CONSCIÊNCIA É PAZ INFINITA

CONSCIÊNCIA É PAZ
INFINITA
Dárcio
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Nas contemplações feitas durante a “Prática do Silêncio”, devemos nos identificar pura e radicalmente com a Consciência iluminada que somos, e que sabe que estamos sendo. Esta Consciência é uma constância eterna: não sofre mudanças, variações ou flutuações. “Eu, o Senhor, não mudo”, diz a Bíblia. Este “Senhor” é Deus sendo nossa Consciência absoluta.

Saber que somos Consciência constante é de vital importância, pois a crença em “mudanças” é a fonte da ilusão. Contemple sua identidade como a imutabilidade em si! Separe-a conscientemente das crenças coletivas de mudanças! Não há mudanças em Deus, que constitui a totalidade do ser que somos! Infelizmente, a maioria dos ensinamentos encara o homem do ponto de vista fenomênico, no referencial ilusório das aparências mutáveis, fazendo-o crer que tais mudanças são realidades experienciadas por ele. Unicamente o enfoque absoluto erradica pela raiz essa fraudulenta visão do ser que somos.

Li um artigo em que o autor explicava que certas “sensações corpóreas de formigamento”  poderiam ser uma manifestação do nosso Corpo de Luz. Não devemos nos identificar com sensações mutáveis, que são efeitos  que se dão na crença coletiva e jamais em nós! O Corpo de Luz é o único Corpo que temos,  e que é Deus manifesto como Corpo. Não sofre mudanças e não tem sensações mutáveis! Enquanto você estiver “sentindo” algo desse tipo, saiba que está identificado com a mente humana e seu ilusório psiquismo. A Consciência é Paz Infinita, a Paz do Cristo que “excede o humano entendimento”. Portanto, diante de supostas “sensações corpóreas”, sejam elas quais forem, use-as como meio de avaliar a eficácia de suas contemplações, isto é, enquanto tais sensações estiverem sendo “sentidas”, significa que você não se interiorizou o suficiente para estar identificado unicamente com sua identidade imutável, pacífica de constância eterna.  Você é Deus sendo a Perfeição infinita em constante Paz infinita! O que passar disso, é “mente humana”,  ILUSÃO!

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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-6

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE VI
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Uma vez que você haja posto todos os problemas nas mãos do Cristo, sempre presente em seu íntimo, em Quem há a todo tempo um irreprimível desejo de vir em nossa salvação e fazer tudo por nós, não ouse tomá-los de novo em suas mãos mortais, para operar por si mesmo, porque, assim o fazendo, você está simplesmente adiando o tempo da Sua manifestação. Tudo o que tem a fazer é pensar firmemente: “Está feito. E manifesto agora”. Essa Divina Presença é a nossa suficiência em todas as coisas e Se materializa como tal, em tudo aquilo que desejarmos ou necessitarmos, se apenas soubermos esperar confiantemente.

Esse assunto de confiar no Cristo, no íntimo, para fazer tudo por nós – capacitando-nos de que somos unos com Ele e que a Ele é dado todo o poder – não é algo que nos venha espontaneamente. Começa por um persistente esforço da nossa parte. Começamos pela determinação de que Nele confiamos como nossa presente libertação, como nossa saúde, nossa riqueza, nossa sabedoria, nosso tudo, e continuamos por um laborioso esforço, até que formemos uma espécie de hábito espiritual. Nenhum hábito surge repentinamente em nossa vida, mas cada um vem por uma sucessão de pequeninos atos. Quando você vê alguém operando as obras do Cristo, curando os enfermos, libertando os aprisionados, e assim por diante, pela palavra da Verdade proferida com fé, esteja certo de que essa fé não pulou para ele de alguma fonte externa, de repente. Se você conhecesse os fatos, talvez soubesse dos dias e das noites quando, com os punhos e os dentes cerrados, ele se agarrou firme ao Cristo, em seu íntimo, “confiando onde não se podia encontrar pegadas” até que se encontrou possuindo a verdadeira “fé do Filho de Deus”.

Se desejamos que o Pai, no íntimo, que é o Cristo, Se manifeste como todas as coisas através de nós, precisamos aprender a conservar o nosso eu mortal quieto, aquietar todas as suas dúvidas e medos e falsas crenças e apegar firmemente ao “Cristo somente”. Em Seu nome poderemos enunciar palavras de cura, de paz e de libertação para outros, e como Jesus disse de Si mesmo, assim devemos também dizer de nós mesmos: – “Eu não posso de mim mesmo (isto é, do mortal) fazer coisa alguma; o Pai que permanece em mim, faz as suas obras”. Ele é o sempre-presente Poder que supera todos os erros, doenças, fraquezas e ignorância ou o que mais possa ser. Clamamos por esse Poder ou trazemo-Lo para o nosso consciente onde ele é de uso prático, declarando muitas e muitas vezes que ele já é nosso. Dizendo e experimentando capacitarmo-nos da Verdade, “Cristo é a minha sabedoria, consequentemente conheço a Verdade”, teremos, em pouco tempo, compreendido as coisas espirituais muito melhor do que com meses de estudo. Dizendo: “Cristo é a minha força, eu não posso ser fraco ou frágil”, iremos nos tornar bastante fortes para enfrentar qualquer emergência.

Lembre-se de que não começamos por sentir essas coisas logo a princípio, mas, enunciando-as fervorosa e ardentemente, e agindo como se elas fossem verdadeiras – essa é a fé que traz a manifestação do Poder.

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A SAÚDE É INTRÍNSECA AO SEU EU

A SAÚDE É INTRÍNSECA
AO SEU EU
DÁRCIO
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Deixe de pensar em “saúde” como algo separado de você, que você pode obter, perder,  ou recobrar. Saúde é Consciência Se exprimindo! Assim como a vela expressa luz e calor, sua Consciência, que é Deus consciente de ser VOCÊ, expressa saúde e também todos os aspectos da Verdade! Não a separe de seu EU! Deixe a crença dualista que lhe mostra um suposto “ego” flutuando entre saúde e enfermidade. Isso não existe! VOCÊ NÃO É MATÉRIA! VOCÊ NÃO É CORPO CARNAL! Deus é SUA VIDA, Deus é SUA SAÚDE! Em outras palavras, VOCÊ E SUA SAÚDE SÃO UM!

