A CIÊNCIA CRISTÃ… Parte 4

A CIÊNCIA CRISTÃ:

Sua Revelação Divina e Aplicação Humana

JULES CERN

Parte 04

A verdadeira salvação

Com efeito, a Ciência Cristã crê na salvação e no-la proporciona: a salvação como realmente é, e não como em geral se acredita que ela seja. Seu trabalho não se funda na esperança de uma futura melhoria do que é humano, mas na realidade da perfeição espiritual sempre presente. Sem dúvida, seu efeito natural é o que se chama de melhoria do que é humano. Mas o seu Princípio é a eterna perfeição de Deus e do homem. Quando estamos cônscios do fato de que a identidade do homem é espiritual, já não somos manejados pela aparência ilusória de que a identidade do homem é física. Por consequência, a verdadeira salvação não consiste em salvar um mortal de alguma coisa contrária à natureza de Deus. Mas consiste, isto sim, em libertar o pensamento da crença de que a identidade do homem seja mortal, ou de que existe de fato alguma coisa dessemelhante da natureza de Deus.

Quando abandonamos mentalmente o conceito mental de identidade, não abandonamos a identidade, mas abandonamos tão-somente uma concepção falsa, limitada, acerca da identidade do homem. Isso não nos priva a nós, nem a ninguém, de vida, de amor ou de existência. Isso liberta o pensamento de um conceito finito, variável, limitado, a respeito da vida, do amor e da existência.

Não há vácuos na infinidade da Vida divina e em sua eterna presença. Ninguém pode estar cônscio da presença eterna e ilimitada do Amor e, ao mesmo tempo, sentir carência de Amor. Ninguém pode estar cônscio da presença eterna e ilimitada do bem e, ao mesmo tempo, sentir-se privado do bem. A Sra. Eddy o afirma claramente nesta passagem de seu livro Ciência e Saúde (p. 336): “O tudo é a medida do infinito, e nada menos pode expressar Deus.” Não pode haver estreiteza no infinito.

A aplicação humana da revelação divina

A alegria que o estudo da Ciência Cristã proporciona não provém somente de sua revelação divina, mas também de sua aplicação prática, humana. Vejamos como se pode aplicá-la nos afazeres de cada dia.

Numa tarde de outono, um estudante da Ciência Cristã levou uma moça a um jogo de futebol, no Texas. Sentado atrás deles achava-se um grupo de homens e mulheres tomando bebidas alcoólicas em excesso. O homem que estava sentado logo atrás da moça derramou-lhe um pouco de bebida no casaco. O Cientista Cristão lançou um olhar frio sobre o beberrão, e este, por sua vez, o olhou da mesma forma. Dentro de poucos minutos o beberrão derramou mais um pouco de bebida no casaco da jovem. Desta vez, o Cientista Cristão voltou-se para ele e verberou-lhe energicamente o procedimento. E passaram a trocar algumas palavras ásperas quando, de súbito, o Cientista conseguiu controlar o seu próprio pensamento e perceber que estava fortalecendo a crença de que o homem é um mortal, em vez de rejeitá-la; que estava a combatê-la, em vez de reconhecer-lhe a irrealidade. Desde o começo ele se irritava ao ver os outros homens beberem. Segundo sua maneira de pensar, tal coisa era grosseira e repulsiva e, por isso, agora, ela lhe apareceu, grosseira e repulsiva, em sua experiência. Seu modo errôneo de pensar sobre tal coisa o pôs em contato direto com ela, e então só o pensar correto poderia tirá-la de seu caminho. Ele abriu seu espírito à verdade acerca da identidade real do homem e, assim, de imediato, lhe veio a iluminação. Fez o seguinte raciocínio: A Mente divina é a única Mente que existe, aqui mesmo. E a ideia espiritual perfeita da Mente divina é o único homem que existe, aqui mesmo, agora mesmo. O homem não é um mortal, bêbado ou sóbrio. O homem é imortal e absolutamente espiritual. É livre, e isento de qualquer influência que não seja a do Amor divino. Está sujeito somente ao bem, está exposto somente ao bem, é atraído somente pelo bem. A individualidade real do homem não pode decair de sua perfeição e harmonia.

Mal acabou de compenetrar-se desses pensamentos, viu o homem que estivera bebendo levantar-se e sair. Uma hora depois este voltou completamente sóbrio. Seus amigos lhe perguntaram onde estivera, e ele lhes respondeu: “Estive lá em cima, onde pude ficar longe de toda essa bebedeira a que vocês se entregam.” Com profunda gratidão, o Cientista voltou-se para ele e foi saudado com um sorriso amável, um cordial aperto de mão e esta pergunta extremamente texana: “Está tudo bem, companheiro?” E lhe foi assegurado que tudo estava muito bem.

Diz-nos a Bíblia que, “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv 16:7). Este é o penhor bíblico de que quando o pensamento é iluminado com a compreensão de que a Mente divina é tudo, já não é mais obrigado pelo medo a crer que exista uma mente mortal, ou muitas mentes, boas ou más, favoráveis ou contrárias a alguém. Isto se aplica à crença de que existem muitas mentes, tanto no campo internacional, quanto no local.

A verdadeira oração

A esta altura talvez se tenha tornado evidente que a oração, na Ciência Cristã, é algo mui diferente do conceito popular de oração. A verdadeira oração não é uma tentativa de lembrar a Deus que cuide de nós. É um lembrete a nós mesmos de que Deus, a Mente única, que a tudo ama, jamais cessa de manter e sustentar a perfeição de Sua ideia amada: o homem espiritual e o universo espiritual. Talvez pareça que a oração nos leva para mais perto do Amor divino, mas na realidade, ela nos desperta a consciência de nossa unidade com o Amor divino. A oração não é uma lamuriosa súplica de melhores coisas materiais ou condições físicas sadias. Quando realmente em oração, o homem sente-se alegre e livre da crença de que exista alguma espécie de matéria ou corpo físico, doente ou sadio. A verdadeira oração é reconhecimento espiritual, e não uma súplica humana. É a humilde, discreta e sincera aceitação da verdade relativa ao ser, isto é, do fato de Deus ser tudo e de o homem ser feito à semelhança de Deus.

Haverá melhores exemplos de oração do que os que Cristo Jesus nos deu? Ele nunca se desviava da Verdade absoluta, em sua prática da verdadeira oração. Ele disse à mulher que havia suportado uma enfermidade durante dezoito anos: “Mulher, estás livre da tua enfermidade” (Lc 13:12). Não disse que ela seria libertada, ou que ele oraria pela libertação dela. Jesus estava sempre em oração, sempre em atitude de reconhecimento espiritual. Seu reconhecimento da verdadeira individualidade daquela mulher, como ideia espiritual perfeita de Deus, permitiu-lhe afirmar, com autoridade divina, que ela já estava livre, sempre isenta de doença. E ele o disse antes que parecesse ter ocorrido a cura. Ele sabia que ela estava sempre livre de enfermidade mortal, pois a viu como inteiramente espiritual, sempre livre da personalidade perecível. Jesus não suplicou a Deus que a transformasse de mortal enferma em mortal sadia. Sua oração consistia em perceber que o lugar onde parecia haver um mortal, enfermo ou sadio, já estava, e sempre estará, como todos os lugares, preenchido com a perfeita onipresença da Vida.

Continua…>

"PAI, TODAS AS MINHAS COISAS SÃO TUAS…"

“PAI, TODAS AS MINHAS COISAS SÃO TUAS…”

Dárcio

 

“Pai, todas as minhas coisas são tuas…(João 17: 10) .Aqui, vemos Jesus reconhecendo a Onipresença de Deus que sua vida individual “ajuda” a formar. O Verbo é a Unidade infinita manifestada como tudo e como todos. Assim, cada indivíduo, vendo com os “olhos da Verdade”, entende que tudo que tem é do Pai. A frase continua: “e as Tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado!” É quando a Unidade permanente, indissolúvel, é reconhecida! Tudo que Deus possui, ou é, é tudo aquilo que temos e que somos! Além disso, tudo aquilo que Deus não tem nem é, nós também não podemos ter e nem ser.

 

A visão materialista é a fonte geradora da grandiosa ILUSÃO que, tal qual pesadelo, inferniza a vida das pessoas com suas inexistências infundadas! Vitimada por tais crendices falsas, a pessoa fala de “sua” depressão, de “sua” dívida”,de “sua” doença, de “sua” preocupação, etc. Ela acredita piamente TER COISAS QUE DEUS NÃO TÊM; e acredita NÃO TER TODAS AS COISAS QUE DEUS TÊM! E desse modo, vive aparentemente nesse sonho hipnótico vendo-o e encarando-o todo o tempo como se a “miragem” fosse verdadeira!

