A EXPERIÊNCIA DE DEUS

Dárcio

Muitos pensam que a chamada EXPERIÊNCIA DE DEUS é algum tipo de experiência espiritual vivenciada apenas ocasionalmente por alguém. Eis o porquê de jamais devermos encarar o mundo sem ser a partir do Absoluto. A Experiência de Deus é um acontecimento ininterrupto; é um fato que está se dando sempre, a todo instante, inclusive AGORA.

Deus É! Logo, a “Experiência de Deus” também É!  DEUS É TUDO COMO TUDO, o que torna claro que este EU, que EU SOU, é obrigatoriamente aquilo que Deus É, tudo que Deus É, e somente o que Deus É. Conclusão: EU SOU A EXPERIÊNCIA DE DEUS. A minha Existência é a Experiência de Deus; a sua Existência é a Experiência de Deus, e a Existência Universal é a Experiência de Deus. Este simples reconhecimento constitui a chamada meditação, ou contemplação da Verdade.

A Experiência de Deus não ocorre somente durante as meditações: Ela está ocorrendo sempre! Meditamos apenas para PERCEBER este Fato. Mais correto seria dizer que a Experiência de Deus ocorre INCLUSIVE na hora em que meditamos. Este mecanismo é análogo ao fato de estarmos vivos. Cada um de nós está vivendo agora. Ao fazermos uma pausa para perceber este fato, será que o estaríamos tornando verdadeiro a partir de então? Não; nós já estávamos vivos!

Dissemos, há pouco, que a constatação de que estamos vivos é análoga à percepção da Experiência de Deus. Mas, as duas coisas não são realmente análogas, mas sim idênticas. Na verdade, as duas são uma COISA ÚNICA. Deus é Tudo como Tudo. Deus é Vida, e a ÚNICA Vida que há. A Experiência de Deus, portanto, é a Experiência da Vida. Passamos todos, neste AGORA, pela experiência de viver, e esta constitui a própria Experiência de Deus. Além disso, sendo Deus Tudo como Tudo, não existe mais ninguém que pudesse ter a Experiência de Deus. Estamos expondo o seguinte fato: A EXPERIÊNCIA DE DEUS É EXPERIENCIADA PELO PRÓPRIO DEUS, E NUNCA POR ALGUMA PESSOA. Não existe pessoa alguma neste Universo. DEUS É TUDO! E Deus aparece COMO cada Expressão individual. Não há “Experiências de Deus” pessoais ou isoladas! HÁ SOMENTE UMA EXPERIÊNCIA DE DEUS, CONSTANTE E ININTERRUPTA, SENDO A EXPERIÊNCIA DE CADA UM DE NÓS, NESTE EXATO INSTANTE.

Cada um de nós deve chegar a uma única conclusão: “Eu sou a Experiência de Deus. Deus experiencia a Si mesmo como o Ser que Eu Sou”.

O Universo não é como a suposta mente humana o vê e aceita. A contemplação desta Verdade precisa ser feita. Muitos já ouviram que a mente humana apenas forma um conceito de Universo; porém, a maioria não se deteve nesse ponto para bem conscientizá-lo. Precisamos nos acostumar com a idéia de que a Experiência de Deus é algo ininterrupto, pois a falsa crença de que tal Experiência “nos chega” pela meditação ou contemplação vem predominando na vida de muitos. Exemplificando, é inaceitável, após sermos informados de que o mundo não é como aparenta ser, que continuemos a aceitá-lo da mesma forma, muitas vezes até mesmo justificando tal aceitação com frases do tipo: “Eu somente compreendi isto intelectualmente”. Não; a suposta sabedoria humana não pode “entender” intelectualmente uma Verdade. Deus é Tudo como Tudo; e Deus é a Verdade. Logo, cada um de nós está incluso nesta totalidade, ou seja, cada um já é esta Verdade.

Aqueles que lêem agora estas palavras, e se esforçam para entendê-las, apenas demonstram não havê-las compreendido até aqui, muito embora já tivessem tido anteriormente contato com estas revelações. Que conclusão podemos tirar? Que a mente que tenta conscientizar a Verdade, a cada leitura, não é a nossa mente. Nossa Mente real é a própria Verdade, e possui plena consciência deste fato. Em outras palavras, uma suposta mente humana, dotada de uma suposta sabedoria, tenta nos fazer crer que estamos num Universo imperfeito, tal como ela aparentemente nos apresenta.

No Gênesis, encontramos que o homem, tendo sido enganado pela “sabedoria da serpente”, acabou sendo expulso de paraíso. Que homem seria este? Que mente poderia ser enganada? NENHUM E NENHUMA! Eis as respostas! DEUS É TUDO! Exatamente onde o suposto homem parecia estar, verdadeiramente encontrava-Se Deus, em manifestação individual; exatamente onde a mente passível de ser enganada parecia existir, encontrava-Se a Mente Divina, aparecendo como a Mente individualizada. Conclusão: JAMAIS EXISTIU A EXPULSÃO DO PARAÍSO! Qualquer “expulsão” implicaria dualidade, ou seja, a existência de um lugar, e a existência de alguém que pudesse ser expulso dele para algum outro. DEUS É TUDO! Deus é o Paraíso, e Deus é o Ser que eternamente o habita! Em outras palavras, Deus aparece como o Paraíso e como a totalidade de tudo que nEle está contido. E, ESTA TOTALIDADE, ESTA ONIPRESENÇA, CONSTITUI A EXPERIÊNCIA DE DEUS!

Muitos dizem que não conseguem “sentir” esta Experiência de Deus, quando meditam. Assim, ficam com a falsa impressão de que teriam que se elevar ainda mais em consciência, o que, segundo eles, seria conseguido por meio de muita dedicação, horas de interiorização, etc. Contudo, não existe uma escala de graduação de consciência. DEUS É CONSCIÊNCIA, E DEUS É A ÚNICA CONSCIÊNCIA QUE HÁ! Deus está sendo, aqui e agora, a Consciência que cada um de nós já É! A Consciência de Deus, aparecendo como nossa Consciência individual, constitui a EXPERIÊNCIA DE DEUS. Assim, Deus está, agora e sempre, experienciando a Si mesmo COMO cada um de nós.

Este fato não se deve a nenhum tipo de meditação, dedicação ou qualquer outra suposta atividade humana. NÃO EXISTEM ATIVIDADES HUMANAS! Deus é a ÚNICA Atividade real. Tampouco existe qualquer pessoa para “experienciar Deus”. DEUS É O ÚNICO SER, E DEUS DÁ EXPRESSÃO A SI MESMO COMO CADA UM DE NÓS. Queremos salientar o seguinte: não fazemos meditações ou contemplações da Verdade para “sentir” a Experiência de Deus. Nosso objetivo é outro: CIENTES DE QUE DEUS É A EXPERIÊNCIA DE SI MESMO, ALÉM DE SER O PRÓPRIO EXPERIENCIADOR, PERCEBEREMOS A INEXISTÊNCIA DE QUALQUER PESSOA SUPOSTAMENTE PROCURANDO SE ELEVAR EM CONSCIÊNCIA, TENTANDO SE UNIR A DEUS, OU FICANDO NA EXPECTATIVA DE EXPERIENCIAR DEUS. Isto seria algo impossível de ocorrer, além de contrariar a Verdade Absoluta aqui apresentada.  Nunca tente, como pessoa, “sentir” a Presença de Deus. Uma ilusão jamais poderia experienciar a Realidade. Em vez disso, independente de qualquer coisa, SAIBA QUE DEUS ESTÁ SENDO VOCÊ!

“Muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.” (Mt. 13; 17). Não são pessoas, boas ou iluminadas, que têm e Experiência de Deus. SOMENTE EXISTE DEUS! E, Deus é a Sua própria Experiência COMO a Experiência de cada um de nós.

Este conhecimento da Verdade nos dá condições de EXPERIENCIÁ-LA no AQUI e no AGORA, pois já não existem “seres humanos” e suas limitações. Há somente Deus, e Deus está sendo agora o Ser que cada um de nós JÁ É!

ESTA É A CHAMADA EXPERIÊNCIA DE DEUS.

"OLHOS DO SENHOR"

Marie S. Watts

A Bíblia estabelece que “Os olhos do Senhor são sobre ti”. Realmente, os “olhos do Senhor” são os ÚNICOS olhos que há. A Substância de toda Visão consciente, perfeita, eterna e imutável, existe exatamente aqui e agora. Este OLHO Todo-vidente, que é Deus vendo, é focalizado, ou evidenciado, neste ponto focal denominado “olhos”. Esta Visão é Deus — o EU SOU que VOCÊ É — distintamente vendo neste ponto focal. Contudo, não há separação, ou divisão, da Visão infinita que é Deus vendo. Esta Visão perfeita sempre vê perfeitamente, porque Ela sempre vê UNICAMENTE Perfeição.

NÃO SEJA "FOLHA BRANCA"

Dárcio

Envolvimento difere por completo de  participação. Quem estuda a Verdade não se envolve com o mundo das aparências, mas, por outro lado, tem nele tremenda participação! Por que? Por não haver dois mundos! Há somente a Realidade Espiritual, que reconhecemos plenamente em nossas meditações contemplativas. A Unidade do Universo Absoluto abrange esta imagem finita tridimensional, assim como a imagem colorida, vista numa TV, engloba a mesma imagem em preto-e-branco exibida por outro aparelho que apenas transmite dessa forma limitada.

No dia-a-dia, a harmonia gerada por nossas contemplações pode parecer “desarmônica” em muitas situações! Isto porque exatamente somos movidos a “participar” de tudo em nosso ambiente! Nesse ponto é que se faz necessário separar o que é “envolvimento” do que é  “participação”. Se meditamos e estamos convictos de que “somos um com Deus”, não devemos esperar que o dia todo seja uma calmaria paradisíaca! Alguns momentos poderão ser; outros não! E isto é natural! Não que iremos antever situações desarmônicas! Pelo contrário, estaremos conscientes de que a “harmonia sempre É”, e, justamente por isso é que o dia-a-dia nos apresenta situações em que iremos ter de participar de muitas maneiras, mas sem envolvimentos, para “fazer” com que as “aparências” se ajustem.

Há um texto de Khalil Gibran chamado “A Folha Branca”. Conta que uma folha branca disse ter sido criada pura, e que assim iria permanecer: pura e sem  negrura alguma que pudesse chegar junto dela. Assim o tinteiro a ouviu, os lápis a ouviram, e todos se afastaram dela. E o autor encerra o texto: “E a folha de papel, branca como a neve, permaneceu pura e casta para sempre, pura e casta — e vazia”.

Conheci pessoas no caminho espiritual que adotavam uma postura de indiferença diante de tudo! Pareciam estátuas! Entendiam que “não envolvimento” seria “não participação”. Com medo de entrar em discussões, em emitir firmes opiniões, enfim, com medo de  perder a suposta “paz” , optavam por somente a tudo observar, acreditando ser aquilo uma atitude muito espiritual! Este texto, “A Folha Branca”,  fez-me recordar esse tipo de postura! De fato, aparentemente, até eles poderiam mesmo estar se mantendo melhor  do que se entrassem em “confronto” com as pessoas e situações; mas, estariam se comportando como a “folha pura, casta e VAZIA!”. A Verdade não gera acomodação ou apatia na vida humana! Pelo contrário, ela gera as condições necessárias de “ajustes”. Aquele que teme participar de tudo, achando que evitar todo tipo de troca de idéias significa poupar discussões, atritos e desavenças, e que isto significa ser “místico”, desconhece o princípio de que “somos todos um”. Por sermos uma “unidade”, a participação nossa com “todos” é a participação global “conosco mesmos”; assim como corrigiríamos, na aparência, algo errado em nós mesmos, ao fazermos o mesmo com os demais, estaremos igualmente fazendo a nós mesmos! A Verdade é a Verdade! Onde o erro aparecer, deverá ser corrigido! Com nossa total participação e sem envolvimentos emocionais! Mesmo que momentaneamente as coisas se mostrem conturbadas!

O filho de Deus, na aparência, não é  vaca de presépio  nem galo de briga! Ele simplesmente deixa fluir a reação natural que cada situação for lhe requerindo! Após cada evento, as partes refletirão e a razão tomará conta! Se formos ver como Jesus agia, notamos que ele estava sempre participando de tudo, ora sendo manso, ora sendo ríspido, mas sempre sendo aquilo que cada situação lhe fosse exigindo! Contudo, lembremo-nos: ele  agia após orar e discernir com clareza sua “unidade com Deus”. Somente assim, poderemos agir livres e confiantes de que as nossas atitudes, ou opiniões emitidas, são realmente as corretas e cabidas.

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OBS: Durante as contemplações, devemos olhar todo o quadro visivel como ILUSÃO! E incluir, neste quadro, a aparência humana do nosso ser. Deus é o Ser que somos! E o Reino de Deus é sempre o local em que estamos!

O "AGORA" NÃO É O "HOJE"

Dárcio

Assim como a cena vista na tela de cinema é “morta”, pois a “viva” está sendo projetada para substituí-la, o seu dia de “hoje” é cena já extinta! Onde está seu “hoje real”?: No AGORA ATEMPORAL que se desdobra a cada instante! Desse modo, extráia a sua atenção do “hoje” para o “AGORA”. Faça-o para valer, sem se importar se as imagens são ótimas ou péssimas! Desse modo, em vez de se prender a uma imagem-crença, onde são vistos os conceitos de bem e de mal, você estará discernindo o AGORA PERFEITO, mantido por Deus.

“O que se vê procede do que não se vê”, isto é, o que “hoje” é visto, é efeito da Causa única, que é Deus! Assim, firme-se no AGORA que o mundo não vê, reconhecendo-O PERFEITO, para que, a partir de então, ele apareça visivelmente como efeito desta contemplação! Nesse sentido, disse Jesus: “Busque o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas lhe virão acrescentadas.”

NENHUM NA CISTERNA

Dárcio

No Evangelho de Tomé, encontrado no Egito em 1945, encontramos as seguintes palavras de Jesus Cristo:

“Há muitos em volta da cisterna, mas não há nenhum na cisterna”.

A raça humana vive hipnotizada, sem saber de onde veio, onde está e para onde vai. Acomodou-se a esse desconhecimento. Os poucos que se interessaram pelo autoconhecimento, obtido por revelações, acabaram por descobrir a Essência una da Vida. Como reagiu o mundo diante das revelações? Ou as ignorou ou criou estátuas para cultuar os mensageiros!

A Verdade comum a todas as revelações diz que Deus e homem são um! Esta é a “cisterna”. E, como disse Cristo, muitos  ficam apenas  rodeando-a, sem se darem conta de que o radicalismo, em termos de aceitação, reconhecimento e identificação, é vital!

