DEIXE A LUZ BRILHAR

DEIXE

A LUZ BRILHAR!

Dárcio

Quando Deus disse “Faça-se a Luz”, em Autorrevelação estava Se reconhecendo como cada um de nós. “A vida era a Luz dos homens”, diz a Bíblia (João 1:4.) A Luz desconhece trevas! Quando compreendemos a natureza de Deus como Luz impessoal, como a Luz onipresente nos homens, sem graduações, sem supostos graus de evolução, as trevas ou problemas começam a desaparecer…

Brilha UMA Luz! DEUS! Brilhando impessoalmente, Ela brilha COMO a Luz que VOCÊ JÁ É! Não limite a Luz! Não creia que Ela brilhe mais em Jesus Cristo, em Buda, do que em VOCÊ! Não creia que a Luz brilhe sem inteligência! ELA É DEUS! A Luz é onisciente; e, por ser impessoal e onipresente, garante a HARMONIA ABSOLUTA deste exato AGORA, “para quem tem olhos para ver”.

A Luz, sendo Deus, é o “Eu Sou” reconhecido em cada um. A melhora paulatina da vida humana, conseguida a duras penas e esforços pessoais, deve ser trocada pela “Graça” e pela “Verdade”. Que Verdade? “VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO”! Em síntese, esta é a Verdade contida na mensagem de todos os iluminados.

“E a Luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (João 1:5). Esta frase revela a Onipresença da Luz, não obstante deixe Ela de ser reconhecida por todos os homens em que  já está. Por que não houve esse reconhecimento? Porque “treva” é testemunho humano, é “ausência de Luz”, é o intelecto incompreendendo a Luz!

A Verdade revelada é a Verdade. Quando todos deixarem de lado os julgamentos humanos e finitos, limitados pelo também limitado alcance mental humano, a Luz revelará Sua ONIPRESENÇA!

DEIXE SUA LUZ BRILHAR! Isto não é teoria nem “poesia mística”! VOCÊ É A LUZ! Assuma sua atual UNIDADE COM DEUS! Desse modo, Sua Voz será a Voz de Deus! E, com a Voz de Deus aparecendo como o EU SOU que VOCÊ É, diga com autoridade: “FAÇA-SE A LUZ!”.

Há alguma “treva” à sua frente? Algum problema, alguma limitação, desarmonia.? Não se intimide! Você não é um ser humano enfrentando uma condição real! VOCÊ É A LUZ QUE BRILHA! Ao dizer “FAÇA-SE A LUZ”, pela percepção absoluta de que TUDO É DEUS, as trevas revelam sua nulidade. Mesmo que as aparências se mostrem temporariamente da mesma forma,  serão como árvores cujas raízes já foram arrancadas: mesmo que ainda exibam suas folhas verdes, logo estarão extintas.

A Verdade não luta contra crenças do mundo. A VERDADE É A LUZ DO MUNDO! Cristo disse “Eu sou a Verdade”. Segui-lo é repetir SUA percepção; é “deixar sua Luz brilhar”; é declarar convictamente “FAÇA-SE A LUZ”, sempre que surgir alguma “treva” pretendendo se fazer passar por realidade.

“LEVANTA-TE, RECEBE A LUZ, PORQUE CHEGOU A TUA LUZ, E A GLÓRIA DO SENHOR NASCEU SOBRE TI.”

(Isaías 60:1)

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SEU ESPÍRITO É O ESPÍRITO DE DEUS

SEU ESPÍRITO

É O ESPÍRITO DE DEUS
Dárcio

Perceber sua unidade com Deus é contemplar a Verdade de que o Espírito de Deus é o Espírito que você é! As teologias dualistas jamais foram a base de revelação divina! Quando Cristo disse “Eu e o Pai somos um”, ou quando Paulo disse “Glorificai a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”, explicavam a Presença única constituindo o “nosso ser”.

“Ao lado de MIM, não terás outro”- esta é a Verdade Absoluta! Inexiste “outro” para que você possa ter! Contemplar esta Verdade é anular a crença falsa dualista, inclusive, e principalmente, onde ela envolve a “oração”. O costume errôneo de alguém “orar a Deus” acaba se tornando prática do dualismo! Não há Deus e você! O Espírito de Deus, sendo o Espírito de Deus, é VOCÊ! Nada mais! Esta é a UNIDADE a ser contemplada! O Verbo é um só! A Vida é uma só! O Espírito é um só! Buscar esta Verdade de “todo coração” significa não admitir resquício algum de dualidade! Por isso as “contemplações absolutas” constituem o “orar e vigiar sem cessar”. Atento à percepção da Verdade eterna, VOCÊ livremente discerne o Infinito Perfeito sendo VOCÊ; sendo a “sua” totalidade, sendo TUDO QUE VOCÊ, como expressão do Pai, já É.

O UM É UM E AQUI ESTÁ PRESENTE COMO VOCÊ! O “SEU” ESPÍRITO É PURAMENTE O ESPÍRITO DE DEUS! LOGO, NEM É “SEU”, MAS SIMPLESMENTE É!

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POR QUE PROBLEMAS PARECEM EXISTIR?

POR QUE PROBLEMAS PARECEM EXISTIR?

Marie S. Watts

Por que problemas e anormalidades parecem existir, ou estar manifestados? O problema sempre é não-existente. De si mesmo, é mera ausência. Jamais poderia ser uma evidência ou manifestação da Existência. Jamais poderia haver percepção de um problema. Logo, nunca um problema pode estar manifestado. É impossível haver consciência de algo inexistente ou ausente. E, sem nenhuma consciência de problema, problema algum pode estar existindo. Assim, para a Consciência que você é, absoluta, constante e eterna, a imperfeição ou anormalidade sequer pode aparentar ser real. Você não pode estar consciente de forma a ter consciência de uma inexistência. Você não pode estar consciente de forma a perceber a manifestação de uma inexistência. Logo, você não pode estar consciente sequer de qualquer aparência de imperfeição ou anormalidade.

Jamais você está consciente de um problema ou anormalidade. Para que estivesse consciente de algo que não existe, como um problema, você teria de estar sendo aquele problema. DE MODO IDÊNTICO, SE DEUS ESTIVESSE CONSCIENTE DE UMA IMPERFEIÇÃO, DEUS TERIA DE SER AQUELA IMPERFEIÇÃO. Em qualquer caso de consciência de anormalidade, isto implicaria que a própria consciência fosse a desarmonia inexistente em questão. DESSE MODO, VOCÊ, O VOCÊ ETERNO, PERENE, COMPLETO, IMUTÁVEL E PERFEITO, SERIA INEXISTENTE!

Sei que estas declarações exigirão estudo e contemplação. Mas também sei que A CONSCIÊNCIA SEMPRE-PRESENTE, QUE VOCÊ É, ENTENDERÁ PLENAMENTE O PROFUNDO SIGNIFICADO QUE ELAS ENCERRAM.

Qualquer imperfeição implicaria algo incompleto. Qualquer imperfeição implicaria uma Consciência incompleta, ou discernimento de algo incompleto; um aparente discernimento de que a própria COMPLETEZA não é infinita nem constante. MAS A COMPLETEZA É UMA VERDADE CONSTANTE, UM FATO DE NATUREZA ONIPRESENTE.