 

“Pai, todas as minhas coisas são tuas, e as Tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado!”. Dê crédito e vida a esta Revelação! Ela não é frase válida somente para Jesus Cristo! Caso fosse, ele não a teria proferido para todos nós! Assuma sua posição FORA DO SONHO! Receba a Revelação como fato eterno e já presente! Feche os olhos para a “aparência finita”, posta à sua frente pela ridícula e cega mente humana, e SINTA-SE GLORIFICADO!

 

Onde VOCÊ ESTÁ, ESTÁ DEUS, VERBO, ESPÍRITO, PLENITUDE! A Verdade é esta! Não adie esta percepção nem por um segundo a mais! Desacredite das aparências fraudulentas e respire aliviado, alegre e livre, mergulhado na Essência divina que é VOCÊ, formando Deus, e que é Deus, formando VOCÊ! É este o sentido da frase de Cristo: “Pai, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado!” DEUS É TUDO!

TRINTA MEDITAÇÕES DE UM MINUTO

 

TRINTA MEDITAÇÕES DE

UM MINUTO

Dárcio

Em seu livro, “A arte de curar pelo Espírito”, Joel S. Goldsmith escreve o seguinte: “O homem só encontra verdadeira harmonia, quando entra numa comunhão interna com algo maior do que ele mesmo. E isto é a sua cura verdadeira e permanente. É esta a cura que o mundo busca. E é por esta razão que sempre resta um desassossego e uma insatisfação, mesmo que, nesse momento, fossem resolvidas satisfatoriamente todas as tuas condições econômicas e relações sociais e fosses liberto de qualquer enfermidade física e psíquica. Por maior que seja a alegria que a tua família te dê–quando, à noite, te retiras, te sentirás solitário, porque há em ti algo que tem saudades de casa, algo que deseja integração num outro lar”.

“Encontrar “algo maior que o próprio homem” significa “descobrir a Mente de Cristo” já presente exatamente no lugar da “mente humana”. Estaremos “integrados num outro lar” quando, pelo reconhecimento da “Mente de Cristo” em nós, estivermos discernindo espiritualmente a natureza real do Universo e do próprio homem.

 

Nos dias atuais, a correria pode nos dificultar  meditar durante horas seguidas, como faziam os antigos profetas e mesmo Jesus. Mas, há solução para isto! Analisando o sentido das palavras acima, podemos entender o seguinte: há, em cada um de nós, “algo” muito maior do que a mente humana é capaz de imaginar. Portanto, se escolhermos trinta períodos de apenas “um minuto”, durante cada dia, para meditarmos, teremos meditado durante meia-hora! Além disso, as meditações curtas são muito eficazes por evitarem  os pensamentos intrusos!

Esta é a nossa sugestão:

30 meditações diárias de um minuto! De olhos fechados, medite o seguinte:

“Há, em mim,  Algo maior do que a mente consegue perceber. Abro-me à Sua ação interna, durante um minuto. Sei que este “Algo” é o Cristo, em mim,  batendo à porta de minha mente! Convido-O a entrar!”

Em seguida, permaneça receptivo.

por um minuto.

“MAIOR É AQUELE QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE AQUELE QUE ESTÁ NO MUNDO”

I João 4, 4

 

O CORPO DO ESPÍRITO

 

O CORPO DO ESPÍRITO

Lillian DeWaters

A crença de que podemos controlar, curar ou melhorar o corpo deve ser substituída pelo Conhecimento espiritual de que o Corpo é Espírito, assim como a Vida, Mente e Ser são Espírito. A Vida não poderia ter uma Natureza e o Corpo outra! Quando estivermos conscientes de que o Espírito é Uma Infinitude, Uma Existência, somente então, veremos o fim de nossa crença em seres humanos e corpos humanos.

O Espírito não pode apresentar graduações ou estados de existência. O Espírito é sempre Espírito—Todo-abrangente. A compreensão de que somos Espírito coloca ponto final a todos os pontos de vista contrários. No Espírito—Consciência Cósmica–, todos se tornam vivos, ou seja, tudo é visto e compreendido com base no Princípio e Natureza únicos. O Espírito nem é causa nem efeito. Enquanto não rompermos a crença tríade em mente, matéria e personalidade, não compreenderemos O REINO DO ESPÍRITO. Na Consciência espiritual, há Perfeição e Integralidade incólumes, não uma “cura temporária”.

De fato, pouco ou nada sabemos da Verdade ou da Realidade, a menos que nos seja revelado “não pela força, não pelo poder, mas por Meu Espírito, disse o Senhor” (Zacarias 4:6). Uma forma de Vida não é coisa inferior ou diferente da própria Vida. Não existe nenhuma vida mortal. Falando como homem, falamos de um conceito material, de uma vida material; porém, sabendo de Deus que TUDO É ESPÍRITO, e que a Vida espiritual e Forma são um, ficamos sabendo que é impossível existir qualquer forma “material” de vida.

O Espírito é supremo, nada vendo para ser curado ou melhorado, apenas conhecendo a Si próprio como sendo INFINITO! O Ser Perfeito não pode ter pesar, ressentimento, sofrimento ou desejo por algo. O Espírito não pode ser corrompido ou contaminado. O coração que glorifica o ÚNICO Ser, consciente de que não há outro, é independente de dogma ou credo. Ele é uma emanação de Luz dentro de Si mesmo!

Se surgir a pergunta: “Este corpo material, que uso para caminhar, é o corpo espiritual?”, a resposta deve considerar o ponto de vista de quem a formulou. Houve época em que se acreditou que a Terra fosse achatada. Que resposta daríamos à pergunta “A terra achatada, que eu vejo à minha volta, é a terra redonda?” Impossível uma resposta racional, já que existe somente uma Terra; de modo análogo, um corpo, apenas, existe e está presente.

Se alguém acreditar que a terra redonda é achatada, todas as suas perguntas serão incompreensíveis. Somente a Verdade compreende a Verdade. Para responder de forma verdadeira, alguém terá de conhecer como a Mente divina. A auto-identificação com o não-existente faz com que alguém pareça ter “mente dupla”, e o Espírito da Verdade, nesse caso, nele não está.

Não há situações, mentes, corpos nem pensamentos para serem trabalhados ou tratados. Não existe nenhuma personalidade a quem um tratamento espiritual pudesse ser endereçado. A Mente divina vê a Mente divina, perfeita e completa, carente de nada, sempre consciente de Si mesma como sendo Espírito—o “EU” único.

Onde devemos ir para ver e conhecer a Realidade e a Verdade? Geralmente é aceito que alguém precisa morrer, ou deixar este mundo, para poder entrar em outro mundo em que a Verdade seja mais plenamente conhecida. Em certo sentido, isto é verdadeiro, mas não da forma mencionada. Nós DEIXAMOS A CRENÇA de que somos mortal, matéria, mente e personalidade; e DESPERTAMOS para a Verdade de que somos Espírito, exatamente AQUI e AGORA; e que nenhum outro mundo existe. Esta Consciência é verdadeiramente O REINO DO ESPÍRITO.

ALTITUDES CELESTIAIS

 

ALTITUDES CELESTIAIS

Lillian DeWaters

 

 

O Espírito é a Substância de todas as coisas viventes, o Espírito é a Vida em Si. É o Espírito que é Mente e pensar divinos; o Espírito é que é Amor divino e amoroso; o Espírito é que compõe, compreende e inclui toda Vida e Existência reais.

 

Quando a Vida é descoberta como sendo Espírito e, em vista disso, encarada como incorruptível e eterna, assim Ela se torna para nós. Quando o Amor é descoberto como sendo Espírito, e visto como eternamente puro e imutável, assim ele se torna para nós. Quando Mente e pensar são descobertos como sendo Espírito, eles se tornam nossa única Mente e nosso pensar, e somos mantidos num estado ininterrupto de felicidade, harmonia e paz.

 

A palavra “humano” pertence a um tipo de ser ou existência além de Deus; ela designa o impuro, imperfeito e incompleto. Nem melhoria, nem desenvolvimento e nem progresso humanos são requeridos para que experienciemos a perfeição; pelo contrário, a grande necessidade está num despertar para o Espírito, para que possamos deixar de lutar com a concepção equivocada de uma existência separada do Um, e aprendermos que tudo que há, é o “EU SOU” Auto-existente.

 

A ideia de tornar puro o impuro, de trazer o espiritual para o material, a princípio pode parecer a alguém ser um degrau capaz de conduzi-lo a coisas e condições melhores; porém, se ele se estagnar nessa aceitação, ela lhe será uma verdadeira armadilha, um lugar em que terá que se esforçar e trabalhar incessantemente.

