"VAI-TE, SATANÁS"

“VAI-TE, SATANÁS…”
(Lucas 4:8)

MARIE S. WATTS
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Há um significado tremendo na citação acima, de Jesus. Mas, disse também ele: Tendes olhos, mas não vedes”.

À primeira vista, é dada a impressão de que as duas frases não estão relacionadas, mas, de fato,  estão: “Vai-te, Satanás” realmente significa “Sai de minha visão; eu não posso ser compelido a ver algo que não existe!” “Tendes olhos, mas não vedes”, significa que, por parecer estarmos vendo as coisas como elas de fato não são, ou como elas meramente aparentam ser, aparentemente falhamos em vê-las como realmente  são. Por estarmos tão ocupados em ver uma aparência -não-existência-, deixamos de ver aquilo que realmente existe. Não é de se estranhar que Jesus tenha dito: “Se fosseis cegos, veríeis”. Sim, se fôssemos cegos para a aparência, que parece anular a Existência,  iríamos realmente ver, e conscientemente ser a Existência como genuinamente Ela É.

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OS SENTIDOS PERMANENTES

OS SENTIDOS PERMANENTES
Dárcio

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O emprego da suposta mente humana nos faz acreditar que são reais as imagens vistas por ela. Não são, assim como todas as vistas no sonho não passam de encenações que chamam a nossa atenção durante o sono. Por mais que durante o sono aquelas imagens aparentem ter realidade, não têm! Por isso, devemos realmente ter períodos de “lembrança consciente” da Realidade presente de modo perene, isto é, o Reino perfeito de Deus, que está em nós e nós nele.

Assim como um sonhador, mesmo enquanto  sonha, não perde  sua mente que discerne o  mundo, nós também nunca deixamos de ter a Mente que discerne a REALIDADE. “Temos a mente de Cristo”, ou seja, há em todos nós o instrumento divino que permanentemente contempla o que é REAL. Aceitar este fato com “coração de criança”, ao mesmo tempo em que repudiamos como inverídicas TODAS as manifestações visíveis, segundo os sentidos humanos, é a base das “contemplações absolutas”. Portanto, “contemplar” é considerar a Mente divina sendo a nossa, e já discernindo os fatos reais, e desconsiderar a suposta mente humana, juntamente com TODOS os cenários-sonhos que ela aparenta captar.São puramente miragens!

 
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ORAÇÃO PELOS OUTROS

MEUS ENTES QUERIDOS
SÃO FILHOS DE DEUS. O PAI CELESTE, NELES, É GRANDE!
UNIDADE
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“Filhinhos: sois de Deus. Maior é Aquele que
está em vós, do que o que está no mundo”.–I João, 4:4.
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Hoje tomo esta citação bíblica:
afirmo-a em favor de meus entes queridos, em forma de poderosa prece. Inicio com o nome dele ou dela e afirmo convictamente a verdade das Escrituras a seu respeito:

Querido(a)…………………, tu és de Deus. O divino poder, em teu íntimo, é maior do que qualquer desafio ou circunstância externa. És mais forte do que qualquer influência negativa em tua vida. Nenhum hábito ou traço de personalidade tem poder para bloquear a plena expressão da sabedoria, da paz, da saúde e alegria de Deus.
Querido(a)…………………, tu és de Deus. A vida divina, em teu íntimo, é maior do que qualquer desafio à tua saúde e bem-estar. Agora estás bem, e começas a manifestar a vida perfeita de Deus que está em ti.

Querido(a)…………………, tu és de Deus. O Espírito de Deus, em ti, é poderoso!
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Em vez de nos desgastarmos e
afligirmos com ansiedades e preocupações,
firmemos nossa fé na Verdade, ajudando nossos amados
e a nós mesmos.
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O CORAÇÃO NÃO TEM AONDE IR


O CORAÇÃO NÃO TEM AONDE IR
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Sue Sikking
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Seu coração é a moradia de Deus em você. Tudo que você é ou pode vir a ser, emana de seu coração à sua mente e daí à expressão externa, através de sua mente consciente. Seu arquétipo divino, suas instruções lacradas, são a imagem e semelhança de Deus que estão em você à espera de dinamização. Eles só podem manifestar o ser espiritual e verdadeiro que você é, e não aquilo que Deus não é nem criou. Essa manifestação de seu potencial interno é tão natural e real como os filhotinhos que uma leoa ou uma gata parem, ao devido tempo, ou como a pequena águia que emerge de um ovo.

No mais profundo de cada ser vive o ser espiritual, o “homem divino”, real, chamado Cristo, que significa “o Ungido”, o Deus em nós. Cristo vive. . . como perfeição em potencial. . . e “é o Princípio vitalizante que modela o homem”, “Cristo é tudo e em tudo mora”. “Este mistério, que é Deus em você, é a esperança de glória”. “Deixe que a perseverança traga seus frutos para que nada lhe falte, para que você seja perfeito e completo”!

Tudo o que você já criou satisfatoriamente, veio-lhe do coração. A alma só se satisfaz quando a mente e o coração estão de acordo: quando forem um. Se sua mente está cheia de preocupações, de propósitos egoístas, intentos de vingança; se você se deixa povoar de imagens negativas acerca de pessoas e coisas, em tumulto mental; se o seu íntimo está em batalha constante entre julgamento e ódio—então o seu coração não tem aonde ir. Então, sua herança divina está impedida de manifestar-se por sua mente, porque o medo, as ideias preconcebidas, as críticas e julgamentos fecham as portas da mente. E o coração, ante a porta fechada, fica insatisfeito e triste, incapaz de se exprimir como bênçãos em sua vida: “a alegria de nossos corações cessou; nossas danças se transformaram em luto”.

Agora mesmo você pode ser o próprio retrato de seu coração: pleno, livre, vivo—a expressão do amor. Ou então se pode tornar um ser vazio, miserável, frustrado e infeliz—se o seu coração estiver trancado. O coração é cheio de amor porque “Deus é Amor”. O amor é o poder que nos atrai toda sorte de bem: amigos, boas oportunidades, abastança, o lugar certo para dinamizar nossos dons e tudo o mais de que necessitamos. O amor é poder harmonizador e equilibrante de tudo. É divina ordem. É o poder que pacifica e une todas as coisas. É força de gravidade que tudo atrai e liga à Terra. É, também, coesão das partículas de nosso corpo num todo e, semelhantemente, a união dos membros da família que põe cada pessoa em sua missão e anseio.

É o amor que mantém a pessoa na senda do êxito exterior e plenitude interna. É ele que jorra as ideias de Deus e as materializa como . . . felicidade! É o amor que faz o homem pesquisar, buscar, inventar, criar. Ele é que mantém unidos o corpo e a alma, pois sem ele a alma abandonaria o corpo—sem atmosfera para respirar e viver.

Se você precisa de mais saúde física, de mais energia e vitalidade ou habilidade para viver bem, ame mais! Fomos feitos para amar: porque o amor é a nossa própria essência!—e não simplesmente gostar. Gostar é aprovar, é desejar copiar, ser igual, ao passo que o amor é a consciência de que somos um. Cada alma nos está unida por algo que transcende a forma. Amar é desejar o melhor a cada pessoa, como o queremos a nós mesmos. O amor é a Regra de Ouro em ação! O amor sana feridas, vitaliza e rejuvenesce o corpo. “Se nos amamos uns aos outros, Deus Se faz presente e em nós é perfeito o Seu amor. No amor não há medo; antes, o perfeito amor afasta o medo”.

Uma vez um médico me afirmou: “A única coisa que pode rejuvenescer as pessoas idosas e fazê-las viver de novo é o amor”. As pessoas se enganam pensando que o amor foi feito para a juventude; que são muito velhas para amar. O amor não tem idade porque é expressão do eterno Deus. O amor jamais se aposenta! Vida sem amor é vida sem Deus, porque “Deus é Amor!” E quem ama, senão o coração? Aí é que residem a fé, a esperança e o amor: os três. “Mas o maior deles é o amor!”

Dê passe livre ao seu coração: essa é a coisa mais importante do mundo. O coração é a morada de Deus e Ele deve ter passe livre de lá para nossos amigos e circunstâncias. Sem isso, a vida passa por nós sem premiar-nos de ventura: envelhecemos em vazio de propósitos. É pelo centro amoroso do coração que o homem recebe toda substância, inspiração e poder realizador. Pelo livre fluxo do coração é que Deus Se faz em nós. Ao trancar em si e esquecer  a substância-Deus em seu coração, o homem se limita e se infelicita, porque Deus é Amor que tudo pode. O natural é que a mente aceite a substância do amor para o pleno cumprimento da vida. Basta que se deixe guiar pela orientação que lhe vem de lá. A mente deve ser a receptora e executante do poder do amor, que sabe o que, como e quando fazer. Podemos supor que a mente, por si só, seja a idéia e a causa, mas não é verdade: Deus é a idéia e a causa, como desejo do coração limpo. A mente fiel é a que se deixa guiar pelo amor, apenas contribuindo com as linhas da verdade, para delinear os padrões de bem que Deus exprime em nossa vida.

Como seres humanos, muitas vezes nos perdemos num mundo construído por nós mesmos. Envolvemo-nos tanto na manifestação de nossas ideias, que acabamos esquecendo a causa. Identificamo-nos de tal modo com os fatos e coisas que forjamos—cidades, casas, carros, aviões, rodovias, computadores, maquinaria, etc. —que nos esquecemos da fonte de onde provieram, como impulsos de realização: o coração. Ora, se nos distraímos com a água, olvidamos a fonte que a jorrou. Assim, o coração fica ancorado, sem continuar a expressar-se. Se o coração se contenta com o que foi feito, seremos como conchas vazias, não que as criações não sejam gratificantes, e sim porque o coração deve ser renovado pela alegria e continuação do criar, amar, viver e ser! Isto é que explica o fato de os verdadeiros artistas viverem muito.

Se não compreendemos e nem acreditamos que o coração é a placenta do homem e do mundo, então recusamos o bem de Deus. Se somos inconscientes do papel desempenhado pelo coração em nossa vida, estamos convidando a solidão, a frustração e o desencanto como companheiros.