Suponha que seus cabelos parecessem estar caindo ou em vias de desaparecer; ou que seus dentes parecessem estar apodrecendo ou sendo extraídos. Jamais aquilo indicaria ou evidenciaria o estrago de um dente. Se um dente pudesse apodrecer, necessariamente chegaríamos a uma condição de incompleteza. Pareceríamos inclusive estar num processo de autodestruição ou extinção. ISTO É IMPOSSÍVEL! A INTELIGÊNCIA NÃO DESTRÓI A SI MESMA! Um dente perdido significaria algo incompleto. A falta de um simples fio de cabelo indicaria a mesma coisa. A Bíblia diz que “cada fio de cabelo está contado”. Jamais há um dente a mais ou a menos; jamais há um fio de cabelo a mais ou a menos. Jamais ocorre a revelação ou evidência da perda de um dente ou de um fio de cabelo.A AUSÊNCIA DE ALGO IMPLICARIA NÃO-EXISTÊNCIA. É impossível haver evidência de uma ausência, ou a ausência de Substância, Forma e Atividade. O que se mostra como incompleto é somente nossa aparente PERCEPÇÃO INCOMPLETA DE TODA SUBSTÂNCIA, FORMA E ATIVIDADE. Ou, também, uma aparente percepção incompleta da Natureza eterna e imutável de toda Substância na Forma.

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UM É O SEU CURADOR

UM

É O SEU CURADOR

Lowell Fillmore

Lembre-se de que existem geralmente três métodos possíveis para tratar-se de qualquer questão. Dois desses métodos são extremos, enquanto que o terceiro é um método que se situa a meio caminho entre os dois primeiros.

“Qual será a minha atitude relativamente a médicos e remédios materiais, desde que eu confio em Deus para minha saúde?” Esta é uma questão que frequentemente deixa embaraçado o estudante da Verdade. Cada pessoa tem a escolher entre as três respostas.

Algumas pessoas adotaram um ponto de vista extremo: pensam que os médicos se opõem diretamente aos métodos divinos, e que eles, juntamente com todos os seus recursos, devem ser evitados. Outros se inclinam a adotar o extremo oposto, considerando os médicos como oniscientes e quase superumanos em sua capacidade de curar qualquer enfermidade. Tais pessoas correm aos médicos por causa da mínima dor e do menor mal.

Nenhum desses pontos de vista é sábio ou satisfatório. A atitude do estudante da Verdade relativamente à profissão médica deveria ser bastante diferente das duas acima mencionadas.

Um estudante da Verdade deveria compreender que a cura divina emprega um sistema bastante diferente daquele que é empregado por todas as escolas de medicina. Cada uma tem seus métodos especiais. A ciência médica emprega drogas, soros, luzes, instrumentos e utensílios, enquanto que a cura divina utiliza o pensamento correto e a fé em Deus. O cristão metafísico depende diretamente de Deus para a cura, enquanto que o médico depende de Deus indiretamente. Cada escola tem o seu próprio método. Não deveria haver animosidade entre as escolas, mas um paciente que se mostra receptivo relativamente à cura espiritual deveria fortalecer a sua fé na força curadora de Deus, mediante a sua dependência dEle.

Não deveria haver condenação na mente do estudante da Verdade em relação aos médicos ou seus métodos. Tampouco devemos criticar o estudante que chama um médico em seu auxílio, ainda que em seu próprio benefício, se em qualquer momento considera necessário recorrer a um médico.

Mas aquele que deseja a cura divina deve fixar firmemente a sua fé em Deus como a fonte única de saúde. Não deve vacilar. Não deve dividir sai atenção entre os dois métodos. Quando uma pessoa se capacita claramente de que a sua vida provém de Deus, ela dependerá de Deus e sentirá não ser necessário depender de qualquer outro meio de cura.

A fé é uma força tão poderosa para o homem que, quando ele aceita Deus como o agente curador, disso resultarão os assim chamados milagres. Jesus Cristo, o grande curador, prometeu que as nossas orações seriam respondidas na medida de nossa fé. Embora um estudante da Verdade deva ter um sentimento bondoso para com os médicos em todas as ocasiões, não deverá dividir a sua fé entre Deus e os médicos.

Agradecemos pelo fato de existirem tantos médicos, cirurgiões e enfermeiras, eficientes e capazes, pois o mundo precisa deles. Aqueles que ainda não são bastante fortes para confiar em Deus, devem recorrer a eles.

Estou certo de que todos os médicos admitem que eles não realizam a cura, mas que as forças invisíveis da natureza fazem o trabalho. O trabalho do médico é ajudar a eclosão de condições favoráveis, para que aquelas forças operem da melhor forma. Uma pessoa submetida a cuidados médicos pode receber auxílio da oração. Esta verdade é comprovada todos os dias. Frequentemente a mão de um cirurgião é guiada pela oração; mas se nós, que conhecemos a Verdade, continuarmos a depender dos meios materiais para nossa cura, como poderemos desenvolver a nossa fé e cultivar o poder curador que está dentro de nós mesmos? Para fortificar a nossa fé, devemos começar a confiar nela e a empregar o poder do Espírito que está em nós. As possibilidades de cura espiritual são maiores do que qualquer outro método, pois para Deus todas as coisas são perfeitamente possíveis.

Se a mãe não deixasse o seu filhinho andar, temendo ser demasiado difícil para o pequenino controlar os seus pés, no que dela dependesse a criança nunca aprenderia a andar. Se continuarmos a proteger nossa fé contra o seu uso efetivo, substituindo-a por remédios materiais, como havemos de torná-la forte para servir-nos?

Já que a vida de Deus é manifesta em todas as coisas vivas e os efeitos da sabedoria de Deus podem ser vistos em todas as mãos que dirigem as maravilhas da natureza, as estações e o curso das estrelas, não há razão para que não tenhamos uma fé implícita em Deus, que nos criou, para manter-nos em boas condições.

Um homem que tem fé pode suportar muito maiores sofrimentos que outro que não a tenha. Certa história de jornal conta que um grupo de homens estava perdido na floresta. Um deles não tinha fé, e morreu. Os outros tinham, resistiram e retornaram à civilização. A pessoa que tem fé acha fácil conservar o sangue-frio durante grandes catástrofes. A fé é um dos poderes graças aos quais o homem é capaz de cooperar com Deus.

De acordo com a medida de nossa fé, o poder divino de cura se torna ativo em nós. Aquele que divide a sua fé entre os remédios materiais e Deus, duvidando da capacidade do poder curador de Deus, não pode esperar receber os bons resultados que uma fé unificada e despertada poderia trazer.

O medo e a dúvida são, ambos, inimigos da saúde. Devemos ser destemidos a ponto mesmo de não nos assustar com o diagnóstico (ou o tratamento) de algum médico ou cirurgião. Devemos cultivar uma fé tão permanente que, mesmo a idéia de ser internado em algum hospital não nos possa alarmar nem abalar nossa fé em Deus, que continua sendo o Curador supremo trabalhando dentro de nós, a fim de restaurar em nosso corpo a perfeição ou a integralidade. Assim, a nossa fé, mantida livre de dúvida, confusão ou pânico, trabalha com o poder de Deus, para produzir a cura perfeita, para nós ou para outros.

Não devemos recear o médico nem aceitar como definitivo um diagnóstico desencorajador. Devemos capacitar-nos de que existe Alguém que é maior que qualquer remédio material, de Quem dizemos: “Ele está mais próximo que a respiração, e mais perto de nós que as mãos e pés”, e para Quem tudo é possível. Alguém operou curas maravilhosas através de Jesus Cristo há dois mil anos. Jesus deu testemunho de que era o Pai nEle, Quem fazia a obra. Na Oração do Pai-Nosso, Jesus referiu-se a Ele como sendo “nosso Pai”. Desde que Ele é nosso Pai, está Ele em cada um de nós, pronto a curar-nos e a abençoar-nos quando O evocarmos.