“Não existe um ponto em que Deus termina e começa o homem!. Aquilo que é visível de nós é Deus. Nós somos Deus tornado visível.” escreve Joel S. Goldsmith. Também na Seicho-No-Ie encontramos que “Deus e homem são um só corpo; Deus é a Fonte de Luz e o homem é a Luz emanada de Deus”. Jamais houve uma revelação tratando o homem como ser material, em evolução ou separado de Deus!

Quando Jesus afirmou: “Eu e o Pai somos um”, incluía, nesta percepção, a totalidade da Existência! O “Reino de Deus” é a “cisterna”. Abandone o “eu” que ilusóriamente a rodeia, e se identifique com o “Eu Sou”, que VOCÊ É, já presente DENTRO DELA!

A PERFEIÇÃO DA IMAGEM VERDADEIRA

Masaharu Taniguchi


Silenciosamente feche os olhos para o
mundo fenomênico e mentalize
o panorama do mundo perfeito da Imagem Verdadeira:


É repleto de bondade, é repleto de bondade;
é repleto de harmonia, é repleto de harmonia;
é repleto de beleza, é repleto de beleza;
é repleto de amor; é repleto de amor;
é repleto de saúde, é repleto de saúde;
é repleto de conforto, é repleto de conforto;
é repleto de Deus, é repleto de Deus;
é repleto de boas idéias,é repleto de boas idéias.

Todos os países, todos os homens estão harmonizados e se confraternizam.

Neste momento,aqui, é o Paraíso,
neste momento, aqui,
é o Paraíso…

Ao mentalizar assim, neste momento você está no Paraíso,
exatamente como mentalizou, pois o pensamento
é a única força que tem existência real,
e o mundo material não passa de sua imitação (projeção do pensamento).
E então, este mundo, que não passa de imitação,
começará a se transformar para o lado bom, para o lado belo,
para o lado saudável e para o lado harmonioso,
movido pela força concretizadora
do pensamento.

O PONTO ESSENCIAL

Lillian DeWaters

O ponto grandioso a ser considerado por você é o seguinte: você está agarrado à idéia de sua Realidade espiritual? Ou está se identificando com uma existência material? Com Deus ou com homem? Com a inspiração ou com a razão? Com a Mente divina? Ou está se concedendo uma mente humana separada?

O homem, tendo aceito que há muito deixou a casa do Pai, em imaginação vem se associando com os pares de opostos, bem e mal, vida e morte, e limitações de tempo e espaço. Seu sucesso e riqueza , também, vem dependendo largamente de sua atitude em relação a pessoas, circunstâncias, tempo e condições. Mas, nesse patamar, jamais ele poderá encontrar a paz completa, simplesmente porque esta paz completa não poderá ser achada em falsas aceitações.

Quando o homem se identifica com o Espírito, com a Mente única, ele vê que não pode mais acreditar em outra mente, como até então vinha fazendo. Na Luz Auto-Reveladora, ele pode ver que EU SOU AQUELE QUE SOU, e fica conhecendo sua inerente unidade com aquele “EU”. Desse modo, deixará de pretender evoluir ou espiritualizar uma suposta mente humana, movido pela crença falsa de que esse método alcançaria aquela mente que estava em Cristo Jesus. Tampouco desejará curar ou modificar um corpo que ele considerava ser material, com o propósito de restaurá-lo à condição real de saúde e de harmonia.

( N. do T.) ESTARÁ DESPERTO E VENDO, COM O “OLHO SIMPLES”, O SEU CORPO ESPIRITUAL E ÚNICO, ETERNAMENTE PERFEITO, HARMÔNICO E IMUTÁVEL, O “TEMPLO DO DEUS-VIVO”.)

NÃO HÁ PROVAÇÕES NA ILUSÃO

Dárcio

A crença de vida na matéria gera outra crença ainda mais absurda: de que esta vida é uma provação de Deus, uma “escola de evolução espiritual” e outros disparates correlatos! Por isso, é fundamental discernir com clareza que DEUS É TUDO! Se alguém estiver envolvido com os quadros mostrados pela mente humana, ou com alguma pessoa ou fato presente neles, estará acreditando numa ILUSÃO! E, se entender aquilo como “provação”, “veículo de aprimoramento espiritual”, etc, estará simplesmente afirmando que o “NADA”  lhe está sendo ÚTIL! Poderia haver ponto de vista mais ridículo?

Cristo disse ter vindo para que tenhamos “vida com abundância”. Esta “vida com abundância”” é nosso entendimento constante de que Deus vive SUA VIDA como cada um de nós! Esta Vida é infinita, e se estende a partir de nós mesmos até o infinito!

Não lhe basta meditar e, logo em seguida, sair para o dia-a-dia encarando tudo e todos materialmente! Esta pré-disposição coletiva é que o torna  “isca do mesmerismo”! Ao menor contratempo visível,  você irá ali depositar toda a sua atenção; e daí por diante, a Verdade de que DEUS É TUDO lhe ficará aparentemente esquecida pelo resto do dia!

Inverta isso! Contemple, pela manhã, a totalidade de Deus; quando sair, faça-o pré-disposto a reconhecer que “é santo o solo em que pisa”; olhe cada pessoa e recorde: “Ela é uma extensão da Luz que eu sou; somos todos um em Deus!” Tenha em mente que o cenário todo, o que é REAL, é formado de uma substância espiritual! Não existe matéria! Não existem pessoas materiais! Não existem acontecimentos materiais, nem bons nem maus! DEUS É TUDO! Esta Verdade deve acompanhá-lo de forma bem aflorada aonde quer que você vá! Não a deixe restrita ao seu “local de contemplação”. Ao primeiro “contratempo” que tentar iludi-lo, saia fora! Reconheça o seguinte:

“Isto não me convence de que Deus não seja Tudo!”

Habitue-se a fazer este reconhecimento na hora, de imediato! Não se alinhe com a MIRAGEM!  Faça do mundo todo o seu “local de contemplação” Assim,  realmente, VOCÊ irá “vencer o mundo”.

SABER CALAR

Dárcio

Diante da revelação de que “O Espírito de Deus habita em VÓS”, se meditamos, é unicamente para discernir esta Presença-Viva sendo o nosso ser!

Faça o seguinte: com esta citação em mente, ou seja, “O Espírito de Deus habita em mim”, fique calado! Deixe a Voz divina Se anunciar sozinha! Aguarde! Sinta-se na presença de Deus! Sinta Deus sendo a SUA PRESENÇA! Perceba que DEUS É TUDO! Solte-se nesta Verdade pelo tempo que lhe parecer o suficiente!

Não há momento mais glorioso do que este! Desfrute-o ao máximo!

VIVA CENTRADO NO SER

Roy Eugene Davis

Leve esta lição a sério, quando for meditar: viva centrado na consciência do ser; veja todas as coisas agora disponíveis para você. Quando meditar, lembre-se: você já está no centro interno puro e perfeito. Não há nada a atingir, somente há aquilo que já é autocompleto, a ser reconhecido e experienciado conscientemente.

Durante a calma da meditação, quando uma corrente de pensamentos se dissolve antes que outra surja, durante este interlúdio, a superconsciência (Mente de Cristo) é experienciada. Com prática paciente, estes interlúdios tornar-se-ão de duração mais longa, até que a mente fique clara e prevaleça a consciência pura.