S. Paulo ensina que quando estamos separados de Cristo, inconscientes de nossa origem, somos alienados: “estranhos à aliança prometida, desesperançados num mundo sem Deus”. Aliança é um elo entre duas partes. Deus fez aliança com Noé, Abraão, Moisés, Elias e outros, no mundo antigo. E também fez aliança conosco: de possibilitar-nos uma nova consciência em Deus. Esta aliança com o Poder que nos criou, está em nosso coração. Cada um de nós, como pactuante, tem um dever a cumprir perante Deus. Se sua mente o ignora, o coração bem o sabe e o cumpre, se você lhe permite agir.

A meditação do Novo testamento lhe dá a segurança do que lhe estamos dizendo, para que você não resista e liberte seu coração, para que Deus lhe cientifique os termos da Aliança: “Eu, Deus, tomarei conta de você, derramar-lhe-ei as bênçãos e riquezas dos céus, como paz, alegria e plenitude. Em troca, você deve saber, crer, e aceitar sempre estas riquezas, sob quaisquer circunstâncias, tomando consciência de Minha Presença e cumprindo a Minha Vontade, que é seu bem real”.

Relaxemo-nos, aceitemos essa Vontade e deixemos o coração expressá-la. Coragem significa ação do coração, pois o divino impulso que brota do coração é força realizadora para atravessar, incólume, as experiências da vida, até cumprir nossos bons objetivos. O velho ditado: “Ele não põe o coração no que faz” é verdadeiro. Tudo se faz, e bem, quando deixamos o coração fazer. A ação mecânica, fria, é desumana. É ausência de Deus. É abandonar o coração, que já não sabe aonde ir. A realidade e prosperidade não são a posse das coisas, mas o amoroso usufruto delas, pela consciência do Deus vivo em nosso coração.

Nosso tempo é agora. Estejamos prontos para a aventura divina. É hora de o amor de Deus transitar livremente por nosso ser, iluminando o mundo à nossa volta. Despertemos nosso potencial espiritual. Embora não conheçamos em pormenor a riqueza que possuímos, deixemo-la brotar para que ela mesma se nos revele em crescimento. Tudo nos é possível quando cumprimos a Aliança. Não receie as crises e obstáculos: são oportunidades de desabrochamento para quem não se deixa perigar. Não pense que a vida em Deus é ausência de desafios. Isso não existe numa existência normal. Os acontecimentos, corretamente encarados, são meios de crescimento, muito bem programados. Em tudo que nos sucede em cada etapa da vida, há um bem à espera de ser desfrutado.

Busquemos, pois, o bem, em cada experiência e o amargor se destilará em bênção, quando encaramos e reagimos corretamente aos fatos, pelo coração e a mente unidos. Importante não é o fato, mas o modo como a ele você reage. Não esqueça isto.

A semente reclama crescimento. O homem também, como idéia divina, reclama acabamento. Uma pessoa descrente e apressada tem o coração preso e não pode alcançar a paz de Deus e nem pode vislumbrá-la nas adversidades. Teme e se protege demais e não alcança a finalidade da vida. Só o coração dá a coragem e a persistência, unindo-a com o discernimento mental, para assegurar nosso crescimento e expansão, em meio às conjunturas do viver.

Um bebê não nasce para continuar bebê, nem o menino se detém na meninice, nem o homem deve contentar-se em ser adulto apenas fisicamente. Há uma meta mais alta: a do Ser espiritual! Deixemos o Espírito de Deus exprimir-Se, na terra, cada dia, cumprindo livremente seu programa, entre as circunstâncias individualmente traçadas. Não tema o desafio e nem pare num viver suave e comodista. Tome ânimo, mova-se. Deixe o coração falar pela coragem na luta e pela ação útil, quando o conforto procura anestesiá-lo. Abra a mente ao coração e deixe que este transite livremente. Ele sabe. Só ele pode liberar o divino amor neste mundo confuso. Você não é completo sem amor. Ele é a esperança do mundo, a saúde do corpo, a serenidade da alma e a plenitude do viver. O amor é poder!

Agora passo a mostrar-lhes um caminho sobremodo excelente (I Cor. 13:1 a 8 –versão Moffatt):

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos Anjos, mas não tivesse amor, seria como o sino que tine ou um metal que soa. Ainda que eu pudesse profetizar e sondar todos os mistérios da erudição oculta e ter fé absoluta de poder mover montanhas, mas não tivesse amor, de nada me valeria. Ainda que distribuísse tudo o que possuo em caridade ou deixasse que me queimassem o corpo, mas não tivesse amor, de que me adiantaria? O amor é paciente, amável. Não compete, não tem ciúme, não se presume, nunca é rude e nem interesseiro, não se irrita, não se ressente, não trata rudemente os demais, não fica feliz com os erros dos outros senão que se regozija com o bem. O amor reluta em se expor, crê no melhor, sempre espera e sempre alcança. O amor jamais se extingue! Assim a fé, a esperança e o amor perduram, mas o maior dos três é o amor!”

Centralize, pois, o seu coração no amor, assegure a cooperação da mente e faça disso o seu objetivo, para a realização de seus dons espirituais!

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A GLÓRIA UNESTIMÁVEL DA LUZ DIVINA

A GLÓRIA INESTIMÁVEL DA LUZ DIVINA
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Lillian Dewaters

O REINO DO CORAÇÃO
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Há apenas um meio de possuirmos todas as coisas:  consiste em penetrarmos no Reino do Coração, pois nele todas as coisas já nos pertencem.
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Os chamados “intelecto”, “mente” ou “carne” representam aquilo que não tem qualquer proveito. A palavra “coração”, no sentido usado em todas as Escrituras, refere-se ao Real e Verdadeiro – Consciência e Vida divinas. Trabalho e esforço mental, aqui, não têm lugar. Associados ao coração estão o amor, a simplicidade e a receptividade espirituais.
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“Eu te perguntarei, e tu me farás saber”.(Jó 38:3). Todos deveriam fazer uma pausa e verificar se estão se identificando com a mente humana e pensamento humano ou com a Mente Divina e Suas percepções.
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Pelo pensamento, ninguém pode conhecer a Mente Divina, ouvir a “pequenina voz suave” ou receber a Revelação divina. Somente o coração pode ver, saber e aceitar que existe apenas uma Mente.
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Não há relação alguma entre a chamada “sua mente humana” e a Mente Divina. O cultivo ou espiritualização do pensar de alguém jamais transmutará a mente pessoal para a imaculada e eterna Mente Divina. Qualquer prática voltada a purificar sua mente, eliminando pensamentos errôneos e substituindo-os por corretos, conduzi-lo-ia à escravidão e a obrigação. Sua real necessidade é conhecer que ele, de si mesmo, não possui mente alguma. “Quem perder a sua vida (o senso de mente pessoal) acha-la-á (encontrará Mente real sendo a única e a sua Mente)”(Mateus 10:39).
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A Mente verdadeira é sempre o Reino do coração. Cada pensamento dessa Mente existe como Onipresença, disponível instantaneamente. Aquilo que é completo e perfeito é a Verdade, estabelecida como uma Realidade eterna. Necessária não é a espiritualização da mente pessoal e seus pensamentos; pelo contrário, essa prática precisa ser descartada e abolida. O fracasso e a frustração provêm de se dar atenção a uma “mente” que não tem existência em Deus ou na Realidade e, portanto, que não tem existência alguma.
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Voltando-nos por completo à Mente Divina por nossa Luz e Entendimento, descobrimos que Ela cuida de tudo. Assim, ficamos sem nenhuma vontade própria, mas com a Mente e a Vontade de Deus. Santo Agostinho, deixando completamente o senso humano de lado e encarando a Presença interior, clamou: “Eu de Ti nada peço, nem mesmo o Teu amor… Desejo unicamente a Iluminação divina”.Com o coração, sempre há facilidade para que sintamos o Um, amemos o Um, adoremos e nos deleitemos no Um — há facilidade para que tenhamos fé, confiança e certeza de que Deus, o Um, é Tudo.
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Você não possui nenhuma mente pessoal própria para instruir ou ser instruído. “Não pode a árvore boa (A Mente Divina) dar maus frutos (pensamento errôneos), nem a árvore má (crença em mente pessoal) dar frutos bons (pensamentos puros)”. (Mateus 7:18) Dirija-se ao seu coração, e aí partilhe da Glória inestimável da Luz Divina. O coração deve ver e experienciar a Luz do Ser espiritual. “O Senhor não vê como vê o homem. O homem vê a aparência exterior (mente), porém o Senhor vê o coração”.(I Samuel 16:7).
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“Ninguém pode servir a dois senhores”.(Mateus 6:24) Acreditar em duas mentes acaba sendo falta de percepção de que existe somente UMA. Chegar a crer em mais uma terceira, a mente mortal universal, significa crer numa entidade e num poder desconhecidos da Mente Divina.
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“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações”.(II Coríntios 4:6) “Para que Cristo habite nos vossos corações”.(Efésios 3:17) “Consultai no travesseiro o vosso coração”.(Salmos 4:4) “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. (Provérbios 4:23) “Dar-lhe-ei coração para que me conheçam, que eu sou o Senhor – porque se voltarão para mim de todo o seu coração”. (Jeremias 24:7) “Não turbe o vosso coração”. (João 14:1)
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O Perfeito, O Divino, O Espiritual, todos estão ligados ao coração, como também a Visão, a Exaltação, a Iluminação, a Revelação e a Consciência Cósmica. “O lugar secreto do Altíssimo” – este, também, é o Reino do coração. Obviamente, a palavra coração, aqui, não tem qualquer significado físico, mas puramente espiritual. “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”.(Mateus 5:8) Aqui, a Glória Cósmica incandesce.