Ache tempo para contemplar esta unidade, esta Verdade absoluta! Contemple seu Eu sendo a própria Saúde em expressão infinita! Deus é infinito! Deus é seu Eu! Abuse da palavra “infinito” em suas contemplações! Pare de trabalhar com “pedaços”, com “mesquinharias”, com “limitações”, ou com algo menor que o infinito! Deus é infinito, portanto, como Deus é a sua Consciência, sua Vida, sua Saúde, sua TOTALIDADE, é óbvio que tudo que VOCÊ expressa é infinito! Reconheça que exatamente AGORA, a SAÚDE INFINITA Se expressa e Se irradia infinitamente a partir de VOCÊ PRÓPRIO, de sua própria Essência! Contemple esta Verdade sem forçar a mente e sem querer que isto se torne verdadeiro! JÁ É VERDADEIRO! Apenas dê “testemunho” desta VERDADE!

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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-4

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE V
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Suponhamos seja dinheiro o de que você necessite. Pense: – “Cristo é o meu suprimento abundante (não supridor). Ele está aqui, em meu íntimo, agora, e deseja ardentemente manifestar-Se como meu suprimento. O Seu desejo é cumprido agora”. Não cogite de como Ele o fará, mas mantenha o firme pensamento no suprimento aqui e agora, esquecendo-se de todas as demais fontes, e Ele, seguramente, honrará sua fé manifestando-Se como seu suprimento, muitas vezes mais abundante do que você havia pedido ou pensado. Lembre-se das sábias palavras de Tiago, o apóstolo: – “Porque quem duvida é semelhante à vaga do mar, que o vento subleva e agita. Não cuide esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa”.

Em nenhuma parte do Novo Testamento está expressa a ideia de que Jesus Cristo veio para que pudesse haver, depois da morte, uma remissão da pena para o pecado. Essa ideia é pura ficção da ignorante mente carnal humana, de época posterior. Em muitos lugares da Bíblia são feitas referências à “remissão de pecados”; e mesmo Jesus, de acordo com o relato de Lucas, disse que “pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações”. “Pecado”, no texto original, não significa crime merecedor de punição. Significa qualquer erro ou falha que traga sofrimento. Cristo veio para que haja remissão de pecados, de erros, de falhas, os quais são inevitavelmente seguidos pelo sofrimento. Ele veio para trazer “boas novas e grande alegria a todos os povos”. Boas novas de que? Boas novas de salvação. Quando? Onde? Não há salvação da punição depois da morte, mas salvação dos erros e falhas aqui e agora. Ele veio para nos mostrar que Deus, nosso Criador e Pai, anseia com profundo desejo inexprimível ser para nós, através do Cristo, a abundância de todas as coisas de que necessitamos ou desejamos. Mas a nossa parte é escolher tê-Lo, e depois de ter escolhido, “atermo-nos firmemente até que Ele venha”, não até que ele venha depois da morte, mas apenas atermo-nos firmemente à nossa fé até que Ele Se manifeste. Por exemplo, por essa forma pedindo-Lhe saúde, quando por um ato da própria vontade você deixa de buscar em meios materiais (e isso nem sempre é fácil de se fazer) e declara que o Cristo, em você, é a única vida do corpo e a vida sempre perfeita; é apenas necessário que você se atenha, firmemente, sem vacilação no pensamento, a fim de se tornar bom.
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NÃO CEDA ÀS SENSAÇÕES HIPNÓTICAS

NÃO CEDA
ÀS SENSAÇÕES HIPNÓTICAS
Dárcio
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DEUS É TUDO! Portanto, não ceda, jamais, às sensações hipnóticas do mesmerismo coletivo! O Sentido único é o Sentido espiritual, o Sentido divino que percebe a Verdade e tão somente a Verdade. Não há “sentidos outros” ao lado do Sentido espiritual! Não lute contra sensações de desânimo, depressão, tristeza, dor ou sofrimento! Nada disso tem realidade! A força hipnótica que tais sensações parecem possuir, é constituída de “vazio”. DEUS É TUDO! Assuma a Presença de Deus sendo a SUA Presença! Reconheça que unicamente as sensações absolutas, espirituais, amorosas e perfeitas são por você sentidas! DEUS É AMOR! A sensação sentida por Deus, por expressar-Se como Amor infinito, é a “sensação real” que VOCÊ está permanentemente discernindo! É uma  “sensação” permanente!

Não ceda à ILUSÃO! Não aceite ILUSÃO! Não lute contra ILUSÃO! Não aceite suas falsas sensações! VOCÊ É DEUS SENDO VOCÊ! Em vez de “sentir o irreal”, SINTA O REAL! SINTA-SE IRRADIANDO LUZ, AMOR, PAZ E PLENITUDE! A VERDADE É SEMPRE ESTA: DEUS É TUDO! DEUS É VOCÊ SÃO UM E O MESMO!

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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-4

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE IV
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Há uma grande diferença entre uma vida cristã e uma vida crística. Viver uma vida cristã é seguir os ensinamentos de Jesus, com a ideia de que Deus e Cristo estão inteiramente no exterior do homem, para serem buscados, mas sem terem de responder sempre. Viver uma vida crística é seguir os ensinamentos de Jesus no conhecimento de que, a constante Presença de Deus, que é sempre vida, amor e poder em nosso íntimo, está agora sempre pronto, e à espera para fluir abundante e prodigamente em nossa consciência e através de nós a outros, desde o momento em que nos abrimos a ela e confiantemente esperamo-la. Uma coisa é seguirmos o Cristo, o que é belo e bom, no que isso concerne, mas que é sempre imperfeito, e outra coisa é deixar que o Cristo, o perfeito Filho de Deus, Se manifeste através de nós. Uma coisa é esperarmos ser eventualmente salvos do pecado, da doença e da aflição; outra coisa é saber que somos, em realidade, salvos agora, de todos esses erros, pela Presença do Cristo em nós, e pela fé afirmando isso, até que sua evidência se manifeste em nossos corpos.

