Quando os ensinamentos espirituais enfatizam o “poder da palavra”, enquanto aparentemente lidamos com o “mundo de aparências”, o sentido vai muito além do que a maioria possa acreditar. A “palavra” não é somente a que usamos para nos expressar! Ela estará sendo irradiada como tudo que com ela estiver impregnado! Se alguém estiver vendo pela TV um filme religioso, ali estará sendo irradiada a energia dos responsáveis pelo filme. Se seus produtores o criaram com amor, a atmosfera de amor será irradiada; se o criaram com más intenções, igualmente, quem estiver vendo o filme, ficará humanamente “recebendo” aquelas intenções. Como a maioria não sente os “campos irradiados”, quando a avisamos ou prevenimos, somos vistos como malucos ou fanáticos, pois, é geral o costume de alguém duvidar de algo que não esteja ele próprio percebendo.
O “mundo de aparências” é somente um “mundo de crenças”, e é por esse motivo que as “crenças”, em forma de “palavras”, ficam “impregnadas” em tudo e em todos, aparentementefalando.
Quando eu trabalhava numa firma de engenharia, um projetista próximo a mim vivia lacrimejando e bocejando, e, em muitas vezes, seu trabalho a nanquim era perdido por lágrimas terem rolado sobre a sua prancheta. Uma energia pesada o rodeava, e só depois de certo tempo eu descobri a causa: a gaveta que havia sob a prancheta dele estava semiaberta, e deixava à mostra diversas revistas pornográficas que ele via e ali guardava. Vendo aquilo, eu o avisei, explicando a ele que aquele seu “sono” e, suas “lágrimas grossas”, lhe vinham daquela energia pavorosa que ele deixava próxima a ele. Como resposta eu ouvi: “Ah! Isso não tem nada a ver!” E então eu só completei: “Bem, eu o avisei!”
Como não acreditou em mim, deixou tudo do mesmo jeito, até que, tempos depois, ele veio me procurar, dizendo: “Olhe, você estava certo! Como aqueles sintomas persistiam, eu resolvi fazer um teste, e tirei as revistas todas da gaveta e sumi com elas, e o problema foi resolvido!”
Quando eu passava em bancas de revistas para comprar alguma coisa, nas prateleiras de revistas pornográficas havia aquela mesma energia pavorosa rodeando o dono da banca. Como eu ficava com pena, por ele ficar exposto àquilo o dia todo, e sem perceber nada, no começo eu avisava: “Olhe, eu estudo Metafísica, uma Ciência Mental, e sinto as energias dos locais; evite ter estas revistas em sua banca, ou próximas a você, porque irradiam um campo energético pavoroso!”. Como a reação era sempre de incredulidade, percebendo o desinteresse e descaso quanto ao aviso, eu parei de dar os alertas.
Há pessoas que acham que carregar consigo a Bíblia, ou livros da Verdade, seria a mesma coisa que carregar outro livro qualquer! Pensam ser superstição alguém acreditar que saem deles as energias correspondentes ao conteúdo de cada um! Acreditam ser “matéria”; porém, são “crença” ou “palavras” em “forma fenomênica”.
Quando eu alerto, em artigos, que “mestres tântricos” devem ser banidos de aceitação, e jamais lidos, é por este mesmo motivo: deixam impregnado em suas obras o “campo” da sua sexualidade incontida; assim, mesmo que possam estar propagando algum princípio elevado, o leitor estará se expondo àquele campo animal! E depois, fica sem saber a razão pela qual atrai problemas!
A Lei da Mente assim diz: “os semelhantes se atraem”. Por isso, devemos evitar autores que associem sexualidade com Deus, que, se para eles é o correto e o normal, no meu entender é um absurdo do tamanho do infinito! Eu sempre falo o seguinte: “Se sexo fosse o caminho, coelho andaria sobre as águas”.
Se há o “campo” da pornografia, há, de seu lado, o “campo” da Verdade. Na mesma firma do projetista que lacrimejava, havia um japonês, do setor da Engenharia mecânica, que havia me falado de seus problemas. Dei a ele a Sutra da Seicho-no-ie, dizendo: “Leia diariamente e tudo se resolverá!” Após algum tempo, ele desceu ao meu setor para mostrar-me um desenho técnico, e eu lhe perguntei: “Está lendo o livro que lhe dei?” E ele me respondeu: “Eu não! Quem gosta desse tipo de coisa é a minha mulher! Eu não leio não!” E eu disse a ele: “Você o leu hoje!”, e ele respondeu: “Não li nada! Já lhe disse: só minha mulher é que lê!”. Então eu disse a ele: “Você o leu hoje, porque eu estou sentindo irradiar-se do seu corpo a energia da Sutra!” O japonês ficou assustadíssimo, virou-se de repente, dizendo: “Credo!”, e subiu a escadaria de acesso ao seu setor de trabalho completamente desnorteado! Jamais poderia imaginar que sua leitura poderia estar sendo irradiada de seu corpo e, ainda por cima, percebida por alguém! E no meu entender, penso que tinha vergonha de admitir que estava fazendo a leitura!