Milhares são curados todos os anos pelo poder da oração. Milhares de testemunhos não solicitados afluem à Unity, todos os anos, louvando a Deus pelas curas recebidas através desse poder divino. Assim sendo, sabemos que é um fato o poder curador de Deus. Quando pedimos a cura, Deus está pronto a curar, mas devemos tornar nossas condições mentais tão receptivas que Ele nos possa alcançar. Lembrem-se de como a fé perfeita curou a mulher que apenas tocou na fímbria das vestes de Jesus.

A preocupação, a avidez, a cólera, a tristeza e demais perturbações emocionais impedem o poder divino de executar perfeitamente o seu trabalho em nós. Devemos aprender a ser pacíficos, serenos e obedientes ao Espírito em nós. Devemos ser pacientes, e livres de tensão. Devemos ter fé.

As curas desempenharam papel importante no ministério de Jesus. Seus discípulos também operaram curas. Sem dúvida, os membros da igreja primitiva confiavam em Deus para suas curas. À medida que os anos foram passando, a fé original foi sendo ignorada, até chegar-se a ponto de pensar-se que a cura se referia à alma e não ao corpo. A fim de desculpar a sua falta de fé, alguns cristãos disseram que Cristo apenas operava curas para provar que Ele era Filho de Deus. Mas, segundo Mateus, Jesus disse: “Curai os enfermos”, e em Lucas encontramos as seguintes palavras: “Mandou-os perante Sua face… para curar os enfermos”. Jesus Cristo e Seu ministério de curas permanecem os mesmos, ontem, hoje e sempre.

Operam-se em nossos dias curas extraordinárias. São frequentemente designadas por milagres. Mas não são milagres, no verdadeiro sentido da palavra, porque são realizadas de acordo com a lei: uma lei mais alta que as conhecidas leis da natureza.

O verdadeiro poder de cura pertence a Deus. Todos os outros métodos não passam de remendos, quando comparados ao Seu verdadeiro poder de cura. Quando um hábil cirurgião encana um osso, nada mais pode fazer. Tem de esperar que as forças vitais do corpo soltem os fragmentos do osso. Se essas forças vitais não funcionarem adequadamente, pouco há que ele possa fazer para restaurar a integralidade do osso.

Abençoem os médicos. Abençoem os hospitais. Abençoem os remédios e cooperem, pela oração, com aqueles cuja fé não é bastante forte para confiarem inteiramente em Deus. Mas nós instamos junto a todo estudante da Verdade que fortaleça sua fé, cultive o verdadeiro poder curador que está nele e assim possa ser salvo, de corpo e alma, pelo Cristo que habita nele: não apenas salvo depois da morte, mas salvo do erro e da doença, salvo em perfeita saúde e vida eterna, aqui e agora, na terra.

SUGESTÃO

PARA MEDITAÇÃO DIÁRIA

“Com Deus tudo é possível”. Deus em mim é onipotente para curar, para salvar e para abençoar. O poder curador do Espírito de Deus está nesse momento renovando e harmonizando todas as partes de meu corpo e eu estou sendo curado. Abençôo a vida e a substância deste corpo, porque pertence a Deus. Minha fé está firme em Deus, o curador onipresente. Meu corpo é o templo puro, sagrado, perfeito do Deus vivo.

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“VOLTANDO PARA O PAI”

“VOLTANDO PARA O PAI”

Dárcio

Em João 16:28, lemos “Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai.” Pratiquemos o SILÊNCIO percebendo, em quietude, que somente aparentemente deixamos o Pai para vir ao mundo. Reconheçamos que, por Deus ser ESPÍRITO ONIPRESENTE, este mundo material é ilusório, simples imagem na mente humana, ou seja, JAMAIS SAÍMOS do Pai verdadeiramente. Esta percepção completa o sentido da parte final da citação da abertura, ou seja, DEIXAMOS OUTRA VEZ O MUNDO (a crença), E VAMOS CONSCIENTEMENTE PARA O PAI. O sentido absoluto é que jamais “entramos” ou “saímos” do chamado mundo material, pois este suposto mundo é uma imagem hipnótica na mente humana, e nunca uma realidade manifestada externamente. Sempre estivemos, estamos e estaremos EM DEUS—na Onipresença imutável perfeita–, uma vez que “O MESMO PAI NOS AMA”.

“Disseram-lhe os seus discípulos: Eis que agora falas abertamente, e não dizes parábola alguma. Agora conhecemos que sabes tudo, e não há mister de que alguém te interrogue. Por isso cremos que saíste de Deus.”( João 16 : 29-30 )

A nossa identificação com a Verdade revelada, de que estamos AGORA em Deus, e Deus em NÓS, faz com que nos identifiquemos com a ONISCIÊNCIA. Em outras palavras, “agora conhecemos que sabes tudo”, ou seja, a Mente divina é percebida como a única Mente do Cristo—e a Mente única de todos nós. “Não há mister de que alguém te interrogue”!

“Respondeu-lhes Jesus: credes agora? Eis que chega a hora, e já aproxima, em que vós sereis dispersos cada um para sua parte (a posição espiritual de cada um na Onipresença ), e me deixareis só (a UNIDADE), porque o Pai está comigo.” ( João 16: 31-32 )

Cada um que deixa a noção errônea (ou a ilusão) de que é um ser humano, perde juntamente a crença falsa de separatividade; é quando percebe sua originária e indissolúvel UNIDADE COM DEUS.

“Tenho vos dito isto, para que EM MIM TENHAIS PAZ; no mundo tereis aflições, MAS TENDE BOM ÂNIMO, EU VENCI O MUNDO.” ( João 16:33 ).

Ninguém consegue ter paz e aflições ao mesmo tempo. Como dissemos, o mundo visto pela mente humana é ilusório : ESTAMOS EM DEUS. DEUS É O SER ÚNICO ONIPRESENTE, é o único MIM. Cada um, na Prática do Silêncio, deve se enquadrar no sentido absoluto desta Verdade:

“EU, EM MIM, TENHO PAZ!

Esta Verdade é prática? Sim! Ela revela o UNIVERSO DA REALIDADE, a ESSÊNCIA ABSOLUTA, em que “vivemos, nos movimentamos e existimos”, como disse Paulo em Atos 17:28. TUDO JÁ ESTÁ ACONTECENDO AGORA! O TEMPO NÃO EXISTE! PASSE A AGIR ACREDITANDO QUE O MELHOR JÁ ESTÁ ACONTECENDO! AJA ASSIM, POIS ESTA É A VERDADE ABSOLUTA! Somente a Oniação é Realidade!

“Ter bom ânimo” significa aceitar, reconhecer, em quietude e silêncio, que a Verdade já é esta exatamente aqui e agora! Este RECONHECIMENTO desmascara o suposto mundo da matéria, com todas as suas chamadas aflições.

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“SE VOS AMARDES UNS AOS OUTROS”

“SE VOS AMARDES UNS AOS OUTROS”

Dárcio

O conceito fictício que a mente humana faz do amor é o que acaba atrapalhando toda a sua real manifestação. Para a mente humana, amar é fazer feliz a pessoa de quem ela gosta, e enquanto durar este gostar! Desse modo, amar é encarado como consequência de um gostar pessoal. Logicamente, isso nunca foi amor nenhum, mas, a mente humana detesta admitir isso!

Jesus disse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Este estado de espírito é divino e não humano! Amar é cada um primeiramente se vendo em unidade com Deus, onde discerne sua comunhão com todos os seres! Enquanto este discernimento de que somos a Vida una em expressão não se der, o que teremos, em termos de “amarmos uns aos outros”, será um conceito e não o puro amor.

