SOMENTE A CONSCIÊNCIA PERCEBE

Alfred Aiken

Jamais a Inteligência Infinita “pensa” sobre Si mesma como sendo humana; antes, acredite nisso, se você “partir da idéia” de que é um ser humano, naturalmente irá também assumir o corpo como inteligente, dotado da capacidade de pensar; que seu nariz pode cheirar, que seus olhos podem ver, que sua língua pode sentir gosto, que suas mãos podem tocar e sentir. Isto não é Verdade, não é verdadeiro.

Sua língua, de si mesma, jamais sentiu gosto; seus olhos jamais viram, seu nariz jamais cheirou, e seus dedos jamais tiveram sensação de tato. Somente a Consciência é percepção; somente a Consciência pode perceber. Quando você inicia com a Percepção, somente, não estará se voltando a órgãos, a um corpo, esperando que eles lhe digam algo, ou que lhe façam algo, assim como você não fica esperando que uma folha branca de papel possa lhe dizer quão perfumada é uma rosa!

Se seus olhos lhe parecerem estar com problema, e você, por acreditar “estar” com a “visão comprometida”, estiver tentando “curá-la”, nunca será bem-sucedido. Entretanto, se “partir da idéia” de que a Inteligência Infinita aparece como Tudo, como a Presença-Eu-Única, repentinamente você poderá vir a constatar que seus olhos estarão vendo melhor do que nunca. O mesmo se aplica em qualquer outra situação. Jamais parta de algum problema; em vez disso, “comece” com o Todo aparecendo como tudo, e não existirá nenhum lugar, nenhuma identidade para qualquer “problema”.

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NOTA: A Verdade divina, diz a Bíblia, parece “loucura para os homens”. A matéria é vista como real, quando Deus, o Todo, é Espírito! Neste texto, Alfred Aiken fala sobre como devemos encarar as situações ilusórias de problemas. Não devemos ficar analisando se, para a mente humana, as mensagens são lógicas ou absurdas! As curas de Jesus aconteciam, mas eram “absurdas”! Casos de cegueira, lepra, paralisia, e tantos outros, cediam espaço ao conhecimento da Verdade que ele demonstrava possuir. O mesmo Poder nos está disponível, aqui e agora. Cada artigo metafísico nos ensina a aprimorar o “acesso” a esta Poder, pelo reconhecimento pleno de que somos Um com Ele. (Dárcio)

"OLHAI PARA AS AVES DO CÉU"

Dárcio

Num de seus artigos, Emmet Fox cita o “feixe direcional” . Os aviões, à noite, voam com os pilotos colocando-os, através de bússola, num feixe direcional. Permanecendo dentro do “feixe”, o vôo estará seguro e na direção certa do destino almejado.

Nosso “feixe direcional” é a percepção de que vivemos imersos na Sabedoria infinita de nosso Criador divino! Assim, em vez de nos preocuparmos com decisões e atitudes, verifiquemos nossa sintonia com o “Feixe”. Nessa Unidade, sempre será AGORA, e sempre será PAZ!

Notemos que um Universo Infinito está ativo! Ele nos inclui! Se nele nos soltarmos, eliminando as preocupações e a crença estressante de que nossas decisões pessoais são importantíssimas, para nós ou para o mundo, descobriremos o óbvio: uma Inteligência infinita já está cuidando de tudo, e, inclusive, sendo o “Eu Sou” que cada um é.

Jesus Cristo estava se referindo a este fato, ao nos deixar as palavras: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mateus 6; 26)

A vida é simples de ser vivida, quando sua visão se perde na grandiosidade do Infinito e, ao mesmo tempo, se concentra na totalidade deste AGORA! Sem preocupações, sem “decisões importantes”, sem “apegos” e sem “ego”: simplesmente na  UNIDADE!

"LIVRAR-SE DE ILUSÃO" É ILUSÃO

Joel S. Goldsmith

Sempre houve, sobre a face da terra, pessoas espiritualmente iluminadas que perceberam a inexistência da morte;  algumas perceberam inclusive que não existe nascimento. Há aquelas que viram que não existe doença sobre a terra, nem realidade em quaisquer destas aparências negativas. No início, Gautama, o Buda, fundamentou toda a sua revelação não sobre o que Deus é, mas sobre a base de que o erro não é. A revelação que lhe veio, quando meditava, foi de que a totalidade destas aparências é ilusão, não é realidade, algo não se dando no tempo ou espaço, mas ocorrendo somente num conceito mortal universal.

Jesus teve esta percepção, pois, olhando para Pilatos,  disse: “Não terias poder algum”, mesmo com todas as aparências testificando o “fato” de ser ele o legislador e  o poderoso naquela região. Jesus era capaz de olhar toda doença e dizer à pessoa: “Qual é o teu impedimento? Levanta-te, toma teu leito e anda”. Era capaz de olhar para o pecador e dizer: “Nem eu te condeno”. Eu não penso que Jesus tenha condenado o pecado. Ele reconhecia que o pecado, como pecado, era inexistência.

Muito pouco deste princípio veio à luz nos anos seguintes, embora alguns místicos maravilhosos tivessem passado pela terra, e  atingido a consciente realização de Deus, a unicidade consciente com Deus, a união consciente com Deus; porém, em suas revelações, não notaram que atribuir a Deus a causa daqueles erros era tornar Deus responsável por eles, era fazer deles realidade. Assim, tivemos muito pouco sobre o assunto, até que surgiu o livro Ciência e Saúde original. Na obra original, tornou-se claro, outra vez, e pela primeira vez em séculos, que Deus é o único Poder e que estas aparências de discórdia não têm realidade. A Sra. Eddy reuniu todas as discórdias que, juntas, receberam o nome de mente mortal; depois, disse que a mente mortal não era uma coisa, mas apenas um termo para designar o “nada”. Alguns de seus primeiros alunos, dois deles inclusive eu pude conhecer em Boston, foram maravilhosos sanadores, sem mesmo terem profundo conhecimento de religião ou de Ciência Cristã. Foram, porém, sanadores grandiosos por terem captado bem este ponto único; assim, fossem quais fossem os problemas a eles trazidos, apenas sorriam e reconheciam: “Mente mortal, o nada”. Conseguiam se voltar daquilo sem reagir, sem temer, sem se proteger, apenas devido à percepção de que tudo que se lhes apresentasse como pessoa ou condição malignas poderia ser englobado naquela terminologia: mente mortal. E então, a expressão mente mortal passou a ser vista como um nome, não como alguma condição ou  pessoa, não como uma coisa, mas como um nome, utilizado somente para designar o “nada”.

Assim como este ensinamento ficou perdido, após a geração de Gautama Buda, também teve sua metade provavelmente perdida na Ciência Cristã. Alguns ainda existem que captaram este ponto, porém, não muitos. Nos dias de Buda, o erro era este: aqueles não próximos ao mestre original tomaram a palavra ilusão e a externaram. Diziam que pecado, doença e morte eram uma ilusão; porém, que era preciso se livrar da ilusão. O sentido original era outro: tudo já era  mera ilusão, uma imagem mental do nada. Uma ilusão no pensamento, uma imagem mental, sem substância, sem realidade, não passando de uma crença infundada sobre algo, um boato.

Porém, os hindus passaram a chamar este mundo de maya, de ilusão, e o descartaram, ora tentando escapar dele pela morte, ora ignorando-o. Bem, a Índia não é um bom modelo de uma fé verdadeira em continuidade. Contudo, os Cientistas Cristãos, muitos deles, fizeram o mesmo erro. Deixaram o hábito de dizer “estou com resfriado, estou com gripe”, para dizer “Eu tenho uma ilusão; você me ajuda a  ficar livre dela?” Ou, ainda, “Você me protegerá ou me fará um trabalho de proteção da ilusão?” Ora, um praticista poderia estar tão ocupado em Boston, às quartas e domingos, que  não teria nada a fazer, senão sentar-se dia e noite e fazer trabalho de proteção do inimigo.

