NÃO LEIA TEXTOS DA VERDADE COMO SE FOSSEM JORNAL

NÃO LEIA TEXTOS DA VERDADE COMO SE FOSSEM  JORNAL

DÁRCIO

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O site do Facho de Luz é prático, e não é um site destinado a expor longos tratados ou elucidações teóricas volumosas sobre a Verdade. Antes, o que nos propomos a oferecer são mensagens objetivas que se tornem exercícios imediatos de contemplação e de percepção da Verdade. Os vários artigos publicados têm por base a Verdade absoluta e suprema: DEUS É TUDO! Cada texto oferece e enfatiza um princípio espiritual, ou um detalhe a mais sobre algum destes princípios; a cada leitura , o que o leitor deve observar é o seguinte: “O que este artigo me traz a mais, e que eu possa usar sempre em minhas meditações contemplativas?” Se isso não for feito, a cada dia as leituras anteriores serão esquecidas como jornais antigos, e a pessoa não poderá se beneficiar plenamente de tudo que já leu.

Um artigo poderá estar ressaltando a necessidade de se “tirar o poder” das aparências visíveis; um outro poderá estar explicando a unicidade da Mente, para que não aceitemos que “mesmerismo” seja mente verdadeira e capaz de nos sugestionar; um terceiro poderá nos alertar quanto à resistência do meio humano, contrária à Verdade, enquanto nos propomos a meditar para contemplar a Verdade em lugar de uma aparência de doença, como foi o caso de um dos últimos artigos da Ciência Cristã aqui postado. Todos estes textos não precisam ser decorados, mas, ao menos os temas que os geraram precisam ser bem marcados e somados em nosso conhecimento, para podermos nos beneficiar  sempre do que estiver sendo lido a cada dia.

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Volte sempre e releia os artigos já publicados; veja o que há de principal ou enfatizado em cada um; grave bem e medite incluindo aquilo! Não existe texto “antigo” da Verdade;  são todos válidos agora! Revelam princípios imutáveis como os da Matemática! Não é a quantidade de leitura que propicia a percepção da Verdade, mas sim uma contemplação radical e absoluta, onde empregamos tudo o que pudermos recordar, dos princípios e táticas espirituais lidos, estudados e entendidos, para nos soltarmos completamente em nós mesmos no reconhecimento radical absoluto de que SOMENTE EXISTE DEUS!
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CARNE E OSSO DE ILUSÃO

CARNE E OSSO DE
ILUSÃO
Dárcio
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Matéria não existe! Esta Verdade, que sempre choca o intelecto abarrotado de crenças falsas, continua valendo ou sendo verdadeira! Mudam as crenças falsas, mas, a Verdade nunca muda! Qualquer suposta “célula corporal” colocada sob as lentes de um microscópio eletrônico se mostrará não mais como matéria, mas sim como energia! Mesmo assim, até hoje luta a maioria para consertar matéria, se dizendo com “dor muscular”, com “ossos danificados”, etc. Uma ilusão do tamanho do infinito!

Uma ilusão somente será vista como tal se for desmascarada! Como a ilusão não irá se desmascarar de si mesma, quem desejar conhecer a Verdade terá de fazê-lo! Exatamente onde você supostamente vê um corpo de carne e osso, EXISTE O TEMPLO DE DEUS, o Verbo “feito carne”, isto é, o Verbo sendo erroneamente interpretado como carne. Cabe a você reinterpretar o cenário, entendendo que não é por ser a mente humana uma “cegueira em expressão”, que o seu corpo estará sendo o que ela lhe mostra! Acreditar nisso seria o mesmo que acreditar em dia escuro como noite por estar um cego a lhe informar como estaria aquele dia! Vá direto à Verdade! Aceite o Corpo único sendo o seu, o Corpo que é Luz inteligente como Forma! O Corpo não nasce, não envelhece, não adoece, não morre! Tampouco é feito de carne e osso! Aceite a Verdade sobre seu Corpo, que é Deus manifesto como Corpo, e sinta a Consciência se expressar e reinterpretar o que é o “seu” Corpo! Se quiser fazer isso especificamente, isto é, se alguma “parte do corpo” lhe estiver sendo vista erroneamente como doentia ou imperfeita, faça a reinterpretação iluminada de forma também específica! Contemple que aquelas supostas “células doentias”, ou “doloridas”, são, na verdade, a Presença da perfeita Substância divina e imutável ali presente! Não de deixe enredar pelo falso testemunho da cegueira mental humana! Abra os olhos espirituais, e, se estiver sentindo dificuldade em fazer isso, deixe Deus reinterpretar o quadro para você, e se coloque mentalmente como espectador da ação divina! DEUS É TUDO! Não aceite trocar a Presença de Deus sendo a totalidade do seu Corpo pela ideia fraudulenta de que o corpo é matéria! Lembre-se: matéria NÃO EXISTE!

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SILENCIAR A RESISTÊNCIA DO MEIO AMBIENTE MENTAL -2(Final)

SILENCIAR
A RESISTÊNCIA DO MEIO AMBIENTE MENTAL
Marceil DeLacy
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PARTE 2 – FINAL
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Quer sejamos o praticista a quem se pediu tratamento por meio da oração, quer sejamos o paciente que está em busca do amor de Deus, será útil perguntar a nós mesmos se os temores dos outros, expressos ou não, estão tentando ocupar lugar em nosso pensamento, impedindo-nos de dar atenção total a Deus e reconhecê-Lo como o único poder. Por exemplo, se estamos enfrentando uma doença que vem recebendo muita atenção da imprensa falada e escrita, ou é muito comentada entre colegas e amigos, essa influência mental precisa ser detectada e despojada de poder. Isso se faz mediante a compreensão de que não há poder separado de Deus, o bem, e de que o homem criado à imagem do Espírito não está à mercê das assim chamadas leis materiais ou teorias acerca de doenças. Podemos trabalhar para saber que a crença ou medo de outra pessoa acerca da doença, não importa o grau de sua convicção, não podem mudar a perfeição espiritual do homem na Ciência, nem encontrar ressonância em nosso pensamento, lançando dúvidas sobre nossa confiança na habilidade de Deus para manter nosso bem-estar.

Nenhum ataque individual ou coletivo ao nosso direito de confiar em Deus para a cura pode enfraquecer o poder da lei divina ou impedir-nos de sentir sua proteção aqui e agora. Os temores dos que estão à nossa volta (quer se originem da genuína preocupação, quer sejam em direta oposição à nossa fé em Deus) não podem, de forma alguma, nos separar da presença amorosa de Deus nem diminuir nossa confiança em Seu cuidado. Firmando-nos com convicção no fato de que o homem é imortal, tão indestrutível quanto seu Criador, podemos negar com autoridade qualquer pretensão de que o peso das opiniões dos outros possa ter impacto negativo em nossa saúde e bem-estar.

Nossa vulnerabilidade à má prática mental, aos pensamentos nocivos a nós dirigidos, seja de forma ignorante, seja intencionalmente, está em proporção à nossa crença em uma mente separada de Deus. Se formos inabaláveis em nossa defesa, se fincarmos pé em favor dos fatos espirituais do ser e do poder da cura cristã, seremos protegidos de influências opositoras. Ao manter dentro em nós aquele estado divino de consciência no qual a porta está aberta apenas para o Espírito e está fechada ao sentido material, podemos vencer a influência mental falsamente impingida a nós pelas opiniões, crenças e temores mortais. A oposição à cura pela Ciência Cristã, qualquer que seja sua forma, não tem poder para se infiltrar e enfraquecer nosso trabalho de cura, tal como o fez nosso Mestre.