O amor verdadeiro destrói o falso e interesseiro “amor humano”. Deus é Amor onipresente e está, em vista disso, sendo a ação individual de todos nós. Portanto, o “amor incondicional” que flui em nosso dia a dia, em que acima das aparências, recordamos ser a vida divina o que se mostra aparentemente como familiares, vizinhos, profissionais de que necessitemos, como taxistas, motoristas, ou animais e plantas, enfim, o que se mostra “vivo”, este, sim, é o “amor verdadeiro”.

Sair às ruas com medo de assaltantes, medo de ser lesado em compras ou negócios, medo de ser traído, de não ter “seu amor” reconhecido, retribuído ou correspondido, é o exemplo maior da vida ilusória de uma pessoa também iludida! Para “nos amarmos uns aos outros”, um pré-requisito nos será requerido: a consciência de que DEUS É TUDO, quando, então, seremos Deus expressando AMOR INCONDICIONAL, sem julgamentos segundo as “aparências”.

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não há nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”

(I João 2: 15-17).

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DEUS É MENTE INFINITA

Deus

é Mente Infinita!

Dárcio

Deus é Mente Única! Deus é Mente onipresente! Deus é Mente onipotente! Deus é Mente Oniativa! Deus é Mente onisciente! Qualquer outra mente é inexistente! Qualquer outra mente é ilusão! Qualquer outra mente é vazia, estando em seu lugar, já presente, a amorosa e eterna Mente única!

Qual é a sua Mente? A de Deus! Qual é a minha Mente? A de Deus! Percebamos nossa UNIDADE! Percebamos esta VERDADE! Assim, o Bem Absoluto é discernido naturalmente, quando a suposta mente humana (e seus quadros de bem e mal) simplesmente é vista como aquilo que sempre foi: puríssimo “nada”.

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RADICALISMO NÃO É FANATISMO

RADICALISMO

NÃO É FANATISMO

Dárcio

O estudo da Verdade exige total atenção e dedicação. “Orar e vigiar sem cessar” são as recomendações de quem pôde discernir a totalidade do Espírito divino e a nulidade do suposto mundo material. Este radicalismo exigido nada tem a ver com fanatismo! Fanatismo é alguém, dentre inúmeras coisas que julga serem existentes, ficar com a mente obsessivamente presa a alguma delas, enquanto radicalismo é a alguém preso à ÚNICA presença real, ciente de que sair dali, seria dar crédito ao que é NADA!

Deus é TUDO!Quando Jesus explicava que “não podemos servir a dois senhores”, falava do radicalismo iluminado! A mente totalmente consciente do que é REALIDADE! E, quando alguém, nesta ilusão de mundo, acha que este radicalismo é fanatismo, mostra-nos, em seu julgamento pela aparências, o que de fato é fanatismo: a pessoa acreditar erroneamente que há Espírito e matéria, e, em vista disso, ficar presa à “matéria”, que é inexistente.

No radicalismo, vemos Deus em TUDO! No fanatismo, vemos a ILUSÃO: um suposto ser na matéria vendo outro também na matéria, e ele se achando “normal” enquanto julga o “outro” como fanático! Por quê? Porque a ILUSÃO é a crença de que DEUS NÃO SEJA TUDO! MAS DEUS É TUDO! Desse modo, quem não adota o radicalismo, apenas é vítima de ilusionismo!

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RENUNCIANDO AO HOMEM MATERIAL

RENUNCIANDO

AO HOMEM MATERIAL

Dárcio

Renunciar a tudo o que constitui o assim-chamado homem material, reconhecer e conseguir expressar sua identidade espiritual como Filho de Deus, é a Ciência que abre as próprias comportas do céu, de onde o bem flui por todos os caminhos do ser, purificando os mortais de toda impureza, destruindo todo o sofrimento e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança.

Mary Baker Eddy

Quando Cristo disse: “a casa dividida não subsiste”, “não podeis servir a dois senhores”, estabelecia o “preço da glória”.

Há um Reino eterno e perfeito disponível a todos nós. Nele já estamos, exatamente agora, pois Deus é Onipresença. Se fizermos o que Mary Baker Eddy diz acima, renunciando a tudo o que constitui o homem material, estaremos, na verdade, lançando fora a ilusão fraudulenta de existência e descartando a ilusória mente carnal que, hipnoticamente, parece nos ocultar a Realidade perfeita.

Esta renúncia não é mera aceitação intelectual, mas um trabalho interior de soltura de crenças e admissão incondicional do fato de que “temos a Mente de Cristo. Não há receitas a seguir, neste processo de renúncia. Contudo, quem estiver disposto a dar seus passos nessa direção, será dirigido por Deus em seu “renascimento”. Contamos com alguns princípios de apoio inicial, fartamente expostos em textos metafísicos; entretanto, o mais útil será ficarmos em quietude e silêncio, deixando que a Mente de Cristo Se revele em nós como a totalidade de nossa mente atual. Ao mesmo tempo, abandonamos nossa associação com a mente humana e seus pensamentos. Daí a chave dada por Mary Baker Eddy:

(1) renunciar a tudo o que constitui o assim-chamado homem material (mente carnal);

(2) reconhecer sua identidade espiritual como Filho de Deus (Mente de Cristo).

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"JÁ DESDE AGORA O CONHECEIS"

“JÁ DESDE

AGORA O CONHECEIS”

Dárcio

Quem estuda a Verdade Absoluta não precisa se prender a religiões, seitas, movimentos ou autores. Desde que algum ensinamento exclua o dualismo, ou seja, a aceitação de algo além de Deus está existindo, ele merece ser lido e conhecido.

“As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.” (João 14:10). Esta frase contém duas vezes a palavra “mim”. Jesus separava o “eu pessoal” do “Eu Sou Universal”. “Se vós me conhecêsseis a Mim, conheceríeis a meu Pai (…) quem me vê a Mim, vê o Pai”. Disse ainda: “E JÁ, DESDE AGORA, O CONHECEIS E O TENDES VISTO”. (João 14:7-9) “JÁ, DESDE AGORA”… eis a Verdade Absoluta!

Esta passagem revela a Presença única de Deus. Já desde agora estamos conscientes de que somos esta Presença divina. Não existe Verdade pessoal; toda Verdade é universal.

Aparentemente as pessoas aceitam a existência de um universo divino e de um mundo humano ou material. Isto porque a suposta percepção humana não alcança a Realidade, considera-a oculta ou transcendental, e rotula de existente este conceito finito que, para ela, é visível. Pelo mesmo motivo, sempre vemos alguém a dizer: “Não adianta eu meditar e reconhecer que Deus é a totalidade do meu ser, pois, não consigo deixar de me ver também como ser humano”. Porém, Jesus explica claramente a maneira de encararmos esta situação. A dualidade não existe! Tanto aqueles que o ouviam (se vós me conhecêsseis) quanto o seu suposto a “eu” que falava (a palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo), são ilusão. Deus é o Eu único, a Realidade única. “O pai, que está em mim, é quem faz a obras”, e, “ desde agora O CONHECEIS”.

Há aqui uma notável separação entre a Realidade e a “aparência”. Quem vê o sol através de um vidro fosco, ciente de que o “sol único” é o luminoso, sabe que não existem “dois”, mas tão somente o sol único. Este é o ponto a ser notado! O “sol fosco” e o “sol luminoso” são o MESMO! É assim que VOCÊ vê a SI MESMO como LUZ!

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A SIMPLICIDADE DA REVELAÇÃO

A SIMPLICIDADE DA REVELAÇÃO

Dárcio

A Verdade revelada é a coisa mais simples que há: diz que DEUS É TUDO, E FORA DE DEUS NADA EXISTE! Chegando à mente humana, começam as divagações intelectuais e as complicações: Como pode ser? E os problemas? Você ficou maluco? Não está vendo as coisas horrorosas de hoje em dia? A simplicidade da revelação continua: DEUS É TUDO, E FORA DE DEUS NADA EXISTE! Mas, a mente continua: Tem certeza? E esta Verdade me ajudará? Acabará com meus problemas? Serei beneficiado por ela? Não será puro escapismo? Como “eu farei” para conscientizar isso? Existe alguma “fórmula”? E a simplicidade permanece: DEUS É TUDO, E FORA DE DEUS NADA EXISTE!