Tudo isso volta à natureza inata, humana, que realmente acredita em dois poderes (o poder do bem e o poder do mal, chamado o poder de Deus e o poder de Satanás, ou, em filosofia, bem e mal, ou, na metafísica, imortal e mortal: sempre um par de opostos), em vez de se encarar um como tudo e  outro como  nada, uma “ilusão”, maya, um falso conceito de algo, uma ignorância de algo.

O PERDÃO SOB VISÃO ABSOLUTA

Dárcio

Eis a base de nosso enfoque: EXISTE SOMENTE DEUS! Quando algo errado parece existir, o que de fato ocorre é a “falta de percepção” da perfeição e da harmonia sempre existentes. Suponhamos que alguém se sinta magoado ou ressentido com outra pessoa, e que lhe recomendássemos que a perdoasse. Seria este um bom conselho? Sem dúvida! A intenção de perdoar alguém deve ser boa; mas, seria exeqüível? Todos conseguiriam fazê-lo? Sem deixar marcas na lembrança?

A maioria dos ensinamentos enfatiza o valor do perdão. Porém, se não houver um entendimento correto e absoluto de seu significado, a Verdade contida em sua prática poderá não ser percebida por completo. A ilusória “mente humana” sugere a existência de uma condição imperfeita, capaz de originar as mágoas e ressentimentos: em seguida, faz com que esta ilusão seja alimentada pela “necessidade de perdoar” a pessoa envolvida. E o suposto problema, que era apenas um, a mágoa, passa a ser visto como sendo dois: a mágoa e a necessidade do perdão.

Um dicionário comum assim define o perdão: “ato de dar como não cometida uma falta, renunciando a castigos e desforras”. Aquele que se dedica à PERCEPÇÃO da Realidade Divina já encontra semelhança entre esta definição e a Verdade absoluta de que EXISTE SOMENTE DEUS. Segundo os conceitos humanos, este perdão seria o “ato de dar como não cometida uma falta… .” Ampliando-se esta definição ou visão ao nível absoluto, observa-se que, devido à UNICIDADE e à ONIPRESENÇA da Perfeição divina, jamais houve, em tempo algum, o que se poderia denominar uma “falta” em todo o Universo. Assim, em termos absolutos, se não houve falta, não poderá haver perdão. Desse modo, o perdão não existe como realidade! E, paradoxalmente, pela percepção da inexistência do perdão, aos olhos do mundo estaremos perdoando infinita e incondicionalmente a todas as pessoas. O que estamos expondo é o seguinte: SOMENTE o discernimento da ONIATIVIDADE ESPIRITUAL DIVINA pode “gerar” no mundo visível o “perdão verdadeiro”, pois a ilusória mente humana é incapaz de fazê-lo a contento e de forma plena. Mas ao reconhecermos, em “silêncio contemplativo”, a Onipresença da Mente divina sempre sendo a Mente de “um” e de “outro”,  esta situação absoluta de harmonia aparecerá visivelmente como “reflexo”.

O reconhecimento radical de que vivemos num Universo espiritual perfeito promove a soltura da crença de que “houve a falta cometida” e de que “existe alguém para perdoá-la”, dando-a como não-cometida. EXISTE SOMENTE DEUS! EXISTE SOMENTE A PERFEIÇÃO! EXISTE SOMENTE O AQUI E O AGORA!

Pelo mesmo motivo, jamais recomendamos os chamados “exames de consciência”, pois seriam “exames de ilusão”. Como dissemos, os erros ou faltas aparentes, atribuídos a nós ou a alguém mais, nada mais são do que FALHA DE PERCEPÇÃO DA PERFEIÇÃO DIVINA SEMPRE PRESENTE. Fazer a mente rebuscar erros ou faltas aparentes, dando-lhes atenção como se realmente fossem fatos  existentes, apenas a impedirá, aparentemente falando, de perceber, aqui e agora, a mesma perfeição que  ela já havia demonstrado ter deixado de perceber anteriormente.

Uma coisa deve ficar bem clara: sob uma visão absoluta, perdoar “setenta vezes sete vezes” não implica ação alguma da chamada “mente humana”. Como dissemos, a Verdade a ser reconhecida é a de que a Consciência divina é a ÚNICA Consciência, minha ou sua, a ser reconhecida. Identifique-se unicamente com a SUA Mente verdadeira, idêntica à de Jesus Cristo, conforme as Escrituras nos revelam, e perceba que a ONIATIVIDADE DIVINA é a ÚNICA ação real sempre presente. Desse modo, a idéia errônea de “faltas cometidas” será dissipada, levando ao nada originário as práticas de “exame de consciência”, “arrependimento” e “perdão”.

Saiba ser este o mais elevado processo daquilo que o mundo rotula de “cura interior”, pois, leva em conta unicamente a Graça divina como a Ação real de sua Consciência Iluminada, que é o próprio Deus.

VEJA A MIRAGEM COMO MIRAGEM

Dárcio

O chamado “mundo visível” é uma miragem sem sustentação alguma! Que sustentaria a presença de um oásis visto por um alucinado andarilho no deserto? Nada! Assim são TODAS as imagens fenomênicas diante de nós! São MIRAGENS! Sejam  excelentes ou péssimas, todas aparentemente ocultam a IMUTABILIDADE da Perfeição que SOMOS e da Perfeição de onde ESTAMOS!

Que força seria empregada para eliminar um oásis e “restabelecer” a areia no deserto? Nenhuma! O oásis é MIRAGEM! A areia já está em seu lugar! Assim é que “vencemos o mundo”: vendo suas imagens como MIRAGENS, enquanto, internamente, reconhecemos:

“Estas miragens estão aqui como miragens, enquanto o que realmente aqui existe é unicamente Deus!”

Faça uma pausa! Veja de fato a miragem como miragem, enquanto, serenamente, confirma, em VOCÊ MESMO, a Consciência Iluminada que a tudo discerne como Luz!  Firme-se na percepção da Onipresença da Perfeição sendo, aqui e agora, a realidade absoluta de tudo e de todos, inclusive VOCÊ! DEUS É TUDO! MIRAGENS SÃO MIRAGENS!

NATAL

Joel S. Goldsmith

Uma mensagem de Natal deve ser uma mensagem de paz, em que nossos pensamentos se voltam do conceito de paz que o mundo busca, para a realização da verdadeira paz, “a minha paz”, que vem assim que os homens se encontram prontos a recebê-la.

O mundo busca uma paz que jamais pode ser encontrada, enquanto o senso de paz estiver baseado na cessação de guerra. Esta paz, ainda quando esteja realizada, é temporária, pois está baseada somente em conferências e relacionamentos entre homens e nações. A verdadeira paz é consumada, exclusivamente, quando nos despimos da armadura da carne, no momento em que deixamos de erguer a espada em defesa dos temores e ódios do mundo e cessamos de guerrear com as condições terrenas.

A paz duradoura reina somente quando os relacionamentos entre os homens estão alicerçados na conexão de cada um com Deus. A paz é realizada quando nos encontramos unidos com nossos companheiros através da experiência da vivência de Deus. A paz é alcançada quando contemplamos antes o Filho de Deus governando nossa vida e, em seguida, também a de nosso irmão.

O mundo está procurando a paz “lá fora”, mas ela deve ser encontrada dentro do nosso próprio ser individual, na medida em que hospedamos o Príncipe da Paz. Portanto, deixemos de procurar a paz que “o mundo está buscando” e empenhemo-nos em encontrar “A paz de Deus que ultrapassa todo entendimento humano”. “A Minha Paz vos deixo, a Minha Paz vos dou: não como o mundo vos dá. Que não se turvem vossos corações e nem se receiem”. (Ler Isaías 42: 1-9, em seguida, Isaías 61-62: 1-4 e 62: 12).

