Como Deus Nos Vê

Quando é dito que “sentidos humanos” não enxergam a Realidade, o significado é radical: o que a mente humana capta e acredita existir, é INEXISTENTE! Por mais que alguém hipnotizado possa  acreditar ser um marciano, por exemplo, jamais a imagem vista por ele endossando esta ilusão será real! Sempre ficaria sendo “crença falsa!” Quando Paulo diz que “olhos não viram o que Deus nos preparou”, está revelando a Verdade eterna: o “MEU REINO” não é “DESTE MUNDO”, e toda e qualquer atenção voltada ao irreal será atenção voltada ao que é puramente NADA! Quantas vezes você já não leu que o seu REINO não é DESTE MUNDO? Só leituras, sem as devidas contemplações, não o livrarão da “imagem hipnótica” chamada “vida terrena”.

Medite e contemple que VOCÊ VIVE NO REINO DE DEUS, por ser esta a Realidade permanente! E assuma ter a MENTE DE DEUS, para endossar a VISÃO QUE DEUS POSSUI A SEU RESPEITO! Fará isso de modo dualista? Forçando a mente para ” tentar” se ver como Deus o vê? Não! Muito pelo contrário, você o fará sem o menor esforço, por saber que DEUS E VOCÊ SÃO UM! A forma com que Deus o vê, é a forma com que VOCÊ SE VÊ – quando descarta a ilusória “mente humana” e suas falsidades para se aceitar na Onisciência!

Não duvide de a Onisciência o estar abrangendo! Não duvide de a Mente de Deus estar ativa como a “sua” Mente! Adote estes princípios com convicção e serenidade, e, nas “contemplações da Verdade”, veja-se como DEUS O VÊ! Este Eu – que é o seu Eu – é DEUS MESMO em Autopercepção!

*

Sem Julgamentos!

A Consciência iluminada, reconhecida como a nossa, é “céu aberto”, ou percepção imediata de que “somos o CRISTO” – o Filho amado em quem Deus Se compraz!  Não há julgamentos nem julgados! Não há acusadores nem acusados!! Há unicamente a totalidade de Deus, em livre e perfeita expressão onipresente! E é esta a Verdade a ser contemplada!

Meditar é deixarmos de nos ver segundo o juízo do mundo para adotarmos a Onivisão, ou seja, enxergarmos o que Deus vê,  o que Deus testemunha, o que é Verdade aos olhos de Deus! A isto chamamos de “Referencial Iluminado da Existência”. A humanidade não é realidade passível de “arrependimento” ou “iluminação”: a humanidade é tão somente uma “miragem” aparentando encobrir a Onipresença da Luz! Por isso mesmo, jamais partimos de seus conceitos e sim do Um sem julgamentos! “O Pai a ninguém julga”, disse Jesus! Caso o fizesse, estaria a julgar a Si mesmo, porque é TUDO!

O Universo é Expressão Infinita de Deus! SEM JULGAMENTOS! É por esse motivo que os textos dizem que Deus simplesmente É! Durante a “Prática do Silêncio”, atenha-se a estes “princípios absolutos”, partindo da Visão divina sobre o Universo e sobre o Ser que VOCÊ É, na Unidade essencial, permanente e perfeita!  

Deus Se compraz em estar manifesto como o Cristo que VOCÊ É! Contemple este Fato glorioso! Mas faça-o a partir dele mesmo, e não como “algo a ser alcançado”…

 

*

Aquele Que me Enviou-2

– 2 –

O Deus onipresente, presente em Jesus, foi por ele descoberto como sendo “o Pai em mim”, ou seja, discernido como sua real identidade. Aos olhos do mundo, nada nele havia se modificado: continuava sendo visto como o “filho de José, o carpinteiro”. Para ele, no entanto, a Verdade era outra: não viera de seres humanos, mas “enviado pelo Pai”. Como explicar ao mundo que todos têm a mesma origem, em Deus? Dispunha das palavras e das “obras visíveis”, vistas por todos como “milagres”.

Compreendamos com profundidade a revelação de Cristo: “Quem de Mim se alimenta, também viverá por Mim”. Deus a ninguém envia a mundo material! O Reino “não é deste mundo”. O Mundo Real é a nossa Consciência de Mundo! Nela temos a totalidade de Deus em Autoexpressão perfeita! Por que olhamos para o mundo visível e vemos imperfeições? Por que temos consciência de que o que estiver sendo observado é imperfeito? Por ter sido comparado com o Ideal perfeito existente “dentro de nós”, ou seja, em nossa Cristo-Consciência. Que é real? Este IDEAL em nós? Ou a “aparência” imperfeita observada com os supostos olhos carnais?