Acreditar, simplesmente, que Jesus morreu na cruz para aplacar a ira de Deus nunca salvou nem salvará ninguém do presente pecado, da doença ou da necessidade;  e não foi isso o que Jesus ensinou. “Os demônios creem e tremem”, disseram-nos, mas nem por isso eles são salvos. É preciso algo mais do que isso – um toque vital de alguma espécie, uma comunhão de nossas almas com a Divina Fonte de todo bem e suprimento. Temos que ter fé em Cristo, crer que Cristo habita em nós e em nós está o Filho de Deus; e que esse Uno, que habita em nós, tem o poder de salvar-nos e tornar-nos íntegros; sim, mais, Ele já nos tornou íntegros. Pois não disse o Mestre: – “Tudo quanto suplicais e pedis, crede que o tendes recebido e te-lo-eis”?

Se você manifesta doença, procure esquecer a aparência que é externa, ou a superfície da lagoa, onde a água está estagnada e a espuma subiu – e falando do âmago do seu ser, diga: – “Este corpo é o templo do Deus vivo; o Senhor está agora no Seu templo sagrado; o Cristo é a minha vida, o Cristo é a minha saúde, o Cristo é o meu vigor; o Cristo é perfeito, porque Ele habita em mim como vida perfeita, saúde e vigor”. Diga estas palavras com fervor, esforçando-se por se capacitar do que está dizendo e quase instantaneamente a perene Fonte da Vida, no íntimo do seu ser, começará a borbulhar e continuará com uma rápida e crescente atividade, até que nova vida irradie através da dor, da doença, da mágoa, e de todas as enfermidades, para a superfície, e o seu corpo mostrará a perfeita vida do Cristo.

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CONTEMPLE A PERFEIÇÃO

CONTEMPLE A
PERFEIÇÃO
Dárcio
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Dedique-se a contemplar a Perfeição, que é o Universo infinito Se expressando! A Perfeição é Deus Se expressando como o Universo, como a sua Identidade e como o seu Corpo! Já postei aqui esta “Ordem de Contemplação”,  explicada  no artigo de mesmo nome de Marie S. Watts, em que expõe a necessidade de se ter uma “visão ordeira” durante a contemplação da Perfeição que já É.

Pode a mente humana ser aceita ou não; mas, em nenhuma hipótese ela tem realidade! A suposta “mente humana” pode ser definida como sendo mera “crença falsa”. Não perca tempo com falsidades! Contemple a Perfeição, que é a Realidade eterna! O Universo é a Perfeição em Si, a sua Identidade é a Perfeição em Si; o seu Corpo é a Perfeição em Si! Nada há além da Perfeição! Identifique-se com a Mente única, que é Deus consciente de Sua Perfeição imutável, absoluta e onipresente! Identificar-Se é meramente “dar testemunho da Verdade”. DEUS É TUDO! A PERFEIÇÃO É TUDO!
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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-3

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE III
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Precisamos todos reconhecer, creio, que foi o Cristo, em nosso íntimo, que fez de Jesus o que Ele foi; e o nosso poder, agora, reside em nossa compreensão da Verdade – porque é uma Verdade, quer nos capacitemos  ou não disso – que o mesmo Cristo que vive em nós é o que vive em Jesus. É uma parte Dele próprio que Deus colocou em nosso íntimo, que vive sempre aí com inexprimível amor e desejo para assomar à periferia do nosso ser ou do nosso consciente como a nossa suficiência em todas as coisas. “O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se regozijará em ti com alegria, descansará no teu amor, exultará sobre ti com júbilo” (Sofonias 3:17). Cristo, em nosso íntimo, é o “bem-amado Filho”, o mesmo que habitava em Jesus. Ele é o “Eu em vós e vós em mim para que sejamos perfeitos” do qual Jesus falou.

Em toda essa explanação, em nada queremos diminuir de Jesus. Ele é ainda o nosso Salvador, pois que padeceu indescritíveis sofrimentos, na perfeita crucificação do ego, para que pudesse nos conduzir a Deus; para que pudesse nos mostrar a saída do pecado, da doença, e da aflição; para nos mostrar como esse mesmo Pai nos ama e vive em nós. Amamos a Jesus e devemos amá-Lo sempre com um amor que é maior do que todos os outros, e para provar o nosso amor seguiremos de perto os seus ensinamentos e a Sua vida. De nenhuma forma poderemos fazer isso perfeitamente, exceto tentando aprender o significado real de tudo o que Ele disse, e permitindo que o Pai opere através de nós, como Ele o fez, através Dele, nosso perfeito Irmão mais velho e Salvador.

Jesus algumas vezes falou da Sua parte mortal, mas Ele vivia quase completamente na parte crística Dele mesmo, tão conscientemente no centro do Seu ser, onde a verdadeira essência do Pai borbulhava em incessante atividade que Ele usualmente falava dessa parte.

Quando Ele disse: – “Vinde a mim que vos aliviarei” não quis dizer que convidava a humanidade a vir à Sua personalidade, Seu ego mortal, pois Ele sabia que milhões de homens e mulheres não poderiam jamais chegar até Ele. Estava falando do próprio Cristo Nele, não significando “Vinde a mim Jesus” mas “Vinde a mim o Cristo”, nem significou “Vinde ao Cristo habitando em mim”, porque comparativamente, pouquíssimos poderiam fazê-lo. Mas Ele disse: – “As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo, mas do Pai que me enviou”. Assim, o Pai não dizia “Vinde a Jesus”, mas “Vinde a mim”, o que significa “deixai a vossa parte mortal, onde tudo é doença, tristeza e aflição, e vinde para o Cristo, onde habito e onde vos darei paz. Vinde à capacitação de que sois uno com o Pai, que estais cercados e cheios do amor divino, de que nada há no universo que é real, senão o bem, que todo o bem é vosso e vos dará descanso”.

