Tudo existe , é um dos extremos.
Nada existe, é o outro extremo.
e seguir o Caminho do Meio.”
Buda
O Cristo, a Verdade, está tão ativo na consciência hoje, como estava quando João registrou a mensagem do Cristo no livro do Apocalipse:
“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo”. Com frequência lembro-me dessa carinhosa vizinha que apresentou a Ciência Cristã a uma família que, há quatro gerações, vem recebendo suas bênçãos abundantes. Admiro sua confiança no poder sanador de Deus. Mais do que tudo, porém, tenho gratidão pela oração expectante que, sem dúvida, antecedeu sua visita corajosa e abriu caminho para o coração receptivo que aguardava portas adentro.Quantas vezes nós também somos confrontados com o anseio clamoroso de nosso próximo, quer seja um vizinho que more em nossa rua, ou alguém que viva do outro lado do globo! Nosso coração, em silêncio, chega até lá. Queremos ajudar. No entanto, somente se vestirmos o manto do Cristo, ou seja, se vivermos as qualidades crísticas de compaixão, pureza e dedicação à espiritualidade, é que poderemos ter certeza da receptividade que abrirá a porta ao Cristo sanador.
Sem dúvida, é verdadeira a afirmação: “Precisas ser veraz, se a verdade queres ensinar./ Teu coração tem de extravasar, se o de outrem queres tocar.”
Como, então, podemos ser de substancial auxílio ao coração faminto que clama por ajuda? Os problemas da atualidade são de tal monta que o mero esforço humano parece desconcertantemente inadequado. Incorremos no risco de nos desgastar, sem ao menos tocar a superfície do problema.
Podemos, no entanto, nos sentir encorajados sabendo que há, na Ciência do Cristo, uma solução prática e eficaz para cada caso. Podemos estar certos de que a resposta para todos os males da humanidade é revelada pela Mente divina.
Por meio de nossa silenciosa comunhão com Deus, a única Mente, na doce quietude da oração que se dispõe a ouvir, o pensamento torna-se receptivo à Mente divina, ou seja, ao que é divinamente verdadeiro. Discernimos, então, a ideia espiritual de Deus, o Cristo, que demonstra a presença e o poder do bem para curar e abençoar.
Cultivemos, portanto, a confiança na quietude eloquente da oração. Precisamos estar atentos, porém, quanto à resistência à Verdade que tenta desviar nosso rumo com um anseio de fazer alguma coisa antes mesmo de estabelecer a oração, como base de nossos atos. A Ciência Cristã prova que a mera atividade humana, por si só, não realiza necessariamente muita coisa. A autodisciplina da oração põe em prática a superioridade da metafísica e prova que o ser é domínio e autoridade expressados. Regozijemo-nos por saber que nosso inato desejo de ajudar reflete o Amor divino, que é Deus.
Por exemplo, um comerciante que se dirige ao seu negócio, usualmente tem que fazer face a muitos problemas diferentes durante o dia: sempre há decisões a tomar e compromissos a cumprir, sempre há que tratar com os colegas e o público, que constantemente lhe fazem pedidos.
Talvez um de seus primeiros deveres seja o de cuidar da correspondência, o que lhe poderá tomar muito tempo ou ser um incômodo. Se, entretanto, antes de sair de casa, ou depois de chegar ao escritório, tomar uns poucos minutos para comungar com o seu ser interior e encontrar seu centro de paz, então, ao abrir a correspondência, será como se houvesse Algo dentro de si lendo-a e dando-lhe respostas a qualquer consulta, ou a solução para qualquer problema.
Quando compreendemos que Deus é também a atividade do negócio, todo o senso de apreensão é aliviado, porque então estaremos permitindo a esse Algo invisível operar e realizar tudo quanto for necessário. Jesus o chamava de “o Pai interior”, que realizava as obras. E se Deus, o Pai interior, é quem faz o trabalho, como poderemos ficar apreensivos com o nosso negócio? Se nos sentimos sobrecarregados e apreensivos, admitamos ou não, isto somente indica que estamos tentando assumir o que é da responsabilidade de Deus. “O governo está sobre os Seus ombros”; mas, se não o reconhecermos e não confiarmos nisso, então estaremos assumindo uma responsabilidade que não nos cabe.