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O MAIOR MANDAMENTO

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“Não terás nenhuma mente ou consciência além de Mim”. “Que toda a terra se cale diante d’Ele”.(Habacuque 2:20) A crença religiosa, aceita hoje, é de que pela evolução – regeneração, evangelização, transformação — a mente ou consciência humana será transmutada em Divina. Nada poderia estar mais longe da Verdade. Não há nenhuma existência, senão a Totalidade do Único.  Assim, eis o caminho: EU SOU O ÚNICO.
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O ensinamento penetrante e pernicioso, de que alguém deva colocar pensamentos corretos em sua mente humana, não será mais tolerado por quem estiver desperto para o alerta espiritual de que “tu não terás nenhuma mente ou consciência além de mim”. Logicamente, este “MIM” se refere à Mente Divina e à Consciência que é Deus. E esta dispensa toda melhoria ou mudança, mas é Perfeita e Completa sempre.
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Acredita-se que, pelo aperfeiçoar da mente pessoal, que finalmente chega-se à posse da Mente Divina. Remendar vestidos velhos (mente) ou encher odres Velhos (consciência) com vinho novo (pensamento correto) não é o caminho. (Mateus 9:16–17) Somente pelo abandono destas crenças e aceitação de que a Mente Divina é a única Mente de alguém, poderá ele saber o que é a Verdade e, também, experienciá-la.
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A crença de que somos a Mente Divina por reflexo é inverídica. Apenas de um modo a Mente Divina é a nossa: por Virtude da Identidade. Somente um Ser, um “Eu”, existe; e não pode existir outro ser, ou eu, para poder refleti-lo.
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“Confia no Senhor (a única Mente) de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio (pessoal) entendimento”.(Provérbios 3:5)
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“Firme está o meu coração ó Deus, o meu coração está firme, cantarei e entoarei louvores”.(Salmo 57:7) Quando alguém considera o coração como o caminho à Luz e à Revelação espiritual — abandonando radicalmente as crenças e ensinamentos que nos identificam com um tipo pessoal ou humano de mente – logo passa a experienciar uma paz e um repouso que constituem plena satisfação.  Começa a notar a ausência do desejo de sempre continuar buscando mais e de ficar se empenhando em lutar mais, deixando de lado inclusive o objetivo de querer aplicar ou demonstrar a Verdade.
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Ele passa a observar que os pensamentos conturbados são, agora, coisas do passado, por já existir adorável paz e sossego dentro do coração. Isto se dá sem trabalho ou esforço. Como se sobre ele subitamente se derramassem um enorme prazer ou uma graça maravilhosa.
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No coração há uma jubilosa atividade, semelhante ao zunido rítmico das abelhas, ao trinar dos pássaros ou ao som de crianças sorridentes. Um repentino ímpeto de alegria e de contentamento poderá ser sentido, pelo conhecimento de que o Todo é uma unidade, de que o próprio Todo, em Si, é a parte indivisível.
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Como homem, ninguém é capaz de ser uma lei de perfeição e imunidade para si mesmo, pois sua lei estaria necessariamente de acordo com a sua crença de possuir mente humana e pensamento imperfeito. Somente como a própria Mente Única, alguém poderá seguir em liberdade e imunidade. O Ser, a Percepção e a Manifestação são um — o próprio Um.
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"EU VOS ALIVIAREI"

“EU VOS ALIVIAREI”
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Dárcio
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A pressão hipnótica das falsas crenças exige de cada um  dedicação cada vez maior às Verdades reveladas. Os meios de comunicação alardeiam  falsidades o tempo todo,  em proporções crescentes,  gigantescas, e de modo repetitivo. Acontece que falsidades são como bolhas de sabão: sejam do tamanho que forem, não têm substância nenhuma!

A Realidade é Deus! Quando nos identificamos com a totalidade de Deus, entendemos que este “Eu”,  a Consciência de Ser que possuímos, é o Deus único. Em muitos artigos foi dito que devemos parar de nos identificar com a mente humana para nos identificarmos com a Mente divina. Isso é feito pela admissão inicial de que a Mente divina, por ser única, é a nossa! Não é um “processo humano” em que alguém diz: “A partir de agora eu não vou usar mais a mente humana”. Agindo assim, ele acabará por reconhecê-la, e  usá-la! A suposta mente humana é NADA! A identificação com a Verdade é uma entrega total a Deus de forma que a “consciência de existir” seja o foco da atenção durante as “contemplações”. A “entrega” não  exclui esta “consciência”, uma vez que esta é o Eu que cada um é! Portanto, fazer a identificação com a Mente divina significa entregar TUDO a Deus enquanto, ao mesmo tempo, admitimos que esta “consciência” que PERMANECE em nós, a consciência de estar “entregando tudo a Deus”, é a Consciência iluminada que somos, e que é Deus.

Entre em silêncio e se desligue do mundo! Solte-se na percepção de que há um EU existindo, que é permanente! Nada há mais “proximo” de VOCÊ do que VOCÊ! Este VOCÊ é DEUS! Por isso Jesus disse: “Vinde a MIM, e EU vos aliviarei”; estava explicando a existência única desta Consciência iluminada! Ao lado dela, nada existe!

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SILÊNCIO: O GRANDE SEGREDO DA MEDITAÇÃO

SILÊNCIO:
O GRANDE SEGREDO DA MEDITAÇÃO
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JOEL S. GOLDSMITH
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O grande segredo da meditação é o silêncio: não repetições, não
afirmações, não negações – apenas o reconhecimento da totalidade de
Deus, seguido de profundo e profundo silêncio, que anuncia a presença de
Deus. Quanto mais profundo o silêncio, mais poderosa se torna a meditação.
As coisas sagradas, que sejam mantidas em sua sacralidade: conservem-nas
sagradas e secretas. Nada há, de natureza sagrada, que se deva
compartilhar com alguém. Todos são livres para buscar Deus à sua própria
maneira, e, a cada um, cabe se esforçar para achar o que está buscando.

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Não há ocasiões para compartilharmos as experiências mais profundas, as
nossas descobertas mais sagradas de nosso relacionamento com Deus,
porque cada um é livre para seguir e fazer o mesmo. As coisas profundas e
sagradas devem permanecer ocultas em nossa própria consciência. Quanto
mais as mantivermos secretas e sagradas dentro de nós, maior será o poder.

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Contínuas meditações interiores, contínuas investidas ao centro de
nosso ser, acabarão por nos levar à experiência do Cristo. Naquele instante,
perceberemos o mistério da vida espiritual: deixaremos de nos preocupar
com o que comer, com o que beber, com o que vestir. Deixaremos de fazer
planejamentos; abandonaremos todos os esforços. Somente o Cristo pode
viver Sua vida para nós, e encontraremos o Cristo dentro de nós mesmos,
em meditação. O grau em que atingirmos a experiência do Cristo, a presença
do Espírito de Deus em nós, determinará o grau de nosso desenvolvimento
individual.
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Quando, em meditação, alcançamos a percepção do Espírito de Deus,
e nEla habitamos, retiramo-nos ao centro de nosso ser, dia após dia, de
forma a jamais fazermos um movimento sem Sua certeza interna; a atividade
do Cristo nos alimenta, nos supre, nos enriquece, nos cura, e nos conduz à
plenitude da vida. E então, com toda
certeza, saberemos: “Eu vim para que
todos tenham vida com abundância.”

UM ESPÍRITO SE REVELANDO!"

UM
ESPÍRITO SE REVELANDO!
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Dárcio
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“Na Tua Luz vemos a Luz”
Salmos 36:9

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Após discernirmos que “O meu Reino não é deste mundo”, pelo entendimento revelado de que “ilusão” não é mundo, mas puríssimo nada, acabamos por perceber que O REINO É DESTE MUNDO! É aqui que estamos, é aqui que vivemos. Muitos perguntam: “Meu Deus, que estou fazendo aqui?” Mas, qual “aqui” está sendo considerado? A ilusão? Ou a Realidade?

Quando um “eu pessoal” busca entender sua suposta missão aqui, a Verdade lhe parecerá oculta. A Verdade é o infinito e impessoal “Eu Sou”. Este “Eu Sou” é o AQUI; assim, ninguém está pessoalmente aqui, numa ilusão de cumprimento de missão humana. Por outro lado, o AQUI é o Reino absoluto do IMPESSOAL “EU SOU” infinito. Este “Eu Sou” está Se revelando AGORA! Por partes? Não. Em Sua totalidade! Portanto, mais preciso seria dizer que O EU SOU ESTÁ REVELADO AGORA!

Quando Jesus diz: “É do agrado do Pai dar-vos o Reino”, acentua a revelação da TOTALIDADE já manifestada. Em outras palavras, este AQUI e AGORA é o ESPÍRITO REVELADO COMO TOTALIDADE DA EXISTÊNCIA! Nada há para acontecer! TUDO JÁ É! Este é o “Reino que já nos está dado com agrado pelo Pai”.

O Pai nos dá o Reino. Que sentido tem esta doação? Uma revelação clara e cristalina de que “estamos no Reino pela Unidade que formamos neste Pai celestial. Tudo é um AQUI ABSOLUTO, em que nada além da Realidade existe ou é presumido coexistir. É nesse AQUI que a ilusão é entendida como palavra que significa “vazio”, ou “nada”.

O reconhecimento pleno desta Verdade é, na prática, o que chamamos de “meditação contemplativa”. Sempre é AQUI; sempre há UM ESPÍRITO ÚNICO em  AUTORREVELAÇÃO, ou AUTOEXPRESSÃO. Neste estudo. é comum ser ressaltada a importância das “contemplações” e do estado de “receptividade” que se deve ter. Por quê? Para que o suposto “eu” da aparência desapareça em sua própria nulidade, em virtude do Fato espiritual: O EU SOU, EM AUTOEXPRESSÃO, ESTÁ, AQUI E AGORA, INCLUINDO-O NA ONIPRESENÇA!

Abandone a ilusão de que um “eu humano” medita para ser guiado por Deus; abandone a ilusão de que Deus ilumina ou inspira um “eu humano”. “É DO AGRADO DO PAI DAR-NOS O REINO”. Esta frase retrata um fato: o fato de que, AQUI MESMO, exatamente AGORA, inexiste “eu humano” e inexiste “mente humana receptiva”. EXISTE UNICAMENTE DEUS, O “EU SOU” ABSOLUTO! O ESPÍRITO ÚNICO SE REVELANDO! O ESPÍRITO ÚNICO QUE É A ESSÊNCIA PERFEITA DE TODA REAL SUBSTÂNCIA. O ESPÍRITO ÚNICO QUE, NESTE ETERNO AGORA, NOS DÁ O REINO QUE SE CONSTITUI DELE PRÓPRIO COMO A TOTALIDADE DE TODOS NÓS.

Na verdade, não existem “grupos de meditação”; antes, há uma ilusão mental a ser dissipada pela compreensão de que o ESPÍRITO – O ÚNICO – está REVELADO, e que SOMOS esta SUBSTÂNCIA ESPIRITUAL PERFEITA em manifestação atemporal, chamada nas Escrituras de “VIDA ETERNA”.