“Ninguém vem ao Pai senão por mim” não significa que Deus é um Pai severo a quem devamos adular e pacificar indo a Ele através de Jesus, Seu mais terno e mais suplicado Filho. Não disse Jesus: – “Quem me vê a mim, vê o Pai?” Ou, em outras palavras, “Assim como sou, em amor, em gentileza e acessibilidade, assim é o Pai?” Essas palavras significam que ninguém pode ir ao Pai a não ser através da parte crística, em seu íntimo. Você não pode ter esta realização por meio de outra pessoa ou por qualquer caminho externo. Alguém poderá ensiná-lo como realizar e assegurar-lhe que tudo será seu se o fizer, mas você terá de recolher-se dentro de sua própria alma, encontrar ali o Cristo, e buscar o Pai através do Filho, para aquilo que você deseje.

Jesus estava constantemente tentando afastar a atenção do povo da Sua própria personalidade e fixá-la no Pai que habitava Nele, como a fonte de todo o Seu poder. E quando estavam apegados ao Seu eu mortal, porque seus olhos ainda não haviam sido abertos no entendimento sobre o Cristo no íntimo das suas próprias almas, Ele disse: – “Convêm-vos que eu vá. Pois se eu não for, não virá a vós o Paráclito, mas se eu for, enviar-vo-Lo-ei”, isto é, se Ele permanecesse onde pudessem continuar olhando para Ele todo o tempo, eles nunca compreenderiam que o mesmo Espírito de Verdade e de Poder habitava neles próprios.

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A VERDADE ACEITÁVEL

A
VERDADE ACEITÁVEL
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Edmundo Teixeira

A Verdade desejou visitar o palácio do homem
e um dia se anunciou, tal como ela é:  nua, jovem e bela.  O porteiro embora escandalizado, foi consultar
o ministro mas este, quase sem fôlego, explodiu:

–  Estás louco?  Que seria de nós se a Verdade aqui entrasse?  Enxota esta despudorada!
Embora expulsa, a Verdade continuou desejosa de visitar o palácio do homem e reapresentou-se, com o nome de “acusação”, desta vez trajada de amazona e brandindo o chicote.  Novo choque do porteiro e novo pasmo do ministro:

–  Estás doido, porteiro?  Já pensaste o que seria de nós se a acusação aqui entrasse?  Dize-lhe que está indevidamente vestida!

A Verdade se foi, mas como estava firmemente decidida a visitar

o palácio do homem, voltou, terceira vez, lindamente trajada.  O porteiro se maravilhou ante seu aspecto e formosura:

–  Quem és, gentil criatura?
–  Sou a Fábula e desejo visitar o palácio.
–  A fábula!?  Já vou anunciá-la ao Sr. Ministro.
O ministro veio logo recebê-la, solícito e sorridente e começou a distribuir ordens:
–  Iluminem e adornem o salão!  Chamem os músicos!  A Fábula nos está visitando!

Rejeitada como verdade mesma ou como desmascaramento do falso;  a Verdade só é admitida pelo homem comum sob os agradáveis disfarces da fábula, da parábola e das alegorias….

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LIBERDADE E LIBERTAÇÃO

LIBERDADE
E LIBERTAÇÃO
DÁRCIO
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A Verdade libertadora é, de fato, uma Verdade não libertadora! Compreender que o que não existe, não existe, é a suposta libertação que a Verdade nos propicia. Isto porque nada há do que devamos nos libertar! Enquanto este ponto não for discernido, a suposta mente humana engendrará arapucas com as quais tentará fazer com que você acredite em existência humana, sempre com problemas! Caso existisse, Deus não seria TUDO!

Dizer que a Verdade nos liberta deve ser entendido de modo absoluto, ou seja, a Verdade É! Somos a Verdade! Este conhecimento é nossa liberdade! Liberdade, portanto, tem um sentido absoluto, muito acima do sentido de “libertação”. Você é LIVRE! Você tem Liberdade! Deus é quem VOCÊ É! Já a palavra “libertação” nos induz a crer que exista “algo” do que devamos ou possamos nos libertar!

Assuma a Verdade revelada: a Liberdade é qualidade intrínseca da Alma, a Consciência iluminada que VOCÊ É!

Este discernimento é fundamental em suas “contemplações”. A falsa crença de que “sempre existe algo do que devamos nos livrar” deve ser substituída pelo conhecimento da Verdade de que “nunca há do que devamos nos livrar”. É simples assim! Mas precisa ser discernido espiritualmente! Caso contrário, você ficará gerando aparências de antagonistas e de problemas com os quais ilusoriamente se defrontará! Se há “sombras”, é porque a onipresença da Luz deixou de ser discernida! Admita a existência única de DEUS! Não somente mentalmente! Perceba que a Verdade o “liberta” porque sempre VOCÊ É LIVRE e VOCÊ É A VERDADE! Pare de lutar, portanto, por uma suposta “libertação”, que somente “geraria” ILUSÃO, e perceba: SOU LIVRE!

DEUS É TUDO! Tudo que há, é DEUS SENDO! Nada mais existe! E, o que não existe, não existe! Contemple estas Verdades!


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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-2

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. Emilie Cady
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PARTE II
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Suponhamos que uma linda fonte seja suprida por um manancial oculto e inesgotável. Em seu centro está ela cheia de vida, forte, vigorosa e borbulhando continuamente, com grande atividade; mas em sua superfície a água está quase parada a ponto de se tornar impura e coberta de espuma. Isso representa exatamente o homem. Ele é composto de uma substância infinitamente mais sutil, mais real do que a água. “Porque dele também somos geração”. O homem é o descendente – ou o trazimento à visibilidade – de Deus, o Pai. No fundo ele é puro Espírito, feito à imagem e semelhança de Deus, Substância do Pai, um com o Pai, alimentado e renovado continuamente pelo inexaurível Bem, que é o Pai. “Nele vivemos, nos movemos e existimos”. A superfície onde a estagnação tem lugar (que é o corpo do homem) não há muito que se assemelhe à Divindade, sob qualquer aspecto. Fixamos nossos olhos na periferia ou na parte externa do nosso ser; perdemos a Consciência de Deus, que habita em nós, sempre ativa, imutável em nosso íntimo e por isso vemo-nos doentes, fracos e infelizes. E até que aprendamos a viver no centro e conhecer que temos poder para irradiar paz desse centro, essa vida incessante e abundante, não estaremos bem e fortes.