 

Nossa Vida, Mente, Corpo e Existência são eternamente estabelecidos nO Espírito – perfeito, completo, presente. A necessidade única reside num despertar para este fato sublime, para que alguém possa se identificar somente com o Espírito, o divino. Assim fazendo, ele tomará posse da plenitude de todo bem e coisa perfeita.

 

Como nossa natureza é Espírito, e não matéria, é impossível que alguém se livre da imperfeição e limitação antes que este fato supremo lhe seja revelado. Tampouco esta Revelação divina será por ele recebida, caso não esteja desejoso de deixar o imperfeito pelo Perfeito, o intelecto pelo Coração e os meios e formas do eu pessoal pela identificação com aquele “EU” que é o Eu perfeito todo-abrangente.

 

A Revelação de que somos Espírito cumpre a totalidade de nossos desejos. Ela vem àqueles que estão espiritualmente preparados para recebê-la, àqueles de pensamentos simples cujos corações são receptivos ao conhecimento mais pleno do Real. A Revelação é compreensão e liberdade imediatas.

 

É imperativo que nos voltemos dos remédios paliativos para percebermos aquilo que é supremo, não por ser mais elevado, mas por ser o Todo, a Única natureza da Vida e existência. Quando suficiente Verdade for revelada a alguém, ele deixará de tentar purificar sua mente e pensamentos; saberá que quantidade alguma de trabalho mental poderá trazer-lhe o Conhecimento de que a Mente única não tem oposto.

 

A regeneração pessoal deixará de ser praticada, quando alguém aceitar o Espírito como sendo agora o seu “Eu perfeito” . O “sétimo dia” está presente quando deixamos de pensar que somos seres humanos ou humanidade, destinados a dominar o mal e demonstrar o bem numa existência humana. “Quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11: 25). Quem é este “Mim”? Não é um Deus externo, ou uma Mente divina externa. Conforme registros, Jesus disse aquelas palavras; contudo, ele não as estava pronunciando como um homem, como um ser humano, como um mestre ou curador: ele as proferiu como o “EU ÚNICO EM SI”.

"UM DIA EU CHEGO LÁ!"

“UM DIA EU CHEGO LÁ?”

DÁRCIO

 

A Verdade que estudamos não será verdadeira num suposto futuro em que “chegaremos lá!”. A Verdade é verdadeira exatamente AGORA! Isso nunca pode dar espaço à ilusão que diz o contrário! Rebele-se contra a ilusão! Faça-o mentalmente e espiritualmente! Expulse a crença em futuro! Expulse a crença que o leve a crer ser um ser humano padecendo de problemas e preocupações! Assuma agora o seu domínio em Deus! Afirme a Verdade e negue a ilusão! Não se preocupe em associar afirmações da Verdade e negações do erro com as contemplações da Verdade absoluta! Há autores que ficam discutindo sobre isso! Estas discussões não nos interessam! Interessa-nos VIVENCIAR A VERDADE EXATAMENTE AGORA!

 

Não se veja como um ser nascido neste mundo! Isso é uma ILUSÃO! Desde que a Vida existe, ela é VOCÊ! E a Vida é sem começo, sem mudança e sem fim! Rebele-se contra esta crença material fajuta! Mesmo que um bilhão de pessoas creia numa inexistência, ela jamais irá existir por causa disso! Saia do mesmerismo coletivo, honrando o poder ou a presença que DEUS É, SENDO VOCÊ AGORA! Confirme isto para você mesmo! Expulse as crenças em passado, em presente e em futuro! Expulse as crenças em problemas, doenças e limitações! Rebele-se realmente contra estes argumentos ilusórios do mundo! Em seguida, veja-se como Deus! Veja-se vivendo AGORA a Vida que é Deus! Mentalize e contemple esta Verdade!Contemple a suave ação divina fluindo como a sua Consciência iluminada! Associe os conhecimentos mentais às revelações contemplativas! Trabalhe para deixar em sua mente unicamente a crença em perfeição!

 

Confirme a você esta decisão:

 

SOMENTE A PERFEIÇÃO É REALIDADE! VEJO-A MENTALMENTE E ESPIRITUALMENTE!

AQUI E AGORA!

 

Não caia no trote de achar que “UM DIA CHEGARÁ LÁ”! Este “dia” é AGORA! VOCÊ JÁ “ESTÁ LÁ”; VOCÊ é um ser desperto! “SOIS DEUSES”, confirmou Jesus Cristo! Um desses “deuses” é VOCÊ! Assuma isso! Não acredite em mais nada, senão na totalidade de Deus e na SUA totalidade dentro desse Deus! Não fique apenas acumulando leituras e teorias! Parta para a ação! Estar “em ação” é a atitude de se ver em Oniação! Uma frase iluminada da Seicho-no-Ie diz: “O Universo se move quando eu me movo”! A propósito, falando em Seicho-no-Ie, não perca tempo em “cultuar antepassados”! Isso é o oposto da Verdade! Um “culto à ilusão”. Viva, de cada ensinamento, unicamente as Verdades contidas nele! Não perca tempo com as inverdades! O ser que somos é a expressão perfeita de Deus que vive AGORA em Deus! Não temos antepassados! O tempo não existe! E não vivemos na matéria! A matéria não existe! Uma decisão radical precisa ser tomada, se pretendemos ser a Verdade que estudamos!

 

Expulse as crenças falsas de uma só vez! Firme-se nos princípios absolutos! DEUS É TUDO! Atitude! Ação! Decisão! ONIAÇÃO! DEUS É VOCÊ AGORA! Deus não será você “um dia”! Deus não será VOCÊ quando supostamente “você chegar lá”! Lembre-se: VOCÊ “JÁ ESTÁ LÁ!”

 

MANIFESTANDO A VIDA INFINITA – 10

MANIFESTANDO A

VIDA INFINITA

Masaharu Taniguchi

10

Exemplificando, se temos consciência de que “podemos andar”, nunca seremos escravos da ideia de que “não podemos andar”. Não haveria espaço, em nossa mente, para que o pensamento, “não podemos andar”, pudesse ocupar. Analogamente, se nossos corpos estiverem saturados com a ideia de absoluta saúde, não poderemos mais ser escravos de doenças. Quando percebemos que temos o poder de fazer o que desejamos, a força infinita realizadora não pode deixar de se manifestar do interior. Quando sabemos que “algo existe”, torna-se impossível acreditarmos em ideia contrária. Assim, ficamos impossibilitados de pensar a nosso respeito como sendo imperfeitos e doentios, quando conscientizamos que nossa Imagem Verdadeira vem de Deus, e que é o próprio Deus, possuidora da divindade plena, exatamente como Deus. Enquanto não admitirmos a existência de alguma coisa má em nossa vida fenomênica, nada de mau poderá existir para nós. Portanto, ver corretamente a perfeita Imagem Verdadeira da Existência significa fazer manifestar a perfeita forma verdadeira das coisas no mundo fenomênico. Quando a Imagem Verdadeira se projeta em nossas vidas, deixa de haver espaço para as condições distorcidas, e nos tornamos perfeitos em todos os aspectos.

Quando conscientizamos que nossa Imagem Verdadeira é perfeita e possuidora de todos os atributos do próprio Deus, nosso corpo e nossa mente começam a refletir natural e perfeitamente aquela Imagem original verdadeira. Nossa posição com relação ao mundo exterior fica sintonizada com a Imagem Verdadeira absoluta. Entramos num estado de total sintonia, fisica, mental e espiritualmente com a ordem verdadeira do mundo de Deus; em decorrência, começamos a demonstrar a perfeição divina em todos os setores de nossas vidas. Como agarramos a Fonte da luz, podemos controlar à vontade a quantidade de luminosidade a ser fornecida, dependendo do tempo e do lugar. Além disso, podemos receber da Imagem Verdadeira interior o quanto de luz desejarmos, e podemos manifestar todas as condições desejadas, controlando totalmente as nossas forças externas. Nessa condição, todos os obstáculos se dissiparão diante de nossos olhos.

Continua…>

 

VERDADE – Parte 2

VERDADE

Marie S. Watts

Parte 2

Amado leitor, parece-lhe que nos alongamos demais nesta questão da Verdade? Nesse caso, tenha um pouco de paciência, pois agora irá descobrir que VOCÊ é a própria Verdade que está sendo apresentada aqui, e, é este mesmo Autorreconhecimento que está agora se passando com VOCÊ.

