ELEVAÇÃO É TROCA E NÃO ALTERAÇÃO

ELEVAÇÃO
É TROCA E NÃO ALTERAÇÃO
Dárcio

As palavras, por mais que sejam necessárias e úteis nas explanações dos princípios espirituais, precisam ser compreendidas muito além do seu mero sentido humano. Nos textos espirituais encontramos os verbos “elevar-se”, “ascender”, “transcender”, por exemplo, que ajudam muito, mas até certo ponto. É preciso que os utilizemos juntamente com os princípios absolutos já em mente, principalmente durante a “Prática do Silêncio”. DEUS É TUDO! A partir dessa premissa básica, iremos entender que “elevar a mente”, “ascender à Realidade” ou “transcender a aparência” é trocar radicalmente o “referencial humano”, de miragens mutáveis e fraudulentas, para o “referencial da luz”, onde contemplamos o que Deus É, e o que NELE somos.

Esta “troca de referencial” não prevê mudanças mentais humanas! Elas aparentarão ocorrer, em virtude de nossa assiduidade e dedicação no que diz respeito às contemplações absolutas, mas não serão a meta! A meta é a seguinte: discernir sem esforço que JÁ SOMOS, individualmente, somente o que Deus universalmente é, tudo o que Deus é, nada além do que Deus é! Somos individualmente o que Deus é universalmente, porquanto “eu e o Pai somos um e o mesmo”.

Comece a “Prática do Silêncio” com estas Verdades estabelecidas em mente! Não pretenda “se elevar”, “ascender”, “transcender”. Entenda, logo de início, que isso tudo é ILUSÃO! DEUS É TUDO! Se ficarmos presos ao sentido temporal destes verbos, estaremos “aguardando a água ficar molhada”, ou seja, estaremos “aguardando” ser “mais  Deus” do que já estamos sendo! Impossível! Assim, este verbo “aguardar” é outro “anticristo”! É agora que Deus é TUDO! Parta direta e radicalmente desta aceitação! E aceite-a como “Verdade já chegada”. Jesus não disse que iríamos ao Reino de Deus! Mas disse: É chegado o Reino de Deus! Como também disse que “deste mundo” não somos! Pare de contar com o tempo! Tempo não existe na Eternidade! Assuma de vez o “referencial eterno”, que é a Verdade, e HOJE lhe será o “dia” previsto por Jesus: “Naquele dia, conhecereis, eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós” (João 14: 20). Sempre este “dia” é AGORA! Sempre VOCÊ já é o próprio Deus Se expressando como ser individual. Parta do fato espiritual concreto, e nunca do sentido humano de verbos ou palavras que o possam iludir! Elevar-se não é alterar-se! É trocar o referencial; e, trocar o referencial é simplesmente VOCÊ permanecer onde já está, em Deus, descartando o referencial ilusório que o mostrava como alguém do mundo, alguém separado do UM, alguém além do UM! É como se VOCÊ ser visse “mil anos atrás”, sem vínculo algum com quaisquer das “aparências” do momento presente! “Antes que Abraão existisse, EU SOU!” . Assuma unicamente o  seu “Eu” absoluto!

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IMUNIDADE-6 -FINAL

IMUNIDADE
MARIE S. WATTS
6
Parte Final

AGORA VOCÊ realmente conhece a Verdade Absoluta, e sabe que VOCÊ É ESTA PRÓPRIA VERDADE. INCLUSIVE DE QUE MODO ESTA VERDADE É VOCÊ. Assim, nenhuma chamada “pessoa” pode ofendê-lo; ninguém pode molestá-lo ou aborrecê-lo; ninguém pode preocupá-lo; e ninguém pode prejudicá-lo. Agora você sabe que não há nenhum alguém separado, e esta sua conscientização de ser o UM é de fato gloriosa. Agora você sabe  o significado de ser “astuto como uma serpente, e manso como um pombo”.

Caso surja uma ocasião em que deva “falar a palavra”, você irá dizê-la firme e decisivamente. Não irá impor, nem permitir que seja imposto ao seu Eu. Entretanto, não importa o que seja necessário que se diga, pois você saberá ser o Amor falando, o Amor que é Princípio inteligente. Numa situação que exija alguma ação sua, você agirá com firmeza e com determinação. Também aqui, você saberá que a ação é feita pelo Amor que é inteligente; será o Amor irrestrito agindo. Nem será preciso dizer: nenhum “pequeno eu” estará envolvido nisso, e a autorretidão, aqui, é uma impossibilidade. Você saberá que toda Identidade em existência é exatamente a mesma Consciência – e igualmente esta Consciência – que VOCÊ É. Aqui você permanecerá; e esta permanência será inabalável, pois você terá o conhecimento de estar em TERRA SANTA.

Tendo percebido o fato de que eterna e infinitamente você é a sua própria IMUNIDADE frente a todas as aparências ilusórias em e como sua vida diária, você terá chegado ao ponto de COMPLETA IMUNIDADE CONSCIENTE. Oh! Que dia glorioso!
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PARA SER PERENEMENTE ABUNDANTE

PARA SER
PERENEMENTE ABUNDANTE
Masaharu Taniguchi


Se as pessoas viverem com o objetivo único de fazer manifestar a glória de Deus, sem se empenharem no sentido de “lucrar”materialmente, nem se deixarem levar por ideias de autolimitação como a de que “se sou pobre, é porque Deus assim o quer”, é óbvio que elas poderão desfrutar uma vida mais abundante do que a que têm vivido até agora. Isto porque o “reino de Deus” é originariamente abundância e, sendo o homem autoexpressão de Deus, jamais pode ser carente. Quando existe a intenção de “lucrar”, é possível que as pessoas se enriqueçam. Mas tal enriquecimento será apenas aparente e temporário, por ser o resultado do egoísmo humano, e não a manifestação do “reino de Deus”. Assim sendo, um dia a pessoa acabará por arruinar-se

O EU PERFEITO ATEMPORAL

O EU PERFEITO ATEMPORAL
Dárcio

Contemple este AGORA! Simplesmente note que Deus, vivendo, é quem está sendo VOCÊ nesta contemplação. A Mente única já está estabelecida em VOCÊ. Quando a Biblia diz, “Temos a mente de Cristo”, revela o AGORA ABSOLUTO! Quem nasceria no Absoluto? Quem mudaria no Absoluto? Quem morreria no Absoluto? Ninguém! Estes verbos são instrumentos da mentira e não da Verdade! Contemple este AGORA!
Glorifique SUA VIDA consciente de estar viva neste AGORA! Você é sua melhor testemunha de que o EU ÚNICO, PERFEITO E ATEMPORAL, VIVE como SUA VIDA! Tudo é AGORA! Tudo é Perfeição absoluta! Tudo é sem começo e sem fim! Tudo é imutável e atemporal!
TUDO É DEUS!
INCLUSIVE VOCÊ!

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MENTE E DOENÇA

MENTE E DOENÇA
KATSUMI TOKUHISA

Mudando-se
a mente, ocorre a cura da doença

Tornando-me funcionário da Seicho-No-Ie, passei a ter o privilégio de acompanhar o prof. Masaharu Taniguchi, o que me proporcionou a oportunidade de lhe fazer perguntas. Sem se aborrecer com minhas perguntas pueris, ensinava-me com grande bondade. Eu lhe dirigia, sem cerimônia, as mais variadas perguntas, e relembrando hoje, pergunto-me como pude fazer algumas perguntas tão tolas. Logo depois que passei a acompanhar o professor, disse-lhe:

– Professor, gostaria de expressar a minha opinião a respeito da apresentação de relatos de  experiência nos Grandes Seminários. Parece-me que são muitos os relatos a respeito de cura de doenças, e poucos os relatos sobre outras experiências. Já que a Seicho-No-Ie vem solucionando todos os problemas da vida, não seria conveniente aumentar a apresentação de relatos de diversas outras experiências em vez de dar destaque aos  relatos a respeito de cura de doenças?

O professor assim me explicou:

– Tokuhisa, o seu equívoco está em considerar esse tipo de relato como simples narrativa da cura da doença em si. Saiba que ouvir relatos a respeito da cura de doenças é a forma mais fácil de se compreender que a mente se manifesta no corpo e que, ao ocorrer mudança na mente, muda também a condição física.