Jesus conservava os Seus olhos longe da exterioridade, e mantinha os Seus pensamentos voltados para o íntimo do Seu ser, que era o Cristo. “Não julgueis pela aparência”, disse Ele, isto é, de acordo com o exterior, “MAS JULGAI SEGUNDO A RETA JUSTIÇA”, de acordo com a Verdade real ou do Espírito. Em Jesus Cristo, a Centelha Interior, que era Deus, a mesma que vive em cada um de nós, hoje, foi exteriorizada para se mostrar perfeitamente, sobre e acima do corpo, ou homem carnal. Ele operou todas as Suas poderosas obras não porque Lhe foi dado algum poder maior ou diferente daquele que Deus nos deu – não porque Ele era de alguma forma diferente, um Filho de Deus, e nós apenas criaturas de Deus – mas porque essa mesma Centelha Divina que o Pai implantou em cada nascituro, fora bafejada numa flama resplandecente, pelas Suas influências pré-natais, primeiras ambiências e pelos Seus esforços posteriores em manter-Se em constante e consciente comunhão com o Pai, a Fonte de todo o amor, vida e poder.

Ser tentado não significa que as coisas lhe advenham e que embora possam afetar os outros em muito, não lhe afetem de nenhum modo, por causa de alguma superioridade sua. Significa ser experimentado, sofrer e ter que fazer esforço para resistir. Paulo refere-se a Jesus como “alguém tentado em todas as coisas à nossa semelhança”. E o próprio Jesus confessou haver sido tentado quando disse aos seus discípulos: – “Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações” (Lc. 22: 26). A humanidade do Nazareno “sofreu tentação” ou experiência, do mesmo modo que você ou eu sofremos hoje, por causa das tentações ou sofrimentos e por igual maneira.

Sabemos que, durante o Seu ministério público Jesus dedicou horas, em cada dia, a sós com Deus; e nenhum de nós sabe o que Ele passou nos anos de Sua pré-maturidade – como você e eu estamos fazendo hoje – superando o mortal, os Seus desejos carnais, as Suas dúvidas e medos, até que atingiu o perfeito conhecimento dessa íntima Presença, esse “Pai em mim”, ao qual Ele atribuiu a autoria de todos os seus maravilhosos feitos; Ele teve que aprender como temos de aprender, Ele teve de se manter firme como nós o temos de fazer hoje; Ele teve de tentar muitas e muitas vezes, como nós o temos, ou então Ele não foi “tentado em todas as coisas à nossa semelhança”.

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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-1

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE I
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Em todos os seus ensinamentos Jesus tentou mostrar àqueles que O escutavam qual era a Sua relação com o Pai e ensiná-los que eles também estavam relacionados ao mesmo Pai e exatamente do mesmo modo. Vezes após vezes, experimentou explicar-lhes de diferentes maneiras que Deus habitava no íntimo deles e que Ele era um Deus dos vivos e não dos mortos. Nunca Ele manifestou que fazia as coisas por Si mesmo, mas disse sempre: –  “Eu por mim mesmo nada posso. O Pai que habita em mim é quem faz as obras”. Era, porém, difícil ao povo compreendê-Lo, como ainda é difícil para nós compreendermo-Lo hoje.

Havia, na pessoa de Jesus, duas regiões distintas: a parte carnal, mortal, que era Jesus, o filho do homem; e a parte central, viva e real – o Cristo, o Ungido. Assim, cada um de nós tem duas regiões no ser – uma, a parte carnal e mortal, que está sempre sentindo a sua insuficiência e fraqueza, em todas as coisas, e está sempre dizendo: – “Não posso”; e no mais profundo do nosso ser há alguma coisa que nos nossos momentos mais elevados sabe ser mais do que conquistador sobre todas as coisas; ela diz sempre: – “Eu posso, eu quero”. É o infante Cristo, o Filho de Deus, o Ungido, em nós. “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus”.

Aquele que nos criou não nos formou e nos pôs à parte de Si mesmo como um artífice que fabrica uma cadeira ou mesa e a põe de lado, como coisa acabada e que é apenas trazida de novo, ao artífice que a fez, quando precisa de conserto. De modo algum. Deus não somente nos criou no princípio, mas é sempre a Fonte da Vida, habitando em nós. Dessa fonte, constantemente, jorra nova vida para restaurar os corpos mortais. Ele é a Inteligência que habita sempre em nós, que enche e renova as nossas mentes. As Suas criaturas não existiriam um só momento estivesse Ele ou pudesse Ele estar separado delas. “Sois o santuário de Deus…e o Espírito de Deus habita em vós”.

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MEU PAI…

MEU PAI…
Dulcinéa B. Lima Marchiori

Não vês minha aparência — puro nada —
Só vês em mim a Tua Perfeição!
Que eu veja, pois, nesta hora abençoada,
Nossa Unidade em Santa Comunhão!

Cega meus olhos às visões humanas,
Só quero ver-te em Tudo ao meu redor,
Sem julgamento das questões humanas,
Que nada são perante o Teu Amor!

Dá-me Teu Olho Simples tão perfeito,
Fala por minha boca, ó Santa Voz,
E não me deixa cair em tentação.