Um exemplo disso, que eu testemunhei, envolvia um menino que estava sofrendo de uma doença potencialmente grave que afetava sua habilidade motora. Um vizinho que tomou conhecimento do problema e sabia que os pais eram Cientistas Cristãos, ameaçou denunciá-los às autoridades, se não levassem o filho a um hospital. O fato de que haviam solicitado  a uma praticista da Ciência Cristã que orasse pelo menino não significava nada para o vizinho. Durante vários dias não houve melhora no estado de saúde da criança.

Sabendo da oposição do vizinho, a praticista voltou sua atenção para a anulação da crença de que essa resistência, no meio ambiente mental, pudesse de algum modo interferir na receptividade do menino ao toque sanador do Cristo. Ela não orou para controlar o pensamento do vizinho, mas sim para eliminar de sua própria consciência, e da do paciente, toda e qualquer sugestão de que o filho de Deus pudesse estar sujeito ao medo ignorante da mente mortal. Quase imediatamente aconteceu algo inesperado. Um conhecido dos pais do menino, que era médico e estava a par do problema da criança, tomou conhecimento da preocupação do vizinho e, por ter apreço pela Ciência Cristã, ofereceu-se para telefonar a essa pessoa e assegurar-lhe que os pais estavam fazendo a melhor coisa possível pelo filho e que não havia razão para intervenção médica. Isso acalmou o pensamento do vizinho. A cura processou-se rapidamente até que logo o menino estava completamente restabelecido.

Esse trabalho de silenciar a interferência mental pode às vezes ocorrer num momento. Outras vezes pode exigir considerável luta mental em nosso íntimo, para alcançar aquela altitude espiritual livre de obstrução, que nos permite comungar eficazmente com nosso Criador. Sabemos que o trabalho está feito quando conseguimos dar a Deus nossa total atenção, sem sermos distraídos por dúvidas e medos intrusos. Essa purificação da atmosfera mental permite ao pensamento ceder lugar ao amor sempre presente de Deus, que traz cura ao corpo.

(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – DEZEMBRO 1994)
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SEU "EU" JÁ É PURAMENTE DEUS

SEU “EU”
JÁ É PURAMENTE DEUS
DÁRCIO
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A Existência infinita inclui o seu “Eu”; melhor dizendo, o seu “Eu” constitui a Existência infinita! Aquilo que Deus é, é o que o seu “Eu” é. Não existe “eu” conscientizando a Verdade. Não acredite em “dois eus” em existência: a Videira Se ramifica, mas ela é única! Nenhum ramo “se tornará” a Videira! Ele já é!

Há quem diga: “Não consigo achar que este Eu, que eu sou, seja Deus!” Quem é este “eu” achando alguma coisa?  Não é o seu Eu! Podemos chamá-lo de “mente ilusória” disfarçada de “eu”; entretanto, esta mente fictícia nunca foi, é ou será a identidade de alguém! DEUS É TUDO! Não existe, portanto, outro Eu presente! Perceba o Eu único sendo o seu Eu! “Tudo está feito”;  Deus está pronto e feito como toda a Existência, ou seja, é Eternidade consumada e perfeita! Em vez de ocupar a mente para “conscientizar” que o seu Eu é Deus sendo Deus como você, ocupe-a para aceitar esta Verdade já consumada! Seu “Eu” é puramente Deus! Perceba seu Eu sendo Deus Se expressando, pois, este “Eu” é Deus mesmo, e já consciente de SER VOCÊ!

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SILENCIAR A RESISTÊNCIA DO MEIO AMBIENTE MENTAL -1

SILENCIAR A RESISTÊNCIA DO MEIO
AMBIENTE MENTAL
Marceil DeLacy
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PARTE I
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A carreira de três anos como mestre, que Cristo Jesus exerceu e que está registrada nos evangelhos, é rica de exemplos práticos sobre como aplicar a lei espiritual do ser à condição humana. Podemos aprender muito sobre como curar a doença e o pecado, se examinarmos a relação entre as obras e as palavras de Jesus. Um tópico no qual tal estudo oferece perspectivas úteis para o discipulado cristão é a preparação do pensamento, necessária para que a oração seja eficaz.

Antes de ensinar a seus discípulos aquela que veio a ser conhecida como a Oração do Senhor, Jesus disse: “Tu, …quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto, e teu Pai que vê em secreto, te recompensará”. Comentando esse versículo, a Sra. Eddy escreve no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde: “O quarto simboliza o santuário do Espírito, cuja porta se fecha ao sentido pecaminoso, mas deixa entrar a Verdade, a Vida e o Amor…Para entrar no coração da prece, é preciso que a porta dos sentidos errôneos esteja fechada. Os lábios têm de estar mudos e o materialismo calado, para que o homem possa ter audiência com o Espírito, o Princípio divino, o Amor, que destrói todo o erro”.

Esse prelúdio para a oração, ou seja, silenciar as perturbações no meio ambiente mental e eliminar da consciência quaisquer influências que possam prejudicar ou interferir na receptividade à mensagem de Deus, é encontrado, com frequência, nas obras de cura do próprio Jesus. Por exemplo, quando a filha de Jairo havia aparentemente morrido, Jesus não entrou correndo e ressuscitou a menina. Em primeiro lugar, ele mandou sair seus detratores, desanuviou a atmosfera, eliminando as interferências, e então restabeleceu a menina à vida. De igual modo, quando trouxeram a Jesus uma mulher adúltera para ser julgada, ele primeiramente silenciou os acusadores, antes de falar com a mulher de forma compassiva e ordenar-lhe: “Vai, e não peques mais”. Quando um homem paralítico lhe foi trazido para ser curado, Jesus, antes de tudo, enfrentou as objeções que percebeu estarem no pensamento dos escribas e fariseus, que estavam observando. Somente depois disso ordenou ao homem que se levantasse, tomasse seu leito e fosse para casa. Da mesma forma, ele repreendeu e destruiu objeções semelhantes, antes de curar a mão ressequida de um homem.

Certa vez, quando trouxeram a Jesus um homem cego, para que fosse curado, ele tomou “o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia” antes de restabelecer-lhe a visão. Mesmo assim, o que estivera cego pôde ver os homens apenas “como árvores…, andando”. Jesus, pois, teve de dar atenção ao problema uma segunda vez, antes da cura completar-se. Aí, como para dar maior ênfase à necessidade de independência do meio ambiente mental opressivo, ele instruiu o homem a não voltar para a aldeia nem contar a outros, ali, acerca da cura.

A partir desses casos, não poderíamos porventura concluir que, no trabalho de cura de Jesus, o grau de resistência no meio ambiente mental circunstante era um fator mais importante do que o fato de determinada condição física parecer mais grave que outra? Uma vez que a porta do pensamento havia sido fechada para toda “perturbação”, quer fosse proveniente dos que observavam o caso, quer viesse do pensamento generalizado e dominante numa determinada localidade, o paciente estava livre para atender à ordem de levantar-se e andar ou de estender a mão.

Se desejamos curar seguindo o exemplo de Jesus, é claro que não podemos ignorar as influências do meio ambiente mental e tratar do caso como se este existisse num vácuo. Qualquer oposição que tente infringir o direito do paciente de corresponder à atividade curativa do Cristo precisa ser enfrentada diretamente e neutralizada.

