DÁRCIO
.
“Vinde, benditos de meu Pai, possui por herança
MATEUS 25:34
“Vinde, benditos de meu Pai, possui por herança
Esses aforismos giram, quase todos, em torno da ideia central do Reino de Deus, que está no homem e que deve manifestar-se fora dele, na sociedade e no mundo inteiro.
Há entre esses pequenos capítulos do Quinto Evangelho, alguns tão profundamente místicos que não podem ser analisados intelectualmente. Os aforismos 13 e 13-A referem o seguinte:
Respondeu Simão Pedro: Tu és semelhante a um anjo justo.
Disse Mateus: Tu és semelhante a um homem sábio e compreensivo.
Respondeu Tomé: Mestre, minha boca é incapaz de dizer a quem tu és semelhante.
Replicou-lhe Jesus: Eu não sou teu Mestre, porque tu bebeste da fonte borbulhante que te ofereci e nela te inebriaste.
Então levou Jesus Tomé à parte e afastou-se com ele; e falou com ele três palavras. E, quando Tomé voltou a ter com seus companheiros, esses lhe perguntaram: que foi que Jesus te disse? Tomé lhes respondeu: Se eu vos dissesse uma só das palavras que ele me disse, vós havíeis de apedrejar-me – e das pedras romperia fogo para vos incendiar”.
O profundo silêncio de Tomé é a mais eloquente declaração da grandeza indizível do Cristo: abriu os canais para o influxo da intuição espiritual.
A última verdade sobre o Cristo não pode ser dita nem pensada. O que se pode pensar, já está adulterado; e, se o pensado e falado for escrito, completa-se a terceira falsificação da verdade.
As grandes verdades só podem ser recebidas em total silêncio, mensagem da própria alma do Universo. Por isto, Tomé preferiu calar-se duas vezes: não deu sua opinião sobre o Cristo, nem revelou aos outros o que o Mestre lhe disse quando o levou à parte e lhe falou a sós.
Quem quer saber realmente o que o Cristo é, deve calar-se em tão profundo silêncio receptivo que a cosmo-plenitude possa plenificar a sua ego-vacuidade. Podemos apenas soletrar o abc sobre o Cristo, mas, para saber e saborear realmente o que ele é, temos de entrar na Universidade Cósmica do silêncio.
O que há de mais estranho nessa passagem são as palavras que Jesus disse a Tomé: “Eu não sou teu Mestre”, porque já ultrapassaste o Jesus humano e entraste na visão do Cristo divino; bebeste da sabedoria suprema, e por isto preferiste calar-te.
Depois disto, o Mestre levou Tomé à parte e lhe revelou silenciosamente a plenitude do Cristo, revelação tão transcendental que Tomé não se atreveu a comunicá-la a seus colegas, que o teriam considerado louco e o teriam apedrejado como blasfemador; mas das próprias pedras teria saído fogo em testemunho da verdade.
Esta revelação anônima e inefável que o Mestre fez a Tomé é um dos pontos culminantes do Evangelho. À pergunta “que vos parece do Cristo” opõe Tomé o silêncio absoluto, que é a melhor resposta.
Por mais que um indivíduo seja dotado de excelente inteligência, sozinho não consegue realizar grandes obras. Ele precisa reconhecer nos colegas, nos colaboradores e nos subordinados as qualidades e habilidades de que eles se orgulham, e valorizar os respectivos talentos e vocações, confiando neles; e o mais importante fator da prosperidade é a harmonia com eles. Embora consiga reunir grande número de elementos altamente qualificados, o seu empreendimento não irá bem se não houver harmonia. E para conseguir a harmonia, deve pensar na situação deles, colocando-se no lugar deles.