Se assumíssemos em nosso negócio a atitude interna de um expectador , observando o desdobramento da atividade do Infinito Invisível, logo constataríamos o desenvolvimento de tudo quanto fosse necessário à sua complementação – como capital, se dele carecêssemos, como empregados, como fregueses, e, finalmente, como disponibilidade bancária para aquisição de mercadorias.
Em outras palavras, essa atividade seria completa, porque o preenchimento é próprio da natureza de Deus. Deus não cria um sistema telefônico sem que haja quem o utilize; Deus não cria automóveis sem criar o combustível com que se possa fazê-lo rodar. Deus não cria nenhuma atividade em nossa consciência, nem se torna responsável por nenhuma delas, sem a completar. Deus, a Consciência infinita, o Infinito Invisível, plenifica a Si mesmo manifestando-Se como atividade individual.
Nutro sincera ternura por ti e vejo-te além da aparência, como Deus te criou. Sei que és guiado pelo eterno amor do Cristo em tudo o que fazes. A luz do Cristo está agora mesmo ampliando a tua visão de vida e te abençoando continuamente. Procure ouvir a pequena e silenciosa voz que sempre indica o caminho.
Oro para que teu caminhar seja cada vez mais suave, para que possas elevar-te às alturas. Sei que “mãos” sublimes te conduzem e te ensinam a renúncia, a obediência e a fé. Que cresça em ti, fortemente, o anseio de conhecer Deus cada vez mais, somente Deus. Pois o nada querer, edifica a paz dos sentidos.
DEUS É O TODO! A Inteligência infinita Se expressando como Universo. Deus é o “Elenco completo”, que simultaneamente aparece como a totalidade de cada expressão individual dentro de Si mesmo. Contemple a Existência em termos de “elenco” e não de “personagens avulsos”. O “elenco” permanece completo, mesmo que no filme personagens nasçam, sofram mudanças ou morram. O filme é ficção! Pode apresentar qualquer tipo de encenação; entretanto, nenhuma delas é realidade, nenhuma dela tem “história verdadeira”. Nossa Vida é Deus! O que somos é o que Deus é! E Deus é eternidade, perfeição, imutabilidade e indivisibilidade!
Entretanto, para alcançar a verdadeira confiança em Deus, é necessário familiarizar-se com Ele e, assim, começar a compreender o seu poder. Sua sabedoria e especialmente Sua infinita ternura e amor para com cada um de nós, Seus filhos e filhas. Também podemos orar. A oração sincera faz com que nosso pensamento se espiritualize, adquira um conceito mais correto sobre Deus, o Espírito, e sobre o homem; isso por sua vez nos leva a abandonar gradualmente os pontos de vista limitados ou meramente pessoais e alcançar a ampla perspectiva do Espírito infinito, que abrange tudo.
A espiritualização do pensamento exige muito mais do que a mera repetição de petições ou de palavras. Exige a purificação da consciência. Em Provérbios lemos: “… como (o homem) imagina em sua alma, assim ele é”. Isso indica claramente que é necessário controlar o pensamento. Para isso, devemos eliminar a crença em tudo o que não vem de Deus ou é dessemelhante dEle, isto é, a crença na limitação, medo, hereditariedade física, catástrofe, enfermidade, terrorismo, pecado. Esse propósito é alcançado por meio de uma vigilância mental que rejeita as influências que não vêm de Deus.
Aquilo que pensamos a respeito de nós mesmos, do que nos cerca, de nosso país e do mundo, determina o que acontece conosco e o que ocorre em nosso mundo. A Sra. Eddy escreve em seu livro Unity of Good (A Unidade do Bem): “Tudo tem apenas a realidade que tu lhe dás, e não mais. Aquilo que vês, ouves, sentes, é uma forma de consciência e não pode ter outra realidade a não ser o conceito que dele guardas”.