Continua..>

“SE FÔSSEIS CEGOS, NÃO TERÍEIS PECADO”

“SE FÔSSEIS
CEGOS, NÃO TERÍEIS PECADO”
DÁRCIO
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Se a Verdade absoluta for observada, os fatos óbvios serão reconhecidos e vivenciados, isto é, o fato de que o Universo inteiro (e tudo nele contido) é o próprio Deus em Auto-expressão. Não pode haver “outros”, uma vez que não há dois infinitos. A crença separatista que vê o homem separado da Unidade infinita é, em última análise, o chamado “pecado”, que significa, etimologicamente, “errar o alvo”.

Jesus disse: “Eu vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos”. Os fariseus, ouvindo aquilo, perguntaram: “Somos, por acaso, cegos também nós?”  “Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado permanece”, respondeu Jesus, ou seja, esta crença falsa somente  “se evapora” quando deixamos de “ver com sentidos humanos” e, em decorrência disso, “ACERTAMOS O ALVO”, fazendo  nossa total identificação com Deus, a Verdade absoluta.

Crença falsa não tem substância nem qualquer realidade: é crença falsa, e mais nada! Se alguém estiver diante de uma nota de cem reais falsa, estará “vendo dinheiro” onde existe somente “papel”. Ficará iludido pela falsa aparência até o instante exato em que puder reconhecer que o suposto “dinheiro” nunca esteve ali presente, mas tão somente um simples pedaço de papel com aparência de dinheiro; e assim, estará conhecendo a verdade sobre a questão. Que faz o estudo da Verdade? Revela que o ser humano, visto e reconhecido pelos sentidos humanos, é aparência, e não o ser verdadeiro realmente ali presente. Se, no caso da ilustração da nota de cem reais, a verdade é que um pedaço de papel nunca deixou de ser pedaço de papel para “se tornar dinheiro”, no caso de todos nós, a Verdade, o ser que somos, jamais deixou de ser “expressão perfeita de Deus”. Acreditar em ser humano separado de Deus é a ILUSÃO, assim como acreditar haver dinheiro na “nota falsa” é a ILUSÃO. Despertar não é gerar mudanças, mas discernir a Verdade em lugar da ILUSÃO. Mediante a descoberta de que a nota é falsa, acha-se o “papel sem valor monetário” que ali sempre estivera! Com a descoberta de que o “ser humano” é falso, acha-se Deus sendo a identidade de todos nós, a real identidade que ali SEMPRE estivera! Entenda isso em experiência interna, e não apenas intelectualmente! Veja-se, de fato, como  Deus sendo DEUS como VOCÊ!

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TENHA REAÇÃO IMEDIATA

TENHA
REAÇÃO IMEDIATA
Dárcio
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Em nosso dia-a-dia, se surpresas desagradáveis surgirem, devemos ter uma reação imediata diante delas, para cortarmos a “projeção” dos quadros hipnóticos. Em nosso estudo, já sabemos que todos os quadros captados pela mente humana são ilusórios, e que a perfeição é a constância permanente no âmago de todos eles. Assim, sejamos tão rápidos quanto possível em desmascarar estas falsidades, pois, dessa forma, a ilusão poderá ser varrida de nossa aceitação.

São diversas as formas de podermos lidar com estas aparências, e os diversos artigos sobre a Verdade nos oferecem muitas sugestões nesse sentido. Podemos empregar uma frase da Bíblia que nos chegue à lembrança,  podemos interromper tudo para meditar e reconhecer que Deus é tudo, podemos nos interiorizar e discernir que vivemos em Deus, etc. O importante é tomarmos uma atitude espiritual, e, fazê-lo o quanto antes! Há tempos, eu li um artigo da Ciência Cristã chamado “Não há acidentes na presença de Deus”. Esse título ficou gravado em minha mente e em diversas situações eu pude me lembrar dele para cortar o desfilar dos quadros ilusórios que me apareceram de repente. Simplesmente puxava a frase em minha mente, que conflitava com a aparência visível, até sentir o poder da Verdade contida nela. Sim, porque realmente “Não há acidentes na presença de Deus!” E, tendo em vista a Verdade de que Deus é Onipresença, o sentido se torna infinito, ou seja, os acidentes são todos irrealidades, inexistências, aparências ou puras sugestões hipnóticas.

Portanto, procure sempre demonstrar reação imediata frente à ilusão! Não permita que as aparências de discórdia sigam desfilando e sendo endossadas pela sua própria aceitação! Corte a ilusão pela raiz! É dessa forma que colocamos a Verdade na prática!

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CURANDO O QUE NÃO FOI CURADO-2 (final)

CURANDO
O QUE NÃO FOI CURADO
Norman B. Holmes.
II – FINAL
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Há alguns anos sofri de um distúrbio físico grave que me causava grandes dores. Orei com fidelidade, e fui ajudado pelas orações de um consagrado praticista da Ciência Cristã. Mas o problema persistiu por muitos meses. Sua gravidade aumentou a pont de me ser difícil caminhar ou ficar de pé.

Certa feita, durante esse experiência, fui tentado a procurar conselho médico. Entre meus colaboradores militares havia vários médicos. A tentação era a de pedir a opinião de um desses amigos quanto à natureza da doença. No entanto,mrecusei ceder a tal tentação, pois eu era capaz de discernir que seria impossível ao digagnóstico médico dar-me qualquer informação sobre uma idéia de Deus, espiritual e perfeita. E eu estava determinado a não remexer no entulho da materialidade à procura do verdadeiro ser do homem. Estava-me claro que o  único modo certo de achar e comprovar minha condição de homem em Cristo era o de adquirir compreensão melhor a respeito de Deus e desenvolver convicção mais sólida da indestrutível espiritualidade do homem.

Procurando pela luz divina, fui inspirado a tornar a ler o relato da vida de Jesus e suas curas, sua espiritualidade vital, sua firme obediência a Deus e sua capacidade de vencer todos os obstáculos. Certa noite meu estudo da Bíblia me levou ao Salmo 139, que diz em parte: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (…) Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá.”4  De repente, fiquei convencido de que, apesar do que me acontecesse materialmente, eu nunca poderia ficar separado de Deus. Eu era de fato um idéia espiritual de Deus e nunca poderia ser detruído. Discerni que esta convicção espiritual de que a vida está em Deus, abandonando toda fé na assim chamada vida da matéria, era uma lei de restauração para o corpo físico — uma lei de cura. Embora não ocorresse mudança física imediata, eu sabia que estava curado.

A enfermidade física ainda continuou esporadicamente por mais ou menos dois meses;  mas a consciência, libertada pelo poder de Deus, desenvolvia melhor sentido de identidade, ou corpo. Foi-me muito proveitosa em relação a este caso uma referência que se encontra em Ciência e Saúde: “A consciência constrói um corpo melhor quando vencida a fé na matéria. Se corriges a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo. Nunca mais voltarás a ter medo, a não ser de ofender a Deus, e nunca mais acreditarás que o coração ou qualquer parte do corpo possa destruir-te.”5

Prossegui com intrepidez e alegria, na convicção de ter sido curado. Não levou muito tempo, todos os sintomas da doença desapareceram, para nunca mais voltar. Desde aquela ocasião até o presente tenho participado normal e vigorosamente de vários esportes — tênis, natação, caminhadas pelas montanhas, corridas — sem a menor dificuldade.