As advertências, e as promessas do Velho Testamento, são muitas vezes mal interpretadas, como se fossem dirigidas a algum homem em particular ou a uma determinada raça. Os amigos Hebreus consideravam-se filhos de Deus, distintos e favorecidos por Ele; tal má interpretação levou à adoração de certas pessoas chamadas de salvadores, como se fossem, por si mesmas, o Cristo. Isto gerou o sectarismo em determinadas religiões, com limitadas diferenças e inimizades.

Deus não ungiu especificamente um homem ou um povo: Deus tem ungido o Seu Bem-amado, o Cristo. O Cristo é uma entidade espiritual, um impulso espiritual – Um espírito que está no homem. É Ele que, em nós, é abençoado, ungido e sustentado pelo Pai.

Ocasionalmente, este divino Impulso Espiritual, o Cristo, se manifesta de uma forma mais pronunciada num indivíduo aqui, noutro acolá; porém, Ele existe na consciência de cada um, na face do globo terrestre. Chega um período específico. na vida de cada indivíduo, em que ele recebe a anunciação espiritual e então o Cristo é concebido, nutrido e desenvolvido. Num dia de Natal, o Cristo nasce; em outras palavras, a presença do Cristo é realizada dentro do nosso ser.

O nascimento de Cristo não ocorre cronologicamente no dia 25 de dezembro  nem em lugares de terras santas, mas ocorre, sim, na consciência elevada do indivíduo. Este estado de consciência elevado é a Cidade Santa – a cidade cuja busca foi esquecida, o lugar de nascimento e o lugar onde habita o Cristo. Onde quer que o Espírito de Deus apareça na consciência humana, todas as bênçãos e profecias em relação aos ricos frutos do Cristo se evidenciam.

Na luz do Cristo, o cenário humano se revela como algo fantástico. É somente depois da realização do Cristo em consciência, que o sentido profundo da verdadeira humildade é compreendido. Antes desse acontecimento, sempre haverá um sentido pessoal do ego; mas, com o nascimento do Cristo, todo sentido de exibição pessoal, todo desejo de algo ou de alguém, e toda a espécie de ambição humana são perdidos. A partir desse ponto de transição em consciência, onde havia necessidades, desejos pessoais ou uma vida incompleta, passa-se a não mais ter uma vida própria para ser plenificada com seus apegos e suas necessidades de êxitos e sucessos. Neste estado de consciência não existe nem mais um senso de necessidade de Deus, porque há a realização de se contemplar Deus agindo através de si. Esta atividade nunca é para benefício pessoal, mas se torna uma bênção para aqueles que ainda não experienciaram a concepção e o nascimento de Cristo dentro do seu próprio ser e, portanto, não realizaram a natureza universal de Cristo.

Elias revelou a natureza do Cristo como sendo a “pequenina e silenciosa voz” que está dentro e ao alcance de cada indivíduo que se torna receptivo a ouvir;  Daniel revelou o Cristo como uma “pedra cortada da montanha sem mãos”. Nas palavras de Isaías: (42; 2,3,4) “Não chamará, não se exaltará, nem fará ouvir sua voz na praça. A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade, produzirá o juízo”. Quando Cristo Jesus falava daqueles que “tinham olhos, mas não viam”,  referia-se a uma capacidade interna que contempla aquilo que jamais os olhos humanos seriam capazes de captar.

A natureza do Cristo é uma atividade espiritual, totalmente sem cumprimento físico, assim mesmo suficiente para destruir os quatro reinos temporais. As palavras e os pensamentos de Elias, de Daniel, Isaías e outras grandes personagens bíblicas, transitam no meu ser e se unem na revelação de uma Essência espiritual única, de uma Presença e de um Poder. Mesclados com estes pensamentos estão também os das crianças que vêm ao mundo com deficiências. Estas crianças, com seus clamores, indagam: “por que isto?, por que eu?, por que comigo?”, e suas vozes penetram a consciência da Terra, e esta não tem resposta aos seus problemas e às suas necessidades de cura. Um clamor semelhante se faz dos povos do mundo inteiro, ansiosos por uma cessação de guerras e esperançosos de uma paz mundial, e a Terra também não tem resposta para eles.

Mas há uma resposta! A resposta é o Cristo! Cristo é a influência espiritual dentro de você, de mim e de todas as almas e corações abertos para a anunciação, para a experiência da concepção e nascimento do Cristo. O Espírito do Senhor Deus Todo-poderoso está sobre o Cristo do seu ser individual e esta suave Presença é manifestada, não pela força e nem pelo poder, mas sim pela unção do próprio Espírito.

É este Cristo a resposta à paz mundial, assim como também é a resposta a todos aqueles pequeninos que clamam por suas heranças divinas de saúde, harmonia e plenitude.

A maior missão do Cristo é curar o mundo, portanto, se torna necessário, para aqueles que sentiram o toque do Cristo para servir, abrir  caminho para a atividade do Cristo, que é permear a consciência humana com o conhecimento e o amor do Cristo. A prece é o canal ativo em nossa consciência, que traz a Presença e o Poder de Deus aos afazeres humanos.

Eventualmente você poderá receber pedidos para uma ajuda específica; e, para estar preparado, é preciso aprender a manter a comunhão com o Príncipe da Paz, com nenhum outro propósito a não ser  o da própria comunhão com Ele. Você deve reservar períodos todos os dias para a meditação e nesses momentos se isentar de qualquer preocupação com os problemas relacionados com sua própria vida. Sua única razão para meditar deve ser experienciar em consciência a comunhão com Deus.

Nesta comunhão, a atividade de Cristo em você se torna o agente curador por todos aqueles que lhe solicitem ajuda.

Pensem acerca da consciência curadora que pode ser suscitada no mundo, quando cada estudante da verdade se conscientizar, em primeiro lugar, que “o único filho bem-amado, que está no âmago do Pai”, é o Cristo do seu ser individual.

Tudo que o Pai tem, está derramado sobre esta Centelha divina, vital, eterna e imortal, e o lugar onde Ele habita é dentro de você, em sua consciência!

Lembre-se sempre de que “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles”.

A atividade amorosa do Cristo, em você, é suficiente para derrubar os reinos temporais. Mas, uma coisa é exigida: cada Cristo deve ter o seu Jesus. A criança espiritual deve ter o Seu representante na Terra, e Ela deve ser liberada ao mundo através da conscientização daquelas pessoas que chegaram a realizar o Cristo em si mesmas.

É nossa função recolhermo-nos, diariamente, sem nunca falhar, com o propósito de receber o Príncipe da Paz e, dessa forma, criar-Lhe a possibilidade de atuar em nossos negócios e relacionamentos humanos.

Não é necessário dirigi-Lo ou esclarecê-Lo; a nossa parte consiste em esperar, silenciosamente, sem esforço e sem poder, e deixá-Lo ocupar nossa consciência! Você pode vislumbrar o que acontece, quando o Cristo realmente realizado começa a tocar a consciência de todas as pessoas na Terra, removendo delas as causas e os efeitos do erro humano? O Cristo, ao nos tocar a consciência, liberta-nos dos ódios e dos medos do mundo, abençoando assim inúmeras pessoas.

A prece feita dessa forma nos abre à visitação e à comunhão com o Príncipe da Paz, fazendo de nossa consciência a Cidade Santa, onde o Cristo habita, e através da qual Ele acha o caminho de entrada em todas as consciências humanas.