Talvez esteja pensando: “Mas isso tudo me parece tão impalpável! Como posso ser eu esta Verdade?” Não se lembra do que estabelecemos logo no início desta mensagem? Que o universo em que você vive, se move e tem o seu ser é o universo real, o único universo? VOCÊ, este você que está existindo aqui e agora, é o VOCÊ real, o único VOCÊ em existência. Deus é a Inteireza, o Todo do Universo; e esta Inteireza, esta Totalidade, inclui VOCÊ. Aquilo que for verdadeiro para Deus, como o Universo, é verdadeiro para VOCÊ, pois VOCÊ se encontra incluso nesta Totalidade ou Unicidade de Deus. O Fato básico, ou a Verdade da PERFEIÇÃO ONIPOTENTE E ONIPRESENTE, É A VERDADE ESTABELECIDA DE SUA PERFEIÇÃO. Pôde, agora, perceber a vital importância de possuirmos um conceito bem definido de TUDO quanto compreende a Verdade?

Outro aspecto da Verdade é o fato de Ela nunca ter tido começo, mudança ou fim. Às vezes, adiamos nossa aceitação da perfeição atual por nos esforçarmos para que algo se torne verdadeiro. A Verdade jamais se torna verdadeira. E também a falsidade jamais se torna falsa. A Verdade tem sido sempre verdadeira, e a falsidade tem sido sempre falsa, não-existente. Isto é assim tão simples! O habitar na Onipresença da Perfeição, constitui a própria realização desta Perfeição. É este o modo pelo qual a Verdade verdadeira sobre você se torna evidente como a Verdade que é verdadeira COMO VOCÊ. É desse modo que obtemos a Autopercepção, ou Autoconsciência. Existe somente um Eu, e este Eu único é Deus, o Eu que abrange tudo. Não importa a quantidade numérica de Identidades distintas que este Eu inclui: o fato de que Deus é a totalidade de cada identidade é permanente. Deve ter ficado claro ser impossível que haja algo verdadeiro, ou fato real a seu respeito, que não esteja incluso na Verdade que Deus é.

Realmente, Deus é Tudo eternamente, e é incondicionalmente perfeito. Um Fato incondicionado é completo como sua própria Verdade. VOCÊ É A VERDADE. O UM ETERNAMENTE PERFEITO, INCONDICIONADO, IDENTIFICADO COMO VOCÊ. Esta declaração é o Ultimato Absoluto da Verdade de sua inteira Existência, inclusive de sua Vida, Mente, Corpo e Ser. Esta Verdade, como você, transcende todo tipo de qualificação, oposição ou condição. Você não é dual; não há dois de “você”. Não existe algo como Você, que é esta Verdade, ao lado de “outro você” caminhando em direção oposta ao UM PERFEITO, que sempre você tem sido, e que sempre VOCÊ será.

Continua…

A CIÊNCIA CRISTÃ…Parte 3

A CIÊNCIA CRISTÃ:

Sua Revelação Divina e Aplicação Humana

 

JULES CERN

Parte 03

Simplicidade de aplicação

Não há coisa alguma misteriosa ou complicada na prática da Ciência Cristã; até uma criança pode demonstrá-la. De fato, quanto mais inocentes somos em nossa aplicação da Ciência Cristã, tanto mais nos aproximamos do Cristo ideal em nossas demonstrações. Vejamos como uma criança provou o poder de cura da Ciência Cristã.

Uma menina de cerca de dez anos tinha na face uma mancha horrível,que parecia tornar-se cada dia pior. Seus pais, que eram Cientistas Cristãos, procuravam ajudá-la, mas seus esforços pareciam não dar resultado. A criança vinha contando com os pais para curá-la, mas havia sido indiferente quanto à necessidade de,ela mesma, pôr-se a revigorar seu próprio pensamento com a verdade relativa ao ser. Certa manhã, quando tomava a primeira refeição do dia, começou a lamuriar o estado de seu rosto. Mas o pai, que até aquele momento havia compartilhado de seus pesares, foi subitamente impelido a incitar a menina a que voltasse o pensamento a Deus, e não ao problema. E disse a ela: “Vá para o seu quarto e estude a Bíblia e livros da Ciência Cristã. E não saia de lá enquanto não souber que você é a ideia de Deus, espiritual e perfeita.”Docilmente, a criança foi para o quarto. Sabia que, longe de ser por falta de amor, a insistência do pai era para que ela abrisse seu espírito àquilo que lhe prestaria o maior de todos os auxílios. A piedade e o amor humanos tinham-na confortado, mas não haviam conseguido despertá-la de sua falsa crença sobre identidade. O amor humano só havia ampliado a falsa crença de que a identidade era corpórea. Entretanto, só o Amor divino poderia libertar desse conceito errôneo o seu pensamento.

Cerca de uma hora depois, a menina saiu do quarto, radiante e feliz. O defeito de sua face não se modificara, mas seu pensamento já não era assediado ou enganado pela falsa crença. Mais tarde, naquele dia, a mancha começou a desvanecer-se e, dentro de muito pouco tempo, seu rosto ficou claro e livre de qualquer vestígio da referida moléstia. Interrogada pelos pais sobre qual a revelação específica que lhe tinha iluminado o espírito, ela indicou este trecho da Bíblia: “Se lançares para longe a iniqüidade da tua mão, e não permitires habitar na tua tenda a injustiça, então levantarás o teu rosto sem mácula…” (Jó 11:14, 15). A menina tinha vislumbrado a mensagem fundamental contida nessa passagem bíblica, a saber: a advertência de que devemos esvaziar nosso pensamento de todas as crenças em coisas que diferem da natureza de Deus, a Vida perfeita. Foi magnífica a maneira com que a menina demonstrou a verdade destas palavras da Sra. Eddy, contidas em Ciência e Saúde (p. 463): “Uma ideia espiritual não contém um só elemento de erro, e essa verdade remove convenientemente tudo quanto é nocivo.”

Talvez seja bom atentar-se em duas outras coisas importantes que aconteceram. Em primeiro lugar, a menina foi obediente quando aconselhada a voltar-se unicamente para Deus em sua necessidade. Em segundo lugar, ela sentiu-se feliz antes que se operasse a cura, e não por causa da cura. Ela havia deslocado seu pensamento da posição neutra de indiferença—de quem crê na existência de dois poderes, um finito e outro infinito—para a atitude de aceitação imediata de um só poder, o único poder, o onipotente, a Vida perfeita. Quando nosso pensamento não tem máculas, então aquilo que se julga ser um corpo físico também não apresenta máculas.

Toda e qualquer espécie de mortalidade é crença errônea

A aparência física do homem é sempre o reflexo da mentalidade que crê no físico. Daí por que, para se demonstrar harmonia, é tão necessário eliminar toda discórdia mental, todo pensamento de ódio, inveja, luxúria, malícia, desonestidade, ressentimento, vingança, egoísmo, malevolência, bisbilhotice e assim por diante. No entanto, alguém poderia exclamar: “Mas eu só tenho bons pensamentos. Sou amoroso e altruísta e tão bondoso quanto me é possível, e ainda assim tenho sofrimentos físicos.”A razão disso é evidente. O fato de alguém ter um conceito gentil sobre a matéria ou corporalidade não lhe confere domínio sobre a crença na existência da matéria ou corporalidade. A Ciência Cristã nos permite ser amáveis, bons e generosos graças ao conhecimento que nos proporciona da infinidade do Amor, a despeito da matéria ou corporalidade, e não por causa desta.

Não se podem eliminar radicalmente pensamentos desarmoniosos acerca dos mortais ou de pessoas enquanto não se elimina a crença de que existam mortais ou pessoas. Lemos, em Jô (13:10), segundo a versão bíblica inglesa: “Acerbadamente vos repreenderá, se em oculto considerardes pessoas.”Todas as distorções mentais se baseiam na falsa crença que identifica o homem como mortal, bom ou mau. Se não julgasse a si mesmo, ou a outrem, um mortal bom, o homem não julgaria a si próprio ou a outro, um mortal mau. Se não julgasse a si mesmo, ou a outrem, um mortal amável, não julgaria a si próprio, ou a outro, um mortal desagradável. Podemos amar verdadeiramente nosso próximo como a nós mesmos, quando o vemos como realmente somos, isto é, como ideia imortal de Deus, não-física, inteiramente espiritual, em vez de vê-lo como um mortal. Se nos recusarmos a ficar impressionados com as aparências materiais ou físicas, estas jamais nos causarão desalento.

A Ciência Cristã não se apóia na crença de que o homem é um mortal, um “mísero pecador”, que vive num universo material e precisa abrir seu caminho de saída para o céu, Essa Ciência é a revelação divina de que o homem é imortal, impecável e vive no universo do Espírito, já no reino do céu, na consciência de que Deus é Tudo.