Retenha a calma da meditação à medida que vá se envolvendo com suas atividades cotidianas. Começará a perceber que, seja o que for que ocorra com você, terá uma qualidade semelhantes ao sonho. Você será capaz de ver através das superficialidades da matéria as causas que subjazem por trás dos acontecimentos e circunstâncias. Discernirá, sem julgamento, o comportamente mecânico e irrefletido de muitas pessoas e irá lembrar-se de como você era antes. Aprenderá a decidir o que é importante em sua vida e a desistir de coisas não importantes. Tornar-se-á desapaixonado, calmo, livre de julgamentos pessoais, não mais apegado emocionalmente ou muito envolvido com a vida. Apreciará a vida e experimentará o prazer, mas a apreaciação e a busca de prazer não dominarão sua razão.

Compreenderá que já tem tudo, porque a consciência é todo-inclusiva. Pessoas ao seu redor poderão estar experimentando o inferno de suas próprias criações ou sofrimentos que podem ocasionar uma purificação, ou o que quer que seja que elas possam considerar ser a mais elevada felicidade humana: enquanto isto, você viverá no céu, perfeitamente claro, consciente e preenchido, porque despertou de todo aquele antigo envolvimento de sua atenção.

Sua condição iluminada infundirá na consciência coletiva a luz e influência redimidora. Você não terá de se esforçar em mudar o mundo, porque terá mudado sua visão do mundo. O bem fluirá de você e é Seu desejo que prevaleça.

Observe as orientações, os preceitos. Não prejudique nada, seja honesto e verdadeiro, disciplinado, generoso, contente, puro, estudioso, devoto meditativo e entregue à vontade divina. Não deixe nenhum dia passar sem sentar-se por um certo tempo, em profundo silêncio, ficando aberto ao infinito. À medida que for fiel à vida, a vida será fiel a você, de forma abundante.

CONTEMPLE A UNIDADE EM SILÊNCIO

Dárcio

Quando Cristo disse: “Eu e o Pai somos um”, revelou a unidade da Realidade absoluta! Nesta unidade está todo o segredo da revelação! Que é o Reino de Deus “dentro de nós?” A percepção dessa UNIDADE! Se tudo é UM, somos o UM! Nada nos pode ser tirado ou acrescentado! Segundo a visão humana, tudo é diferente desta revelação. Assim, as pessoas, iludidas por um universo que não existe, tentam nele acumular coisas, encontrar pessoas, escapar de problemas, etc. Como sair desse mecanismo falso ou ilusório? Através do Silêncio contemplativo!

Somos UM! Não há duas mentes nem duas vidas! Deus é VIDA ou MENTE ÚNICAS! Se contemplarmos esta Unidade, ou seja, se a reconhecermos e a considerarmos como Fato eterno e, portanto, fato deste AGORA, estaremos vivenciando nossa libertação completa! Enquanto acreditarmos em “mundo humano”, estaremos sendo vítimas desse hipnotismo de massa! Ao pararmos para dar crédito à profunda revelação de que “este mundo é nada”, ou seja, de que “o reino não é deste mundo” (Jesus Cristo), ou de que “este mundo é maya (ilusão)(Buda), estaremos despertos! Vivos como VIDA ÚNICA! Conscientes como CONSCIÊNCIA ÚNICA! E, o ilusório mundo do bem e do mal terá se evaporado de nossa percepção!

O Silêncio contemplativo é o recurso de que dispomos para reconhecer esta UNIDADE ILUMINADA que somos! Se quisermos vivenciar esta Realidade, precisaremos nos dedicar a estes princípios. Eles são verdadeiros! Que cada um pare neste instante, percebendo interiormente:

“Eu e o Pai somos um”. EU SOU UM! EU SOU O “UM”!

O SÁBIO E O LENHADOR

(Sabedoria Oriental)

Um pobre lenhador, para se manter e à sua família, cortava galhos de árvores à entrada de uma floresta para vendê-los. Seu esforço era enorme! Os recursos obtidos com tremendo trabalho eram mínimos! Um dia, encontrou um sábio que lhe disse: “Homem, por que não avança rumo aos recessos da floresta?” No dia seguinte, com o conselho sem lhe sair da lembrança, o lenhador se decidiu por atendê-lo. Dessa forma, aprofundou-se um pouco mais  na mata e encontrou sândalo, que, substituindo os galhos de árvores comuns, rendeu-lhe muito mais recursos. Algum tempo depois, ao retornar-lhe à mente as palavras do sábio, ele pensou: “Na verdade, ele nada me falou sobre o sândalo, mas, sim, para que eu me aprofundasse na floresta.” E o lenhador resolveu se embrenhar bem mais na mata, chegando, primeiramente a descobrir uma mina de prata, que o tornou milionário, para, em vezes seguidas de um aprofundar cada vez maior, acabar por encontrar  outra mina,  de ouro, e depois ainda outra, de diamantes.

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Nota: Há milênios que a raça vem sendo orientada para procurar “a pérola de grande preço”, oculta nas profundezas de seu próprio ser. Mas, as “imagens coloridas” da ilusão exercem sobre ela uma atração hipnótica, ocupando-a com aquilo que é “nada”. E assim, os reais tesouros, eternamente a todos disponíveis, ali permanecem em eterna espera, até que a frustração se acumule em níveis extremos, fazendo com que “cada lenhador” resolva, de uma vez por todas, se aprofundar na “Floresta” da própria Consciência, e encontrar, finalmente, a Mina de sua Plenitude! (Dárcio)

A QUARTA DIMENSÃO

Joel S. Goldsmith

Quando o Mestre Jesus Cristo disse: “Eu, de mim mesmo, nada posso; o Pai em Mim é quem faz as obras”; e Paulo afirmou: “Não mais eu quem vive mas o Cristo vive em mim” – revelaram a quarta dimensão da vida, na qual “não só de pão vive o homem” e nem por sua vontade, esforços ou sabedoria pessoais.

Chega um momento, em nossa experiência, em que já não somos unicamente nós (aspecto humano), senão que alargamos nossa consciência para a percepção de uma Presença interna. Este momento de transição ocorre quando esta Presença se nos torna real e assume a direção de nossa vida. A partir desta experiência, não mais ficamos “cuidadosos com a nossa vida”, porque sentimos sempre a proximidade desse Algo – que é o Cristo ou Presença divina – que harmoniza nossa experiência diária.

Nesta experiência de transição, deixamos de ser meramente seres humanos (que elaboram os próprios pensamentos, planejam as próprias vidas e resolvem seus assuntos particulares) para atingir um nível de consciência em que sentimos realmente esta Presença interior. Vivemos, então, como que separados um pouco de nós mesmos – digamos, uns dois ou três centímetros – passando a observar, como simples espectadores, o modo como estamos vivendo.

Se neste momento estamos na esfera profissional, vemos que nos chegam outros negócios dos quais não somos responsáveis – ou seja: sobre cuja realização não fizemos esforços pessoais. Se somos escritores, músicos, etc., recebemos idéias e temas com os quais jamais havíamos sonhado e que inspiradamente nos chegam do íntimo. Sabemos, então, que não os estamos gerando, mas que são dados por uma Graça interna.