Enquanto a videira recebe a sua substância pelo Pai, cada galho está sendo alimentado. O Santo de Israel, o Espírito de Deus no homem, o Cristo, está sempre presente, porém, disponível somente na medida em que nos abrimos para recebê-Lo, deixando-O em nós habitar. Nosso único propósito, ao entrarmos em comunhão com o Cristo, é o de Lhe propiciar uma entrada ao mundo, para que possam ser demolidas as crenças humanas cristalizadas e ser estabelecido o Reino de Deus sobre a Terra.

Saibamos que não nos cabe um trabalho pessoal, temos somente que nos aquietar e “deixar fluir”.

No verdadeiro sentido da humildade, não há um “eu” dirigindo esta atividade; ao contrario, há um sentimento profundo de paz e quietude, onde nos tornamos exclusivamente desejosos de deixar o Cristo se encarregar dos negócios do Pai.

Nunca você ou eu poderemos nos ocupar dos negócios do Pai – somente o Cristo pode executar as funções de Deus sobre a Terra, estabelecendo Seu reino nos corações de todos aqueles que são receptivos e responsivos à Sua presença curadora.

E assim, no dia de Natal, façamos votos de boa sorte ao Príncipe da Paz em Sua jornada de amor nas consciências humanas, de modo que cada indivíduo que tenha seu pensamento e mente, Espírito e Alma, abertos à concepção e nascimento de Cristo, possa conhecer essa Presença amorosa  capaz de lançar a paz na Terra e a boa vontade entre os homens.

ONIPRESENÇA

Dárcio

Somos dotados da “mente de Cristo”, ou seja, somos o Sentido Espiritual ativo, somos Consciência iluminada. A Substância única, o Verbo, Deus, está Se expressando como Vida! O Todo aparece como nosso Ser individual. Vive e age como nosso Ser individual. Que percebe este Sentido Único? Percebe a Si mesmo! Percebe a própria Luz! Percebe a Realidade iluminada, que é Espírito.

O Espírito é Onipresença harmônica. O Espírito é Atividade perfeita. O Espírito É! O Todo consciente percebe Sua Onipresença! E, sendo onipresente, está igualmente expresso como a Presença que Eu Sou.

Poderia a Mente única estar deixando de ver sua unicidade perfeita? Não. A Visão e o Objeto são UM. A Luz que Eu Sou, é a Luz que Você é. A Visão, em Mim, é a Substância única também deste ser que você diz ser o “seu” Eu Sou. O Eu Sou é UM, é INDIVISÍVEL! Logo, nossa unidade e unicidade são o Fato eterno. São o Fato deste AGORA!

Em quietude, percebendo a Onipresença iluminada e indivisível, Eu digo: Eu Sou Onipresença; Eu Sou Luz onipresente; Eu Sou Luz que vê; Eu Sou Luz que é vista.

A Realidade espiritual é o que Eu Sou.  O Universo de Luz é o que meu Sentido discerne. Eu Sou a Realidade onipresente. Eu Sou o Universo de Luz. Eu Sou o Sentido Iluminado.

ANO RENOVADO PELA PRESENÇA

Joel S. Goldsmith

Reconheça a Presença interna

Concordando com a necessidade de transformação de consciência, para tornar o ANO NOVO melhor em todos os sentidos, cabe-nos determinar: “Qual deve ser esse novo estado de consciência?”.

Nossos estudantes sabem que uma consciência imbuída da Verdade sempre expressará condições harmoniosas em sua vida. Sabem que nossa vida é um reflexo do grau de Verdade imbuída em nossa consciência, isto é, a qualidade da Verdade com que nossa consciência está construída.

Se bem que seja verdade que Deus constitui a nossa consciência e, portanto já possuamos a plena, completa e perfeita consciência espiritual, devemos compreender que essa perfeição é potencial, disponível, demonstrável. Cabe a cada um de nós revelar aos poucos essa perfeição, por um trabalho individual na Verdade; pelo empenho em nossos deveres, até que a Presença seja realizada em plenitude, à nossa consciência.

Sem um contínuo reconhecimento desta Presença Interna, ficamos hipnotizados pela consciência de massa e sujeitos a ela. Ficamos sob a lei de acidente: se coincidir de ser um novo ano progressista, de boa saúde, talvez partilhemos disso. Mas se acontecer um ano economicamente depressivo, de epidemia, também disso partilharemos.

O modo de evitar fazer parte da consciência de massa — esse viver robotizado, movido pelas crenças mundanas — é começar e terminar nosso dia em estado de oração. É manter-nos vigilantes na consciência de nossa real identidade, como filhos de Deus, vivendo uma própria vida e não a vida dos outros, assim como não buscamos que os outros vivam nossa vida. Deus é que deve viver em ou como nós.

“Deus, no meio de mim, é poderoso”. Há uma Presença divina que vai diante de mim “para endireitar os caminhos tortuosos” (Is.45:2). Há um Poder e uma Presença espirituais dentro de mim, que é a lei de ressurreição sobre toda a experiência humana; sobre os meus negócios e meu corpo; sobre minha profissão e minha saúde. Há uma influência espiritual que restaura até mesmo “os anos perdidos do gafanhoto”.

Devemos aprender a conscientizar a Presença divina em nós, muitas vezes ao dia, até que se torne uma constante. É isto que nos sobreleva a consciência da massa e nos capacita a viver sob a orientação de Deus, pela Graça. A Lei, a substância, o poder de Deus nos suprem, quando O reconhecemos em todos os nossos caminhos e conservamos nossas mentes focadas nEle. Só isto nos separa da influência da massa e salva-nos da experiência coletiva, capacitando-nos a ser uma Lei em nós mesmos.

Portanto, Sede Vós Perfeitos

Vimos a ser uma Lei sobre nós mesmos a partir do momento em que conscientizamos Deus em nosso intimo e aceitamos que Ele nos dirija; do momento em que reconhecemos nosso relacionamento como Filhos e Herdeiros dEle, em usufruto de todas as riquezas celestiais. Só pela consciente e compreensiva aceitação desta Verdade é que nos colocamos sob a Lei de Deus. Estamos sob às leis da humanidade, sob a Lei do Karma, sob a Lei de Causa e Efeito. Todas as leis que operam sobre a consciência humana, produzem seus efeitos sobre nós, individualmente, enquanto não atingirmos a realização espiritual e não demonstrarmos a plenitude da harmonia pela Graça.

O mandamento é: “Portanto, sede vós perfeitos como é perfeito a vosso Pai celestial”. Elevando-nos gradualmente à perfeição é que nos separamos das leis e crenças que governam o mundo. Não há meio de um ser humano chegar a ser perfeito enquanto não reconhecer a perfeição potencial de Deus em seu íntimo, como possibilidade de alçar-se de “gloria em glória”, sob a orientação divina, sob Seu Reino e Sua Lei. Só podemos ser perfeitos pela realização da perfeição divina que já está em nós. Este reconhecimento é importante para estímulo e esforço consciente de superação da influencia de massa.

Como dissemos, esta perfeição não se ganha num instante. Devemos começar no ponto em que nós estamos, sem reclamar essa perfeição a nós mesmos, mas “esquecendo-nos das coisas que ficam para trás” e conscientizando que “Eu e o meu Pai somos Um”. Esta unidade governa nossa vida com harmonia. É uma benção, mesmo na pequena medida inicial de nossa capacidade. Ninguém, neste momento, está exprimindo a plenitude de Deus. Mas podemos regozijar-nos se, em alguma medida, já podemos demonstrar a capacidade de separar-no da consciência de massa; se, em alguma proporção podemos apartar-nos dos erros, doenças e limitações a que estaríamos sujeitos num viver comum.

Não caiamos no mesmo erro de alguns estudantes metafísicos que desanimaram e desistiram do esforço, por não haverem demonstrado harmonia e liberdade interior completas. Ao contrário, alegremo-nos a cada pequeno avanço neste sentido, em nossa experiência, pois é prova de que estamos nos aproximando da mais alta realização, que será seguramente alcançada, se persistirmos neste caminho.

