Aquele que emprega a “mente carnal”, julga a si mesmo e a todos pelas “aparências visíveis”. Por isso lhe é fácil ver defeitos no próximo e se achar no direito de reclamar deles, culpá-los ou corrigi-los. “Vá e não peques mais”, disse Jesus àquela que estava para ser apedrejada pela turba enfurecida a taxá-la de pecadora. Por que Jesus não a condenou? Por usar a MENTE DE CRISTO e, com ela, discernir a Luz divina sendo aquele ser. A Mente iluminada vê a Mente iluminada com que é unidade, e, desse modo, a percepção de Jesus foi discernida pelo Cristo na mulher e a crença em pecados e culpas se dissolveu. O alerta de Jesus foi para que “ela não voltasse a pecar”. Que é pecar? Significa “errar o alvo”, alguém deixar de se ver em Deus, uno com Ele, para se julgar “pelas aparências”, como faziam aqueles com pedras nas mãos para lançá-las sobre a suposta “adúltera”. Como Jesus sabia que todos usavam a “mente carnal”, desafiou-os: “Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra”; e, ninguém se viu em condições de atirá-la!
A crença fraudulenta de que “somos separados deDeus”, dotados da “mente humana” que a tudo julga pelas aparências, esta é o “pecado” a ser destruído! Quem se identifica com Deus e com a mente de Deus “não peca”, ou seja, não pode alimentar pensamentos dessemelhantes de Deus, todos eles ilusórios.
“Tende em vós a mesma Mente que houve em Cristo Jesus” (Fp. 2: 5). Aceitar esta Mente é aceitar Deus sendo o nosso Ser, que é “inverter o referencial” para não mais nos identificarmos com “mente humana” e suas ilusões.
“Então não devemos tentar corrigir ou orientar os que aparentam agir mal? Devemos! A Bíblia nos mostra que Jesus fazia isto! Mas, primeiro, devemos praticar a Verdade, reconhecer a Mente divina sendo única e a Mente de todos; depois, sim, com a suposta mente humana “influenciada” pela Verdade, podemos agir de modo inspirado e no sentido de fazer manifestar a harmonia e a justiça na visibilidade. Esta ação será o “agir pelo não agir”, uma vez que será atitude tomada não a partir do ego, mas inspirada por Deus. Esta “ação visível” nos será assim requerida até que todos estejam conscientes de ter a “mesma Mente que houve em Cristo Jesus”.
O mais importante, para quem estuda a Verdade, e dar mais atenção ao fato de que, se “vemos os erros de outrem”, estamos nós a merecer o Autotratamento, para assumirmos a Mente de Cristo que, “pela carne a ninguém julga”. Isto é o principal; só depois, devemos tomar as providências visíveis, advindas desta Verdade assim reconhecida.