Se estamos empenhados num Trabalho Espiritual, de cura ou pregação, vemos que  pacientes e estudantes nos são encaminhados, mas será o Espírito quem os sanará e ensinará. Compreendemos, então: “Vivo – mas não eu, senão que o Cristo é Quem vive minha vida. Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”

Em tal estado, convertemo-nos no instrumento consciente de ação da Consciência divina. Então compreendemos a citação do Mestre: “Não sou eu quem faz as obras, mas o Pai que mora em mim é Quem as faz”. Jesus queria significar que de seu próprio conhecimento ou esforço ele nada podia fazer, senão que era a atividade da Verdade, em sua Consciência, que tornava possíveis os milagres de cura, de conforto ou de alimentar multidões.

Vimos a ser, pois, o veículo através do qual a vida vive a si mesma ou o mensageiro levando a divina Mensagem. Sabemos que já não estamos vivendo a própria vida, senão que a Presença e o Poder a estão vivendo, fazendo de nossa instrumentação humana o seu modo de expressão ou meio de atividade. Esta vivência nos permite entender claramente porque o Mestre disse: “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior que eu”. Não que isto sugira dualidade ou separação, que seria um retorno à crença ultrapassada em um Deus separado do homem. Já aprendemos que Deus Se manifesta individualmente como Eu e Tu, o que vem mostrar que Eu Sou, Deus, embora sendo um Princípio infinito, universal, divino, da vida, aparece como eu e tu individuais, de modo que, em verdade, “Eu e o Pai somos um”: o Ser interno a exprimir-Se como o indivíduo externo.

Não obstante, todas estas colocações não passam de meras declarações da verdade, até o momento mesmo de nossa transição, em que a experiência interna converte estas idéias em verdade viva, em realidade palpável. Aí estas declarações da Verdade cedem lugar à Presença interna, que se torna uma experiência real.

Ao alçar-nos a este lugar na Consciência, em que o Cristo vive as nossas vidas, constatamos, ao mesmo tempo, que o Cristo mantém e provê nossa existência inteira, suprindo-nos vitalidade, iniciativa, inteligência, amor, persistência, valor e saúde, necessários ao cumprimento de nossas metas. Ele também nos subministra recursos materiais suficientes, reconhecimento e prestígio, já que, havendo tomado o leme de nossas vidas, pode manejar todas as coisas devidamente, na amplitude de nosso nível, promovendo a realização total de nossa vida. Ele vai adiante de nós, proporcionando transporte, hospedagem, oportunidades e êxito em tudo que empreendemos.

Aqueles que se ocupam do Ministério Espiritual logo verão que este Infinito invisível supre tudo o que é preciso para a completa manifestação da mensagem, posto que “o meu ensino não é meu, e sim dAquele que me enviou”. Tudo o que seja necessário à expressão da Mensagem e, quem quer que seja o inspirado ou Mensageiro, tenhamos a certeza de que será apoiado, sustido e suprido por Aquele que é a Fonte e a Inspiração da Mensagem.

Quer esteja no exercício de atividades comerciais, quer nas artes, numa profissão liberal ou nos deveres do lar,  a pessoa inspirada sente-se, de imediato, liberta de toda responsabilidade pessoal, na medida em que o Infinito Invisível se converte na Alma e atividade de seu ser.

Compreendamos, agora, que quando Jesus fala do Pai que está nEle, refere ao Poder e à Presença divina que lhe animaram o ser e que constituía o poder curativo, o poder que multiplicou pães e peixes, o poder que apaziguou a tempestade, o poder que ressuscitou Lázaro dentre os mortos. Da mesma forma, compreendemos o que disse Paulo, quando fala que tudo podia através de Cristo, aludindo ao Poder divino a que chamamos de “o Infinito Invisível”. Foi esse Poder que possibilitou ao “Apóstolo dos gentios” cumprir sua missão de levar a mensagem cristã ao mundo de sua época. Ele recebia desta Presença interna a força, a inspiração, a coragem e todo sustento.

“O Pai que mora em mim é Quem faz as obras” (de Jesus) e o “Cristo que me fortalece” (de Paulo) são um e o mesmo Espírito interno, a mesma Consciência da Verdade que supria o povo prometido como maná, e o guiava “como nuvem durante o dia e coluna de fogo durante a noite”, através da realização de Moisés; que aparecia como tortas assadas sobre a rocha, como corvo trazendo alimento, ou como uma viúva oferecendo alimento, através da realização de Elias; na forma de cura maravilhosa, à porta do Templo, chamada Formosa, pela realização de Pedro e João. “O mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos, dará também a vida a vossos corpos mortais”.

OS EFEITOS DE CURA DA ORAÇÃO

Ann Beals


Através do nosso trabalho diário, constatando a totalidade de Deus e a perfeição do homem, rejeitando constantemente as sugestões hipnóticas generalizadas do magnetismo animal, lançamos o fundamento espiritual na consciência, o qual cura as muitas crenças universais que pretendem afetar a vida de cada um de nós: falta, discórdia, relacionamentos desarmoniosos, perda do sentido de direção e de identidade corretas, materialismo, inteligência e oportunidade limitadas, idade, doença, sensualismo, medo do futuro, falsos traços de caráter, talentos e habilidades frustradas.

Quando doença, dor, acidente, desemprego, discórdia, solidão, pesar, confusão — qualquer reivindicação específica do mal — tenta se manifestar em nossa experiência, estamos preparados para superá-la. Rejeitando-a mentalmente com vigor, e afirmando a Verdade em seu lugar, podemos lutar contra o erro até que realmente cesse de nos mesmerizar e dissolva-se no nada. A mudança mental pode ser sentida distintamente. A crença mortal não está mais lá. Nossa mente está livre dela. A cura acontece. Assim, provamos que o mal é nada. Algumas vezes sabemos que estamos curando antes que haja alguma evidência visível.

Em “Mensagens para 1901”, lemos: “O Amor divino atravessa o escuro caminho do pecado, da doença e da morte com a justiça de Cristo — a expiação de Cristo, pela qual o bem destrói o mal — e a vitória sobre o eu mortal, a doença, o pecado e a morte, se consegue segundo o modelo mostrado no monte. Isto é elaborar nossa própria salvação, porque Deus trabalha conosco até que nada reste que mereça perecer ou ser punido, e emergimos suavemente para a Vida eterna. Isto é o que exigem as escrituras — fé que corresponde com as obras.” (p.10: 20-29)

Estes trabalhos espirituais não se desdobram sempre do mesmo modo. Algumas curas acontecem rapidamente, sem esforço, até instantaneamente. Outras acontecem devagar, à medida que emergimos para fora das crenças mortais persistentes. Alguns problemas parecem quase inatingíveis pelo nosso trabalho. Nestes casos, devemos desviar a nossa atenção da evidência material e tentar compreender Deus mais profundamente. Se não cedermos ao desânimo, alcançaremos um ponto culminante e o problema ou desaparecerá subitamente ou gradualmente perderá o domínio e se dissolverá.

Em certos casos, o mal fica enraivecido com nossa luta para nos libertar e lutará para intensificar a discórdia em nossa experiência. Se isso acontece, o mal está definitivamente sentindo os efeitos de nosso trabalho. Se continuamos a trabalhar, sem receio das tentativas do mal em nos desanimar, ele desistirá e desaparecerá. Então se segue uma grande espiritualização do pensamento e a cura acontece.

Precisamos compreender a perturbação que este trabalho de oração traz ao nosso pensamento. Antes de detectar o magnetismo animal em nossa consciência, precisamos compreender que nossa mente contém uma certa estrutura de pensamento que consiste em nossa identidade humana e forma de vida. Este estado mental contém uma grande porcentagem de crenças mortais através das quais o magnetismo animal controla nossa consciência e nossa vida. Estamos acostumados a esta atmosferta mental e nela vivemos sem esforço.