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ENVOLVA-SE COM A UNIDADE…

ENVOLVA-SE COM A UNIDADE
ANTES DE SE ENVOLVER COM O MUNDO
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Dárcio
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A percepção da Realidade divina como UNIDADE CONSUMADA trava o envolvimento ilusório com as sugestões do mundo das aparências. Este mundo é uma farsa mental, sem qualquer substância ou realidade! Uma miragem! Se a pessoa partir rumo ao seu dia-a-dia sem antes discernir o que é Verdade e o que não é, irá se deixar ser ludibriada pelas sugestões vindas do mundo; desse modo, despreparada para ver na hora a natureza falsa de todas elas, acabará se deixando envolver e ainda acreditando estar lidando com existências reais!

DEUS É TUDO! O Infinito Perfeito se mantém ativo sob ação da Mente divina única! Envolva-se antes com esta UNIDADE, que é a imutável perfeição permanente, até que se sinta UM com Ela. “Quem me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. Revelava que o Eu ÚNICO, possível de ser realmente visto, é DEUS!

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OS VERDADEIROS ADORADORES

OS
VERDADEIROS
ADORADORES
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Lillian DeWaters
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TAL COMO É
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No campo da prática mental, muitos estão percebendo atualmente, para seu desânimo, que as crenças que mantinham sobre a Verdade, das quais dependiam total e absolutamente, não os estão mais apoiando como anteriormente. Os trabalhos de cura não estão se sucedendo como nos tempos passados, e o motivo é o seguinte: a antiga ordem está deixando o cenário, enquanto simultaneamente está ocorrendo o influxo de uma Nova Luz.

As práticas de cura ficaram limitadas, para que seja reconhecido que nem a mente humana e nem a existência humana poderão jamais ser espiritualizadas. “O Meu reino não é deste mundo (mundo equivocadamente visto como matéria)” (João 18:36). “O mundo (conceito falso) passa.” (1 João 2:17). Os ensinamentos e crenças imperfeitos terão de abrir caminho para o Real e o Perfeito. A hora é aqui, quando aqueles prontos a abandonar o antigo e aceitar o Novo descobrirão que o Reino de Deus  esteve sempre dentro de nós; e aprendendo o sentido disso, poderemos avançar rumo à Luz e Glória de natureza máxima.

No dia histórico em que o querosene foi substituído pela lâmpada elétrica, muitos custaram a aceitar a mudança, assim como muitos escravos, apesar de libertados, preferiram permanecer na escravidão. Sempre que nova ordem surge, a antiga deve ser abandonada; e chegou a hora em que a cura se fundamentará inteiramente numa nova visão. Nós constataremos que nossa Integralidade, Harmonia e Perfeição já são completas e invioláveis no Espírito—dentro de nós.

A crença de que somos um homem ou criatura, um corpo ou uma imagem, não é a Verdade. A crença de que cada um é uma consciência individual, e que seu bem é criado por seu pensamento, e que ele é dotado de mente, vontade e corpo próprios, a serem redimidos e purificados, não é a Verdade. O esforço crescente para aplicar a Verdade à mente, pensamento ou condição chegou ao fim: e por este motivo: a Verdade é aquilo que SOMOS, e não o que poderíamos pretender nos tornar.

A libertação permanente dos males e discórdias está presente, quando nos voltamos para o Reino do Espírito para contemplar as coisas como realmente elas são, e sempre estiveram sendo. Em vez de um esforço cada vez maior para mudar o pensamento ou a consciência, o que nos será requerido é o abandono total dessa crença; Tornar-se-á conhecido que a Mente única, a Consciência única, reina sozinha. As Realidades da Existência não podem ficar conhecidas enquanto estivermos nos envolvendo com a prática da mente sobre a matéria, a Verdade sobre a ilusão, os pensamentos certos sobre os errôneos; ou enquanto mantivermos a crença de que precisamos nos defender de “outras” mentes, ou de alguma entidade chamada “mal” e seus variados aliados.

O Espírito é a Mente que nunca está em estados ou estágios de consciência. O Espírito é Consciência pura. O Espírito é Vida eterna—sem doença, pecado ou morte. A Perfeição existe para todos que abandonarem todos os demais caminhos para abraçar este Caminho da Identificação. Somente em iluminação podemos ver as coisas como elas são, pois é o Espírito que consegue enxergar Espírito.

Todo ser ou coisa vivente é esta Substância única—Espírito–, e nunca alguma outra. Não há mente que seja temporal e outra Mente que seja eterna. Não existe um tempo presente, de preparação, e outro tempo futuro, de paz e bem-aventurança. O tempo terá fim quando percebermos o Um destituído de opostos ou adversários. O Agora Eterno está aqui, e se quisermos poderemos acreditar nisto e aceitar o fato, pois ele é verdadeiro.

Jamais haverá qualquer tempo para nós, senão o agora, nem qualquer lugar, senão o aqui. Descarte os ensinamentos que falem em lugar e tempo futuros, e substitua-os pela Realidade a ser conhecida e experienciada. Tudo aquilo que É, deve estar presente sempre. Deus não conhece nenhum futuro, nem estados ou estágios de Existência; e Deus é o único Ser.

Onde está nosso Mundo perfeito, nossa Experiência perfeita, nossa Harmonia e Paz? A Realidade é a nossa Consciência—nada mais. Como viveremos esta experiência maravilhosa? É preciso que acreditemos no Deus único como Espírito, deixando de crer em qualquer outra existência. Precisamos expandir além dos limites das crenças e ensinamentos religiosos.

A Verdade não é conhecida através de um sistema de ideias ligadas a causa-e-efeito, mudança e aplicação, regeneração e domínio. O Espírito é a própria Verdade—imaculada, imutável, perene. À Luz da Verdade, vemos as coisas tal como elas são verdadeiramente. As coisas materiais não têm materialidade. Identificados como Espírito, não seremos aquele “eu” que parecíamos ser, mas Aquele que é o Um único. Somos Aquele a quem dirigíamos preces. Somos Aquele que eternamente tem sido o Único.

Sempre que há o surgimento de Nova Luz, as coisas antigas devem passar. A cura, agora, está em se dar espaço a um conceito totalmente novo, isto é, descobriremos nosso Eu, Mente, Consciência, Corpo e Mundo como sendo ESPÍRITO; e saberemos que nO Espírito não pode haver doença, guerra nem discórdia.

O Entendimento está rapidamente se esparramando, de que o Espírito é Tudo, e Tudo é Espírito; de que existe apenas a Identidade, ou o Único “eu”—que é Vida, Mente e Ser inseparáveis. Nossa harmonia, felicidade e abundância são, assim, fundamentadas no Princípio eterno de nossa Perfeição como presente exatamente aqui e agora: e não na “prática de cura” de algo ou alguém como paliativo, até que ele passe futuramente a “outro plano”.

A expectativa não é a de resultados melhores e mais rápidos, uma vez que o próprio conceito de cura é substituído pelo Conhecimento puro do Ser Único, Consciência única, Existência única— existindo sem qualquer começo.

O Reino da Perfeição está AGORA dentro de nós. Ele jamais esteve apartado de nós, nem nós dEle. Ninguém poderá conhecer as realidades da existência enquanto não acreditar que já somos o Ser perfeito agora,  mas que, antes, alguma transformação ainda precisará ocorrer.

“Aquele que não nascer… do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”.(João 3:5). Descarte toda ligação com a dualidade—um outro ser, mente e consciência a serem mudados, corrigidos ou purificados. Nunca pode haver mais do que o Um. Ninguém poderá escapar deste pré-requisito espiritual. Verdade é Realidade AGORA!

Quando alguém percebe a futilidade de todo esforço para aplicar a verdade em alguém ou alguma coisa, vem a percepção interna de que a Perfeição é o Fato estabelecido; e que tudo lhe ser requerido é acreditar nela, amá-la, confiar nela e a ela se firmar com intensa devoção espiritual. Tolice é achar que as doenças devam ser curadas mais rapidamente, e que as demonstrações ocorrer com certeza cada vez maior; a real necessidade não é esta. Devemos experienciar aquela Consciência que é Espírito, e entender a Mente em Si sendo todas as coisas – de modo perfeito e eterno. A crença em mente, pensamento, corpo ou condição “curados”  irá passar; e o Conhecimento perfeito de que nossa Mente, Consciência e Corpo são agora  Espírito – sem terem jamais sido outra coisa—se tornará conhecido e aceito.

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A  CRISTO-LUZ

A época dos mentalizadores veio e já passou; o tempo é agora aqui, quando os “verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em realidade”.(João 4:23) Ao longo de vários meios de adoração, finalmente chegamos à experiência conhecida como “interior”, onde todas as coisas são eternas.

Ninguém pode levar estas coisas vistas como externas Àquele que está no interior. Devemos nos desvincular de igreja, livro, mestre, amigo ou parente como pessoas e coisas pessoais. Vamos somente a Deus. O preço é alto; mas, que glória teremos! Nada perderemos, mas ganharemos a totalidade! Saber como viver na Consciência espiritual, e estar livre de medo, preocupação, dúvida e infelicidade é Existência absoluta. Descobrimos a Realidade como estando sempre conosco—como o nosso próprio Ser.

Nossa Vida é Espírito, nosso Ser é Espírito, somos Espírito. Aqui terminam nossa fome e sede por Conhecimento. Até que alguém prove da Realidade, sua compreensão da Vida é necessariamente intelectual. O espiritualmente interessado pode conhecer o Espírito.

Se alguém pretender experienciar a Revelação, deverá isolar-se de tudo quanto o mantém dela afastado. Quanto maior for nossa devoção ou nosso amor pelo nosso Eu Perfeito como já sendo o nosso próprio Ser, maior será a freqüência de vezes com que viveremos em Iluminação. Alguém poderia fazer quantas mudanças quisesse em sua consciência, que nenhuma lhe traria a Luz divina direta, porque a Verdade é conhecida pela verdade, não por mudanças mentais.

O Cristo, ou Luz espiritual, e a revelação
constituem sua própria igreja, seu próprio poder real e glória; seu próprio entendimento, serenidade e bênção. Em parábolas dramáticas e profusas, Jesus indicou que o Paraíso. A Realidade existe agora como Fato estabelecido. Ele afirmou que inexiste outro acesso, senão o de abandonarmos tudo por ele; assim, sem trabalho ou esforço, devemos dentro de nós encontrá-lo; e a nós dentro dele. Enfatizou que o Caminho do Espírito é simples e fácil, sem esforço ou trabalho.