Cada fato, pessoa ou condição encontra-se exatamente agora na plenitude da perfeição, em nossa Consciência, compondo a imutável ONIPRESENÇA perfeita. Desviemos o olhar das aparências “externas”: elas são ilusórias! São como a suposta mente humana erroneamente interpreta o IDEAL perfeito, presente DENTRO de nós.

Na realidade, não há “mundo exterior” nenhum! A Realidade, como disse Jesus, é o “Reino de Deus dentro de nós”. Firmemos em nossa própria Consciência a totalidade de nossa atenção; achemos dentro dEla toda a Glória do Deus único Todo-poderoso! O chamado mundo exterior, com suas aparências boas ou más, é ILUSÃO! Não perca tempo procurando “conscientizar esta Verdade”. A mente humana jamais alcançará a Verdade Absoluta! “Onde EU estou, vós – humanos – não podeis vir” (João, 7: 36).

Ao crermos no Pai impessoal, encontramos “AQUELE QUE NOS ENVIOU”. Este é o sentido de “VIR A MIM”. Portanto, seja qual for a “aparência”, VENHA A MIM, à Presença do Pai em VOCÊ, à Consciência perfeita que SABE que a Realidade espiritual é perfeita sempre.

*

“Aquele Que Me Enviou”-1

-1-

A dificuldade de se expor em palavras uma Verdade revelada se deve ao fato de elas serem recebidas, na maioria das vezes, pelo intelecto e não pelo coração das pessoas. “O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida”. (João, 6: 23).

Estamos todos vivendo num Universo puramente espiritual. Espírito é sinônimo de Vida. Se “a carne para nada aproveita”, devemos nos ater à Realidade paradisíaca, pois é nEla que “temos o nosso ser”.

A ilusão aparenta reter nossa atenção no suposto mundo material; interpretações intelectuais das revelações tentam nos induzir a crer na existência de um Deus que “envia” salvadores, mestres ou reveladores ao mundo material para espiritualmente instruir as pessoas. Esta crença dualista, se não for desmantelada pelos princípios absolutos, continuará formando  os “eruditos da espiritualidade”, com seus supostos iniciados, iluminados ou mestres.

Toda a “Doutrina Absoluta” está na Consciência única, que é Deus. Está, portanto, completa e revelada na sua Consciência. Aquele que se desvincula das crenças em mundo material e seus mestres – que jamais existiram – para reconhecer o Universo onipresente do Espírito como o único aqui presente e manifesto,  com todos nós nEle vivendo neste “agora”, “encontra-se” com “AQUELE QUE O ENVIOU”.

“Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim” (João, 6: 57).

Continua..>

Não Seja Piloto Sem Bússola!

A Verdade pode ser entendida como sendo expressão permanente dos “princípios divinos”. Se é dito que unicamente existe o “agora imutável”, este “agora” é realmente imutável! Se é dito que o Homem expressa unicamente Deus, VOCÊ  já expressa unicamente Deus, se é revelado que “tudo está feito”, o Universo consumado  já é este em que você agora vive! Os “princípios revelados” são a Verdade e eles jamais levam em consideração o que, neste estudo, chamaríamos de “ilusão” ou de “aparência”. Seja qual for o “quadro visível” à suposta mente humana, se ele contradiz o que os “princípios revelados” nos dizem, ELE NÃO É REAL!

Se um piloto estiver sobrevoando uma região qualquer e, por qualquer motivo, vier à sua ideia que a direção a seguir seria “outra”, e não aquela apontada pela bússola em seu painel de instrumentação, ele não deixará de acompanhar a bússola apenas por ter tido uma ideia contrária! Ele saberá que a bússola jamais aponta o sul como sendo o norte; e, desse modo, ele unicamente confiará no que o instrumento lhe diz!

Se você quiser ter êxito neste estudo, terá de encarar os “princípios do estudo” com a confiança na bússola demonstrada pelo piloto! Se for levar em consideração todas as “ideias contrárias” à perfeição absoluta, sugeridas pela “mente carnal”, Deus, para você, não estará sendo TUDO! E, sem ter um Deus onipresente, oniativo e único, você  se equipararia a um piloto que estivesse  a voar “sem bússola”…

Sejam quais forem as chamadas “aparências” de imperfeição, trate-as  imediatamente como imagens representativas de ideias equivocadas sobre a Existência, que é permanentemente perfeita! Desse modo, veja  como VERDADEIRO unicamente o “norte” apontado pelos “princípios divinos”, sem se deixar mover mental ou emocionalmente pela “crença hipnótica coletiva”, que aponta unicamente para irrealidades,  fundamentadas na mentira maior, ou seja, na mentira de que DEUS não seja TUDO!