De nada nos vale saber, ler, pensar, que a sintonia com o Divino interno é benéfico. É preciso praticar! É indispensável buscar essa sintonia, para conquistá-la aos poucos. Se não a buscamos, quando a realizaremos?

Nossa vida, neste ano, pode ficar sob a orientação e governo amorosos de Deus, na medida em que aceitarmos e praticarmos esta verdade e nela persistirmos. Não há meio de a Lei ou a Verdade espiritual tocar-nos com a Graça, se não as aceitamos e não as buscamos conscientemente. Depende só de nós: é algo intransferível; ninguém pode fazer por nós, por mais que nos ame e por mais estreitos que sejam os laços que nos unam.

Lembremos: mesmo depois de três anos de intimo convívio com o Mestre, Judas O traiu; os demais discípulos (com exceção de João) O abandonaram, quando Ele mais precisava deles. Isso mostra do quão convictos devemos estar da Verdade, para abraçá-la e demonstrá-la em todas as circunstâncias.

QUE É A METAFÍSICA ABSOLUTA – Cap. 4

Dárcio

Capítulo 04

DEDICAÇÃO

Os textos de Metafísica Absoluta não se destinam à mente humana. É importantíssimo ser salientado este ponto, uma vez que a maioria dos estudos está voltada para uma assimilação humana; porém, pretender encarar o estudo da Verdade da mesma forma é um erro enorme, e o resultado será frustrante.

Na Ciência Mental há as chamadas “leis da mente”, que, seguidas após serem conhecidas, fazem da mente humana um agente gerador de um destino melhor. Estes conhecimentos relativos são úteis e válidos, mas até certo ponto. Quando avançamos além deles, pela Metafísica Absoluta, nossa atenção se fixa na Verdade de que Deus é a Mente Única. Firmados no princípio de que DEUS É TUDO, deixamos de lado as teorias metafísicas puramente mentais, cientes e convictos de que uma interiorização receptiva, que nos permita reconhecer a Presença de Deus “pensando” como cada um de nós, é a “Graça que nos basta”.

Há pessoas que dizem: “Li e não entendi nada! É muito profundo! Não estou preparado!” Eis por que enfatizamos que este estudo não se dirige à mente humana! NÃO É NECESSÁRIO QUE A MENTE HUMANA ENTENDA O QUE ESTIVER SENDO LIDO! Na verdade, já houve quem tivesse dito: “Desconfie das verdades que pôde entender!” Muitos se encontram presos à crença de que a Verdade precisa antes ser conscientizada, para dEla podermos nos beneficiar. Como dissemos, a Verdade revelada diz que “Deus é a Mente Única”. Assim, a cada pausa que fizermos para nos dedicar a este reconhecimento, estaremos sendo beneficiados. E é nesse sentido que ressaltamos a importância da dedicação.

Para nos dedicarmos de corpo e alma a algum estudo, devemos, em primeiro lugar, compreender a sua IMPORTÂNCIA e seu OBJETIVO. Infelizmente, por deixarem de perceber estes dois pontos fundamentais, muitos não se dedicam como deveriam a este estudo. A maioria acredita ser muita presunção alguém se considerar a própria Mente de Deus em ação. Assim, perpetua a crença em mente humana, só dispõe de suas limitações para encarar a vida, que julga ser material, fazendo com que as Revelações libertadoras permaneçam estocadas em estantes ou prateleiras, em livros e mais livros considerados “muito avançados”.

Certa vez, num telejornal, um religioso ortodoxo dizia ao repórter: “Há pessoas dizendo que o homem é Deus. Quem assim se considerar, impedirá que Deus tenha espaço para atuar em sua vida!” De onde surge esta colocação? Da ignorância sobre o estudo! Do desconhecimento dos princípios revelados! Do desconhecimento de que TUDO É DEUS! Do desconhecimento da natureza transcendental do homem e do universo. Tais pessoas estão crendo piamente naquilo que os sentidos humanos captam. Como fazê-las mudar de opinião? Humanamente é impossível. Contudo, como vimos anteriormente, a nova visão do Universo vem por Auto-Revelação: Deus Se revela, e, a cada lampejo, as opiniões humanas vão-se evaporando.

É óbvio que o homem, assim como a mente humana o vê, não é Deus. Porém, assim como o homem não seria um esqueleto, mesmo que toda a humanidade o estivesse vendo com visão de Raios-X, também não é de “carne e osso” como a mente coletiva da humanidade o vê. Como é o homem? Enquanto nos limitarmos ao alcance da mente humana, ele será visto erroneamente como este “ser limitado” da aparência. Que faz a Auto-Revelação? Com o homem, ela nada faz; mas, anula a visão humana! E, com a visão humana anulada, a Visão divina Se revela como a Visão única e verdadeira. Que esta Visão? Vê Deus! Vê Deus sendo cada um de nós! E esta Verdade é verdadeira agora. A Metafísica Absoluta trabalha nesse campo de Autodescoberta.

HOMEM

Masaharu Taniguchi

O homem não é matéria ,
não é corpo carnal,
não é cérebro,
não é célula nervosa,
não é glóbulo sanguíneo,
não é célula muscular.

Nem o conjunto de tudo isso.
Conhecei bem a Essência do homem:

o homem é espírito,
é vida,
é imortalidade,
Deus é Fonte Luminosa do homem
e o homem é Luz emanada de Deus.

Não existe fonte luminosa sem luz,
nem existe luz sem fonte luminosa.

Assim como luz e fonte luminosa são um só corpo.
Deus e o homem são um só corpo.
Porque Deus é Espírito, o homem também é Espírito.

Porque Deus é Amor, o homem também é Amor.
Porque Deus é Sabedoria, o homem também é Sabedoria.

O Espírito não é peculiar à matéria,
O Amor não é peculiar à matéria,
A Sabedoria não é peculiar à matéria.

Portanto, o homem que é Espírito, que é Amor, que é
Sabedoria, nada tem a ver com a matéria.

O homem verdadeiro,
porque é Espírito,
porque é Amor,
porque é Sabedoria,
porque é Vida,
é incapaz de pecar.
é incapaz de adoecer.
é incapaz de morrer.

Há quem diga “Pecador! Pecador!”.
Deus não criou pecador algum,
por isso, neste mundo não existe um pecador sequer.
O pecado é contrário à natureza verdadeira de filho
de Deus, a doença é contrária à natureza verdadeira
da Vida, a morte é contrária à natureza verdadeira
da Vida, pecado doença e morte não passam de
sombras das ilusões da mente que, em sonho, imagina
coisas inexistentes.

No mundo absoluto de Deus,
Deus e Homem são um só corpo,
Deus é a Fonte da Luz
e o homem é a luz emanada de Deus.

SUA CONSCIÊNCIA, O REINO ÚNICO!

Dárcio

Na Metafísica Absoluta (Ontologia), encontramos bem definidos os conceitos do que é Realidade e do que é ilusão. Antes de entrarmos em contato com os ensinamentos iluminados, achávamos que “realidade” fosse este “mundo material”, em que todos nascem, vivem e morrem. Tal “realidade” nunca foi bem aceita em termos práticos, ou seja, sempre o ser humano procurou lutar pela longevidade e pela saúde, o que demonstra sua insatisfação diante de todos estes conceitos.
 
Quando conhecemos teoricamente os ensinamentos, e os aceitamos, este ponto marca o início de nosso “renascimento”, quando nos decidimos por trocar a “realidade”, comumente aceita pela mente humana, pela REALIDADE DIVINA, revelada e passível de ser discernida espiritualmente. Isto se dá pela Mente divina, presente em todos nós, e idêntica à de Jesus Cristo e de todos os iluminados. A “antiga” realidade material passa, então, a ser encarada pelo que é: “miragem”, “sonho”, “ilusão”.
 