DEUS É TUDO; FORA DE DEUS NADA EXISTE! SIMPLES! REVELADO! FALTA O QUÊ? O CORAÇÃO DE CRIANÇA! AQUELE CORAÇÃO QUE VÊ A IRREALIDADE DO SONHO, QUE VÊ A REALIDADE SUPERIOR AO MELHOR DOS SONHOS, O CORAÇÃO QUE SIMPLESMENTE VÊ!

“Eu sou o Senhor, e não haverá outro: fora de MIM não há Deus: Eu te cingi a espada, e tu não me conheceste”

ISAÍAS 45:5

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SETE PRINCÍPIOS DE PROSPERIDADE

SETE

PRINCÍPIOS

DE

PROSPERIDADE

Edmundo Teixeira

Deus é suprimento abundante, inesgotável, contínuo, acessível e perfeito. A carência, em qualquer área da vida, não faz parte de Sua obra; não passa de resultado da maneira errada de os homens encarem e aplicarem os recursos dados por Deus para seu desenvolvimento e felicidade. Analisemos as sete leis sobre a prosperidade:

l. Lei de multiplicação

Em Eclesiastes encontramos que “o pão lançado à água é o que nos retorna” —naturalmente crescido. Na parábola do semeador vemos que uma semente pode produzir 30, 50 e até 100, dependendo da fertilidade de nosso solo interior, ou seja, nossa confiança, busca e vivência da Verdade. Esta lei representa o amor que Deus nos tem, fazendo com que uma semente plantada produza muitas outras e ainda frutos.

2. Lei da atração dos semelhantes

“Podemos colher uvas de espinheiros e figos de abrolhos?” “Pelo fruto se conhece a árvore”.Muita gente que se tem por inteligente não sabe porque está colhendo espinho. E mais: pela lei da multiplicação, se plantarmos ódio, colheremos 100. Não é culpa da lei: ela foi feita para a felicidade dos homens, que deveriam expressar amor. Se os homens aprenderem a utilizar esta lei, como Cristo ensinou há dois mil anos, ela irá beneficiá-los.

3. Equilíbrio de Vida

“Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. César simboliza o plano material e Deus o espiritual. O homem é Espírito, e tem como reflexo um corpo de aparência material. A vida equilibrada cuida do corpo e da Alma. O exagero em qualquer dos lados é a imagem do manco, trazida nos Evangelhos. A maioria dá ordem de preferência, em seu tempo e gastos, às aparências, aos prazeres, às comidas, ao conforto, pondo em último lugar, quando sobra, as orações, as meditações e a caridade, numa inversão ao que foi ensinado pelo Cristo: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus… e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo”. Trata-se de amar e cultivar a natureza real e espiritual, que é a base do êxito material.

4. Fiel administração

“Bem fizeste, bom e fiel servo. Foste fiel no pouco, sobre muito te colocarei”.Em vez de reclamarmos do pouco que temos, procuremos fermentá-lo pela aplicação correta. Pela gratidão o pouco se converte em muito. Abençoe o que lhe parece pouco e ele crescerá. Na parábola dos talentos, aquele que enterrou o talento por medo de perdê-lo, foi considerado mau servo. Que faz você da inteligência, saúde, amor, dinheiro, prestígio e fama que desfruta? Acha que são seus? E daqui a cem anos de quem serão? Saiba fazer bom uso de tudo isso!

5. Concentre-se no presente

“A cada dia o seu afã”. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”. Faça o melhor hoje, não importa o que tenha sido ontem nem o que parece se anunciar para amanhã. Cada dia, bem vivido, é uma conta que transforma a vida num rosário sagrado de orações. Um dia bem vivido é uma semente promissora, a segurança de um futuro melhor. “O pão nosso, transubstancial, dá-nos hoje”. Sempre Deus nos supre para o dia de hoje, com a Substância de Sua Presença. Quando, durante o Êxodo, maná caía do céu para alimentar o povo, este, temendo sua falta para o dia seguinte, guardava-o, e ele apodrecia. As pessoas devem confiar que o Senhor não falha em suprir o suficiente para cada dia, de modo oportuno e condizente com as reais necessidades.

6. Princípio do dízimo

O profeta Malaquias acusava o povo de estar roubando a Deus. Ensinou-lhes que a terra lhes era estéril e a vida difícil, porque não estavam dando seus dízimos ao Senhor. Há relatos impressionantes sobre esta questão, e como ela realmente “abre as janelas do céu, derramando-nos bênçãos tal, que a maior abastança nos advirá. Buda mandava seus discípulos mendigar alimento justamente na vila das pessoas mais pobres. Seus discípulos indagaram: “Eles mal têm o que comer, e ainda iremos lhes tirar do pouco?” E Buda retrucou: “Por isso mesmo: ao dar é que receberão”.

7. Confiar em Deus como Fonte Única de Suprimento.

Elias confiava em Deus. Em tempo de extrema carência na Samaria, Deus o mandou a uma viúva de Serepta e quando o profeta lhe pediu de comer, ela se desculpou dizendo possuir somente farinha e óleo para fazer alguns bolinhos para ela e seu filho. Depois aguardariam a morte por inanição. Mas Elias mandou que ela lhe trouxesse um bolinho, pois seu óleo e farinha não se extinguiriam. Ela confiou e teve alimento durante toda a crise. Também Eliseu, discípulo de Elias, multiplicou o óleo de uma viúva para que esta pagasse sua dívida e ainda lhe sobrasse para dividir com seus filhos. Jesus multiplicou pães e peixes em duas ocasiões, para alimentar milhares de pessoas, sobrando ainda vários cestos. Ele tomou aquilo que parecia nada, ante a grande necessidade e não duvidou: ergueu os olhos ao céu, abençoou o pouco e este se multiplicou. Este gesto sublime exprime a inteira confiança em Deus como Fonte única de todo suprimento, perfeito, oportuno e infalível.

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SUA MENTE É DEUS

SUA MENTE É DEUS

Dárcio

A Mente de Deus não vê ilusão! A palavra “ilusão” é vastamente empregada na literatura espiritual para justamente revelar que Deus somente vê Deus por NADA EXISTIR fora dEle para ser visto ou discernido. Portanto, se nosso “ponto de partida” é a TOTALIDADE DE DEUS, podemos chamar de “ponto de partida imediato” a admissão radical de que a Mente divina é a Mente individual de todos nós. Isto é para ser contemplado! Parta dessa Verdade: Deus é a Mente única! Deus vê unicamente a Realidade eterna! Deus não vê cenas mutáveis! Onde a suposta mente humana vê mundo material, existe a Mente divina contemplando o Universo do Espírito!

Este processo é comparável ao hipnotizado que descobre repentinamente a nulidade dos quadros hipnóticos a que vinha se submetendo em função da sugestão recebida. O suposto “mundo material” não pode fazer parte das “contemplações”! Ele é um “quadro hipnótico”. Por isso, de início já parta dessa Verdade: MINHA MENTE É DEUS! Jamais a SUA MENTE se deixa hipnotizar! Jamais ela “desperta” da ilusão! A contemplação é DEUS discernindo em SI MESMO a totalidade de Suas OBRAS PERMANENTES E ÚNICAS!