Depois disso, passei a ouvir com outra atitude mental os relatos de experiência a respeito de cura de doenças.

Sendo médico, até então eu não me interessava muito por tais relatos e essa minha atitude se devia ao seguinte motivo: eu tinha a convicção de que o objetivo da Seicho-No-Ie não era simplesmente a cura de doenças e, como naquela época havia muitas pessoas que consideravam a Seicho-No-Ie uma religião que visava unicamente a cura de doenças, desejava ardentemente levar ao conhecimento do maior número possível de pessoas o fato de a Seicho-No-Ie ser uma religião muito mais extraordinária, não só por curar doenças como também resolver todos os problemas da vida.

Na página 27 do 1° volume de A Verdade da Vida, consta claramente:

“A Seicho-No-Ie surgiu, originariamente, para retirar as ilusões do pensamento da humanidade e iluminar todas as facetas da vida humana. Não surgiu com o objetivo único de curar doenças”.

Creio que, por essa razão, eu queria fazer o possível para ajudar a iluminar a vida da humanidade em todos os sentidos. Estávamos no ano pós-guerra de 1948, e eu, que acabara de retornar da Mandichúria, só pensava em ajudar a reconstruir o Japão e torná-lo um país maravilhoso. Estava disposto a empenhar a minha vida na sua reconstrução e, convicto de que o único caminho para isso era o Movimento da Seicho-No-Ie, resolvi mergulhar nele de corpo e alma.

Devido a isso, no meu íntimo existia o pensamento de que, em vez de curarmos doenças, deveríamos desenvolver um vigoroso movimento para infundir ânimo ao povo japonês combatido pela desesperança, conclamando-o a trabalhar em prol da reconstrução nacional. Nos Grandes Seminários, o prof. Taniguchi discorria corajosamente sobre o significado da guerra – que naquela época ninguém ousava questionar – e também sobre o patriotismo. Porém, quanto aos relatos de experiência, a maioria era a respeito da cura de doenças. Foi por isso que, certo dia, lhe fiz aquela pergunta. Ao perceber que o professor ouvia com satisfação os relatos de cura de doenças, eu lhe perguntei se não seria conveniente apresentar também outros tipos de relato. Mas, graças à explicação do professor, compreendi que o fato de alguém obter a cura da doença ao conhecer o ensinamento da Seicho-No-Ie era uma prova concreta da Verdade de que “tanto o ambiente como a condição física são reflexos da mente” – Verdade essa preconizada pela Seicho-No-Ie. Reconheci que errara ao julgar que os relatos das pessoas curadas pelo ensinamento da Seicho-no-Ie eram simples depoimentos a respeito da cura de doenças físicas. O professor sempre ouvia tais relatos com satisfação, considerando-os testemunhos da Verdade. Graças à explicação dele, percebi o meu equívoco.

REFERENCIAL DO CRISTO

REFERENCIAL
DO CRISTO
Dárcio

Quando eu falo que o “Referencial absoluto” parte da visão única da presença de Deus, e não de “mundo humano e suas ilusões”, há quem diga achar difícil assumir este referencial. Entretanto, é o referencial mais simples a ser adotado! Uma, por ser verdadeiro; outra, por já estar assumido por quem real e eternamente somos: DEUS! Quem estuda a Verdade Absoluta já deverá partir da premissa básica: DEUS É TUDO!

A pregação de Jesus foi absoluta e a partir da “Referencial do Cristo” e não do ilusório ponto de vista humano. “Vós, deste mundo, não sois”, “naquele dia conhecereis”, “eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”,  “sois a luz do mundo”, “colocai a vossa luz no alto”, etc. Jesus não nos via em termos de referencial falso! Via-nos como já somos! Via-nos onde já estamos! O erro é achar que este “Referencial do Cristo” deva ser aceito pela suposta “mente humana”. Nunca será! Ele exclui esta lenda de mente humana coexistindo com a Mente onisciente!

Sem esforço algum, sem achar dificuldade alguma em ser quem VOCÊ JÁ É, solte-se na Luz infinita com a suave lembrança de SER formador dela no lugar em que você JÁ ESTÁ! Desse modo, em suave contemplação da Realidade iluminada, revista-se de cada Verdade Absoluta que conheça! VOCÊ É CADA UMA DELAS! VOCÊ É TODAS ELAS! Contemple estes fatos e repita com Jesus: “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai”. Este é o “Referencial do Cristo”.

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CONSCIENTIZANDO A PERFEIÇÃO…

CONSCIENTIZANDO A PERFEIÇÃO DA IMAGEM VERDADEIRA,
VÊM NATURALMENTE AS GRAÇAS FENOMÊNICAS
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Masaharu Taniguchi
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Procure tomar consciência unicamente do seu “Aspecto Real Perfeito”. Deixe de buscar as graças fenomênicas. O mundo fenomênico desenrola-se naturalmente como consequência da “conscientização da Essência” ou em “resposta a sugestionamentos”. O mundo fenomênico resultante da conscientização da Essência manifesta-se com aspectos benéficos tais como saúde, felicidade, prosperidade, etc. O mundo fenomênico que se manifesta segundo o sugestionamento da “palavra” ou do “pensamento” do consciente coletivo, ou das pessoas em ilusão, apresenta uma imagem de imperfeição. Nós, seres humanos, somos Filhos de Deus, e nosso Aspecto Verdadeiro é autorrealização do próprio Deus, o qual Se manifesta em nós. Assim sendo, o ser humano, embora se manifeste como ser individual, traz o “Infinito” dentro de si, E o homem vem para este mundo, não para gozar dos prazeres físicos, mas a fim de manifestar a glória de Deus. Quando cada um de nós tudo fizer para manifestar a glória de Deus, o mundo e a humanidade se tornarão automaticamente perfeitos, pois Deus é Perfeição.

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"ONDE COMPRAREMOS PÃO?"

“ONDE COMPRAREMOS PÃO?”
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(A Vida e os Ensinamentos dos Mestres do Oriente – Baird Spalding)