Assim como antes era aceito que “somente estávamos num mundo material”, passamos a trocar radicalmente de referencial. Fazemos a admissão plena do Fato espiritual narrado por Paulo, ao dizer que “em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”. Não comparamos ensinamentos relativos com esta Revelação. Os ensinamentos relativos têm parte com a ilusória mente humana, e apenas este motivo já justifica nosso total abandono de todos eles. “Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”. Esta é a Verdade eterna. Isto indica que o Reino de Deus é ÚNICO! E indica que o “mundo humano” é irreal! Puro NADA! O processo dessa troca de referencial assemelha-se àquele que ocorre no sonho, quando a pessoa desperta e percebe que jamais esteve passando realmente pelas condições sonhadas.
 
Esta Verdade é grandiosa demais! Parece até difícil aceitá-La como verdadeira! Entretanto, ela  é “Verdade  verdadeira”, aqui e agora. O REINO ÚNICO É O DE DEUS! Sua Consciência Iluminada é, portanto, o REINO ÚNICO! Sua presença, portanto, se dá eternamente neste REINO ÚNICO! E quanto à chamada  “queda do homem?” É o “sonho”. Uma ILUSÃO MESMÉRICA! Solte-se na aceitação de que O REINO ESPIRITUAL É ÚNICO! Perfeito eternamente! Solte-se nesta aceitação, sem se deixar enredar por análises intelectuais. Verdade e intelecto nunca combinaram! Se assim fizer, a Onipresença será naturalmente admitida como Fato, Fato este que  inclui VOCÊ e a todos na perfeição eterna e absoluta, o que lhe possibilita dizer e vivenciar, exatamente aqui e agora:

 
O REINO DE DEUS É ÚNICO! O REINO DE DEUS É MINHA  CONSCIÊNCIA! FORA DE MIM, DA PERFEIÇÃO QUE EU SOU, DA CONSCIÊNCIA QUE EU TENHO DE EXISTIR, NADA MAIS É REALIDADE! NADA MAIS EXISTE!
 
Este é o significado do mandamento: “NÃO TERÁS OUTROS DEUSES AO LADO DE MIM”. Ele somente será cumprido quando  VOCÊ discernir que o suposto “eu humano” é puramente NADA, DANDO LUGAR ÚNICO ÀQUELE a quem TODO LUGAR já pertence: DEUS, SEU PRÓPRIO “EU SOU” DIVINO!
 

O TESTEMUNHO DE DEUS SOBRE VOCÊ

Dárcio

“Sede perfeitos como perfeito é o vosso pai celestial”, disse Jesus. Para isso, basta-nos CRER nas Revelações, sem jamais nos deixarmos enganar pelas crenças coletivas ou pela “outra mente”, que não existe, mas que hipnoticamente parece existir e nos mostrar como mortais imperfeitos.

Deus, o Verbo, está sendo a totalidade de nosso ser.  Esta Verdade é eterna! Por isso, nas contemplações silenciosas VOCÊ deve partir deste Fato:

SOU PERFEITO COMO PERFEITO É MEU PAI CELESTIAL!

Há duas opções: (A) VOCÊ acatar o julgamento que a mente ilusória faz do mundo e de seu ser; ou, (B) VOCÊ acatar a revelação e admitir: Sou PERFEITO como PERFEITO É MEU PAI CELESTIAL.

Não há meios-termos! A Verdade É! Nada, além da Verdade, É! Creia no “testemunho de Deus sobre VOCÊ”, sem jamais endossar as falsas crendices da ILUSÃO.

“Quem crê no Filho de Deus, em SI MESMO tem o testemunho; quem a Deus não crê, mentiroso O fez. porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a Vida eterna; e esta Vida está em seu Filho. Quem tem o Filho de Deus, tem a Vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a Vida. Estas coisas vos escrevi, para que SAIBAIS que tendes a Vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus.

( I João 5: 10-13)

TEMPO DETERMINADO

DÁRCIO

A oração é um meio de nos enxergarmos em unidade com a perfeição infinita e pronta do universo. “Tudo está feito”, e da forma mais perfeita possível. Entretanto, se após os períodos contemplativos alguém estiver ansioso, desejoso de se livrar de uma aparência incômoda, ou, de que uma situação aguardada lhe chegue logo, estará, novamente, sendo mesmerizado pela ilusória mente humana.

A nossa confiança deve permanecer no Absoluto, em que TUDO ESTÁ FEITO! Esta certeza anula a ansiedade mesmérica. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. (Eclesiastes 3: 1).

Por mais que alguém ore, não verá, decorrente disso, uma semente se desdobrar começando pelas flores e não pela raiz! A convicção total de que a suposta “vida humana” é um desdobramento perfeito da “semente divina” que somos, deixa-nos como “testemunhas tranqüilas” deste processo contínuo acontecendo nas aparências visíveis. De fato, tudo tem seu “tempo determinado”, e é esta convicção  que nos deixa em paz!

“ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ…"

Dárcio

Quando é lido o Salmo 118:24, que diz: “Este é o dia que o Senhor fez. Alegremo-nos e regozijemo-nos nele”, poucos percebem que “este dia” não é o dia de semana visível! É claro que nem poderia ser! Imaginemos  alguém  diante de uma tragédia, no dia de hoje, e fosse lida a ele esta frase bíblica:  seria aceita? Claro que não!

 Há séculos que mestres e mais mestres vêm revelando que o chamado “mundo visível” não é verdadeiro! É mera ilusão de massa, um “sonho coletivo”. Nesta aceitação, entenderemos a frase do Salmo 118: ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ!  ESTE!  MAS “ESTE” QUE É INVISÍVEL PARA A MENTE HUMANA! PERFEITO, ETERNO, PERMANENTE! 

Miragens fraudulentas desviam nossa atenção DESTE DIA para o “dia dos homens”, ou seja, para “este mundo visível”.

 
“E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (João 7: 37-38).
 
Quando é o DIA DA FESTA? É “ESTE DIA”, O DIA REAL FEITO POR DEUS! Desvie-se por completo destas imagens tridimensionais visíveis! Em silêncio, contemple O DIA QUE O SENHOR FEZ, o Agora Perfeito que as imagens visíveis buscam nos ocultar!
 
“SUBI VÓS A ESTA FESTA”! (João 7:8). Subir à Festa é VOCÊ deixar os “dias do calendário temporal” para se elevar ao DIA QUE O SENHOR FEZ!  Ele está feito! Pronto e manifestado em SUA Consciência!! Com este fato compreendido, entenda o porquê da recomendação: “Este é o Dia que o Senhor fez; alegremo-nos e regozijemo-nos NELE”.

 

 

 

"FILHA, TUA FÉ TE SALVOU…"

Dárcio

Disse Jesus: “Filha, tua fé te salvou; vai em paz e sêde curada deste teu mal (Marcos; 5: 34). Na mente da mulher do relato bíblico, havia o seguinte pensamento: “Se tão somente tocar nos teus vestidos, sararei.” Por doze anos ela havia sofrido por causa de um fluxo de sangue! Qual foi o remédio? Sua convicção de sarar se tornou maior do que sua crença na doença! Apenas isso! Jesus sabia que toda doença é irreal! Se a viu ser espontaneamente curada na hora, pôde notar que este fenômeno havia se dado: a fé na saúde suplantou a crença na doença! Assim, pôde lhe dizer: “A tua fé te salvou”.

Toda “doença” é ilusão! Aparenta mesmo ser real, mas, em contato com a Verdade, revela sua nulidade, ao que nos acostumamos a dar o nome de “cura”.