“Porque quem conheceu a mente do Senhor

para que possa instruí-Lo? Mas nós temos a mente de Cristo.”
I Coríntios 2: 16

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CORPO NÃO MATERIAL

CORPO

NÃO MATERIAL

Vivian May Williams

Jesus nunca teria reproduzido Seu corpo se o tivesse considerado como “material”. Ele disse que ele era o templo do Deus-Vivo. Como poderia alguém perceber Sua presença, se Ele não surgisse numa forma?

O corpo do homem representa a totalidade dos poderes e capacidades de Deus individualizado; ele realmente representa o Universo. Jesus percebeu isto e exercitou o poder espiritual que Ele tinha sobre Seu Universo. ELE SABIA QUE ONDE QUER QUE ESTEJA Sua Mente, ou Consciência, Sua identidade (forma) deveria estar presente. Isto explica como ele aparecia no meio de Seus discípulos sem precisar dar passos de chegada, ou mesmo sem abrir portas. O corpo não é sólido e concreto como muitos presumem. Ele é tão etéreo quanto a Mente em si. Não é mais difícil para a mente passar através das paredes do que o é para a onda de rádio.

Talvez você pergunte: “Por que a minha forma não aparece na outra sala, quando eu visualizo minha presença dentro dela?” Ela apareceria, se você não acreditasse que seu corpo fosse sólido, concreto, “matéria”. Quando você perceber que seu corpo é tão espiritual quanto a Mente, então sua forma ou identidade aparecerá tão espontânea e tão automaticamente quanto o algarismo 2 acompanha a idéia de um 2.

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"CRISTO É TUDO EM MIM"

“CRISTO É TUDO EM MIM”

Dárcio

Quando Paulo revela que “Cristo é tudo em todos”, explica que a Verdade é universal e não pessoal. O Cristo é a obra de Deus que somos no próprio Deus, que é tudo. Também revela que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”, para que excluamos de vez a crença dualista de que existe “filho de Deus” em matéria.

Contemple as revelações de modo tão radical quanto são suas palavras! Se é dito que “Cristo é TUDO em todos”, assuma isso na primeira pessoa: “Cristo é TUDO em mim”. Se é dito que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”, assuma também na primeira pessoa: “Em Deus EU vivo, me movo e existo”. Não force a mente para nada! A Verdade permanente é esta! Você é unicamente o Cristo, vivendo em Deus e em unidade com Deus. Contemplar é constatar! É discernir espiritualmente! Contemplar é Autocontemplar!

Não há mais do Verbo divino em Jesus do que em VOCÊ! Como também não há mais Deus aqui ou menos Deus acolá, por ser Deus a ONIPRESENÇA. Descarte por completo a suposta “mente carnal”, e, com a sua Mente, que é a Mente de Cristo, contemple o Cristo sendo TUDO em VOCÊ!

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O "OLHO SIMPLES"

O “OLHO SIMPLES”

Dárcio

Parte 3 – Final

O mundo entende, por ideal de comportamento, o cumprimento das regras apresentadas por Moisés nos chamados “O Dez Mandamentos”. Assim, se a pessoa não roubar, não cobiçar, não matar, etc, será considerada virtuosa, ou mesmo religiosa. Entretanto, “se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20). Que seria essa “justiça que excede a dos escribas e fariseus”? É A PERCEPÇÃO DA ORDEM IMUTÁVEL DA REALIDADE ESPIRITUAL. Ao evitar roubar, ou cobiçar, alguém poderá até ser rotulado de “boa pessoa”; no entanto, não terá percebido a INTEIREZA de seu próprio Ser. Na percepção de que Deus é o nosso Ser, inexiste algo ou alguém para ser roubado, cobiçado, etc. Nossa Consciência é o nosso Ser, e Ela abrange a totalidade do Universo.

Como temos dito, as pessoas do mundo trabalham segundo os falsos padrões da suposta mente humana. Para ela, ou algo nos está faltando, ou algo nos foi suprido. Tudo isso é ILUSÃO. O nosso Ser é Deus! Jamais participamos das aparências ilusórias do “conceito de mundo” aceito por um tipo de mente que sequer é realidade. Ilustremos esse mecanismo ilusório:se a pessoa se julgar com saúde deficiente, “empregar os princípios da Verdade”, e se curar por meio deles, enquanto perdurar a aceitação desta suposta sequência de eventos, o “olho simples” aparentemente não estará sendo utilizado. Por quê? Porque a pessoa não terá percebido a sua real natureza imutável; a sua perfeição permanente; a inexistência do tempo! Não terá, portanto, conhecido a Verdade! Mas, quem seria essa pessoa? Uma aparência, uma inexistência, um “nada”.

Você é Consciência; Você é Deus manifesto como Você; Você é Consciência iluminada; Você não tem mandamentos a cumprir; Você é completo, Constante e Inteiro. Você conhece a Verdade da Unidade Perfeita; Você sabe que somente pode contemplar a SI MESMO como Luz, Perfeição e Plenitude. Em outras palavras, “O SEU OLHO É SIMPLES”.

A candeia do corpo é o olho.Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso…(…) vê, pois, que a luz que em ti há não sejam trevas. Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te alumia com o seu resplendor.”

Lucas 11: 34-36

F I M

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"ANTENA LIGADA, BOCA FECHADA"

“ANTENA LIGADA, BOCA FECHADA”

Dárcio

“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará. E, orando, não useis vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”
Mateus 6; 6

A contemplação silenciosa é um estado de atenção máxima em que ficamos em unidade com Deus e percebendo como Deus percebe. Na citação acima, Jesus explica a Perfeição pronta! Este é o sentido real da contemplação: cada um se desvencilhar dos quadros mutáveis vistos pela mente humana, consciente de serem todos eles puras miragens, uma vez que “as obras de Deus são permanentes”.

“Vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Esta frase aquieta a mente, enquanto a atenção passa a se voltar à comunhão (percepção de unidade) com Deus.

“Antena ligada, boca fechada” – eis a regra de contemplação! Sem deixar a mente vazia, entenda completamente que é impossível haver “outra” Presença além de Deus! Nunca houve, não há nem haverá! Nesta percepção suave e ligada à Consciência, contemple Deus sendo Deus como VOCÊ!

“Muitos sabem falar de Deus.

Alguns até sabem falar com Deus. Mas quase ninguém sabe calar perante Deus para que Deus lhe possa falar.”

Huberto Rhoden

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A VERDADEIRA CONSCIÊNCIA NÃO PODE SER INVADIDA

A VERDADEIRA CONSCIÊNCIA

NÃO PODE SER INVADIDA

Barbara-Jean Stinson

Na Ciência Cristã, aprendemos que a consciência não está sujeita a ser invadida por forças mentais malignas. Essa verdade tem vinculações profundas com a liberdade da humanidade. Como Deus é a Mente única, a verdadeira consciência procede de Deus e está absolutamente imune a influências malignas. E, de fato, não existem forças mentais malignas que possam influenciar o homem criado por Deus. Essa verdade oferece base muitíssimo alentadora para todo aquele que deseja orar pela capacidade, dada por Deus à humanidade, de despertar e vencer as aparentes investidas do mal contra o pensamento.

Quer estejamos orando por nós mesmos, quer por outra pessoa ou pela humanidade em geral, temos nossa defesa na compreensão espiritual de que o homem só é governado por Deus. Nossa verdadeira identidade é a do homem espiritual, o próprio reflexo de Deus. O homem não tem uma consciência própria, sua, separada de Deus, a qual possa dar expressão ao mal ou da qual possa se apossar. Todos os pensamentos estão estabelecidos pela Mente divina que é Deus, o bem, e dela procedem.