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Na quinta-feira de manhã o sol levantou-se claro e belo, mas em vez de prosseguir, como esperávamos fomos avisados de que ficaríamos esperando onde estávamos até que a trilha houvesse secado e as águas dos rios tivessem abaixado para podermos continuar mais confortavelmente a nossa expedição. Estávamos todos com medo de que nossas provisões se esgotassem, e um membro do nosso grupo deu voz a esse medo. Emil, que estava encarregado de todo o equipamento, veio até nós e disse: “Os senhores não precisam ficar com medo. Deus, porventura, não cuida de todas as Suas criaturas, grandes e pequenas, e não somos Suas criaturas? Verão que tenho aqui alguns grãos ou sementes de trigo. Vou plantá-los. Por esse ato declarei definitivamente que quero o trigo. Formei o trigo na minha mente. Cumpri a lei e, no devido tempo, ele aparecerá. Teremos de aguardar o longo e árduo processo que a Natureza, no seu lento crescimento e evolução, assumirá a fim de produzir o trigo? Se assim fosse, seríamos obrigados a esperar um tempo longo e duro para obtê-lo. Por que não usar uma lei mais alta, ou mais perfeita, que nos foi dada pelo Pai, para produzi-lo? Tudo o que se faz preciso é ficar em silêncio e visualizar ou idealizar o trigo, e nós teremos trigo curado, pronto para ser usado. Se duvidarem, poderão juntá-lo, moê-lo, transformá-lo em farinha e da farinha fazer pão”. Ali, diante de nós, estava o trigo, crescido e curado, de modo que nós o juntamos, moemos e fizemos pão.
Emil continuou dizendo: “Agora os senhores viram e acreditaram, mas por que não usar uma lei ainda mais perfeita, e produzir uma coisa mais perfeita ou exatamente o que querem — pão? Usando esta lei mais perfeita ou, como os senhores mesmos diriam, mais sutil, verão que sou capaz de produzir exatamente o de que preciso – pão”. E, enquanto nos quedávamos ali, arrebatados, vimos em suas mãos um pão grande, cujo fornecimento só cessou quando se amontoaram quarenta pães sobre a mesa diante de nós, ali colocados aparentemente pelo próprio Emil, que observou: “Como veem, há pão suficiente para todos; se não forem suficientes, poder-se-ão fornecer mais, até que haja o suficiente para comer e poupar”. Comemos todo o pão e o proclamamos bom.
Emil continuou: “Quando Jesus na Galiléia perguntou a Filipe: ‘Onde compraremos pão?’ Ele fez isso para pô-lo à prova, porque dentro de Si mesmo sabia muito bem que não haveria necessidade de comprar o pão necessário para alimentar a multidão aglomerada, nem de consegui-lo através do mercado material então existente. Ele viu a oportunidade de provar aos Seus discípulos o poder do pão levedado, ou aumentado pelo Espírito. Quantas vezes o homem no conceito mortal não pensa como Filipe! Este calculava, como a consciência humana calcula hoje, com base no suprimento visível — refletindo que tinha apenas tantos pães ou tamanho suprimento ou tanto dinheiro para comprar. Jesus reconheceu que quem está na Consciência de Cristo não conhece limitação. Ele, então, na Consciência de Cristo, olhou para Deus como fonte e criador de tudo e deu graças pelo poder e substância que tinha à mão para satisfazer qualquer desejo. E distribuiu o pão, através dos Seus discípulos entre os que mostravam necessidade exterior até que esta foi satisfeita e sobraram doze cestos. Jesus nunca dependeu do excesso de suprimento alheio para satisfazer à sua necessidade nem à necessidade de outrem; mas ensinou que o nosso suprimento está bem à mão na Substância Universal, onde existem todos os suprimentos, e tudo o que temos de fazer é criá-los ou produzi-los. Foi o que aconteceu quando Eliseu multiplicou o óleo da viúva. Ele não se dirigiu a alguém que tivesse uma superabundância de óleo, pois se o tivesse feito, o suprimento teria sido limitado. Ele entrou em contato com o Universal, e o único limite para o suprimento foi que todas as vasilhas se enchessem. O suprimento poderia estar fluindo até hoje se houvesse vasilhas em número suficiente para recebê-lo.
“Isto não é hipnotismo. Nenhum dos senhores sente que está de algum modo sob o efeito de um encantamento hipnótico. Permita-me dizer-lhes que o único hipnotismo que existe é o auto-hipnotismo de acreditar que cada um de nós, ou todos nós, não somos capazes de realizar as obras perfeitas de Deus e de criar as condições ou coisas desejadas. Pois não é a própria necessidade o desejo de criar? Em vez de evoluir e criar como Deus quer que criemos, os senhores se envolvem nas suas conchinhas e dizem, ‘Não posso’, e se auto-hipnotizam até acreditar realmente que são entidades separadas de Deus. Deixam-se ficar simplesmente aquém da sua criação ou expressão perfeita. Não permitem que Deus se expresse através dos senhores como é do Seu desejo fazê-lo. Acaso não disse Jesus, o Grande Mestre: ‘As obras que faço, vós as fareis também, e as fareis ainda maiores do que estas’? Não foi a verdadeira missão de Jesus aqui na terra mostrar que nós, como Filhos de Deus, ou o homem em seu estado verdadeiro pode criar tão perfeita e harmoniosamente quanto Deus o faz? Quando Jesus ordenou ao cego que banhasse os olhos no tanque de Siloé, não intentava com isso abrir os olhos de todos? Todos deveriam ver que Jesus fora mandado pelo Pai para mostrar-nos que o Pai pretendia ver-nos criando exatamente como Ele cria; todos deverão fazer a obra perfeita que Jesus fez, reconhecendo o Cristo em si próprio e em todos.
“Posso dar mais um passo adiante. Este pão que acabo de receber e estou segurando na mão se consome como se fosse queimado pelo fogo. Que aconteceu? Usei incorreta­mente a lei perfeita que produziu a minha concepção e consumi o que eu havia produzido, em virtude do meu uso incorreto da lei perfeita, ou por não haver usado com acerto a lei, tão exata quanto à música ou a matemática ou qualquer outra lei dita natural. Se eu persistisse no uso incorreto da lei perfeita, consumiria não somente o que criei, mas também me consumiria a mim, o criador.
“Foi o pão realmente destruído? Admitiremos que a forma foi mudada, pois, em lugar do pão, temos uma pequena quantidade de pó ou cinzas. Não foi ele, na verdade, devolvido à Substância Universal de que proveio? Não está agora em forma não-manifesta, esperando ser trazido de novo à manifestação? Não é isso o que acontece com todas as formas que saem da nossa vista, pelo fogo, pela decadência ou por qualquer outra manei­ra? Não retornam elas à Substância Universal — Deus — de onde provieram? Não será este o sentido de ‘O que desce do céu precisa subir ao céu’?”.
“Não faz muito tempo que os senhores viram gelo formado sem nenhuma causa aparente, como talvez lhes ocorra pensar. Deixe-me dizer-lhes que isso é o mesmo que criar o pão. Posso usar a lei para obter assim o gelo como o pão, enquanto utilizar o processo em benefício da humanidade, ou enquanto estiver trabalhando de acordo com a lei, ou me expressando como Deus quer que todos se expressem. E bom para todos fazer pão, ou gelo, ou alguma ou todas as coisas desejadas; e todos precisam prosseguir energicamente até chegar ao estágio em que poderão fazer essas coisas. Não vêem os senhores que, usando a lei mais alta, a lei absoluta de Deus, podem produzir o de que precisam ou que concebem em sua mente como sua idéia mais elevada e, dessa maneira, agradam mais Deus manifestando-se mais plenamente e sabendo, como o sabia Jesus, que somos perfeitamente Filhos de Deus?”.
“Uma coisa dessas não dá a entender a libertação da servidão comercial, bem como de todas as outras servidões? Como eu vejo as coisas, a servidão comercial, dentro de poucos anos, tornar-se-á a maior de todas as servidões. Se tudo prosseguir no ritmo em que esta progredindo agora, ela dominará o homem, alma e corpo, e não fará outra coisa senão consumir-se e consumir os interessados por ela. Não há dúvida de que o comercialismo começou num alto plano espiritual, mas se permitiu ao materialismo penetrá-lo, sorrateiro, até que o próprio poder usado para criar seja o poder que consome; precisamente como o próprio poder usado para criar sempre consome se não for usado de maneira correta. Não são a pressão do comercialismo e as limitações que nos cerceiam e permitem passar por cima dessas condições, ou superá-las? Isto não se faz simplesmente compreendendo que estamos destinados a realizar as obras perfeitas de Deus, a elevar a nossa consciência à Consciência do Cristo? Não foi o que Jesus nos ensinou aqui na terra? Sua vida inteira não é um exemplo disso?
“Meus queridos irmãos, acaso não vêem que no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus? Nessa ocasião, tudo o que seria formado mais tarde se achava, em forma não-manifesta, na Substância da Mente Universal – ou, como se exprimem alguns, no caos. No original, caos era realidade. Mal interpretada, esta palavra significa um estado turbulento ou belicoso, em vez do estado profundo e espiritual da realidade, sempre à espera de uma palavra definida, criativa, falada, através da qual possa apresentar-se em forma manifesta.