A fé verdadeira está no firme reconhecimento de que VOCÊ é um ser perfeito, um ser que jamais nasce, erra ou vive neste suposto mundo temporal e  material. Se, em meditação,  VOCÊ reconhecer sua Perfeição eterna em Deus, sem se vincular com as supostas experiências deste mundo, estará confirmando a Verdade sobre sua verdadeira identidade, e se imunizando contra às crenças coletivas, que atuam  como “sugestões hipnóticas” no inconsciente humano.

Pare de “dividir a casa”, ou seja, achar que é um ser espiritual mas também com “parte” humana!! As sugestões falsas nos vêm o tempo todo e de todos os lados! Se VOCÊ não estiver firme no reconhecimento de que “somos Obra perfeita de Deus”, e, portanto, “espirituais”,  acabará endossando e dando poder às falsidades que o mundo considera serem, verdades sobre você!

Unicamente Deus SABE como VOCÊ É! Um ser à Sua Imagem e Semelhança! Desse modo, com a percepção nítida de que “eu e o Pai somos um”, esteja também com a Visão “una”, com a Visão de Deus! Esta é a fé poderosa que destrói a crença em doenças! Com a mente, endosse a Onipotência do “poder divino”, como fez a mulher citada;   ao mesmo tempo, entregue-se confiante à ação do Espírito no Cristo que VOCÊ É!

Tire toda atenção da aparência! Atenha-se à Ação divina, que agora flui a partir do seu próprio Eu.   Testemunhe, deste modo,  a livre e espontânea manifestação da Verdade! Contemple a Luz divina fluindo de VOCÊ PRÓPRIO, do Centro de seu Ser! E permaneça, durante algum tempo, nesta  iluminada contemplação!

O QUE É A METAFÍSICA ABSOLUTA – Cap. 3

Dárcio

Capítulo 03

EVOLUÇÃO

 

Poucas idéias errôneas atrapalham tanto a percepção da Realidade espiritual como as que falam em “evolução”. Por que surgiu essa teoria? Porque a mente humana somente consegue fazer julgamentos segundo aparências visíveis. Se algo além delas é revelado, há a total desestruturação de todo esse vocabulário ilusório: estágios de consciência, evolução, encarnação, reencarnação, etapas de desenvolvimento, etc. Todo esse linguajar é um “culto à matéria”, ou à “ilusão”.

 

A Metafísica Absoluta não é mais um “modo de pensar”; ela é um “modo iluminado de não-pensar”.  Exclui a lógica do mundo e seus julgamentos baseados apenas naquilo que a mente humana é capaz de perceber. A Vida flui pela Graça! Na Metafísica Absoluta, Deus é reconhecido como Mente Única Absoluta, e este reconhecimento exclui as chamadas “mentes pessoais humanas”, não obstante mantenha a individualidade absoluta de todos nós. A receptividade plena às Revelações divinas torna possível a vida do “não-pensar”, ensinada por Jesus no conteúdo de “O Sermão da Montanha”.

 

A mente humana não capta a Realidade aqui presente. É por esse motivo que, para ela, há “mistérios”, “milagres” e “fenômenos sobrenaturais”. Ao admitir todo esse linguajar, o que a mente humana procura é disfarçar sua ignorância, sua incapacidade de revelar o que de fato é verdadeiro. Suas teorias, inclusive a da evolução, são frutos da “sabedoria da serpente”, que não merecem nenhum crédito. Não possuem real fundamento. Tanto é assim, que, a cada dia que passa, novas teorias surgem em substituição às anteriores, que se tornam obsoletas, assim como obsoletas se tornarão as atuais, no “amanhã” das aparências.

 

As Revelações divinas não são teorias mutáveis. São a Verdade eterna, sempre-presente, à espera de um “despertar em massa”. Por que uns despertam antes de outros? Não existe este processo! Ele se mostra como real somente para a ilusória mente humana. Toda Verdade é Verdade universal, e, apenas dizemos que Ela está “à espera de um despertar em massa” para expressarmos o “final definitivo” da suposta mente humana e seus julgamentos. Quem parte das aparências, vê seres mais ou menos evoluídos; quem parte da Realidade, vê Deus Se manifestando igualmente como tudo e todos!

 

Assim como em dia nublado o Sol não se revela às nuvens, as Revelações divinas não Se revelam à mente humana. Há pessoas que se julgam mais evoluídas ou menos evoluídas por fazerem comparações em conhecimento intelectual dos princípios por parte delas. Uma Revelação divina Se dá na Mente Absoluta, nEla própria, e esta Mente é, então, reconhecida como a de todos nós. O estudo do Absoluto, em essência, nisto se resume: fixos à Mente iluminada, ao “sol”, desviamo-nos das crenças da mente humana, das “nuvens”. E a Mente Universal, que É, Se revela como TUDO, fazendo com que a ilusão “se evapore”, levando junto todas as crenças supersticiosas. Assim, também a farsa da “evolução” é desmascarada!

"AINDA TE FALTA UMA COISA'

Dárcio

A percepção de que somente existe Deus corresponde à percepção da Unicidade da Existência, que, por si, revela a nossa real natureza, completamente desapegada de todas as supostas coisas visíveis.

No cap. 18, de Lucas, consta o seguinte: “E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. E disse ele: Todas estas coisas tenho observado desde a minha mocidade. E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me. Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico. E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!”

O estudo absoluto enfatiza a existência de Deus como a ÚNICA PRESENÇA, o que equivale a revelar que não há seres humanos (nem mestres nem discípulos) para “herdar a vida eterna”. Deus é a única Vida, e esta já é a “nossa” Vida eterna, exatamente agora. Nossa Vida é Deus, e jamais algum suposto ser humano, seguidor ou não de mandamentos, poderá herdá-la. Os supostos seres humanos são presos às riquezas de sua própria aceitação imaginária. Tais “riquezas” não são necessariamente financeiras. O apego às pessoas, à família, aos filhos e netos; o apego a passatempos, viagens, cursos, ensinamentos, pontos de vista pessoais; o apego a cargos ou funções da sociedade; tudo isso constitui “riqueza”, para quem se deixa escravizar por estes ou por inúmeros outros fatores de um “mundo material” que, de fato, jamais existe realmente, e que não passa de ilusão hipnótica. Se formos analisar cada pessoa deste mundo ilusório, é certo que, para cada uma, acharemos motivos para dar a mesma advertência: “Ainda te falta uma coisa”.

A frustração do príncipe rico, ao ouvir esta frase, é a aparente frustração de inúmeros seguidores de ensinamentos espirituais. Eles procuram se aperfeiçoar, fazem cursos com dedicação, mas, “ainda lhes continua faltando uma coisa”. Neste instante, queremos lhe afirmar  o seguinte: A VOCÊ, NÃO LHE FALTA NADA! A totalidade de Deus é o seu verdadeiro e único Ser; e, inexiste“outro ser” passível de assumir a sua identidade. Você é você! Livre! Pleno! Completo! E, eternamente estará côsncio de ser esta a sua real e única identidade!

Na seqüência da citação acima, encontramos: “E os que ouviram isto disseram: Logo, quem pode salvar-se? Mas ele respondeu: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus.” (Lc 18:26,27).

Este é o enfoque absoluto: abandonar conscientemente todos os artifícios “humanos” de estudo da Verdade, pelo reconhecimento e percepção direta da Realidade: Tudo é Deus; Tudo é Espírito. Assim, Deus é a totalidade do “seu Ser”; a Vida divina já é a “sua Vida, E NÃO LHE FALTA COISA ALGUMA.

“E disse Pedro: Eis que deixamos tudo e te seguimos. E ele lhes disse: Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus, e não haja de receber muito mais neste mundo, e na idade vindoura, a vida eterna.” (Lc 18:28-30).

