através da compreensão da natureza imutável de Deus. Deus é. Eterna e infinitamente, Ele é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. O que é próprio de Deus sempre foi, continua sendo agora, e sempre será. Em decorrência desta compreensão, o verdadeiro Natal não começou há dois mil anos: seu início está além do tempo. O que ocorreu há dois milênios foi meramente a revelação de uma experiência que se tem repetido, não somente “antes que Abraão fosse”, mas antes mesmo que o tempo fosse. Deus não inaugurou nada de novo há dois mil anos.

O verdadeiro sentido de Natal é este: Deus plantou na consciência de cada um de nós uma divina semente que há de germinar e vir a ser um Filho de Deus. Ninguém jamais existiu, nem existe agora e tampouco existirá, sem esta influência espiritual; sem este Poder que foi implantado em nossa consciência, desde o princípio.

A missão do Filho de Deus foi revelada através do ministério de Jesus Cristo e do que ele ensinou: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (não eu, Jesus, mas Eu, o Filho de Deus). Disse Jesus: “Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro…Eu de mim mesmo não posso nada: o Pai, em mim, é Quem faz as obras…Eu Sou o pão da vida…Eu Sou a ressurreição e a vida”. Este era o Filho de Deus falando através de Jesus, o mesmo Filho de Deus que está no íntimo de cada indivíduo, desde o início dos tempos.

Mergulhe em seu íntimo,

para encontrar a paz que foi estabelecida desde o princípio.

Conta, uma antiga estória, que havia um rei justo, amável, pacífico e misericordioso. Seu vizinho, rei das terras limítrofes, estava empenhado em guerras de conquista. Movido por sua índole justa e misericordiosa, o primeiro rei mandou um embaixador ao reino vizinho, em missão de paz. Entrementes, para proteger o povo, começou o preparo bélico. De um extremo a outro da nação se movimentaram para o provável conflito. Desde então, a alegria se apagou no coração do povo. O sorriso desapareceu da face das pessoas. Isso entristeceu o rei, que se recolheu em prece, em busca de uma solução que devolvesse a paz e harmonia à sua gente. Um dia, a esposa de um dos oficiais da corte pediu audiência para revelar-lhe um segredo. E o que ela sussurrou em seu ouvido fê-lo sorrir. De rosto iluminado, o rei a incumbiu de ir ao encontro de todas as mulheres, não os homens, para confiar este segredo, até que todas o soubessem e o pusessem em prática. O rei levantou-se e foi segredar à rainha o que aprovara. E a própria rainha foi, com a esposa do oficial, correr o reino, para comunicá-lo a todas as mulheres. Dentro de algum tempo o sorriso voltou ao semblante do povo. Um cântico novo era entoado por toda aquela terra. O júbilo foi restabelecido.

No dia de Natal chegou um arauto do embaixador que estava no reino vizinho, anunciando que fora assinado um tratado de paz. O rei mandou dizer ao povo que cessassem os preparativos bélicos. E os oficiais da corte pediram ao rei que lhes dissesse qual fora o segredo, que provocara tão grande transformação no povo e conquistara um improvável tratado de paz. O rei lhes explicou que o segredo, embora singelo, encerrava um poder imenso: consistia nisto: “Retirar-se, pela manhã, em curto período de silêncio, de vazio e introspecção. Orar a Deus (sem pedir a paz nem qualquer outra coisa), e comungar com Ele, deixando que Sua paz permeasse e enchesse o íntimo. Depois, durante o dia, várias vezes conscientizar essa Presença, no íntimo, como paz”. Tal foi o segredo que devolveu alegria ao povo e assegurou harmoniosas relações com o reino vizinho.

Aos estudantes da Verdade, esta estória parecerá mui familiar, porque sabem que em estágio avançado não se ora pela paz ou ordem em nosso reino interno. Deus já plantou esta semente em nossas almas, em nossos corações, em nossas mentes. Para que esta semente germine e emerja à superfície de nossa consciência, devemos mergulhar no próprio íntimo, abrindo o canal, a fim de que o “Fulgor aprisionado” se escape de lá, abençoando nossa vida e contagiando as pessoas de nosso convívio.

