A “Mente” Que Não Quer Sumir-1

PILHA1A

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Se uma escola contar com três professores de Matemática, e os três adotarem, para o ano letivo, livros de três autores diferentes, A, B e C, duas coisas determinarão se o objetivo dos professores foi ou não cumprido:

1) se, ao final do ano, os princípios matemáticos foram ensinados;

2) se os alunos os aprenderam e  dominaram.

Não irá interessar se o autor do livro foi A, B ou C! Irá interessar se os alunos passaram da situação de ignorantes para a de conhecedores.

Quando eu fazia palestras, volta e meia aparecia alguém para me perguntar: “Por que você fala mais citando a Bíblia do que citando outras Fontes da Verdade?” Geralmente, estas questões eram levantadas pelos supostos “buscadores da Verdade”, que, eloquentemente, citavam de cor todo tipo de ensinamento e opinião de “mestres”, como se isto demonstrasse profundo interesse pelo “conhecimento da Verdade”.

Imaginemos que o autor “A”, de Matemática, expusesse em seu livro que “dois ao cubo fosse oito”, que “três ao cubo fosse 27”, e que o professor que tivesse adotado este autor estivesse em aula, passando aos seus alunos estes ensinamentos, e, de repente, entrasse na sala um aluno do outro professor, e lhe perguntasse: “Por que o senhor só ensina usando este livro? Por que não fala também do autor “B”?

Esta é a “eloquência” da “mente que não quer sumir”! O que vale, em qualquer estudo, é a “prática de seus princípios”,  uma comprovação inequívoca e incontestável de que “ignorância” se transformou em “conhecimento”. No caso, seria o aluno ter eliminado a condição de “não saber”,  para que, ao final do ano, a qualquer momento que lhe fosse perguntado: “Qual é o resultado de três ao cubo?”, lhe saltasse, imediatamente, a resposta “27”, não importando quem tivesse sido o professor, ou o autor do livro adotado, ou seja, importando unicamente que O “SABER” tivesse substituído O “DESCONHECIMENTO”.

Mesmo que algum dos alunos, por curiosidade, ou mesmo por suposto interesse, comprasse os três livros de Matemática adotados pelos três professores da escola,  se, ao final do ano, não soubesse responder que “três ao cubo fosse 27″, só teria jogado dinheiro fora,  apenas comprando e empilhando livros, e sem assimilar o que qualquer deles poderia tê-lo ensinado.

Aquele que  mais se identifica com autores e ensinamentos do que com a VERDADE, que é comum a todos, estará unicamente alimentando a ilusória “mente que não quer sumir”, caindo na “arapuca do ego” que o faz acreditar ser um seríssimo pesquisador e interessado em “conhecer a Verdade”. Uma “arapuca” que o cega para o Fato de que ELE JÁ É A VERDADE! AQUI E AGORA!

 

Continua..>

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