Continua

 

INFINITA PROVISÃO

 

INFINITA PROVISÃO

Masaharu Taniguchi

Se pensarmos, ou seja, emitirmos a vibração mental de que Deus é um Ser mesquinho, que não nos dá nada em abundância, esse pensamento se concretizará, e a provisão que recebemos se manifestará de forma precária. Portanto, precisamos compreender, primeiramente, que Deus é Infinita Sabedoria, Infinito Amor, Infinita Vida e Infinita Provisão, e que basta sintonizar com Ele para recebermos tudo o que desejamos.

NÃO SEJA POÇO…

NÃO SEJA POÇO ESPERANDO

ÁGUA DE CHUVA

Dárcio

A natureza do seu ser é Deus! Logo, a Fonte que faz jorrar a sua plenitude se constitui da Água Viva que VOCÊ É! Esperar algo do ilusório mundo exterior é ser “poço esperando água de chuva”! Reconheça a Fonte infinita jorrando como o seu próprio ser! Ocupe-se em contemplá-La! “Rios de Água-Viva fluirão de SEU VENTRE”, garantiu Jesus! Tire toda a atenção do mundo exterior! Ele é pura MIRAGEM! Observe Deus sendo Deus como VOCÊ; perceba-se EXPRESSANDO DEUS! Não seja jamais um “poço esperando água de chuva”.

VERDADE – Parte 1

VERDADE

Marie S. Watts

Parte 1

Que é a Verdade? Há cerca de dois mil anos, Pôncio Pilatos fez a Jesus esta importante pergunta. Não temos nenhum registro de que Jesus a tenha respondido a Pilatos. Por que não o fez? Provavelmente por saber que a sua resposta não seria compreendida nem digna de crédito. E a busca por essa resposta continuou existindo, perdurando até os dias atuais. Entretanto, Jesus deu a resposta. Clara e simplesmente ele declarou: “Eu sou a Verdade”. Mas por que ela não foi compreendida? Tão simples! Ele poderia também ter dito a Pilatos: “Você é a Verdade, se ao menos o soubesse”.

Uma percepção clara dos ensinamentos do Mestre nos revela que jamais ele alegava possuir o privilégio ou o direito exclusivo de ser a Verdade. Tampouco limitava esta prerrogativa aos seus discípulos imediatos. Em João 14; 12, podemos ler: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas.” O certo é que Jesus não falava de si mesmo como pessoa. Pois não havia, já,  se referido a si próprio como sendo a Vida, a Verdade e o Caminho, mas de forma impessoal? Na prece que vamos citar, uma das mais maravilhosas já registradas, encontramos Jesus orando para que todos nós pudéssemos reconhecer a Verdade, o único Deus, como o “Eu” de cada um de nós. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17: 21, 22,23). A prova de que esta prece inclui a todos está no seguinte versículo: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (João 17; 20). Isto soa como se Jesus falasse de si mesmo como a Verdade, com a exclusão de todos os demais? Que seria, ou quem seria o “Eu” citado nestas passagens? Quem seria este “Mim”, em quem somos convidados a crer? Há somente um “Eu”, o “Eu” existente como a sua “Identidade”, como a minha e como a de todos nós. E é neste “Eu”, neste “Mim”, que somos exortados a acreditar. Sim, amados, somos exortados a aceitar e reconhecer o “Eu” que é a Verdade impessoal, o “Eu” que EU SOU, como a “Identidade” de cada um de nós.

Seguidamente temos tido garantias de que, “se conhecêssemos a Verdade, estaríamos livres”. Porém, de que forma poderíamos conhecer algo, senão pelo discernimento da natureza do objeto de nosso estudo? Quando conhecemos algo, um conhecimento realmente efetivo de algo, aquilo permanece conosco para sempre, em e como nossa própria Consciência, ou Mente. E descobrimos que realmente contemos e somos aquilo que conhecemos.

Em outras palavras, é impossível conhecer totalmente a Verdade sem que, antes, conscientizemos que somos a própria Verdade que estivermos conhecendo.

Repetindo a pergunta, QUE É A VERDADE? A Verdade relativa a algo é o fato estabelecido daquilo que constitui a sua existência. O dicionário A define incluindo a seguinte interpretação: “Aquilo que é verdadeiro; um estado real de coisas; fato; realidade”. Sim, a Verdade é o Fato daquilo que existe como o Universo, como o Mundo, e como Você e Eu. A Verdade é eterna, sem começo, sem mudança e sem fim. Sendo infinita e eterna, a Verdade é harmoniosa e perfeita para todo o sempre.

A percepção da natureza exata da Verdade é de vital importância para todos nós. Por quê? Porque a Verdade é o Fato estabelecido, a Realidade de tudo que existe. Conhecer a Verdade é estar consciente da Perfeição imutável que constitui a totalidade do Universo, e esta totalidade inclui a mim, a você e a todos. Quando conhecermos a Verdade com convicção idêntica àquela que possuímos, de que um mais um é igual a dois, sem maiores esforços, realmente estaremos conhecendo a Verdade. Com frequência vínhamos pensando que conhecíamos a Verdade, quando, o que fazíamos, era nos entregar aos pensamentos de querer algo. Conhecer realmente alguma coisa significa estar consciente de sua existência estabelecida e imutável; incluir em tal grau em nossa Consciência aquele conhecimento, que permaneceríamos impossibilitados de aceitar que a coisa conhecida fosse diferente daquilo que ela realmente é.

O fato estabelecido, de um mais um ser igual a dois, não inclui nenhuma condição ou Verdade parcial. De igual modo, a Verdade básica de que o todo imutável, eterno e perfeito Deus único abrange a totalidade da existência, jamais poderia incluir uma parcela, uma condição ou uma oposição.

Frequentemente, vínhamos conhecendo a Verdade de uma forma que Ela estivesse se opondo a algo, como se existissem certas forças contrárias à Verdade que estávamos a conhecer. O caminho das afirmações e negações nos leva a esse engano. Se pudesse haver algo que se contrapusesse à Verdade, isto indicaria que a Verdade não seria o Fato total e completo da Realidade, ou daquilo que possui existência. Uma negação do erro jamais revela a Verdade. Tampouco faz com que a Verdade Se torne mais verdadeira do que Ela já é neste exato instante. Jamais nos preocupamos com o que não é verdadeiro, pois, trata-se de algo não-existente. Para quê nos ater àquilo que é nada? Pelo contrário, nós contemplamos o Fato básico da existência: a Totalidade, a Unicidade, a Presença onipresente, onipotente, inabalável e ininterrupta da Perfeição que existe.

Continua…

AS RIQUEZAS DA CONSCIÊNCIA CRÍSTICA

AS RIQUEZAS

DA CONSCIÊNCIA CRÍSTICA

Doris Defour Henty

A afirmação de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância”, somente poderia ser feita no reconhecimento de sua Cristo-identificação.

A base da abundância de Cristo Jesus é o entendimento de que toda substância é Espírito e é sempre-presente na totalidade de sua plenitude inesgotável. As verdadeiras riquezas são inerentes à sua Cristo-identidade. Elas não serão encontradas no conceito humano de existência. Tivesse Jesus acreditado que a abundância fosse proveniente da matéria, da pessoa, não poderia nunca ter alimentado a multidão. Jesus conhecia a “completeza divina” como fato sempre-presente, e ele fez sua própria identificação com esta completeza: tanto com os pães e peixes como com o dinheiro do tributo. Em tal autopercepção infinita não poderia haver falta de nada.

Conheça-se estando identificado como abundância espiritual, ilimitada. Você é a total manifestação de Deus, abençoado com a substância da bênção que jamais tem fim. “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo que eu tenho é teu.” Não existe coisa alguma na infinitude que chegue a se esgotar. Tudo se desdobra mais e mais em beleza e grandiosidade como seu próprio ser. Sua Cristo-natureza interna brilha como alegria, datividade, beleza, completeza infinitas, como a plenitude da harmonia em que não há nenhuma alternativa ou limite.

Seu Cristo-domínio é o “poderoso libertador” da crença de que a vida está à mercê de circunstâncias ou oportunidades. Ele liberta da “crença cruel” de que devemos nos submeter às incertezas e agruras do caminho mortal de vida. Você não tem qualquer afinidade com tal “escuridão”. O caminho mortal é ignorância. Ele ignora a glória e bênção, a grandeza e majestade, a liberdade e certeza, atributos tão naturais, tão inevitáveis, para a sua Cristo-consciência.

"ONDE ESTÁ A VOSSA FÉ?"

“ONDE ESTÁ A VOSSA FÉ?”

Lucas, 8: 25.

Dárcio

Após acalmar o vendaval e a fúria das águas de uma tempestade, fez Jesus esta pergunta aos discípulos: “Onde está a vossa fé?” Em outras palavras, perguntava: “Estão acreditando na Realidade perfeita imutável? Ou continuam vendo a ilusão de aparências mutáveis?” “Onde está a vossa fé?”