Nosso Corpo espiritual perfeito será manifestado não por qualquer mudança de corpos. Se agora esse Corpo perfeito não existir, por certo não existirá jamais. Uma simples Iluminação do Espírito basta para nos convencer de que não existe nenhum corpo material. Aceite seu corpo como ele é agora no Espírito, e dispensará toda necessidade de pensar em curá-lo. Você perceberá que o Corpo perfeito que você agora possui na Realidade é o único Corpo que existe ou que sempre poderá existir.

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O EVANGELHO PERENE
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Na Bíblia, centenas há de referências ao “Espírito” ou ao “espiritual”. O significado de Espírito somente pode ser realmente conhecido pela experiência dEle. Todas as descrições juntas não conseguirão jamais explicá-Lo. Alguns acham difícil caminhar dos pontos de vista mentais ou intelectuais através de grandes passadas; não existe, porém, outra maneira de se experienciar Deus, a não ser pelo Espírito.

O livro do Apocalipse fala do “evangelho eterno”, que será pregado em toda parte. (Apoc. 14:6). A chave desse evangelho é o Espírito. Paraíso, Espírito, Mundo espiritual são idênticos. O Eu é o Ser do Espírito, o Corpo é o Corpo do Espírito, o Mundo ou Universo é o Universo do Espírito.

Quando dizemos que somente devemos ir a Deus, não queremos afirmar que não possamos receber ajuda de alguém que já esteja neste Caminho do Espírito, pois com certeza isto é possível. Entretanto, assim como realizamos nossa própria respiração, comemos e bebemos, também nos dirigiremos somente ao nosso Eu.

Nossos momentos despendidos com o Espírito são os mais maravilhosos  possíveis de serem conhecidos. Somos ensinados sobre as profundas coisas de Deus. Talvez o leitor possa recordar que, em certa ocasião, eu comentei que um de meus dedos estivera dolorido em virtude de um espinho de rosa ter-se fincado nele com profundidade. Naquela noite, quando a dor foi sentida, comecei a me questionar do seguinte modo: Estarei acreditando possuir um dedo material, em que um espinho tenha se cravado, e que  precisará ser removido? Ou estarei vendo que possuo um dedo espiritual e perfeito, em que espinho algum poderia estar presente, dispensando, portanto, qualquer tipo de remoção? Imediatamente vi a Realidade, tal como Ela é, é a dor parou no mesmo instante. Nenhuma descoloração ou inchaço se fizeram notar—e espinho algum era sentido ou visto estando presente.

A própria Natureza de nosso Ser é Iluminação e Conhecimento, assim como o sol é sua própria luz e calor. Nosso Eu e nossa Luz não estão distantes de nós: nós e nosso Eu somos o mesmo Um. Conhecer nossa Natureza real como sendo nossa Natureza única, e amá-La de forma suprema, garante-nos o Conhecimento instantâneo – satisfatório e suficiente.

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PAZ

PAZ
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UNIDADE
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HABITO NO SANTUÁRIO INTERNO
DA PAZ ONDE NENHUMA TEMPESTADE ME PODE PERTURBAR
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A pessoa feliz é prudente; sabe ocupar a consciência de fé, compreensão, bom-senso e alegria, não reservando lugar aos hóspedes indesejáveis das impressões negativas com que é constantemente bombardeado. “Viver no mundo e não pertencer-lhe”, como fez Jesus, é uma arte de não-identificação com as coisas que não nos convêm.Viver em Deus é permanecer na Graça; é manter-se equânimemente positivo, harmonioso, lúcido, paciente, amoroso e cheio de fé. Eis o “orar sem cessar”, referido por Paulo: uma atitude constante de oração ou de sintonia com o Divino, de modo que possamos receber-Lhe as bênçãos da inspiração e da força para preencher cada ato de luz.

Logo ao início do dia me volto a Deus. Como ainda não sei manter-me em constante harmonia, varro da consciência os erros de ontem, deixo ir a ansiedade em relação aos assuntos do dia e abro-me a Deus para receber-Lhe o fluxo de suprimento. Ele sabe o de que preciso. Deste momento de quietude saio recarregado e provido para um dia útil, proveitoso e equilibrado, chegando ao fim do expediente sem os desgastes nervosos comuns. A paz não é a ausência de problemas: é a vivência em Deus!

“Pois Ele é a nossa paz”
Efésios, 2: 14

CONTEMPLE-SE COMO CONSCIÊNCIA ILUMINADA

CONTEMPLE-SE
COMO CONSCIÊNCIA ILUMINADA
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Dárcio
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Quando partimos do enfoque Absoluto, compreendemos que jamais houve época em que pudesse ter ocorrido a chamada “queda de Adão”; tampouco haverá época futura para ocorrer a “ressurreição”. Os ensinamentos relativos se comparam às palavras de Marta: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia”. O ensinamento absoluto corresponde à resposta dada a ela por Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crer em MIM, ainda que esteja morto viverá”. (João 11:24, 25). É lamentável que não se viva a Verdade na prática! O TEMPO NÃO EXISTE!

A percepção de que “o tempo não existe” nos conduz a várias conclusões práticas. Na ilusória questão da “doença”, por exemplo, SE O TEMPO NÃO EXISTE, SE NÃO HOUVE A QUEDA DE ADÃO, SE NÃO ESTAMOS SEPARADOS DE DEUS, SE DEUS É A TOTALIDADE DE NOSSO SER, NUNCA, EM INSTANTE ALGUM, EXISTIU DOENÇA DE QUALQUER ESPÉCIE. CONCLUSÃO: AGORA NÃO EXISTE DOENÇA ALGUMA! AGORA NÃO EXISTE DOENTE ALGUM! AGORA NÃO EXISTE SER ALGUM SEPARADO DE DEUS E SOFRENDO POR CAUSA DE ALGUMA DOENÇA! O TEMPO NÃO EXISTE! A DOENÇA NÃO EXISTE! Eis por que, em Eclesiastes, está escrito: “Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada lhe tirar”.A PERFEIÇÃO ABSOLUTA É PERMANENTE!

Alguém poderia estar achando que estas Verdades são muito profundas? QUEM SERIA ESTE ALGUÉM? Novamente, DEUS CONSTITUI, AQUI E AGORA, A TOTALIDADE DE TODO SER INDIVIDUAL. Deixando de lado por completo e sem esforço a ideia de que exista “alguém em evolução”, “alguém carente”, “alguém enfermo”, e reconhecendo  a Verdade como  um FATO JÁ CONSUMADO sobre todos nós, estaremos vivendo a Vida em plenitude, ou seja, estaremos conscientes de que DEUS VIVE SUA PRÓPRIA VIDA COMO CADA UM DE NÓS. ESTE É O REINO DA REALIDADE!

Àqueles que ainda dizem sentir dificuldade para afirmar: “EU SOU A CONSCIÊNCIA ILUMINADA”, sugerimos os seguintes passos:

1. Reconhecer, em quietude e silêncio, sem esforços mentais, que a Consciência divina plenamente iluminada abrange a totalidade deste Universo infinito.

2.   Reconhecer internamente: Eu sou consciente que Eu existo.

3.   Ponderar: Se estou consciente de algo, e se Deus é a Única Consciência, com qual Consciência eu percebo que eu existo?

4.  Aguardar que haja a PERCEPÇÃO da Consciência divina sendo a própria Consciência individual.

Realmente, Deus é a única Consciência que existe. Deus, em Auto-expressão individual, aparece como a Sua Consciência, no ponto exato em que VOCÊ se encontra. VOCÊ É SOMENTE E INTEIRAMENTE A CONSCIÊNCIA DIVINA ILUMINADA. “Temos a mente de Cristo”. (I Cor. 2:16).

Ao afirmar EU SOU CONSCIÊNCIA ILUMINADA, você estará reconhecendo a única Verdade que há em seu sentido máximo. Frases do tipo: “Eu ainda estou muito condicionado, devido aos vários anos em que pensei de outra maneira”, DEVERÃO SER SUBSTITUÍDAS, A CADA INSTANTE, PELA SEQUÊNCIA DE PASSOS SUGERIDA ACIMA. Este hábito promoverá uma natural soltura das crenças falsas.

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"SEGUE-ME TU"

“SEGUE-ME TU”
Dárcio
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“Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu”.
João 20:21, 22.

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O Reino de Deus é atemporal. No Gênesis, encontramos a declaração: “E viu Deus tudo quando fizera, e achou muito bom”. E, em Eclesiastes, há a confirmação de que “as obras de Deus são permanentes: nada se-lhes pode acrescentar, e nada lhes tirar”. Diante destas Verdades, podemos compreender o que de início dissemos: O Reino de Deus, imutável e perfeito, é atemporal! Que é o chamado “tempo”? Um conceito da mente humana, mais nada! Isto significa que o estado iluminado já é a condição real de todos nós neste “agora”.Se analisarmos os fatos “segundo as aparências”, veremos “o tempo passando”, com  pessoas se mostrando com aparência de iluminadas, outras em processo de iluminação, e outras em ignorância espiritual. Na passagem acima, vemos Pedro querendo saber de Jesus: “E deste que será?” E teve por resposta: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu”. Que sentido tem esta resposta? Se toda obra de Deus é boa, e  permanente, cada um de nós já é esta OBRA PERFEITA! Que vem sendo aceito? Que Jesus é o filho unigênito e perfeito do Pai, e que toda a raça humana é diferente dele em natureza, cheia de pecados, problemas e defeitos. Pedro, na passagem citada, estava “vendo segundo as aparências”. Mas foi corrigido por Jesus: “Que te importa a ti? SEGUE-ME TU!”.