“Quando o Princípio de Deus desejou produzir o mundo tirando-o da Substância da Mente Universal, Deus se achava sereno e contemplativo. Em outras palavras, Deus viu um mundo ideal; conservou na mente a substância de que o mundo viria a ser formado durante o tempo suficiente para diminuir-lhe a vibração; em seguida, pronunciou a Palavra e o mundo se formou  — ou, como poderíamos dizer, Deus visualizou um modelo ou molde mental no qual pudesse fluir a substância necessária para fazer o mundo e surgiu uma forma perfeita, construída sobre o modelo conservado na consciência.
“Todas essas coisas podem ter sido pensadas por Deus, Infinito Poder. Ele pode ter desejado durante um tempo infinito que elas se formassem e se tornassem visíveis. Não tivesse sido a palavra falada lançada no éter informe, e nada teria sido criado nem produzido em forma visível. A fim de fixar em resultados visíveis o pensamento e os desejos até de um Criador Infinito Onipotente e tirar da realidade formas ordenadas, foi preciso o ‘Seja’ determinado, positivo. Por isso precisamos dar o passo definido.
“Deus conserva na mente o mundo ideal e perfeito em todas as suas particularidades destinado a surgir como um céu ou lar perfeito onde todos os Seus filhos, todas as Suas criaturas e todas as Suas criações podem habitar em paz e harmonia. Este é o mundo cabal que Deus viu no início e faz existir pelo pensamento neste mesmo instante, e o tempo de sua manifestação está na nossa aceitação dele. Quando pudermos vir para o único lugar e saber que somos todos um, um homem, e soubermos que somos todos membros do corpo de Deus, tanto quanto um membro do nosso corpo é uma parte do corpo todo, então esta­remos no reino de Deus, e seremos dele, o céu aqui na terra, agora”.
“Para tornar tudo isto manifesto, compreendam que não há nada material no céu. Tudo é espiritual. Compreendam que o céu é um estado de consciência perfeito, um mundo perfeito aqui na terra, agora, e a única coisa que temos de fazer é aceitá-lo. Ele está aqui em toda a nossa volta, esperando que descerremos o olhar interior. Através desse olhar nossos corpos se tornarão luz, a luz que não é a do sol nem a da lua, mas a do Pai; e o Pai está bem aqui, na parte mais íntima do nosso ser. Precisamos compreender suficientemente que não há nada material, que tudo é espiritual. Depois precisamos pensar neste maravilhoso mundo espiritual, dado por Deus, que está aqui agora; basta-nos poder compreendê-lo”.
“Não vêem os senhores que Deus criou tudo dessa maneira? Deus, porventura, não ficou primeiro em silêncio e contemplativo e viu a luz? E disse então: ‘Haja luz’, e houve luz. Da mesma maneira disse, ‘Haja um firmamento’, e houve um firmamento; e o mesmo com outras criações. Ele conservou primeiro cada forma ou ideal firmemente na consciência, depois pronunciou a palavra e o ideal se produziu. O mesmo aconteceu com o homem. Disse Deus: ‘Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança, e tenha ele domínio sobre tudo’. Deus, todo bondade, criou todas as coisas boas; o homem, a maior e última, com pleno domínio sobre tudo. O homem só viu o bem, e tudo era bom até que ele se separou de Deus e viu a dualidade, ou o dois. E, com o pensamento, criou dois, um bom e o outro o oposto; pois, se houvesse dois, seriam opostos — bom e mau. Assim o mal veio através do poder absoluto do homem para expressar ou produzir aquilo em que fitava os olhos. Se não tivesse visto o mal, o mal não teria tido poder de expressão. Somente o bem teria sido expresso e nós seríamos tão perfeitos como Deus nos vê hoje. Não teria o céu estado sempre sobre a terra, como Deus o vê, e como todos temos de vê-lo para torná-lo manifesto? Jesus tinha todo o direito de dizer que viera do céu; pois não veio tudo do céu, a grande Substância da Mente Universal”?
“Visto que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, Deus não deu ao homem o poder de criar, exatamente como Ele cria? E Deus não espera que o homem utilize esse poder tão livremente quanto Ele o utiliza — e exatamente da mesma maneira? Primeiro, dando tanto da necessidade; depois, concebendo o bem, o ideal, com o qual encher o molde que conservamos na consciência e que deve ser enchido com a Substância da Mente Universal; em seguida, proferindo a palavra de que o molde está cheio; isto é assim, e isto é bom”.
“Quando foi crucificado, Jesus deu Sua carne, a exterior, o que vemos do corpo, para provar que existe realmente um corpo mais profundo ou espiritual; e foi esse corpo espiritual que Ele manifestou quando saiu do túmulo. Este é o corpo de que Ele falou quando disse: ‘Destruí este templo e em três dias o erguerei.’ Ele o fez para mostrar-nos que temos o mesmo corpo espiritual e que podemos realizar todas as obras que Ele realizou. Não se trata aqui de dizer que, se Jesus tivesse querido, teria podido salvar-se. Não há dúvida de que Ele viu que uma grande mudança se operava em Seu corpo. Também viu que as pessoas à Sua volta não eram capazes de ver que também poderiam produzir o corpo espiritual, como Ele estava tentando fazer que eles vissem. Elas ainda olhavam para o pessoal, e Ele viu que se Ele produzisse o corpo espiritual sem alguma mudança inegável, as pessoas não seriam capazes de discernir entre o material e o espiritual; daí que adotasse a crucificação para produzir a mudança”.
“Não é este, verdadeiramente, o Cristo no homem, que o Grande Mestre, Jesus, que todos amamos e reverenciamos, veio mostrar? Não revelou Ele Sua vida aqui na terra a fim de indicar-nos o caminho perfeito para Deus? Podemos fazer outra coisa senão amar esse caminho ideal perfeito, depois de tê-lo visto, seja plantando a semente, seja fazendo pão, seja levando a cabo as mil e uma coisas necessárias à existência humana? Não são esses atos meras lições conducentes ao nosso desenvolvimento? Algum dia compreenderemos que somos, na verdade, Filhos de Deus, e não servos; que, como Filhos, podemos ter e temos tudo o que o Pai tem, e podemos fazer uso dele com tanta liberdade quanto nosso Pai o faz.
“Admito que isto requer a princípio uma poderosa fé; uma fé que, de ordinário, precisa ser conseguida passo a passo e praticada fielmente, à semelhança da música e da matemática, até chegarmos à sede do saber. Aí, então, seremos grandiosa e belamente livres Poderia haver um exemplo melhor e mais verdadeiro desta vida que a de Jesus? Não reconhecem os senhores o poder que há no Seu nome, Jesus, o Cristo manifesto, ou Deus que se manifesta através do homem de carne? Jesus veio ao lugar em que Ele se fiava inteiramente no Seu conhecimento ou compreensão de Deus, e assim realizou Seus milagres. Não confiou na própria força de vontade nem em pensamentos fortes e concentrados. Tampouco devemos confiar na nossa força de vontade nem em pensamentos fortes e concentrados, mas na vontade de Deus. ‘Não seja feita a minha vontade, mas a Tua, Senhor’. Vontade de fazer a vontade de Deus. Não acham os senhores que Jesus queria, em todas as coisas, fazer a vontade de Deus, ou fazer o que Deus queria que Ele fizesse?
“Os senhores notarão que se diz, muitas vezes, que Jesus se dirigiu a uma alta montanha. Não sei se Ele, fisicamente, escalou ou não uma alta montanha. Mas sei que todos precisamos galgar às alturas, a mais alta das quais é a consciência, para receber a nossa iluminação. Essa altura significa o verdadeiro topo da cabeça e ali, se a faculdade não estiver desenvolvida, precisaremos desenvolvê-la por meio de pensamentos espirituais. Depois, do coração, do centro do amor, deixamos fluir o amor para equilibrar tudo e, quando isso estiver feito, o Cristo se revela. O filho do homem dá-se conta de que ele é o Filho de Deus, o único Filho concebido, em quem o Pai se compraz. A seguir, com amor constante, precisamos compreendê-lo em relação a tudo”.
“Detenham-se e pensem profundamente por um momento e dêem tento do número infindável de grãos de areia da praia; do número sem conta das gotas d’água necessárias para formar as águas da terra; do número incontável de formas de vida nas águas da terra. Em seguida, compreendam o número sem fim de partículas de rocha contidas em toda a terra; o número incontável de árvores, plantas, flores e arbustos existentes sobre a terra; o número imenso de formas de vida animal que habitam na terra. Compreendam que todos são imagens externas do ideal conservado na grande mente universal de Deus; que todos contêm a vida única, a vida de Deus. Em seguida, pensem no número sem conta das almas nascidas na terra. E compreendam que cada alma é uma imagem ideal, externa, perfeita de Deus tal como Deus Se vê a Si mesmo; que cada alma recebe o mesmo poder, a mesma expressão e o mesmo domínio sobre tudo o que o Próprio Deus tem. Acreditam os senhores que Deus quer ou deseja que o homem revele essas qualidades semelhantes a Deus ou dadas por Deus e realize as obras que Deus realiza através da herança dada ao homem pelo Pai, a grande e única Mente Universal em todos, através de todos e acima de todos? Compreendam, então, que cada pessoa é uma expressão ou uma pressão (do invisível, o Espírito) em forma visível, uma forma através da qual Deus se deleita em expressar-se. Quando pudermos compreender e aceitar isso, poderemos realmente dizer como disse Jesus: Vede, um Cristo está aqui.’ Foi dessa maneira que ele logrou Seu domínio sobre o eu mundano ou de carne. Reconheceu, proclamou e aceitou Sua divindade, e depois viveu a vida como temos de fazer”.
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IMUNIDADE -5