Quando começamos a orar cientificamente, desafiamos o magnetismo animal e isto é uma ameaça ao seu domínio em nossa consciência. Quando a influência mesmérica do mal é descoberta, fica muito agitada e resiste à sua própria destruição. Nossos problemas podem se tornar maiores; novas tentações nos cercarão; velhas tentações ressurgirão. Este próprio período de dificuldades indica que nosso trabalho metafísico está fazendo efeito. Nossas orações estão causando uma quimicalização na consciência. O mesmerismo está sendo destruído. Se continuarmos sem medo destes desafios, romperemos as barreiras do sentido mortal e adentraremos numa compreensão maior de Deus. Esta espiritualização do pensamento renovará nossa vida, trazendo cura e regeneração.

Este trabalho de cura anula primeiro as formas mais óbvias de discórdia em nossa vida. Depois alcança mais profundamente o âmago da consciência e dissolve as formas mais crônicas de erro. Tem um efeito regenerador em toda a estrutura do pensamento.

"PERFEITOS EM UNIDADE"

Dárcio

“Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim.”
João 17: 23

A natureza impessoal de Deus, do Universo ou da Existência deve ser percebida, para que as crenças ilusórias possam ser dissipadas de um vez por todas. A mente humana está habituada a tratar os assuntos levando em consideração as pessoas. Cada um se julga uma pessoa independente! Quando algum ensinamentos é revelado, também o chamado “mestre” é visto como “pessoa”. Daí o surgimento das crenças falsas decorrentes, tais como: “Aquele ser é iluminado”, “Aquela pessoa é um Mestre”, “Aquela pessoa é muito atrasada, aquela outra é bem evoluída”, etc.

Para tirar a noção de “mestre pessoal”, Cristo disse: “Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou”; em outra ocasião, disse àquele que se referiu a ele como “bom mestre”: “Por que me chamas bom? Bom só há um, que é Deus”.

Toda revelação divina é impessoal e válida universalmente, aqui e agora, para a Existência integral! Eis por que, na citação de abertura deste texto, encontramos a fala de Jesus:

“Para que eles sejam PERFEITOS EM UNIDADE!”

Este ponto,  “PERFEITOS EM UNIDADE” , é a chave da libertação! O Universo é UM! É Verbo! É Perfeição absoluta! É eternidade! É agora! Não existem “pessoas” no Universo! Há o Verbo, sempre a PERFEIÇÃO EM UNIDADE, aparecendo COMO infinitas expressões de Si mesmo! Fazendo uma analogia, é como se, num quadro-negro, representativo do Universo Infinito, desenhássemos um círculo, um retângulo e um quadrado. Que seria a existência? O quadro-negro! Que seriam as figuras geométricas? Formas desenhadas e da mesma substância do quadro-negro, que, nele, continuam em UNIDADE. Se o “círculo” se imaginasse menos ou mais iluminado ou evoluído do que o “quadrado”, esta noção somente poderia ser vista como absurda!  O “círculo” é o “quadrado”, em termos de natureza, e o fato de ter forma distinta não o torna inferior nem superior a ele.

Uma pessoa, se esforçando para se iluminar, constitui a prática errada da Verdade. A forma correta é a Visão integral de que “somos PERFEITOS EM UNIDADE”. O Verbo, aqui onde eu estou, aparece na forma distinta como o ser que EU SOU; o mesmíssimo Verbo, aí onde você está, aparece na forma distinta como o ser que VOCÊ É! Se pensarmos no círculo sobre o quadro-negro, poderemos imaginá-lo a dizer: “Eu” sou o círculo e “você” é o quadrado! Porém, se eliminarmos as “formas”, veremos somente o quadro-negro! E, assim, este quadro-negro estaria sendo o ÚNICO a dizer: EU SOU TUDO! EU SOU O CÍRCULO, O QUADRADO, O RETÂNGULO! A UNIDADE PERFEITA!

Esta é a Visão correta! “Não existe nenhum outro ao lado de MIM”. Somos o UNO, somos PERFEITOS EM UNIDADE! Não existem pessoas! Não existe ilusão! TUDO É DEUS! DEUS É TUDO! Meditemos! Meditemos somente para reconhecer esta Iluminação Plena que temos e que já somos, pois, em virtude da Onipresença, já somos PERFEITOS EM UNIDADE!

"EU SUBO PARA MEU PAI E VOSSO PAI"

Dárcio

“EU SUBO PARA MEU PAI E VOSSO PAI”
João 20,17

“Eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”!  Que revelação! Que maravilha, se ela tivesse sido disseminada com ênfase desde que nos foi anunciada! Jesus nos mostra, mais uma vez, a unidade da Vida perfeita em Deus! Com sua visão iluminada, via-nos em igualdade com ele, como filhos perfeitos do mesmo Pai, do mesmo Deus!

Que significa “subir para o Pai”? Significa “subir” da visão humana errônea, que nos julga em graus de evolução, para a visão crística, a mesma visão de Jesus, aqui e agora disponível para todos nós! Ciente dessa acessibilidade imediata ao Pai, Jesus nos revela o processo libertador dos conceitos deste mundo, reconhecendo-se como alguém espiritualmente  igualzinho a todos nós! Assim, ao dizer que “sobe ao Pai, sobe a Deus”, confirmando que temos todos  o “mesmo Pai” e o “mesmo Deus”, ele nos impulsiona  a fazer a mesma “subida”.

“Monte”, na Bíblia, quer dizer “Altitude da Iluminação”, isto é, retrata nossa “subida ao Pai”. Eis por que Moisés recebeu os mandamentos no “Monte Sinai”, e, também, porque temos registrados o “Sermão do Monte”, o “Monte da Transfiguração”, e assim por diante. “Subimos ao Monte” quando, em oração contemplativa,  nos interiorizamos e nos desvinculamos da mente carnal, num radical reconhecimento de que “temos a mente de Cristo”, conforme nos revela Paulo em I Coríntios 2: 16,

SUBA PARA TEU PAI, TEU DEUS, MEDITANDO SILENCIOSAMENTE:

Eu subo para meu Pai,  eu subo para meu Deus. Deixo o “vale” da humanidade e subo ao “monte” da cristicidade! “Tenho a mente de Cristo”! Minha visão é iluminada! Percebo a unidade da Vida e a onipresença de Deus! Subo para meu Pai, subo para meu Deus! Na compreensão plena desta revelação de Jesus, neste Alto monte, vejo a mim e a todos, não mais como “seres humanos”, ou em “evolução”, mas como Luzes! Luzes plenas que, como raios de sol, brilham ininterruptamente com a Luz do Criador.

O QUE SIGNIFICA O NATAL PARA MIM

Mary Baker Eddy

Para mim, o Natal envolve
um segredo em aberto,
compreendido por poucos, ou
por ninguém, e inefável, exceto
na Ciência Cristã.
Cristo não nasceu da
carne. Cristo é a Verdade
e a Vida,
nascido de Deus,
nascido do Espírito e
não da matéria.
Jesus, o Profeta da Galiléia,
nasceu dos pensamentos
espirituais da Virgem Maria
sobre a
Vida e sua manifestação.

