Comentários Sobre “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-11

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No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente..

O que a autora aqui coloca, é com respeito à nossa adesão,  – quando aparentemente vivemos “entre dois mundos” –  às Verdades que discernimos em nossas “contemplações”. Nelas, já partimos de nossa “unidade com Deus” e da Verdade de que “temos a Mente de Cristo”. Quando ela diz que “vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece”, está falando da rendição da suposta “mente humana” às Verdades absolutas, e, para isto, o suposto “ego humano” se mostra anulado pela “sujeição à onisciência de Deus”.

Se adotarmos o “Referencial de Deus”, esta “adesão persistente à Verdade” se mostrará  natural em nós, uma vez que estaremos identificados com o Cristo e não com o suposto “homem natural” das “aparências”. Desse modo, sob o enfoque do ensinamento absolutista, entenderemos o atendimento das recomendações, quanto a se ter desejos puros de glorificar a Deus, elevar os conceitos entretidos sobre o próximo, etc., não mais como feitas humanamente a nós, mas sim, como sinais da rendição da “crença coletiva” à Verdade que somos! Isto porque jamais estivemos sendo o suposto “ser das aparências”, que é puramente uma ILUSÃO.

Em vista do exposto, sempre que encontrarmos colocações desse tipo, em artigos sobre a Verdade, esta nossa identificação unicamente com o Cristo precisa ser lembrada e adotada, para jamais nos vincularmos com o ilusório “eu” das aparências.

A frase final deste parágrafo, em que a autora diz: “Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente”, deve, portanto, ser interpretada à Luz da Verdade absoluta, ou seja, tais “estados de pensamento” são algumas evidências da ação do Cordeiro “nas crenças coletivas”, jamais, portanto, em “nossos pensamentos”. Quais seriam os “nossos pensamentos”? Seriam os pensamentos da “Mente de Cristo”, revelada como a “nossa Mente real”! Com esta “troca de referencial”, entendemos que esta “Ação do Cordeiro” é a ação do Cristo que somos, “destruindo” as ilusórias “crenças coletivas”, ou o chamado “magnetismo animal”.

Continua..>

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