Cada um, que se descobre sendo a OBRA PERMANENTEMENTE PERFEITA DE DEUS, endossa as palavras de Deus e percebe a unidade “Eu e o Pai somos um”. Entretanto, como vimos, o tempo não existe como Realidade! TUDO É AGORA! Se alguém percebeu em SI MESMO a revelação divina, terá percebido sua natureza genuína: O CRISTO! Não foi este momento glorioso que levou Paulo a declarar, em Gálatas 2:20, “O Cristo vive em mim?” Voltemos à resposta de Jesus: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?” Nesta resposta está a base da Revelação absoluta! Quem está “seguindo a Cristo” está sem julgar pelas aparências! Está julgando consoante “julgamento justo”. Está no Reino atemporal em que somos todos um. Está desperto para a Verdade de que Deus e Sua Obra são perfeição permanente, e que todos JÁ SOMOS esta Obra! Quem estiver desejoso de saber a respeito “do outro”, sobre “o que será dele”, estará deixando a própria Luz de lado, trocando-a pelo “julgamento pelas aparências”, deixando a Verdade e endossando a ilusão e a crença no tempo.

Qual o sentido de “Se eu quero que ele fique até que eu venha?” Jesus enfatiza a “remoção da trave de nosso olho!” O Cristo virá “no outro” quando NÓS O ENXERGARMOS com os olhos da Verdade! O véu da ilusão terá sido banido de nossa visão! Juntamente com o “julgamento segundo as aparências”. Em outras palavras, o Cristo sempre esteve sendo “o outro”, e o Fato apenas passou a ser reconhecido! Assim, a UNIDADE “eu e o outro somos um” é discernida! DEUS É TUDO, E A LUZ É UMA!


“SEGUE-ME TU”, disse Cristo, para que permaneçamos em nossa Visão Iluminada! Nesta posição de comunhão com Deus, estaremos contemplando o AGORA ATEMPORAL, momento eterno em que Deus é Cristo como todos nós: o Alfa, o Ômega, o Princípio e o Fim.
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"RESSUSCITAI OS MORTOS"

“RESSUSCITAI OS MORTOS”
Lillian DeWaters
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Sendo o Eu perfeito, devo falar como Eu perfeito, devo ver como Eu perfeito, devo ouvir como Eu perfeito, e não como qualquer outro.

Falando como Eu perfeito, DIREI O QUÊ? Direi que sou perfeito, que sou completo, que sou integral, que sou criativo, que sou próspero, que sou bem-sucedido. Eu sou feliz, destemido e alegre. Eu sou a Verdade, o entendimento, a realização. Eu sou Vida, Eu sou Luz, Eu sou Amor.

Vendo como Ser infinito, a Mente única imaculada, VEJO O QUÊ? Vejo minha identidade como inteireza, como harmonia, como imortalidade: como beleza, encanto e graça. Vejo atividades jubilosas, alegrias espontâneas e ilimitada plenitude por toda parte.

Ouvindo como o Um perfeito, o Ser infinito, OUÇO O QUÊ? Ouço minha própria voz dizer: Eu sou Tudo: sou livre, triunfante, supremo.

Pela aceitação de Deus, o Eu infinito, a Identidade infinita, como o Todo Universal único, ressuscitamos da morte para a experiência da Vida, eterna e imortal. Quem são os mortos? Aqueles que saíram de nosso campo visual ou auditivo? Não! “Mortos” são os que permanecem nas trevas, assumindo identidade de indivíduos pensantes e separados do Todo!

Quando disse: “Eu sou a Verdade; todo o poder me é dado no Céu e na terra”, Jesus falou como o Ser Único, e não como algum ser humano ou pensador pessoal. Ele refutou a espectralidade chamada pecado, doença ou morte. Com o Poder do Ser Único, aparecendo como a Verdade e a Luz, deu provas contrárias de tudo aquilo.

No instante em que esclarecia o assunto da treva mental, disse: “Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se”.(Mt. 13.25). Os chamados pensadores individuais, enquanto não abrirem mão dessa posição, estarão sujeitos a todo tipo de experiência ou sonho calamitosos.

Paulo, partindo do referencial do Cristo, declarou: “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef. 5:14).

A Ciência do Ser (Ontologia) inevitavelmente virá agora. Ela apresenta a grande realidade—o Ser ou Eu infinito, uno e indivisível: O Ser e o Eu em UNIDADE!

Como somos enriquecidos! Exaltados! Glorificados! Ficamos realmente plenificados!

Quando alguém distingue claramente o que é puramente espiritual do que é físico ou mental, começa a experienciar a paz que até então lhe era desconhecida. Logo toma consciência de que as idéias confusas, medos e preocupações se tornaram coisas do passado. De posse consciente da Luz Divina e da Revelação, pode caminhar em liberdade, na saúde e na felicidade.

A Revelação é a Voz de nosso próprio Ser, quem sem nenhum esforço, como o raiar do Sol, é resplendente como glória imperecível… “Então romperá a tua Luz como a aurora, e a tua saúde mais depressa nascerá”. (Isaías 58:8).

Mediante este despertar espiritual é que podemos bradar:”Eu era cego, mas agora vejo; eu tinha dúvidas, mas agora eu sei. Eu era coxo, doente, triste, mas agora posso andar, sou saudável, sou feliz”.

Quando aceitamos a nós mesmos como Espírito, como Consciência divina única, e não mais como seres dotados de mente humana pessoal, com naturalidade chegamos rapidamente à percepção nítida e clara de que a Vida não é um problema a ser resolvido, mas, sim, uma grande e gloriosa realidade a ser experienciada!

"SETENTA VEZES SETE"

“SETENTA
VEZES SETE”
Dárcio

“Disse Jesus a Pedro: Não te digo que perdoes sete vezes, mas setenta vezes sete…”
Mt. 18:22

Que significa realmente “perdoar setenta vezes sete vezes”? Significa mantermos uma percepção constante de que todos os seres com quem convivemos são, na verdade, Luz divina. Cada vez que aparentamos entrar em desarmonia com alguém, a questão a ser analisada não é mental, mas é espiritual: estaríamos vendo no próximo a mesma Luz divina que há em nós? Estaríamos vendo a unidade espiritual que é a Essência da Vida?

Anos atrás,  quando esteve no Brasil o fundador da Seicho-No-Ie, Masaharu Taniguchi, eu soube que ele, ao descer do taxi que o trazia à sede brasileira do movimento, as pessoas que o acompanhavam já iam à frente, e notaram que ele se demorava um pouco mais atrás. Por que? Estava de palmas justapostas, em atitude de reverência, contemplando a Vida de Deus no suposto “motorista de taxi” que o havia trazido.  Por causa deste  hábito, de assim reverenciar a Presença de Deus nas pessoas, cativou grande número de pessoas que, a partir daí, se interessaram ainda mais pelos ensinamentos iluminados.

Os ensinamentos espirituais existem para serem postos em prática! São verdades a serem vividas! De que adianta ficarmos horas meditando, reconhecendo que Deus é Tudo, que somos todos um, para, em seguida, irmos ao dia-a-dia como “mortais comuns”, vendo em todos os seres somente a aparência material? E, pior ainda, até entrando em dissenção com alguns ou muitos deles?

Deus é a Vida de todos! Aqui mesmo é o paraíso! Ele espera a nossa “abertura de visão”.

O perdão de “70 vezes 7 vezes” deve ser posto em prática em todos os segmentos de nossa vida! Devemos contemplar a Vida de Deus em nossos familiares, amigos e “inimigos”,  nas pessoas que colaboram com nossas atividades profissionais, nos  funcionários ou patrões, e, principalmente, em nossos dirigentes!

A mente cega critica tudo! Só vê matéria! Mas, em tudo e em todos há a Presença divina! Devemos nos ocupar em reverenciá-La!

Enquanto os discípulos se viam como simples e humildes pescadores, Cristo via neles a Luz ! Por que? Porque somente a Luz contempla Luz! Temos, todos nós, a Visão simples ou a Consciência iluminada. Isto nos foi dado por Deus! Entendamos por inteiro em que consiste a “prática absoluta do perdão”: ela existe para corrigirmos a visão errada, ou melhor, existe para nos motivar a “abrir os olhos espirituais”. Se assim fizermos, as verdades reveladas se mostrarão claras em nosso dia-a-dia. A harmonia será o natural em nosso cotidiano, e estaremos “perdoando setenta vezes sete vezes”, por estarmos sempre nos desfazendo dos falsos conceitos criados pela mente humana e, ao mesmo tempo, reverenciando e louvando a Presença divina em nosso próprio ser e em todos aqueles com quem direta ou indiretamente entramos em contato.

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A MENTE QUE ESTÁ EM ILUSÃO PROFUNDA…

A MENTE QUE ESTÁ
EM ILUSÃO PROFUNDA…
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…dá forma à sua crença e manifesta uma imagem falsa. Porém, seja qual for o aspecto manifestado, a falsidade é eternamente falsa e jamais será Realidade. Não temais o que não é Realidade. Não trateis como Real o que é irreal.
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Enfrentai a mentira com a Verdade.
Enfrentai a imagem falsa com a Imagem Verdadeira. Enfrentai a treva com a Luz. Além do Real, nada existe que destrua o irreal. Além da Imagem Verdadeira, nada existe que destrua a imagem falsa. Além da Verdade, nada existe que prove a inexistência da treva.
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SUTRA – SEICHO-NO-IE

A PSICOLOGIA DO AMOR

A
PSICOLOGIA DO AMOR

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Masaharu Taniguchi

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Não creio que o namoro seja uma coisa tão importante. Do ponto de vista psicológico, o amor é uma espécie de doença febril predominante na adolescência. Sob o ponto de vista religioso, o amor é realmente um sentimento sagrado, se o interpretarmos como a emoção do reencontro das duas metades de uma alma, que se achavam separadas. Mas encontrar o amor puro e verdadeiro é tão raro quanto encontrar um diamante entre as areias da praia, pois o amor puro e verdadeiro do ser humano, cujo espírito é encoberto por um invólucro chamado corpo carnal, é constantemente maculado por uma febre chamada desejo dos sentidos carnais.Se você refletir sobre o amor verdadeiramente puro, perceberá que ele não desperta nenhum desejo carnal. E se tal desejo passar pela mente, por um momento que seja, você sentirá que o amor sagrado foi maculado por esse desejo, e terá a sensação semelhante à de ter sujado com barro aquilo que você tinha de mais precioso.

No entanto, o corpo carnal tem apetite pela comida, devido à necessidade de se sustentar. Da mesma forma, sente desejos sexuais, pela necessidade de impedir a extinção da espécie. Por isso, homens e mulheres que estão na plenitude sexual sentem atração uns pelos outros. Encaro esse fato como uma realidade dolorosa em face do amor verdadeiramente espiritual.