IMUNIDADE
Marie S. Watts
PARTE 5
Se alguém aparentar ser ofensivo, egoísta, fraco, opositor, iremos encontrar o nosso Eu dizendo: “Que é isto para mim?” Que estou vendo? Que estou eu sendo? Eu sei o que sou; eu sou o que eu sei. E isto é tudo o que interessa a mim”. Oh, por um curtíssimo intervalo, podemos parecer ter que fazer nosso Eu se lembrar repetidamente do fato de que não temos interesse algum em qualquer aparência do mal! Porém, alcançaremos um ponto em que esta prática não mais será necessária. Nós somos imunes, e sabemos disso.

A Consciência que realmente somos é sua própria imunidade quanto à aparência do mal. Assim, verificamos que a aparente situação – tal como aparentava ser – já não existe mais. E todo aquele que parecia ser problemático é transferido para outras áreas de atividade, ou irá permanecer, mas deixando inclusive de aparentar ser problemático. Nesse caso, nosso Coração sempre entoa hinos, pois temos a “visão” da glória que é Deus, revelada e evidenciada. Eis o sentido de “deixar” a Luz que somos brilhar. Desse modo, nós realizamos o cumprimento da promessa: “Pois o Senhor é o teu refúgio, e do Altíssimo fizeste o teu asilo. Não te acontecerá nenhuma calamidade, e da tua tenda não se há de acercar nenhum flagelo” (Sl. 91: 9-10). Amado, esta não é uma promessa vã. Ela pode ser – e é – cumprida. Tenha fé total nesse cumprimento, e você, também, verá a evidência de sua veracidade absoluta.

Sim, você se mantém firme e constantemente na altitude da Consciência Divina que sabe constituir o seu Eu. Nenhuma aparência má, fraudulenta ou simulada poderá jamais invadir a Consciência que você é – a Consciência que é o seu Universo. “Caiam mil a teu lado, e dez mil à tua direita. Tu não serás atingido” (Sl. 91: 7). Não importa quão numerosas possam ser as evidências da ilusão: VOCÊ PERMANECERÁ INTACTO. NENHUMA DESTAS ILUSÕES O TOCARÁ. VOCÊ, AGORA, NÃO TEM CONSCIÊNCIA NEM MESMO DE SUAS SUPOSTAS APARÊNCIAS, POIS VOCÊ SABE O QUE VOCÊ É, E VOCÊ É O QUE VOCÊ SABE.


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MENTE SEM HIPNOTISMO

MENTE
SEM HIPNOTISMO
Dárcio

Este suposto “mundo material” é um cenário hipnótico. Tenho postado aqui, seguidamente, artigos de vários autores que explicam esta mesma Verdade. Este “despertar” da ilusão para a Realidade requer meditação de interiorização, que não passa de um processo consciente de soltura do “velho homem e seus feitos”, enquanto nos identificamos com a Mente divina sem hipnotismo e sem ilusão, que sempre esteve e continua sendo a nossa Mente verdadeira e única.

Se formos meditar para “incorporar” as revelações à mente iludida, não teremos entendido o princípio absoluto de que a Mente única é Deus. Imagine que você esteja diante de uma pessoa hipnotizada, e que ela esteja se vendo numa “montanha russa”. Você a vê onde ela está de fato, e vê, também, os efeitos da sugestão hipnótica em suas reações corpóreas. Se a sua mente fosse a mesma dela,  você veria também a “montanha russa” inexistente! Porém, como são mentes pessoais independentes, a ilusão vista por ela não será vista por você. Analise agora o que se passa na mente do hipnotizador: ele mantém a sua mente pessoal normal e engendra o quadro hipnótico com a “montanha russa”, com o que ilude o hipnotizado. Para ele, a ilusão é para o outro e não para ele e o outro! Desse modo, ele entende que a cena ilusória é mesmo ilusória, e tem domínio pleno sobre ela.

Este mecanismo é o que devemos entender, para meditarmos corretamente diante do “hipnotismo de massa”! Devemos entender que, mesmo que a “aparência” seja de uma humanidade iludida para ver um “mundo material”, nós  vemos esta “humanidade inteira” como ILUSÃO, cientes de que em nós há a Mente desperta! Não é preciso “parar de ver a ilusão” para fazer isso! Assim como não é preciso que o hipnotizador deixe de ver o quadro hipnótico, que ele passou ao hipnotizado, para que ELE PRÓPRIO deixe de crer naquilo! Ele sabe que o “quadro hipnótico” por ele sugerido APARENTA existir tanto para ele como para o hipnotizado, mas, com uma diferença: ele sabe ser ele IRREAL, enquanto o outro acredita piamente ser REAL! Este é o detalhe a ser compreendido, para que nos identifiquemos com a Mente ÚNICA, sem ilusão e sem sugestão hipnótica, sem nos envolvermos com os quadros que a suposta mente humana nos apresenta. Há, ainda, outro ponto a ser notado: mesmo que o “outro”, hipnotizado, veja a irrealidade como realidade, ela é IRREAL sempre, tanto para ele quanto para o hipnotizador.

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NÃO SEJA SUGESTIONADO PELO CONSCIENTE COLETIVO…

NÃO SEJA SUGESTIONADO
PELO CONSCIENTE COLETIVO DA HUMANIDADE
MASAHARU TANIGUCHI

Sugestionados pelas palavras ou pelo senso comum das pessoas ao nosso redor, acreditamos na “existência” de coisas que na realidade “não existem”. “Pessoas ao nosso redor” não são somente as que estão perto de nós, mas a humanidade toda, com seu sendo comum e sua convicção. Isto quer dizer que cada ser humano está sugestionado pelo senso comum da humanidade toda, que atua sobre nós de modo hipnotizante. A “mente humana” de cada indivíduo está sofrendo a ação dessa “hipnose de massa”. Para sairmos desse estado de sugestão hipnótica, é necessário penetrarmos no “Mundo da Imagem Verdadeira”, pelo menos uma vez ao dia, cerrando os olhos e afastando nossa mente do “mundo dos cinco sentidos”.
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NUNCA TENTE MUDAR UMA PESSOA OU CONDIÇÃO

NUNCA TENTE
MUDAR UMA PESSOA OU CONDIÇÃO
Joel S. Goldsmith

Tão logo você avance na prática e, através da meditação, possa alcançar o ponto em que estará acima “deste mundo”, irá me conhecer como eu sou e irei conhecê-lo como você é. É assim que ocorrem as curas, e isso explica porque previno aos estudantes que não digam às pessoas que devam se corrigir, e que não recusem pacientes que não pareçam estar agindo conforme eles julguem ser o certo. O estudante não tem nada com isso. Cabe-lhe se voltar ao próprio interior e ver a pessoa necessitada de ajuda como sendo Deus; e então, rapidamente o paciente se amoldará ao “modelo que te foi mostrado sobre o monte” (Hebreus 8:5).

O mundo está hipnotizado a tal ponto por pessoa, local e coisa, que dispondo de boa pessoa, bom lugar e boa coisa, todos julgam isso tão agradável e confortável que, desejando desfrutar desses efeitos, não buscam nem desejam algo mais elevado do que eles. Estes prazeres e usufrutos materiais, contudo, não podem ser uma graça permanente, pois, por mais bem que a pessoa possua, ela ainda continuará flutuando entre os pares de opostos (bem e mal).

Assim, digo-lhe mais uma vez: se for levado a tratar uma pessoa na intenção de mudá-la ou aumentar-lhe os bens “deste mundo”, ou se você temer a guerra, a depressão, a bomba atômica, você estará hipnotizado. A questão será, nesse caso, simplesmente a de se saber em que data você será posto num túmulo. Entretanto, se você captar esta visão espiritual, no momento em que for deixar este mundo, passará por uma experiência de transição que será melhor e mais elevada do que esta.