Lembro-me que meu pai costumava dizer que para obter uma boa colheita, é necessário utilizar sementes da mais alta qualidade e plantá-las em terra bem arada. Posso confirmar que ele obteve colheitas maravilhosas seguindo seu próprio conselho! Perguntemo-nos: que tipo de semente estou plantando para colher bons frutos? Precisamos de pensamentos altruístas, benevolentes, sábios, inspirados, juntamente com outras qualidades inerentes à espiritualidade. Esses pensamentos são verdadeiramente substanciais porque sua fonte é o Espírito que, em contraposição à matéria, nunca se corrompe, nem é destruído ou alterado; nunca pode oscilar nem faltar. “O Espírito inteligente, a Alma, é substância, muito mais segura e sólida do que a matéria, pois esta é temporal, enquanto aquele é eterno, a essência e a expressão dos ser”, explica a Sra. Eddy em Miscellaneous Writings (Escritos Diversos).
Deus, a Mente, é o único Ego, o eterno Eu que tudo conhece, tudo faz e é ativo desde o princípio e por toda a eternidade. Aquilo de que necessitamos já está incluído na Mente e não é escasso, prejudicial ou inadequado. O alimento que Cristo Jesus deu à multidão faminta, tal como consta nos evangelhos, era apropriado para todos, sem exceção, independentemente de idade, sexo, clima ou condição social. Só havia uma pequena porção de pão e peixe, perceptível aos sentidos físicos, mas foi o suficiente para satisfazer o apetite de mais de cinco mil pessoas. E ainda restaram sete cestas cheias de alimento, muito mais do que parecia haver no início.
Deus, a Alma, satisfaz constantemente tudo o que Ele criou. Uma vez que Deus é infinito, a verdadeira satisfação é infinita e se evidencia de diferentes modos, tanto em suprimento necessário para alimentação e vestuário, como em amizade, emprego adequado, oportunidades para estudo, lar estável e até mesmo férias oportunas. Sabendo disso, podemos começar a libertar-nos do materialismo que sugere: “Você tem recursos insuficientes, pouca inteligência, atividade medíocre, pouco afeto”. Na verdade, isso é ignorância espiritual, ignorância acerca da imensa abundância de bem que incessantemente flui do Amor divino.
Podemos colher frutos abundantes, plantando sementes de pensamento espiritual numa consciência elevada, confiante e honesta. O arrependimento é vital nessa linha ascendente de correção e regeneração.
Será necessário, às vezes, fazer a nós mesmos algumas perguntas e, é claro, responder com o maior cuidado e sinceridade. Por exemplo: em que medida expresso integridade e respeito pelos outros, em minha vida diária? Quanta tolerância, caridade, perdão e justiça demonstro para com meu próximo? Eu permito que críticas mesquinhas, intolerância, sexualidade, violência controlem meu pensamento? Reconheço o valor genuíno dos outros e o meu próprio? Ou considero-me superior (ou inferior), tendo mais (ou menos) habilidade e mérito do que os demais?
As respostas honestas nos mostrarão que tipo de pensamento necessita ser reavaliado, que defeitos devem ser corrigidos, assim como quais virtudes e talentos devem ser desenvolvidos e cultivados como dádivas de Deus. A correção e o desenvolvimento surgem à proporção que aprendemos mais sobre nossa verdadeira natureza como Filhos de Deus, sempre sob o governo do Amor divino.
Cristo Jesus disse: “O reino de Deus está dentro em vós”. Isso significa que a riqueza que buscamos já está aqui, na consciência. O homem, como expressão da Mente, é suprido de todo o bem, agora. Nada lhe falta. O homem, a ideia de Deus, é—por reflexo—criativo, dinâmico, substancial, eternamente no momento da oportunidade infinita.
Agora podemos olhar e ver que nossa colheita não é limitada, nem são escassos nossos recursos. Podemos começar a compreender que a Vida dá de si em profusão, que a Alma preserva para sempre a harmonia e a beleza e que o Amor expressa amor sem falta, incluindo a todos. Verdadeiramente, cada um é abençoado de forma abundante, agora mesmo.
Marie S. Watts disse o seguinte:
“A Consciência que você é, é a própria Essência e Atividade de toda e qualquer Verdade que você contempla. Consciência realmente é Substância. A Consciência em contemplação é Substância em ação. E a Substância em ação é a própria Evidência da Verdade que você percebe.”Nem os antigos profetas nem Jesus viviam dessa maneira! Por quê? Porque ao dizerem: “O SENHOR MEU DEUS”, sabiam que estavam acessando a Onipotência, a Onipresença, a Onisciência em SI MESMOS! Não se viam escravos da “ilusão material”! Na consciência da própria divindade, desfrutavam a Eternidade perfeita!
