A Ciência Mental E O Poder Da Palavra-2

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Quando conheci o funcionamento da mente humana, escrevi a “lei mental” num cartão e grudei-o perto de minha escrivaninha, para lê-lo diariamente. Dizia o seguinte: “Não te dou o que me pedes, mas, sim, o que se sintoniza com a tua frequência mental”.  Emmet Fox também recomendava termos à mão um cartão dizendo: “Os semelhantes se atraem”, explicando que, diante dos aborrecimentos do dia a dia, em vez de reclamarmos de pessoas ou fatos, bastará lermos este cartão, lembrarmos de “mudar a nossa frequência mental”,  para cortarmos as “aparências” de baixa qualidade!

Quem desconhece a “lei mental”, ficará o dia todo discutindo com o mundo, sem saber que “este mundo” é meramente o seu estado mental (o seu  cego envolvimento com a hipnose coletiva), que deveria estar em Deus, e não no “juízo pelas aparências”.

A Seicho-no-ie explica: “Não adianta ficar mudando de espelho, se você não mudar a sua careta”! Mas é o que a maioria faz, por desconhecer e não saber aplicar a “lei mental”: “Os semelhantes se atraem”!

Logo que conheci os ensinamentos, me dispus a comprová-los na prática. Na firma em que trabalhava, quando o gerente do setor de automação passava pelo nosso,  o da engenharia, cumprimentava a todos os projetistas e engenheiros, indo rapidamente em direção à sala dele. Ninguém lhe respondia! Fui querer saber o motivo, e me disseram: “Este é filho do presidente da empresa, um sujeito intragável e arrogante, e que ninguém suporta!”  E eu pensei: “Eis o cidadão de teste!” A partir desse dia, eu sempre respondia aos cumprimentos dele, em alto e bom som, enquanto todos os demais não lhe davam a mínima!

Quando um projeto meu requereu conhecimentos de automação, ou seja, de instalação de válvulas automáticas no processo, por não ser de minha área, eu fui até a sala deste gerente para pedir-lhe orientação. Ao me ver, com a cara amarrada,  ele me disse: “O que você quer aqui?” E eu expliquei que precisava de ajuda dele. Que escutei de resposta? Uma voz arrogante, dizendo-me: “Ué! Mas não é você que é o engenheiro? Como não sabe fazer o projeto?” E eu lhe respondi: “Minha área é “processos”, assim, gostaria que me ajudasse na área da automação”! E então, ele chamou um técnico da área dele, dizendo-lhe: “Atenda ao rapaz!”

Na semana seguinte, quando ele passou pelo nosso setor, como fazia sempre, parou à minha mesa e disse: “Eu convidei um especialista americano, da área de automação, para fazer uma palestra no auditório da empresa. Como você disse estar fazendo um projeto,  estou convidando-o, e a todos deste setor, para que compareçam!” Eu agradeci, disse a ele que iria, mas quando disse ao projetista que trabalhava comigo que “nós iríamos”, ele me disse: “Eu não vou! Não vou a nada  a que esse homem me convidar!”  Ninguém da seção quis ir! Mas, como eu era chefe deste, ele teve de ir. Assim, no dia da palestra, eu e o projetista batemos à porta, entramos, e vimos que lá só havia o pessoal da automação. Ouvimos a palestra toda,  e, ao final,  ambos concordamos que, realmente, ela nos seria muito útil!

No dia seguinte, lá fui eu de novo à sala dele. Vendo-me,  perguntou-me: “O que você quer agora, vindo aqui de novo”?  Eu lhe disse: “Só  vim agradecer-lhe pela palestra excelente de ontem, que vai me servir para a vida toda!”  Este foi o emprego do “poder da palavra”. Como não esperaria nunca que fosse isso, ficou completamente surpreso e desconcertado. Na semana seguinte, parou à minha mesa e me disse: “Arrumei, para você e seu projetista, uma visita à cervejaria Brahma, onde o gerente é amigo meu, para que vocês vejam no local todos os nossos projetos de automação em operação”. A partir desse dia,  mostrou ter ficado meu amigo, não sabendo o que fazer para me atender, no que eu precisasse. Até a letra em inglês de  uma música que eu gostava, e que me disseram que ele tinha,  por não tê-la completa, mandou telex à Inglaterra para obtê-la para mim.

Este teste me foi o suficiente: o mundo e as pessoas refletem o nosso estado mental, como ensina a Ciência Mental. Se não endossarmos as “máscaras do ego”, elas caem!

Mesmo que a pessoa “contemple a Verdade” de que “temos a Mente de Cristo”, em contato com o mundo ela se verá em contato com as “crenças coletivas”. Por isso, assim disse Joseph Murphy: “Ou você pensa, usando o seu domínio sobre a mente, ou as “crenças coletivas” pensarão em seu lugar”!

 

Continua..>

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