No sacrário bendito do meu peito,
Que eu me perceba em Ti, Deus Pai, a sós
Em pura e divinal meditação…

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A FÉ NO SER ISENTO DE CRENÇAS FALSAS

A FÉ NO SER
ISENTO DE CRENÇAS FALSAS
Dárcio
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A grande diferença entre o ensinamento absoluto e os demais ensinamentos espirituais relativos está na aceitação imediata de que a Verdade é incólume, jamais misturada com crenças falsas, e que, por ser a Verdade onipresente, cada ser em existência, inclusive VOCÊ, já é a Verdade! Pare de se identificar com um suposto ser mergulhado em crenças falsas! Pare de tentar eliminar crenças inexistentes! Não admita “outra mente” ao lado da Mente divina, que é a única e, portanto, a SUA! Mantenha sua fé em seu ser genuíno, isento de crenças falsas!

Você é Deus em expressão infinita! Assim como jamais Deus deixou de estar no Paraíso ou jamais deixou de ser Ele próprio, jamais VOCÊ saiu do Paraíso, jamais VOCÊ teve mente humana para se abarrotar de falsidades e jamais VOCÊ deixou de ser Aquele que Deus é, sendo VOCÊ!

Pare de aceitar existência terrena! O Espírito é TUDO! Inclusive VOCÊ!  Pare de “ter pai sobre a terra”! “Dia dos Pais” é o ETERNO AGORA, que está sendo sempre o “Dia de Deus”, o único Pai verdadeiro! Caso queira comemorar o “Dia dos Pais”, veja unicamente Deus naquele que a mente ilusória lhe diz tratar-se de “seu pai”; por ser ilusória, ela mente, mostrando-lhe somente a máscara que encobre, à maioria, o “PAI VERDADEIRO” que é tanto o “seu pai” quanto o Pai de todos! “A fé é a certeza do não visto”, isto em se tratanto da cega “mente humana”. Veja a Realidade, permaneça na Verdade, e reconheça a Existência eterna do Absoluto! DEUS É TUDO! A ÚNICA Realidade aqui presente!

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MANTENHO-ME RECEPTIVO E ABERTO…

MANTENHO-ME RECEPTIVO
E ABERTO À ORIENTAÇÃO DE DEUS. EXPANDO MEUS HORIZONTES.
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UNIDADE

Um homem foi procurar um Mestre, exprimindo o desejo de ser seu discípulo. Mas já na primeira entrevista falou o tempo todo de sua erudição e preparo. O Mestre serviu-lhe chá e quando a xícara já transbordava, continuava a derramar chá. O discípulo exclamou: “Está derramando!” O Mestre respondeu a ele: “É assim que você está: cheio de si. Não há lugar em você para eu dar-lhe alguma instrução. Pode ir!”

Será que não sei ouvir os demais, na pretensão de que só tenho a ensinar e nada a aprender? Ou, mesmo nada falando, guardo atitude interna de que já tenho a última palavra e tudo o que falam é tolice a que não vale a pena dar minha atenção?

Quem parou de escutar e aprender, morreu em vida. As pessoas mais simples sempre têm algo a nos ensinar, de sua própria experiência, de seu enfoque todo individual. É certo que falam muitas bobagens por aí, mas se me fecho aos outros, também perco o que posso recolher de proveitoso.

Sobretudo tenho muito a aprender do íntimo: da Mente de Cristo em mim, quando sei ouvir, em meditação, em silêncio e receptividade. A experiência dessa prática demonstra seus imensos benefícios.

“Eu pus diante de ti uma porta aberta.”

Apoc. 3: 8.
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SOMENTE O TRANSCENDENTAL É REALIDADE

SOMENTE O
TRANSCENDENTAL É REALIDADE
Dárcio
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Por mais que a ilusão se mostre como sequência  interminável de imagens, o transcendental a elas é o que é Realidade, imutável e perfeito. Este é o desafio a quem estuda a Verdade: contemplar o invisível como Existência e negar o visível como “inexistência”. O invisível é o Eterno; o visível é o nada sendo rotulado de efêmero. Não há nada que seja efêmero neste Universo, que é uma expressão perfeita de Deus. E nada há além de Deus. Ou fechamos os olhos para a ilusão, captando o que é transcendental e real, ou estaremos acreditando nas imagens fraudulentas, todas elas falsas, expostas pela também nula mente humana.

Deus é Tudo, Tudo é Deus! E Deus é Espírito, Luz e Perfeição. Contemple-se de forma transcendental! “Glorifique a Deus em SEU Espírito”, discernindo claramente que falar de Deus e falar do ser que somos, é falar da Verdade sem ilusão. Há um Espírito divino em toda parte! Na “parte” em que VOCÊ ESTÁ, este VOCÊ é Deus! Não pense em Deus como Espírito para, ao mesmo tempo, pensar em VOCÊ como “outro”, mesmo que este seja “outro Espírito”: não há plural no Espírito! Há ramificações do ÚNICO! Uma delas é o ser que EU SOU; outra, destas ramificações, é o ser que VOCÊ É! Volva sua atenção ao Espírito ÚNICO; a seguir, perceba que este Espírito único é o mesmo Espírito que é o seu e o de todos! Solte-se nesta percepção da Unidade e Unicidade do Espírito; desse modo, estará discernindo unicamente o transcendental, e, além disso, discernindo que nada há além da Verdade, do Amor e da Glória! O que realmente importa é conhecermos a Verdade, ou seja, que a Vida de Deus é a nossa Vida, o Espírito de Deus é o nosso Espírito, a Mente de  Deus é a nossa Mente, e o nosso Corpo é o Templo de Deus! O resto, é palha.

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O REINO SENDO VOCÊ

O
REINO SENDO VOCÊ
Dárcio
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Ao dizer que não viria o Reino de Deus visivelmente, Jesus explicava a Presença do Reino sendo a Consciência que somos, invisível para a mente humana. Jamais a suposta mente humana viu ou verá a Consciência de Deus Se revelando e sendo o EU que somos! A Realidade é a Consciência infinita, o Universo do Espírito, pronto e manifesto aqui e agora, na dimensão única, verdadeira e eterna do Absoluto.