Há um Universo único, perfeito e onipresente! Este Universo é inteiramente Deus sendo! Por isso Cristo disse: “O meu reino não é deste mundo”. Além disso, por saber que a Verdade é universal, completou: “Vós, deste mundo, não sois!” Não poderíamos ser habitantes de uma “miragem”. Ver-se “na matéria”, portanto, é pura ilusão!

“Onde está a vossa fé?” Onde ela se localiza? Na mente humana? Não! Mente humana não combina com a Verdade! Mente humana vê aparências! Aparências boas e más! Que é a Verdade? O Reino de Deus, Único, perfeito; nEle não há bem nem mal, nem passado, presente ou futuro, mas tão somente este AGORA!

O Universo é Mente Onipresente consciente! VOCÊ é esta Mente individualizada, assim como cada ponto de uma reta é a “reta individualizada”. É preciso que VOCÊ se descubra “formando este Universo de Luz!” Somente com a “nossa” inclusão na Luz que somos, Deus pode ser Deus, completo e onipresente!

Faça este reconhecimento: de olhos fechados, perceba que a Luz, que VOCÊ É, está resplandecente em grau máximo de Sua potência! Perceba que esta Luz é Deus em VOCÊ, e é VOCÊ em Deus! Não existe “matéria” sendo o seu ser! “Deus é Luz e nEle não trevas nenhumas”. Portanto, a suposta “matéria” não passa de “ausência do reconhecimento da Presença da Luz!” Se assim fizer, poderá responder à questão levantada por Cristo: “Onde está a vossa fé?” Ela está na Realidade perfeita e harmônica! Está na contemplação da Luz Oniativa e Onipresente! Está na percepção de que não há tempestade nem bonança, mas que TUDO É!

Este discernimento exclui as “aparências”; exclui a “mente dividida” que espera vê-las “melhoradas”. Somente Deus existe! E Deus é Perfeição absoluta onipresente!

.

A MÍSTICA DE "O CAMINHO INFINITO"

 

A MÍSTICA DE “O CAMINHO INFINITO”

Lorraine Sinkler

 

A essência de O Caminho Infinito, seu coração e sua alma, estão em sua mística. Neste caminho não temos que lutar  nem mentalizar para obter o que já temos, ou para ser o que  já somos. Nossa única necessidade é a de arranjarmos períodos suficientes de silêncio, de quietude interna, de tal forma que a Consciência que constitui a realidade de nosso ser, possa aflorar em expressão através de nosso consciente contato com Ela.

 

A consciência humana envolve sempre um conceito de separatividade, de dualismo, de muitas mentes, muitas pessoas, muitos poderes. Quão diferente é tudo isso  da Consciência mística, que é a consciência do Um, aquele Um-Eu-Sou! Esta é a Verdade sobre cada pessoa, e este conhecimento “nos torna um” com todos os demais seres.

 

Transcendendo o visível rumo ao invisível, ficamos no mundo mas vendo através dele. Sabemos que existe unicamente o Um, a despeito das aparências; sabemos que unicamente este Um está em operação. Somente Deus é, e Deus está sempre sendo, sempre aparecendo como Consciência espiritual individual, totalmente pleno e Auto-completo. A consciência humana está sempre  padecendo de um conceito de separatividade, e portanto, o foco está sempre em “se buscar algo”. Ela acredita ser dependente de alguma pessoa ou grupo, mesmo de um praticista ou mestre espiritual “exterior”. Isso não é verdade! A plenitude da vida, tudo de que necessitamos, já existe incorporado à nossa Consciência, e não precisamos lutar para obtê-lo. Todas as pessoas que devem fazer parte de nossa experiência já estão em nossa Consciência, onipresentes agora.

 

“Eu vim para que todos tenham vida, e que tenham vida com abundância”. Este “Eu”, o Espírito de Deus, está dentro de nós, de modo que podemos ser uma luz para aqueles que ainda não tem este conhecimento de que, também dentro deles, esta mesma Luz já está brilhando em sua plenitude. Estamos agora nos voltando deste buscar e lutar por conseguir, para podermos somente ser; ser esta Consciência divina que  já somos. Estamos agora despertando para a Consciência mística de que “Eu tenho alimento que o mundo desconhece”, a comida eterna que nos alimenta e  sustenta.

 

Perguntemo-nos:”O que eu possuo como aquela Consciência mística? Na quietude, escutamos a resposta: “Eu tenho amor, e eu posso irradiar amor ao mundo, em quantidades ilimitadas”. A Consciência que eu sou, tem o pão da vida para compartilhar, a percepção de que “nem só de pão vive o homem, mas da palavra espiritual da Unicidade.”A Consciência mística sabe que eu desconheço qualquer senso material, por ter conhecimento da integralidade do universo espiritual.

 

O Meu Reino é o centro da paz eterna, uma paz todo-abrangente, um amor todo-envolvente, em que ódio algum jamais pode penetrar. Não vejo nem bem nem mal, por habitar neste Reino interior. Não necessito de nada, não tenho desejo algum, porque tudo já me está disponível: como Deus, em Deus e através de Deus. Tudo já está cumprido. Nesta paz não há discórdia, não existe desarmonia. O Meu Reino é um estado de preenchimento divino, em que tudo o necessário à plenitude da vida se mostra disponível no exato momento em que for requerido.

 

Eu volvo a atenção “deste mundo” àquele Reino interior.  Nada tenho a ver com problemas, pecados, doenças, carências, ódios e batalhas deste mundo, exceto não fazer julgamento algum, exceto orar, exceto perdoar e confortar, e deixar que jorre livremente, a este “vale de lágrimas”, o infinito amor e misericórdia de Deus que está dentro de mim. Assim fazendo, eu me aproprio de meu divino direito, que é  a bênção que o Pai faz jorrar sobre mim. Ele vê a Si mesmo como o meu ser, e diz: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. E eu, de minha parte, reconheço: “Eu e meu Pai somos um”, e “é do agrado do Pai dar-me o Reino”, agora, sempre e eternamente. Se não alcançarmos esta percepção, facilmente cairemos na armadilha de acreditar que o mundo conhecido através dos cinco sentidos é o único mundo real. Mas pelo contrário, ele é um mundo irreal, por estar sempre em mutação e flutuação, enquanto o Mundo da Realidade é um estado de ser eternamente completo, sempre Se desdobrando e Se revelando à nossa percepção. Nós temos uma tarefa a cumprir neste mundo, a tarefa de dissolver a consciência humana e ascender à dimensão superior da vida. Todos os problemas ficam resolvidos, não por serem enfrentados, mas sim, por nos deslocarmos dos problemas para viver no referencial da Consciência espiritual, que desconhece problemas. Todos os problemas se baseiam na consciência humana; contudo, todo assim-chamado poder deste mundo pôde ser desmascarado como sendo não-poder, por aqueles que se elevaram acima da consciência humana. Esta é a nossa missão final: dissolver a consciência humana, primeiro para nós mesmos, e depois, para o mundo.

 

Se aprendermos a ir para dentro de nós mesmos, sem lutas, sem desejos, tudo que nos for necessário se revelará e aparecerá externamente. Quão reconfortante é o pensamento: “Nada pode ser acrescentado e nada pode ser tirado da Consciência infinita que Eu Sou, pois, eu já sou realizado e Autocompleto em Deus”.

 

Repousemos, agora, na percepção de nossa própria Consciência infinita já completa. Esta Consciência desconhece desapontamentos, sem se importar  com o que possa estar acontecendo externamente. Nós habitamos na Verdade de que “Eu já sou completo”. Dediquemo-nos a esta conscientização,  por nos interiorizarmos, momento a momento, àquela conscientização para podermos vivenciá-la e praticá-la no mundo.

 

Conscientize sua Filiação divina, sua herança divina como um filho de Deus, ame supremamente esta divina Consciência; comungue com Ela, habite nEla; e então, deixe Sua luz brilhar através de você com toda a Sua plenitude e com toda a Sua glória. “Minha glória não será dada a outro”. Deus concede Sua glória somente a Si mesmo, aparecendo como nossa própria Consciência divina. No Silêncio e na Quietude, Deus Se glorifica como cada um de nós, para que possamos ser instrumentos de Sua paz,  Seu amor e Sua vida. Se Deus  tem feito a doação de Si mesmo como o ser que cada um de nós é, isto é para que possamos elevar a consciência de toda a humanidade. Assim,  abramos os portões do templo de nosso ser, para que o Rei da Glória interna possa irradiar todo o Seu esplendor.