Um ato libidinoso como o de apalpar o órgão genital da mulher não é expressão de um amor verdadeiro, e sim comportamento semelhante ao de um cachorro. O verdadeiro amor é aquele que transcende a carne. É um sentimento ligado unicamente ao espírito. O amor se torna impuro quando nele se mistura o desejo carnal.

É lamentável que muitos intelectuais e jovens de hoje, ao pregarem o amor livre, estejam na verdade propalando a “livre manifestação” a “livre prática do sexo”.

Quando Cristo jejuava às margens do rio Jordão, apareceu o demônio”… e lhe mostrou todos os reinos do mundo, e a glória deles.” (Mateus 4:8). E tentou-o dizendo: “Tudo isto te darei, se prostrado me adorares.” (Mateus 4:9).

Na expressão “todas as glórias”, estão incluídos também os prazeres carnais. O diabo, o satã e a serpente, que aparecem na Bíblia Sagrada e nas literaturas budistas, são símbolos dos prazeres dos sentidos ou dos desejos carnais. Prostrar-se diante do demônio significa a derrota do Eu verdadeiro.

Na literatura budista chamada Vimalakirtinirdésa-sutra, consta uma passagem em que algumas feiticeiras recebem a ordem do príncipe das trevas para voltarem ao palácio, sob a promessa de que lá poderão desfrutar os prazeres dos sentidos, ou seja, a satisfação dos “desejos carnais”. Mas elas se recusam a voltar porque, tendo sido influenciadas por Vimalakirti, haviam se afastado dos prazeres dos sentidos, ou seja,  dos “desejos carnais”, e se encontravam já num estágio mais elevado, o de buscar a alegria verdadeira, eternamente inesgotável. Elas pedem a Vimalakirti que lhes mostre essa alegria eterna. Ele lhes diz para esperarem um momento, e logo retorna com pequeno castiçal. Pega uma vela, acende-a com o lume eternamente inextinguível, coloca-a no castiçal e diz: “Eis o lume infinito, que darei a vocês.” Trata-se de uma metáfora. Essa passagem ensina que devemos buscar a alegria espiritual perene como o lume infinito.

Numa peça teatral que escrevi, baseando-me neste sutra budista, existe a seguinte passagem:

“Este é o lume infinito, símbolo da Luz da Verdade que extingue a ilusão. Representa a Luz do despertar espiritual, que jamais se apagará. Com uma vela acesa podem-se acender milhões de outras velas. Assim também é a luz do despertar espiritual. Ela é infinita, porque, por mais que a distribuamos aos outros, não enfraquece. Pelo contrário, intensifica-se mais e mais. Se vocês, que despertaram para a Verdade, transmitirem aos outros a Luz da Verdade, até mesmo o palácio do demônio Paplyas tornar-se-á um lugar pleno de Luz. O mundo ao nosso redor é reflexo de nossa própria mente. Aonde quer que vamos, o ambiente ao nosso redor se preencherá de Luz, contanto que mantenhamos em nossa mente a Luz da Verdade. Agora voltem para o palácio de onde vieram. Chegou o momento em que até mesmo no palácio do demônio Paplyas irá brilhar a Luz da Verdade.”

A tentação pelos prazeres dos desejos carnais se desvanece diante da verdadeira alegria espiritual.

Há pessoas que sofrem de “doença da paixão”. São as que se sentem muito solitárias se não estiverem namorando e vivem buscando novos amores. Como não conseguem sentir a verdadeira alegria espiritual, tentam buscar compensação nos prazeres carnais momentâneos.

Devemos buscar a terna alegria espiritual, pois os prazeres dos sentidos são inevitavelmente limitados e em segundos se desvanecem por completo. Eles se assemelham a fogos de artifício: são difíceis de serem mantidos por mais de uma hora. A alegria que dura pouco não é o “lume infinito”. A Verdade, sim, é o lume infinito, pois, se acendermos a Luz da Verdade, poderemos iluminar o espírito de milhões de pessoas. Se acendermos a luz da alegria espiritual que se alcança pelo conhecimento da Verdade, milhares e milhares de pessoas serão iluminadas ao mesmo tempo. Mesmo que a fonte de luz seja única, podemos multiplicá-la infinitamente; por mais que partilhemos a luz, o seu brilho não diminuirá. Assim é a Luz da Verdade.

Se transmitirmos os ensinamentos de “A Verdade da Vida” para uma pessoa, ela obterá a cura de doenças, terá harmonia no lar e, mesmo que não obtenha graças materiais, conseguirá a plenitude da alegria espiritual. E, se essa pessoa transmitir a Verdade para uma outra pessoa, esta também sentirá essa alegria espiritual, e assim sucessivamente. Você nada perderá pelo fato de ter transmitido a Verdade para outras pessoas. Ao contrário, sentir-se-á feliz só de imaginar a alegria dos que conheceram a Verdade, e achará que valeu a pena ter praticado boa ação. E, então, você se sentirá mais feliz ainda.

O Prof. Glenn Clark, num de seus livros, diz como deve se comportar um missionário, no caso de uma adepta apaixonar-se por ele e lhe declarar amor. Em casos como esse, o missionário, em vez de repelir categoricamente esse amor, deve aconselhar a adepta: “Estou junto com Deus. Se me ama, ame a Deus. Procure buscar a realização do amor que tem por mim, dedicando-se à pregação do Caminho de Deus.” E, dessa forma, para não deixá-la à mercê do desejo carnal, deve orientá-la para que se esforce no sentido de sublimar esse amor e elevar-se em direção ao amor a Deus. É um conselho realmente sábio.

Provavelmente, Maria Madalena também se aproximou de Jesus com intenções amorosas. Mas ele não a rejeitou. Para impedi-la de cair na tentação carnal, orientou-a para que sublimasse esse amor e o transformasse em alegria espiritual pura e eterna.

No sentimento que comumente é chamado “amor”, estão mesclados vários elementos impuros sensuais. Devemos eliminar esses elementos impuros e sublimar o nosso amor. Por mais que momentaneamente pareça agradável, o prazer dos sentidos acaba se transformando em sofrimento, se durar por muito tempo. Devemos conscientizar que os prazeres dos sentidos são efêmeros; que eles não são existência verdadeira; e, a partir dessa conscientização, empenharmo-nos na sublimação do amor até atingir a alegria espiritual eterna indestrutível.

Em resumo, os prazeres dos sentidos carnais esgotam-se e desaparecem, ao passo que a alegria proveniente do conhecimento da Verdade é como luz inextinguível.

O primeiro amor, puro e ingênuo, transcende a carne e faz a pessoa temer que esse belo sentimento seja mesclado com o desejo carnal. Porém, os jovens que já tiveram experiência sexual, ou as pessoas adultas, frequentemente confundem o amor com o desejo carnal. Por isso, alguns homens dizem: “Quero que ela seja minha, custe o que custar, pois eu a amo”. Nesse caso, o amor foi vencido pelo desejo carnal.

Não podemos cair na tentação de satanás, ou seja, na tentação dos sentidos materiais. Jesus disse: “Vai-te, satanás.” (Mateus 4: 10). Devemos expulsar o demônio chamado “desejo carnal”, que se oculta sob o belo disfarce de amor, enfrentando-o com a Luz da Verdade. O demônio fugirá quando levantarmos alto o lume da Verdade.

No sutra budista, já citado neste artigo, há uma passagem em que o príncipe das trevas diz: “Reduza um pouco essa luz, por favor! Diante da Luz da Verdade tão intensa, as forças me fogem e não posso voltar ao meu palácio. Reduza a luz, por caridade!”

O demônio não é existência verdadeira. Por isso não consegue permanecer no lugar onde resplandece a Luz da Verdade, e acaba desaparecendo.

Fim

"E ME ACHAREIS, QUANDO…"

“E ME ACHAREIS, QUANDO…”
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Vós me buscareis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso
coração.”
Jeremias 29; 13
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Se há frase verdadeira, na Bíblia, esta ganha de todas! Enquanto alguém mantiver “olhos para a ilusão”, a Verdade lhe parecerá “objeto de busca”. Por outro lado, assim que seu referencial for o da Verdade, de pronto Ela será discernida como sendo sua própria Existência, o seu próprio “Eu”. Quer isso dizer que ocorrerão experiências diferentes? Visões? Outras percepções? Tais coisas pouco importam! Quem está interessado nesse tipo de coisa não está partindo da Verdade, mas sim da mente ilusória! O estudo da Verdade é de total desapego a qualquer coisa, a não ser ao reconhecimento “Eu Sou a Verdade”. Esta aceitação, se for radical, deve fazer a pessoa ver que está VIVA porque Deus vive! Partindo disso, feliz com isso, todas as demais coisas lhe virão naturalmente, inclusive as chamadas “experiências no Espírito”. O interesse deve estar em se discernir UM COM DEUS, e não em “ter experiências transcendentais”.
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A oração deve ser a prioridade do dia! Pois, com ela o “Reino é buscado em primeiro lugar”. Esta “busca” não tem o sentido de se procurar, já que sabemos que é onde já estamos! O sentido é o de darmos ao fato real, à Verdade, a atenção devida, para que ela não seja depositada na ILUSÃO. “Vós me buscareis, E ME ACHAREIS, QUANDO me buscardes de TODO O VOSSO CORAÇÃO”.
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NOME ERRADO OU IDENTIFICAÇÃO CORRETA?

NOME ERRADO
OU
IDENTIFICAÇÃO CORRETA?
Alice W. Cooke
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Quão importante é, para nós, a identificação correta! Por exemplo, não gostamos que nos classifiquem de desonestos, se não fizemos nada para merecer esse adjetivo. Sentimos até uma ponta de desagrado, quando alguém erra ao escrever nosso nome!

Como deveríamos agir, então, quando nos sentimos doentes? Deveríamos concordar imediatamente com qualquer evidência que se nos apresente? Não somos obrigados a isso. A Ciência Cristã nos informa que podemos discordar da evidência de enfermidade e refutá-la por ser injusta e inverídica. A doença não nos retrata como somos realmente—ideias harmoniosas de Deus, que expressam Seu bem-estar, Sua inteireza e Sua isenção de qualquer discórdia.

