A Realidade Espiritual contém, em Sua própria Substância, todas as Formas existentes, reais e permanentes. Esta Substância é o Amor divino em Autoexpressão indivisível; porém, como ocorre com a “videira e seus ramos”, aparece como “Formas individuais específicas”.
A Visão correta é aquela que somente considera esta Existência espiritual, contínua e permanente, sem que se divida e se mostre sendo “outros”. Tudo é Um, tudo é Deus, tudo é Unidade.
Esta forma iluminada de contemplar a Existência é a Visão do “Olho Simples”, que precisa ser treinada com afinco para ser posta em prática.
Segundo as Escrituras, Jesus passava um tempo enorme em oração. O motivo é o seguinte: precisava trazer com ele a vívida percepção do Universo real, em que toda perfeição em Unidade está manifestada, para poder não se permitir iludir pela dualidade ou pela “presença de outros”, chamados pelo mundo de “carnais”. A oração o deixava consciente para reconhecer a UNIDADE PERFEITA que todos formamos, chamada “Onipresença oniativa de Deus”. Desse modo, vendo a si mesmo como Deus, como Unidade onipresente, tudo e todos estariam sendo vistos como “extensões” de seu próprio ser. Por isso, o enfoque absoluto da Verdade assim diz: “Ver é Ser”!
Que seria o mais importante, em suas orações? A percepção de sua real identidade! Sem ela, sairia ao mundo como sai a maioria das pessoas: iludido pela CRENÇA EM MENTES PESSOAIS! Suas orações o faziam perceber “ser ele e serem todos o Cristo”, serem todos emanações da mesma Mente, da mesma Vida, do mesmo Pai!
Quando Paulo declarou que “Cristo é tudo em todos”, acentuou que antes que esta Verdade fosse percebida, o ilusório “eu nascido” teria de ser abolido! Cada “eu nascido” acredita ter “mente pessoal”, enquanto cada Filho de Deus sabe que age com a Mente do Pai, em Oniação, que o faz perceber espiritualmente ser “um com toda a Existência”. Desse modo, assim como os “ramos da videira” são a “Mente do Pai em expressão”, mesmo com cada ramo se percebendo como existência individualizada, a Visão do “Olho Simples” faz com que “nos vejamos como tudo e como todos”, apesar de parecer, aos sentidos humanos, que todos os supostos “outros” sejam “seres” sem vínculo direto conosco.
Se um ramo fosse arrancado da videira, teria ela perdido pedaço? Não. Unicamente sua “sombra fenomênica” ficaria alterada, enquanto a videira real permaneceria incólume na Oniação. Por isso o ensinamento absoluto explica que somente a Oniação é atividade real, enquanto as “aparências” são meramente “sombras sem vida”. Aquele que se perceber na Oniação saberá que não existem nascimentos nem mortes!
Tudo e todos, vistos pelos olhos da Verdade, são o “Eu que eternamente somos”! Por isso, assim disse Jesus: “Naquele dia conhecereis que eu estou no Pai, e vós em mim, e eu em vós”.