*

“Há Um Pássaro Cantando…”

Quem Estuda a Verdade Absoluta precisa, primeiramente, entender que este estudo se compõe de informação e de percepção. A informação é necessária, para que saibamos o que deve ser percebido; porém, após a informação ter cumprido esta sua finalidade, a atenção deverá estar voltada cem por cento à percepção!

Suponha que alguém escute um pássaro a cantar à distância e, vendo alguém distraído ao seu lado, lhe faça esta pergunta: “Você está ouvindo um pássaro cantando?” Por estar distraída, ou concentrada em outra coisa, a pessoa dirá: “Não, deixe-me prestar mais a atenção!” E então, ela confirmará: “Sim, “agora” estou ouvindo-o também!” O pássaro já estava a cantar! Mas, recebendo a informação, ela “prestou a atenção”; e, desse modo, o que “já estava acontecendo” pôde ser discernido! É assim que a “informação”se torna “percepção”.

Teria sentido a pessoa buscar informações e mais informações a lhe repetir que “há um pássaro cantando”? Sabemos a resposta: “NÃO!” Se o fato existe e a informação lhe chega, cabe a ela PERCEBÊ-LO! É este o papel das “contemplações da Verdade”: DEUS ESTÁ SENDO O SEU EU! Este é o “pássaro cantando”! Sem forçar a mente, sem querer que isto se torne verdadeiro, sem achar ser isto difícil ou fácil de ser compreendido, passe a DAR ATENÇÃO TOTAL À PERCEPÇÃO DO FATO! Acredite ser verdadeiro e acredite TER MEIOS DE PERCEBÊ-LO! Desse modo, anulará o “intelecto”, que busca e busca – mesmerizado – informações repetidas de que “DEUS É VOCÊ”, e se verá PERCEBENDO O FATO de que a sua Existência é DEUS!  

*

A Imutável Mente Divina é a Sua!

Você não é o Cristo, em Deus, e também um mortal “neste mundo”. Esta “casa dividida” é que o faz flutuar entre realidade e ilusão! Unicamente Deus, agora e eternamente, está Se expressando como sua real identidade: “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai” – disse Jesus, explicando que esta visão de Deus em cada Ser é a visão correta.Não tente mudar nada em sua visão de si próprio! A suposta “mente humana”, que aceita mudanças, é a ILUSÃO!

Identifique-se com a Mente que não muda e que não admite mudanças! Esta é a Mente divina já sendo a SUA! Parta disso! Nada aceite, senão a Verdade de que Deus, a sua Mente, está discernindo unicamente o que é a Eternidade Perfeita, chamada “Universo de Luz”.

*

Verdades: Credenciais Eternas do Ser

As revelações absolutas, quando nos são apresentadas, não são “metas a serem atingidas”, mas Verdades que já somos! Assim como alguém tem suas credenciais e as pode consultar, para saber sobre sua identidade, da mesma forma atuam os “princípios revelados”. Por isso eles devem ser encarados como FATOS e não como METAS!

As afirmações com as contemplações da Verdade não são feitas para que “nos tornemos um dia” o que elas dizem! São meramente endossos dos Fatos eternos que compõem o Universo da Realidade divina em que, como o Cristo que somos, vivemos sem vínculo nenhum com as “crendices do mundo”. As revelações absolutas são nossas “credenciais eternas”, dados a nosso respeito e que jamais se alteram!

Como DEUS É TUDO, O Ser que somos é Deus sendo! E isto é um Fato agora manifestado, que é permanente! Deste entendimento fluem as “contemplações absolutas”, que são o nosso “endosso sereno” das nossas “credenciais verdadeiras”. Se no suposto “mundo de aparências” vemos seres humanos apresentando credenciais  referentes a “fatos ilusórios”, como, por exemplo, sobre “paternidade humana”, quando munidos de nossas “credenciais absolutas”, sempre nos apresentamos, e a nós mesmos, como sendo o único, o perfeito, o eterno, o absoluto! São estas, fundamentalmente, as nossas “credenciais legítimas”; por outro lado, todas as demais, supostamente ligadas a “este mundo”, são falsas! Um engodo aceito coletivamente como fato, mas que nada é! Não foi à toa que Jesus disse: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra…”

*

“Quem Me Convence…?”