Contudo, aos sentidos materiais, talvez pareça que a humanidade seja suscetível a todas as formas de influências insidiosas – tentações que brotam da crença de que a vida exista na carne e seja da carne. A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde: “Em um mundo de pecado e de sensualidade, que se precipita para um maior desenvolvimento de poder, é prudente considerar a sério se é a mente humana ou a Mente divina que nos está influenciando.”

Estar alerta às sugestões do pecado e da mortalidade e resistir a seu aparente empuxo ou atração,são passos necessários para se vencer as influências errôneas. Esse estado de alerta é o resultado natural de começarmos o dia alicerçados na oração sincera, e de nos mantermos firmes nesse alicerce. Tal oração reconhece que cada indivíduo, em toda parte, é, realmente, a ideia espiritual de Deus, é o homem criado pela Mente divina. Estaremos ajudando a nós mesmos e, bem assim, a toda a humanidade, quando nos dermos conta disso e soubermos que as supostas sugestões de medo e ódio não podem penetrar na Mente divina, a única Mente do homem. Porque o homem é espiritual, o homem é livre.

Sabermos que tanto a nossa verdadeira identidade como a dos demais é espiritual, e dispormo-nos a viver de acordo com essa verdade, desfaz as ilusões agressivas da mente carnal. Encontramo-nos cada vez mais receptivos à influência do Cristo, a Verdade – a Verdade salvadora por causa da qual expressamos as verdadeiras mensagens do Espírito, ou Deus, e só a estas respondemos.

Outro aspecto de nossa autolibertação das influências do pensamento mortal é o de entendermos que cada indivíduo, por ser o homem de Deus, é realmente inocente do mal. Jesus provou-o em sua própria vida humana. Não podemos curar a nós mesmos, ou a outrem, ou à humanidade em geral, quando partimos da premissa de que qualquer pessoa é inerentemente pecadora ou irremediavelmente culpada. A Sra. Eddy diz em Unity of Good: “Quanto mais compreendo a verdadeira natureza humana, tanto mais a vejo impecável – tão ignorante do pecado como o Criador perfeito.”

Embora aos sentidos materiais possa parecer que algum indivíduo está sendo enganosamente influenciado pelo erro, o problema realmente está sempre em crermos que um indivíduo ou um povo, como um todo, sejam instrumentos ou as vítimas de algum poder diabólico. Realmente, todo aquele que aceita a crença no mal irá sofrer a punição que acompanha a crença, até vir a ser redimido, pela atividade do Cristo em sua consciência. Permanece o fato espiritual de que, embora o pretenso poder tome a forma de governos repressivos, vírus invasores ou pensamentos sensuais, nada existe realmente além de Deus e o homem, Sua criação perfeita e isenta de pecado.

Se formos constantemente acossados por pensamentos de discórdia, bem poderemos perguntar-nos: “Será que estou sendo influenciado pela crença da mente humana, de que as pessoas são más, de que estão sujeitas ao mal?” Se houver resposta positiva, poderemos ser curados desse conceito errôneo e do medo e ódio que resultam dessa falsidade. A humanidade tem o direito de gozar da liberdade e da paz que são naturais ao homem criado por Deus.

É propósito vital da Ciência Cristã curar o conceito errôneo de que o mal é real e está dotado de poder. Mediante as revelações do Cristo, aprendemos que Deus é o bem infinito, a Mente única, ou Ego divino, que é a causa e o criador de tudo o que é real. O mal é, portanto, inteiramente desprovido de fundamento, carece de poder, presença, ação ou identidade. Não existe Princípio, nem Deus, a sustentar uma força, quer mental que física, chamada o mal. A própria pretensão do mal e a crença no mal são coisas hipotéticas. E a consciência não pode ser invadida por aquilo que não tem nenhuma realidade! Com o progresso espiritual, torna-se natural conhecer essa verdade – saber que nossa consciência sagrada, dada por Deus, não pode ser invadida pelo nada.

Para usar uma analogia, a escuridão nunca penetra a luz. A escuridão não é uma coisas ou entidade real que pode penetrar a luz, mudar as condições da luz e tornar a luz em escuridão. A luz não pode ser assaltada e a escuridão é incapaz de lhe montar um ataque. Igualmente, a consciência humana, na proporção em que está iluminada pelo Cristo, não pode ser invadida pelo vazio da escuridão que se denomina o mal. Lemos em 1 João: “Ora, a mensagem que da parte dele temos ouvido e vos anunciamos, é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.”

É necessário perceber o que a mente carnal haveria de sugerir como real, mas é ainda mais necessário corroborar a irrealidade completa de tudo o que é dessemelhante de Deus. Em vez de lutar contra o mal como se este fosse um poder capaz de se apossar de nós, podemos alçar nosso pensamento ao reino de Deus, ver o que está ocorrendo no Seu reino e deixar que a Verdade nos defenda.

Deus é Tudo. Deus não conhece coisa alguma fora de sua própria paz imperturbada. E porque Deus é Tudo, não existe coisa alguma fora dEle ou além dEle que possa invadir a consciência divina. A Mente divina não tem oposto maligno que venha a penetrar Sua totalidade e causar dano à Sua criação. Deus habita na serenidade, na quietude e na supremacia de Sua própria e terna bondade. O homem, como idéia de Deus, vive, prazenteiramente e a salvo, em Sua presença, que a tudo abrange. Quanto mais meticulosamente nos identificarmos, mediante o pensar e o agir crísticos, como o homem de Deus, tanto mais gozamos do domínio pacífico da Mente.

Por certo, Cristo Jesus demonstrou o domínio de Deus. Ao enfrentar a crucificação, manteve-se calmo diante desata indagação de Pilatos: “Não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar”? Respondeu Jesus com confiança:“Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada.”Jesus sabia que o mal não é poder nem mente nem influência real. Confiava de todo em Deus como o único poder. A consciência do Cristo, que Jesus corporificava, não era tocada ou afetada pela sugestão de haver um poder maligno. E, porque Jesus reconhecia sempre ser a supremacia de Deus o único poder, sua liberdade e demonstração de vida eterna eram inevitáveis.

Todos podemos usufruir disto, de estarmos livres da crença escravizadora de que nossa consciência possa ser invadida por qualquer pensamento ou elemento estranho à bondade de Deus. O status espiritual do homem – o que verdadeiramente somos como ideias incorpóreas de Deus, ideias que vivem inteiramente fora da crença na carne – é impérvio às pretensões espúrias da mente carnal, de que haja vida e inteligência na matéria. E, quanto mais vivermos nossa vida firmados no ponto de vista de que somos o homem espiritual criado por Deus, tanto mais conheceremos a paz e a liberdade que provêm de demonstrarmos, como a nossa própria, a consciência divina.

(De O Arauto da Ciência Cristã – maio 1986)

CONTEMPLE O DIAMANTE PUR

CONTEMPLE

O DIAMANTE PURO!

Dárcio

Quando diamante bruto é encontrado, a mente de quem acha a mina vai direto a ele e não à terra grudada. Toda alegria e entusiasmo pelo achado vem dessa concentração no diamante em si. Quem sairia comentando ter achado diamante e terra? Ninguém em sã consciência! Quando eu falo que o estudo do Absoluto parte da TOTALIDADE DE DEUS, falo desta atenção voltada unicamente ao “Diamante”, ou seja, ao CRISTO EM DEUS QUE SOMOS! E nem esta analogia é perfeita, pois, grudada ao diamante bruto existe temporariamente a terra que será removida; mas, em nosso caso, como “sem o Verbo nada foi feito”, grudado ao CRISTO QUE SOMOS, está o NADA! Que costumeiramente é batizado de ILUSÃO!

Contemple o “Diamante”, e nunca a “terra”. Nunca parta da ILUSÃO, e sim da REALIDADE! Rejubile-se por TER ACHADO o “tesouro escondido no campo”, que, na parábola de Jesus, é VOCÊ!