Você não pode tratar uma pessoa; não pode tratar uma condição. Seria o mesmo que tentar tratar “cobras vistas no vaso”, dizendo: “Preciso escapar de minhas três cobras” (No caso de um vaso em que  flores sejam vistas como cobras, por sugestão de um hipnotizador). Assim que me livrar delas, terei condições de estudar melhor.” Pode ver que grande tolice? Não há cobra alguma presente; portanto, jamais irá conseguir escapar delas. Tudo o que tem a fazer é escapar do hipnotismo!

Quando de fato você souber disso e acreditar  – não apenas aceitar as palavras -, não terá mais que estudar a Verdade, pois o único objetivo deste estudo é aprender que o hipnotismo é a única ilusão; tendo isso sabido, não haverá mais o que estudar. Todo o restante ficará para ser vivenciado dentro de nosso próprio ser.

No instante em que tentar mudar ou melhorar um estado de doença ou condição, você próprio estará hipnotizado, uma vez que inexistem doenças ou condições apartadas do mesmerismo ou hipnotismo. Portanto, ser levado a trabalhar uma condição apenas irá torná-la inteiramente pior.

Aqueles que estão lendo ou estudando a Verdade, ou que estão empregando a Verdade para obter uma cura, suprimento ou outra coisa qualquer, logo perceberão que quanto mais fixarem suas mentes no anseio de escapar da condição ou obter uma cura, mais estarão se envolvendo com a miragem da ilusão. É preciso notar que não há nenhuma demonstração humana a ser feita. Há somente uma demonstração, e esta é obter a conscientização de Deus.

Quando você puder conscientizar Deus, conseguirá tudo: terá vida imortal; eternidade e infinitude. Você não poderá demonstrar um lar, uma companhia, um divórcio ou um trabalho: poderá apenas demonstrar a Presença de Deus, e esta inclui toda natureza da demonstração externa que deva ser feita.

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IMUNIDADE -4

IMUNIDADE
Marie S. Watts
  
  
PARTE 4
Nós não ignoramos a aparência chamada mal. Nem chegamos a pretender que, se simplesmente deixarmos de vê-la, ela acabará indo embora. Nós encaramos esta enganosa ilusão de massa, conhecendo a sua nulidade. Porém, não a associamos a qualquer indivíduo. Não existe nenhum mal pessoal. De fato, não existe pessoa alguma para ser má. Não condescendemos com o suposto mal, e certamente não o amamos. Quando alguém surge, em ou como a nossa experiência diária, aparentando ser outro, que não a Consciência divina que é a ÚNICA Identidade, nossa reação é a de amar a Consciência divina, mas não a aparência do mal. Como iremos perceber a Verdade numa situação em que o egoísmo, o ego, e fraqueza, parecem estar presentes como um indivíduo? Nós simplesmente vemos o Amor, a Consciência, a Mente, a Vida inseparável, impessoal e Universal; nós nem mesmo enxergamos um indivíduo.
 
Nós não olhamos ou consideramos um indivíduo imperfeito, tentando vê-lo como perfeito. Sabemos que este método seria dualístico e inútil. A solução será simplesmente conservar a Mente estabelecida em Deus. Por exemplo, sabemos que exatamente aqui existe Vida, Consciência, Mente e Amor. Sem considerarmos o indivíduo, manteremos nossa Consciência constantemente na Presença de Deus, que é a única Mente Consciente viva em existência. Somos chamados a amar a Deus; assim, nós amamos a Vida, a Consciência, a Inteligência, o Amor. E nós sabemos que esta inteireza é TUDO QUE EXISTE DE NÓS, E TUDO QUE ESTÁ AQUI. Desse modo, não estaremos tentando fazer alguma coisa em relação a alguém, ou a alguma situação. Não estaremos tentando mudar alguém. Antes, estaremos “vendo” a ÚNICA PRESENÇA INDIVISÍVEL QUE ESTÁ AQUI, e esta é a nossa própria Consciência – que é o nosso Universo.
 

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USE ESSA VASSOURA!

USE
ESSA VASSOURA!
Emmet Fox

Uma boa dona de casa providencia que o pó e a sujeira não se acumulem nos cantos, recantos e prateleiras. Periodicamente, faz uma faxina geral na casa.

É muito frequente, em nossa vida espiritual, deixarmos que as coisas negativas se acumulem nos cantos de nossa mente. Enfrentamos os problemas evidentes à medida que se apresentam, mas permitimos que as pequenas dificuldades se empilhem nos cantos, ou quem sabe as empurramos para o subconsciente, e tentamos esquecê-las.

Por exemplo, se você tem que enfrentar um problema de saúde ou finanças, ataca-o de imediato; mas, por outro lado, se alguém o magoa, em vez de tratar disso espiritualmente na hora, você engaveta o problema nalgum canto da mente, talvez junto com um pouco de ressentimento.

E age assim com muitos problemas de natureza semelhante, tais como a inveja, o ciúme, o falso orgulho, e diversas falhas de caráter. Eles devem ser enfrentados à medida que surgem. Contudo, caso você tenha permitido que se acumulassem, agora é a hora certa de varrê-los dos cantos em que se empilharam.

Ou, se alguém o magoou, perdoe-o agora e encerre o assunto. Ou, se você magoou alguém, peça perdão a Deus e reivindique Sua bênção para a outra pessoa, assim como para você próprio. Cuide das outras dificuldades de maneira semelhante.

Seja como a boa dona de casa. Não varra as coisas negativas para “debaixo do tapete”, pois continuarão ali para atormentá-lo mais tarde. Limpe cada canto e recanto – e Deus o fará digno de maiores realizações no futuro, porque sua casa estará alicerçada na rocha da Verdade, e nada mais.

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DESCONSIDERE A NEBLINA!

DESCONSIDERE
A NEBLINA!
Dárcio

Se a Ciência divina for entendida, também a recomendação bíblica, “Orai, e vigiai sem cessar”, terá um significado diferente do comum, e com resultados muito maiores!

Utilizemos um exemplo: suponhamos que, há um mês, você tivesse  tirado uma foto da rua em que mora, e que ela tivesse sido feita durante uma tarde ensolarada. Com a foto na mão, suponhamos que  abrisse a porta hoje, pela manhã, olhasse para a rua no mesmo local e ângulo registrados pela foto, e, por causa de  densa neblina, o cenário se mostrasse completamente diferente: as casas da frente aparentariam estar ausentes, descoloridas, deformadas, etc.  VOCÊ ORARIA PARA QUE O CENÁRIO DA FOTO VOLTASSE A EXISTIR? OU ENTENDERIA QUE A NEBLINA APENAS ESTARIA SUGERINDO  QUE ELE TIVESSE SE ALTERADO?

A maioria, infelizmente, faz oração erradamente! Pede a Deus para que  faça RETORNAR uma situação harmoniosa que jamais esteve ausente! Em vez de desconsiderar a neblina!  Este é o entendimento que o estudo da Verdade busca passar! “Orar sem cessar”, portanto, significa PERMANECER CONSCIENTE de que o fato perfeito está SEMPRE PRESENTE, porque DEUS É TUDO! Que são as imagens distorcidas, captadas pela mente humana? São “efeitos da neblina”, são ILUSÃO! Não têm poder para alterar a Verdade! Cristo já havia reiterado que “o diabo, ou o mal, é mentiroso e pai da mentira”; mas,  crendo nas sugestões falsas, a maioria continua “orando” para “consertar a rua”…

Pense nisso: orar é contemplar e reconhecer a perfeição já presente; e, no caso de nosso exemplo, é intuitivamente “ver” a rua, mesmo com a neblina, exatamente como ela se mostra na foto do dia ensolarado! É, portanto, DESCONSIDERAR POR COMPLETO A NEBLINA!

