“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”.
Mateus 7: 12
Na Metafísica, esta citação bíblica é denominada “A Regra de Ouro”. O “mundo de aparências” não é real, sendo meramente uma “sombra” da Oniação. Estamos todos em DEUS, que é TUDO! A prática da “Regra de Ouro” facilita a projeção harmônica da Oniação no suposto “mundo de aparências”.
Assim como o Universo real é atividade perfeita ativa, sua “sombra” também é ativa, e enquanto as CRENÇAS COLETIVAS não forem substituídas pela consciente aceitação da Mente de Cristo pela humanidade, as “aparências” estarão sendo vistas pelos sentidos humanos.
Onde entra a “Regra de Ouro”? Ela alinha a pessoa com a Realidade divina, agindo pelo não agir, que é cada um expressar livremente Amor divino sem a CRENÇA de que possui “mente pessoal”.
DEUS É IMPESSOAL, UMA UNIDADE SE EXPRESSANDO! Nesta Autoexpressão, Deus é Deus em toda a extensão de SI MESMO, o que faz com que TUDO se mostre perfeitamente suprido e atendido. Quem medita e se reconhece incluso nesta Oniação, percebe, em sua suposta “vida cotidiana”, que é “sombra”, um impulso natural de fazer pelo próximo o que, de sua parte, entende ser possível, dentro de sua capacidade natural.
Como na Oniação somos todos um, esta Verdade se desdobra visivelmente com cada um agindo em unidade com todos, fazendo a sua parte espontaneamente, e sem fazer distinção entre o que é seu e o que é de outro.
Quem não praticar a “Regra de Ouro” será aquele que agirá pela “mente carnal”, vivendo de modo egoísta e sem ter a alegria plena de se ver participando na vida daqueles com quem convive e tem contato. A figueira que não dava frutos foi seca por Jesus, e uma explicação deste fato é que todos os nossos dons e talentos, se não forem expressados, para o nosso bem e para o bem do próximo, irão se atrofiar!
Há anos, quando eu encerrei uma série de palestras sobre a prática da Verdade Absoluta, preparei uma sequência de artigos para serem enviados àqueles que receberam as explicações sobre os princípios do ensinamento. Aqueles que, de algum modo, procuraram passar adiante o que tinham ouvido, “deram frutos”, ou seja, viram os efeitos da prática da Verdade em suas próprias vidas, e atendiam aos impulsos de propagá-los a quem desconhecesse os ensinamentos. Por outro lado, outros só se acostumaram a ficar recebendo os ensinamentos, e o que haviam aprendido, em vez de atuar para mais e mais expressarem neles o Cristo, foi ficando distante da lembrança e da sua propagação. Alguns haviam deixado de vivenciar os princípios absolutos por se filiarem as “doutrinas várias e estranhas” do mundo, trocando a Verdade de que DEUS É TUDO por outras colocações meramente intelectuais, humanas e ilusórias.
Jesus disse aos seus discípulos: “Ide ao mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. A observância desta recomendação deixa cada um alinhado com a Verdade aprendida, e todo aquele, assim afinado com Deus, naturalmente será praticante da “Regra de Ouro”: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas”.
Norman Vincent Peale, ministro que ficou famoso por publicar a obra “O Poder do Pensamento Positivo”, disse ter aprendido com seu pai, que era pastor, o seguinte: “Em qualquer situação de diálogo, fale sobre Deus às pessoas!”.
Quem praticar a “Regra de Ouro”, estará empregando todas as Leis mentais a seu favor, pois estará vivendo “sem ego”, entendendo fazer parte da Oniação, entendendo que “todos os demais” são ele próprio, essencialmente a mesma Oniação, e, o principal, entendendo o que disse Jesus: “Eu, de mim mesmo, nada sou e nada faço; o Pai, em MIM, faz as obras”.