Quando as Escrituras falam sobre “o que era desde o princípio”, falam de um AGORA sem ILUSÃO!O mesmo sentido encontra-se na colocação de João Batista, ao falar de “o que foi antes de mim”. Sabia ele que anulando este suposto “mim”, da ILUSÃO, também encontraria em SI MESMO o Cristo, que, naquele momento, reconhecia já estar manifestado em Jesus.
Estas passagens revelam em que consiste o Cristianismo, ou seja, ensina cada um a se desvencilhar por completo da CRENÇA HIPNÓTICA em suposto “eu nascido”, para expressar livremente a própria Consciência Crística, a exemplo de Jesus.
Ao dizer: “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”, Jesus explicava que, apesar de ser uma individualidade crística, tinha conhecimento de que o mesmo Pai, expresso especificamente como sua identidade divina, igualmente Se fazia presente, e Se fazendo expressar, aqui e agora, como todos nós!
Por isso, jamais admitia “adoração pessoal”, atribuindo ao Pai todas as suas obras, ao mesmo tempo em que anunciava que somos uma UNIDADE PERFEITA, por integrarmos a Onipresença divina! Isto, na Metafísica, é explicado através de uma ilustração: somos “a gota” e, ao mesmo tempo, somos “o oceano”! A gota é uma com o oceano, mas o oceano é maior do que ela.
Vimos, anteriormente, a frase de Paulo: “Jesus Cristo está em vós”! Numa conversa com um ortodoxo, falando-lhe sobre esta citação, ele disse: “Jesus está em nós através de seus ensinamentos!”. Esta visão anula toda a Verdade de que “o Cristo é TUDO em TODOS” (Col. 3: 11). A Ortodoxia não enfatiza que o Espírito do Pai, em nós, é o Cristo que somos!
Paulo entendia o que também João entendia: “nossa comunhão” real, permanente e espiritual “com Deus e com Jesus Cristo”, como deixou explícito em sua Primeira Epístola:“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco;e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (I João 1: 3).
Que está dizendo João? Que ele, achando o Cristo nele mesmo, achou o Pai e achou Jesus Cristo, uma vez que, em Deus, SOMOS TODOS UM! Ao dizer: “…para que tenhais comunhão conosco”, revelava ter VISTO A TODOS NÓS EM DEUS, e suas revelações são para que também nos achemos em Cristo, despojando-nos da falsa crença em “homem nascido na terra”.
Realmente, “as obras de Deus são permanentes”, e, se fomos postos por Ele no Paraíso, é no Paraíso que agora estamos, mesmo que a “mente carnal” desenhe infinitos “quadros terrenos” contrários a este Fato espiritual.
“E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio”, disse Jesus. Que nos ensina a Metafísica? A “testificarmos esta Verdade”, uma vez que ninguém poderá fazê-lo por nós!
Por isso, é preciso que tenhamos pleno e correto entendimento da “letra da Verdade”, para que jamais façamos orações que são sejam “orações da fé”!
“E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tiago 5: 14-15).
Em que consiste a “oração da fé”? É evidente não se tratar de “fé cega”, mas sim de uma “fé científica”, ou seja, baseada na “certeza das coisas não vistas”, como Paulo define a fé correta!
Tiago revela que enfermidades e pecados são eliminados, porque “o Senhor nos levantará”! Isto significa que pela “fé”, pela “certeza das coisas não vistas”, deixamos de notar as “aparências vistas”, que são as “miragens” contendo os “doentes e pecadores” sugeridos pela “mente carnal”.
Oramos crendo em nossa UNIDADE COM DEUS, admitindo “TER A MENTE DE CRISTO”, e é com esta atitude que “o Senhor nos levantará” acima do ilusório “mundo do pai da mentira”, com suas CRENÇAS no bem e no mal. Percebemo-nos sendo o Cristo Eterno, na permanente “comunhão com o Pai e com Jesus Cristo”.