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"NÃO TE AFLIJAS POR CAUSA DOS MALFEITORES"

“NÃO TE AFLIJAS
POR CAUSA DOS MALFEITORES”
Dárcio

A mídia noticia ILUSÃO o tempo todo, dando vida a seus quadros falsos que são maciçamente reprisados em todos os telejornais do mundo. Se formos acreditar nestes quadros, estaremos deixando de acreditar que a PERFEIÇÃO, DEUS, É ONIPRESENTE. E é quando a mentira prevalecerá em nossa aceitação como sendo verdadeira.

Todos os supostos “malfeitores”, vistos pela mente humana, são irreais. O suposto mal nunca é pessoal, mas sim um quadro hipnótico que se interpõe entre nossa visão e o que está por nós sendo visto. Podemos endossá-lo ou expulsá-lo de nossa aceitação. De nossa atitude dependerá o nosso bem-estar visível! “Não te afiljas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios. Porque o maligno não terá galardão algum, e a lâmpada dos ímpios se apagará” (Provérbios 24: 19-20). A ilusão busca despertar em nós  o anseio por justiça; quem cair nessa armadilha estará fora de si mesmo, sem a comunhão com o Pai, que é perfeição. “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a SUA JUSTIÇA”, disse Jesus. Não cabe ao filho de Deus desejar que o malfeitor pague pelos seus erros! Por que? Porque o filho de Deus vê a onipresença perfeita e não a ILUSÃO em que uma crença se mostra como pessoas boas e más! Vê a Realidade e não a “aparência”.

DEUS É TUDO! E “este mundo”, com seus supostos personagens bons e maus, é ILUSÃO! Se ficarmos de olho nele e desejando que “justiça seja feita”, estaremos negando que a JUSTIÇA REAL É PERMANENTE, JÁ EXISTE  E JÁ ESTÁ PRESENTE UNIVERSALMENTE! Se uma criança, lendo uma revista do Tio Patinhas, fica ansiosa para que os Irmãos Metralha sejam presos, por estarem tentando roubar-lhe o dinheiro, acharemos aquilo ilógico, por sabermos se tratar somente de uma ficção! E não estaremos fazendo o mesmo? Se estivermos de olhos na suposta justiça ou falta dela NESTE MUNDO? Permaneça na VERDADE! Contemple a JUSTIÇA DIVINA sendo a manifestação eterna e permanente como são todas as OBRAS DE DEUS.

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MEDITANDO SOBRE O SALMO 23

MEDITANDO
SOBRE O SALMO 23

Charles Roth


À medida que lemos e meditamos o salmo do Bom Pastor, um processo de compreensão se dinamiza em nosso íntimo e somos suavemente conduzidos a um lugar luminoso, a um espaço na mente e no coração, onde experienciamos a presença de Deus como paz, amor, força, conforto, unidade e tudo o mais que é positivo, elevado e bom.

O SENHOR É MEU PASTOR

Esta primeira frase nos foca a fé e a mente na única Presença e no único Poder—Deus—em nós e em tudo que nos rodeia. Deus é a Essência da Qual tudo emana; a Vida e Inteligência em Que vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser. Deus é o nosso Pastor.

NADA ME FALTARÁ

Eis uma afirmação de abundância. Que palavras poderiam expressar melhor a convicção de quem experienciou e testemunhou a amorosa assistência de Deus e Seu infalível suprimento?

ELE FAZ-ME REPOUSAR EM VERDES PRADOS

É uma ideia complementar do farto suprimento divino. A imagem é muito expressiva. Os carneiros são alimentados em pastagens. O capim verde é o que há de mais desejável para satisfazer-lhes a necessidade de alimento. Isto representa, para os homens, a generosa provisão de todo o bem que preenche nossos anseios e necessidades.

GUIA-ME MANSAMENTE A ÁGUAS TRANQUILAS

Reflitam nesta idéia. Ela forma um quadro mental de serenidade e paz. Um doce cuidado de saciar-nos os anelos da alma: dessedentar-nos com algo que o mundo não nos pode dar.

ELE REFRIGERA MINHA ALMA

Isto é o que sentimos na intimidade com Deus, na entrega e abertura, em prece, depois de um dia de vigilância e desafios na vida. Ele nos harmoniza, anima e reergue; pacifica nossos impulsos; suscita-nos novas forças e confiança.

GUIA-ME PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA

Um Pastor amoroso conhece as trilhas mais seguras e convenientes e por elas conduz o seu rebanho. Ainda mais, Deus sabe o caminho certo para cada um de nós: veredas de retidão, de justiça, caminhos ideais, se nos dispomos a ouvir e seguir a “pequenina e silenciosa Voz interior”.

POR AMOR DE SEU NOME

A natureza de Deus é sempre amor, bondade.Portanto, as trilhas por onde nos conduz, só nos podem levar ao bem.

AINDA QUE EU ANDASSE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMERIA MAL ALGUM, PORQUE TU ESTÁS COMIGO

O “vale da sombra da morte” representa toda experiência nova que arrostamos. Assim como os carneiros se entregam confiantemente ao bom Pastor que os leva através de desfiladeiros cheios de abismos e perigos, em busca de novas pastagens, quando elas rareiam, assim também podemos confiar em Deus quando iniciamos novas coisas e passamos por transformações profundas em nossa vida.

TUA VARA E TEU CAJADO ME CONSOLAM

Cajado é o bordão com extremidade arqueada, com que o pastor detém as ovelhas para salvá-las de um buraco ou para pensar-lhes as feridas. Vara é a arma do pastor contra os animais predadores. Não é linda esta imagem de proteção?

PREPARAS UMA MESA PERANTE MIM, NA PRESENÇA DE MEUS INIMIGOS

Uma antiga estudante da Verdade nos contou de como estas palavras realizaram um milagre em sua vida. Ela atravessava um grave problema de saúde e, embora orasse e afirmasse a Verdade, não obtinha melhora nenhuma. Um dia, meditando o Salmo 23, subitamente recebeu um vislumbre da Verdade: recebeu repentina compreensão de que as aparências do mal—os sintomas, tão fortes e persistentes—eram “a presença de seus inimigos”. E precisamente em presença deles Deus põe-lhe uma mesa: de sua vida perfeita e sanadora; de sua plenitude sempre presente; de sua condição natural de saúde e vigor. Foi tão nítida e intensa essa realização, que sua cura foi instantânea!

Seja qual for a aparência ou desafio, V. também pode ganhar essa experiência, pela meditação deste Salmo. Não importa quão hostil lhe pareça a situação, Deus tem a mesa preparada para VOCÊ!

UNGES A MINHA CABEÇA COM ÓLEO; O MEU CÁLICE TRANSBORDA

Era um velho costume ungir com óleo perfumado os reis e hóspedes. Deus nos tem igual consideração e nos unge com o óleo de Sua graça, no banquete de proteção e de benefícios a que nos referimos atrás. Ele nos torna reis de nós mesmos, pela mestria sobre nossa natureza humana, para estarmos em contínua ligação com Ele, em harmonia e paz; em provimento abundante; em felicidade!

CERTAMENTE QUE A BONDADE E A MISERICÓRDIA ME SEGUIRÃO, TODOS OS DIAS DE MINHA VIDA
Já nos aproximamos do fim de nossa meditação. Vemos aqui a conseqüência dos passos anteriores; a conquista da “vida pela graça”, por estarmos sob a guarda de Deus. É encontrar o “Reino” e termos, de acréscimo, todas “as outras coisas”.

E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA SEMPRE!

Neste arremate se frisa a condição para alcançar essa plenitude: HABITAR. Significa: permanecer, ficar, morar. Não é lembrar-se uma vez por dia, durante alguns minutos, da Presença de Deus e de Sua graça. É “orar sem cessar”. É conscientizá-Lo muitas vezes. É saber que Ele e eu somos UM. Que Ele faz as obras em mim e através de mim: que Ele e eu somos inseparáveis!


