O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.
“O Cordeiro de Deus, agindo em nós”, como aqui diz a autora, quer dizer o Cristo que somos agindo sobre a suposta “mente humana”, muito comum, mas impropriamente, chamada de “nossa parte humana”. É, na verdade, o nosso aparente envolvimento com as “crenças coletivas”, não sendo, portanto, quem somos. Feitas estas ressalvas, entendamos o processo de desmantelamento da ilusão:o Cristo – o Cordeiro de Deus – “atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento”. Nesta parte, o texto explica o Pai atuando como o Cristo que somos, e Se mostrando como a Substância real presente, enquanto, até então, as “imagens hipnóticas” no pensamento nos chamavam a atenção, por nos parecerem reais.
“O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula”. Esta é a parte efetiva do “tratamento metafísico”, em que percebemos a Unidade Pai e Filho em nosso próprio Ser. O poder e a presença divinos sustentam nossa identidade crística, e “alcançam o erro”, ou seja, alcançam a “tela” em que se projeta toda suposta condição de “mal ou de “imperfeição”, que parecia ser manifestação verdadeira diante de nós. Nas palavras da autora, era puramente uma “farsa ridícula”.
“Então, nos regozijaremos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus”. Esta sentença revela nossa percepção interior de que somos o Cristo, e não u suposto “eu nascido” submisso ao erro e à carnalidade.
O processo da “cura espiritual” se encerra pela nossa percepção da Harmonia imutável e, portanto, sempre presente, exatamente onde o erro procurava subverter o bem, que, de fato, é permanente. Desse modo, a autora assim encerra o parágrafo: “O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará”.
Vale ressaltar que todo o aparente “processo” ocorre pelo Poder de Deus agindo como o Cristoque somos, o qual, naturalmente, estende sua ação à mentalidade humana, onde as distorções hipnóticas pareciam estar, destruindo-as por completo! Eram ilusórias! Não se trata, portanto, de cura mental! Trata-se da pura manifestação do Poder divino em comunhão com o Cristo que somos.
É importantíssimo entendermos em que consiste a “cura metafísica”, para que não tentemos “ajudá-la” forçando a suposta mente humana! Além disso, como é Deus a Fonte da ação, não perderemos tempo em avaliar se o suposto “mal” ou “dificuldade” é, segundo a crença, classificado como grave ou não!
“O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará”.