O P Ã O D A V I D A -1

O
P Ã O   D A   V I D A
Marie S. Watts
PARTE 1
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Em João 6: 48-51, encontramos uma das mais significativas revelações de Jesus. Ele diz: “Eu sou o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.”

A declaração inicial desse registro é uma firme colocação da Verdade. Jesus afirma categoricamente: “Eu sou o pão da vida”. Esta é uma declaração poderosa e tremenda da Verdade; qualquer Identidade em existência poderá repeti-la verdadeiramente. Que significa  percebermos o sentido espiritual desta Verdade, e nos capacitarmos  a afirmar convictamente: Eu sou o pão da vida? Significa que nos compenetramos de que aquela Vida eterna, Autossustida e Automantida, é a nossa Vida. No entanto, este é apenas um dos vários aspectos retratados por esta grandiosa Verdade. Continuemos a explorar ainda mais esta declaração.

Na verdade, Jesus utilizou a palavra “aquele”, e não a palavra “o”: “Eu sou aquele pão da vida” (segundo versão inglesa). Com efeito, o que ele estava dizendo era: Eu sou aquele que eu vejo ou percebo. Eu sou a minha própria sustentação, minha própria manutenção. Eu sou o meu próprio Universo. Nós, também, conscientizamos esta mesma Verdade, ao dizermos: A minha Consciência é o meu Universo. Jesus sabia que não havia nada exterior à sua própria Consciência, ou algo que fosse além dela mesma. Sabia que jamais poderia receber algo vindo de fora de seu próprio Ser. Sabia ainda que não existia nenhum “fora”” nem “dentro”, pois não havia nenhuma densidade de substância capaz de dividir ou confinar sua infinita inteireza.

Não estaríamos também todos nós comendo o maná no deserto? A nossa maioria não vem correndo toda a escala da ilusão de que poderíamos obter algum favor de Deus, orando a Ele? Ou aceitando a crença metafísica de que traríamos algum benefício à nossa vida por reter pensamentos corretos ou por mentalizações? De fato, temos parecido passar através desse deserto de conseguir alguma coisa fora de bossa própria Consciência. Realmente, temos inclusive acreditado, erroneamente, que poderíamos obter maior compreensão espiritual de algum líder, instrutor ou autor que estivesse fora ou que fosse outro que não a nossa própria Consciência. Mas agora, caro leitor, estamos transcendentes àquela ilusão. Agora sabemos que jamais houve um deserto; ele era apenas uma miragem.

Quando surge uma miragem, e as construções, as árvores, a água, etc. parecem existir, podemos ser momentaneamente iludidos a crer que tudo aquilo existe. Entretanto, suponha que fôssemos andar ou passear exatamente naquele local em que tivesse aparecido a miragem; por certo, constataríamos que não  passava de uma ilusão. Saberíamos disso porque iríamos ver exatamente o que realmente estava ali presente. Teríamos nos conscientizado de que os prédios, as árvores, a água, etc,. jamais tinham sido removidos do cenário. Tampouco a natureza verdadeira do cenário havia repentinamente se tornado verdadeira. Ele tinha permanecido o tempo todo exatamente daquele jeito, mesmo enquanto a aparente ilusão da miragem apresentasse algo de natureza inteiramente diferente.

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Assim também ocorre com nós todos , quando chegamos ao ponto de vista do Absoluto:  discernimos que nunca houve um deserto, ou uma experiência árida; isto porque passamos a ver o que realmente existe e ficamos sabendo que eternamente esta existência tem sido a única. Isto é válido também para o caso em que alguma miragem aparente de desarmonia surja à nossa frente, em nosso dia-a-dia. Nós simplesmente caminhamos em direção a ela (vemo-la como Consciência iluminada), contemplamos aquilo que realmente existe, e ficamos sabendo que esta é a realidade que tinha estado ali presente o tempo todo.

Contudo, o aspecto mais maravilhoso, desta conscientização, é que não precisamos recorrer a algo que não seja a nossa própria Consciência, a fim de perceber a perfeição que realmente existe. Nem precisamos obter suprimento, ou outra coisa qualquer, de uma fonte externa à nossa própria Consciência. A Inteireza que Deus é, é a nossa inteireza. A plenitude que Deus é, é a nossa plenitude. A Substância Autossustenedora que Deus é, é a nossa Substância Autossustenedora. E a Consciência que Deus é, consciente de Si mesma, é a nossa Consciência de ser tudo aquilo que estivermos contemplando ou percebendo.

Continua..>

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