A identificação com o inexistente é a ILUSÃO! A pessoa usa a mente que não existe para ver inexistências! E esse mecanismo ilusório é coletivo! Se formos contrariar sua veracidade diante de alguém nele envolvido, sua reação será a de defesa da crença falsa! O mundo das aparências é uma projeção de sombras na mente em ilusão, ou seja, é o “nada” que aparenta estar sendo visto por um instrumento irreal! Mesmo que sombras se projetem no chão e mostrem corpos distorcidos, sombras são sombras e não têm realidade alguma! Mesmo que aos olhos humanos sejam vistos problemas e imperfeições, a Perfeição absoluta se mantém em sua constância onipresente. “Por que a imperfeição é vista, se Deus é tudo?” – esta pergunta aparece sempre e das mais variadas formas! Se tentarmos respondê-la, parecerá, a quem a formulou, que estamos tentando justificar alguma coisa e de modo indevido. Por quê? Porque a “sombra”, para ele, está sendo vista como realidade! E ele espera uma explicação! Nada explica um oásis visto por um andarilho alucinado no deserto, a não ser que aquilo é nada! Se a explicação de que a imperfeição é nada não satisfizer a quem sobre ela nos fizer uma pergunta, entenda o seguinte: NÃO EXISTE NINGUÉM LHE PERGUNTANDO SOBRE IMPERFEIÇÃO! A PERFEIÇÃO É A CONSTÂNCIA ONIPRESENTE! PARTA DESSA VERDADE, NELA PERMANEÇA! PERCEBA QUE A SUPOSTA PESSOA, QUE APARENTAVA FAZER-LHE A PERGUNTA, É DEUS, PLENAMENTE CONSCIENTE DE SUA PRÓPRIA PERFEIÇÃO ETERNA E ABSOLUTA! A CONSCIÊNCIA É INFINITA; ASSIM, SOMENTE DISCERNE PERFEIÇÃO EM TODA “PARTE” DE SI MESMA!
Desligue-se dos olhos físicos – disse alguém. Sim, devemos nos desligar dos olhos físicos. Depender deles é atrapalhar a visão dos olhos espirituais colocando “lentes opacas”. Devemos retirar essas “lentes” e nos elevar cada vez mais, para receber diretamente a Luz de Deus. Precisamos iluminar este mundo, tendo a Luz de Deus em nossa mente. Com os olhos físicos, não conseguimos ver os tesouros ocultos. Mas, com os olhos da mente que possuem a Luz de Deus. conseguimos ver a Imagem Verdadeira sem nos prendermos ao aspecto fenomênico. Os olhos da mente conseguem ver através da imagem fenomênica opaca e captar a mina oculta repleta de riquezas infinitas.
Acostumemo-nos a contemplar a INFINITODIMENSIONALIDADE exatamente no lugar em que “miragem tridimensional” aparenta existir. Como fazer isso? Reconhecendo que a nossa Consciência já é Iluminada; reconhecendo que Ela somente percebe a Perfeição; reconhecendo que inexiste “outra” mente capaz de perceber algo imperfeito; reconhecendo que a miragem inexistente, por ser miragem, não pode ser corrigida nem melhorada; reconhecendo que a nossa Consciência, ocupada integralmente em perceber a Perfeição de Si própria, jamais se inteirou de qualquer miragem, sonho ou dualidade.
Se você é extensão do Criador, se o foco da autoexpressão do Criador está dentro de você e se a atmosfera de amor do Criador está envolvendo-o, é lógico que você pode agir no sentido de concretizar a vontade do Criador e jamais será subjugado por coisa alguma, aonde quer que você vá. Mesmo que vá para um ambiente da pior atmosfera, a “atmosfera do amor de Deus” que o envolve jamais irá permitir que a má atmosfera desse ambiente prejudique você. Quando for viajar de avião, a atmosfera do amor de Deus envolverá você e o avião, protegendo-o de qualquer perigo.
Mas, para que você alcance esse estado, é imprescindível conscientizar profundamente que você é extensão do Criador e senhor das leis naturais; portanto, jamais será regido por outras leis que não sejam as suas próprias.
Cada um deve “contemplar a Verdade” se sentindo orientado pela própria Consciência. Não há receitas ou fórmulas determinadas, e sim algumas sugestões. A intenção sincera de experienciar Deus é o que mais importa! Isso porque esta “intenção” exclui outras metas e a “comunhão” é facilitada! “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua lei” (Salmos 119: 18). Esta frase bíblica é um bom artifício para que a suposta mente humana deixe de atrapalhar, durante nossas contemplações. Podemos usá-la em cada “aspecto de Deus”, ou seja, “Desvenda os meus olhos, para que eu veja o Teu Amor infinito”, “Desvenda os meus olhos, para que eu veja a Tua Luz onipresente”, “Desvenda os meus olhos, para que eu veja a Tua Vida sendo a minha”, e assim por diante. Contemplações desse tipo, em que a mente é utilizada para gerar espaço às revelações diretas de Deus em nós, são muito eficazes. Deus é incorpóreo e, ao mesmo tempo, é cada forma em existência. Contemple com dedicação estes “aspectos de Deus”, sempre tendo em mente que DEUS É TUDO, inclusive VOCÊ.
