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“Se vós me conhecêsseis a Mim, também conheceríeis a meu Pai; e já – DESDE AGORA – o conheceis e o tendes visto”
Filipe, ouvindo aquilo, disse a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta”. Respondeu-lhe Jesus: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem vê a Mim, vê o Pai, e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”
Filipe não poderia mesmo ter ainda “conhecido o Pai”, por não ter DEIXADO IR O FILIPE “CARNAL”! O “impostor” fictício – que lhe sugeria nele estar presente, e em lugar do Pai.
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Qual é a “mente de Filipe”? Aquela que está “perto de Jesus”, mas “distante do próprio Cristo”. Ao ouvir de Jesus que “desde agora o conheceis e o tendes visto”, Filipe disse a Jesus: “Mostra-nos o Pai, o que nos basta”, ou seja, “Em vez de ficar só falando, faça com que “eu” O veja, de uma vez por todas!”
Não era a primeira vez que Filipe via Jesus! Já estava à volta dele havia muito tempo! Mas, o que Filipe não tinha percebido, mesmo recebendo seguidas instruções da Verdade? A Presença de Deus sendo a de Jesus, sendo a dele próprio e sendo a de todos mais! Estava ainda com aquele “eu” desejoso de “ver a Deus”! Aquele “eu” sempre desejoso de “se iluminar”, com o qual muitos dizem “estudar a Verdade”. Assim como Filipe aprendia com Jesus, “aprendem” o tempo todo que “estamos em solo santo”, que “matéria não existe”, que “Deus é tudo”, mas não vão a fundo, dentro de SI MESMOS, para realmente discernirem as Realidades divinas! Pelo contrário, só vão atrás de livros e mais livros, de seminários e Encontros sobre a Verdade, ou atrás de supostos “iluminados”, por crerem “receber graças” ficando diante deles! Ou seja: DEUS, DESDE SEMPRE, ESTEVE E ESTÁ SENDO A TOTALIDADE DELES; MAS USAM A “MENTE DE FILIPE”, PARA COM ELA NEGAREM A VERDADE, NEGAREM A PRÓPRIA DIVINDADE, E AINDA DEMONSTRAREM O DESEJO DE QUE “O PAI LHES SEJA MOSTRADO”!
“Quem vê a Mim, vê o Pai, e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”
Jesus não estava se referindo ao “tanto tempo” que estava fisicamente junto a Filipe! Este “tanto tempo”, em sua visão absoluta, queria dizer “TODO O TEMPO”, ou, no linguajar das Escrituras, “desde o princípio”! Entretanto, identificado como Filipe, com a “CRENÇA” em humanidade, ele nada poderia ver de Deus!
O “Referencial de Jesus”, para falar da Existência, era o “Referencial do Absoluto” – da Verdade, da Eternidade! Não partia do “mundo do pai da mentira” para expor seus ensinamentos! Filipe teria de “nascer de novo”, ao que que eu chamo de “desnascer”, que é meditar e, em Autocontemplação, perceber o “EU SOU ABSOLUTO”, que não nasce e não morre, sendo a sua única Identidade. Nisto consiste estar conscientemente “em MIM”, sendo o próprio Pai expresso como o Cristo, em SI mesmo, sem qualquer identificação com as “sombras sem vida” do suposto “mundo de aparências”!
Continua..>
