Dárcio
A crença fraudulenta no bem e no mal vem tapeando a humanidade desde que o mundo é mundo! Sempre se repete o filminho ilusório: alguém fazendo de tudo para escapar do mal e fazendo de tudo para desfrutar do bem. Na alegoria de Adão e Eva, é dito que a “expulsão do paraíso” se deu por terem comido do fruto do conhecimento do bem e do mal. Esta é, portanto, a forma com que a ILUSÃO encobre de cada ser a vida paradisíaca a que tem direito, e que já desfruta, mas não vê! Por que não vê? Por estar sob o jugo mesmérico desta “crença no bem e no mal”, que é FALSA!.
Cristo trouxe a libertação plena desta crença! Não disse que iríamos para o Reino de Deus, mas que este Reino já está em nós! Que nos resta saber? Que já estamos nele! É para isso que nos dedicamos à “Prática do Silêncio”. Entretanto, se formos meditar sem antes nos livramos conscientemente dos apegos ao “bem humano”, a sintonia com Deus não se dará a contento!. Enquanto a pessoa permanecer nesta arapuca do bem humano, ocupando a mente com pensamentos do tipo: “Aquela pessoa tem tudo para me fazer feliz!”, “Aquela vaga na empresa é exatamente a que atende aos meus anseios”, “Aquele país seria o ideal para que eu pudesse prosperar”, etc, não estará com a mente livre para que a Verdade Se revele! “O Meu Reino não é deste mundo!” Esta é a aceitação radical que precedendo as meditações, tornam-nas realmente eficazes. Eficazes para quê? Para percebermos que realmente o Reino da Verdade já está em nós e que nós já estamos nele!