“Coração Endurecido”: O Homem “Empacado” No Ego! -4 (Final)

Stone-Heart4

Foi aqui abordada e comentada, anteriormente, a questão do “casamento”; e isto por ter sido o tema levantado pelos fariseus junto a Jesus, tendo ele respondido tomando por base a “dureza de coração” das pessoas. Entretanto, todas as demais questões supostamente humanas, que se apresentem  confusas ou problemáticas,  encontram suas soluções harmoniosas dentro desta mesma linha de raciocínio da lógica divina, ou seja, pela rendição total à Vontade de Deus,  mas não sendo entendida como “imposição” ou “castigo”, e sim, como “abertura de visão”, um “despertar” para a Verdade de que “nossa Vida gloriosa” é assim aparentemente “restabelecida”. Por quê “aparentemente”? Pelo seguinte motivo: jamais estivemos sendo o “ego” causador de confusões num ilusório e problemático “mundo material”!

 Sempre que este “ego” se mostra predominantemente presente, se julgando de si mesmo um “deusinho particular”, voltado a impor suas vontades, vaidades, caprichos e pontos de vista unicamente pessoais, – oriundos exclusivamente da ilusória “mente humana” e sem o aval da Consciência crística – , os resultados de tudo, mais cedo ou mais tarde, se mostrarão reduzidos a nada! Por quê? Por sermos genuinamente “deuses”, e não carnais  se fazendo passar por “deuses”! Por vivermos em DEUS e não na “matéria”! Por “compormos” a Mente do Absoluto, e não a coletiva “mente em ilusão”.  Sem este “conhecimento da Verdade”, não teremos “perdido a vida impostora do ego”, para, com isto, termos podido verdadeiramente “achar a Vida real”, não mais como algo finito, imperfeito e mortal, mas como a Essência Divina eterna que somos!

Enquanto o mundo, entregue a uma ILUSÃO DE MASSA, olha e nos vê exercendo alguma atividade que ele supõe acontecer “na matéria”,  e sendo exercida por um “mortal nela nascido”, nós, para nós mesmos, entendemos que o “visto pela mente do mundo”, é um fenômeno ilusório. Isto por estarmos identificados, não com o que o mundo vê, mas com o que Deus vê,  e que, por sermos “um com Ele, é o que nós – nesta Unidade perfeita – igualmente vemos. Isto se compara a uma semente qualquer, que, estando a se “dsdobrar na aparência”, não conta com sua atenção firmada no desdobramento, mas no “projeto pronto em si mesma”, invisível para o mundo, mas inteiramente consumado e presente nela própria!

Com o “coração endurecido”, cada um passa a vida toda de olhos voltados a quiméricas e efêmeras realizações terrenas;  já com o “coração de menino”, a atenção toda é voltada ao “Pai em Mim”, ao Deus Vivo manifesto como o Cristo que somos! Assim, nossas aparentes “realizações no visível” não mais estarão nos chamando a atenção por elas mesmas! Serão entendidas como “reflexo visível” da Verdade subjacente ou invisível que em nós achamos, e que achamos na qualidade de ser a Verdade que somos! E será esta Verdade o foco total, permanente e eterno de nossa atenção, por ser o foco da imortalidade, da Vida eterna, das bem-aventuranças sem fim! 

F I M

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