MARY BAKER EDDY
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PARTE II
João, 1: 12,13
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“Todos quantos o receberam”; quer dizer: todos quantos percebem a existência verdadeira do homem, que reside em seu Princípio divino e dele procede, recebem a Verdade da existência; e estes não têm nenhum outro Deus, nenhuma outra Mente, nenhuma outra origem; portanto, com o tempo eles perdem seu senso equivocado de existência e encontram sua adoção no Pai, isto é, a redenção do corpo. Por meio da Ciência divina o homem obtém o poder para tornar-se o filho de Deus, para reconhecer seu estado perfeito e eterno.
“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne”. Essa passagem se refere à existência primeva e espiritual do homem, que não foi criada nem do pó nem do desejo carnal. “Nem da vontade do homem”. Nascido, não de alguma doutrina, nem de alguma fé humana, mas sim contemplando a verdade do ser; a própria compreensão de que o homem nunca se perdeu em Adão, pois é e sempre foi a “imagem e semelhança de Deus”, o bem. Mas nenhum mortal jamais viu o homem espiritual, assim como não viu o Pai. O apóstolo não indica nenhum plano pessoal de um Jeová pessoal, parcial e finito; mas sim a possibilidade de todos encontrarem seu lugar no grande amor de Deus, e eterna descendência do Eloim. Seus filhos e filhas. O texto é uma declaração metafísica da existência como Princípio e ideia, onde o homem e seu Criador são inseparáveis e eternos.
Quando o Verbo se fizer carne – isto é, quando for posto em prática, – essa Verdade eterna será compreendida; e a doença, o pecado e a morte cederão diante dela, assim como cederam há quase vinte séculos. A concupiscência da carne e a soberba da vida se extinguirão na Ciência divina do ser; no bem sempre presente, no Amor onipotente e na Vida eterna, que não conhecem morte. Na vasta eternidade, as verdades do ser existem e precisam ser reconhecidas e demonstradas. O homem tem de amar a seu próximo como a si mesmo e o poder da Verdade tem de ser visto e sentido em saúde, felicidade e santidade: então se constatará que a Mente é Tudo-em-tudo, e não existem matéria contra a qual contender.