 

A Onisciência cobre toda a extensão infinita da Realidade divina, ou seja, o que existe é unicamente a Consciência divina consciente de ser a Sabedoria única em atividade neste agora. Em outras palavras, unicamente a Realidade ABSOLUTA tem existência perene e verdadeira. O que é temporal, mutável, imperfeito, é desconhecido de Deus. Quando Jesus disse: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (João 8: 46), revelava a Visão Absoluta, presente tanto nele quanto igualmente em todos nós!

É fundamental acatarmos os princípios absolutos como impessoais, pois, é desse modo que nos vemos sujeitos unicamente a eles! Quando meditar, faça a si mesmo estas perguntas: “Quem me convence de imperfeição? Quem me convence de doença? Quem me convence de problema? Quem me convence de pecado? Quem me convence do maligno?”

Não crie respostas intelectuais para as questões levantadas! Apenas as formule, deixando-as em aberto! A ilusão é o que faz parecer que vemos “mais do que Deus”, usando os supostos sentidos humanos! Ocorre, porém, que tudo aquilo captado por tais sentidos é NADA! Mesmo que aparente ter realidade, é NADA! Mesmo que alguém pense “passar por aquilo”, aquilo é NADA! Desse modo, medite deixando em aberto aquelas perguntas, até que tenha as respostas REVELADAS!

*

Deus é “Mente Global” Ativa

Deus é “Mente Global Ativa”, que é a Unidade em oniatividade plena e perfeita. Quando meditamos e reconhecemos que “Deus é a Mente que somos”, colocamo-nos fora do ilusório mecanismo mental humano e nos posicionamos nesta Oniatividade mental divina. Afirmar e contemplar esta Verdade, de que “temos a mente de Cristo”, com abertura interior total ao “Pai em nós fazendo as obras”, tira-nos todo o peso de responsabilidades pessoais e deixa-no livres e afinados com as ações naturais de cada momento.

Deus é “Atividade permanente”, e Deus é o Ser que somos, aqui e agora. Quando reconhecemos esta Verdade com serenidade e receptividade, mesmo aparentando estar “no mundo”, estamos, de fato, em Deus, apesar de parecermos estar envolvidos com meras atividades humanas. Esta é a “vida pela Graça”, dita na Bíblia como “estar no mundo sem pertencer-lhe”.

*

Contemplação e Regra de Ouro

No estudo da Verdade, além do lado “transcendental”, que requer de cada um a “contemplação da Unidade Perfeita” que todos formamos, há a se considerar o lado de nosso aparente envolvimento com “este mundo”, onde a mesma “Prática da Unidade” deve prevalecer. Quando as “Contemplações da Unidade” são assíduas e bem feitas, ocorre naturalmente o “agir pelo não agir”, em termos de supostas atividades “deste mundo”. Isto porque a Oniação – a única Atividade real – “surge”  refletida espontaneamente na forma de “conceito” no mundo de aparências.

O “agir pelo não agir” é, portanto, inspirado; não parte de interesses pessoais e sim do interesse global, por corresponder à Unidade. Em vista disso, a Bíblia revela o que é conhecido como “Regra de Ouro”: “Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus, 7: 12). Esta regra se fundamenta na Unidade essencial, ou seja, o que fizermos ou deixarmos de fazer, com relação ao próximo, será o que teremos feito ou deixado de fazer a nós mesmos! Paulo também nos revela: “Somos membros uns dos outros”.

Emmet Fox, ao explicar os “mandamentos de Deus”, comenta também este lado, isto é, se está dito: “Não roubarás”, a frase quer nos alertar que é impossível sermos roubados, uma vez que somos “um”; quem tirar de “outro” logo constatará que algo  será tirado de si mesmo! Por esse motivo, a “vida pelo não agir”, por deixarmos fluir a Vontade do Uno, leva-nos naturalmente à prática da “Regra de Ouro”. Desse modo, é feita a Vontade do Pai, “assim na terra como no céu”.