A CIÊNCIA CRISTÃ…Parte 2

A CIÊNCIA CRISTÃ:

Sua Revelação e Aplicação Humana

 

JULES CERN

PARTE 2

A descoberta da Ciência Cristã

A esta altura, poderia alguém perguntar: “Mas não será o físico tão real e verdadeiro e não fará parte da criação tanto quanto o espiritual?” Vejamos.

Há muitos anos esta mesma pergunta se deparou a Mary Baker Eddy, antes de haver esta descoberto a Ciência Cristã. A Sra. Eddy fora criada por pais que amavam a Deus, e em seu lar a leitura da Bíblia constituía atividade diária. Contudo, como cada um dos demais, com sua fé convencional em Deus, acreditava também ela, àquele tempo, que a criação fosse uma mistura de bem e mal, de vida e morte, de espiritual e material. Embora tal ponto de vista indefinido não enfraquecesse sua fé em Deus, turvava, como em tantas outras pessoas, a sua compreensão acerca de Deus.

Durante muitos anos de adversidade e moléstias crônicas, a Sra. Eddy experimentou vários tratamentos médicos, sob os cuidados dos melhores facultativos de que se dispunha na época. Além disso, ela orava a Deus diariamente, muitas vezes. Nada, porém, parecia poder livrá-la de seu ordálio. Certo dia, ficou tão gravemente ferida, em conseqüência de uma queda, que os médicos declararam que ela não se salvaria. Após suportar quase três dias de sofrimento cruciante, a Sra. Eddy abriu sua Bíblia no nono capítulo do Evangelho segundo Mateus. Esse capítulo contém o relato da cura de um paralítico, efetuada por Jesus. Ela estava muito bem familiarizada com os pormenores dessa cura. Mas, dessa vez se voltou para o assunto com muita humildade, buscando antes a compreensão da causa divina que a do efeito humano. Já não estava tão interessada no que Jesus fizera, mas na maneira como o fizera.

As algemas mentais das teorias médicas e da teologia estéril foram postas de lado. Seu espírito achava-se bem aberto a tudo o que Deus queria que ela conhecesse. De súbito se lhe iluminou o pensamento com a percepção de Deus como Espírito infinito, onipresente, como a única Vida, incorpórea, imortal—Vida eternamente perfeita. Essa integralidade da Vida, completamente espiritual, foi vista como realmente é: livre de confusão, livre de obstáculos e isenta de antagonismo da matéria ou aparência física. Essa verdade espiritual do ser, simples e ilimitada, inundou-lhe o espírito. Essa iluminação, esta luz divina, significava a eliminação das trevas humanas. A Sra. Eddy foi curada instantaneamente. Quando a harmonia que provém da compreensão de que Deus é Tudo predominou em seu pensamento, prevaleceu também em sua vida.

Essa ocorrência sagrada estabeleceu o curso de sua grande missão. Depois de sua cura, a Sra Eddy retirou-se de todas as atividades sociais, e durante três anos dedicou todo o seu tempo ao estudo da Bíblia, em contemplação e oração diárias. Em Retrospecção e Introspecção, (p. 25) ela o relata dizendo: “A Bíblia foi meu livro de estudo. Respondeu às minhas perguntas acerca do modo como fora curada; porém, as Escrituras tiveram de mim um novo significado, falaram-me uma nova língua. Sua significação espiritual apareceu; e pela primeira vez apanhei em seu sentido espiritual os ensinamentos e as demonstrações de Jesus, bem como o Princípio e a regra da Ciência espiritual e da cura metafísica—numa expressão, a Ciência Cristã. Chamei-a Cristã porque nos move à compaixão, é benéfica e espiritual. A Deus denominei Mente imortal. (…) Ao Espírito chamei de realidade, e à matéria, de irrealidade.”

Portanto, através de sua cura, a Sra Eddy descobriu que a realidade, ou verdade do ser,é inteiramente espiritual e inclui o homem espiritual e o universo espiritual. Essa criação de Deus, absolutamente espiritual, foi vista como a única criação que existe, a qual não inclui matéria nem implica existência de condições físicas—foi vista como sendo Tudo, agora mesmo, aqui mesmo e em toda parte, em lugar de matéria e de corporalidade. De acordo com isso, foi a sra Eddy inspirada a escrever em seu livro Ciência e Saúde (p. 167): “Não é prudente assumir uma atitude vacilante e parar a meio do caminho, ou esperar agir igualmente com o Espírito e a matéria, com a Verdade e com o erro. Há um só caminho—a saber, Deus e Sua ideia—que conduz ao ser espiritual”.Certamente, esta advertência é bem precisa, não deixando lugar para uma posição neutra.

A cura, conseqüência da compreensão

de que Deus é Tudo

Compreensivelmente poderia alguém dizer: “Bem, se a Ciência Cristã revela não existir matéria e corpos físicos na integralidade de Deus, não compreendo como entra na prática da Ciência Cristã a cura da matéria ou de corpos físicos.”A resposta a essa objeção é muito simples.

Lembremo-nos de que tudo o que parece mortal ou físico é apenas uma falsa crença de que Deus, o Espírito, não é infinito, não é TUDO. Tal crença errada não faz parte da realidade espiritual, é uma ilusão mental. Logo, o que parece ser a cura de um mortal ou de um corpo físico, efetuada mediante a revelação divina de que tudo é Espírito e espiritual, é simplesmente a prova de que uma falsa crença cedeu à realidade divina. A Sra Eddy o afirma nitidamente nestas palavras, em Ciência e Saúde (p. 370). “O corpo melhora sob o mesmo regime que espiritualiza o pensamento.”Isso é muito natural. O que parece um corpo físico é apenas um pensamento físico, o pensamento de que existe alguma coisa física, o falso pensamento de que a identidade do homem não é semelhante a Deus, ao Espírito. Conseqüentemente, quando o pensamento está espiritualizado, isto é, imbuído da compreensão real acerca da integralidade e perfeição do Espírito e da identidade espiritual e perfeição do homem, então o pensamento se harmoniza. Porque quando nosso pensamento não corresponde à crença de que exista matéria, também não se deixa perturbar por essa crença. Portanto, quando o pensamento se acha espiritualmente harmonizado, então o que se julgava ser físico está humanamente harmonizado. A isso talvez chamemos de cura do corpo físico, mas, na realidade, é a cura do pensamento que acreditava na existência física.

Assim vemos que a cura e a harmonia acompanham a prática da Ciência Cristã com a mesma naturalidade com que borbulhões e ondas seguem na esteira do navio que avança. Contudo, talvez seja bom compreender-se que para manter o barco em sua rota ou determinar-lhe o curso, o comandante não volta sua atenção para a esteira deixada pelo barco. Se tiver muito combustível apropriado, evitar vazamento e aderir à ciência da navegação,seguirá firmemente sua rota, e seu avanço será certo. A esteira deixada, de ondas e borbulhões, é conseqüência natural do avanço do barco. Não obstante, os borbulhões e ondas não são a meta do barco em movimento. São apenas repercussões ou efeitos inseparáveis de sua marcha. Só não deixa esteira o navio que fica parado.

De igual modo o Cientista Cristão vigilante, para manter seu pensamento na direção errada ou determinar-lhe o progresso, não presta atenção às condições da matéria e do corpo físico. Quando seu pensamento está abastecido de conceitos certos acerca de Deus e do homem, ele evita todo vazamento que os pensamentos de natureza não-divina põem produzir. Adere aos preceitos de navegação divina, e então sua marcha é segura e seu progresso é certo. Quando o pensamento progride, seguindo a compreensão acerca da inteireza e perfeição do espírito infinito, e acerca da perfeita identidade espiritual do homem, a conseqüência natural é deixar atrás de si uma esteira de curas e de harmonia. Mas o pensamento que anda sempre em busca de cura, em vez de buscar a compreensão espiritual que efetua a cura, poderá verificar que é como o navio que se encontra parado. O pensamento que se acha parado, que permanece indiferente em relação à integralidade do Espírito e a crença na matéria, retarda o surgimento da esteira de curas e de harmonia. Com efeito, a cura e harmonização do que parece matéria e corpo físico não constituem a meta da Ciência Cristã. São apenas efeitos inseparáveis dessa ciência. Não obstante, sua aplicação é mui normal.

Continua…

 

"COM DEUS TODAS AS COISAS SÃO POSSÍVEIS"

“COM DEUS TODAS

AS COISAS SÃO POSSÍVEIS”

Mateus, 19: 26.

Dárcio

As revelações divinas são fatos espirituais eternos! Quando nelas nos firmamos, corporificando-as à nossa maneira de ser e de agir, as coisas passam a fluir também visivelmente em harmonia. Há uma Unidade ativa: Deus em ação, ou Oniação. Toda Atividade perfeita está acontecendo aqui e agora! Quando nos limitamos, acreditando em problemas ou situações difíceis ou irreversíveis, estamos, na verdade, negando estas revelações ou negando a onipresença eterna da Harmonia que É.

