– 3 –
Enquanto houver a “crença coletiva” e enquanto tivermos de lidar com ela, unicamente nos momentos da “Prática do Silêncio” poderemos reconhecer e vivenciar a Verdade de que “temos a Mente de Cristo” sem levarmos em conta o auxílio da Ciência Mental. Nestes momentos entra a Mística e a nossa identificação plena com os princípios absolutos. Porém, ao nos vermos obrigados a participar das “coisas do mundo”, será inevitável termos de empregar a suposta “mente humana”. Eu sempre digo às pessoas: “Quem, ao assinar um cheque, irá colocar Eu Sou?”
Quando fazemos as concessões ao mundo, por usarmos, aparentemente, a mente do mundo, será nesta hora que o conhecimento da Ciência Mental nos “protegerá” das circunstâncias negativas! Em Deus, tudo é perfeição absoluta! Não há, de fato, nem bem nem mal! Por que a Ciência Cristã chama o Absoluto de “Bem permanente”? Para incluir a Ciência Mental como “bem acrescentado”. Quem passar a vida toda lendo obras de O Caminho Infinito, estará passando ao subconsciente a ideia de que “não há saúde nem doença”, de que “não há pobreza nem riqueza”, ou seja, estará deixando a mente numa “neutralidade” e, portanto, sem direção definida. Goldsmith diz que “afirmar o bem e negar o mal” não vale nada! Seria atribuir “poder à mente humana”, enquanto, na verdade, somente existe o Poder espiritual de Deus. Isto só é verdadeiro no âmbito do Absoluto! Por isso, Jesus usava corretamente as afirmações e negações: “Vós, deste mundo NÃO sois”, “Vós SOIS a Luz do mundo”, etc.. Também, ao lidar com o mundo das aparências, era determinado, objetivo e enérgico! Não disse ao leproso: “Olhe, eu vou resolver seu caso no silêncio!” Sua resposta a ele foi: “Sê limpo!” E à adúltera, ele disse “Nem eu te condeno!” Conhecia o “poder da palavra”, fundamentada na Verdade Absoluta! A própria Bíblia diz que “a palavra jamais nos volta vazia!” Tem ação “fermentadora”!
Se o Caminho Infinito ensina a agirmos diferente de Jesus, não pode ser considerado cem por cento cristão! E o preço, de não conhecermos e não usarmos a “mente em sintonia com a Verdade”, é preço alto! As pessoas ficam com a mente sem rumo e sem definição! Qua faz a Ciência Mental? Endossa o “Bem permanente”; endossa, NA CRENÇA, o que é Verdade absoluta! Desse modo, mesmo estando fazendo aparentemente as concessões inevitáveis, neste “mundo de aparências”, ficaremos abertos unicamente ao “bem” e não ao “bem e mal”. A mente estará sendo seletiva!
A Ciência Cristã, a Unidade, e a Seicho-no-ie, que aprendeu com a Unidade, empregam a Ciência Mental com este propósito: não permitir a manifestação da CRENÇA pelo seu lado negativo ou maligno! Estaria dando “poder à mente”? O Caminho Infinito entendeu que sim! E privou todos seus seguidores de agirem associando as Verdades do “Bem absoluto” com a “confirmação mental” de todas elas. Se a Bíblia diz que “somos coerdeiros com Cristo de todas as riquezas celestiais”, a Unidade, por exemplo, ensina-nos a afirmar: “Tenho Pai rico!” E, caso houver um seguidor de O Caminho Infinito por perto, ele estará mentalmente NEGANDO A VERDADE, por ter-se programado na neutralidade: “A mente humana não é poder; eu não sou rico nem pobre”! Mas, afirmar, e com todas as letras: “Eu tenho Pai rico!”, além de fazer com que a CRENÇA ceda e fique em sintonia com a Verdade absoluta, impede que alguém se abra ao pensamento coletivo, que aceita os “pares de opostos”. E isto nada tem a ver com “atribuir poder à mente humana”, como Goldsmith entendeu! Pelo contrário, quando afirmamos o “bem” e negamos o “mal”, é que ANULAMOS o suposto “poder temporal da mente humana”, quando aparentemente agimos “neste mundo”!
Continua..>