Ao se referir ao ” Senhor TEU Deus”, saiba VOCÊ estar falando da FORÇA INFINITA que pulsa como SUA VIDA! Saiba que DEUS vive a Vida divina como a SUA! Saiba que “Céu” é exatamente onde VOCÊ agora está!
Porque Deus é Espírito! Porque Deus é Tudo! Porque Deus é VOCÊ!
Esta Essência, este EU REAL, é o “SENHOR TEU DEUS”!
A crença coletiva diz que somos mortais, seres humanos nascidos neste mundo. Esta é a ILUSÃO! Uma espécie de sonho que se faz passar por realidade. O universo real não é visível! Esta informação preciosíssima nos foi dada por Cristo: “O Reino de Deus não vem visivelmente; nem dirão: Ei-lo aqui! ou Ei-lo acolá! Porque o Reino de Deus está dentro de vós”. (Lucas:17: 20,21).
Para termos a “experiência” de sua veracidade, teremos de descartar conscientemente todas as “aparências visíveis” que, até então, vínhamos acreditando constituir o nosso mundo e o nosso ser. Nas palavras de Cristo, isso significa “vencer o mundo”.
“Tenho um só desejo quanto aos que estudam O Caminho Infinito, e quanto aos demais que estão na Senda espiritual: não que aceitem o que tenha sido a minha experiência em Deus e com Deus, mas que cada um, por si mesmo, experiencie Deus, conheça Deus, sinta Deus, ame e entenda Deus, e finalmente conscientize a Divindade.” (Joel S. Goldsmith) Esta é a meta de todos: repetir a fala de Cristo: “Aquele que me vê, vê o Pai”…”Eu e o Pai somos um”.
Esta identificação com a Verdade absoluta é para ser feita exatamente agora, com nossos olhos espirituais voltados à Essência perfeita que constitui nossa real identidade! O “Eu infinito”, perfeito e único, sempre esteve “conosco”, sendo o nosso ser real! Assumamos o Reino invisível! O nosso “eu perfeito” nunca virá visivelmente! Ele está “feito” dentro de nós! Esta é a revelação libertadora de Cristo!
Assumamos nosso Eu invisível! Assim estaremos, também, vivificando as seguintes palavras de Jesus:
III – FINAL
Não procures Deus por um lado e suprimento por outro, nem suprimento e Deus; sobretudo, nunca procures usar Deus como um meio para conseguires uma casa, companhia ou saúde, porque isto seria pretender fazer de Deus um servo. Ele nunca poderá ser isso. Jamais poderás servir-te de Deus, a Verdade; mas Deus, a Verdade, é que te pode usar. Deus, a Verdade, pode manifestar-se em ti e através de ti.
Deus não pode enviar saúde, não pode prover suprimento, não pode garantir segurança ou proteção, não pode dar nem mesmo sabedoria. Deus é tudo isso. Desistamos, pois, de pedir essas coisas ou quaisquer outras a Deus, mas tratemos de conseguir entrar em contato consciente com Deus, somente com Deus, conscientizando Sua presença. Então poderemos constatar que Deus se revela na vida prática, a tal ponto que, se estivéssemos numa floresta, e sem nenhum meio de conseguir alimento, como esteve Elias, os corvos no-lo trariam, ou, ao acordarmos, encontraríamos pão sendo cozido sobre pedras, sob nossas vistas; ou, ainda, se nos encontrássemos num deserto e sem alimento, como se viu Moisés, cairia maná do céu para nós. Aliás, nenhum destes jamais se interessou por outra coisa que não fosse a sua própria identificação consciente com a presença de Deus.
Apesar de todos os ensinamentos em contrário, Deus não dá suprimento, não envia suprimento, não traz suprimento a ninguém. Deus é suprimento. Quando sentimos a presença de Deus, estamos em posse de todo o suprimento que existe, porque não há outro além dessa Presença. A presença de Deus, que é o verdadeiro suprimento, é tudo o que devemos querer ou desejar, porque quando a sentimos, constatamos que todas as coisas estão nela inclusas. Não há Deus e suprimento: Deus é suprimento e, e quando temos Deus, temos suprimento ilimitado.