Deus cria o homem perfeito
e eterno, à Sua própria imagem.
Portanto, o homem
é a imagem, a idéia, ou semelhança,
da perfeição, ideal esse que não pode
decair de sua união inata com
o Amor divino, de sua imaculada pureza e
perfeição original.

Visto com os sentidos materiais,
o Natal comemora o nascimento de um bebê
humano, material, mortal,
um bebê nascido em uma manjedoura, em meio aos
rebanhos e manadas de uma vila da Judéia.

Essa origem simples do
menino Jesus está muito
aquém de meu senso do eterno
Cristo, a Verdade, que nunca
nasceu e
jamais morre.
Eu celebro o Natal com
minha alma, meu sentido espiritual,
e assim comemoro a entrada, na
compreensão humana,
do Cristo concebido no Espírito,
em Deus e não em uma
mulher, como sendo
o nascimento da Verdade,
o alvorecer do Amor divino,
irrompendo sobre as trevas
da matéria e do mal,
com a glória do ser
infinito.

As doutrinas e hipóteses
humanas ou a vaga filosofia
dos homens conferem
pouco resplendor divino,
pouca presença ou poder deíficos.
O Natal, para
mim, é aquilo que
faz lembrar o grande dom
de Deus, Sua idéia espiritual, o
homem e o universo,
dom esse que de tal
forma transcende o ato mortal,
material, sensual, de dar,
que a alegria ruidosa,
a ambição desmedida, a
rivalidade e o ritual
de nosso Natal costumeiro
parecem um escárnio humano,
um arremedo da
verdadeira adoração
que comemora a vinda do Cristo.

Eu gosto de observar o Natal
em quietude, humildade,
benevolência, caridade,
deixando que a boa vontade
para com o homem,
o silêncio eloqüente, a oração e o louvor expressem
minha concepção
do aparecimento da Verdade.

O esplendor dessa
natividade do Cristo
revela significados infinitos e
proporciona múltiplas bênçãos.
Os presentes
materiais e os passatempos
tendem a obliterar,
na consciência, a idéia espiritual,
deixando o indivíduo
sozinho e sem a glória de Deus.

(De O Arauto da Ciência Cristã – Dez.1995)

A MÃO DE DEUS

H. Emilie Cady

Há apenas  u`a mão no universo. É a mão de Deus. Sempre que V. tenha sentido que sua mão estava vazia, foi porque V. creu que, de alguma forma V. estava separado de Deus. V. não tem sentido, por vezes, um grande desejo de dar a alguém algo de que tenha necessidade, mas sem ser capaz de fazê-lo? “Oh, se ao menos tivesse dinheiro, como eu aliviaria a ansiedade e o infortúnio! Se estivesse em meu poder, como eu daria rapidamente uma posição lucrativa a este que precisa de trabalho, libertação para aquele que quer libertação de todos liames materiais”, e assim por diante? V. não tem freqüentemente dito: “Se eu pudesse fazê-lo, daria presenteiramente o meu tempo e os meus serviços para os outros sem qualquer pensamento de retribuição?”

De onde pensa V. que lhe vem esse desejo de dar? Da parte mortal que existe em V.? Não, não, é a voz do Dador de todas as dádivas que grita através de V. É o desejo de Deus para dar que se manifesta através de V. Ele, então, não pode dar sempre e em qualquer lugar que o deseje, sem com isso se tornar mais pobre, e, ao contrário, tornando-se mais rico? A sua mão é a mão de Deus. O nosso Pai estende suas mãos dessa maneira, Suas únicas mãos, para distribuir as suas dádivas. Nada temos a fazer com o suprimento. A nossa parte consiste apenas em transmitir a boa dádiva, livremente e sem interrupção. Isso só podemos fazer mediante uma completa consagração (até onde diz respeito à nossa consciência) de nossas mãos, de todo o nosso ser, para o serviço de Deus, o BEM-TOTAL. Quando tivermos dado alguma coisa aos outros, não mais a consideraremos como nossa, mas reconheceremos que ela lhes pertencerá. Assim, essa consciente consagração de nossas mãos a Deus ajuda a reconhecê-las como as mãos de Deus nas quais estão (e não mais “estarão”) a plenitude de todas as coisas.

Quando, pela primeira vez, o total reconhecimento da existência de uma só mão foi dado a uma certa mulher, isso foi tão real que durante horas sempre que ela olhava para a sua mão direita, parecia incapaz de fechá-la, ao que parece, por estar tão cheia, para distribuição, de todas as boas coisas. Ela disse consigo mesma: “Então se isso é verdade, eu tenho, em minha mão, saúde para dar aos doentes, alegria para dar aos enlutados, liberdade para aqueles que estão presos a cadeias, dinheiro para dar aos que dele precisam; apenas será necessário que eu mantenha a mão aberta para que todas as boas dádivas fluam para fora. Para todos os que se acercavam dela naquele dia, em necessidade de alguma coisa, ela dizia: “Aqui está justamente o que V. quer; tome-o,  regozige-se. Todas as dádivas estão em minha mão para serem dadas, — é a mão de Deus”.

E o resultado daquele dia de trabalho foi quase espantoso para ela, com tão maravilhosa presteza as exteriores manifestações dos desejos do coração chegavam a todos a quem ela dava sua palavra. Um homem idoso, que durante cinco anos tinha estado em escravidão exterior e exilado numa terra estranha, lá mantido pelas maquinações de outro, e para cujo caso nenhuma lei externa pôde ser de algum auxílio, foi posto em perfeita liberdade, com a mais completa reparação da sua reputação e conseqüente contentamento público, e isso apenas pela palavra da liberdade proferida em seu proveito por aquela mulher naquele dia. Reconhecendo a sua mão como a mão de Deus, ela disse: “Então, nesta mão, estão os papéis de libertação daquele homem”, e, mentalmente estendendo a mão para aquele homem, ela disse: “Aqui está a sua liberdade. É a dádiva de Deus, levante-se e tome-a; levante-se e caminhe; você está livre Depois disso ela deixou tudo com Ele, que invariavelmente concretiza a palavra proferida com fé, e Ele fez com que a visão daquela libertação fosse levada até o plano físico.

“Vós abristes vossa mão e satisfizestes o desejo de todas as criaturas vivas”. V. gostaria de ser capaz de fazer isso? Então mantenha sua mão aberta. Recuse-se a ser embaraçado pelo temor ou pela pobreza, pelo medo da necessidade, pelo medo de que você não será apreciado ou tratado com justiça. Caminhe distribuindo auxílio para todos os que dele precisarem. “Fale apenas a palavra” de dádiva. Será a palavra de Deus proferida pelos seus lábios, e Ele não disse: “Minha palavra não voltará para mim vazia, mas terá realizado aquilo para o qual ela foi enviada?”

Não podemos nos furtar a dar o nosso tempo, o nosso intelecto, o nosso amor, o nosso dinheiro, para aquele que deles precisar, pois a lei é que a retenção faz o homem mais pobre.

“Alguns há que espalham e, apesar disso, se lhes acrescenta mais; e outros que retém mais do que é justo, mas é para sua perda”, disse Salomão.