As contemplações a que nos dedicamos são expedientes para reconhecermos esta Verdade, com Ela nos identificarmos para, conscientemente, nos descobrirmos inclusos nEla. Daí a importância da Revelação de que “o Reino está dentro de vós”. Discernir que “o Reino de Deus está em você” significa perceber este Reino SENDO VOCÊ! Isto porque Deus é TUDO!

A movimentação de pessoas e máquinas pode gerar “sombras de movimentos” correspondentes. As sombras até poderão se mover, ter formas, ou aparentarem ser presenças; entretanto, não são realidades, não têm substância, e são “ausências”, apesar de insinuarem a real presença das pessoas e máquinas causadoras delas. O mundo supostamente material é pura “sombra”; não tem substância, realidade nem vida! Jamais estivemos “neste mundo”, assim como jamais um objeto esteve em sua sombra! Sombra é ausência; o objeto é presença! Quando meditar, identifique-se com o Reino em VOCÊ, a Realidade infinita que desconhece “matéria”, a Luz infinita que desconhece “sombra”, o “Eu Sou” infinito que desconhece o “ego”. Identifique-se como habitante iluminado que vive na Luz e sendo a Luz! “Sois a Luz do mundo”, disse Jesus. Identifique com O REINO INFINITO SENDO VOCÊ! Não admita outra coisa, pois, qualquer “outra coisa” seria pura SOMBRA! VAZIO! ILUSÃO!

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PASSOS NO DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL

PASSOS NO DESENVOLVIMENTO
DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL
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Joel S. Goldsmith
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Quando o estudante deste caminho se põe sob a orientação de um Instrutor, é-lhe ensinado que o primeiro e importante passo que deve dar, é o do RECONHECIMENTO CONSCIENTE do governo de Deus; é submeter-se, sincera e voluntariamente à orientação do Divino interno, como Sua Lei e Substância. Deve praticar diariamente a conscientização da Presença interna, recordando-se constantemente dela como inspiração e ajuda; como poder que supera qualquer problema ou desafio na vida exterior.

Com esta prática ele chegará à firme convicção do que disse o Mestre: “Eu venci o mundo”. Que desejou o Mestre significar com isto? Que havia alcançado um alto nível de consciência, onde não mais podia ser afetado pela “consciência da massa”, ou leis mentais e materiais. O comportamento dos governos, a segurança do mundo, o clima, as flutuações econômicas, os alimentos, as crenças reinantes, os eventos todos — nada disso já o podia afetar. Ele havia atingido tal alto nível de consciência que lá só podiam funcionar as leis espirituais.

Os primeiros passos para o alcance desse elevado estado de consciência são:

a) o reconhecimento da Presença interna;

b) o reconhecimento de que esse Espírito interno é o único poder, a única Lei e a única
Realidade.

Desde manhã, através do dia, até à noite, somos bombardeados pelas crenças mundanas em poderes materiais, mentais e legais. Devemos estar alertas para não nos deixarmos afetar por elas. Cada um de nós deve conquistar algum grau de reconhecimento de que o único poder real é o espiritual: a Lei, a Vida espiritual, onipresente. As leis materiais e mentais não têm poder – a não ser o poder que lhes damos quando nelas acreditamos. Eis a Verdade que liberta o homem das restrições deste mundo. Este é o principio básico; a serena e firme convicção a que devemos chegar:

o poder espiritual é a única realidade!

Deste modo podemos começar a compreender, ainda que em pequena medida, o que disse o Mestre: “Levanta-te, toma o teu leito e anda!” “Estende a tua mão!” Jesus quis dizer: Qual  poder poderia existir fora de Deus? Há outro poder que não seja Deus? O erro será um poder? Ou a doença? Ou o dinheiro? Será que existe realmente um poder fora de Deus e de seu amoroso governo?

Gradual e seguramente, também chegaremos àquele ponto em que  diremos: “Levanta-te, toma o teu leito e anda!” – porque aquilo que reconhecíamos como poder ou limitação, fora de nós (em virtude de nossas crenças em dois poderes: o bem e o mal) – já não representam poder e nem limitação para nós. Enquanto aceitamos dois poderes, ficamos sujeitos a eles. Logo, o primeiro passo de realização que devemos fortalecer, é de que há somente uma Presença e um Poder internos, que governam nossa vida e circunstanciais. E esse poder é espiritual. Essa Lei é espiritual. Essa atividade é espiritual. Tudo o mais é desprovido de poder, de presença, de continuidade, de causa e de efeito – porque não tem lei que o sustente. A única Lei é Deus e Deus é amor!

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A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE -2 (Final)

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE II – FINAL

Na Ciência Cristã, não oramos para que Deus nos dê coisas ou para conseguir que Deus nos faça ficar bons. Ao contrário, oramos para perceber, para discernir espiritualmente aquilo que já existe! Como é que alguém pode perceber as coisas como elas são verdadeiramente? Isso se consegue ao afirmar as verdades espirituais sempre presentes a respeito de Deus e de Sua criação. A oração afirmativa declara e faz a distinção de que, de um ponto de vista espiritual, todo poder, toda presença, toda Ciência, toda ação estão contidos em um e único Deus; que, pelo poder de Sua infinita inteligência, Ele criou o universo, inclusive o homem, que Ele fez conforme a Sua imagem e semelhança. Todo o bem que existe já foi criado e, portanto, está disponível aos que pedem acertadamente.

Se Deus é Espírito, como o revela a Ciência Cristã, Sua criação é substancialmente espiritual e nada inclui que seja material. Aquilo que parece ser material é um falso conceito da crença mortal, ignorante da realidade espiritual. É, portanto, essencial que o pensamento esteja pautado de acordo com a Mente divina.

Um Cientista Cristão estava morando num país onde havia uma falta enorme de automóveis e peças de reposição, devido a rígidas restrições de importações. Tinha um carro muito antigo. Era indispensável conseguir outro. Ele e a esposa oraram para obter uma compreensão mais elevada sobre transporte, de um ponto de vista espiritual. O filho caçula sugeriu que o pai estudasse os preços de carros usados e que negociasse com os representantes porque, caso contrário, seria muito pouco provável que aparecesse algum carro. Tranquilizaram o menino, afirmando que a oração era eficaz e prática e que ele não deveria ficar surpreso quando visse de que forma aquela necessidade seria suprida.