Jamais devemos crer que Deus conseguirá uma casa bonita e confortável para morarmos. Deus é nossa moradia. Não devemos desejar uma casa ou que Deus a obtenha para nós. Tudo o que devemos desejar é o próprio Deus. Constataremos que quando temos Deus, teremos onde morar, uma casa bonita, uma habitação prática e muito bem situada.
Se estamos tentando achar uma casa separada de Deus, ou tentando achar uma por meio de Deus, poderemos nos surpreender com a demora que se dará para consegui-la. Entretanto, quando abandonamos o desejo de um lar, ou de uma casa, e alimentamos unicamente o desejo de conhecer a Deus corretamente, nosso lar ou casa aparecerá automaticamente, porque Deus é a nossa moradia. Só existe um lugar onde deveríamos viver, que é em Deus. Devemos viver, nos mover e ter o nosso ser em Deus, deixando de desejar residir em lugares, casas, cidades ou povoações, mas enfocando nossa atenção numa única coisa:
Deus é minha habitação. Minha única necessidade é Deus – não um lugar onde morar, mas Deus. Quando tenho Deus, não só tenho onde morar, como também tenho tudo o que é necessário para montar uma casa e mantê-la.
Quem é “do mundo” acha normal e até um dever participar dos escândalos noticiados maciçamente pela mídia. Afina-se mentalmente com todos eles, se informando com detalhes de cada um, sem saber que, pela SINTONIA, se alinha com todos eles e se desalinha de Deus!
Este “mundo visível” não é a Realidade! Em I João 5: 19, lemos a revelação: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no maligno”. Que é o ” maligno”? A crença coletiva no bem e no mal!Paradoxalmente, quando “permanecemos em Deus”, o “bem” se manifesta claramente em nossas vidas e o “mal” entra em processo de autodestruição. O motivo? Nem o bem nem o mal são reais! Ambos são a crença coletiva em dois poderes! A ressurreição de Jesus e o suicídio de Judas simbolizam estas verdades! Repetindo, quando permanecemos em Deus, o “bem” se manifesta e o “mal” se autodestrói!
A “batalha” do filho de Deus não é no mundo, se enfronhando em meio a escândalos ou em meio a trevas de qualquer espécie! Esta atitude espiritual é, com frequência, rotulada de “escapismo” ou “omissão”. Porém, a “batalha real” é interior! Ela se dá em nossa consciência, pela aceitação incondicional de que “somos seres à imagem e semelhança de Deus”, de que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”, e de que as TRÊS FRASES abaixo, do SALMO 37, não foram escritas apenas para figurar em nossa Bíblia!
PORQUE CEDO SERÃO CEIFADOS COMO A ERVA E MURCHARÃO COMO VERDURA.
CONFIA NO SENHOR E FAZE O BEM; HABITARÁS NA TERRA E, VERDADEIRAMENTE, SERÁS ALIMENTADO.”
Durante suas meditações contemplativas, dirija integralmente a sua atenção a si mesmo, discernindo a Consciência absoluta manifesta como SUA VIDA. Serenamente, contemple esta Vida-essência Se expressando sozinha e livremente. “O CRISTO VIVE EM MIM!”. Pense assim! E permaneça na percepção do sentido absoluto desta frase. Não existe tempo! Neste AGORA, a Consciência iluminada onipresente está sendo a SUA CONSCIÊNCIA. Contemple DEUS sendo o CRISTO como VOCÊ! Entregue-se a esta contemplação, percebendo que sua Consciência de ser o Cristo é a própria evidência do Cristo como sua VIDA.
“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, também vos manifestareis com ele em glória.”
Colossenses 3:4
Nossa “proximidade com Deus” já está manifestada! Aqui, agora e eternamente! De que forma? Na forma de UNIDADE! “Eu e o Pai somos um!” Assim disse Cristo! Sendo Jesus Cristo “um” com Deus, que é a Vida Onipresente, esta frase revela o seu ensinamento transcendental de que, em Deus, “somos todos UM”, somos todos “O UM”.