*

O “Hoje de Deus” é Plenitude Absoluta

Quando a Bíblia diz que “este é o dia que o Senhor fez”, revela que o “hoje de Deus” não é temporal e sim plenitude absoluta! Aquele identificado com Deus vive plenamente o “hoje de Deus”, a Realidade eterna e iluminada que desconhece passado e futuro. Vive este “agora”, que é uma constância em termos de perfeição e glória! Aquele que  ilusoriamente vive o “hoje de aparências”, vive uma ficção mental em que mudanças e mais mudanças de quadros ilusórios aparentam entretê-lo seguidamente, tirando-lhe a noção do que é Realidade.

Deus é TUDO! Cada Ser em expressão, apesar de distinto em sua individualidade crística, é Deus mesmo, com toda a natureza divina em si próprio corporificada. O Cristo que somos, vive o “hoje da plenitude”, desconhecendo aparências mutáveis  de limitações e problemas. Nesse sentido, disse Mary Baker Eddy: “Para quem se apoia no Infinito Sustentador, o dia de hoje está repleto de bênçãos”. Que é se apoiar no Infinito Sustentador? Significa estar apoiado na unidade de Sua natureza infinita, sem se achar sendo “outro”, sem ser “dois”, sendo somente o próprio Infinito Autossustentado!

*

Somente Deus está Onde você está

 

A percepção da Onipresença é o discernimento absoluto da Verdade. Qualquer aceitação referente a outra presença, ao lado da presença divina, é “nada”, uma ilusão dos supostos sentidos humanos. Na maioria das vezes, as pessoas se contentam com ensinamentos mentalistas, que pregam o poder mental humano na manutenção do “corpo saudável” por meio de pensamentos corretos e positivos. Estes enfoques admitem um “corpo mutável” sendo o nosso, e, portanto, apesar de úteis no patamar em que atuam, que é o patamar das “crenças” no bem e no mal, não revelam a real natureza de nosso “Corpo”, que é Deus manifesto na Forma “Corpo”. Este, sim, é o “Templo de Deus” citado nas Escrituras.

O Universo é a Onipresença de Deus em Autoexpressão infinita, perfeita e permanente! Contemplar esta Presença de Deus constituindo o Universo inteiro é o objetivo da “Prática do Silêncio”. Nada há além de Deus que tenha Realidade! Portanto, além de contemplarmos a Presença de Deus sendo a “nossa” Presença, onde nós estivermos, precisamos também especificar e contemplar que “somente Deus” está sendo o Ser que somos! “Contemplar” significa discernir pelo coração, sem lidar com o intelecto! “Os puros de coração verão a Deus”, pois O estarão discernindo como o próprio Deus! Se Deus, somente, é Realidade, unicamente Deus existe para estar Se discernindo como nossa Identidade específica!

Dedique-se, portanto, à “Prática da Presença de Deus” diretamente no Absoluto! Você é um Ser Absoluto e não qualquer “outro”, ilusoriamente reconhecido pela suposta mente humana! Livre-se radicalmente da “crença em humanidade”, e, já se vendo no Absoluto, intuitivamente identifique-se com a Verdade Absoluta: DEUS É TUDO! Somente Deus vive, aqui e agora, como o “Eu” que EU SOU!

O

ENFOQUE ABSOLUTO REQUER ACEITAÇÃO ABSOLUTA 

Dárcio 

O enfoque absolutista da Verdade descarta completamente a dualidade, a crença em Deus e matéria, a crença em “bem e mal”, e a crença em seres apartados de Deus. Todas estas crenças são falsas! Aquele que diz abraçar esta unicidade de Deus deve estar disposto a “contemplar a Verdade” a partir deste ponto de vista iluminado, sem mais se identificar com mente humana ou com seres humanos, descartando inclusive todos os sinônimos que possam parecer existir para as irrealidades.

Deus é Tudo! Deus é Único! Existe somente Deus! Em vista disso, a Consciência infinita expressa como Universo, além de onipresente, onipotente e oniativa, precisa ser aceita como a “nossa” Consciência Iluminada.

O ensinamento absoluto não trabalha com “fé”, mas com a “percepção imediata da Verdade”. Que diferença há entre as duas? A “fé” seria a “certeza do não visto”, ou seja, alguém meditar acreditando que os princípios são verdadeiros”. A “percepção imediata da Verdade” é aceitar intuitivamente “estar discernindo a Realidade Absoluta”, por saber que DEUS É TUDO e que não há “eu que não seja DEUS” para estar imbuído de “fé”. Esta “aceitação absoluta” da Verdade é meramente reconhecermos que DEUS ESTÁ CONSCIENTE DE SER DEUS como o EU INDIVIDUAL QUE SOMOS!