Quais são especificamente algumas das coisas que podemos fazer agora para reconhecer mais plenamente a vontade de Deus e provar a identidade do homem como Seu reflexo espiritual? Uma dessas coisas envolve nossa adoração de Deus e a forma que ela toma. Se nossa adoração é superficial, mero ritual semanal impensado, ou se não passa de cerimônias e símbolos materiais, não trará satisfação permanente e será de pouco benefício para a humanidade. A adoração de Deus deve ser contínua, não fragmentada. Nossa adoração (aos domingos, quartas-feiras, por todos os dias e momentos de nossa vida) pode ser tão espontânea, livre e inspiradora que constante e progressivamente eleve o pensamento acima das percepções erradas dos mortais e das limitações mortais até a visão da realidade, que não está circunscrita em sua bondade e beleza espiritual. E nosso reconhecimento da realidade pode incluir a todos- sem deixar uma só pessoa de fora. Podemos estar certos do amor universal de Deus.
Outro passo essencial para realizar o propósito sagrado que Deus tem para o homem provém de nossos esforços em deixar de pecar. Se nos rebelamos contra as crenças falsas de que o estado físico representa o que é de valor e essencial em nossa experiência, começamos a pôr abaixo a fachada da mentira, ou ilusão, de haver supostamente fundamento para a existência do pecado. O pecado não produz nenhum prazer real e não se origina de Deus. Ver que a vida é inteiramente espiritual, esforçar-se para colocar cada pensamento e cada ação de acordo com essa verdade, não ter outros deuses diante do único Deus, compreender que o Espírito divino nunca estabeleceu no homem a capacidade de pecar nem o desejo de pecar – tudo isso ajuda a erradicar o pecado. Encontramos a nossa liberdade e abençoamos a humanidade, assim como somos abençoados por Deus.
Também podemos curar. Espera-se que curemos – a nós mesmos e a outros. Novamente, Cristo Jesus é o exemplo. Os livros de texto usados na Ciência Cristã, a Bíblia e Ciência e Saúde, apresentam as regras científicas e as leis espirituais que promovem o êxito na cura, e a cura se coaduna com a vontade de Deus como manifestação ativa do Cristo, a Verdade. Toda vez que de nossa adesão à lei divina resulta a cura, estamos vendo o prazer que Deus tem, manifestar-se na Sua criação perfeita.
Cristo Jesus, consciente de sua verdadeira origem e de seu propósito, proclamou: “Aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada”. Estas podem ser as nossas metas: compreender e demonstrar a origem espiritual do homem e sua razão de ser – na medida em que adoramos sincera e honestamente a Deus, cessamos de pecar, curamos mediante a oração, e sempre nos esforçamos para fazer a vontade de nosso Pai. E, assim fazendo, não nos sentiremos a sós nem desprovidos de valor. Sim, Deus se “compraz” com Seus filhos queridos, Seu reflexo perfeito.
Para quem se posiciona no referencial das aparências, as coisas necessárias parecem ser materiais, coisas que vão chegando a cada instante, dia ou ano, e que podem, inclusive, faltar! O ser que se posiciona “neste mundo” é alvo da ilusão constante, pois, por acreditar nas mutações das imagens vistas, ele se deixa levar por elas, avaliando tudo em termos da “justiça do mundo”. E é quando ouvimos frases do tipo: “Cometeram uma grande injustiça comigo”, “Eu paguei para ter um tipo de benefício, mas as novas leis me prejudicaram”, “Se não fosse aquela pessoa, eu teria sido promovido”, “Minha família ajudou tanto aquela pessoa, e quando precisei dela, não correspondeu”, etc. Milhares de pensamentos, com base na justiça do mundo poderiam ser citados! Entretanto, esse tipo de avaliação não corresponde à Verdade! Se alguém estudar a Verdade, contemplar-se fazendo parte do Autossuprimento absoluto para, em seguida, voltar a tais pensamentos do mundo, estará negando a Verdade e atrapalhando a Sua manifestação perfeita em sua vida! Tais pensamentos são os “ladrões do Templo”, porquanto VOCÊ É O TEMPLO DE DEUS.
“Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a SUA JUSTIÇA, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6-33). Conserve-se na JUSTIÇA DIVINA, sem ter olhos para contar com algo que lhe possa vir das miragens deste mundo! Tampouco trabalhe com sua lógica, achando que algo necessário lhe venha deste ou daquele lugar que, humanamente, lhe pareça óbvio , certo ou esperado! NÃO CONTE COM MIRAGENS! DEUS É TUDO, A SUBSTÂNCIA INFINITA UNIVERSAL! ESTE DEUS ESTÁ SENDO VOCÊ! PERMANEÇA NA VERDADE E JUSTIÇA DIVINAS, E SE VEJA SUPRIDO DO ALTO! VEJA-SE UNO COM DEUS, E ESTARÁ, AOS OLHOS DO MUNDO, DANDO TESTEMUNHO DA VERDADE!