O suprimento é inexaurível. Seu fluxo, apenas, pode ser limitado pela procura. Nada pode embaraçar a mão que é conscientemente reconhecida como a mão de Deus em seu processo de reabastecimento, com exceção como foi o caso ocorrido com o óleo da viúva, multiplicado por Elias, quando “não houve um vaso para recebê-lo”. Que a aparente vacuidade de sua mão, em alguns momentos, não perturbe a sua fé em nenhuma ocasião. Ela está tão cheia quando V. não vê como quando V. Vê. Continue reconhecendo-a como a mão direita de Deus, na qual todas as boas dádivas, agora, se encontram. Dessa forma V. dará testemunho dEle, que disse: “Provai-me agora e aqui, disse o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, vertendo sobre vós uma bênção, de modo que não haverá lugar bastante para recebê-la”.

Certamente que Deus está nos conclamando a “elevarmo-nos ainda mais”. Para todos aqueles que diligentemente estão procurando a verdade pela própria verdade, e não pelos “pães e peixes”, nem tampouco para que possam “dar sinais” àqueles que procuram sinais, Ele está dizendo alto: “Não pensai no que haveis de comer, no que haveis de beber ou naquilo com que haveis de vos vestir. O vosso Pai sabe que tendes necessidade dessas coisas. “Buscai primeiro o Reino de Deus, e as demais coisas serão acrescentadas”. De graça tendes recebido, de graça haveis de dar. Fazei o bem e dai, nada esperando em troca, e dessa forma sereis os filhos do Altíssimo”. Deus está sempre dando, dando, dando, sem qualquer pensamento de retribuição. A doação de Deus é um perfeito fluxo do perfeito amor. Quanto mais alto nos elevamos, tanto mais seguramente pensaremos em dar e não em receber.

Sabemos agora que o dinheiro, casas, terras e todas as coisas materiais, podem chegar até nós, desde que as mantenhamos em nossos pensamentos como nossas; mas isto não é o mais elevado que Deus nos reservou. “Os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem entrou no coração do homem o pensamento das coisas que Ele preparou para aqueles que O amam” —  o quê? o “eu”? Não, apenas o amar a Ele — àquele Bem mais do que a si próprio. Jesus disse: “Aquele que tiver repudiado casa…ou terras, em meu nome, receberá cem vezes mais, agora neste momento, aquelas mesmas casas…e terras! Aqueles que tiverem repudiado, terão repudiado o eu, aqueles que ousarem deixar as suas mãos sempre abertas para seus irmãos, “fazendo o bem e emprestando, sem nada esperar em retribuição, para eles será a promessa de cem vezes mais
nesta vida.

Deus chamou-nos para sermos seus mordomos. Ele nos escolheu para que fôssemos vasos capazes de carregar o bem para outrem, e é apenas carregando para outros que nós mesmos poderemos ser preenchidos. A lei é “dai e dar-se-vos-á boa medida; recalcada, sacudida e transbordando”. Dê sem pensamento de retorno.

“Mas”, dirá alguém, “deverei dar o meu tempo, meu dinheiro e meus melhores pensamentos para os outros, sem pedir-lhes algo em retribuição? Não é justo!” Dê como Deus dá. Ele não conhece o meu e o teu. Ele diz: “Tudo o que tenho é seu”.

Procure apenas em Deus o abastecimento. Se algo lhe for retribuído, através daquele a quem V. dá alguma coisa, dê graças que assim tenha sido. Mas se nada de visível for dado em retribuição, dê graças, da mesma forma, sabendo que nenhum homem pode se interpor entre V. e o suprimento inextinguível, que é aquele que retém que é empobrecido com isso, e não aquele de quem algo é retido.

“Familiarizai-vos com Deus e ficai em paz: dessa forma o bem chegará até vós. Se devolverdes ao Todo-Poderoso, vós sereis providos, vós haveis de afastar a iniqüidade de vossos tabernáculos. Então haveis de desprezar o ouro como se fosse pó, e o ouro de Ophir como as pedras dos riachos. Sim, o Todo-Poderoso será a vossa defesa e vós tereis abundância de prata”.

Quando tivermos compreendido que Deus é o nosso suprimento e que é dEle que vem todo o nosso auxílio, não mais nos incomodaremos se o “pagamento” será dado por nossos serviços ou não. Saberemos, simplesmente, que todas as coisas agora são nossas, e da plenitude do amor haveremos de dar livremente. A mão de Deus é segura. Sua mão é a mão de Deus agora — hoje. Dê com ela, mentalmente, a todos os que o procurarem, qualquer que seja a sua necessidade. “Confiai nEle e Ele tornará isso realidade”.

"EU SOU A VIDA"

Dárcio

Enquanto cientistas no mundo despendem anos a fio pesquisando se há vida aqui ou acolá, sabemos, por revelação, que a Vida é ONIPRESENTE! A Vida que somos é DEUS! Não há um ponto em que a “Vida de “um” acaba e começa a “Vida de outro”. E não há ponto em que a Vida esteja ausente! Somos todos uma Vida ÚNICA! A Vida é impessoal, é Deus, é eterna e é espiritual! “Eu Sou a Vida”, “Eu Sou o Pão da Vida”, disse Jesus! Mas falava tendo em vista o Cristo em SI MESMO, um com o Pai,  e um conosco!

Medite! Feche os olhos para o mundo da ilusão, que pensa ver “vida aqui” e não “vida acolá”. Esta ilusão separatista é a causa do egoísmo, das contendas, dos atritos e problemas! Contemple a Vida divina ONIPRESENTE! E, como uma gota que em auto-percepção se”vê” sendo a gota e sendo o oceano, veja-se como esta Vida impessoal e infinita, o Cristo em VOCÊ! E então, jubilosamente, diga pausadamente:

EU…SOU…A…VIDA! EU…SOU…O PÃO…DA…VIDA!

Perceba-se sendo DEUS VIVENDO! Perceba que Deus vivendo é VOCÊ!

NATAL: O HOMEM-DEUS RECONHECIDO

Dárcio

Que Natal poderíamos imaginar que Jesus gostaria que comemorássemos? Um Natal a ver com presépios, participações em solenidades, cultos ou festividades humanas, somente trazendo recordações de seu nascimento em Belém? Suas palavras foram:

“Vim para que todos tenham vida com abundância!”

Se alguém não estiver “com vida em abundância”, nele não se cumpriu ainda o objetivo de sua vinda! E tal objetivo somente  pode ser alcançado com a descoberta do Reino de Deus dentro de cada um. Em resumo, esta foi a missão de Jesus: despertar a raça humana do “sonho de Adão”, revelando este  Reino magnífico que,  já presente em nós, constitui nossa própria Vida, a Eterna Vida com abundância!.

O Natal espiritual, além das comemorações costumeiras deste mundo de aparências, é um estímulo  ao seu próprio Natal, ou seja, ao seu “Renascer consciente em Deus”. Comemora-se primordialmente a compreensão da Verdade de que o homem não é matéria, nunca esteve na matéria, e nem dela  sairá um dia! Comemora-se o Fato de que VOCÊ é um HOMEM-ESPÍRITO, aqui e agora! Perfeito! Imortal! Iluminado! Eis por que Jesus endossa  “serem deuses” aqueles a quem a Palavra divina é dirigida!

Natal, portanto, não é um dia no tempo, mas “o dia” em que percebemos que o tempo não existe!

O Cristo é nascido! Nascido em VOCÊ! Ou melhor, VOCÊ é “renascido” em Cristo! Natal é a conscientização de que VOCÊ já é um Ser de natureza infinita! O “Cristo”, um Homem-Deus reconhecido!

Ao se IDENTIFICAR com este Ser Divino a que estamos aqui nos referindo,  VOCÊ estará  comemorando o SEU Natal!

FELIZ NATAL!