O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-1

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Se não houver um claro entendimento do que é um ensinamento místico e de qual é o papel da Ciência Mental, na vida de um estudioso da Verdade, a pessoa poderá se ver “desprotegida”, quando fora de seus horários de contemplações, se acreditar que por empregar o suposto “poder da mente”, estará negando que Deus seja o único Poder!

Esta forma errônea de encarar o estudo da Verdade é o que mais tem atrapalhado a vida de quem estuda ensinamentos como O Caminho Infinito, de Joel S. Goldsmith. Voltado em demasia ao lado da Mística, objetivando a “cura espiritual”, deixa seus seguidores em total desamparo e despreparo, para a vida cotidiana. Criticando os princípios da Ciência Mental, dizendo que de nada adianta alguém afirmar  “ser saudável”, “ser rico”, etc.., uma vez que Deus é que é o Poder único, e não a “mente que afirma a Verdade e que nega o erro”, o Caminho Infinito aboliu a forma de endossarmos a Verdade frente a “crença em dois poderes”. Goldsmith entendeu ainda  que a Ciência Cristã é um ensinamento mental,  e abandonou-a, criando o seu ensinamento, “O Caminho Infinito”, dizendo ser ele um ensinamento que não poderia ser “misturado” com outros enfoques da Verdade.

Onde e quando este ensinamento é importante e válido? Na “Prática do Silêncio”! Os princípios de “O Caminho Infinito”, quando conhecidos e aplicados à “cura espiritual”, têm enorme valor, razão pela qual, em diversas ocasiões, eu postei artigos sobre a “cura” neste site. Entretanto, foram artigos escolhidos! Escolhidos como? De forma a não serem “neutralizadores” da ação correta do emprego da suposta “mente humana” na vida cotidiana de alguém. Por ignorar, criticar e não incluir a Ciência Mental em seus ensinamentos, o “Caminho Infinito”, ao lado da valiosa contribuição de sua Mística, trouxe também uma vivência, na “aparência”, que, como foi dito, deixou seus seguidores desprotegidos! Toda vez que algum leitor de O Caminho Infinito vinha falar comigo sobre alguma situação negativa, eu percebia que ele nada entendia e nada aplicava da Ciência Mental.

Na década de 80, a UNIDADE convidou-me a fazer uma série de palestras sobre “A Cura Espiritual”  em sua sede em São Paulo. Estas palestras, semanais, tiveram a duração de seis meses, onde os “princípios da cura espiritual”, ensinados por Goldsmith,  foram detalhados, explicados e enfaticamente repetidos, para serem aplicados durante a “Prática do Silêncio”. Os textos que escrevi, enviados aos frequentadores na época, foram depois compilados e lançados em livro, ao qual dei o título de “A Cura Espiritual em seus princípios básicos”.

Durante a exposição geral, logo ficou ali percebido que eu não estava preso aos ensinamentos de Goldsmith referentes à vivência na vida prática, e, que minha forma de apresentar os ensinamento era absoluta. As traduções que eu fazia, de O Caminho Infinito, também eram feitas em trechos, e não em seus capítulos integrais. Eu não passava às pessoas as partes do ensinamento que destoavam da Ciência Mental ou que pudessem levar alguém às crenças erradas aceitas por Goldsmith. E então, diziam-me que “eu estava mutilando” a obra de Goldsmith, enquanto eu respondia que eu estava passando a Verdade de Deus e não de seres humanos! E quando soube que, em outros dias da semana, a UNIDADE passava aos mesmos assistentes os ensinos contrários aos que eu estava passando, interrompi as palestras, para que não ficassem ouvindo ideias diferentes e criando confusão mental.

Vemos, na Bíblia, Jesus o tempo todo empregando a Ciência Mental com o Poder da palavra! Não o encontramos apenas “praticando o silêncio”. Mas, como disse, percebi que seguidores de O Caminho Infinito endeusavam o seu autor, e não se mostravam abertos para serem contrariados. Criticar Joel, para eles, era como criticar Deus! No entanto, eu não tinha intenção nenhuma de “criticar Joel” ou criticar quem quer que seja! Minha intenção única era a de explanar sobre a Verdade Absoluta, passar  os importantes  “princípios de o Caminho Infinito”, aplicáveis à “cura espiritual”, e, também, o modo de nos conduzirmos neste “mundo de aparências”, conhecendo e endossando a Verdade através da Ciência Mental.

Continua..>

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