A função deste Filho de Deus é levar-nos a vivenciar a paz; induzir-nos a experienciar uma vida abundante; a dinamizar as potencialidades divinas, manifestando, de dentro para fora, tudo o que o Pai é e tem, como foi dito: “Filho, tu sempre estás comigo. Tudo o que é meu, é teu”. Esse “tudo” é a semente que foi plantada em nós. Quando furamos o solo em busca de petróleo; ou cavamos minas, para extrair ouro, prata, diamante; ou quando mergulhamos à cata de pérolas; não estamos trazendo para fora o que Deus formou dentro da terra e do mar? Somos, acaso, responsáveis por tudo que se formou no seio da terra ou dos mares, ou do ar? Fomos nós que formamos tudo isso? Alguém pode responder, pela ciência, que tudo isso se formou durante milhões e milhões de anos, antes que tivéssemos consciência de sua utilidade. No entanto, foi tudo previsto e tudo o que temos a fazer é extrair tudo isso que Deus preparou, para atender às nossas necessidades.

O mesmo ocorre no universo espiritual. O reino dos céus não está fora de nós (não acrediteis quando vos disserem: ei-lo aqui; ei-lo acolá, porque o reino dos céus está dentro de vós”). Como, então poderemos usufruir este reino, senão procurando-o e encontrando-o dentro de nós mesmos? Para contatá-lo, é mister cavar e mergulhar em nós mesmos. Quanto mais profundamente cavarmos e mergulharmos neste silêncio interior, tanto maiores e mais ricos tesouros traremos à manifestação.

NOSSAS VIDAS INDIVIDUAIS MANIFESTAM A GRAÇA DE DEUS

Para compreender o “Dia de Natal”, devemos entender com clareza que Deus plantou a semente de Si mesmo em cada um de nós. Tal semente deve germinar e converter-se no Filho de Deus plenamente desenvolvido, cuja missão é tornar nossas vidas bem-sucedidas e demonstrar a glória de Deus, como Jesus a revelou. Desde que “eu, de mim mesmo, nada posso”, e, “se der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro”, o que nos cumpre é simplesmente demonstrar, em nossas vidas individuais, a graça de Deus — Sua sabedoria, Espírito, saúde e abundância. Ao tornar o potencial em dinâmico, a possibilidade em atualidade, podemos dizer que Deus vai do infinito para o infinito; que Deus é o mesmo sempre, e Ele não faz acepção de pessoas.

Se Deus tudo criou para sempre, então, desde o princípio dos tempos, a humanidade trouxe, dentro de sua própria alma, a divina paz e a divina graça. Infelizmente não podemos partilhar estes dons com nossos semelhantes e nem eles conosco, enquanto cada um não os encontrar em seu íntimo. É uma simples descoberta, mas não podemos dar o que não descobrimos ou aquilo de que não temos consciência ainda. Todavia, quando o descobrimos, assumimos uma responsabilidade: “a quem muito é dado, muito lhe será exigido”. Espera-se muito daqueles que encontraram dentro de si a paz: eles devem derramá-la sobre os demais.

Se ainda não encontramos o Cristo dentro de nós mesmos, não podemos partilhar essa Consciência com os outros. Se não realizamos a paz em nós mesmos, não podemos manifestá-la ao próximo nem suscitá-la nele. Quem não expressa amor não pode atraí-lo. Aquele que não exprime abundância, não pode atraí-la. Ninguém pode atrair a paz, se, antes, não a encontrou dentro de si. Tudo o que gostaríamos de receber de nossos familiares, amigos, comunidade e do mundo, ou partilhar com eles, há de ser, primeiramente, encontrado dentro de nós mesmos.

Continua..>