Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência”. A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear”. O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro”. Significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu,a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.
Partir de DEUS COMO TUDO requer o que a autora aqui chama de “o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade”. Para reconhecermos que esta totalidade divina abrange o Ser que somos, o “falso sentido do eu” terá de sumir do cenário, sem mais contar com o nosso endosso!
A chamada “mente carnal” é a ilusória “autora” deste “eu” desconhecido de Deus e da Verdade! Enquanto nossa intenção não for radical, em termos de nos dedicarmos a fazer a identificação de “quem somos” com o Cristo, com o “Cordeiro de Deus”, numa visão claríssima e absoluta de nossa Unidade com o Amor infinito e onipresente que Deus É, o “dragão” parecerá ter existência e espaço para conosco lutar. “O dragão é morto pelo princípio divino”, diz o texto! Este princípio parte da totalidade e unicidade de Deus. Significa que nossa radical e consciente “inclusão” na Verdade e no Amor divino exclui a “crença dualista” em supostos opositores a Deus.
“Passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino”,diz a autora. Sem esta decisão de “negar-se a si mesmo”, o aparente progresso de alguém será praticamente nulo! Quanto mais nos interiorizarmos e nos identificarmos com o Cristo que somos, um com a Onipotência divina, menos este “eu aparentemente mortal” ocupará nossa lembrança. Para isso, além das “contemplações absolutas”, em que fazemos a “renúncia ao eu mortal” em troca de nossa real identidade crística, devemos, em nosso dia a dia, “deixar que flua” a Vontade de Deus como sendo a nossa, para não perdermos de vista o Eu REAL que somos, que é o próprio Deus sendo Deus como o Cristo que é TUDO EM NÓS!