Todo ensinamento espiritual explica, à sua moda, a efemeridade e o vazio da suposta “vida humana”. Uma frase de Jesus, a esse respeito, é radical: Quem achar a sua vida, a perderá, quem perder a vida por amor de mim, a encontrará” (Mt. 16: 25).
Aquele que desconhece a verdadeira natureza Vida, que é “ser o Cristo vivendo”, não possui parâmetros comparativos de avaliação; assim, somente conhecendo a suposta “vida mortal”, a ela inteiramente se entrega, buscando desfrutar ao máximo de seus prazeres e se entulhando ao máximo de suas posses materiais.
“Quem perder a vida por amor de MIM, a encontrará”, disse Jesus. Conhecia a natureza da suposta “vida terrena” e conhecia a natureza da “Vida real e plena em Deus”. Mas aqueles que só conhecem a “vida ilusória” não conseguem entender ou admitir que haja sentido em se colocá-la em quinto plano!
Quem conhece a Vida, e não somente o “conceito material de vida”, não vivencia o “vazio” da vida humana; assim, não vive se preocupando em ter mais e mais bens, por se sentir pleno interiormente. Por outro lado, aqueles que se veem somente humanamente, se tornam vítimas ou de ostentação ou de inveja, ora fazendo questão de expor o que materialmente possuem, ora invejando aqueles que possuem o que julgam não ter.
Já dizia Buda: “Quanto mais coisas você tiver, mais terá com o que se preocupar”. Qual o sentido espiritual deste alerta? Fazer com as pessoas reflitam e descubram a vida real, eterna, transcendente aos sentidos humanos! Sabia que o acúmulo de bens terrenos, além dos essenciais e necessários, somente ocupariam e preocupariam as pessoas, tirando delas o tempo livre que deveria ser empregado no conhecimento da Verdade.
A mesma coisa foi ensinada por Jesus: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam, mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6,19,20,21).
O mais importante “bem terreno” a ser deixado de lado é o chamado “eu nascido”! Sem ele, “perdido por amor de MIM”, você terá acesso direto à Verdade, à sua Glória, ao Cristo que VOCÊ É! O CRISTO É A SUA VIDA REAL E PLENA!
Conhecer a Verdade é conhecer Deus, o Reino de Deus e a plenitude do Filho de Deus que todos somos! Aos seus discípulos, Jesus recomendou que fossem ao mundo pregar a Verdade, sem que levassem ouro e prata nos cintos e sem que levassem duas túnicas! Expunha a Verdade de que já carregavam com eles, na própria Consciência Crística, tudo de que pudessem necessitar, e que lhes seria “trazido à luz” como “bens acrescentados”.
Esta é a Vida pela Graça, quando, aos olhos do mundo, somos vistos tendo sempre o necessário e suficiente para cada dia, enquanto, aos olhos de nossa Consciência Crística, somos vistos como possuidores de tudo quanto Deus possui!