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NÃO EXISTE MORTE NEM ENVELHECIMENTO

NÃO EXISTE
MORTE NEM ENVELHECIMENTO
MASAHARU TANIGUCHI

Se você observar a Imagem Verdadeira que está por trás dos fenômenos, verá que a morte não existe. Os fenômenos se modificam acompanhando o curso do tempo. Essa modificação consiste no desaparecimento de algo que estava manifestado antes e no aparecimento de outra manifestação. O que estava manifestado antes desaparece porque não existia originalmente. Tudo que desaparece não existe originalmente. Não há necessidade de sofrer preocupando-se com aquilo que não existe originalmente.Volte a sua atenção àquilo que é constante e que está no âmago do que se modifica. Só o que é constante existe verdadeiramente. E assim é o seu “Eu Verdadeiro”. O “Eu Verdadeiro” é filho de Deus, a existência constante e imortal. Essa existência constante e imortal sou eu, é você. Nela não existe morte nem envelhecimento. O iluminado transcende os fenômenos e vê apenas a perfeição da Imagem Verdadeira. Em consequência, essa perfeição manifesta-se fenomenicamente e a pessoa realiza plenamente a sua missão aqui na terra.

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O HIPNOTISMO É A SUBSTÂNCIA DE TODA DESARMONIA

O HIPNOTISMO
É A SUBSTÃNCIA DE TODA DESARMONIA

JOEL S. GOLDSMITH

Diferença alguma há entre o inferno da pobreza e o da guerra, doença ou pecado. Nenhum é pior do que os outros. São formas diferentes de uma coisa única, e esta coisa única é o hipnotismo. Num homem, o hipnotismo aparece na forma de coisas ou pensamentos pecaminosos; em outro, aparece como pobreza. A forma específica não importa: tudo é hipnotismo. Afastado o hipnotismo, nada daquilo permanecerá. Há somente uma ilusão, que é o hipnotismo.

Se formos induzidos a dar “tratamento” a pessoas – tratá-las dos nervos, de alguma causa mental de doença física, de ressentimento, ódio, ciúme ou raiva, ou se formos tratá-las de câncer ou tuberculose – não estaremos sendo praticistas de cura espiritual: estaremos praticando medicina, por tratarmos de efeitos, sejam eles pecado, doença ou pobreza; e, mesmo que eliminemos um deles, dois outros efeitos surgirão em seu lugar.

Enquanto não dermos com o machado à raiz da árvore, que é o hipnotismo, não seremos libertos da consciência material ou mortal. Ao nos capacitarmos a ver através do hipnotismo, alheios a nomes de pecados, doenças ou carências, nosso paciente ou estudante irá experienciar harmonia, saúde, integridade e suficiência. Se o problema dele for com os nervos, ele se verá livre; se for de desemprego, ele se verá empregado; se  for de doença, ele se sentirá saudável. Por quê? Pela habilidade do praticista em “ver através do hipnotismo” e perceber a Deus sendo o Princípio de tudo aquilo que é.

Muitas vezes, porém, mesmo tendo compreendido o hipnotismo atuando como sugestão ou aparência, o estudante ainda crê na existência de uma condição real a ser destruída. Nessas situações, ouvimos frases como: “Veja o que o hipnotismo está fazendo comigo!” Entretanto, o hipnotismo não é uma condição real. O hipnotismo não pode produzir água no deserto, nem cobras num vaso de flores. O hipnotismo é, em si, sem substância: sem forma, sem causa e sem efeito. Reconhecer alguma forma ou aparência de ilusão como hipnotismo, soltando-a sem lhe dar maior importância, eis a maneira correta de lidarmos com toda ilusão. Reflita sobre esta ideia de o hipnotismo ser a substância de cada forma do universo material e mortal que lhe está aparecendo. Ao ver pecado, doença, falta e limitação, lembre-se: aquilo é hipnotismo sendo-lhe apresentado sob aquele formato de mal. Mas, também ao ver as maravilhas ao seu redor, montanhas, oceanos, o sol radiante, lembre-se: estas, igualmente, são formas de hipnotismo, mas aparecendo, dessa vez, no formato de bem.

Isto não significa que deixaremos de desfrutar os bens da vida humana; antes, nós os desfrutaremos pelo que eles são – não como algo real em si ou de si mesmos, isto é, por detrás de todo bem está o Algo espiritual que deve, portanto, ser espiritualmente discernido. Nós desfrutamos as formas do bem reconhecendo-as como temporárias, não como algo a ser estocado, algo a ser enterrado em cofres, mas como algo a ser usufruído; e então, dia a dia iremos prosseguindo, deixando que o “maná” nos caia novamente.

Frente aos aspectos negativos do hipnotismo, isto é, as formas de pecado, doença, falta e limitação, o ponto mais importante  a ser lembrado é o seguinte: não devemos ser iludidos no sentido de tentar reformar o mal ou as pessoas pecaminosas. Pelo contrário, devemos reconhecer imediatamente: “Oh, não! Isto é o hipnotismo, aparecendo em mais uma forma, hipnotismo que, em si e de si mesmo, não possui substância, lei, causa ou efeito de qualquer forma de realidade”. Esta prática é que o torna um praticista de cura espiritual.

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CARNE E OSSO SÃO MENTE ILUSÓRIA

CARNE E OSSO
SÃO MENTE ILUSÓRIA

Dárcio

Para a crença coletiva, nosso corpo é de carne e osso, substância material e sólida. Mas, é assim também que ele se mostra como o corpo de um sonhador, no cenário de seu sonho: como matéria. A base do estudo da Verdade é que DEUS, ESPÍRITO, É TUDO. Logo, a suposta “matéria” não existe! Os ensinamentos mentalistas explicam que “matéria é mente mortal”; desse modo, quem elimina a crença em corpo material e entende ser ele uma substância mental e, em vista disso, mutável em função das mudanças geradas nessa mente, passa a contar com este processo de cura mental. Lembro-me do caso de uma menina paralítica que, tendo sido ensinada que seu “corpo deficiente” não era material, mas simplesmente uma imagem mental, pôde se curar da seguinte maneira: forrou as paredes de seu quarto com “posters” de atletas olímpicos em ação, uma foto de alguém nadando, outra de alguém correndo, outra de alguém saltando, etc. Ela ficava diariamente olhando aquelas imagens e se vendo mentalmente executando aqueles movimentos todos. Com isso, a “imagem mental” de corpo com paralisia foi sendo mudada para “imagem mental de corpo de ginasta”, e, assim que sua mente assimilou a alteração, ela ficou curada.

Muita gente se beneficiou com estes conhecimentos mentalistas, e eles realmente contribuíram para romper com a crença falsa de que o homem é dotado de um corpo material e sólido ao qual cada um deve se sujeitar em termos de suas  possíveis disfunções ou limitações. Quando estudamos a Verdade Absoluta, reconhecemos e contemplamos diretamente o “Corpo de Luz”, o Templo de Deus que  é o ÚNICO Corpo real aqui e sempre presente como o corpo de todos nós. Por isso, as contemplações partem da aceitação incondicional da totalidade de Deus e de que “temos a mente de Cristo”, e não “mente humana”. Sem “mente humana”, inexiste “corpo carnal”, pelo que  foi descrito: o chamado “corpo carnal” é mera substância ILUSÓRIA, chamada “mente mortal”. Esta compreensão é necessária para assumirmos a “mente de Cristo” de modo correto e pleno. E então, a Verdade absoluta de que “nosso” Corpo é o próprio Deus manifestado COMO Corpo de LUZ poderá ser contemplada com suavidade e total descontração. “Sendo teus olhos bons, todo teu corpo será luminoso”, disse Jesus.

Estes princípios precisam ser levados a sério com  muita dedicação e sem esmorecimentos! Deus está manifesto, aqui e agora, como a totalidade do seu Ser; é inconcebível deixar de vivenciar esta Verdade por dar voz às crenças populares ou coletivas; todas elas são FALSAS! Escrevi, certa vez, um artigo intitulado “O sol e o bloco de gelo”, em que o “sol” representava a Luz do Cristo que somos e o “gelo” as aparências ou imagens de problemas. O propósito desse artigo era fazer com que a pessoa se identificasse com o “sol”, deixando-o “derreter o bloco de gelo” (problemas) em ação natural sem esforços. Quando surge uma “ilusão de corpo doente”, se a pessoa radical e rapidamente aplica estes conhecimentos espirituais, evita que “a ilusão forme ninho”. ILUSÃO É NADA! MENTE MORTAL É NADA! CORPO DE CARNE E OSSO É ILUSÃO! “OU NÃO SABEIS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS, E QUE O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS?”


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