Como a suposta mente humana opera levando em conta suas duas subdivisões – o consciente e o subconsciente -, toda a Ciência Mental procura deixá-las afinadas com a mesma convicção de “prece atendida”. Isto significa que, se o consciente afirmar um fato, o subconsciente deverá estar alinhado com ele. É isto que muitos não entendem, por não saberem que o subconsciente, que forma 95 % da mente , pode, de início, estar retendo uma crença contrária àquela que é afirmada pelo consciente, que é apenas 5% da mente, atrasando a manifestação visível do efeito desejado.
Esta necessidade de a mente consciente e subconsciente estarem operando em unidade é explicada através de uma analogia com a forma de saltar usada pelo cabrito montês. Ao ser estudado sobre como podia viver saltando entre os montes sem cair, ficou-se sabendo o seguinte: o cabrito montês, ao desocupar o local que o sustentava para dar seu salto, fazia com que suas patas traseiras ficassem exatamente onde as dianteiras estavam segundos antes. Dessa forma, as patas dianteiras e traseiras se entendiam em unidade, dando-lhe o domínio de movimentos sem o risco de quedas.
O consciente representa a função das “patas dianteiras”, marcando o local exato em que as “patas traseiras” deverão pisar e as substituírem, ou seja, a função de apoio do subconsciente. E então a Ciência Mental explica: “Quando as patas traseiras estiverem pisando no mesmo local deixado pelas patas dianteiras, a “prece é atendida”, ou seja, se a pessoa afirmar: “Eu tenho saúde inabalável mantida por Deus!”, se o seu subconsciente estiver saturado com esta mesma ideia, sua afirmação será “prece atendida”. Por outro lado, se as “patas traseiras” ainda estiverem vacilantes quando ao local exato a ser pisado, a pessoa deverá fazer as programações mentais até que o subconsciente, antes com crenças contrárias arraigadas, seja renovado dentro dos padrões das Verdades afirmadas pelo consciente.
Esta série de artigos procurou dar uma visão global do correto uso da mente, e, também, explicar como não usá-la indevidamente. Exemplo disso está no que acaba de ser exposto: se a pessoa afirma “ter saúde infinita”, e caso ela não “surja de imediato”, não deverá jamais mentalizar que “de nada adiantou”, ou que “mentalizou saúde e os sintomas permaneceram”, etc.. Toda negatividade deverá ser abolida convictamente!
De pouco adiantará alguém contemplar que “o Cristo é o seu real ser”,e, em seguida, apresentar um discurso diário em contrário, confirmando a ILUSÃO, confirmando “aparências negativas”, e disparando esse tipo de conversa o tempo todo, e com todos a quem possa encontrar em cada um de seus dias. As”contemplações absolutas” devem ser endossadas pela Ciência Mental e pelo Poder da palavra, de modo que possamos desfrutar realmente de seus benefícios de uma forma científica.