Dessa cura ficou claro que era preciso descartar-me do medo e da preocupação com aquilo que poderia acontecer a uma individualidade material. Quando o poder da presença contínua de Deus foi trazido à luz, viu-se que a materialidade é irreal. A dificuldade foi dominada pelo poder do Cristo, a Verdade, a transformar a consciência humana.

Em aditamento à própria cura, senti devoção mais profunda por melhor apreciar e compreender como as curas do Mestre do cristianismo transformavam a consciência, elevando-a de uma base material para uma espiritual. Jesus discernia que o controle todo-poderoso de Deus alcançava cada faceta da vida, subjugando a matéria. Podia dizer impunemente: “Destruí este santuário,  e em três dias o reconstruirei.”6

A identidade espiritual, proveniente de Deus, que Jesus viveu e ensinou, é o Cristo, a idéia divina da espiritualidade perfeita. Esta é a verdadeira natureza de cada um de nós. No entanto,  a influência divina do Cristo parecerá oculta enquanto basearmos nossa vida e nossas expectativas nas limitações da materialidade. A Ação libertadora do Cristo vem à luz na proporção em que raciocinarmos desde o ponto de vista de ser o homem verdadeiramente a expressão da totalidade do Espírito e da bondade, da onipresença e da onipotência da Mente. Que ânimo curativo se desenvolve quando raciocinamos com certeza que Deus é Espírito, e o homem é espiritual; que Deus é Vida, e o homem é imortal; que Deus é Amor, e o homem é desprendido e amoroso; que Deus é Verdade, e o homem é perfeito, ilimitado. Podemos insistir em que Deus — Mente, Espírito, Princípio, Verdade, Amor, Alma, Vida — é a lei irresistível do bem, que expulsa toda e qualquer pretensão da mortalidade. Finalmente, segue-se a gloriosa compreensão de que, sendo Deus e Sua idéia, o homem espiritual, inseparáveis, isso constitui-se em lei de cura e regeneração para toda necessidade humana específica. Satisfeitos e serenos nessas convicções, podemos ter confiança em que Deus está realizando Sua santa obra.

Ciência e Saúde declara: “A individualidade do homem não é menos tangível por ser espiritual e por não estar sua vida à mercê da matéria. A compreensão de sua individualidade espiritual torna o homem mais real, mais formidável na verdade, e o habilita a vencer o pecado, a moléstia e a morte.”7

Deixando de estar preocupados com a materialidade e de dela depender, ficamos cônscios de que o homem já é espiritual no presente. Podemos comprovar progressivamente, pela redenção e pela cura, “a verdadeira idéia de Vida e de substância”. Tal espiritualidade desenvolvida nos trará saúde, vigor e vitalidade — o reino do céu dentro de nós.

CURANDO O QUE NÃO FOI CURADO

CURANDO
O QUE NÃO FOI CURADO
Norman B. Holmes
PARTE I
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Vezes sem conta , curas baseadas na confiança em Deus, iluminada pelos ensinamentos da Ciência Cristã, têm sido rápidas e permanentes. Às vezes, porém, um seguidor devoto dos ensinamentos de Cristo Jesus talvez se encontre lutando durante meses para obter a cura de  algum problema em particular que não tenha cedido à oração. Surge a pergunta: “Que mais poderá ser feito para provar o poder curativo de Deus?”

A resposta pode estar em aprofundar nossa capacidade de adorar “o Pai em espírito e em verdade”, como Jesus indicou. Isso implica em fazer novas descobertas acerca da natureza incorpórea de Deus como Espírito infinito, e de Sua perfeição como Verdade todo-poderosa. Leva-nos a uma percepção ampliada da espiritualidade atual do homem como exata expressão de Deus – indestrutível, sadio e completo. Expandir dessa maneira nossa compreensão espiritual acerca de Deus e do homem leva-nos ao domínio dado por Deus sobre tudo quanto parece ser material.

Talvez a dificuldade esteja em que continuamos a procurar vida, saúde e felicidade na matéria, em vez de desenvolver a convicção de que o homem é desde já espiritual dentro da totalidade de Deus. Em vez de continuar a nutrir o ponto de vista popular de ser a vida material e limitada, de estar ela sujeita  à doença e à discórdia de toda espécie, e em vez de tentar mudar a coitada da matéria em matéria melhor, permaneçamos firmes e alegremente com a compreensão esclarecida de que a individualidade imortal e perfeita do homem está completamente fora da matéria.

Todos nós podemos adquirir esse ponto de vista mais elevado e científico que inevitavelmente traz a cura. Para isso talvez seja de proveito estudar a Bíblia novamente numa atitude mental atenta. Persista em se concientizar de que o ser verdadeiro, espiritual, do homem é de fato demonstrável. Jesus compreendia que o homem tem sua origem em Deus. Por isso ele estava certo da espiritualidade presente do homem. Essa compreensão da unidade do homem com Deus e de sua semelhança a Deus era o alicerce de seus notáveis trabalhos de cura. Sua ressurreição mostrou a natureza indestrutível do homem-Cristo.

Depois da ressurreição do Mestre, alguns dos seus seguidores ainda estavam tão convictos de que a materialidade é a base da vida, que deixaram de captar o significado espiritual das obras de Jesus. Maria, no entanto, a primeira a ver o Mestre depois da ressurreição, discerniu a condição perfeita de homem espiritual, pura e sem jaça, que Jesus estava demonstrando. Falando na fidelidade do ponto de vista espiritual de Maria e na materialidade dos inimigos de Jesus, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Esse materialismo perdeu de vista o verdadeiro Jesus; mas a fiel Maria o viu, e para ela Jesus  representava mais do que nunca a verdadeira idéia de Vida e de substância.”

Apreciar mais profundamente as convicções espirituais que sublinham a obra da vida de nosso Mestre ajudar-nos-á a desenvolver convicções semelhantes acerca de nossa própria espiritualidade no presente. Ajudar-nos-á a nos identificarmos com o Cristo, “a verdadeira idéia de Vida e de substância”, que traz cura.

A convicção que Jesus tinha de sua completa espiritualidade, ficou revelada nos seus ensinamentos, em magníficas obras de  cura que redimiram a humanidade das várias limitações do materialismo. Jesus mostrou desdém pela pretensão de que há poder na matéria, ao silenciar as tempestades, andar em cima das ondas, cirar os doentes desenganados e ressuscitar os mortos. Essas ações mostraram o elevado nível espiritual de seu pensamento e sua recusa em se deixar impressionar pelas pretensas leis da matéria.

Embora não fosse mundano, Jesus transformou o mundo. Sua lealdade a Deus e sua unidade com a Verdade infinita deram-lhe domínio sobre o que o rodeava. Deu prova do poder todo-poderoso de Deus e da substancialidade ilimitada do homem como ideia espiritual que representa exclusivamente a Deus.  Em vez de se desesperar diante de alguma suposta ameaça material à sua vida, Jesus calmamente seguiu avante, confiante no controle de Deus e na espiritualidade do homem, o que o exime de todas as discórdias da existência física.

