“Eu versus Ego”

Há quem tenha dito que o “Eu” é o maior amigo do homem, e que o “ego” é o maior inimigo. Esta colocação filosófica dualista desaparece, quando estudamos a Verdade a partir da totalidade e unicidade de Deus. SOMENTE EXISTE DEUS! Em vista disso, unicamente Deus está Se expressando como o Ser que todos somos, e esta visão correta da Existência, além de excluir a dualidade, exclui também a possibilidade de haver “conflito entre mentes”.

Quando meditamos, esta Verdade eterna deve ser aceita, reconhecida e contemplada até que nos vejamos imersos na totalidade da Luz divina em que nos incluímos. Porém, não ficaremos o tempo todo na “Prática do Silêncio”, envolvidos unicamente com a Verdade absoluta! E é em vista disso que devemos “vigiar” para, após meditarmos, não puxarmos de volta os pensamentos que julgam pessoas e condições pelas aparências e pela “justiça do mundo”, o que apenas nos faria aceitar novamente a ILUSÃO de “várias mentes”. Seja qual for a situação que hoje possa lhe estar requerendo atenção ou solução, em algum segmento da suposta “vida humana”, aja sempre inspirado pela “melhor ideia” que puder intuir, e que possa se mostrar como “expediente de solução” para a questão, sem se deixar enredar pela “lógica do mundo”, que fica avaliando humanamente o que é justo ou injusto, quem é culpado ou deixa de ser, quem errou ou acertou, etc.. Permaneça em “Mim”, ou seja, mantenha-se firme no pensamento verdadeiro e único: DEUS É A MENTE ÚNICA EM ATIVIDADE!

Quem se deixar levar pelas divagações incessantes da suposta “mente humana”, somente estará atrapalhando a livre manifestação da “harmonia divina” na tela “deste mundo”. Portanto, após meditar e reconhecer a Presença única da Mente divina, sendo a “sua” e também a de “todos”, aja naturalmente sem perder de vista esta unicidade, e será feita a Vontade do Pai “aqui na terra” como é “no céu”. Não há dois mundos! Há unicamente a Realidade espiritual, harmoniosa e perfeita sempre; e quando assim o reconhecermos, esta Verdade “aparecerá” também aos olhos da “crença coletiva”, na forma de “imagens harmônicas”.

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