Vida ou morte na matéria são a mesma “ilusão”, razão pela qual Jesus disse ao rapaz desejoso de segui-lo após enterrar o pai que havia morrido: “Deixa aos mortos o enterrar seus mortos”. Abria-lhe a visão para a Realidade atemporal em que não há nem”depois” e nem “nascimentos e mortes”.
A pegajosa crença material precisa ser tratada em sua raiz, para que DEUS ou a VERDADE sejam realmente conhecidos. Os apegos à matéria são, na verdade, resquícios da aceitação fraudulenta desta suposta existência humana. “O Meu Reino não é DESTE MUNDO”, disse Jesus, no mesmo sentido em que Buda disse: “Este mundo é maya” – ILUSÃO. Os princípios da Verdade são absolutos e partem da premissa de que DEUS, ESPÍRITO, É TUDO! Aquele realmente interessado em experienciar este REINO DO ABSOLUTO terá de se dedicar a ele de modo radical, colocando nesta meta toda a sua atenção. Isto não quer dizer que se tornará eremita, meditando o tempo todo e alheio ao suposto “mundo das aparências”. Significa aprender a reinterpretá-lo, estar se dedicando a ver o que realmente está presente sempre: a totalidade de Deus manifestada como tudo e como ele próprio. Toda “sombra” insinua a presença de “algo” que a faz ser notada!
Quando DEUS é reconhecido como o Ser que somos, a Vida eterna é vista como a Vida que agora vivemos, e não mais acreditaremos que ela passe por nascimentos e mortes! E é quando vivemos naturalmente, sem apegos ao temporal e unos com o que é Eternidade. Assim é “estar no mundo sem pertencer-lhe”, como diz a Bíblia.