A “Prática do Silêncio” é o que há de mais importante, para quem deseja realmente conhecer a Verdade. Isaías disse que “no silêncio encontra-se a nossa fortaleza”, e Mary Baker Eddy disse que, apesar da validade de todo tipo de oração, a silenciosa é a mais eficaz. Jesus também ressaltou que “não é pelo muito falar que somos ouvidos”, em se tratando de oração.
A “Prática do Silêncio” é ativa e não passiva. Significa silenciarmos os sentidos mortais para nos identificarmos com as Mente do Absoluto, que é onipresente e dotada de Inteligência Infinita!
DEUS É TUDO! ASSIM, A INTELIGÊNCIA INFINITA É TUDO! ONIPRESENTE! ATIVA COMO TODOS NÓS, AQUI E AGORA!
Aquele que apreender e dominar este aspecto de Deus, que é o de SER INTELIGÊNCIA INFINITA ONIPRESENTE, poderá se dedicar à “Prática do Silêncio” com maior facilidade, profundidade e eficácia. Por quê? Porque não pretenderá “ajudar a Deus” com o “conhecimento espiritual” que julga ter acumulado! Entenderá que todo aquele “conhecimento” só lhe será útil se ele o aproveitar para “desaparecer de cena”.
Nada do que a suposta “mente carnal” julgue “aprender”, em termos de Verdade Absoluta, entrará na “Prática do Silêncio”! Como foi dito, o suposto “aprendizado” unicamente tem utilidade para que haja a total rendição do ego e o “nascer de novo”, durante cada prática contemplativa!
Quando Jesus afirmou “nada fazer de si mesmo”, revelando que TODA AÇÃO, aparentemente vista como sendo a dele, “era o Pai fazendo nele as obras”, explicava o segredo da prática correta da Verdade.
Certa vez, eu disse algo a um seguidor de O Caminho Infinito, que o deixou surpreso e espantado! Disse que nunca havia pensado no que eu havia dito a ele! Que foi que lhe disse? O seguinte: “Joel S. Goldsmith conta, em seu livro “A Arte de Curar pelo Espírito”, que uma vendedora que era uma de suas clientes, antes dele se tornar praticista, disse-lhe que seria curada, caso ele orasse por ela. A única oração que Goldsmith conhecia era uma reza infantil que aprendera com a mãe dele. Não podia esperar curas daquele seu conhecimento, mas a mulher insistiu muito, que ele disse a Deus: “Pai, sabes que não sei orar e, menos ainda sei o que seja curar. Se há algo que eu deva saber, fala comigo”. E ouviu com nitidez uma voz lhe dizendo: “Não é o homem que cura”. Disse ele: “Era o suficiente para me satisfazer: toda a minha oração não ia além. Nada mais foi necessário e a mulher estava curada”.
O que eu comentava, a respeito deste fato, é que não necessitamos de “estudar a Verdade” de forma a entulhar a mente de teorias e de princípios a vida inteira! NÃO É O HOMEM – A MENTE HUMANA – QUE CURA! É O NOSSO SILÊNCIO EM DEUS!
Goldsmith passou a vida toda “estudando a Verdade”, “aprendendo a Verdade” e “ensinando a Verdade”. O que desejo ressaltar, é que ali se deu a cura espiritual e sem que nada ele conhecesse sobre o assunto, razão pela qual estou transcrevendo aqui esta passagem da vida dele. Houve total receptividade da parte da vendedora, e houve total entrega a Deus, da parte dele!
Em outra parte do mesmo livro, Goldsmith diz: “Quando deixamos de pensar pensamentos e palavras, e mergulhamos no grande silêncio, então a mente para – e a hipnose acabou”.
De nada adianta alguém ler sem parar livros e mais livros de Goldsmith, ou de quaisquer outros autores, sem se dedicar a “mergulhar no silêncio”! Quando falam comigo, muitos me perguntam: “Você está sabendo se saiu algum livro novo do Joel? Os antigos eu já li todos!”
O que deve ser gravado é o seguinte:
DEVEMOS MERGULHAR NO SILÊNCIO! DEIXAR DEUS MOSTRAR SUA PRESENÇA SENDO A NOSSA! ALÉM DISSO, DEVEMOS RECONHECER SUA INTELIGÊNCIA INFINITA, ONIPRESENTE, CUIDADORA DE TUDO, DE MODO QUE O SUPOSTO “EGO ESTUDANTE DA VERDADE!” DESAPAREÇA!