 

“Com Deus todas as coisas são possíveis”. Isto não quer dizer que todas as nossas vontades humanas irão ser prontamente atendidas! Tal aceitação seria uma infantilidade! Haveria um Deus trabalhando para atender a caprichos da mente carnal? Não! Por outro lado, o sentido é infinitamente mais grandioso! TUDO QUE É PERFEIÇÃO, HARMONIA, AMOR, REALIZAÇÃO, PLENITUDE, JÁ EXISTE! E NOS INCLUI! Por que parecemos não estar vivenciando este fato? Por não ficarmos “com Deus”, como diz a revelação. É “com Deus” que todas estas são possíveis, por já serem fatos espirituais!

 

Que é estar “com Deus?” É perceber Sua Presença sendo a sua! “Eu e o Pai somos um”. Esta é a chave! Ao fechar os olhos para este mundo, abrindo a mente à infinidade de sua Consciência gloriosa, o Universo é discernido sendo uno com você! A partir disso, os quadros visíveis também passam a refletir esta harmonia.

 

De olhos fechados, contemple a revelação de que TODAS AS COISAS SÃO POSSÍVEIS, por serem Fatos espirituais já feitos, eternos e mantidos por Deus! Conserve-se nesta “percepção silenciosa”, até sentir-se internamente pleno, num estado de paz que lhe comprove este discernimento.

CARNAVAL

 

CARNAVAL

Dárcio

Que são as imagens de “Carnaval”, vistas na mente humana? São a manifestação hipnótica da crença de que há prazer e alegria na matéria, ou fora de Deus. Estas imagens não têm pessoas! São imagens falsas, como sonhos, e enquanto alguém se identificar com elas, também poderá se identificar com alguma figura presente nas imagens, um suposto “ser humano”, quando, então, a ILUSÃO será total!

Não existe mundo humano! Estas imagens são meras representações ilusórias de crenças falsas! DEUS É TUDO! E somos expressões individuais de Deus. Aquele que se desvincular mentalmente das imagens “deste mundo”, para se identificar com o êxtase de ser glorificado por Deus, se livrará dos “Carnavais” da ILUSÃO, e sentirá a alegria verdadeira, que é ininterrupta e sem ressaca!

CIÊNCIA CRISTÃ- Parte 1

CIÊNCIA CRISTÃ

Sua Revelação Divina e Aplicação Humana

JULES CERN

Parte 01

Qualquer pessoa que dirige automóvel sabe que quando a engrenagem de mudança de velocidade está em ponto-morto, este só pode ficar imóvel ou rodar ladeira abaixo. Poderíamos ter um belíssimo carro com o tanque cheio da melhor gasolina e acelerar o motor a plena velocidade, mas não faria avanço substancial, a menos que deslocássemos do ponto- morto a engrenagem de mudança.

Parece que a humanidade, no curso de toda a sua História, vem tentando progredir na compreensão da existência enquanto se mantém em atitude neutra com relação a Deus e à matéria. O pensamento humano poderá afirmar reverentemente que Deus é infinito e que Deus é Tudo. Não obstante, se continuar a acreditar na existência de algo além de Deus, em algo mais, chamado matéria, ou mortalidade, ainda estará mentalmente em ponto-morto, quer se ache imóvel, quer rodando ladeira abaixo.

A Ciência Cristã nos permite deslocar o pensamento dessa posição neutra, desse marasmo mental, para a compreensão espiritual acerca da infinidade de Deus e da nulidade da matéria, isto é, para a senda do progresso ilimitado que acompanha essa compreensão. A Ciência Cristã não é a primeira religião a declarar que Deus é infinito, que Deus é Tudo. Mas é a única a explicar o pleno significado da Infinidade de Deus, o meio de, com compreensão, aplicarmos esse conceito na vida prática e demonstrá-lo de modo convincente. Tal demonstração baseia-se na cura e harmonização do que parece constituir os males e discórdias da humanidade.

Para se ter um vislumbre da verdadeira significação da infinidade de Deus, talvez seja útil considerarmos a definição da palavra “infinito”, dada no Novo Dicionário Internacional de Webster. Assim a define ele: “Sem limites de espécie alguma; ilimitado, imensurável, não confinado; sem fim.”De acordo com essa definição, a Ciência Cristã demonstra que o verdadeiro sentido da palavra “infinito” se refere exclusivamente a Deus e Sua manifestação. A revelação divina da Ciência Cristã mostra Deus como Espírito infinito, Mente infinita, Vida infinita, Amor infinito, Alma infinita, Verdade infinita, Princípio infinito. Todas essas expressões são sinônimas do termo Deus, ser único, perfeito e infinito. Se houvesse alguma coisa finita, mortal, corpórea ou material no infinito, este não seria “Sem limites de espécie alguma; ilimitado, imensurável, não confinado; sem fim.”

As implicações da Ciência Cristã

Não se podem excluir da Ciência Cristã as implicações de sua divina revelação. É como em matemática: a revelação de que um mais um é igual a dois implica necessariamente no conhecimento de que um mais um não pode ser diferente de dois. Qualquer crença de que um mais um seja mais que dois, é errônea, constitui equívoco inadmissível em matemática.

De maneira semelhante, a revelação divina de que Deus é o Espírito infinito, de que Ele é Tudo, implica necessariamente na revelação de que não pode existir coisa alguma além da infinidade do Espírito. Qualquer crença de que além do Espírito infinito exista algo chamado matéria é crença errada, constitui equívoco mental, o qual não tem lugar no reino absoluto do Espírito. A revelação divina de que Deus é a Mente infinita, TUDO, implica na impossibilidade de existir outra mente que não seja a infinita. Qualquer crença de que além da Mente infinita exista algo chamado mente mortal, ou muitas mentes, é crença errada, constitui equívoco, não tem lugar no reino absoluto da Mente. A revelação divina de que Deus é a Vida infinita, é TUDO, implica na impossibilidade de existir coisa alguma além da Vida infinita. Qualquer crença de existir além da Vida infinita algo chamado vida mortal, vida limitada, vida enferma, ou vida morta, é crença errada, constitui equívoco, e não tem lugar na infinidade da Vida.

O estado de perfeição do homem

A infinidade de Deus, exclusivamente espiritual, não exclui a existência do homem e o universo. Exclui, porém, a existência da matéria, do corpo físico ou da mente mortal. Deixa o homem onde sempre esteve e está, agora, na onipresença da Vida e do Amor divinos. Deixa o homem como sempre foi e é, agora, completamente espiritual, a idéia perfeita da Mente infinita, o reflexo todo harmonioso da Vida perfeita. Neste contexto, a palavra “homem” se refere a cada um de vós, significa o que realmente sois, mas não o corpo, o que não sois, o que ninguém é.

A Bíblia nos diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou” (Gn. 1: 27). Ora, se Deus é o Espírito infinito, Sua imagem tem de ser completamente espiritual, imortal, e não física. Não há nada físico no Espírito infinito, e por isso não pode existir coisa alguma física no homem, a imagem do Espírito. A revelação divina de que a identidade do homem é a imagem de Deus, ou seja, do Espírito, implica ma impossibilidade de existir outra identidade senão a espiritual. Qualquer crença de que a identidade do homem possa ser alguma coisa não espiritual, denominada corpo físico, é crença errada, constitui equívoco, e não tem lugar na infinidade do Espírito. Assim o declara o apóstolo Paulo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito…” e acrescenta: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:9, 16). Em outras palavras: o Espírito infinito testifica com a nossa identidade espiritual, nossa única identidade, que somos filhos de Deus. A identidade espiritual do homem não é modelada segundo o conceito físico, mas é formada à imagem de Deus. Não pode ser confinada no corpo físico, nem se pode defini-la pelo aspecto do corpo físico. O homem, a imagem do Espírito infinito, não pode ser fisicamente descrito, assim como não pode ser fisicamente delimitado.

A revelação divina da Ciência Cristã mostra que a palavra “homem” não é sinônimo de corpo físico.“Homem” é sinônimo de “ideia espiritual”, imagem ou expressão de Deus. Esse homem inteiramente espiritual sois vós; é a única e verdadeira identidade de cada um de nós. Essa verdadeira identidade não é algo que seremos, mas o que realmente somos neste momento. A identidade espiritual não é algo que esteja sendo mantido em reserva até que o homem se desembarace das limitações físicas. O homem é a identidade espiritual, e não a aparência física.

Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, o afirma mui claramente nestas palavras, em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (p.428): “É preciso trazer à luz o grande fato espiritual de que o homem é, não será, perfeito e imortal.”

Continua…