O Salvador veio dar prova perfeita da infinita capacidade do Amor divino para atender às grandes necessidades da raça humana. Seu advento não tem paralelo; ninguém jamais entrou no cenário humano em condições semelhantes às de Jesus nem com igual promessa especial santa. Ele era verdadeiramente o ungido de Deus.
No entanto, Deus, que é a Mente divina, o Espírito infinito, não é, de modo algum, uma divindade antropomorfa que, sentada nos céus, vigia o desfile da mortalidade cá embaixo e, então, decide quais as ações humanas que asseguram ou não asseguram prazer especial. O panorama mortal é irreal, ilusório. Deus apenas conhece Sua própria expressão perfeita – o homem e o universo, inteiramente espirituais, permanentemente bons.
Em termos humanos, ao descrever a terna solicitude de Deus por nós, pode acontecer que falemos no Seu “prazer divino”; mas Deus, de fato, só Se “compraz” com Sua própria manifestação, com Seu reflexo espiritual. E é isso o que a identidade real de Cristo Jesus realmente representava: a natureza do Espírito e a atividade da Verdade divina a transmitir a ideia do ser imortal.
Conquanto o fato absoluto seja o de que Deus não conhece nenhuma outra criação senão a sua própria criação espiritual, isto não nos desobriga da responsabilidade de demonstrar, no mais alto grau possível, e justamente aqui onde nos encontramos, o padrão essencial de bondade espiritual – de provar a suprema realidade de que o santo reino de Deus é o único reino. Cristo Jesus é o nosso guia, e continuamos sob a exigência de nos esforçarmos para viver como ele ensinou.
A obra de Jesus deixou claro que ele conhecia o Antigo Testamento em seus mais íntimos detalhes. Jesus conhecia suas palavras, sua história e poesia, suas ilustrações, suas leis e mandamentos, seu significado espiritual e suas aplicações práticas. Recorreu a esses abundantes recursos durante toda a sua carreira. Com verdades tiradas das Escrituras, Jesus refutou as tentações do diabo, silenciou os argumentos dos fariseus, e indicou que há autoridade para demandar a cura espiritual.
Do que consta a respeito do seu ministério, as Escrituras eram como que alimento para Jesus. O evangelho de Lucas indica que, mesmo antes da idade adulta, “crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre ele.” E então lemos, no relato a respeito de Jesus, que aos doze anos conversava com os doutores no templo: “E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas”. A narrativa do evangelho conclui assim:
“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.Ao orar, escutar e ao nos esforçarmos para cumprir resolutamente a vontade de Deus e manifestar incessantemente Sua bondade, tal como Jesus o fez, passamos a perceber ser este o único caminho por meio do qual podemos alcançar uma realização duradoura e verdadeira. No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy assevera o seguinte: “As duras experiências provenientes da crença na suposta vida da matéria, bem como nossos desenganos e sofrimentos incessantes, levam-nos, como crianças cansadas, aos braços do Amor divino. Então, começamos a compreender a Vida na Ciência divina. Sem esse processo de desavezar, “Porventura desvendarás os arcanos de Deus?”
O mundo das aparência tenta arrastá-lo para ele; entretanto, você já sabe que DEUS É TUDO! “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida EM TI”, diz a Bíblia. Portanto, aja rápido, tome as providências necessárias, mas sem se deixar levar pelos julgamentos pelas aparências; ao mesmo tempo, mantenha sua mente em Deus! Reconheça que o Universo infinito é PAZ, HARMONIA E ORDEM! Sua mente, discernida como a Mente de Deus, mantém esta natureza do Universo em tudo o que lhe diz respeito Portanto, medite e se veja como sendo a Mente de Deus!