Certo dia, na sinagoga, Jesus leu para o povo, o livro de Isaías. Depois de ter lido o trecho que profetizava a vinda do Cristo, profecia que se cumpria na sua própria experiência, começou a repreender a falta de receptividade deles. Então o povo se enfureceu. Agarraram-no, arrastaram-no para fora da sinagoga, levaram-no pela cidade até à beira de um monte onde planejaram lançá-lo penhasco abaixo. O ódio do pensamento material que resistia ao Cristo, a Verdade, era tão grande que momentaneamente Jesus parecia estar sendo presa dos materialistas ao seu redor. A Bíblia conta-nos que “Jesus, passando por entre eles, retirou-se”. É claro que Jesus nem sequer por um instante abandonou sua elevação espiritual de pensamento. Estava continuamente dando testemunho de Deus, insistindo em demonstrar a totalidade e o poder que tem Deus de libertar outros, de livrar a ele mesmo. O poder de sua confiança crística concretizou-se à beira do abismo para o qual o povo o havia levado, e Jesus foi libertado.

Às vezes uma condição física assustadora e desanimadora procuraria nos levar até à beira de um abismo, isto é, de uma situação material extrema, desde a qual parece que seremos lançados morro abaixo. Todavia, aí mesmo, num suposto precipício de materialidade, também nós podemos passar pelo meio das crenças materiais ao nosso redor. Podemos reconhecer nossa espiritualidade, reivindicar nosso domínio e nossa cura, e seguir nosso caminho — o caminho do Cristo — com alegria.

CONTINUA..>

NADA DO QUE É VISÍVEL É REAL

NADA DO
QUE É VISÍVEL É REAL
DÁRCIO
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Todos os quadros visíveis são irrealidades, por melhores ou piores que possam ser! Vistos e acreditados se tornam a ILUSÃO: o nada sendo aceito como algo real! Traduza, você mesmo, tudo que os supostos sentidos humanos captam, em nulidades; enquanto substitui simultaneamente o nada pela Presença da perfeição todo-abrangente. Não existe onipresença com imperfeições! Todas elas são irrealidades já ocupadas pela Verdade eterna. Em outras palavras, o que existe não está sendo discernido pela mente humana e, o que existe independe de mente humana para ser visto. “Tendes olhos, mas não vedes”, disse Jesus. Estas revelações conflitantes com a lógica do mundo são as “loucuras de Deus”, no linguajar de Paulo.

Pratique a “Visão correta”, livrando-se das imagens falsas e vendo intuitivamente em seu lugar a manifestação iluminada da Onipresença divina. Para isso, abstraia-se do suposto mundo exterior! Não é mundo exterior algum! Como um sonho, é pura imagem na mente! Descarte a mente e vislumbre a Consciência iluminada sendo consciente como VOCÊ! Este VOCÊ, sem mente humana, é Deus sendo VOCÊ.

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HÁ APENAS DEUS!

APENAS DEUS!
Dárcio
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Por que adotar um ensinamento absoluto? Por um só motivo: somente através da Verdade pode ser a Verdade conhecida! A antiquíssima revelação “Não terás outros deuses ao lado de mim”, se tivesse sido praticada em grau absoluto, teria feito a ilusão se evaporar da aceitação hipnótica à sua nulidade! Entretanto, o dualismo fez a maioria optar pela relatividade de ensinamentos supostamente “mais brandos”, como se a Verdade fosse um peso a ser carregado! O Evangelho de Tomé registra Jesus dizendo sobre “muitos rodeando a cisterna, sem nenhum na cisterna”.

Há apenas Deus! Mais nada! Todas as imagens que desfilam frente à suposta mente humana não são de ontem, de hoje ou de amanhã: são miragens! E, que seja entendido o sentido dessa palavra! “Miragem” é NADA! O Reino de Deus é a única Realidade aqui presente!

Contemple, silenciosamente, Deus sendo tudo e sendo VOCÊ! Não force a mente que não existe! Não lute para conscientizar o que VOCÊ JÁ É! E o que VOCÊ já sabe que VOCÊ É! Contemplar é “ser sem pensar”, é Autocontemplação absoluta! Deus sendo Deus e Se vendo como tudo! Vá direto “à cisterna”! HÁ APENAS DEUS!

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MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS-4- final

“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK

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PARTE IV – FINAL
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A segunda das duas ideias na profecia de Emanuel é inseparável da primeira: a Ciência da relação entre Deus e o homem. Muitas vezes as pessoas não compreendem por que a palavra Ciência está ligada à ideia de cristianismo. Mas quando começamos a perceber o desenvolvimento da mensagem bíblica, comprovada em sua totalidade por Cristo Jesus, de que o Amor divino está em todo lugar, está sempre presente, nunca falha, como os raios solares, brilhando igualmente sobre tudo e todos, como é possível não pensar em termos de lei? O que, a não ser uma lei, age desse modo? Considere a lei da gravidade, por exemplo. Ela não escolhe, não é diferente para pessoas diferentes, não está aqui hoje e desaparece amanhã. O conceito  que denominamos “lei” simplesmente identifica coisas que são universais, imparciais, infalíveis, confiáveis e previsíveis. Isso nos leva de volta ao modo como todos queremos nos sentir, quanto a Deus e Seu amor.

Ser o filho ou a emanação de Deus, o Amor, é sentir-se amado. Sentir-se amado eternamente envolve Ciência – significa conhecer o amor como lei absoluta. As palavras e obras de Jesus não deixaram nenhuma dúvida de que as dádivas do Amor, que incluem saúde, abundância, paz, liberdade, beleza e força, são tão invariáveis quanto o próprio Amor. Ele até afirmou que a verdadeira identidade inclui uma alegria que ninguém jamais pode tirar de nós.

Um amigo e colega meu, do meio artístico, havia lutado com a depressão de tempos em tempos, por anos a fio, até que, de repente, esta chegou a um ponto em que parecia ser constante. Acordava de manhã profundamente deprimido e incapaz de trabalhar, começava a sentir-se um pouco melhor no fim da tarde, ia dormir cheio de energia e feliz e acordava num estado de extrema escuridão mental. Isso continuou por um ano e meio. Mas ele era Cientista Cristão e estava orando por uma compreensão mais profunda de Deus e de seu parentesco com Ele. Também tinha a expectativa de perceber a verdade que destruiria essa ilusão, que não era seu verdadeiro modo de pensar.

Um dia sentou-se e volveu-se a Deus de todo o coração à procura de uma resposta. Subitamente, veio-lhe um pensamento: “Se você tivesse estudado muito para um teste de matemática e estivesse bem preparado, ficaria com medo de que pudesse acordar no dia do exame totalmente despreparado, porque todas as regras mudaram durante a noite?” A ideia era ridícula. “Então por que?”, raciocinou ele, “você pensa que poderia ir dormir cheio de alegria e acordar deprimido? Qual é a diferença?

Subitamente compreendeu que estivera considerando a alegria como sendo uma emoção, algo finito, divisível e pessoal, oriunda do cérebro em vez de Deus, e sujeita à limitação e à instabilidade. Percebeu que, ao contrário, a alegria é como um fato matemático, uma realidade única, indivisível, nunca um bem pessoal. Compreendeu que a alegria , como qualidade da Mente divina, Deus, só podia ser imparcial e universalmente refletida, que não podia ir e vir, acabar-se ou tornar-se nebulosa, porque era totalmente independente de pessoas, lugares, coisas ou circunstâncias. Assim que percebeu essa preciosa verdade, compreendeu que simplesmente precisava afirmá-la como lei absoluta. Em duas semanas estava completamente livre da depressão, e continuou livre nos anos que se passaram desde aquela ocasião. Ele havia provado, em certo grau, o “Emanuel” da alegria.

