Durante as palestras, e mesmo em conversas com interessados pela Verdade, sempre que eu citava alguma tática da Ciência Mental, como, por exemplo, “A Chave de Ouro”, de Emmet Fox, que aqui comentei em várias postagens, inclusive numa série, alguém me perguntava: “Mas isto não é mentalismo?” E a palavra “mentalismo” se tornou um termo pejorativo, de tanto que as pessoas se saturaram de “rejeição” à Ciência Mental”. E não gostavam, quando eu lhes dizia que “impersonalizar” e “nadificar” o erro, ensinados pelo Caminho Infinito, eram também atividades mentais. Eu sempre precisava reforçar, dizendo que não existe Deus nenhum “impersonalizando” ou “nadificando” a ilusão!
Estes princípios tiveram origem na Ciência Cristã, e o valor de Goldsmith está em apresentá-los com uma didática de tremenda praticidade! Os capítulos sobre a “natureza do erro” são os mais eficazes e recomendáveis de seus ensinamentos. Por quê? Por não permitirem “fuga do Absoluto” nem “opiniões humanas” sobre eles! Mas, no geral, Goldsmith reconhecia seus ensinamentos como não sendo absolutos, e sim a sua forma de viver a Verdade.
Todo autor não absolutista corre o risco de ter de rever e mudar seus conceitos, quando publicados em livros. Em sua obra “O Trovejar do Silêncio”, Joel explica a “Lei do Karma” e o caminho rumo a à Graça. O livro estava impresso e pronto para ser lançado, quando, num aeroporto, ele teve a revelação de que “Lei do Karma” não existe. Mas o livro foi lançado normalmente! Se ele tivesse se conservado nas revelações e experiências em Deus, jamais publicaria algo nesse sentido! Que deve ter acontecido aos seus leitores? Devem ter lido e aceito que esta crença falsa fosse parte do verdadeiro “conhecimento espiritual”! Mas é puramente ILUSÃO!
À época das palestras na Unidade, eu explicava que as “contemplações da Verdade” não poderiam ser dualistas, como se houvesse um “ser humano presente”, sempre recebendo Deus ou recebendo revelações de Deus! Nada disso existe! Deus é experienciado quando “deixamos o humano” para nos entendermos já em unidade com Ele. A “Prática do Silêncio”, em total receptividade, deve ser feita mediante esta total identificação com Deus! Mas, isto ia de encontro com a forma de O Caminho Infinito ensinar, e as pessoas não se mostravam dispostas a encarar a mudança. Anos depois, em 1997, foi lançado no Brasil “O Suprimento Invisível”, livro de Joel publicado a partir de suas palestras, não mais editado por Lorraine Sinkler. Lendo o livro, à página 56 eu encontrei: “”Ouvimos, falamos e escrevemos muito a respeito da busca de Deus, do ato de nos tornarmos um com Deus, dos esforços para entrarmos em contato com Ele. Pois tudo isso está errado! Eu gostaria de reescrever cada passagem, nos textos sobre o Caminho Infinito, referente à busca de Deus ou da tentativa de entrar em contato com Deus. Nos meus primeiros livros, usei a linguagem da Escritura e do mundo religioso em vez de registrar o que conhecia de coração”.
Quando eu li isto, entrei em contato com a Unidade para informar-lhes sobre este “arrependimento” de Joel, para que parassem de passar de forma errada os ensinamentos. Que ouvi de resposta? “Olhe, este livro saiu depois que Joel não estava mais conosco! Quem vai nos garantir que isto seja verdadeiro?”
Lidar com o fanatismo da “mente carnal” é dose para mamute!