Uma Existência iluminada, pluridimensional e perfeita está exposta à humanidade, que supostamente a vê sob a “máscara” de “imagens terrenas”, cheias de imperfeições! A Perfeição da Existência é permanente, incólume, sem jamais sofrer mudanças para pior ou para melhor. Entretanto, vista sob a “máscara de imperfeição”, a Existência assim se mostra: limitada, finita, sempre flutuando entre os conceitos de bem e de mal.
O “conhecimento da Verdade” está em não nos permitirmos ser levados pelas imperfeições que aparentemente existem e nos fazem deixar de reconhecer serem apenas “máscaras” a nos ocultar o Fato de que tudo já é perfeito.
Num programa de televisão, uma jovem modelo foi caracterizada para se mostrar como idosa e pedinte de esmola, para sair às ruas e avaliar a boa vontade do povo em ajudá-la. Ali estava em sua plena juventude, mas despertando dó, compaixão e solidariedade naqueles que a viam e lhe desconheciam o disfarce. Enquanto o povo a encarava como “idosa e carente”, a produção do programa a via como de fato era: como “jovem modelo” caracterizada! Em outras palavras, o povo acreditava numa ILUSÃO, e, a partir dessa aceitação ilusória, dava margem a uma sucessão de pensamentos e sentimentos também falsos, gerados pela admissão da ILUSÃO como fato verdadeiro. Quando falamos em “contemplar a Verdade”, o sentido é este: não nos deixarmos iludir por falsas aparências! Seria, no caso do exemplo dado, ficarmos com os olhos dos “produtores da TV”, que enxergavam a idosa como falsa, pelo conhecimento de ser ela a “jovem modelo”, sem em momento algum acreditarmos na presença real de idosa em cena.
Cada vez que você acreditar em “imperfeição”, lembre-se: A ILUSÃO o convenceu! E você terá ficado com a “mente do povo”, vendo uma “idosa” irreal , mesmo estando diante de uma “jovem modelo”.