Referindo-se ao “Princípio divino absoluto da cura mental científica”, a Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã: “Esse Princípio apodíctico aponta para a revelação de Emanuel, isto é, “Deus conosco” – a eterna presença soberana que aos filhos dos homens livra de todos os males ‘de que a carne é herdeira’.”

Emanuel, Deus conosco – uma ideia insondável, totalmente deslumbrante em sua simplicidade. Na profundidade e magnitude do amor que revela, é puramente cristã. Na constância, universalidade e imparcialidade desse amor, ela é puramente científica. A parte essencial de  sua mensagem é a divindade abraçando a humanidade, expulsando o erro até que nada reste que contradiga o fato de que Deus é Tudo-em-tudo.

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(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – DEZEMBRO 1994)

SEJA CEGO PARA A APARÊNCIA

SEJA CEGO PARA A
APARÊNCIA
Dárcio
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O mundo não é realmente como a mente humana o traduz; caso fosse, somente a perfeição seria observada. Portanto, ao nos depararmos com os quadros “deste mundo”, passemos a entendê-los como mera “aparência”, recordando com clareza que “nada é realmente como aparenta ser”.

Como estão se dando os fatos verdadeiros no Reino de Deus? Em que condições de saúde, finanças, felicidade, harmonia e paz estão os habitantes deste Reino divino? Contemplemos a Onipresença de Deus; assim, iremos perceber que já estamos todos, aqui e agora,  em Seu Reino perfeito, dotados de perfeição absoluta, na qualidade de habitantes eternos deste Reino.

A mente humana tenta nos sugerir um mundo humano e tridimensional, supostamente coexistente com a Realidade absoluta. Se concordarmos com a “aparência”, estaremos concordando tanto com suas ilusórias imperfeições como com a errônea noção de que dois mundos coexistem. Pior ainda, estaremos nos posicionando justamente naquele mundo que, se supõe, é imperfeito, aceitando como nossa a imperfeita mente humana e acreditando sermos possuidores de um corpo mortal, sempre imperfeito ou sujeito a imperfeições. Tudo isso é ILUSÃO!

Fiquemos cegos para “aparência”! Não há dois mundos! Não há duas mentes! Não há dois corpos! O Universo Real é único! A Mente divina é única! O Corpo real é único! E esta UNICIDADE é puramente Espírito!

Se acreditarmos na “aparência”, logo nos veremos envolvidos em esforços para corrigir alguma de suas ilusórias imperfeições. Precisamos acabar de vez com  este hábito infrutífero! A “aparência” não é algo a ser odiado, temido ou melhorado: a “aparência” é uma ILUSÃO, algo a ser reconhecido e descartado como NADA!

De que forma  faremos o reconhecimento da “aparência” como sendo “nada”? Contemplando a totalidade e unicidade da Perfeição onipresente; contemplando as coisas como realmente elas já são; contemplando-as no lugar infinitodimensional em que realmente estão. Tudo é Perfeição, e tudo está na Mente que é Deus. O Universo existe na Mente de Deus; nós existimos na Mente de Deus; nossas atividades se desenrolam no Reino de Deus. Portanto, a PERFEIÇÃO ABSOLUTA constitui a totalidade da Existência.

Durante nossas “contemplações silenciosas”, fechemos os olhos para esta “aparência” chamada mundo material; consideremos que, exatamente agora, vivemos “imersos” na Infinitude da Perfeição Absoluta, inclusive como formadores da Mesma, exatamente como a gota, imersa no oceano, está a formá-lo. Consideremos que, por estarmos imersos nesta Perfeição infinita, inexiste algo passível de ser melhorado, mudado ou corrigido. Reconheçamos que Deus está “em nós” e que nós “em Deus”, e que esta UNIDADE é eterna e imutável.  Em seguida, permaneçamos em total silêncio e quietude, até sentirmos um “sinal interno de alívio”, comprovador da Verdade de que a “aparência” era mero efeito hipnótico sem realidade, uma “ausência” já preenchida pela Presença da Harmonia divina.

Toda “aparência” é uma AUSÊNCIA. Ela somente simula ser “presença”, e esta farsa se dissipa quando a Onipresença de Deus é radicalmente admitida e reconhecida. Toda “aparência”, seja boa ou má, é “ausência”. E, por ser “ausência”, mero “vazio”, quaisquer imperfeições “nela” mostradas não estão, realmente, em lugar algum!

Por pior ou por melhor que seja uma “aparência”, ótima ou péssima, ela representa o “vazio”, algo destituído de real presença, poder, substância e realidade. Assim como um sonho desaparece diante de nosso acordar, a “aparência” se desfaz através do nosso Despertar espiritual. Deixemos de nos envolver com a “aparência”; paremos de perder tempo em analisá-la. Ocupemo-nos com os fatos reais; ponderemos sobre “como” tudo realmente já está acontecendo no Reino de Deus; logo após, reconheçamos que o Reino divino é o ÚNICO Universo em que temos estado sempre. Eis por que Cristo disse: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem (o Reino) vejam, e os que os vêem (a “aparência”) sejam cegos.” (João 9:39)

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TRANSCENDA A IMPERFEIÇÃO DO FENÔMENO E VEJA A PERFEIÇÃO…

TRANSCENDA A IMPERFEIÇÃO
DO FENÔMENO E VEJA A PERFEIÇÃO DA REALIDADE
Masaharu Taniguchi

Aquele que, mesmo diante das imperfeições do fenômeno (mundo visível), persiste em fitar com os olhos da mente a perfeição da Realidade Divina, que está por trás da imperfeição das coisas fenomênicas, acabará conseguindo concretizar no mundo fenomênico também esta “perfeição” que ele não se cansa de fitar. É preciso ver a saúde, mesmo quando está manifestada a doença; é preciso descobrir o amor, mesmo quando ele está oculto pelo ódio. É preciso encontrar alegria, mesmo quando parece existir somente tristeza. Já que Deus não criou o ódio, não existe ninguém que seja “odioso” aos olhos de todas as pessoas. O ódio não é como as cores, as quais são captadas como vermelha, violeta, etc. por todos. A pessoa que você odeia pode ser uma pessoa muito querida por outras pessoas, porque o ódio não é um elemento universal absoluto. O que muda de aspecto conforme quem vê ou quem sente, não é um elemento universal e absoluto; é um aspecto relativo, visto de um determinado ângulo.

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CORPO QUE SE MOVE E CORPO QUE SE VÊ

CORPO QUE SE MOVE E
CORPO QUE SE VÊ

Dárcio
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O corpo que se move, quando nos movimentamos, não é o corpo que se vê com os olhos humanos. Esta é a ilusão que nos faz crer em corpos que nascem, adoecem, envelhecem e morrem! A “imagem” que do corpo “vemos” não é o Corpo verdadeiro que temos e que somos! Se aprendermos a separar o Corpo verdadeiro desta “imagem ilusória”, estaremos fazendo o mesmo que os discípulos fizeram, quando viram o Corpo transfigurado de Jesus. Que fizeram eles? Abriram a visão espiritual!

Com a visão espiritual, o Corpo de todos nós se mostrará como realmente é: um perfeito Corpo de Luz e Substância eternas. Dessa compreensão, surge a chamada “prática da cura espiritual”, ou seja, deixamos de ver o corpo em sua “imagem falsa”, enquanto confirmamos, aqui e agora, o Corpo eterno e sempre perfeito, que é a Verdade Absoluta sobre o Corpo de todos nós. Este, sim, é o “Templo de Deus”, na linguagem do apóstolo Paulo! Ele não estava se referindo à ilusória “imagem de corpo” aceita pela crença coletiva!