Não existe um ponto sequer da Realidade infinita em que Deus não esteja já presente e sendo, ali, a total presença e a única presença! Veja-se sendo este “ponto”, aceitando radicalmente esta Verdade eterna:

Aqui, onde EU ESTOU, está a totalidade de Deus! Esta a unicidade de Deus! Nada há, ao lado de “Mim”, que possa existir, se opor ou ser descartado! A Consciência única e iluminada, universalmente em expressão, é a MINHA Consciência Iluminada deste Agora! Somente existe o Agora! O “Agora” em que “tudo está feito”. Sou um com a Verdade e EU SOU, portanto, a VERDADE!

Quem diz “estudar a Verdade Absoluta” terá de se dedicar a permanecer nestes “princípios absolutos”, e fazê-lo conscientemente, pois, esta “permanência” é o cumprimento dos dizeres de Jesus: “Não podeis servir a dois senhores”.

 

Silêncio É Egovacuidade-4

– 4 –

Uma clara compreensão desta parábola do “leão criado como cordeiro” o ajudará a se manter em sua real e eterna posição na Verdade. E saberá dar o valor devido à revelação de Paulo, de que “temos a Mente de Cristo”, e não “mente de ser humano”.

Revelações desse tipo são “rugidos” que nos levam imediatamente à Verdade que somos. O suposto “ego” é uma inexistência “sem mente”, e nossa aceitação incondicional de que “temos a Mente de Cristo”, por si só, traduz o seu “vazio” ! Exatamente como naquele leão jamais existiu “mente de cordeiro”, e nem “cordeiro”, jamais existiu “mente humana”, e nem “ego humano”. Assim como nada precisou ser mudado no leão, para que ele fosse o leão que sempre esteve sendo, nada precisa ser mudado em VOCÊ, para estar sendo O CRISTO que é! Mas, houve nele a “identificação”, seguida de atitude correspondente a ela! Ele precisou dizer, de si mesmo, e convictamente: “Eu sou um leão!” E é unicamente a plena e direta “identificação”  com a Verdade o que se requer de cada Ser, quando lhe é revelado: “Sois deuses”, “Sois a Luz do mundo”, “Tendes a Mente de Cristo!”. Por esse motivo, a “Prática do Silêncio” é fundamental, principalmente quando feita diretamente e sem rodeios, a partir da Verdade Absoluta:

Eu SOU Consciência Iluminada!”

Vivian May Willians disse o seguinte: Se você identificar-se com a Cristo-consciência, seu real Ser espiritual, logo passará a conhecer que o Amor divino (entendimento) é o único Ego, Vida e Mente que você possui. Nada pode separá-lo desta consciência harmoniosa ilimitada, a não ser sua adesão à crença de que é um ser humano e material. Se Deus é o infinito “EU SOU”, a única individualidade, conclui-se que o “eu humano” não existe.

 

FIM

Silêncio É Egovacuidade-3

– 3 –

Assim como a natureza do leão estava sempre presente, naquele que por longo tempo se acreditou ser cordeiro, permanentemente a “natureza de cordeiro” nele estava ausente! É este ponto crucial,  importantíssimo, que deve conduzir o estudo da Verdade! Jamais a “mente de cordeiro” passaria por etapas evolutivas para, finalmente, revelar o “ser real” do leão! Ausências não evoluem nem passam por etapas! A “permanência” da Verdade, ou seja, a “mente de leão”, e unicamente ela,  é o “princípio genuíno” a ser reconhecido. A partir do ponto em que o leão escutou o rugido de outro, e se identificou com sua real natureza, não teria sentido algum em ele voltar a endossar o “condicionamento falso” e dizer: “Um dia eu serei leão!” Não haveria absurdo maior!

Há vários ensinamentos que pregam a Verdade a partir do “referencial do cordeiro inexistente”, em vez de fazê-lo  a partir do “leão já manifestado”. Há autores que inclusive criticam a admissão plena  da “mente de leão” , dizendo que “afirmar ter “mente de leão”, enquanto aparenta “ter mente de cordeiro” não tem sentido algum! Mas é justamente o contrário! Quem afirmar “ter mente de cordeiro”,  depois de ouvir o “rugido da Verdade”, estará unicamente negando a “Verdade presente”, e confirmando a “mentira ausente”. Por esse motivo, sempre digo o seguinte: o ensinamento absoluto é o único verdadeiro! Não rebusca nada em suposta “mente humana”, não fica especulando causa das mentiras, não posterga a admissão das Verdade permanente e não dá ouvidos ao suposto “intelecto”.