O referencial da Verdade é o absoluto e não o do mundo visível! “Quem me vê, vê o Pai”, disse também Cristo. Não disse que “qualquer um” estaria vendo nele esta Unidade! “QUEM ME VÊ”, isto é, “QUEM TEM VISÃO ABSOLUTA, VENDO-ME, ESTARÁ VENDO O PRÓPRIO DEUS!” Este é o sentido!
E este é o enfoque absoluto! A mente humana, cega para a Verdade, não participa do processo! Há pessoas aceitando que, com a suposta morte física, aproximam-se mais de Deus! Impossível! Deus e nosso ser real são UM! E, conforme disse Cristo, “Deus é Deus de vivos e não de mortos”. Tudo é aqui; tudo é agora! Aceitar “morte física” é desconhecer por completo a premissa básica de que DEUS, A VIDA UNA, É TUDO! Enquanto alguém alimentar a falsidade de ter vida separada de Deus, a crença em nascimento e morte a iludirá!
O fato espiritual permanente é que DEUS E HOMEM SÃO UM! Esta nossa “proximidade” de Deus é, portanto, uma Realidade presente! Por que aparenta ser difícil aceitá-la? Porque a “mente humana” nada vê! Entendamos a importância da frase de Paulo: “Temos a mente de Cristo”. Tudo isso nos exige uma reavaliação de tudo! Exige a tomada de novas atitudes diante das Verdades reveladas! Resumindo: CONTEMPLAÇÕES RADICAIS!
As mentiras somem pelo conhecimento da Verdade! A Vida é Deus! Quando
despertamos para este fato, nos livramos da chamada “mente carnal”, ou mente
humana, enquanto, pela realização legítima, nos vemos como sempre somos e onde
sempre estamos! E é quando, pelo renascimento, descartamos todas as chamadas
“reflexões” da mente humana, para vivermos conscientemente a Verdade de que
“temos a mente de Cristo”, Verdade perene, intocável e eterna.
Um hipnotismo coletivo induz a todos a experienciar um “sonho” em lugar da Realidade! Notemos que a citação nos diz: “Deus no-las revelou pelo seu Espírito”. Em outras palavras, é AUTORREVELAÇÃO! Jamais a mente humana se santificará ou verá a Verdade! Ela é geradora das miragens! Entenda que a REALIDADE está nas “coisas que o olhos não viu”; assim, poderá descartar todas as aparências como NADA, enquanto, identificado com a Mente divina, VOCÊ reconhece estar SENDO a Verdade, VENDO a Verdade e Se AUTORREVELANDO como a Verdade! A Verdade é TUDO! Olhos humanos jamais viram o seu EU! Jamais o verão! Não existem “olhos humanos”; eles são a “trave” diante de sua Visão real, que é Deus em Autocontemplação, ou a ONIVISÃO!
O que estraga a vida de muitos, aparentemente falando, é o desconhecimento de que “basta a cada dia o seu mal”. Vemos gente interessadíssima em “profecias”, como se o Universo divino fosse esta ILUSÃO que muda a cada segundo! Mas o que Jesus nos ensina é a vivermos sempre ESTE AGORA, desprezando todas as aparências visíveis na certeza absoluta de que são, todas elas, meros quadros hipnóticos aceitos coletivamente pela mente humana, a suposta mente “carnal” fraudulenta que busca nos ocultar, com suas limitações, o verdadeiro e iluminado Universo divino sempre aqui presente!
A vida do agora não é vivermos uma crença cega em um Deus presente em “algum lugar”; tampouco é acreditarmos que o “agora” seja este limitado “hoje” que a mente humana nos apresenta como “mundo”. Viver o agora é perceber a Vida Única, Deus, Se manifestando em Sua Perfeição gloriosa como Seu Reino de Luz, em que sabemos que o que “já somos”, é o próprio Deus sendo Deus como nossa real identidade!
Faça este radical reconhecimento sempre “hoje”, e perceba a UNIDADE Pai-e-Filho; com esta permanente “sintonia” consciente com Deus em “cada dia”, o AGORA ETERNO se desdobrará continuamente como “cada amanhã que cuidará de si mesmo”.
(permanecer durante alguns minutos neste suave reconhecimento, ciente de que não existe matéria, e que tudo é Deus, tudo é Perfeição, tudo é Espírito.)
ESTOU A SALVO
Deus é minha força e meu escudo
Salmo 28:7