Ao dizer ao paralítico “Levanta-te, toma a tua cama, e anda”, Jesus estava desprezando a “imagem falsa”, com a crença em paralisia, e vendo, como real, o Corpo de Luz, sempre perfeito, daquele que se acreditava paralítico; e ele, ansioso por se “curar”, entrou na mesma sintonia, e se levantou! Nunca estivera de fato impedido de fazê-lo! Apenas havia passado  anos a fio confundindo seu Corpo perfeito com a “aparência”, ou seja, a falsa “imagem de corpo” captada equivocadamente pela mente humana!

Lembre-se: o corpo que aqui se move como o seu Corpo não é o “corpo” que você vê com os olhos carnais! Seu Corpo é espiritual e sempre perfeito! Somente a “imagem” dele  pode se mostrar com deformações, tais como as sombras. Deus é Tudo! E Deus Se manifesta, aqui e agora, também como o nosso Corpo real! Isto não é teoria! Seja qual for a suposta “situação física”, deixe de pensar em curar a imagem falsa e, tal como o “paralítico”, levante-se, tome seu leito, e ande!

PENSE ASSIM! EU ME MOVO COM MEU CORPO, E NÃO COM ESTA IMAGEM DELE NA MENTE HUMANA! SEPARE AS COISAS! MOVA-SE! INSISTA! ATÉ CONSEGUIR!

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“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS -3

“EMANUEL”
E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK
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PARTE III
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É interessante notar que no Sermão do Monte, Cristo Jesus nos ensina primeiramente (Mateus 5) todas as maneiras através das quais devemos amar nosso próximo, antes de nos ensinar a orar e de mostrar o nosso relacionamento direto com o nosso Pai celeste (Mateus 6). Leva-nos a uma jornada através da mansidão, da misericórdia e da pacificação; do trabalho abnegado, da moral na educação e no ministério do perdão, de advertências contra o assédio sexual, da responsabilidade pelos nossos atos, das obrigações conjugais, do domínio sobre a tendência de reagir e de se sentir vítima; e conclui mandando que amemos universalmente. Quão belo e lógico, já que alguém que discorda do amor universal não poderá realmente começar a compreender a definição principal que Jesus deu de Deus como “Pai nosso que estás nos céus”.

Com a mais pura simplicidade, o Mestre explica: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. E por que? “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste”. Mas por que isso nos torna, em demonstração, filhos de nosso Pai celeste? Porque o amor do Amor, como Jesus o define, é imparcial. Poderíamos dizer que esta é a” ideia da totalidade” do amor – porque ele (Deus) faz nascer seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos”. É bem aqui, em declarações notáveis como essa, e em sua demonstração, que a ideia da totalidade de Deus se torna particularmente vívida. É precisamente porque o Amor é Tudo, que nós podemos ser obedientes e amar nossos inimigos; é precisamente a mui verdadeira presença do puro Amor divino que demonstra a nulidade do erro naquilo que chamamos de “cura”.

A veracidade da totalidade do Amor tem sua eficácia comprovada em exata proporção à sua vitalidade em nossa vida diária – em nossos pensamentos, palavras e ações. Por exemplo, o Amor é tudo para nós e é manifestado por nós quando praticamos o afeto imparcial, universal, sem amarras. O Amor é tudo para nós à medida que realmente procuramos, de sã consciência, manter nosso pensamento e nossas conversas isentas de maledicências, da crítica destrutiva, do ressentimento, da arrogância, da inveja, do egoísmo, da fraude e da retidão própria. Ajudamos os outros a sentir a totalidade do Amor à medida que subjugamos o egotismo que nos faz sentir ofendidos.

Continua..>

“VENENO NA REPRESA”

“VENENO NA REPRESA”
Dárcio
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Uma lata de veneno foi achada boiando vazia, na represa da cidade. Em vista disso, por segurança, amostras da água foram coletadas e enviadas ao laboratório de análise, para verificar se havia ocorrido contaminação que pudesse levar risco à população. A notícia de alerta foi veiculada pela rádio local, enquanto era pedido, à população, que aguardasse os resultados da análise para somente depois voltar a fazer uso da água. Feitas as averiguações, a radio deu a notícia de que estava tudo normal com a água da represa, e que todos poderiam usá-la normalmente; entretanto, até aquele momento. o posto de saúde já havia recebido muita gente dizendo estar passando mal por ter bebido daquela água!

O “veneno” não estava na água, mas na mente delas! Quando deixariam de “passar mal”? Quando tivessem acesso à informação de que não havia veneno na água bebida!

Por toda parte vemos pessoas se queixando de  problemas ou de um mal qualquer. Enquanto não conhecerem a Verdade, viverão nesse mundo do pai-da-mentira e crendo em imperfeições! Qual é a Verdade? DEUS É TUDO!  Não existe nada ao lado de Deus! E os problemas que tornam aflito o povo? São todos o “veneno da represa”, uma CRENÇA e mais nada! Enquanto esta crença não for destruída, o temor e a aceitação do mal como realidade atuará como se fosse “mal verdadeiro”. Caberá a VOCÊ desmantelar a crença falsa que veio acolhendo! O mal não existe! É crença falsa! Quando a totalidade de Deus for aceita, esta crença será desfeita! “Para isso vim ao mundo”, disse Jesus, “para destruir as obras do diabo”. Que são elas? São o “veneno na água da represa”, ou seja, uma ILUSÃO! O “nada” sendo aceito temporariamente como realidade!

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O MEDO IMPLANTADO PELA IGNORÂNCIA

O MEDO
IMPLANTADO
PELA IGNORÂNCIA
DÁRCIO
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Por diversas vezes encontramos na Bíblia a expressão “Não temais”. Isaías revelou: “Não temais, eu sou contigo”, Jesus disse: “Não temais, pequenino rebanho, vosso Pai se agradou em dar-vos o Reino”. Há dezenas de outras citações repetindo este mesmo “não temais”. Entretanto, a incompetência e ignorância dos pregadores de todos os tempos fizeram propagar o medo de Deus, e, o Deus que é Amor infinito, onipresente, veio sendo disseminado como juiz implacável e capaz de condenar alguém a lagos de fogo, inferno e coisas desse tipo. Pretenderam conduzir o povo a Deus através do medo!

Este medo de Deus fez com que uma crença coletiva se formasse dentro desse padrão do desconhecimento de Sua real natureza! Vemos até hoje  pessoas desejando um Deus que puna a injustiça do mundo, que seja um Deus vingativo ou que fique a avaliar cada um para verificar se é ou não merecedor de Sua Graça! Porém, o que nos foi revelado é que “deste mundo não somos”.

“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que
todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou” (João 5: 22,23).

“Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se na verdade julgo, o
meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai, que me
enviou. (João 8: 15,16).


Medite e  livre-se de todas as crenças coletivas de uma vez! Contemple a real natureza de Deus como os ensinamentos revelam: um Deus que é amor infinito, onipresente, onipotente, onisciente e oniativo! Foi-lhe dado “todo o juízo”, disse Jesus! O sentido é que VOCÊ deve se julgar do ponto de vista da Verdade e não da ilusão! Quem honra o Filho, honra o Pai! Seja firme na expulsão radical das crenças que envolvem Deus com este mundo ou com a justiça do mundo! “Buscai o reino de Deus E A SUA JUSTIÇA”, disse Jesus! Que estava dizendo? Que VOCÊ É UM SER GLORIOSO! Que VOCÊ É UM COM DEUS, UM COM O AMOR! Saia totalmente da visão material de mundo, de justiça e de você! Adote a Verdade, e mais que isso, adote única e exclusivamente a Verdade! “Não temais!” Veja-se pleno na Verdade eterna e perceba que unicamente uma crença falsa pode tentar iludi-lo! Pare de se identificar com um ser humano, que é irrealidade! Não existe Deus algum ocultando  a SUA LUZ! DEUS É TUDO! Veja-se UM COM ELE, DENTRO DELE, COM ELE SENDO VOCÊ!

