A Consciência é Inseparável -3

A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE III
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Inerentemente, nós sabemos que a morte é desnecessária. Ninguém realmente deseja aceitar a morte. Entretanto, aparentemente, a maioria insiste em acreditar na falsidade chamada nascimento. Não podemos ficar com um sem o outro. Se o homem é – ou pudesse ser – criado ou nascido, necessariamente ele teria que morrer. Algo que tem começo deve ter também fim. Mas, um homem criado – nascido – é tão fraudulento quanto um Deus do qual se diz ser um criador.

É este homem – supostamente criado ou nascido – que aparenta ver, ouvir e experienciar como se ele existisse como uma identidade separada. É também este homem simulado que aparenta ver e experienciar separação e divisão entre tudo e entre todos. Para ele, tudo na forma parece ser moldado em pequenos ou grandes blocos sólidos ou materiais. Este mesmo iludido e ilusório homem nascido imagina que ele é limitado, restrito e imensurável em termos de tempo e espaço. Ele é temeroso, incrédulo, confuso, e perturbado por todas as ilusões de problema, doença, carência, idade etc., que indubitavelmente acompanham a ilusão de ter sido criado ou de ter nascido. Mas, talvez o aspecto mais irremediável de toda essa ilusão, é que ele tem a certeza de que deverá morrer. Por quê? Porque  tem certeza de que nasceu. NÃO HÁ, NÃO PODE HAVER, DEUS ALGUM EM ALGO TÃO INAUSPICIOSO E TÃO TRAGICAMENTE ENGANOSO QUANTO ESTE SUPOSTO HOMEM NASCIDO. Assim, esse tipo de homem é inteiramente um mito. Passemos a analisar a ilusão um pouco mais, a fim de podermos acabar com ela para sempre.

Tudo que aparenta estar manifesto em e como este ilusório mundo simulado da materialidade, é temporal. Sendo temporal, este homem é necessariamente limitado de várias maneiras. Ele não é a Mente consciente; logo, não pode ter consciência alguma do que ele é, nem tampouco  pode ele conhecer realmente alguma coisa. Sendo completamente um homem hipotético, tudo que ele pode fazer é levantar hipóteses. Ele pode aparentar supor que conheça algo, que está vivo, que está consciente, que ama, ou que está apaixonado. Ele também pode igualmente supor que está doente, idoso, infeliz, e que deve morrer. Ele pode supor que existam opostos, tais como bom e mau, alegria e tristeza, paz e conflito, amor e ódio, etc. Ele pode supor que existe Deus e homem.

Continua..>

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