A Bíblia diz: “Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes”. O que deve ser entendido, além do sentido óbvio, –  de que “sabedoria humana” nada tem a ver com “conhecimento da Verdade –  é que: enquanto ficarmos com a “mente de cordeiro”, e com ela armazenando mais e mais teorias e conceitos de ensinamentos relativos, mais e mais “material” a ser destruído pela Verdade, aparentemente, estaremos acumulando! Por desconhecer estes princípios absolutos, muitos se tornam verdadeiros  “poços de erudição”, e  até se orgulham em ter “mente de cordeiro” recheada de “sabedoria intelectual”; mas, infelizmente, apesar de já serem dotados única e exclusivamente da “mente de leão”, deixam de percebê-lo conscientemente, ou seja, espiritualmente.

 

Continua..>

Silêncio É Egovacuidade-2

 

– 2 –

Egovacuidade é ausência total do ego, que  já é a Verdade Absoluta! Nunca existiu “outro ser”, senão Deus, manifestado como o Eu de nós todos! Falar, portanto, da necessidade de se “anular o ego” é simplesmente “enxergar com o Olho Simples”, ou seja, enxergar o que É, o que permanentemente É!

Há uma parábola falando sobre um leão criado junto de cordeiros, e que julgava ser um deles. Certo dia, ouvindo o rugir de um leão, imediatamente saltou-lhe a identificação com ele, mas por um tempo ainda, o falso condicionamento lhe perdurou. Mesmo assim, ele nunca mais voltou a crer que não fosse um leão! Esta parábola explica bem em que consiste o estudo da Verdade. E explica bem o motivo pelo qual devemos sempre partir de nossa identidade eterna e real, que é divina. É quando trabalhamos com “princípios verdadeiros” e nunca com “condicionamentos falsos”. Por esse motivo, os textos sempre enfatizam: trabalhe com os “princípios revelados” e nunca com “aparências”.

Trabalhar com a Verdade significa você assumir sua Mente de Cristo e se ver como Cristo em unidade perfeita com o Pai. Com o Cristo reconhecido como sua VIDA, você é herdeiro de todas as riquezas celestiais; como “ilusório ego”, você estaria representando o “filho pródigo”, vivendo uma mentira chamada “existência material”. Por isso, as “contemplações da Verdade” jamais incluem a “ilusão” chamada “personalidade humana”. Mesmo que a suposta mente humana encontre mil justificativas para induzi-lo a não afirmar: “Eu Sou Deus!”, jamais ceda, sob hipótese alguma! Assim como o leão já tinha sua juba e demais características de um leão, mesmo enquanto acreditava ser um cordeiro, VOCÊ JÁ TEM TODA A NATUREZA DE DEUS, e esta nunca lhe esteve ausente! Jamais as “contemplações da Verdade”, aliadas com as “afirmações da Verdade”, o tornarão Deus! DEUS É TUDO! JÁ É VOCÊ! Quando “trabalhamos pela comida que não perece”, firmados na Verdade e nunca nas “aparências”, estamos unicamente vendo a “escuridão mental humana” ceder à Luz onipresente que  já somos!

 

Continua..>

Silêncio é Egovacuidade-1

– 1 –

Por que a “Prática do Silêncio” pode ser considerada como “outra face da mesma moeda”, sendo a primeira a “Prática da Presença de Deus”?  Pelo seguinte motivo: não existe “vazio” no Universo, pois, o Universo é Deus, a Consciência infinita consciente de “SER TUDO”. Se partirmos do “Referencial da Luz”, a “Prática do Silêncio” será o momento por nós escolhido para discernir o que é “permanente”, ou seja, não esperaremos criar nada nem mudar nada : unicamente estaremos discernindo “Deus sendo Deus como o Ser que somos”. Em outras palavras, estaremos partindo da Verdade absoluta de que o “Eu que somos” jamais nasce e jamais passa por processo de “renascimento espiritual”.

Quando este enfoque é aceito com “coração de criança”, não surgem as questões referentes à ilusão, às dúvidas e aos desvios desta Verdade. Porém, como a impotente “crença coletiva” aceita falsamente que existem “seres apartados de Deus”, a tais mentiras foram atribuídas uma “nomenclatura ilusória”, palavras como: mente humana, mente carnal, ego, homem natural, personalidade humana, etc.. Quanto mais estas falsidades forem consideradas, mais aparentarão ter realidade! Por isso nomeamos a “Prática do Silêncio”, que objetiva o desmantelamento de todo este “conteúdo insubstancial”, inverdades que tentam nos induzir a acreditar em “outros ao lado do UM”. A “Prática do Silêncio”, portanto, nesse sentido, é a “Pratica da Egovacuidade”, ou seja, o reconhecimento de que NADA, QUE NÃO SEJA DEUS, ESTÁ PRESENTE COMO O SER QUE SOMOS!