A mente que sonha é a suposta mente humana! Entretanto, também o seu suposto “despertar” é ilusório! Como algo inexistente poderia “despertar” para o que existe? Ocorre que as palavras são insuficientes para descrever processos espirituais. Quando falamos em “despertar espiritual”, para que a Realidade seja discernida, geramos a falsa crença de que “não estamos despertos”. E é quando nos envolvemos com a ILUSÃO, negando a Verdade de que DEUS É TUDO e que não há Deus algum sonhando nem iludido! Dessa forma, vá passo a passo no entendimento do que deve ser feito! DEUS ESTÁ DESPERTO, SENDO VOCÊ, E VENDO UNICAMENTE A SI MESMO COMO ONIPRESENÇA PERMANENTE, PERFEITA E ILUMINADA! Em suas contemplações, mesmo que de início você aparente estar “saindo da ilusão”, não se prenda a tal processo inexistente! Vá discernindo tranquilamente a Verdade absoluta, e a própria Verdade o estará dirigindo para satisfatoriamente fazê-lo ver que DEUS É VOCÊ, DESPERTO, E ILUMINADO, enquanto o suposto sonhador, seu sonho e seu suposto despertar JAMAIS CHEGARAM A EXISTIR!
Paulo teve o pleno discernimento de que o Cristo era a vida dele; desse modo, pôde revelar que o mesmo se dá com todos os demais seres. Por isso declarou: “Cristo é tudo em todos”: para que todos pudéssemos ter o mesmo discernimento. Passe esta revelação para a primeira pessoa: “CRISTO É TUDO EM MIM”. E então, contemple esta Verdade completamente, reconhecendo que não existe, sendo você, nenhum “eu humano”, mas que realmente a totalidade do seu ser é unicamente o Cristo, a individuação de Deus “dentro” do próprio Deus.
Permitir uma atitude mental de querer , desejar ou necessitar, seria a própria negação de já possuir. Você já engloba a ideia divina sobre todas as coisas. Você inclui cada ideia. “Eu preciso” jamais é frase pronunciada pelo “Eu” único, e sim pela falsa sugestão de “eu” – o mortal. O mesmerismo de massa sobre as condições do mundo sugeriria que os mortais devessem baixar seu padrão de vida. Esta visão incorreta da vida e da substância, que as considera como material e finita, como esgotável e incerta, e como sujeita a condições externas é, em si mesma, a própria base da carência. Este conceito mortal, portanto, é a unica carência.
Sejamos, pois, mais e mais familiarizados com a natureza maravilhosa de nossa própria vida. O conceito da Vida Divina é, de si mesmo, imutabilidade todo-harmoniosa. É de plenitude, riqueza, beleza, amorosidade, novidade, afluência e paz; e esta é sua vida. Esta perfeição divina é tudo o que lhe diz respeito. E assim sendo reconhecido, você constatará que todo bem é inerente ao seu verdadeiro ser, e que ele sempre aparece da maneira mais prática possível.
Se permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Permanecer “na palavra” é não se deixar enredar por algo “deste mundo”, mas sim permanecermos conscientes de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser (Atos: 17,28). E isso é feito pela aceitação incondicional da Verdade Absoluta: DEUS É TUDO! Para isso estudamos a Verdade! Para isso contemplamos a Verdade! Para sabermos que não recebemos a mente humana que vê miragens, que temos o espírito que é Deus, e que somos UM COM DEUS.
Não lute com a mente humana e nem se esforce para alterar as imagens mostradas por ela; descarte tudo de uma vez e se veja em Deus, um com Deus, dotado da Mente que é Deus! Faça isso de modo natural e suave, como se estivesse tirando a atenção de uma novela da TV para se “redescobrir” estando em sua sala! DEUS É TUDO! E todas as Suas obras são permanentes! Descarte as “miragens em mutação”, vistas pela mente humana, e se identifique com a Verdade! Esta identificação total com o verdadeiro é a permanência na palavra divina! E isto o revelará estando LIVRE!
Logo retomei o caminho, insistindo durante todo o tempo com o que eu sabia ser verdadeiro sobre a estrutura, a ação, a substância, e sobre a impossibilidade de qualquer forma de acidente ou ferimento no reino de Deus. Ao chegar ao lugar onde queria, pude tratar do problema com mais estudo profundo e com a ajuda da Bíblia e de Ciência e Saúde. Trabalhei sinceramente para saber que nenhuma qualidade de Deus pode ficar ferida e que não poderia ter havido um incidente causador de ferimento. O reino de Deus, o controle de Deus, a proteção infalível de Deus, estavam intactos e em plena evidência, independentemente do que a matéria ou o pensamento mortal, materialístico, estivesse tentando afirmar. Só há uma fonte real do pensamento do homem, e essa fonte é a Mente divina, a fonte de todo o bem, e do bem somente.