Os pais recordaram a narrativa de como Jesus andou sobre o mar, acalmou a tempestade e entrou na embarcação em alto mar “e logo o barco chegou ao seu destino”. Certamente, esse transporte instantâneo até a praia ilustrou a compreensão espiritual que Jesus tinha da onipresença – a forma mais avançada de transporte, sempre disponível! Além disso, os pais raciocinaram que a onipresença de Deus poderia também ser representada na experiência humana como expressões de movimento, seja na forma de um carro, um barco, um patinete ou um avião. Eles tinham certeza de que teriam exatamente o meio de transporte que precisavam naquele instante.

Pouco tempo depois, um diretor-gerente de uma sociedade revelou que queria vender um bom carro da companhia (carro esse relativamente novo e em excelente condições), pois tinha um modelo novo à sua disposição. O preço total para aquisição do carro, entretanto, parecia ser superior aos meios que possuíam. Deram especial atenção ao relato bíblico da viúva pobre, a qual precisava de dinheiro para evitar que os filhos fossem feitos escravos. Ela foi ao encontro do profeta Eliseu e este perguntou-lhe o que tinha em casa. Havia apenas uma botija de azeite. Obediente às instruções do profeta, ela pediu emprestadas muitas vasilhas e, com grande fé, encheu todas elas, usando apenas o azeite daquela vasilha que já tinha. Ela vendeu o azeite e livrou-se de sua dívida. Isso indica um fluir constante de benefícios já disponíveis, de uma ou de outra maneira, para cada um dos filhos do Pai.

Os pais examinaram com cuidado o que tinham “em casa”. Possuíam um trailer que já se tornara supérfluo por falta de uso. De um dia para outro conseguiram não só vender aquele trailer, mas também conseguir condições vantajosas para o pagamento do saldo. O carro, ao ser entregue, foi conduzido até a entrada de veículos da casa, justamente quando os membros da família estavam no jardim! Sentiram profunda gratidão.

A gratidão reconhece a eterna disponibilidade do bem em nossa vida. Como o bem é outro nome para Deus, a gratidão é o reconhecimento da presença e do poder de Deus e da magnitude do ser espiritual. O fato espiritual é que todas as coisas boas, mesmo que não imediatamente perceptíveis aos sentidos materiais, são uma realidade constante. Podemos orar com o Salmista: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”, a fim de discernir e provar essa bondade.


(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Dezembro 1995)

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE-1

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE I
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Muitas pessoas acreditam que, quando precisam de alguma coisa em sua vida diária, tudo o que têm a fazer é pedi-lo a Deus. Entretanto, elas se dão conta de que, muitas vezes, essa oração não é atendida. A Bíblia nos diz: “…Nada tendes, porque não pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” A Bíblia na Linguagem de Hoje coloca esses versículos nestes termos: “Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E quando pedem, não recebem, porque pedem mal. Vocês pedem coisas para usá-las para seus próprios prazeres.”

Motivos justos são de vital importância, se quisermos que a oração seja eficaz. Por exemplo, quando Deus perguntou a Salomão o que ele queria que lhe fosse dado, o rei quis um coração compreensivo para julgar o seu povo de maneira justa. Esse pedido agradou a Deus, pois Salomão não lhe pediu riquezas, longevidade e domínio sobre os seus inimigos. Deus deu ao rei uma insuperável sabedoria (pela qual o rei ficou famoso) e, além disso, riquezas e honra. E, é claro, em seu Sermão do Monte, Cristo Jesus ordenou aos que o estavam ouvindo que procurassem, antes de tudo e principalmente, o reino de Deus e Sua justiça. Só depois é que se acrescentariam as coisas de que o homem necessita, como bem o sabe Deus.

É melhor não procurar ou “almejar” coisas terrenas. Não há nada de grandioso nas coisas materiais.Podemos confiar em que Deus, nosso Pai-Mãe, provê com abundância a todas as necessidades de Sua própria e amada progênie. Reconhecer o constante suprimento espiritual de Deus revela, ou traz à luz, aquilo que se faz necessário em nossa experiência atual.

Uma lição que vale a pena aprender é a de que Deus conhece nossas necessidades essenciais antes que as peçamos a Ele; isso é assim, porque o homem é criado por Deus, como Seu reflexo, ou ideia. A concepção pura da Mente divina a respeito do homem é concomitante ao suprimento de tudo o que é útil (não supérfluo) ao homem, a ideia infinita de Deus. Em outras palavras, a ideia divina e o respectivo sustento são coincidentes e, portanto, inseparáveis. Uma perspectiva material, ao contrário, apresentaria falsamente a ideia da Mente divina, o homem, como separado da Mente. Contudo, isso nunca poderá, em realidade, ser assim.

A Sra. Eddy escreve em seu livro Ciência e Saúde: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana.” Ela afirma também: “O desejo é oração e nenhuma perda nos pode advir por confiarmos nossos desejos a Deus, para que sejam modelados e sublimados antes de tomarem forma em palavras e ações”. Quando desejamos algo, é bom observar se obedecemos a necessidade materialistas ou se é uma necessidade legítima ou uma ideia justa. Nesse processo de exame cuidadoso, os aspectos egoísticos serão expostos, eliminados e os aspectos abnegados e valiosos de nossos desejos permanecerão. O desejo é assim modelado e sublimado. E você poderá orar com confiança a fim de compreender que aquilo que é essencial é seu de direito, já está disponível, é parte de sua herança como filho ou herdeiro de Deus.

Às vezes, porém, pode parecer difícil determinar se nossos desejos são justos ou egoístas. À medida que conseguirmos purificar nossos motivos, poderemos agir confiantemente com base em nosso mais alto conceito de justiça. Se ficar evidente que o rumo escolhido estava errado, podemos ter a certeza de que Deus nos direcionará no caminho que de fato é melhor para nossos interesses.

CONTINUA..>
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