Além do fato de que não nos faz nada bem ceder àquilo que atua contra a nossa saúde, há uma ótima razão para nos rebelarmos contra a enfermidade: é que a doença não é a essência nem a realidade de nossa natureza e de nossa identidade como filhos de Deus, Suas idéias espirituais. É o pensamento ilusório e incorreto que parece tomar forma em alguma discórdia do corpo físico.

Como poderemos lidar com a doença, isto é, esse falso retrato de nossa verdadeira natureza? Ora, deveríamos nos sentir tão inclinados a corrigir esse estado errôneo de doença quanto corrigir qualquer falsidade sobre nosso caráter. A Sra. Eddy anima-nos a esse respeito, quando escreve: “Em vez de te submeteres cega e tranquilamente às fases incipientes ou adiantadas da moléstia, rebela-te contra elas. Bane a crença na possibilidade de abrigares ainda que seja uma só dor intrusa que não possa ser expulsa pelo poder da Mente, e dessa maneira podes impedir que a dor se desenvolva no corpo. Nenhuma lei de Deus impede esse resultado.”

Podemos raciocinar cientificamente da seguinte forma: não importa como a discórdia possa se chamar, a doença não é verdadeira, porque não é boa, não é de Deus. Não veio de Deus nem foi criada por Ele. Ele fez tudo o que foi feito, mas não criou enfermidade, discórdia nem qualquer coisa dessemelhante de Sua natureza inteiramente boa. Como a discórdia não é verídica acerca de Deus –de Sua inteireza, bondade e imortalidade—também não é verídica acerca do homem, a expressão de Deus, a semelhança divina.

Podemos continuar raciocinando que, sendo a doença inverídica, ela é irreal. Isto é, realmente não faz parte de Deus, a única Vida, nem faz parte do homem e de sua expressão da Vida. Sendo irreal, a enfermidade não precisa fazer parte de nossa vida. A compreensão que temos da verdade do ser espiritual, expulsa-a de nossa experiência.

Visto que a enfermidade não é verdadeira nem real, ela também não é dotada de poder. Não tem fundamento. Não tem o respaldo de uma autoridade real, pois Deus não a autorizou, de modo algum. Não tem credenciais nem credibilidade, pois é ilegítima e fraudulenta. A enfermidade não poderá se perpetuar se não gozar de nosso crédito. Quando retiramos o nosso crédito e destruímos o nosso medo à doença, ela fica sem ponto de apoio. Fica também sem nome, porque não tem natureza verdadeira.

Em vez de invocarmos temerosamente o nome da doença, pensando nela e falando a respeito dela, podemos invocar o nome de Cristo. Isto é, podemos nos identificar com a verdadeira natureza de Deus, que o homem, como semelhança divina, expressa. Tal identificação correta enaltece nossos esforços sinceros para seguirmos os ensinamentos e o exemplo de Jesus, em nossa vida diária.

Paulo disse a seus seguidores: “Tende em vós a mesma mente que houve também em Cristo Jesus.” (Filip.2; 5). Quando compreendemos que Deus é nossa Mente, assim como é nossa própria Vida, e O refletimos, nós também podemos curar a doença ou qualquer caso de desarmonia, porque sabemos que a discórdia não tem poder frente à verdade de que há um único poder, o Espírito divino.

A natureza espiritual de Cristo Jesus deu-lhe a capacidade para discernir o homem perfeito criado por Deus, em lugar do homem mortal, doente e desarmonioso. Jesus não se deixava impressionar pelos nomes das doenças para as quais lhe solicitavam cura, ainda que o padecimento viesse de muito tempo. Ia curando toda sorte de doenças e até ressuscitando mortos. Quer a doença tivesse um nome, quer não, era curada, pois representava a dessemelhança de Deus. Jesus sabia que não era verdadeira nem real.

Quando Pedro curou o homem coxo, à porta do templo, disse: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” Sabendo que fora o Cristo que havia curado o homem e não ele como mortal, Pedro explicou ao povo: “Pela fé em o nome de Jesus, esse mesmo nome fortaleceu a esse homem que agora vedes e reconheceis.” (Atos 3; 6). Naturalmente, referia-se ao nome, ou natureza, do Cristo, a Verdade, expressada na vida e no ministério de cura de Jesus.
Também nós podemos ser curados e tornar-nos melhores sanadores pela fé no Cristo. Fui curada à época do nascimento de meu filho. Dois meses antes da data em que o bebê era esperado, surgiu um grave problema físico e me levaram inconscientemente para o hospital onde eu deveria dar à luz. O médico que me atendeu, diagnosticou a doença como sendo uma infecção nos rins. Disse que nesses casos, apenas sobrevive um, a mãe ou a criança—e, às vezes, nenhum dos dois. Não me deram nenhum tratamento médico. Pela oração consagrada de uma praticista da Ciência Cristã, dentro de três dias dei à luz de maneira normal e harmoniosa, sem nenhuma consequência desagradável. Embora o nascimento tivesse sido prematuro, dentro de um ano o bebê tinha alcançado o estágio de crescimento normal para sua idade. É agora um rapaz forte que leva uma vida saudável e ativa. A Ciência Cristã anulara o veredicto das assim chamadas leis materiais.

Essas leis materiais estão sendo constantemente apresentadas a nós pelos meios de comunicação. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy afirma: “A imprensa propaga inconscientemente muita tristeza e doença entre a família humana. Fá-lo dando nome às doenças e publicando longas descrições que refletem nitidamente, no pensamento, imagens de doenças. Um nome novo dado a uma doença afeta o público, tal como um nome parisiense dado a um novo traje. Todos se apressam em possuí-lo.”

Como proteger-nos de cair presas dessas falsas imagens – a não ser que desliguemos a televisão ou o rádio? A maneira ensinada pela Ciência Cristã consiste na recusa a sermos hipnotizados pela crença de que o homem é um mortal, sujeito a crenças de dor de cabeça, artrite, resfriados e assim por diante. O homem é espiritual e não pode ser influenciado, impelido nem compelido a fazer qualquer coisa contrária à sua verdadeira natureza, como filho de Deus.

De igual modo, talvez possamos estar atentos para nos protegermos das crenças generalizadas, tais como tensão, envelhecimento ou condições físicas associadas ao clima. Poderia parecer que sempre há alguma doença “se espalhando”. Mas, por ser Deus, o bem, a causa única, Ele não cria a doença nem as condições para esta aparecer, tampouco torna o homem suscetível a ela.

Alguém poderá dizer: “Mas não consigo vencer o mal que me aflige. Talvez eu deva ir a um médico para pedir um diagnóstico, apenas para conhecer o nome da doença e assim saber o que devo combater.” Isso poderia parecer tentador, mas a Sra. Eddy deixou-nos esta advertência: “Um diagnóstico físico de moléstia – porque a mente mortal forçosamente é a causa da moléstia – tende a produzir a moléstia.” Mesmo não havendo um diagnóstico físico, o mantermos em mente o nome de uma doença propicia o aparecimento de quadros mentais e sintomas relacionados com a doença, o que torna a cura mais difícil. O nome de uma doença pode até evocar pensamentos e sentimentos desesperadores. Embora, às vezes, a atmosfera possa parecer cheia de prognósticos desanimadores, sempre temos o direito, baseados em uma identificação correta, de com decisão não nos deixarmos desanimar. A doença é curada quando o medo que a provoca e a sustenta, é destruído pela Verdade. O medo não faz parte da natureza de Deus. Logo, não faz parte de nossa verdadeira natureza, como reflexos de Deus.

Vários personagens bíblicos receberam um novo nome, como resultado de alguma experiência enaltecedora. E, no livro do Apocalipse, S. João registra a promessa divina: “Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca e sobre esta pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” (Apoc. 2; 17). Cada um de nós pode superar o que quer que não seja realmente verdadeiro a seu próprio respeito e receber um novo nome, ao acordar do falso sonho (o sonho de Adão) de vida na matéria. Então, contemplaremos o Cristo, a verdadeira natureza de Deus, e reconheceremos a perfeição do homem, como filho amado de Deus.

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A REALIDADE

A
R E A L I D A D E
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Dárcio
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Se o mundo conhecesse a Realidade absoluta, invisível, se soubesse da presença de um Deus todo-abrangente em constante atividade, veria o sumiço de seus problemas. Que são eles? Uma névoa que “oculta” a Onipresença perfeita! Se ela for desacreditada, pela aceitação incondicional da Verdade de que a Luz da Harmonia ocupa o espaço por inteiro, a REALIDADE será discernida aqui e agora; além disso, para o mundo, a ação do Infinito será vista como vida harmônica.

“Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” Sl. 90:2 ). Que é Deus? Onde Ele está agora? A Bíblia diz, em Isaías 64:4: ” (…) desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele  que nele espera”. Em outras palavras, os sentidos humanos não o estão deixando perceber a REALIDADE: DEUS EM VOCÊ!

Não há outra REALIDADE! Não há outra VERDADE! A citação acima, de SALMOS, diz outra vez: TU ÉS DEUS!  Desde quando? Desde “antes que se formassem a terra e o mundo”.  “Deus em ti” trabalha para aquele que nele espera”. Que significa isto? Que quando a mente humana se silencia, receptiva e em compasso de espera e reconhecimento, DEUS EM “TI” SE REVELA.

“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração” ( Sl. 90:1 ). Enquanto as supostas gerações humanas parecem estar existindo, nosso refúgio sempre tem sido Deus, nossa Consciência iluminada, nossa Identidade eterna. Nunca estivemos sendo algo “além de TI”, porquanto a Onipresença nunca deixou, por um instante sequer, de ser onipresente.

“Seja sobre nós a Graça do Senhor nosso Deus: confirma sobre nós as obras de nossas mãos, sim, confirma a obra de nossas mãos” ( Sl 90.17 ).  Onde parecia haver um ser humano, “DEUS EM TI” estava e está presente.  “Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a teus filhos, a tua Glória” (Sl. 90.16). O Filho glorificado é “Deus em TI”, a Presença do Eterno, que parecia estar ocupado por um “servo ilusório”, visto pela mente que também é ilusória: a mente humana. DEUS EM NÓS CONFIRMA A UNIDADE ORIGINÁRIA! DEUS EM NÓS CONFIRMA A OBRA DE NOSSAS MÃOS. NOSSAS MÃOS SÃO, PORTANTO, MÃOS DE DEUS!  ESTA É A REALIDADE!

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