Como sempre tenho dito, enquanto a CRENÇA COLETIVA não for banida por completo, e, em vista disso, formos obrigados a conviver com ela, ao lidarmos com o suposto “mundo de aparências”, se quisermos viver bem, teremos de conhecer e praticar a Ciência Mental e o “poder da palavra”. E quem acreditar em contrário, seu próprio dia a dia o ensinará que somente as “contemplações absolutas” não lhe bastarão!
Quando eu estava na faculdade, voltando das férias de fim de ano, tanto eu como os demais colegas, estávamos todos bronzeados, por termos tomado muito banho de sol, com exceção de um, que voltou “branquela” como leite, por não ter feito o mesmo. Alguém da classe notou aquilo, e disse a ele: “Nossa, como você está branco!”. Mas havia lhe dito aquilo apenas para ressaltar que ele não havia tomado sol, durante as férias! Entretanto, ficou bem claro que o comentário causou-lhe enorme preocupação, o que gerou, em seguida, uma armação de todos para impressioná-lo! Assim, quando um outro ia perto do ”branquela”, olhava-o e repetia o comentário: “Que brancura! Que houve com você”? E a brincadeira se repetia, com vários fazendo comentários parecidos. No dia seguinte, o “branquela” faltou! Soube-se, depois, que havia ido ao médico, preocupado com a “coisa nenhuma” com que foi sugestionado pela classe.
Na época, eu nada sabia de Metafísica, mas o fato me ficou marcado na mente. Anos depois, quando passei pelas experiências espirituais e estudos da Verdade, conheci, além das práticas contemplativas, o uso correto da mente, o uso do “poder da palavra”, das “mentalizações”, das afirmações da Verdade e negações do erro, etc.. E esta experiência da faculdade saltou-me à memória, como prova de que estas “sugestões” surtem efeito, quando praticadas no mundo.
Observando as pessoas, após ter feito estes estudos, notei que todas, sem exceção, que me rodeavam, na família, no trabalho, nas ruas, usavam a mente incorretamente e, desse modo, contra elas próprias. Cada uma tinha sua “lógica humana” a ser defendida e, sabemos todos, ninguém admite ser contrariado, mesmo que seja para se beneficiar com a sua “boa vontade” de tentar orientar! E quem se achar “grande conhecedor de tudo”, será quem mais repudiará ser interrompido por alguém desejoso de passar-lhe o uso correto da mente e da palavra. Ficará “blindado”, achando que ouvir o ensinamento é ser criticado!
“O maior inimigo do homem é o ego”, já dizia Buda!
Quando conheci os ensinamentos de O Caminho Infinito, e de vários autores absolutistas, comecei a ler que “declarações da Verdade não servem para nada”, que “a época dos mentalizadores já se foi”, que “unicamente existe Deus e o Poder de Deus, etc.! Já apresentei, aqui, uma série intitulada “O Absoluto, a Mística e a Ciência Mental”,em que expus a minha visão contrária às abordagens que menosprezam a Ciência Mental e o ”poder da palavra” – (quem quiser receber a apostila completa, gratuitamente, por e-mail, poderá solicitá-la : [email protected]). Voltando ao assunto, por que sou contrário? Exatamente por sermos obrigados a conviver com a ilusória “mente carnal”; assim, se não tivermos um sólido conhecimento de seu correto uso, a nosso favor, seremos tragados pelas “crenças coletivas”, vivendo indefesos diante delas, por não termos nos dado ao trabalho de estudar, valorizar e praticar as leis da Ciência Mental e o “poder da palavra”, utilizados e ensinados por Jesus, como vemos registrado por toda a Bíblia! Um exemplo? A “lei da prosperidade”: DAI, E SER-VOS-Á DADO”! Se a pessoa só viver “contemplando o Absoluto”, mas vivendo no mundo como avarento, não possuindo dinheiro, mas, sendo por ele possuído, não poderá desfrutar de vida plena! Estaria usando a lei mentalcontra si próprio!
Este artigo é o primeiro de uma série a ser aqui postada semanalmente, para deixar bem claro o valor da Ciência Mental e do “poder da palavra” em nosso cotidiano. Este conhecimento, associado às “contemplações absolutas”, nos fará, de fato, viver em paz, mesmo lidando com o “mundo fenomênico”. A série só não será apresentada diariamente para que as mensagens absolutistas, que são o nosso foco principal, não fiquem interrompidas.