Se o suposto “ego” não for banido ou descartado com “o machado posto à raiz de sua árvore”, as “contemplações da Verdade” deixarão de ser vistas como “percepção do que permanentemente somos”. E é quando alguém acredita meditar para, em seguida, voltar ao mundinho material para encarar sua suposta vida pessoal. NÃO EXISTE MUNDO MATERIAL! Ele só aparenta existir porque a MENTE ILUSÓRIA não foi “vista” como ILUSÓRIA! E, quando isso ocorre, o que chamaríamos de “concessões ao mundo”, por estarmos conscientes de que O REINO DE DEUS É AQUI, mas, aparentemente lidando com seres que ainda não se interessaram pela Verdade, acabam deixando de ser “concessões” para voltarem a ser “ilusões”: estaríamos, de novo, acreditando em “vida humana e apartada de Deus”.

Continua..>

A “Ilusão do Despertar”

Se, de um lado, há uma didática na explanação dos princípios espirituais, reveladores de que “o Homem é Deus, habitante permanente do Paraíso”, de outro, há a Verdade de que “a palavra mata e o Espírito a vivifica”. Em outras palavras, quem aceita intelectualmente os “princípios revelados”, e recebe instruções para “neles permanecer”, o que precisa ser realmente “entendido” é o seguinte: esta permanência na Verdade não é uma obrigação exigida à suposta “mente humana”, mas sim uma rendição da mente humana no sentido de que a pessoa, imediatamente, reconheça ser IMPOSSÍVEL deixar de “permanecer nos princípios”.

Quem mal entende a exposição da Verdade é sempre a “mente ilusória”; é ela que tenta nos sugerir a ideia de que “temos de nos esforçar para permanecer na Verdade”. Contudo,  a Verdade não é “dever da mente ilusória”, mas sim “a manifestação eterna e consumada da Mente divina como cada Ser individual!’ Disto decorre o seguinte: o chamado “despertar espiritual” é uma ilusão!

DEUS É TUDO! A Mente divina, única, portanto, já É a Mente única de toda a Realidade! E já é “Mente Iluminada!”. TUDO que Deus É, já está totalmente expresso como TODO PONTO DO UNIVERSO DE LUZ!  Não há mais Deus ou menos Deus em parte alguma! Por isso Jesus disse que “os pequeninos” entram no Reino dos Céus, enquanto “sábios e entendidos” FICAM sempre “batendo com o nariz na porta”.

Os “pequeninos” se veem cheios de júbilo, diante dos “princípios eternos” expostos a eles: “Eu Sou Deus! Tudo é Deus! Somos Um! Sou Luz do Mundo!” Tudo é Agora! Esta “alegria da Alma”, aos “pequeninos”, é imediata! Isto porque os “princípios espirituais”, no caso deles, não enfrentam o “intelecto”: caem diretamente na “sintonia coração-coração”.  Não encontram uma “inteligência” que diz: “Eu, um dia, estarei consciente destas Verdades!”

A Bíblia afirma: “os puros de coração verão a Deus”. Nunca isto significa “mente humana purificada”, através de “evolução” , “aprimoramento de estágios mentais”, ou “conscientização paulatina da Verdade”. Antes, o significado é que não existe intelecto! E, se VOCÊ for um dos “pequeninos”, exatamente AGORA estará como “puro de coração”, por se admitir “SER ILUMINADO”, e, portanto, IMPOSSIBILITADO de “Despertar para a Verdade”; entretanto, se VOCÊ for um dos “sábios e entendidos”, continuará  alimentando a MENTE QUE NÃO EXISTE, se irritando por não vislumbrar a Verdade que INTELECTUALMENTE aceita, e, dessa forma, se vendo como “fora da Mente divina, como “ramo cortado da Videira”, como “mortal com o dever de “aplicar princípios teóricos da Verdade, etc.

Aquilo que Deus É, é o que VOCÊ AGORA É!  “SOIS DEUSES!” – se a Palavra de Deus lhe é dirigida! E, agora, somente ELA lhe é dirigida!

*