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“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS-2

“EMANUEL”
E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK
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PARTE II
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A ideia de Emanuel apresentada no Antigo Testamento profetiza com tocante simplicidade o Cristo, a ideia espiritual de filiação, e a Ciência dessa filiação. Ambas, a filiação e a Ciência, precisam ser compreendidas, se quisermos demonstrar em nossa vida  a totalidade de Deus, a constância do amor e da bondade.

Considere primeiro a ideia de filiação. Não faz muito tempo, descobri que há poucas referências à filiação espiritual, no Antigo Testamento. As referências a Deus como Pai ou Mãe, no Antigo Testamento, são indiretas e aparecem principalmente como comparações: o Senhor se compadecerá como um pai, guiará como uma águia que “voeja sobre seus filhotes”. A ênfase do Antigo Testamento é, principalmente, no homem como objeto do amor de Deus. “Não temas, homem muito amado”, lemos no livro de Daniel, “paz seja contigo, sê forte, sê forte”. Nessa bela e tríplice bênção, se nos assegura que o homem, como objeto do amor de Deus, pode ter a expectativa de não sentir medo, de estar em paz e de ter autoridade. É difícil minimizar, sob qualquer ângulo, o significado de ser simplesmente o amado de Deus.

Ainda assim, chegamos à conclusão de que, ao nos vermos apenas como o objeto do Amor, perdemos parte da visão, porque não fica explicado inteiramente nosso merecimento de sermos profunda e constantemente amados. Isso tende a nos deixar a sensação de que Deus e o homem são dois seres separados, em dois lugares diferentes, eu aqui, sendo amado; Deus lá, mandando Seu amor em minha direção. Simplesmente continua a estar subentendida alguma distância.

Só há um tipo de relacionamento que ajuda a explicar e a expressar a absoluta unidade e constância da relação do Amor divino com o homem: Deus e o homem vistos como Pai e filho, Pai-Mãe e sua descendência. Essa é a mensagem do Novo Testamento. Não uma ou duas vezes, mas muitas vezes há referência ao homem como filho descendente, ou herdeiro de Deus. E Deus “apresentou” Jesus declarando que ele era igualmente o objeto e o filho (manifestação) do Amor: “Este é o Meu filho amado, em quem me comprazo”.

Uma profunda responsabilidade acompanha a descoberta do motivo de sermos tão amados. E há condições específicas  vinculadas  a sentirmos realmente o amor que nosso Pai celestial dedica à sua ideia espiritual, o homem: temos de rejeitar o erro de origem física, conhecer-nos espiritualmente, e amar à maneira imparcial, universal e indivisível do “amor de Emanuel” que enche todo o espaço e não concede nenhuma realidade ao mal. Em outras palavras, se quisermos escapar do mal e sentir o amor constante, a inteireza e a realização pelas quais ansiamos, e que pertencem de direito à descendência de Deus, temos de aceitar o amor incondicional que caracteriza nossa verdadeira natureza à semelhança do Amor divino.

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“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS-1

“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK
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PARTE I
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A ideia de que o bem é tudo e de que o mal não é coisa alguma, uma nulidade, ideia essa demonstrada por Cristo Jesus e elucidada pela Ciência Cristã, parece um tanto remota para muita gente – às vezes até para aqueles que estudaram a Ciência Cristã a vida inteira. Afinal, parece que vivemos num mundo dualista em que o bem e o mal participam igualmente de todos os momentos da vida diária.

Ainda assim, por mais grandioso e idealista  que esse conceito possa parecer, a totalidade é a ideia que as pessoas, instintivamente, têm o desejo de ver manifesta. Em nenhum ponto este anseio é tão profundo, ou tão frequentemente explícito, quanto em relação ao amor. As pessoas dizem que se sentem amadas parte do tempo, mas admitem ter o desejo íntimo e sincero de se sentirem profundamente queridas todo o tempo. Fiquei muito comovida, recentemente, pelo comentário honesto e perspicaz de uma mulher identificada simplesmente como Elisabeth. Num texto escrito em 1936, intitulado “Todos os cães de minha vida”, ela exclama (referindo-se aos cães): “Quando amam, amam com constância, imutavelmente, até o último suspiro. É assim que eu quero ser amada”.

Embora essa questão todo-abrangente do amor sempre pareça estar no topo dos desejos humanos de constância, o conceito de totalidade permeia todo anelo humano pelo bem. Ouço diariamente as pessoas dizerem que se sentem criativas, fortes, alegres, satisfeitas, saudáveis e em paz, parte do tempo. Dizem que têm a capacidade parcial de andar, ouvir e sentir. Mas naturalmente querem a capacidade total todo o tempo. Certamente esse é o sendo prático de totalidade, que para cada um significa algo diferente.

Estava pensando nisso, certo dia, quando a profecia messiânica de Isaías me veio distintamente ao pensamento. “O Senhor mesmo vos dará sinal. Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel”. Subitamente, este trecho se me apresentou sob nova luz, como a predição do aparecimento na carne, a manifestação prática da ideia da totalidade de Deus.

Emanuel significa “Deus conosco”. Significa que tudo o que o Amor divino dá, está conosco, com cada um de nós, todo o tempo. Essa mensagem da onipresença divina, que dissolve progressivamente as crenças mortais de tempo e espaço, demonstra tanto a infinidade como a eternidade; a Vida e sua bondade enchendo todo o espaço a cada momento.

Emanuel nos salva. É a ideia da totalidade do Amor na consciência humana, reprovando o dualismo que diz que o mal existe (ocupa espaço) e que é tão real quanto o bem. Também repreende a interpretação insatisfatória sobre a relação entre Deus e Sua criação, conhecida como “intervenção divina”, a crença de que Deus não está conosco a todo momento, mas que se torna uma presença ocasional quando O chamamos e quando Ele quer vir.

Cristo Jesus era verdadeiramente a plena corporificação da profecia de Emanuel. Tudo o que ele fazia era uma firme e fulminante repreensão à alegação perversa de que o bem não está sempre presente, não é onipresente. Quando a enfermidade, a cegueira, a surdez e a paralisia alegavam que a saúde, as faculdades e a ação normal podiam variar ou estar ausentes, a cura instantânea demonstrava sua presença ininterrupta no homem, a expressão do bem infinito. Quando os pescadores pareciam estar ”desempregados” por falta de “produto”, ou grande número de pessoas estava sem comida, a visão clara que Jesus tinha da realidade espiritual provou que o homem, a imagem do Espírito, é inseparável da provisão de Deus. Quando pecadores foram destinados ao ostracismo ou execução, Jesus os curou, mostrando-nos para sempre que a inocência e a pureza estão eternamente com o homem, a semelhança da Alma. E quando era chamado para o leito, ou mesmo para o túmulo, dos mortos, ele os ressuscitava, demonstrando “Emanuel”, a Vida conosco.

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