Rejubile-se por SER a Verdade! Rejubile-se por saber que a Verdade é Deus e é tudo! Não perca tempo com o “NADA” que a suposta “mente humana” hipnoticamente tenta fazê-lo crer, estar de fato grudado em VOCÊ!

Um hipnotizador pode colocar diamante puro e lapidado nas mãos de alguém, e fazê-lo crer estar segurando um diamante bruto! Se, a partir desse efeito, for-lhe sugerido que “raspe a terra”, o hipnotizado ficará esfregando a pedra pura, sem terra nenhuma, e achando que tudo estaria se passando segundo a ILUSÃO EM SUA MENTE! Assim é quem contempla a Verdade para “remover problemas”, “remover o ego humano”, “remover ilusão”. Ele já é o CRISTO que sempre foi, mas, ILUDIDO, se desgasta na impossível missão de remover aquilo que não existe, aquilo que é NADA!

Contemple o DIAMANTE PURO!

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SOFRIMENTO

SOFRIMENTO

Dárcio

A falta de percepção de que TUDO É UM faz com que se dê crédito à mente ilusória, que nos revela um mundo muito longe de ser perfeito, e habitado por seres humanos supostamente em “evolução”. A falta da percepção de que TODOS NÓS, ASSIM COMO JÁ SOMOS, SOMOS DEUS, aparentemente torna tudo limitado, dando margem ao surgimento de várias hipóteses ou teorias tentando “explicar” este mundo e suas supostas imperfeições. Seria inútil dizer que todas elas, até hoje, não solucionaram definitivamente a existência humana. Dentre tais teorias, destacamos uma que constitui enorme disparate: a que aceita que o homem evolui através do sofrimento. Dificilmente poderia haver frase mais absurda do que esta! Eis a razão principal de sermos taxativos e radicais quanto à Verdade de que“TUDO É DEUS”.

“Eu acredito muito em Deus; assim, se passo por essa dificuldade, certamente Ele pretende ensinar-me algo através desta experiência.” – este é o conceito que a ilusória mente humana consegue criar a respeito da Divindade! Lembremos-nos, todavia, que este conceito não é a Divindade. DEUS É AMOR! DEUS É ÚNICO! DEUS É VOCÊ! AQUI E AGORA! O chamado sofrimento jamais existiu verdadeiramente. Jamais devemos nos apegar a teorias humanas sobre Deus e sobre o sofrimento. SOMENTE EXISTE DEUS! Jamais devemos nos ater a inexistências, tentando descobrir “razões” de seu ilusório surgimento. A Verdade Absoluta é esta: VOCÊ, ASSIM COMO JÁ É, É DEUS; e, a SEU lado, inexiste outro ser. Queremos aproveitar para fazer o seguinte comentário: há pessoas que relutam em afirmar “EU SOU DEUS”, por terem aprendido, em algum lugar, que a simples afirmação desta Verdade não tem valor nenhum. Esse ponto deve ficar bem claro, pois a chamada “mente humana”,como temos visto, é inexistente. Assim, se nos apegarmos à ideia de que “não devemos afirmar a Verdade sem ter consciência da mesma”, como apregoam certos ensinamentos, estaremos endossando a ILUSÃO, por estarmos reiterando as falsas crenças de que “não temos Consciência da Verdade”, que “somos alguém ao lado de Deus”, que “possuímos a mente iludida”, etc. Em outras palavras, estaremos “conscientizando a ILUSÃO”. Jamais devemos colocar condições para afirmar aquilo que, sabemos, é verdadeiro.

Este texto vem endossando a Verdade Absoluta: VOCÊ, ASSIM COMO JÁ É, É DEUS. Temos procurado justificar o porquê desse nosso enfoque ser tão radical. Sem um radicalismo total quanto à EXISTÊNCIA ÚNICA DE DEUS, a mente ilusória irá achar algum meio de expor suas sugestões infundadas, mentirosas e ilusórias, na tentativa de nos induzir a crer na presença do “sonho de que há alguém sonhando”.O estudo da Verdade é algo nosso, no sentido de que não iremos sair por aí propagando a quatro ventos “EU SOU DEUS”. Cada um, sentindo ser esta a Verdade, deve afirmá-La CONVICTAMENTE PARA SI PRÓPRIO, meditar, viver os princípios revelados, sem a preocupação de usar ou deixar de usar “afirmações e negações”, sem a preocupação de julgar se a meditação está ou não “funcionando”. Queremos enfatizar que cada um deve afirmar a Verdade “EU SOU DEUS” para SI PRÓPRIO, ciente de que o suposto “eu humano” foi banido da percepção, e ciente de que a declaração é UNIVERSALMENTE VÁLIDA, AQUI E AGORA. Este é o princípio capaz de demonstrar que o chamado “sofrimento” é NADA. O mundo acredita que o tempo existe. A crença de que “recordar é viver” é aceita pela mente ilusória. Na verdade, não há o que recordar, pois o AGORA PLENO é nossa Consciência Divina, e Esta Se constitui da TOTALIDADE dos fatos e acontecimentos da Realidade, que são HARMONIA CONSTANTE.

Quando falamos que a Verdade deve ser percebida sem a obsessão de querer transmiti-La a todo custo aos demais, invariavelmente surge a pergunta: “Mas não seria egoísmo ou falta de caridade deixarmos de transmiti-La?” Este ponto é muito importante. Alguns pensam que divulgar a Verdade significa falar indiscriminadamente sobre Ela a todo mundo, a todo instante. O farol brilha, e sua luz atrai os barcos perdidos. Em outras palavras, quando cada um percebe que “EU SOU A VERDADE”, naturalmente estará percebendo que TODOS SÃO A VERDADE; e, essa Luz dissipa a ilusão através do aparecimento espontâneo de pessoas interessadas nesta mensagem. Além disso, a percepção de que Deus age COMO cada um de nós, faz com que nossas ações e atitudes endossem a olhos vistos esta Verdade. Em resumo, queremos dizer o seguinte: CADA UM DEVE “SER” A VERDADE QUE PERCEBE, ACEITANDO-A INCONDICIONALMENTE COMO VÁLIDA UNIVERSALMENTE, AQUI E AGORA.

Ser, apenas ser a Verdade: eis o ponto a ser focalizado. Se “o outro” acredita estar sofrendo, lembremo-nos: EU SOU DEUS, O “OUTRO” NÃO EXISTE. A mesma Luz que EU SOU, “ele” também JÁ É!

A LUZ É ONIPRESENTE, A LUZ É A ÚNICA EXISTÊNCIA. Sempre tem sido assim! Jamais existiu sofredor ou sofrimento. DEUS É! Repetimos: todos os chamados “sofrimentos” são inexistências; são imagens ilusórias. Não há Deus algum fazendo-nos passar por experiências difíceis! DEUS, O AMOR ONIPRESENTE, SE REVELA AQUI E AGORA COMO CADA UM DE NÓS, isto é, A VIDA DIVINA PALPITA JUBILOSAMENTE, AQUI E AGORA, COMO ESTA VIDA QUE SOMOS.

Não somos seres carnais dotados de cabeça, tronco e membros materiais. SOMOS DEUS, SOMOS ESPÍRITO, SOMOS CORPO ESPIRITUAL, pessimamente “traduzidos” como “corpo físico” pela ilusória mente humana. Se percebermos que SOMOS CORPO ESPIRITUAL INFINITODIMENSIONAL, AQUI E AGORA, a “mente inexistente” revelará ser o NADA, “desaparecendo” juntamente com todos os seus falsos conceitos. E o sofrimento era apenas um deles.