Aos olhos do mundo, após a percepção de que TUDO É DEUS, “vivemos pela Graça”, compartilhando tudo com aqueles que fazem parte de nosso ambiente natural. O mundo aceita a existência do tempo; assim, aos  olhos da “crença”, estaremos recebendo muito mais neste mundo, e também estaremos recebendo “na idade vindoura, a vida eterna”. A percepção de que TUDO É DEUS torna o “deixar tudo para seguir ao Cristo” uma vida naturalmente desapegada, pois esse “tudo” (mundo da matéria) é visto como NADA, enquanto a Presença de Deus é revelada como nossa própria Vida harmoniosa e plena, aqui e agora.

“Deixar casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus” não significa viver afastado de algo ou de alguém!. O sentido é muito mais profundo! Significa estar alheio ao “quadro hipnótico” que se faz passar por Realidade! Indica a Onipresença de Deus, que passa a ser discernida espiritualmente como a Presença individual de tudo e todos com quem convivemos! Em vez de serem considerados como “pessoas especiais”, perceberemos serem todas, aqui e agora, o próprio Deus, em expressão individual. Esta visão crística, em Jesus, motivou-o a corrigir o príncipe, que o chamara de “bom mestre”; este, em vez de ver Deus manifestado como Jesus, estava a considerá-lo como “alguém bom”, separado de Deus, com vida apartada de Deus.

As palavras, “ainda te falta uma coisa”, poderão também ser escritas da seguinte forma:: A PERCEPÇÃO ABSOLUTA DE QUE TUDO É DEUS, APARENTEMENTE, É A ÚNICA COISA QUE LHE PODE FALTAR. Desse modo, se VOCÊ está convicto de que  a totalidade de Deus constitui a totalidade do seu Ser individual, e também a de todos os demais seres, pode, aqui e agora, convictamente afirmar: A MIM, ao EU que EU SOU, NÃO ME FALTA NADA!

O UNIVERSO É VIDA

Dárcio

Um simples lampejo da REALIDADE ESPIRITUAL revela o Universo como Vida em expressão infinito-dimensional. Atividade iluminada! Oniatividade! Eis a Vida que é o Universo em expressão! Dele fazemos parte, assim como uma letra faz parte do alfabeto: em sua individualidade e, ao mesmo tempo, sendo o próprio alfabeto.

A Verdade é Tudo! Nada há, além da Verdade! Cada um que discerne esta Revelação, sem vacilar, diz: “Eu Sou a Verdade”. A letra “A” é específica no alfabeto que ela ajuda a formar! Sem ela, o alfabeto não seria completo! Se a letra “A” é a letra “A”, completa em si mesma por estar em unidade com o alfabeto, também VOCÊ, como ser individual, é exclusivamente VOCÊ, sem que seja qualquer outro, apesar de também ser o TODO, pela própria  UNIDADE que é Deus, o Todo!

Entre em contemplação e perceba:

O Universo é Vida! A Vida que Eu Sou é a Vida do Cristo que Eu Sou, especificada como o “meu” ser individual. Ao mesmo tempo, não vejo divisões na Vida infinita! Eu Sou a Vida , em expressão individual, e Eu Sou a  Vida Universal infinita, que Deus é. Assim como Deus é, Eu Sou! E contemplo, aqui e agora, esta Verdade em expressão contínua e perfeita!

LEÃO É LEÃO, CRISTO É CRISTO!

Dárcio

As ilustrações empregadas no estudo da Verdade são para identificação imediata, ou seja, não se destinam a ser apenas conhecidas enquanto a pessoa passa a vida toda buscando uma suposta”conscientização”. Pelo julgamento segundo as aparências, nem Jesus Cristo seria visto como alguém perfeito! Irritava-se, corrigia os demais, discutia, chamava de víboras os falsos mestres, etc. Nem ele, como Jesus, se dizia o Cristo! “Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou”, “Pai, que se faça a Tua vontade e não a minha”, dizia ele. Entretanto, também nos orientou: “Sede perfeitos como o vosso pai celestial é perfeito”. Que sentido tem? O sentido absoluto! DEUS, a PERFEIÇÃO, é TUDO! VOCÊ PRECISA se identificar com o Cristo em SEU SER, com a perfeição em SEU SER, com o “EU SOU” que constitui o SEU real ser! “Glorificai a Deus no VOSSO CORPO e no VOSSO ESPÍRITO”, disse Paulo.

Há quem diga: “Este salto para o absoluto é muito grande! Isso precisa ser feito por etapas!”. Como podemos notar, esta fala vem sempre da “mente carnal”! Jamais haveria uma revelação divina reconhecendo OUTRO ao lado de “MIM”. E quando a pessoa se julga um ser humano? Cheia de defeitos? Seria válido afirmar “Eu Sou o Cristo”? Aí é que entram os benefícios das ilustrações!

Analisemos a ilustração do leão criado com cordeiros. Sem ter noção de ser leão, com cordeiros foi criado desde pequeno, e, de toda forma, agia condicionado pela falsa crença de ser também um cordeiro. Um dia, ouvindo pela primeira vez o rugir de um leão, ele sentiu dentro dele um “despertar”, algo que o fazia se identificar mais com o leão do que com o “cordeiro” que ele supunha, até então, ser sua própria natureza. O ponto é o seguinte: com ou sem leão rugindo para despertar este outro, iludido pela crença de ser cordeiro, ele jamais teria deixado de ser unicamente um leão.

O homem é a expressão do Verbo! Feito à Imagem de Deus! Assim é o Cristo sendo cada um de nós! Se a pessoa sabe, aceita, conscientiza ou não, permanece a Verdade: Deus é o ser! O estudo do absoluto parte deste iluminado referencial da Verdade, sem jamais levar em conta as “aparências” e suas ilusórias etapas evolutivas! Jamais aquele leão deixaria paulatinamente de ser “cordeiro” Nunca estivera sendo um! Por outro lado, nada o faria “SE TORNAR LEÃO”. JÁ ESTAVA SENDO LEÃO!

Ao nos dizer “SEDE PERFEITOS COMO O PAI CELESTIAL É PERFEITO”, Jesus não pretendia que um ilusório eu humano alcançasse a perfeição! Isso nunca ocorreu nem ocorrerá! A meta é outra! Renunciar à CRENÇA FALSA pelo ASSUMIR RADICAL DA VERDADE! Entenda com clareza esta ilustração: assim como sempre o leão estivera sendo um leão, VOCÊ sempre esteve, está e estará sendo o CRISTO! As Obras de Deus são PERMANENTES! Uma delas é VOCÊ!

A ILUSÃO DO NASCIMENTO

Dárcio

A pessoa supostamente visita uma maternidade e pensa: “Como nasce gente!” Que está diante dela? A RAIZ DA ILUSÃO! A “crença coletiva” em nascimento! “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra, “antes que Abraão existisse, eu sou”, “minha mãe e meus irmãos são os que seguem meus ensinamentos”, dissse Jesus. Que está implícito nestas revelações? Que o “nascimento não existe”.

Quem expulsa a crença em nascimentos na matéria é o que “perde sua vida por causa de MIM para achá-La”, como disse Jesus, e como ocorreu com Paulo, ao dizer: “Já não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em MIM”. Havia despertado para a irrealidade do ser nascido neste mundo e para a sua identidade eterna como sendo o Cristo!

Parta da Verdade, e não terá ILUSÃO! Parta da totalidade de Deus que o inclui, e se verá sendo o Cristo que não nasce! Somente existe Deus! Deus não muda! E “nEle vivemos nos movemos e temos o nosso ser (Atos: 17; 28)

Entre em meditação e assuma o CRISTO sendo VOCÊ. O homem não nasce nem morre! O homem é a perfeita e eterna EXPRESSÃO DO VERBO. VOCÊ é “nascido de Deus”; e, diz a Bíblia, “todo aquele nascido de Deus VENCE O MUNDO”.