A identificação feita coletivamente pela humanidade com a “mente carnal” é um estado hipnótico, e mais nada! É desta identificação ilusória que nos aparentam vir as crenças de separatividade do Um infinito que somos. E a acomodação a tal estado hipnótico é o que leva a humanidade a mantê-lo, como se isto fosse a atitude mais natural possível!
Se alguém for acostumado a andar de bicicleta, e for-lhe oferecido um carro último tipo de presente, se ele não se interessar por tomar posse do carro, e continuasse apenas com a sua bicicleta, todo mundo estranharia e não entenderia sua atitude. Porém, a humanidade, sendo informada de ter ganho o Reino de Deus, nada estranha, vendo que ninguém demonstra interesse devido, marcante e efetivo, a ponto de reconhecer e vivenciar este Reino aqui e agora, adotando a Mente do Absoluto capaz de percebê-lo.
Esta acomodação à ILUSÃO precisa ser quebrada com vigor e determinação, por ser o primeiro passo para destronarmos esta falsa existência terrena com todos os seus embustes! Esta inércia precisa ser sacudida com veemência, para que outro estado seja estabelecido, que é o de ficarmos identificados com a Mente real que temos, ou seja, a Mente do Absoluto.
A Verdade que somos está estabelecida e evidenciada “desde o princípio”; assim, o que o estudo propicia, é um desmantelamento desse “estado hipnótico”, que atua como um nevoeiro que esteja encobrindo uma cidade. Assim como os raios do Sol revelam a cidade, desfazendo o nevoeiro, os Raios da Verdade revelam quem somos e onde estamos, desfazendo o “hipnotismo”.
A manifestação da Verdade vem à luz através da prática da Ciência Mental e das “contemplações absolutas”. A Ciência Mental é empregada como endosso das Verdades reveladas, antes e depois das “contemplações”. Desse modo, negamos ser “deste mundo”, negamos “ter mente carnal”, afirmamos que “em Deus” vivemos, que a Mente do Absoluto, sendo a Mente única, “é a nossa Mente”; e então, fazemos as “contemplações” para reconhecermos espiritualmente estes fatos eternos.
Após as “contemplações”, nos aparentes envolvimentos com o mundo e suas crenças, voltamos a praticar a Ciência Mental, fazendo rápidas pausas em nossas atividades, para afirmarmos que somos o Cristo, que a Mente do Absoluto é a nossa Mente, e que “pisamos em solo sagrado”, e não em mundo material.
Aqueles que, com dedicação e disciplina, reconhecerem a Verdade dessa forma, serão aqueles que “habitarão o lugar secreto do Altíssimo”,que está em SI MESMOS! Desse modo, como diz a Bíblia, “à sombra da Onipotência repousarão”.