Orei por mais algum tempo, e a dor cedeu. Decidi, porém, não olhar para a evidência material naquela noite, quando fui dormir. Portanto, não tirei a meia. Na manhã seguinte havia só uma pequena mancha no meu pé, não havia inchação e praticamente nada de dor. Logo esses traços também desapareceram. Os efeitos do acidente haviam sido curados, mas a gravidade do ocorrido estava visível na grande marca negra do pneu no meu sapato. Fiquei grato, e continuo grato por essa cura.
O reino de Deus está, sempre esteve e sempre estará intacto – isto é, perfeito. Esta minha experiência foi apenas uma pequena maneira de dar provas desse fato. Nunca pode haver fratura da verdadeira substância, nunca pode haver interrupção da verdadeira ação, nunca pode haver mancha ou falha na substância de Deus, refletido pelo homem que Deus criou. Na medida em que compreendermos a verdadeira natureza do reino de Deus, poderemos demonstrar esse reino dentro em nós.
Quando encaramos no homem a expressão da natureza de Deus completamente controlada por Deus, não dizemos realmente que o controle reside na Mente, Deus? Por certo o controle não está e jamais pode estar na matéria ou com a matéria. Também sabemos que quando uma cura ocorre, ocorre na consciência. Explica Ciência e Saúde: “Esse reino de Deus “está dentro de vós” – está aqui, ao alcance da consciência do homem, e a ideia espiritual o revela.
Estaremos aceitando o pensamento de que o homem é um ser material, sujeito à doença, à infecção, a acidentes ou à morte? Não será que devemos manter a noção de que o homem é a ideia espiritual de Deus, perfeitamente formada, mantida e protegida pela Mente infinita, e, portanto, nunca sujeita a nenhum dos erros da carne ou do pensamento incluindo ao que é mortal e materialista?
A Sra. Eddy diz na página 259 de Ciência e Saúde: “A compreensão crística acerca do ser científico e da cura divina inclui um Princípio perfeito e uma ideia perfeita – Deus perfeito e homem perfeito – como base do pensamento e da demonstração.” Tal como é compreendido na Ciência Cristã, o homem não é uma mistura de matéria e espírito, nem é ele um ser material com um espírito ou uma alma nele residentes, programado para algum dia deixar para trás a carcaça material. O homem é, agora mesmo, sempre foi, e sempre será, a perfeita imagem espiritual de Deus. Por ser o homem a imagem de Deus, é ele a evidência da própria existência de Deus. Todas as qualidades de Deus, qualidades de estrutura, forma, vigor, inteligência, segurança, suprimento, movimento etc., tem de ser expressas por esse homem, têm de ser expressas de maneira perfeita, e mantidas com perfeição, pois o homem é o reflexo de Deus.
Quando nos vemos tentados pelo pensamento agressivo de uma dor ou mal-estar devido a acidente ou enfermidade, acaso não deveríamos desafiar tal pensamento? Pode um tornozelo, por exemplo, doer ou inchar e ficar escuro devido a um acidente, ou por sermos levados pelo pensamento materialista a crer que os acidentes e seus efeitos são reais?
Algo que muito nos facilita, nas “contemplações”, é entendermos a função do Pai e a função do Filho nesta UNIDADE. A Consciência infinita é o Pai atuando em unidade com a Mente do Filho que somos. TUDO É DEUS! TUDO É UM! Dessa forma, se entendermos que o Pai atua integralmente no Filho, contemplaremos a função da nossa Mente como “passiva” enquanto contemplaremos a função da Consciência como “ativa”. Algo como se percebêssemos o Sol ativo em sua totalidade, e, cada raio, passivo, brilhando com a Luz do Sol. O Sol “faz a obra”; o raio, em unidade com ele, resplandece! O raio não poderia gerar a atividade de estar iluminando de si mesmo, sem seu elo de unidade com o Sol; mas, na unidade, ele brilha! É nesse sentido que falamos em funções “ativa” e “passiva”, que discernidas, auxiliam em nossas contemplações. “Eu e o Pai somos um”, “O Pai em mim faz as obras”: estas falas, de Jesus, explicam este mecanismo.
Perceba tudo ao mesmo tempo e em unidade: VOCÊ É UM COM DEUS; DEUS, EM EMANAÇÃO INDIVIDUAL, É VOCÊ. ESTA AÇÃO DO PAI É ATIVA! É LUZ INFINITA EM ATIVIDADE! E ONDE VOCÊ, COMO EXPRESSÃO INDIVIDUAL, BRILHA, É ONDE O PAI FAZ AS OBRAS EM E COMO VOCÊ!